Meu primeiro prêmio literário!

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Com o meu pai no STRIX

Ainda não tenho ideia de como descrever o que estou sentindo. No fundo, fiquei tão chocada que até as palavras, que costumam ser minhas amigas, fugiram.

Já contei aqui no blog como foi difícil fazer minha estreia no terror, na antologia King Edgar Hotel pela Editora Andross. Alguns dias depois do lançamento do livro, no evento Livros Em Pauta, tive a grande surpresa de ser indicada à premiação de melhor conto da coletânea junto a outros quatro colegas. Meu pai, participando de outra antologia, também foi indicado.

Os premiados do STRIX

Os premiados do STRIX

No último sábado(04-07), novamente botamos o carro na estrada rumo a São Paulo para assistir à premiação do STRIX. Estar no evento como uma das finalistas já foi fantástico. Me senti realmente no Oscar, com direito a tapete vermelho e tudo. Entre os anúncios de vencedor em cada antologia, era cantada uma música relacionada ao tema. A cantora do evento foi a Paola Giometti, organizadora da antologia Sede, que me surpreendeu com a linda voz.

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Com o Alfer Medeiros, um dos organizadores do King Edgar Hotel

O Strix teve uma estrutura incrível. Além da música ao vivo e do tapete vermelho, teve cobertura ao vivo na internet. E o telão mostrava a foto de cada candidato enquanto o organizador resumia o conto.

Mas, quando o Alfer Medeiros leu meu nome no envelope vencedor, minhas pernas bambearam. Tive certeza de que repetiria o tombo de Jennifer Lawrence ao subir as escadas. Meu pai, na antologia Sede, também teve seu conto “O Julgamento de Gregorie” como vencedor. Voltamos para o Rio com duas corujinhas douradas!

Nunca tinha ganhado nada pelo que escrevo. Estou MUITO feliz pela coruja que agora me olha da estante. Sou absurdamente grata a todos os que me apoiam no meu sonho e incentivam meu trabalho. Agradeço também a Editora Andross pelo carinho e cuidado, desde os organizadores até a finalização do livro e os dois eventos. Foi tudo lindo!

Muito obrigada.

Bruna Paiva

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Melhores maneiras de estudar na internet

Imagem: Reprodução

Imagem: Reprodução

Uma das formas mais eficientes de aprender alguma coisa é usando a internet. Para mim sempre funciona. É bem mais fácil estudar quando usamos um artifício que já faz tanta parte da nossa vida. Resolvi contar para vocês quais são os sites e canais que mais me ajudam a aprender as matérias. Espero que ajude vocês também!

1- Descomplica

O canal Descomplica é um dos melhores que existem na internet brasileira. Não tem nada que eles se proponham a ensinar que eu não consiga aprender. Eles têm aulas de todas as disciplinas, mas as que eu mais gosto são as de humanas!

2-Professor Jubilut

Melhor professor de biologia! Não tem como não aprender com o Jubilut. O jeito que ele explica faz você gostar até da matéria mais chata. Ele está sempre no programa da Fátima Bernardes explicando tudo o que tem relação com biologia.

3-Khan Academy

O Khan Academy foi descoberto pelo Bill Gates. O projeto é maravilhoso. Além das aulas em vídeo, eles disponibilizam exercícios. O site já foi traduzido para várias línguas, inclusive português. E o melhor: é tudo grátis!!

4- Me Salva

Como o nome já diz, esse canal simplesmente me salva na véspera das provas. Eles ensinam as disciplinas exatas e as minhas preferidas são as de física. É simplesmente a salvação para a prova em 5 minutos no Youtube.

5- Stoodi

O Stoodi é o canal que eu mais uso para tentar aprender química. Vamos combinar que essa é a pior matéria do universo, né? Mas com o Stoodi dá para entender o que precisamos, seja para aprova do dia seguinte ou para o vestibular.

Esses são os sites que eu mais uso para estudar. E vocês? Quais usam? Já conheciam os meus preferidos? Contem tudo nos comentários!

Bjs da Bru

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Vazio Literário no Salão de Livros para Crianças e Jovens FNLIJ 2015

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De um lado, cerca de 10 jovens leitores acompanhavam a narração de Alice no Pais das Maravilhas, conduzida pelo jornalista Pedro Bial. Na outra extremidade do evento, o incansável Ziraldo contava as aventuras de seus personagens para pouco mais de 15 crianças. E essas foram as duas maiores concentrações de pessoas que vi no último domingo (21/06), ao visitar o 17º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, no Rio de Janeiro. Um cenário triste que me deixou com um vazio literário no peito pelo resto do meu dia de folga.

