Top 5- As melhores músicas da Katy Perry

Oii gentee!! O post de hoje é mais uma edição do Top 5, onde eu mostro pra vocês as 5 melhores musicas deles das bandas ou cantores que eu gosto.

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O Top 5 de hoje é com a Katy Perry. Eu adoro tudo na Katy desde a música, ao jeito de ser dela. Além das apresentações e videoclipes dela serem simplesmente MA-RA-VI-LHO-SOS…

Selecionei 5 músicas das que eu mais gosto. Confesso que foi meio complicado escolher só cinco. Mas eu consegui e espero que gostem!

1- The One That Got Away

Nessa música Katy lamenta ter deixado o homem amado escapar e diz que, se pudesse tentar de novo, faria tudo um pouco diferente… Adoro The One That Got Away pela verdade que a letra da música passa. Além do clipe ser muito lindo.

 

2- Hot’N Cold

Em Hot N’ Cold, Katy mostra que não são só as mulheres que nunca sabem o que querem. Ela resolve jogar na cara do namorado que ele é exatamente assim. A letra diz tudo o que eu já quis dizer pra muita gente e o clipe é muuito divertido.

 

3- Part Of Me

Katy e sua mania de mostrar que mulheres são fortes e não tem essa de sexo frágil não: ADORO! Em Part Of Me, ela afirma não querer o cara nunca mais depois do que ele fez para ela e mostra que é forte e não precisa ficar mal por causa dele.

 

4-Thinking Of You

Essa música me faz chorar. Nela, Katy lamenta tanto a perda do amor de sua vida que não consegue mais dar outra chance ao amor. Mesmo estando com outra pessoa, ela não consegue deixar o amado pra trás… Já perdi as contas de quantas lágrimas eu já derramei assistindo a esse clipe e me imaginando em seu lugar…

 

5- Firework

Adoro o jeito que a Katy incentiva as pessoas em suas músicas. E acho que essa é o maior exemplo disso. Nela, a cantora mostra como cada um de nós é especial exatamente do jeito que somos…

 

E você, gosta da Katy? Qual seria o seu Top 5 da diva?

Beijos galera!

Bruna Paiva

Recaída

beijo_ao_por_do_sol-40141Eu já nem escutava mais a música da festa. No meu ouvido só a tua voz, sussurrada, e meu sangue pulsando alto. O seu perfume era só o que eu sentia, e como eu estava com saudades dele na minha roupa… A vontade de você só aumentava a cada segundo.

Sua mão na minha cintura me puxava mais para perto. E eu não sairia dali por nada. Meus dedos se entrelaçaram em seus cabelos; e de repente a sua boca na minha.

Não existia mais nada em volta de nós dois. Eu não escutava e nem via ninguém. Éramos só você e eu naquela espécie de jardim. Um momento que podia ser para sempre. O mundo, os problemas, os outros, o antes, o depois, nada mais importava.

Para falar a verdade, meu mundo naquela hora éramos nós. Confesso que, alguns segundos antes, considerei a possibilidade de me arrepender. Mas você aniquilou as chances de qualquer arrependimento.

Nosso beijo nunca tinha sido tão perfeito. Talvez a saudade já estivesse insuportável. Ficar sem você me deixava sufocada. Foi a primeira vez que deixamos pra lá o orgulho e nos entregamos ao que sabemos que sentimos um pelo outro.

E então a gente se olhou. Sorrindo, de mãos dadas e com a certeza de que dessa vez seria diferente.

Bruna Paiva

Viaje o mundo com Martha Medeiros em Um Lugar Na Janela

Um Lugar Na Janela Autor: Martha Medeiros  Editora: L&PM Pocket

Um Lugar Na Janela
Autor: Martha Medeiros
Editora: L&PM Pocket

Vocês já sabem que viajar é uma das minhas maiores paixões. E sobre meu vício por leitura eu não preciso nem comentar, né? Agora imaginem juntar esses meus dois amores em um só lugar. Bom, foi isso que a Martha Medeiros conseguiu com o livro “Um Lugar Na Janela: relatos de viagem”. O mais legal é que tudo começou com a ideia da autora de publicar relatos de suas viagens em um blog.

Em “Um Lugar Na Janela”, publicado pela L&PM, a cronista conta várias de suas viagens dentro e fora do Brasil. A coragem de colocar uma mochila nas costas e simplesmente ir explorar o mundo é algo que eu queria muito ter pra mim. E as histórias da Martha inspiram a qualquer um.

