Um mês de Rádio Cidade!!

maxresdefaultDesde pequena que ouço de meus pais que na sua adolescência só ouviam a Rádio Cidade. Diziam que lá só tocava música boa e que era uma pena que não existisse mais. Porém, no último dia 10 de março, a Rádio Cidade voltou e eu resolvi escutar. E não é que só toca música boa mesmo?

Hoje, dia 10, faz um mês que a rádio voltou à ativa e há um mês eu não ouço outra coisa…

Na correria da minha semana, eu passo muito tempo dentro do carro, e as viagens, desde a volta da rádio, são todas trilhadas pela Cidade. É Legião Urbana, Capital Inicial, Detonautas, meu querido Charlie Brown, Pearl Jam, U2, Queen, e outros grandes nomes da música, o dia inteiro. A programação é muito legal. E o engraçado é que são músicas e versões que meus pais curtiam na minha idade. Música boa é pra sempre, né?

De noite, na hora em que estou voltando do ballet, tem o “Cidade do Rock”.  O programa já existia na antiga Cidade, e na nova continua muito maneiro. Cada dia com um cantor top diferente. É muito bom.

Outra coisa que eu curti foi a publicidade forte que eles estão usando. Tem uma propaganda em que uma garotinha pede pra ouvir Anitta e Bruno e Marrone. O locutor tenta ser delicado e diz que na Cidade não toda esse tipo de música. E então é surpreendido por gritos de alegria da garotinha que acha a rádio do c%&@!#0. É de chorar de rir.

Tá certo que eu adoro boy bands e divas do momento, mas o som da rádio cidade tem sido bem mais interessante. Tem uma hora que cansa só escutar a mesma coisa o dia inteiro…

Meus pais tinham razão, viu? A Cidade é a melhor rádio que tem. Parabéns pelo primeiro mês de retorno, e eu espero que ela continue aí por muitos e muitos anos. Porque se acabar de novo, vai fazer muuuuita falta.

Bruna Paiva

Capitães da Areia: clássico e atual

Eu na Fundação Casa de Jorge Amado, ao lado de sua máquina de escrever, durante minhas férias na Bahia.

Eu na Fundação Casa de Jorge Amado, ao lado de sua máquina de escrever, durante minhas férias na Bahia.

Muita gente tem implicância com clássicos da literatura e fala que “é chato” sem nem saber do que se trata. Se você é assim, provavelmente nem se interessou pelo título da resenha de hoje.  Mas nunca é tarde para deixar os preconceitos de lado e tentar conhecer algo novo.

O livro Capitães da Areia, de Jorge Amado, é sem dúvida um dos melhores livros que eu já li na vida. A história, escrita em 1937, infelizmente consegue ser absurdamente atual no ano de 2014.

Infelizmente? Sim. O livro conta a história de vários meninos abandonados da Bahia,que vagam pelas ruas, roubam e sobrevivem dia apósdia.  Os Capitães da Areia são os jovens ladrões mais temidos de sua região. Crianças sem pai, sem mãe, sem carinho, sem absolutamente nada.

É o tipo do livro que faz você refletir sobre sues conceitos de “bem” ou “mal”. Você consegue entender o universo daquelas crianças. Por vezes, eu juro que cheguei a comemoraralgum furto ou  golpe aplicado por Pedro Bala e companhia.

O que eu achei lindo na história foi que Jorge Amado conseguiu mostrar a humanidade, as fraquezas e o anseio pela infância, perdida, dentro de cada uma daquelas crianças abandonadas. Os sonhos de cada um, as frustrações, a culpa depois de fazer algo errado e ao mesmo tempo o sentimento de vingança para com a sociedade, tudo isso é extremamente tocante. E nos faz refletir sobre como, por vezes, simplesmente ignoramos realidades parecidas nos dias de hoje.

E no meio dessa atmosfera de tanto abandono e sofrimento, o autor conseguiu inserir o amor. Dora chega ao trapiche, a “casa” onde os Capitães da Areia dormiam, e vira mãe e irmã para todos eles. Mas para Pedro Bala,  líder do grupo, ela foi o amor.

