Com o melhor amigo no whatsapp

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Renata(12:04): Vou chorar. Não aguento mais isso.

Marcelo(12:04): Que foi que o babaca fez agora?

R(12:05): Não chama ele assim…

M(12:06): Tá. Que foi que o fofo do Roberto fez dessa vez?

R(12:08): Ele é um idiota

M(12:08): Foi o q eu disse

R(12:11): Pq é que eu não te escuto, hein?

M(12:13): Ahahah já cansei de tentar responder isso, meu amor. Te falei pra não voltar com ele. Mas me diz, qual foi a da vez?

R(12:15): Hj ele tava lá cheio de gracinha pra cima da Márcia. Eu sou louca por ele, amo aquele garoto. Mas não dá mais. Chega dele me provocando e conseguindo me pegar quando quer. E dessa vez é sério!

M(12:15): Sei… Da outra tbm não era?

R(12:17): Olha só, se for pra ficar me zoando nem precisa falar nada.

M(12:17): Ihh, é TPM, é? Rlxa aí, gata. Tô só brincando. Mas vê se agora se escuta, já que a mim vc ñ dá muito crédito…

R(12:18): Vou mesmo, não aguento mais chorar por esse idiota. Mas e vc? Foi na festa da Paulinha ontem?

M(12:18): ahahahhaa voltei bebaaaço

R(12:19): Kd a graça, gente? Amanda liberou, é?

M(12:19): Ela ñ sabe que eu fui

R(12:20): Vish… Pegou quantas?

M(12:25): Nenhuma, juro.

R(12:28): Ahaaam, finge que me engana que eu finjo que acredito. Deixa eu ver, Vanessa, Clara e Mariana?

M(12:30): kkkkkkkkkkkkk só esqueceu da Ana Maria e da Juju.

R(12:33): Cinco?! Coitada da Amanda… Pra que namora desse jeito?

M(12:34): Amanda ñ é minha namorada

R(12:36): Então conta isso pra ela. Pq a garota acha que é.

M(12:37): Aí eu já ñ tenho culpa.

R(12:42): Aff. Você é babaca igual a todos os outros. Por que é que nenhum homem consegue prestar hein? Vcs são uma raça que eu vou te contar… Desse jeito é até melhor virar lésbica.

M(12:49): Renata, para de falar merda. Ñ tenho culpa q o teu ex te deixou assim, ok? E pfvr, não me compara ao viadinho do Roberto. Faz o seguinte? Veste uma roupa, que eu sei que cê tá só de calcinha, desliga o Ed Sheeran e vai ouvir Anitta pra parar de mimimi. Tô chegando aí com cerveja e sorvete de creme, ok?

R(12:56): Como é que vc sabe que tá tocando Ed?

M(13:00): Desliga essa porra e vem aqui abrir pra mim que o sorvete tá derretendo e a cerveja já tá quente.

Bruna Paiva

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Lit Girls BR celebra o sucesso de nossas escritoras

As Lit Girls acompanhadas da Raffa do A menina que comprava livros e dos donos da Punch Comunicações

As Lit Girls acompanhadas da Raffa do A menina que comprava livros e dos donos da Punch Comunicação

No último sábado (28/03) tive o prazer de comparecer ao lançamento do Lit Girls BR. Já tinha falado sobre o evento e o projeto pra vocês aqui. Achei a iniciativa da Punch Comunicação de juntar escritoras brasileiras em uma espécie de fórum multiplataforma muito legal e super importante para o crescimento da literatura nacional.

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Da esquerda para a direita: Carol Estrella, Chris Mello e Graciela Mayrink

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Da esquerda para a direita: FML Pepper, Bianca Carvalho e Fernanda França.

O evento contou com a presença de oito das dez autoras envolvidas no projeto. Foram quatro horas de bate papo com Tammy Luciano, FML Pepper, Patrícia Barboza, Carolina Estrella, Graciela Mayrink, Fernanda França, Chris Mello e Bianca Carvalho. Um bloco de debate foi mediado pela divertidíssima Raffa do blog A Menina Que Comprava Livros. E o segundo foi a Renata Frade sócia do Bruno Valente na Punch Comunicação.