Lendo a obra, eu conseguia me imaginar perfeitamente em cada um dos cantinhos do mundo por onde Martha passou. Com histórias divertidas e uma maneira gostosa de narrar suas aventuras, a autora conseguiu aumentar significativamente minha lista de viagens dos sonhos

A forma como a autora escreve faz com que o leitor esteja junto com ela, seja em Istambul ou em Fernando de Noronha. É possível sentir o calor do deserto do Saara e até mesmo o clima sofisticado de Paris. Não tem como não se apaixonar pelas viagens e pequenas loucuras dela.

Ir até o Japão logo depois de uma das maiores tragédias do país só pra não ter que desmarcar a viagem foi sensacional. Amei a parte em que ela fala do Marrocos e nunca achei Punta Del Este tão interessante.

Descobri o livro por acaso em uma livraria, achei a sinopse legal e abri pra ler. Ali mesmo, dentro de um shopping center li os dois primeiros capítulos sem conseguir parar.

Amo ler as crônicas de Martha Medeiros, conheço várias. Mas nunca tinha lido nenhum livro seu. “Um Lugar Na Janela” só me fez ter mais certeza de que ela é uma das melhores escritoras contemporâneas do país. E, claro, de que tem muito nesse mundo que eu ainda quero conhecer!

Bruna Paiva

Um Diário Para Alice: obrigada a todos que ajudaram

DiarioparaAlice-cabeçaOi gente!!

Hoje eu vim aqui agradecer a todos os que participaram direta e indiretamente de “Um Diário Para Alice”. Ontem foi postado o último vídeo e a repercussão da história on-line foi um sucesso.

Obrigada a todos os que acompanharam diariamente, divulgaram, todas as matérias em jornais e blogs… E principalmente, não poderia deixar de agradecer aos participantes.

Meu pai, que me ajudou e me ajuda tanto aqui no blog… Sem ele o Adolescente Demais não funcionaria e “Um Diário Para Alice” não teria sido o sucesso que foi. Meu primo Pedro Alves, que me ajudou na produção e representou o Gustavo no Capítulo Final. E, claro, Bruna Villela, minha Bianca!

Agradeço também ao pessoal da produtora Illumini que arrasou no Book Trailer e na edição dos diários.

Obrigada a todos os envolvidos e todo mundo que me apoiou. “Um Diário Para Alice” acabou, mas o Adolescente Demais continua firme e forte! Ainda essa semana voltam a entrar as postagens com as quais vocês estavam acostumados antes da história.

E quem ainda não leu/viu “Um Diáro Para Alice” ainda pode conferir clicando aqui ou lá em cima no menu. Espero que tenham gostado!!

Beijos,

Bruna Paiva

Diário Final – Vivendo por nós duas

Diário Final – Vivendo por nós duas

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*Capítulo 5 + Diário Nº 6

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*Diário Nº 66

*Capítulo Final

 

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Um Diário para Alice – capítulo final

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Capítulo Final

CapaSentei na minha cama fitando o vazio. Não me lembrava de quando havia dormido de novo, após gravar, logo ao amanhecer, o Diário agradecendo pelas palavras de Alice. Meu relógio marcava 13h de domingo, apenas um dia depois da briga com Gustavo. O sonho com Alice ainda estava vivo na minha mente.

O que havia sido aquilo? Era real? Seria um perdão? Alice mandando eu seguir a minha vida, me dando permissão para ser feliz. Era complicado lidar com tantos acontecimentos  em tão pouco tempo. A aposta, a briga com Gustavo, as lembranças do acidente, os conselhos de Alice… Tudo aquilo me deixava muito confusa.  Ainda mais com a fome que eu estava. O cheiro da macarronada da minha mãe interrompeu meus pensamentos.

Resolvi descer para comer alguma coisa. Levantei da cama devagar para evitar a tontura e abri a porta do quarto. Foi quando escutei acordes vindos do lado de fora da casa. Eram acordes de uma música conhecida, uma música que tinha significado importante para mim.

Voltei lentamente até a janela de meu quarto e a abri com calma. Minha janela dava para a frente da casa. E lá embaixo, no meio do jardim, com amplificadores ligados, a Quinze Pra Meia Noite tocava Wonderwall, do Oasis. A música que Gustavo dizia que era nossa.

Quando a música terminou, Gustavo largou a guitarra daquela aposta idiota e pegou o microfone. Os meninos continuaram tocando, mesmo sem letra.

— Oi — disse olhando para mim sem esperar que eu respondesse — acho que te devo desculpas, né? Não sei se convenceu, mas a gente tentou. Ainda bem que você acordou porque já tocamos quase todo o nosso repertório — disse sorrindo — Eu te amo Bianca. Sou louco por você. Não importa mais nada no mundo. Nem o seu passado, e muito menos essa guitarra aqui — apontando para a guitarra jogada no chão, ele emendou:

“ Me dá mais uma chance?”