No fim do livro, Jorge  Amado dá um destino diferente a cada personagem. A infância já não os acompanha. São adultos e têm de seguir suas vidas, sem estudos e sem muitas oportunidades. Mas as experiências como um dos Capitães da Areia ficam na memória deles para sempre.

E acho que na minha também…

 

Bruna Paiva

 

Meu professor de Química merecia um super-homem na sala

Nos meus tempos de escola nunca fui o mais engraçadinho da sala, mas já dei minhas cacetadas, ou trolladas como vocês dizem hoje. Lembro o dia em que fui suspenso porque espalhei barbantinho cheiroso no ar-condicionado central do ensino médio; e do dia em que fui esculachado por um professor durante as correções de uma uma prova de Química. Para não deixar uma questão em branco, inventei uma resposta criativa sobre a vida solitária que os elétrons levavam. O professor, sem o menor senso de humor, se sentiu ofendido. Mas recentemente descobri um video no You Tube que deu inveja: o trote do super-homem.

O video em si não é novo. Mas a ideia é genial e merece algumas considerações. É o tipo de sacanagem que pode ter consequências desastrosas, principalmente quando se estuda em um colégio muito conservador, como era o meu. Mas eu tinha professores que mereciam. Todo mundo tem aquele professor que se acha, que gosta de tocar o terror, abarrotar os alunos de matéria sem se preocupar se eles de fato estão conseguindo assimilar toda aquela massaroca de conteúdo. Pois se eu pudesse voltar no tempo, com certeza daria uma de super-homem na sala.E a vítima que escolheria certamente seria meu ex-professor de Química.

Até hoje fico me perguntando de que valeu ficar desenhando cadeias de carbono e montando nomezinhos complicados com sufixos eto, ato, ídrico…Ainda guardo sequelas daquela lavagem cerebral e volta e meia me pego recitando maluquices como “bico de pato, formoso periquito,mosquito teimoso…”. Fórmulas de decoreba ensinadas com entusiasmo pelo professor de Química. Fico imaginando a cara daquele mala quando eu levantasse berrando no meio de sua aula, entre um peróxido e um hidrocarboneto, e saísse voando por entre as carteiras, com minha exuberante capa vermelha, para defender o mundo de alguma injustiça.

Depois de sair voando pela sala, o professor poderia reagir mal ou bem. No meu caso, certamente a resposta seria a pior possível. O cara era muito mal humorado. Por isso eu manteria um colega filmando a sua reação quando, ainda encarnado em super-heroi, eu retornasse triunfante para a sala. O ataque de pelanca do professor seria a cereja no bolo para o video que postaria nas redes sociais. Em tempos de celebridades instantâneas e de culto a videos babacas na internet, não tenho dúvidas de que ficaria famoso. Seria convidado a dar entrevistas, ganharia fãs querendo testar meus superpoderes e, com um pouco de sorte, ainda receberia uma suspensão para curtir a fama em sua plenitude.

O melhor de tudo é que equilibraria o jogo de sequelas. Já que não me livro dos tenebrosos macetes para ato, eto,,oso… O causador desse mal também teria uma lembrança minha pelo resto de sua vida. Viva o super-homem!

 

Por JMC para Adolescente Demais

 

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“Ser mulher aos 16 ” em destaque no Observatório Feminino

Imagem reprodução / blog Observatório Feminino

Imagem reprodução / blog Observatório Feminino

Gente, hoje é um dia muito especial para mim e para o Adolescente Demais.  Pela primeira vez tive um texto meu encomendado e publicado em outro canal. Há duas semanas o pessoal do blog Observatório Feminino entrou em contato me convidando a escrever um texto sobre o universo feminino, aproveitando as comemorações do mês da mulher. E eles acabaram de publicar o texto, na coluna Elas por Elas, com um enorme destaque na home!

Segue o texto abaixo. Quem gostar, ajuda a curtir e compartilhar!

 

SER MULHER AOS 16…  

Nosso corpo muda, ganha curvas, volumes diferentes, sangue correndo por entre as pernas, dores estranhas… Os meninos começam a se interessar por nós, e nós por eles. As opiniões e gostos começam a se formar. Inseguranças, indecisões, impaciências, confusões, paixões, dúvidas, questionamentos, momentos engraçados, momentos difíceis… Tudo se junta na nossa cabeça ao mesmo tempo.