As duas mesas redondas foram bem divertidas e as meninas abordaram da educação no país à amizade e união entre elas. E eu adorei quando falaram da relação escritor – blogueiro. Fizeram questão de parabenizar os blogueiros pelo trabalho que fazemos e dizer que somos muito importantes para a carreira dos escritores também.

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Com a Mari Mortani, do Magia Literária!

Além disso, contaram que em breve vai ser lançado um aplicativo do projeto para aumentar a interação das autoras com seus leitores. Encontrei por lá com a amiga Mariana Mortani do Magia Literária que nunca perde esses eventos. O Lit Girls Br foi no teatro da livraria Cultura do Centro (pra quem não sabe, a minha preferida do Rio).

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Com a Graciela Mayrink e meu exemplar de “A namorada do meu amigo”

No fim do encontro ainda rolou sorteio de váaarios livros e eu ganhei o “A namorada do meu amigo” da Graciela Mayrink, pelo qual eu já estava babando há tempos nas livrarias. Adorei, já foi para minha lista de próximas leituras! E com certeza vai ganhar resenha aqui no blog.

Bruna Paiva

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Somos todos adolescentes demais

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Imagem:reprodução web

Sonhei ser rock star, engenheiro, atleta, ator, dono de restaurante, empresário, poeta. Vendi roupa, chocolate erótico, dei aulas particulares. Levei bomba no primeiro vestibular e sofri para escapar do Exército. Entrei na faculdade para fazer um curso e acabei me formando em outro. Perdi a conta das vezes que me apaixonei e que não fui correspondido. Quando parei de procurar acabei esbarrando com o amor da minha vida. Casei aos 23 e alguns dizem que não aproveitei a vida. Eu discordo. Ao meu modo, também fui Adolescente Demais.

Talvez por isso tenha tomado coragem para pedir à patroa Bruna Paiva, minha filha e dona deste blog, um espacinho como colaborador. Na verdade sempre estive por aqui, mas nos bastidores. Lendo originais, sugerindo temas, comprando livros, comparecendo a eventos, me dividindo entre os papéis de fã e incentivador de uma menina que ora me surpreende, ora me emociona com seus escritos.

Tenho que admitir que escrever no Adolescente Demais dá um certo frio na barriga. Será que a garotada vai me comparar ao “tio Sukita”? (quem não entendeu corre no google!). Afinal de contas, o que um coroa de 42 anos tem de interessante para postar em um blog lido predominantemente por jovens? Não tenho qualquer pretensão de ser professoral, até porque nessa convivência com vocês aprendo mais do que ensino. Quero apenas compartilhar experiências e a forma como um ex-adolescente enxerga o mundo.

Nessa minha estreia aqui divido com vocês o meu sentimento de dever cumprido no que diz respeito ao papel de pai de fã da Restart. A sensação veio depois de ler o texto “Eu vou levar comigo” publicado pela Bruna há pouco mais de uma semana, quando a banda anunciou o seu fim. Mesmo que para mim eles jamais tenham ido além do status de “viadinhos coloridos” (definição da própria fã!), nunca censurei minha filha em seus momentos de completa ausência de lucidez.

Nem mesmo quando ela chegou em casa toda lanhada depois de sair no tapa com outras meninas em um show. O motivo justificava os meios, contou-me vitoriosa ao exibir em seu quarto, entre hematomas e arranhões, um pedaço de toalha suada que um dos integrantes jogou na pista (ela tem essa coisa nojenta até hoje guardada em uma caixa!). Ou quando tive que desatracá-la do guitarrista e ordenar, em tom ameaçador, que ela desistisse da invasão que havia comandado à van da banda na saída de um show.

Ao longo de cinco anos eu e minha mulher nos dividimos no staff de equipe de apoio de fã enlouquecida. Enquanto eu levava e buscava nos eventos, a pobre da mãe acompanhava a louca da Bruna. Perdi a conta das filas quilométricas, pedidos para ir para aeroporto e porta de hotel, das roupas coloridas, faixas , cartinhas, camisetas, encontros de fã clubes e gritos, muitos gritos. Meu Deus…. Como elas gritavam.