Meu coração disparou e eu olhei para ele sem saber o que pensar. Os últimos meses e tudo o que passei antes de chegar a Itaiapina passavam como um filme em minha cabeça. Gustavo voltou a cantar com a banda. E, de repente, eu lembrei das palavras de Alice:

“Você sinceramente acha, que algum dia eu desejaria o seu mal? Que eu acho que você não merece ser feliz?

“Você só tem 17 anos, seja feliz!”

“Dê uma chance para o amor… Aproveita amiga…Viva por nós duas!”

Ela queria que eu fosse feliz. Queria que eu reconstruísse minha felicidade. E, naquele momento, Gustavo era minha melhor chance.

Desci as escadas da casa apressada e saí em direção ao jardim. Chegando lá, Gustavo sorriu e abriu os braços para mim.  Lea, Neomi e meus pais acompanhavam o “show” sentados na varanda da casa. Na rua, uma galera da escola e alguns vizinhos também assistiam à cena curiosos.

A música parou. Mas Gustavo, afinado, continuou e cantou pra mim uma última vez o refrão:

‘ And maybe, you’re gonna be the one that saves me…’

Corri ao seu encontro, peguei o microfone e, antes de beijá-lo, respondi da mesma maneira que ele fez um dia, durante uma aula de inglês:

“So let me save you”

 

Próxima postagem (Segunda-feira 08/dezembro):

DIÁRIO FINAL– Bianca se despede de Alice e apresenta Gustavo à amiga

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Um Diário para Alice – Diário Nº 66 – Última Semana

Diário Nº 66 – Um abraço especial

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Próxima postagem (05/dezembro):

Capítulo 14 (final) – Gustavo arrisca tudo para provar seu amor por Bianca

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Um Diário para Alice – capítulo 13 – Última Semana

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Capítulo 13

Estava sentada no balanço de uma praça. Um lugar que me era muito familiar. A praça em que eu e Alice brincávamos quando crianças. Ao contrário do que de costume, o local estava vazio e silencioso.

Não conseguia entender porque me encontrava ali. Até que ela apareceu: Alice. Bonita, sem machucados, mas com a mesma roupa da noite do acidente. O pânico e a surpresa me paralisaram.

— Oi amiga! — Ela disse sentando-se no balanço ao meu lado — como vai a vida?

Antes que eu pudesse esboçar uma resposta, ela continuou:

— Ok, o trocadilho foi ruim. Mas quer parar de me olhar assim? Parece que viu assombração — disse parecendo se divertir com os trocadilhos idiotas.

— Bianca, amiga, eu te trouxe aqui para conversar com você — disse levantando do balanço e tocando minha mão. Para minha surpresa, eu conseguia sentir seu toque.

— Alice, o que… o que é isso? O que está acontecendo? Onde é que eu estou? — foi o melhor que consegui falar.

— Vai dizer que não reconhece a praça em que crescemos juntas? — Alice sorriu levantando-se e rodopiando com aquele jeitinho divertido e alegre que sempre tivera. Me esforçava para entender o que se passava e não consegui conter as lágrimas.

— Amiga — ela se aproximou e disse em tom mais sério ao me ver chorar — eu te trouxe aqui porque precisamos ter uma conversa.

Alice me puxou pela mão até o grande gramado no meio da praça.

— Precisamos conversar sobre uma coisa que começou no dia 17 de abril do ano passado, lembra? — claro que eu lembrava. Foi o dia do acidente. Então era isso. Ela veio cobrar minha dívida. Veio para dizer na minha cara que eu era uma assassina…

— Alice, eu… Me desculpe. Eu não devia… — ela me interrompeu:

—Quer parar de chorar e escutar o que eu tenho pra te dizer? — falou limpando minhas lágrimas com os dedos — Bianca, você foi e sempre será a melhor amiga do universo:

“Tudo o que você fez por mim foi pensando no meu bem. Pensando em me ver feliz. Até naquela noite terrível, sei que o que você queria era me ver feliz. E até segundos antes do acidente foi uma das mais divertidas da nossa história.E eu sou e serei eternamente grata pela nossa amizade.

“Então, você sinceramente acha, que algum dia eu desejaria o seu mal? Que eu acho que você não merece ser feliz? Bianca, faça-me o favor! Entenda: quem tirou minha vida não foi você.

“Nós duas assumimos um risco e sofremos um acidente feio. A diferença é que estava na minha hora e não na sua. Poderia ter sido o contrário. E eu tenho certeza de que você ficaria muito triste se eu não me permitisse ser feliz depois disso.