Vazio porque sei que a geração de jovens de hoje lê muito mais do que a minha. Vazio porque vi nos olhos de meus filhos a mesma decepção que eu não consegui disfarçar. Vazio porque, pelo desânimo que percebi nos livreiros, distribuidores e editores que participavam do evento, fiquei com receio de não haver uma 18ª edição. E vazio ainda maior porque ao meu lado estava uma adolescente, dona deste blog, que sonha em viver profissionalmente de literatura.

Lembro-me de ter levado meus dois filhos ainda bebês aos seus primeiros salões de livros. Eles não sabiam ler, mas se encantavam com as cores, com os formatos e desenhos dos livros infantis. Nós nos amontoávamos nas almofadas, nos pufes dos espaços de leituras e eu e a minha mulher  contávamos histórias. Interpretávamos, gesticulávamos e fazíamos vozes de vários personagens para eles. Deixávamos que segurassem os livros, que sentissem aquele universo. Acreditávamos e acreditamos ser importante para as crianças fantasiar, viajar por estórias e histórias.

Mas aquele ainda era o maravilhoso e exclusivo mundo dos livros impressos. Crianças não nasciam com tablets e smart phones em punho. Os tempos mudaram e as feiras literárias precisam se atualizar também. Um salão literário para crianças e adolescentes não pode ignorar novos autores, os blogueiros e os youtubers. São essas as novas referências  que têm arrebanhado cada vez mais a atenção dos nossos jovens e ajudado a formar novos leitores e formadores de opinião.

Alguém duvida que a presença de fenômenos jovens como Bruna Vieira, Felipe Neto ou Christian Figueiredo (todos tb autores de livros) arrebanharia muito mais jovens leitores do que eventos como 150 anos de Alice no Pais das Maravilhas ou 120 anos de Maba Tahan? Não defendo de forma alguma que não se cultuem ou valorizem os clássicos. Mas é preciso mesclar o tradicional com o novo para se atingir as novas gerações. Você atrai oferecendo o que eles gostam e aí aproveita a presença deles para  apresentar-lhes  um cardápio mais amplo.

Ao lado da feira de livros havia um encontro de Anime e Cosplay. Estava lotado de jovens e seus pais. E olha que a entrada custava R$ 25, enquanto a da feira literária custava apenas R$ 5. Será então que os jovens não querem mesmo mais saber de livros? Sinceramente não acredito nisso. Basta olhar para o crescimento da Amazon Brasil e de sites de leituras como Wattpad e Widbook. Basta ver a multidão que a Bienal do livro atrai ao mesclar os clássicos com as novas tendências, o analógico com o digital.

O que parece estar mais do que provado depois deste 17º Salão FNLIJ é que não há mais espaço para a velha fórmula de se expor os livros em uma estante e esperar que os leitores simplesmente apareçam. Vivemos no mundo dos mil estímulos. Os livros estáticos mantêm seu charme, mas nunca sofreram tanta concorrência. E para captarmos a atenção dos leitores é preciso interagir com esse novo mundo e sus novos estímulos.

Portanto, para o próximo salão, convidem os autores queridinhos dos adolescentes, convidem blogueiros, youtubers, viners…Coloquem uma bandinha jovem tocando e personagens andando pelos corredores…Convoquem os estudantes dentro das escolas (as pariculares tb) para concursos, antologias. Instalem uma espaçonave na entrada do salão, deixem os cosplayers entrarem… Façam alguma coisa ou tudo isso ao mesmo tempo. Mas pelo amor de Deus não me deixem sentir esse vazio literário mais uma vez.

JM Costa

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Pretérito Perfeito

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É, eu percebi. Vi você me olhando e li a dor em seus olhos molhados. Te conheço o bastante para compreender tudo sem que nada seja dito. Não precisei te ouvir para entender o que queria quando se aproximou. Mas sei que você não me conhece tão bem.  Não seria capaz de inferir o porquê do meu não. Sendo assim, aí vai:

Desculpa, mas não dá mais para mim. Lamento que seu arrependimento só tenha batido agora. E lamento toda a confusão, dor e sofrimento que você vai encarar pela decepção. Os enfrentei há pouco. Mas passou, assim como o seu vai passar.