Querem saber? Nunca achei que fosse dizer isso, mas valeu muito a pena. Uma das vantagens de se ter filhos adolescentes é poder reviver a intensidade dessa fase mágica. É ter o privilégio de conviver com gente que não tem medo de se jogar de cabeça em busca de sua felicidade. Gente com fome de vida e que nos ensina a lembrar que um dia também fomos Adolescentes Demais.

J. Mauricio

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Para Sempre Alice X A Teoria de Tudo

Eddie Redmayne e Julianne Moore, ganhadores dos prêmios de melhor ator e atriz no Oscar 2015

Eddie Redmayne e Julianne Moore, ganhadores dos prêmios de melhor ator e atriz no Oscar 2015

Ok, eu sei que já se passou um mês desde o Oscar. Mas, assisti a dois dos filmes que foram premiados esse ano e precisei falar deles por aqui. São eles: “A Teoria de Tudo”, que rendeu à Eddie Redmayne o prêmio de melhor ator, e “Para Sempre Alice”, que consagrou Julianne Moore como a melhor atriz do Oscar 2015.

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A Teoria de Tudo

 

Vou começar falando sobre “A Teoria de Tudo” porque foi o que eu assisti primeiro. Simplesmente A-M-E-I o filme. A emocionante história do físico Stephen Hawking é contada brilhantemente durante a trama. Não assisti aos outros indicados, mas Eddie com toda a certeza mereceu o prêmio.

O ator sofre uma tremenda transformação no longa e provoca lágrimas em qualquer um. A história de superação de Stephen e a devoção de sua mulher, Jane, me fez refletir em quantas vezes eu já pensei em desistir das minhas coisas.

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Eddie Redmayne fora do filme à esquerda e na pele de Stephen Hawking à direita

Caramba, o cara é um gênio preso dentro do próprio corpo e, mesmo sem poder falar ou se mexer, ainda produz muito e é cultuado mundialmente em seu meio. Você realmente acha que sua vida está difícil? A Teoria de Tudo inspira e dá vontade de viver, de fazer a diferença na vida das pessoas.

Outra coisa que chamou minha atenção foi descobrir que o ator, que fica idêntico ao físico, é um gatinho na realidade. A comparação é impressionante, como vocês podem ver na foto ao lado. O ator que é britânico já participou de filmes como Os Miseráveis, O Destino de Júpiter e Sete Dias Com Marilyn

Baseado no livro escrito por Jane, A Teoria de Tudo é MUITO bem amarrado. Surpreendeu- me e já está entre os meus filmes preferidos de 2015!

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Para Sempre Alice

 

Em contrapartida, Para Sempre Alice me decepcionou. A história é emocionante e a atuação de Julianne Moore inquestionável. Guardadas as proporções, ela também mereceu muito o prêmio. O que me frustrou foi o filme em si.

Achei o enredo mal amarrado e algumas partes pouco exploradas. Sem dar spoiler porque odeio isso, algumas sacadas muito boas foram jogadas sem mais nem menos. Em determinado ponto parece que o diretor simplesmente se cansou do filme.

Uma história linda que consegue ao mesmo tempo ter como tema amor, conflitos familiares, força de vontade e a ânsia pela vida. Não vou negar que chorei. A luta de Alice Hawland contra o mal de Alzhaimer também mostra que vontade de viver é o melhor meio para enfrentar obstáculos. Mas o longa poderia emocionar mais se tivesse sido melhor explorado.

Kristen Stewart como Lydia Howland

Kristen Stewart como Lidya Howland

Além de Julianne Moore, o elenco conta com a presença de Kristen Stewart como coadjuvante. A atriz, que fez sucesso na pele de Bella da Saga Crepúsculo, mostra que evoluiu e amadureceu na atuação, apesar de ainda não dar nenhum show de expressividade.

Os dois filmes me emocionaram. E, apesar de minha total preferência por A Teoria de Tudo, indico os dois para quem gosta de histórias que fazem você refletir sobre o que tem feito da sua vida.

E você? Já assistiu a algum dos dois? Gostou? Conta aqui nos comentários!

Beijos,

Bruna Paiva

Imagens: Reprodução

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Evento Lit Girls: Eu Vou!