É assim quando começamos a deixar a infância e virar mulheres. São tantas mudanças, físicas e mentais, que é complicado de entender e administrar. Talvez esse seja um dos maiores desafios de passar pela adolescência feminina.

Eu não brinco mais de fingir ser “gente grande”. Preciso aprender a ser realmente “gente grande”.  Aprender a ser a “mulher” que dizem que eu, há pouco saída da infância, já sou. É estranho e complicado porque eu nem sei direito se ajo certo como mulher. Às vezes me sinto menina, muito mais menina do que dizem que sou.

Talvez mulheres mais maduras já tenham se acostumado com as coisas que ainda me assustam.  Por exemplo, agora tenho que tomar cuidado com a roupa que visto ao sair sozinha para não chamar muita atenção. Não entendo que tipo de coisa alguns homens têm na cabeça para nos dizer tamanhos absurdos nas ruas. Tento andar pelas redondezas do bairro sempre com um amigo homem para evitar qualquer cantada indesejada do cara do barzinho…

Aprendi a medir palavras para não ser mal interpretada. Tenho que me preocupar com meu corpo, saúde e alimentação, já que agora isso não é mais responsabilidade da mamãe. O tamanho da minha bunda e do meu peito vira elemento de competição para ganhar garotos e falar de outras mulheres.

A estranha sensação de que está dando tudo errado e a insegurança para sair vestida como mulher na rua ainda me atormentam. Afinal, só tenho 16 anos. Já é permitido usar uma roupa decotada e batom vermelho nesta idade? Porque às vezes me sinto julgada se saio com uma roupa mais provocante, mais mulher. O que contradiz aqueles que não me classificam mais como menina.

Creio que o maior desafio não é em si “ser mulher aos 16”, mas aprender a ser mulher. E durante toda a adolescência. As angústias e confusões desse difícil aprendizado acabam tornando esta uma das mais complexas fases das nossas vidas.

Crises de choro, crises de riso, crises de grosseria com todo mundo, crises, crises e mais crises… Tudo para, me parece, um dia conseguir me enxergar completamente mulher, olhar pra trás e dizer: nossa, foi complicado, mas eu aprendi.

Bruna Paiva

*Texto originalmente publicado no blog Observatório Feminino

 

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Os astros adolescentes que cresceram para nos fazer suspirar

É minha gente, os meninos dos filmes e seriados americanos cresceram e conseguiram ficar mais gatos do que já eram quando crianças… Resolvi listar os mais bonitos aqui no blog. Confiram, ou melhor, suspirem…

Zac Efron

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É meninas, o Zac, que já era lindo como o  Troy de High School Musical, cresceu e conseguiu ficar mais bonito ainda. Hoje, protagonista de vários filmes de Hollywood, arranca suspiros de qualquer uma…

Nathan Kress

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Quem não lembra do Fred de I Carly? Aquele menininho gordinho com carinha de criança, que atacava de cinegrafista no seriado, deixou a infância pra trás e agora, com 21 anos, está um gato.

Josh Hutcherson

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Lembra daquela criança fofa que sofria pela primeira paixão em “ABC do amor”? Que montou uma Ponte para Terabithia, viajou ao Centro da Terra, passou Férias no Trailer e jogou Zathura? Pois é, Josh cresceu e hoje arranca suspiros como o Peeta da série Jogos Vorazes.

Jonas Brothers

Jonas Brothers and JoJo Visit MTV's "TRL" Studios - March 1, 2006

Os irmãos Jonas lançaram seu primeiro album em 2006 e estrearam na Disney em 2008 com carinha de bebê no início da adolescência. O tempo passou e a banda, que infelizmente acabou, cresceu. Os três irmãos estão muito gatos. Santa genética…

Drake Bell

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Quem não se lembra do seriado Drake e Josh? Drake, interpretado pelo ator de mesmo nome, já está com (pasmem) 27 anos! E vamos combinar que continua lindo.

 

Rupert Grint

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O Rony da saga Harry Potter sempre foi lindinho. Mas Rupert, meu querido, como o tempo te fez bem… Ele ficou muito gato…

 

E aí meninas, o tempo melhorou ou não estes gatos? Lembra de mais algum que cresceu e ficou lindo? Conta nos comentários!