Sofri bastante também. Chorei, lembrei, senti falta e tive o coração despedaçado a cada vez que aquela data chegava. Aliás, deu uma olhada no calendário essa semana? Não queria que sofresse como eu, afinal, ainda nutro muito carinho por você. E não desejo a ninguém tudo aquilo por que precisei passar.

Mas espero que te sirva como um aprendizado. Não se tem tudo o que se quer à hora desejada. A vida não tem filhos mimados. Sempre te disse e vou repetir: é a velha história do “quem não quis quando podia, quando quiser não vai poder”.

Você me teve, você pôde. Teve uma menina que te amava apesar e por causa de todos os seus defeitos. Que era louca por você e queria te dar o mundo. Que se permitiu sonhar, acordada ou não, em ter você no futuro. Alguém que te quis e que amava te ver sorrir. Que reconhecia teu perfume de longe e te achava lindo quando estava brabo.

Entretanto, como bem disse, teve. No Pretérito Perfeito do Indicativo, assim como eu sofri, chorei e estive mal. Mas passou. De agora em diante não te conjugo mais no presente.

Bruna Paiva

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Sobre ser bailarina e o concurso de “bailarinas” do Faustão…

Bailarinas do Faustão - reprodução web (Foto: Artur Meninea / Gshow)

Bailarinas do Faustão – reprodução web (Foto: Artur Meninea / Gshow)

São no mínimo nove anos de estudo. Anos e anos de esforço e suor diários. Incontáveis dias de frustração seguidos de persistência já que sabemos que bailarina tem que melhorar tudo, sempre. Esforço este que, mesmo trazendo hematomas, machucados, uma rotina agitada e muito estresse, nos é recompensado por fazermos o que amamos.

Por isso me entristece assistir a demonstrações da desvalorização dos profissionais da dança. Meninas sem base alguma se dizendo bailarinas e ainda afirmando que “sempre gostaram de dançar na balada”.

Ser bailarina não tem nada a ver com dançar na balada. Ser bailarina não se resume a rebolar a bunda e bater cabelo. Não pode se resumir a ter perna alta e elasticidade. Isso todo mundo tem.

Ser bailarina não é fazer caras e bocas ou se remexer feito louca enquanto uma música toca no fundo. Ser bailarina requer estudo, requer esforço e o bonito é o conjunto da obra. Não adianta nada ter uma perna na orelha se você só se mexe ao invés de realmente dançar.

Ser bailarina não tem nada a ver com o que eu vi nos dois últimos domingos no Domingão do Faustão. Senti uma imensa vergonha assistindo. Vergonha se essas são realmente as representantes da dança que passaram por uma rigorosa seleção em todo o país.

Espero de coração que esse concurso não seja tomado como referência na dança brasileira. E espero ainda mais que não se concorde com alguém que diz que “o auge da carreira da bailarina é dançar no ballet no Faustão”. Realmente me preocupa que esse seja o cenário que pintam da dança num país com tanta gente talentosa.

E se há alguém que ainda está achando legal o que assistiu, acredite: o concurso é pura cara de pau e carece de dança verdadeira.

Bruna Paiva

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A emocionante história de Gigi e os seus Quimionautas

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Era uma vez uma jornalista que se descobriu com câncer durante a gravidez.Os médicos aconselharam-na a interromper a gestação para evitar o avanço acelerado da doença, e para aumentar suas chances de tratamento. Mas o único conselho que ela seguiu foi o de seu coração.

Durante os últimos três anos Gizella Werneck (ou Gigi como gostava de ser chamada) espalhou amor e esperança pela Terra. Seu quarto no hospital era conhecido como quarto do amor,  decorado com corações de vários formatos. Sua força e alegria contagiavam a todos que mantinham contato com ela. Mas Gigi queria ir além.

Ela queria dar esperança e alegria às crianças que enfrentam o câncer.  E foi com esse intuito que escreveu s Aventuras dos Quimionautas no Planeta Terra. Uma fábula sobre o Planeta Kura e seus habitantes super-heróis. No fim do ano passado ela conseguiu viabilizar, atrávés de financiamento coletivo,  a confecção dos 3 mil primeiros exemplares para serem distribuídos gratuitamente em instituições públicas de tratamento.

Gigi acabou nos deixando no dia 19 de dezembro de 2014. Ela viajou para o Planeta Kura poucos dias depois que os livros ficaram prontos. Mas, graças a um grupo de voluntários, seu projeto dos Quimionautas ganhou vida própria. Hoje uma versão teatral da história é apresentada com músicas e distribuição de corações em  hospitais, ambulatórios e instituições de tratamento de crianças e adolescentes com câncer.