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No próximo sábado (28/03) acontece na livraria Cultura no centro do Rio de Janeiro o evento de lançamento do projeto Lit Girls. O projeto reúne  escritoras de sucesso entre o público jovem e adolescente do Brasil. A ideia é estimular a leitura e celebrar o crescente sucesso de escritores nacionais entre os adolescentes e jovens.

Em sua página na web, o Lit Girls explica ter como objetivo aproximar autoras e leitores utilizando as plataformas online também. Mandei um e-mail pra eles, mas ainda não me responderam. Confesso que ainda não entendi direito do que se trata. Mas não vou perder isso por nada.

O encontro do dia 28 contará com a presença de 10 autoras nacionais: Tammy Luciano, Bianca Carvalho, FML Pepper, Chris Mello, Carolina Estrella, Fernanda Belém, Lu Piras, Fernanda França, Graciela Mayrink e Patricia Barboza. Além de uma blogueira, a Raffa do A menina que comprava livros, uma jornalista, Simone Magno, e um livreiro, David Lacerda.

Depois posto aqui os detalhes! Abaixo, vocês podem conferir o Teaser do Lit Girls e o endereço da livraria. Espero encontrar todo mundo lá!

O Lit Girls acontece na Livraria Cultura da Rua Senador Dantas,45 às 13h do dia 28 de Março!

 

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Precisava te ver

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Com o Rafael Magalhães do Precisava Escrever

 

Eram 12h52 da tarde de um domingo nublado. Eu estava em meu quarto de calcinha, camiseta e cabelo molhado. Foi quando, por acaso, descobri que um dos meus blogueiros favoritos estava no mesmo minuto fazendo uma sessão de autógrafos com seu livro do outro lado da cidade.

“Ô Paieeeeee! Sabe o Rafael Magalhães? Do Precisava Escrever? Então, ele vai ficar até às três numa lanchonete lá em Copacabana autografando o livro dele.Vamos?”

“Mãnhêee, quer levar a Julie (nossa lhaza apso) pra dar uma volta?”

Em vinte minutos convenci a família inteira de que era uma boa ideia correr para Copa sem nem ter almoçado. Vesti uma calça jeans, passei um rímel e 13h15 estávamos no carro eu, minha mãe, meu pai, meu irmão caçula e a Julie.

Chegamos a uma casa de sucos na rua Miguel Lemos às 14h. Rafael estava sentado a uma mesa, entretido em seu celular e acompanhado dos pais. Contei que acabara de atravessar a cidade só para encontrá-lo e ele gostou de saber. Perguntou quando e como eu conheci o Precisava Escrever e sorriu ao ouvir que é uma de minhas inspirações na literatura.

Conversamos um pouco e eu contei que também escrevo, entreguei um marcador do blog e um folder de Um Diário Para Alice. Ele prometeu dar uma olhada. Enquanto ele autografava meu exemplar de Precisava Escrever, confesso que minhas pernas tremiam.

contei aqui que o Precisava Escrever é um dos blogs que eu mais curto e acompanho. Descobri no fim do ano passado e desde então sou leitora assídua. Identifico-me absurdamente com cada um dos textos do Rafael. E, muitas vezes, chego ao ponto final com os olhos molhados.

O livro foi lançado no final de 2014 e eu estava louca para ler. Quando descobri a tarde de autógrafos, mesmo que muito em cima da hora, fiquei super empolgada. Sempre senti que o Rafael me entendia ainda que não fizesse ideia de quem eu sou. A oportunidade de falar pra ele como o admiro e poder lhe dar um abraço era algo por que ansiava.

É esquisito pegar o livro nas mãos da mesma forma que foi estranho abraçá-lo. Perceber no mundo real uma das minhas partes preferidas do virtual. Como se a compreensão que eu encontrava apenas na internet à cada segunda-feira de post inédito, agora coubesse na palma da minha mão.

Tenho certeza de que vou amar o livro e logo, logo ele estará aqui pelo blog na seção Na Estante. Porque enquanto ele precisa escrever, eu preciso ler. E, Rafa, dessa vez, eu precisava te ver!

