UM DIÁRIO PARA ALICE

Impressa~oOlá gente! Fiz este post para auxiliar vocês que querem acompanhar pela primeira vez ou relembrar a versão online do meu primeiro romance “Um Diário para Alice”. A história foi postada aqui entre novembro e dezembro de 2014 em um formato multimídia, com uma narrativa que alterna textos e vídeos. Foi um grande desafio contar uma história em 16 capítulos escritos, entremeados por 12 videos nos quais a própria protagonista intervém na trama.

Os capítulos e vídeos estão todos postados aqui nesta seção do ADemais . Entretanto como a postagem mais recente é o “capítulo final”, muita gente acaba se perdendo em meio a capítulos picados e videos fora de ordem. E aí é como pegar um filme no meio ou começar a assistí-lo pelo final. Há quem goste, mas perde-se o ritmo, o envolvimento  e a evolução cronológica da história.

Bom, posso garantir a vcs que “Um Diário para Alice” é até hoje a mais elaborada história que já escrevi. E quem topar o desafio de  acompanhá-la respeitando a ordem cronológica dos capítulos e vídeos vai se emocionar com a força da amizade que une  Bianca e Alice. Uma amizade tão verdadeira que nem a morte conseguiu destruir. Neste exato momento estou escrevendo a versão estendida da história,  e minha meta é publicá-la no formato de livro (alô editoras, alguém interessado? Rss).

A melhor forma de acompanhar o romance multimídia  é começar assistindo ao book trailer abaixo. Quem curtir, pode emendar lendo a sinopse e já mergulhar no prólogo da história. A ordem certinha dos capítulos links está listada no pé deste post. Boa viagem!

*Informações sobre o Romance + Sinopse

*Prólogo + Diário Nº 1

*Capítulo 1 + Diário Nº2

*Capítulo 2 + Diário Nº 3

*Capítulo 3 + Diário Nº 4

*Capítulo 4 + Diário Nª 5

*Capítulo 5 + Diário Nº 6

*Capítulo 6

*Diário Nª 7

*Capítulo 7

*Diário Nº 8

*Capítulo 8

*Diário Nº 9

*Capítulo 9

 *Capítulo 10

*Diário Nº 64

*Capítulo 11

*Capítulo 12 + Diário Nº 65

*Capítulo 13

*Diário Nº 66 (Último Diário)

*Capítulo Final

 

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Amor Passageiro

Imagem: Reprodução

Perdida. Foi só o que consegui responder mentalmente quando me foi perguntado como me sentia. Acho que minha cara denunciava o que eu queria esconder. Mas encontrei alguma energia e, em voz baixa, balbuciei algo como “tô bem”.

É esquisito esse negócio de amor, não? Uma hora a pessoa está ali e do nada passa a ser seu único desejo. O peito explode, as mãos ficam suadas, o estômago revira e tudo o que você mais quer na vida é tê-lo por perto. E aí, tão de repente como quando começou, o amor acaba para alguma das partes.

Como um sentimento tão forte morre? Não sei dizer, até porque o meu continua aqui e bem vivo. Não consigo entender o que passa na cabeça de alguém que diz que te ama e depois vai embora. Ei, você realmente tem noção do que é amor?

Você sabe o que é sentir como se tivesse achado aquilo que sempre quis? O amor não tem nada a ver com a forma com a qual você age. Sair dizendo “eu te amo” e jurando dar o mundo para qualquer uma não é sinônimo de amor, entendeu?

Como eu faço pra reorganizar as coisas aqui dentro agora? Queria um mapa de mim mesma para conseguir me achar no meio de tanta confusão. Não gosto do que estou sentindo e odeio ter que deixar de sentir o que gosto.

Sentei-me na janela do prédio de lado para a vista. Mesmo por trás das grades de proteção a cidade ainda era linda e as luzes do início de noite só tornavam o visual mais agradável.

Recostei a cabeça entre a janela e a grade e tentei simplesmente focar no anoitecer. Era parecido com o amor pelo qual eu sofria. Bonito e intenso, mas infelizmente passageiro.

Bruna Paiva

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Meus Youtubers favoritos!