Bruna Paiva

Meu irmão deu pra me vigiar!

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Recentemente, meu digníssimo irmão mais novo passou a estudar no mesmo colégio que eu. E outro dia chegou em casa com esta:

— Pai, a Bruna vive se agarrando com um monte de meninos no recreio da escola.

— Eu o que?!

—É pai, ela vive agarrada com um monte de homem lá na escola.

—Como assim, filho?

—Como assim digo eu! Tá maluco moleque? Que monte de homem é esse que eu agarro?!

—Eu vi você abraçando um monte de menino hoje no recreio. Uns garotos do Ensino Médio. Deixa de ser sonsa.

— Eu não sou sonsa. Eu abraço os meus amigos. Mas não vivo agarrada com ninguém. Pai você vai deixar essa criança achar que pode tomar conta da minha vida agora?

E aí veio a resposta de meu querido pai que me deixou mais irritada do que eu já estava:

—Tá certo filhão. Tem que tomar conta da sua irmã mesmo. Pra ver quem é que ela fica abraçando no recreio.

Então eu lhes pergunto: COMO ASSIM? Agora meu irmão quer ficar me vigiando enquanto falo com meus amigos. E meu pai ainda incentiva. Vê se pode? Não que eu tenha nada para esconder. Só acho que dizer que não existe amizade sem segundas intenções entre sexos opostos é um pensamento absurdamente machista.

Quer dizer então que  se eu abraço meus amigos como forma de carinho e amizade eu estou me comportando de maneira errada para uma menina? Oi, em que século a gente está mesmo? Vamos deixar o machismo de lado? Minha gente, esse tipo de pensamento, pra mim, só pode ser definido de uma forma: retrocesso.

Meu irmão ainda se encontra naquela fase onde meninos e meninas se odeiam e só se juntam para medir forças. Mas a hora da vingança ainda está por vir. Daqui a uns anos quero ver se ele não vai estar, como ele mesmo diz, “se agarrando” com um monte de meninas na escola. Como ele é homem, ninguém vai ver problema nenhum nisso. Mas as meninas vão estar loucas pra saber coisas que só a irmã mais velha sabe. E aí, ele que me espere…

Bruna Paiva

Ex-adolescente fala sobre dificuldades na escolha de uma profissão

  

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Olá. Sou um ex-adolescente de 41 anos e vim aqui  contar um pouco da minha experiência  no processo de escolha da  minha profissão.  Aos 16 eu vivia cantando, estudava violão clássico, tocava guitarra, programava  jogos  no meu computador , era atleta de Tae Kwon Do, gostava muito de ler, escrever,  fazia teatro e o cinema era minha segunda casa. Imaginem  como era minha cabeça em meio a essa sopa de atividades…

Para tumultuar ainda mais, eu era tímido, um tanto inseguro,  ainda virgem (pra mim era um problemão), sem grana e digamos que não me enquadrava entre os mais belos da minha rua.  A adolescência é dura, particularmente com os homens. Enquanto as meninas florescem, lindas, repletas de curvas e olhares sedutores, nós, meninos, crescemos de forma desproporcional, desajeitada e infantil.

Mas voltando à escolha profissional, as carreiras que naquela época eu achava que se enquadravam em meu mundo eram Educação Física, Música, Computação, Letras, Artes Cênicas e Cinema. A vocação para as artes  falava alto,  mas ainda mais alto falava a vontade de ter uma vida financeira estável. Cresci  em um cenário de hiperinflação vendo minha mãe se desesperar cada vez que o aluguel aumentava, ou que a prestação da escola subia.  Não queria passar pelas mesmas dificuldades com minha futura família.

Lembro bem de um episódio marcante que, na minha  ingenuidade adolescente, pesou  bastante na decisão de desconsiderar qualquer possibilidade de uma carreira artística. Fazia curso de canto, teatro e oficina de poesia no Galpão das Artes, uma espécie de mutirão  artístico que funcionava colado ao MAM do Rio, onde  hoje funciona a casa de espetáculos Vivo Rio.  Um dia, depois da aula, fui embora andando com o professor, um grande poeta.  Em um dado momento ele catou umas moedas na bolsa, despediu-se  de mim e saiu correndo para pegar um ônibus lotado que chegava no ponto.