Bruna Paiva

 

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Eu Vou Levar Comigo

1512532_1452811571613420_1858010343_nPor mais dramático que isso soe, precisei reunir forças para passar para o papel o que estou sentindo neste momento.

Há cinco anos conheci quatro meninos: Pedro Lucas, Thomas Alexander, Lucas Henrique e Pedro Gabriel. Já falei sobre eles aqui no blog. A primeira impressão que tive dos quatro foi: “é só um bando de viadinhos coloridos”. Até que, no fim de 2010, durante um festival, assisti a um show dos tais coloridos. Me apaixonei e paguei a língua.

Dali em diante, vivi experiências inesquecíveis por consequência do meu fanatismo pela banda. No mês seguinte já era dona de um dos milhares de fã-clubes dedicados a eles no Twitter. Fiz amizades por causa do quarteto, algumas que carrego até hoje. Agíamos realmente como uma grande família. Sabia o nome do segurança, fotógrafo, mãe, pai, tia, e até o do cabeleireiro da banda.

Saí correndo da escola para a Barra da Tijuca para ter a oportunidade de abraçar meus ídolos. Passei incansáveis horas de pé em filas na porta de casas de shows. Virei noites votando e assistindo a premiações. Comemorei cada aniversário dos integrantes. Fiz minha mãe preparar um bolo, que eu não comi, num quatro de abril e gritei Pe Lanza no parabéns do aniversário do meu irmão.

Gastei toda a minha mesada em pôsteres, CD’s, revistas, camisetas, DVD’s, livros… Chorei de felicidade ao abraçar meu amado Pedro Lucas pela primeira vez enquanto ele dizia “para de chorar linda, se não eu choro também”. Pulei eufórica dentro de casa quando tive minha mensagem escolhida para aparecer no “Almanaque Restart”.

Implorei e fiz muitos beicinhos para que meus pais liberassem grana de dois em dois meses para os shows. Fiz faixa com a mensagem: “De um tempo pra cá só importam sete letras: RESTART” e pendurei no show. Apareci no jornal pagando de fã maluca e na televisão gritando “Restart, eu te amo!”

Estava sempre lá na grade, do lado esquerdo do palco, bem de frente ao Pe Lu. Uma vez, me embrenhei numa briga com mais 10 meninas para conseguir um pedacinho da toalha que enxugou o suor dele. Tenho o pedaço de pano guardado até hoje. Sonhei em ser a garota Esse Amor Em Mim, e essa ficou só no sonho mesmo. Lembro-me de cada polêmica. De quando o Lanza foi atingido por uma pedra durante um show. E as incontáveis brigas que eu arrumei com quem quer que falasse mal dos meus ídolos.

Fui a uma entrevista de auditório e acabei sendo a escolhida para pedir uma música. Escolhi “Eu Pedi Você”. Participei de concursos para conhecê-los, nunca ganhei nenhum. Colecionei os bonequinhos de plástico que agora estão olhando para mim. Colori meu armário: calças de todas as cores.

Vi os meninos tornando-se homens, lotando casas de shows no Brasil e fora do país. Não havia um fim de semana em que eles não aparecessem na TV. Vi quando deixaram as cores de lado. Vi quando a banda assinou um contrato de televisão e começou a comandar um programa chato pra caramba. Confesse fã: você também não assistia.

Vi quando as brigas começaram, e quando cresceram a ponto de o público perceber. Vi a, até então unida, Família Restart se destruindo pouco a pouco, deixando de gostar da banda, tomando partido em brigas, ofendendo namoradas e outras fãs. Senti o baque de quando os shows não aconteciam mais de dois em dois meses. Fiquei dois anos sem ver meus ídolos.

Em 2014, fui a um show na Lapa. E só então a ficha caiu. A banda, minha tão amada banda preferida, que lotava casas de shows gigantes não lotou um show para 200 pessoas. Doeu falar com os integrantes e perceber um deles bêbado e outro visivelmente alterado  logo antes do show.

Doeu quando as músicas pararam de tocar nas rádios e quando percebi que não eram mais os mesmos. Mas o que doeu mais ainda foi quando, no dia do fã(17/03), recebi a notícia. A Restart chega oficialmente ao fim. Chorei quando li, estou chorando mais agora.