Agora o grupo dos  Quimionautas lançou uma nova campanha de arrecadação de recursos, para imprimir uma segunda edição do livro, que é distribuído gratuitamente durante as apresentações.

CLIQUE AQUI PARA CONHECER MAIS DESSA EMOCIONANTE HISTÓRIA

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Uma escola de bruxos protegida pelo Cristo Redentor!

armaescarlate copySou fã de Harry Potter desde criancinha. E confesso que, apesar do grande interesse que me causou, comecei a ler “A Arma Escarlate” com certo preconceito. Como quem cresceu acostumada com algo e estranha “imitações”. Resultado? Quebrei a cara como normalmente acontece quando pré-determino uma opinião sobre o que não conheço.

Imitação? Pois eu digo que não. É mais do que claro, e a própria autora afirma isso já na introdução do livro, que a inspiração para a história de Renata Ventura é o mundo criado por J.K. Rowling. Mas em momento nenhum a brasileira tenta se sobrepor à história de Harry.

Muito pelo contrário, a autora trata o mundo bruxo como um universo único. Em várias passagens do livro, traça paralelos ao que ocorre em escolas de bruxaria de outras partes do mundo. “A Arma Escarlate”, publicado pela editora Novo Século, seria, portanto, um retrato da “realidade” do mundo bruxo no Brasil. E acho que a escola de bruxaria com a qual sonhei a vida inteira talvez possa estar mais perto do que eu pensava.

Hugo é um menino negro, pobre e morador da favela do Santa Marta. Aos treze anos, ao mesmo tempo que começa a se envolver com o tráfico de drogas na favela, recebe uma carta que revela que ele é um bruxo. Vendo ali uma oportunidade de mudar de vida e voltar para se vingar de todos os que fizeram ele e sua família sofrer, o menino decide se arriscar. Aceita o desafio de ir para uma escola de bruxaria.

Já na escola, que fica localizada (pasmem!) no morro do Corcovado bem embaixo do Cristo, Hugo faz amigos, sofre decepções e se mete em cada confusão que dá vontade de ir lá brigar com ele. Renata Ventura conseguiu criar em mim uma enorme vontade de conhecer cada um de seus personagens. E confesso que ao terminar de ler já estava caindo de amores por Capí, um dos amigos de Hugo na escola de bruxaria.

Com uma escrita boa que faz a leitura fluir facilmente, a autora carioca mistura a realidade ao mundo bruxo de um jeito genial. A vida nas favelas, o tráfico de drogas e fatos históricos, como a vinda da família Real

Com a fofa da Renata Ventura!

Com a Renata Ventura na Feira De Cultura Literária

para o Brasil, são exemplos de fatores presentes no livro. “A Arma Escarlate” é o primeiro de uma série e eu pre-ci-so ler a continuação. Tive o prazer de conhecer Renata Ventura na Feira de Cultura Literária 2014, onde lancei o Book Trailer de Um Diário Para Alice.

Indico a absolutamente todo mundo que cresceu acreditando nesse mundo bruxo que para nós é completamente real. Garanto que, como eu, vão se surpreender do início ao fim e ansiar por fazer parte desse mundo agora mais perto do que nunca…

Bruna Paiva

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King Edgar Hotel: o livro de horror onde os meus medos se revelam

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Entre os amigos e escritores Lara Luft e Alfer Medeiros

 

Quando recebi um e-mail dos organizadores Lara Luft e Alfer Medeiros me convidando para participar de uma antologia de terror, minha primeira reação foi: “é claro que não vou participar”

Sabe aquela pessoa que, a partir do momento em que vê qualquer coisa que envolva o sobrenatural, passa tempos sem conseguir ficar sozinha à noite? Prazer, eu.

Por aí dá para entender o porquê de eu não querer participar da antologia, né? Estava planejando participar do livro que reuniria contos de amor… Entretanto, um pequeno detalhe me fez pensar melhor. A coletânea de terror teria apenas autores veteranos da Editora Andross. E eu havia sido convidada.

Juro que esse foi o meu maior incentivo naquele momento. Não queria ser “a excluída” do grupo dos veteranos simplesmente porque “terror não é a minha praia”. Mandei um e-mail explicando que, apesar de não me dar muito bem com o gênero, ia me aventurar na antologia King Edgar Hotel. A resposta que recebi foi ainda mais incentivadora. Alfer me disse: “é nos desafios que crescemos”.