Um ônibus?! Me indignei ao ver como a sociedade tratava um renomado  artista, com vários livros publicados, vários prêmios no currículo. Na minha cabeça aquele homem tinha que ter um bom carro, uma vida confortável que recompensasse seu talento.  Como eu não tinha vocação pra hippie, decidi que meus talentos artísticos ficariam relegados à categoria de hobby. Precisava escolher uma profissão rápido e não estava disposto a passar as privações impostas à maioria dos  músicos, poetas, escritores e atores.

De repente a  informática já não me atraia tanto e eu  estava perdido, não sabia mais para onde ir. Não Lembro bem em que momento , mas  houve um ponto em que a  Comunicação me pareceu uma  boa alternativa.  Não fazia a menor ideia do que era o curso ou o mercado de Comunicação, mas  imaginei que poderia ser um caminho para unir  a música, o cinema, a literatura, o teatro e até o esporte em uma única carreira.  Dentro da Comunicação, estudei  Publicidade. Mas quando estagiava em uma agência vi que aquilo não me realizaria. Troquei de curso e tive a sorte de me tornar jornalista.

Em 22 anos de carreira já perdi a conta de quantas histórias ajudei a contar. E de quantas pessoas consegui ajudar com as histórias que contei.  Me arrisquei, experimentei , acertei mais do que errei. Vivo fazendo o que gosto. Voltei a arranhar o violão, a treinar Tae Kwon Do, me reaproximei do teatro e da literatura.  Aprendi a saborear a vida sem abrir mão das coisas que me dão prazer.

Hoje olho para trás e percebo que poderia estar feliz em qualquer carreira que tivesse abraçado. Porque não é a profissão que você exerce que  vai determinar o seu grau de sucesso e realização profissional. A  forma como você se relaciona com a profissão que escolheu e com as pessoas ao seu redor é que será determinante.  É claro que uns têm mais sorte, para outros as oportunidades aparecem mais facilmente, mas quem acredita, trabalha direito e persiste chega lá. Independente da profissão, é a forma como você encara os obstáculos, e como trabalha para superá-los ,que irá determinar o tamanho do seu grau de satisfação em relação à vida.

Tenho amigos que tocam suas vidas de forma digna, alguns até com boa dose de conforto, na música, nas artes e na Educação Física. Hoje tenho meu carro, minha casa, minha família, mas às vezes uso transporte público.  E quer saber, cada vez que preciso fazer sinal para pegar um ônibus lembro daquele velho poeta… E de como nós adolescentes  muitas vezes tomamos decisões importantes sem o devido cuidado.

Portanto, se você está em dúvida sobre qual carreira seguir, converse com profissionais da área, informe-se sobre o mercado, pesquise na internet, procure conhecer antes de se definir. E se,no meio do caminho, perceber que fez a escolha errada, não tenha medo ou vergonha de mudar. É o seu futuro que está em jogo.

Por JMC para Adolescente Demais

A volta de Tudo Por Um Popstar!

2013-04-28 Tudo por um pop star pela terceira vez! Última apresentaçãoMeninas preparem as cordas vocais para voltar a gritar muito pelos Slavabody Disco Disco Boys! Agora foi confirmado “Tudo Por um Popstar” vai voltar!!

Em 2013, o primeiro livro da Thalita Rebouças, “Tudo por um Popstar”, foi adaptado para um musical e virou febre aqui no Rio. O espetáculo acabou ficando 7 meses por aqui, depois teve uma boa temporada em São Paulo e turnê nacional. Eu assisti três vezes e na retrospectiva do meu ano, elegi como a melhor peça de 2013.

A temporada aqui no Rio de Janeiro, além de muita diversão, me rendeu mais um ídolo pra minha pequena coleção. O ator e cantor Christian Villegas, que junto com Rafael Rossato e Igor Pontes forma a banda Slavabody Disco Disco Boys no musical.