A banda que me acompanhou durante toda a adolescência e pela qual tenho um carinho imensurável acabou. É estranho saber que eles vão deixar pra trás algo que eu nunca vou esquecer.

Precisei escrever esse texto para desabafar. Meus ídolos diziam que a Restart só acabaria quando o coração da última fã parasse de bater, eu os prometi que ficaria até lá. Costumo cumprir minhas promessas. Não sei se algum deles vai ler isso aqui, mas, de qualquer forma quero que saibam:

Agi como uma Menina Estranha durante alguns anos. E, na minha adolescência, Meu Mundo eram vocês. Não acho que algo vá ser capaz de mudar Esse Amor Em Mim algum dia, afinal foi com cada um de vocês que eu idealizei meu Final Feliz.

Ao Teu Lado, Restart, vivi momentos que hoje são apenas Lembranças, mas que vão estar sempre na memória como parte do Meu Melhor. E para sempre, no fundo do meu coração eu vou guardar as histórias Sobre Eu E Vocês. Talvez um dia, quem sabe, vocês decidam Recomeçar. Posso dizer que com certeza estarei lá e Vou Cantar a toda voz como fazia aos treze anos. É triste ter que dizer Bye Bye, ainda que eu saiba que em meu coração Nunca Vai Ter Fim.

Quero apenas que fiquem cientes, Pe Lu, Pe Lanza, Koba e Thomas, de que vocês foram e ainda são absurdamente importantes em minha vida. Deixo aqui o meu muito obrigada, por terem sido os melhores ídolos que poderiam tem sido. Vocês quatro, para toda a eternidade, eu vou Levar Comigo.

Bruna Paiva

 

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Quando o tempo para

Tempo

Desculpe-me meu caro Agenor, a música é linda, mas acho que você se equivocou. O tempo para sim. E são justamente os momentos em que o sentimos parar aqueles que devem marcar o calendário da vida.

Eu conto a vida por esses marcos, e minha folhinha é cheia deles. O dia em que perdi os sentidos ao encontrar meu ídolo, o dia em que levei o fora de um amigo porque confundi as coisas, o primeiro beijo no cinema…

O primeiro encontro com um cara especial. O abraço de perdão de um amigo com quem fiquei brigada quase um ano. O dia em que minha turma ganhou o concurso de dança do colégio. O dia em que ficamos em segundo lugar e saímos de lá indignados com o júri.

A perda de alguém muito especial, os aplausos escutados de cima do palco. Um pedido de namoro inusitado, um término inesperado. A discussão com um professor na escola, aquela nota dez que você precisava. A frustração de não passar numa prova para a qual você tanto se dedicou.

A festa surpresa que organizaram para mim quando eu nem queria comemorar aniversário. A notícia da reprovação do meu melhor amigo, filmes inesquecíveis, brigas inesquecíveis, beijos inesquecíveis. Em cada um desses momentos, e em muitos outros, o tempo parou.

Ele pode até ter continuado a passar para Cazuza e pro resto do mundo, mas para mim esteve completamente parado. E quando fecho os olhos ainda posso reviver cada um desses momentos com efeito de câmera lenta.

Meu calendário da vida é repleto dessas lembranças. Experiências que não voltam e das quais eu não me arrependo de ter vivido. Conto a minha existência por elas, e não por datas e dias da semana.

Porque, no fim das contas, o que fica da vida é só esse calendário de memórias. São os momentos em que o tempo parou.

Bruna Paiva

O amor só tem o amor

Imagem: Reprodução

Imagem: Reprodução

Acabo de assistir a um vídeo e estou em lágrimas. No Valentine´s Day – dia dos namorados nos EUA (14/02) – uma espécie de raio-x gigante foi instalado em Santa Mônica, na Califórnia. Atrás dessa máquina de radiografia pessoas demonstravam amor. Ao saírem lá de trás, todas, sem exceção, me emocionaram.

O vídeo, que eu vou deixar aqui para vocês no fim do texto, foi promovido por uma ONG americana e faz a gente refletir sobre como ainda existem preconceitos idiotas na sociedade. Ninguém é absolutamente imune a pré-julgar pessoas. E, assistindo a manifestações como essas, fica claro o quanto somos ignorantes em alguns aspectos.