Acho que participar dessa antologia realmente foi um dos maiores desafios que já tive que enfrentar. Como escrever tendo medo do que você cria? Foi muito difícil. Para vocês terem ideia, não conseguia tocar no conto depois das 19h ou se estivesse sozinha em casa.

Mas no fim compensou. Depois de muitas versões, revisões e incontáveis releituras, fiquei satisfeita e mandei o conto para os organizadores. Fui aceita! E tenho certeza que aprendi muito com a experiência.

No dia 30/05  estive em São Paulo na 5ª edição do Livros Em Pauta,  para o lançamento da antologia. E no evento eu confirmei que havia feito a coisa certa. Amei o livro, ficou lindo! O clima entre os participantes do King Edgar Hotel era incrível. Além de tudo, fui surpreendida pelos elogios de Alfer ao meu conto, ele me deu os parabéns pela “excelente estreia no horror”!

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Família reunida no Livros em Pauta

Por causa da minha enrolação com o conto de terror, não consegui participar na antologia romântica, organizada pelo amigo Leandro Schulai. E ele não entendeu nada quando me viu na coletânea de horror, mas deu parabéns e prometeu ler meu conto.

O evento foi muito legal e eu amei participar mais uma vez. Muito bom  encontrar dezenas de pessoas dando seus primeiros passos na carreira literária, e também poder interagir com escritores mais experientes. Encontrei o pessoal antigo, conheci gente nova e me senti muito mais em casa do que no ano passado, quando participei pela primeira vez publicando contos em outras duas coletâneas.

Na reunião com os autores, o Edson Rossato, dono da Editora Andross, aproveitou a 5ª edição do evento para anunciar algumas novidades como um prêmio literário! Todos os contos de cada antologia vão concorrer ao prêmio STRIX e eu tenho certeza que a premiação ao estilo do Oscar vai ser muito legal.  Tem uma estatueta linda para os primeiros colocados. Além do prêmio, cujos vencedores serão revelados em julho, ele anunciou que a partir de agora a Andross também vai fazer publicações independentes de autores solo.

O King Edgar Hotel me deu vontade de ler (e quem sabe escrever) mais coisas do gênero, estou devorando o livro e adorando os contos. A antologia está linda e muito assustadora! Quem quiser um exemplar autografado, pode comprar diretamente comigo ou solicitar pelo e-mail brunapaiva@adolescentedemais.com.br . O livro custa R$29,90 mais o valor do frete.

UM POUCO MAIS SOBRE O KING EDGAR HOTEL

A propbrunaosta do King Edgar Hotel era usar um hotel macabro como pano de fundo para contos de horror.  Cada um de seus quartos serviria de ambiente para um conto, histórias diferentes no mesmo lugar.  Mas o resultado ficou ainda melhor do que isso. O trabalho de cross over feito no livro é sensacional. Muitos dos contos se interligam e há personagens fixos  e ambientes comuns  a todas as histórias.  O leitor se sente em um ambiente único enquanto passeia pelas dezenas de contos.

A antologia tem 510 páginas e traz cerca de 80 contos. O meu conto se passa no quarto 39 e se chama “A bonequinha de porcelana”. Nele, uma publicitária perde o vôo de volta para casa e vai parar no King Edgar Hotel por intermédio da Companhia Aérea. Ao tentar descansar em seu quarto, ela descobre que não está sozinha. Dá medo só de lembrar…

Bruna Paiva

Vou publicar um conto de terror na 5ª edição do Livros em Pauta em SP

Livros em pautaNeste sábado, dia 30/05, rola em São Paulo a quinta edição do  Livros Em Pauta. O evento contará com muitas palestras sobre literatura e cultura pop além do lançamento das novas antologias da Editora Andross. E adivinhem quem vai ter conto publicado de novo? Eu!

No último ano, contei aqui que tive dois contos publicados em antologias da editora Andross. Foram o “Adeus amor, pra mim já deu” e “O velório do amor da minha vida”. Entretanto, meu conto desse ano tem uma temática beeeeeem diferente.

King edgar hotelDesta vez, minha antologia é a “King Edgar Hotel – onde os medos se revelam”. Isso mesmo, uma coletânea de contos de terror e suspense. Esta antologia foi montada apenas com autores veteranos da editora Andross. Vocês podem curtir a fã-page da antologia no Facebook clicando aqui.