Você será pra sempre minha irmã de coração. E um dia a gente vai se encontrar de novo. Mas por enquanto, viva a sua vida. Você só tem 17 anos, seja feliz! Faça novos amigos, dê uma chance para o amor… Aproveita amiga. Viva por nós duas!

Alice me puxou pela mão, me deu um abraço bem apertado e disse baixinho no meu ouvido:

“E não se esqueça que eu te amo, pra sempre.

Fechei os olhos por um segundo e Alice sumiu. Eu estava sozinha novamente naquela praça.

— Alice!? — gritei em vão…Lentamente a paisagem da praça foi se apagando e cedendo lugar às paredes de meu novo quarto, em Itaiapina.

Próxima postagem (04/dezembro):

DIÁRIO Nº 66 – Bianca agradece pela visita de Alice e promete tentar ser feliz

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Um Diário para Alice – capítulo 12 – Última Semana

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Capítulo 12

Já era noite quando abri os olhos. Sentada em uma cadeira na outra ponta do quarto minha mãe me observava com um cansaço perceptível.

— Mãe? O que aconteceu?

—Você está se sentindo bem, filha? – ela perguntou preocupada.

— Mais ou menos — disse ao sentar na cama e sentir a cabeça girar.

— O Gustavo esteve aqui depois que você chegou descontrolada e apagou na sua cama.

E então eu me lembrei o que havia acontecido. A aposta, a guitarra, a discussão… Lembrei-me de ter batido nele, depois que ele me chamou de assassina. Lembrei-me da raiva que senti ao descobrir que minha felicidade havia sido forjada em prol de um instrumento musical.

Minha mãe percebeu meu desconforto e continuou:

— Ele estava bastante preocupado. Disse que você se descontrolou, que gritava dizendo que havia sido um acidente — a simples menção do acidente me fez estremecer.

— Como ele sabia, mãe? Quem contou pra ele?

— Ele não sabia de nada, minha filha. Só estava especulando no meio de uma discussão. E é claro que na sua situação, você deduziu tudo errado.

— Ele se aproximou de mim por causa de uma aposta, mãe – disse magoada – Por que ninguém mais se importa com o que eu sinto?

— Não fala isso minha filha. Ele me contou tudo – ela se aproximou de mim — E sabe, parece que, mesmo depois da aposta e tudo o mais, ele gosta realmente de você. Estava muito abalado, preocupado com você. Tem meia hora que ele saiu daqui.

— Você contou alguma coisa pra ele?

—Sim — disse ela sabendo que eu reprovava aquilo — Ele estava muito preocupado minha filha, eu precisei explicar pra ele parte do que aconteceu na nossa vida. Bianca, vocês estavam tão bem… Você estava conseguindo recomeçar, tentando ser feliz…

— Mas era tudo uma mentira, mãe! — falei mais alto do que deveria — Era tudo mentira. E você sabe por quê? — perguntei sem esperar uma resposta— Porque eu não mereço ser feliz. Porque eu tirei da minha melhor amiga o direito de ser feliz. Porque eu matei a Alice. E é por isso que eu nunca mais vou conseguir ser feliz. Nem em Brasília, nem em Itaiapina e nem em lugar nenhum!CordaomicroNaquele sábado jantamos em silêncio, eu minha mãe e meu pai. Sentia que eles estavam preocupados comigo. Tantas lembranças e os últimos acontecimentos realmente mexeram com minha cabeça.

Passei o resto da noite refletindo sobre tudo o que aconteceu. De madrugada, sem conseguir dormir direito, gravei mais um Diário para Alice….E terminei o vídeo pedindo que ela me ajudasse a entender o que acontecia.

Diário Nº 65 – Desabafo na Madrugada

 

Próxima postagem (03/dezembro):

Capítulo 13 – Bianca reencontra a amiga que morreu, em uma situação muito especial

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Um Diário para Alice – capítulo 11 – Última Semana

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*Diário Nº 64

 

Capítulo 11

Ao chegar da casa de Gustavo, ainda desesperada depois da nossa discussão, tomei um calmante, e me joguei na cama com um turbilhão de coisas passando por minha mente. Após algum tempo, não conseguia discernir se dormira ou voltara ao passado…

Alice estava em seu quarto chorando. Tinha flagrado o namorado com a garota que ela mais odiava na escola. Fui até a casa dela à noite para tentar animá-la. Seus pais haviam viajado. Ela chorava agarrada às almofadas e não parava de falar do garoto.

— Ah, amiga, coloca um sorriso nesse rosto lindo! — eu disse para ela — Aquele idiota não merece nenhuma lágrima sua.