Imagem: Reprodução

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Uma das coisas que eu mais gosto de fazer quando tenho tempo é assistir a canais no Youtube. Sinceramente, há alguns anos eu tenho preferido os vlogs à televisão. E esse meio tem crescido muito nos últimos anos também.

Acho que já falei aqui que sempre quis ter um vlog. A única coisa que me impede é a timidez. Já gravei diversos vídeos, mas nunca tive coragem de postar.

Resolvi contar pra vocês quais os Youtubers que eu mais acompanho. Tem canais em que sou inscrita desde o início, alguns eu conheci há pouco tempo, mas todos eles fazem parte dos meus favoritos na internet. E pra cada um eu vou deixar o vídeo que eu mais gosto do canal. Portanto, divirtam-se!

  • Felipe Neto

Esse é um exemplo dos que eu acompanho desde o início. Já contei aqui minha história com o Felipe e como virei fã do cara que falava mal dos meus ídolos. Ele é um dos pioneiros do Youtube e sinceramente acho o cara um gênio.

Ele tem dois jeitos diferentes de aparecer no Youtube: o Felipe Neto, personagem, que ficou conhecido pelo quadro “Não Faz Sentido” e o fofo do Felipe Neto nem um pouco agressivo do vlog diário.

 

  • Kéfera

Impossível não amar a Kéfera. Ela tem o vlog desde a mesma época do Felipe Neto, mas eu a conheci em 2011. Gosto dela porque além de ser engraçada ela simplesmente é do jeito que é. Não dá a mínima para o que ninguém vai pensar. E além de tudo é linda e simpática.

O vlog que começou no quarto dela em Curitiba rendeu tantos frutos que hoje ela mora em São Paulo, apresenta um programa da MTV e já até dublou filme da Disney. A Kéfera também é atriz e tem algumas peças rodando por aí.

 

  • Gabbie Fadel

Conheci a Gabbie em 2012 com os vlogs e achei alguns vídeos engraçados. Mas o que eu mais gostei no canal naquele ano foi o diário de viagem dela contando cada detalhe do intercâmbio que ela fez para o Canadá. E, sim, é por causa disso que um dos meus maiores sonhos é um intercâmbio pra lá também.

Depois do diário, confesso que passei a achar os vídeos da Gabbie mais legais do que antes. Talvez porque tenha me identificado bastante com ela. Hoje ela é sem dúvidas uma das minhas Youtubers favoritas e a culpada por um dos meus grandes sonhos. Valeu aí, Gabbie!

 

  • LubaTV

O Luba eu conheci em 2014 e foi graças à Gabbie Fadel. Eles são amigos e um dia a Gabbie postou um vídeo em que o Luba aparecia e indicou o canal dele. E aí, pronto: amor ao primeiro view.

Hoje em dia o LubaTV é um dos canais que eu acesso primeiro. E como sou nova na turma, como ele gosta de chamar os fãs, tem muuuuitos vídeos antigos que eu não assisti ainda. Então, passo algumas horas por lá…

 

  • Parafernalha

Eu sei que não é propriamente um youtuber. Mas é um dos canais que eu mais acompanho também. Então achei que deveria entrar aqui. A Parafernalha é um dos canais da Paramaker, empresa criada pelo Felipe Neto. E é o canal de esquetes mais legal que eu conheço.
Por meio da Parafernalha conheci muitos atores muito bons e que me arrancaram milhares de risadas. Os vídeos da Para são sempre uma surpresa, e na maioria das vezes não decepcionam.

 

  • Gusta Stockler

O Gusta é dono do canal NomeGusta, que eu conheci através do Luba. Ahaha pois é, acho que já deu para perceber que quando eu não tenho o que fazer passo algumas horas no Youtube. E aí, um canal me leva ao outro…

Ele é muito engraçado e simpático e os vídeos dele sempre são legais. Está sempre chamando alguém diferente no canal e grava várias Tags e Challenges. E também faz algumas produções maiores bem legais como o vídeo “Selfie”.

 

  • Christian Figueiredo

O Chris eu também conheci no LubaTV. E acho que ele é um dos caras que mais me entende nessa vida. Os temas mais frequentes no EuFicoLoko são adolescência e relacionamentos.