A proposta da minha antologia era reunir contos ambientados em um hotel macabro, onde  em cada quarto há algo de muito estranho. O meu quarto é o nº 39 e meu conto se chama “A bonequinha de porcelana”. Apesar de terror não ser muito a minha praia, eu consegui ( a muito custo, mas depois conto isso para vocês) ficar satisfeita com o meu conto.

Além de mim, este ano meu pai, que é colaborador aqui no Adolescente Demais, também publicará um conto pela Andross. A antologia dele é a “Sede” que reúne contos distópicos sobre um futuro onde não há mais água.

Portanto, é claro que estaremos no evento. O Livros Em Pauta acontece na Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (Fapcom), no bairro Vila Mariana,  das 10h até as 20h. E eu ia amar encontrar alguns de vocês por lá. O evento é suuuper legal, tem palestras muito interessantes sobre literatura, jogos de RPG e muito mais. Ah, a entrada no evento e para as palestras é gratuita! É isso, galera. Espero todo mundo lá porque vai ser demais!

Beijos da Bru!

SERVIÇO:

Evento:  LIVROS EM PAUTA – Entrada gratuita

Data: 30/05/2015 – Das 10h às 20h

Local: Fapcom: Rua Major Maragliano, 191 – Vila Mariana – São Paulo – SP

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Meninos Perdidos

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Imagem: reprodução Carta Potiguar

 

Era só um menino. Na cintura havia um canivete. As roupas, sujas e rasgadas. Os pés estavam descalços e ele não tinha uma aparência saudável ou bonita. Mas era só um menino.

O garoto tomava banho no chafariz de uma praça. Ao lado de vários da mesma idade que ele. A pele estava quase cinza de tão encardida. Mas eles brincavam como crianças que eram. Crianças que riam de coisas simples. Crianças que tiveram a infância ferida pela desigualdade da vida.

Ao ver aqueles meninos jogando água uns nos outros e gargalhando, meu primeiro pensamento foi em meu irmão. Tem a mesma idade e a mesma alegria, porém teve a sorte de nascer numa família bem estruturada. Não precisou ser jogado nas ruas para pedir um trocado no semáforo.

Sei que esse é um dos maiores problemas do país, e sei também que a violência vinda dessas crianças é cada vez mais intimidadora. Mas, talvez por consequência de algumas leituras, como “Capitães da Areia” de Jorge Amado, eu tenha mudado minha maneira de perceber meninos de rua.  Hoje, antes de pensar “pivetes”, cenas como a descrita acima me deixam comovida e indignada.

É da natureza do adolescente ter a certeza de que pode mudar o mundo, mas acho simplesmente revoltante este ser tão injusto. Meu conto de fadas favorito sempre foi Peter Pan, e hoje, um pouco mais velha, me pego tendo alguns sentimentos característicos de Peter.

A vontade que tenho ao ver esses “meninos perdidos” é de levá-los para algum tipo de Terra do Nunca. Não para impedi-los de crescer. Mas para tentar fazê-los crescer decentemente. Mostrá-los que, se estudarem, com toda certeza conseguirão muito mais do que vagando pelas ruas. Levá-los para longe desses crimes que têm cometido, consertar o caráter deformado pela violência.

Tenho vontade de acolhê-los e dar um carinho de mãe, proporcioná-los pelo menos um pouco de tudo o que meus pais sempre me deram. Uma casa digna, uma comida gostosa, professores, bons valores, educação, conselhos, abraços nas horas certas… Deixar no passado o canivete, a fome e os trapos rasgados. Mostrá-los um mundo diferente. Levá-los ao cinema, ao teatro. Tirá-los desse universo triste e sujo no qual vivem. E principalmente dar-lhes amor.

Sempre tive vontade de parar para conversar com algum desses meninos. Mas confesso que, apesar da minha revolta e vontade de ajudar, tenho medo. Medo do que uma criança abandonada pela sociedade pode fazer quando alguém tenta se aproximar. Medo por causa dos crescentes casos de violência vindos desses mesmos meninos. Não queria sentir todo esse medo, são apenas meninos, mas, nos tempos que vivemos, é difícil não ficar com o pé atrás.

Por hora, aos meus 17 anos, ainda não tenho meios financeiros, psicológicos ou estruturais de fazer nada por eles. Mas as lágrimas se acumulam em meus olhos cada vez que um cruza meu caminho.

Bruna Paiva

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