A peça, e o livro, contam a história de três amigas que moram em Resende, Gabi, Manu e Ritinha. Elas são completamente fanáticas pelos Slavas. E quando descobrem que os ídolos vêm dar um show no Rio de Janeiro, pedem a ajuda da prima doida de Manu e fazem de tudo para ver os divos de pertinho. Só que nem tudo dá certo…

O espetáculo é maravilhosa e a animação, contagiante. Desde o fim da temporada de 2013, eu tenho morrido de saudades de ouvir aquelas falas que eu já sei de cor e salteado.  Quando soube que o musical ia voltar pro Rio no próximo mês, mesmo com algumas mudanças de elenco, fiquei muito feliz.

Portanto, pessoal, preparem-se porque no dia 18 de abril, no Teatro Ipanema, a gente vai voltar a ouvir que “O show tááá cooomeçandoo…”

Bruna Paiva

Morte Súbita: uma grande história sobre uma cidade pequena

download (4)Antes de ler Morte Súbita, procurei saber a opinião de algumas pessoas sobre ele. E ouvi muita gente falando mal. Porém, não consegui acreditar que J.K. Rowling    pudesse ter escrito algo realmente ruim.

Na verdade acho que o erro de vários foi querer ler o livro da “autora de Harry Potter” na esperança de encontrar algo parecido. Um conselho: se quiser ler uma das aventuras de Harry, existem 7 livros para isso. E Morte Súbita definitivamente não é um deles.

A história da cidade de Pagford com seus conflitos políticos é narrada como uma novela. Vários núcleos, vários personagens, vários pontos de vista. Como a própria J.K. define, é “uma grande história sobre uma cidade pequena.”

A primeira parte é realmente meio maçante, já que não dá pra entender muita coisa na apresentação dos personagens. Mas quando os núcleos começam a se cruzar não dá mais vontade de largar o livro.

Após a súbita morte de Barry Fairbrother sua vaga no Conselho Distrital passa a ser disputada. O protagonista conduz a trama justamente por não estar presente.WP_20140309_011

Todos os núcleos tinham algum tipo de ligação à Barry. Desde a aluna queridinha aos rivais na política.  E cada um dos personagens tem seus próprios conflitos e pequenas aventuras.

A história é tão envolvente e emocionante que em 2012 a BBC One anunciou que viraria uma série. A adaptação do livro para a TV está prevista para ir ao ar ainda em 2014.

Com um misto de mistério, política e conflitos adolescentes, J.K. consegue mais uma vez transportar o leitor magicamente para um ambiente fictício.  Só que desta vez, longe de varinhas, feitiços, corujas e cicatrizes.

Bruna Paiva

 

Enganadas por Hollywood?!

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Quem nunca imaginou o cara ideal? Que atire a primeira pedra a garota que nunca se pegou sonhando com um romance de cinema. Daqueles que desde pequenas iludem a gente. Que fazem você esperar pelo dia em que será feliz para sempre com eles.

Ah, qual é,  quem nunca quis um cara que te conquistasse todos os dias igual ao Henry de Como Se Fosse a Primeira Vez? Ou quem sabe o valentão do colégio que resolve mudar a postura porque se apaixonou por você?

Um cara que viaja milhas de distância e aparece na sua porta cantando “I’ll Be There For You” como em De Repente é Amor. Ou o namoradinho de infância que volta, ainda apaixonado, fazendo as maiores loucuras pra ficar com você?

Ou talvez um cara que aparece do nada quando você tá na pior, te ajuda e de repente ele é o amor da sua vida… Um cara aparecendo com uma caixa de som na sua janela, ou erguendo os braços em sinal de vitória por ter te conquistado.

Um cara que atravessa toda a cidade correndo para chegar a tempo de se declarar pra você. Ou o que luta pelos seus sonhos e faz qualquer coisa para estar ao seu lado…

Se alguma garota me disser que nunca sonhou com nada disso, eu sinceramente não vou acreditar. Principalmente depois de uma sessão de cinema, qual a menina que nunca se imaginou com um cara como os personagens de Ashton Kutcher e companhia?

O grande problema é: POR ONDE ANDAM ESSES CARAS? Se, como eu, você também foi enganada por Hollywood, bem vinda ao clube!

Ok, não dá pra afirmar que eles não existem. Não sei se algum dia eles chegam realmente. Talvez ainda vá aparecer um cara cantando “I’ll Be There For You” na minha porta… Mas por enquanto, minha vida não se parece em nada com as comédias românticas que me iludem desde a infância…

Bruna Paiva