Ela tentou sorrir sem conseguir se livrar das lágrimas. Queria tirar minha amiga daquela depressão toda. Lembrei que era naquela noite a festa na casa da Olívia, uma colega da escola. Ela tinha chamado todo mundo.

— Coloca uma roupa bem bonita e vamos pra festa da Olívia — disse pegando um vestido preto apertado em seu armário e jogando na cama dela.

— Ai amiga, não quero sair de casa hoje — choramingou.

— E vai ficar aí chorando enquanto ele tá se divertindo com outra? De jeito nenhum!

Insisti e nos arrumamos juntas. Maquiagem carregada, roupas de balada e cara de mulher fatal. Descemos as escadas da casa dela tentando não fazer muito barulho para não acordar o irmão de Alice.

— Amiga, como a gente vai? — ela me perguntou sussurrando.

— Sei lá — respondi rindo — seu irmão não tem um carro?

— Ele não vai querer levar a gente.

— Eu não to falando para ele levar a gente. Eu sei dirigir.

— Tá maluca Bianca?! Se ele descobre que a gente roubou o carro é capaz de me matar.

— E quem disse que ele vai descobrir? Agora ele e a namorada só devem sair daquele quarto amanhã de manhã. Estão muito ocupados para prestarem atenção em nós.CordaomicroAlice, meio receosa, pegou a chave do carro do irmão na cozinha e me deu. Eu tinha aprendido a dirigir no ano anterior, com um primo, e adorava estar no comando dos carros dos meus amigos. Chegamos rápido à festa e lá encontramos a escola inteira. E o infeliz do namorado dela também, é claro.

Antes que ela começasse a se lamentar de novo eu peguei dois drinks para a gente. Álcool, leite condensado e fruta, combinação infalível que não podia faltar em nenhuma festa.

— Eu não vou beber isso — protestou Alice, como sempre fazia. Só que naquela festa eu consegui convencê-la a beber. E depois do primeiro ela não parou mais. E eu também não.

Risadas, beijos, música, não me lembro direito do que aconteceu durante a festa. A única lembrança nítida depois das bebidas é de fato a do acidente. Enquanto dirigia de volta para casa, peguei o celular para registrar aquela aventura. Queria eternizar o momento.

Música alta no rádio, pedi para Alice tirar o cinto se aproximar de mim enquanto tirava uma foto nossa. De repente só o que se ouvia era o som dos pneus gritando mais alto do que a música. Um forte estrondo e a música parou. Sentia o carro batendo e batendo enquanto tudo rodava. E não era só por causa do álcool.

Gritos, dor, lataria amassada, sangue por toda parte. Eu consegui me soltar, mas Alice urrava de dor presa nas ferragens. Seu rosto todo vermelho de sangue e no braço direito parte do osso aparecia em uma fratura.

O carro do irmão de Alice estava desfigurado. Eu também tinha sangue escorrendo por todo o meu rosto e minha cabeça doía absurdamente. Minha perna esquerda também estava machucada e sangrava.

A porta do lado do motorista havia sido tão amassada que não dava mais para abrir, nem a abertura da janela existia mais. A única saída era a porta de Alice. Mas ela ainda estava presa nas ferragens, gritando sem parar.

Minha cabeça girava por causa do álcool e eu me sentia fraca e tonta pela fumaça e o cheiro forte de gasolina. O fogo começava a tomar conta da pilha de ferro em que o carro havia se transformado. Piscava os olhos com força para me manter acordada. Se continuássemos ali, morreríamos.

Comecei a tentar soltar Alice, mas era impossível. Ela estava presa pela perna nas ferragens e não adiantava puxar. Eu podia sentir a dor e o medo em seus olhos.

Num ato desesperado, e seguindo o instinto de me salvar, passei por cima dela. Me arrastei por cima da minha amiga, que tentava me puxar e gritava de dor. Com um movimento brusco me desvencilhei de Alice e consegui sair, me joguei para fora do carro. Caminhei com dificuldade para pedir ajuda, mas àquela hora da madrugada custou a aparecer alguém.

Cheguei a tentar correr alguns poucos metros gritando por socorro, mas ninguém me ouvia. Voltei ao local do acidente para tentar ajudá-la de novo. Ao chegar vi o carro inteiro pegando fogo e, de dentro das chamas, ouvi Alice ainda gritando por mim. Era a última cena de que lembrava antes de acordar no hospital.

Próxima postagem (02/dezembro):

Capítulo 12 + Diário Nº 65 – Bianca desabafa com sua mãe e grava um Diário pedindo ajuda à Alice

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