O amor não tem raça, cor, etnia, gênero, idade, religião, deficiência ou partido político. Quando o amor bate, se for de verdade, ele só tem o amor. Suas mãos vão ficar suadas, seu estômago vai revirar e a Sapucaí inteira vai sambar dentro do seu peito.

Não importa se é por homem, mulher, branco, preto , amarelo. Ou se é velho, novo, mulçumano, judeu ou ateu. Se for amor, você não vai estar nem aí para nada disso. A reação, o sentimento vão ser os mesmos. Portanto não faz sentido criticar o outro pelo amor que sente. Da mesma forma que você ama alguém por seus motivos, o outro tem suas próprios razões para amar a quem ama.

Antes de dizer que o amor de fulano ou de ciclano é errado, lembre- se que na concepção deles o amor errado pode ser o seu. O certo e o errado são extremamente relativos. E quando se trata de amor eles simplesmente não existem.

Ame a quem você sentir que deve amar e deixe os outros amarem a quem quiserem também. Julgar a todo mundo não vai mudar o amor de ninguém, mas passar a respeitar as escolhas alheias com certeza vai te ajudar a amar ainda mais a qualquer um.

Bruna Paiva

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O sucesso que transforma em 360 dias

Imagem: Reprodução

A história é de uma banda que, como muitas, faz sucesso com um clipe na internet e explode no Brasil inteiro. A fama repentina muda radicalmente a vida dos integrantes. Brigas, ataques de estrelismo, desentendimentos, traição e muito mais resultam no fim da banda com menos de um ano de sucesso.

O mais recente livro de Thalita Rebouças é sem dúvidas o melhor de sua carreira até hoje. Todo mundo aqui sabe que eu sou louca pela Thalita, ela é uma das minhas autoras favoritas e uma de minhas maiores inspirações. E, em seu último livro, a escritora conseguiu aumentar ainda mais minha admiração.

Sempre fui fã de bandas como a Pólvora (alvo do sucesso em “360 dias de sucesso”). Ver as coisas pelo outro lado fez toda a diferença. Entender o que passa na cabeça de um adolescente que, do dia para a noite, tem o mundo aos seus pés me fez pensar em como andava a mente de meus ídolos quando estavam no auge do sucesso.

Não resisti. Precisei botar minha foto com a Thalita porque sou tiete mesmo... ahaha

Não resisti. Precisei botar minha foto com a Thalita porque sou tiete mesmo… ahaha

O narrador, ex baterista da banda, descreve em detalhes os dias contados do sucesso da Pólvora. “360 dias de Sucesso” é no mínimo emocionante. Ri, me arrepiei, chorei e confesso que cheguei a virar um pouco fã da tal banda. Tudo bem que tenho um certo problema quanto a virar fã de todo mundo. Mas juro que até fiquei mal quando a Pólvora acabou.

Uma história não muito distante de diversas bandas que estão ou já estiveram na mídia. O sucesso muda as pessoas e Thalita Rebouças aborda isso de uma maneira muito próxima à realidade. Certamente o laboratório feito por ela com músicos renomados como Léo Jaime e Tico Santa Cruz contribuiu para a veracidade da trama. É a primeira obra da autora narrada inteiramente por um menino. E, se fosse diferente, duvido que ficaria tão bom.

Uma das coisas que amei no livro foi a música de sucesso da Pólvora. A letra, feita pela Thalita, juntamente com a melodia, pela banda JackB, grudam na cabeça feito chiclete. E o melhor é que o livro vem com a cifra e QRcode para você baixar a música em seu celular. Ao terminar de ler “360 dias de Sucesso” passei dias e mais dias cantando “o amo-o-or sempre vem na hora certaaaaaa”.

O livro, publicado pela editora Rocco, é uma leitura para todas as idades. Duvido que alguém consiga ler sem se apaixonar pelos personagens ou pela história da Pólvora. Quem se interessou pela nova obra da Thalita pode conferir o Book Trailer e sentir um gostinho a mais de “360 dias de sucesso” aqui em baixo.

Beijos galera,

Bruna Paiva

 

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