Ele sempre tem alguma história engraçada para contar sobre a adolescência dele. E faz vários vídeos legais sobre amizade, namoro, paixonite, etc. Aliás, a Aline, namorada dele também é uma fofa.

Fora os desafios e tags que ele consegue fazer sempre de um jeito original. O Chris lançou um livro este ano sobre adolescência que o nome do canal.

 

  • JacksGap

Esse canal também é novo nos meus favoritos. Conheci o JacksGap em 2014. Mas gostei muito do que é feito por lá e da história do canal dos gêmeos britânicos Jack e Finn Harries.

O JacksGap foi criado pelo Jack depois que ele terminou a escola. A intenção era fazer um diário durante o Gap Year dele. Mas a coisa tomou uma proporção tão grande na internet que o “ano de folga” acabou se estendendo e virou o trabalho do garoto. Jack se tornou Youtuber e o seu irmão Finn também entrou no time depois de um tempo.

Além dos vlogs eles têm projetos legais de contar histórias de algumas pessoas. E também fazem vídeos de viagem sensacionais. Vale muito a pena acompanhar o canal.

 

  • Connor Franta

O Connor me lembra um pouco o Chris e eu nem sei como foi que eu o encontrei no Youtube. Ele é de LA e fala sobre diversas coisas, mas um dos temas mais frequentes é relacionamentos também.

E ele é super engraçado. Além de ser lindo, fofo e mega simpático…

 

  • Porta dos Fundos

Há dois anos o Porta estaria no topo da lista. Acompanhei o Porta dos Fundos desde o início e ainda hoje é um dos meus canais preferidos. Mas há algum tempo tenho visto eles perderem a força. Aliás, forçando a barra em muitos vídeos.

Não sei por que, mas alguns dos vídeos novos não têm tido muita graça. Apesar disso, a ultima série do canal, Refém, foi sensacional…

 

Então é isso gente! Esses são meus Canais preferidos no Youtube. E vocês quais canais acompanham? Se tiverem algum para indicar eu vou adorar!

Beijos

Bruna Paiva

 

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O Astro que nunca vai se apagar

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Eu tinha 15 anos quando o conheci. Sempre fora um garoto tímido e não era dos mais populares na escola. Nele, enxerguei o melhor amigo que nunca tivera. Minha mãe quase me matou quando cheguei em casa com um vira-lata sujo, desnutrido e ainda por cima com uma patinha quebrada.

Tamanha foi a minha insistência que ela acabou permitindo que eu ficasse com o bichinho. A única regra era: “o cachorro é seu, quem cuida é você”. E eu acatei. Levei ao veterinário, cuidei da pata quebrada, dei banhos, remédios, comida e muito carinho. Amei-o acima de tudo.

Ele ainda era filhote. Tinha menos de um ano de vida e não lhe faltava energia. Fazia de tudo para chamar a atenção de quem quer que fosse. Sempre gostou de brilhar. Daí veio o nome. Astro era meu filho e único amigo na época da escola.

Foi motivo de incontáveis brigas entre minha mãe e eu. Roia todos os móveis e adorava subir no sofá. Era seu canto preferido do lar. Mas também um lugar terminantemente proibido pela dona da casa. A fruteira da cozinha também era seu alvo certo. Astro não podia ver um mamão por lá que em pouco tempo devorava as frutas de minha mãe. Ela brigava com ele e eu brigava com ela.

Meu tempo livre sempre foi gasto com Astro. Passeava com ele pelo bairro, saía para brincar e confidenciava a ele coisas que nunca contei para ninguém.

Por causa de Astro, descobri meu amor pela veterinária e não tive dúvidas sobre o que optar quando prestei vestibular aos 17. E passei para a universidade federal que tanto almejei. A comemoração não poderia ter sido melhor: fomos os dois, eu e Astro, para uma praia e passamos a noite por lá. Ele adorava o contato com a areia, mas sua maior diversão era correr na beira do mar.

Quando tirei minha habilitação, ele foi meu primeiro passageiro. Implicou com a minha primeira namorada. Era a garota chegar lá em casa e ele não parava de latir. Era ciumento do focinho às patas. A segunda namorada tinha uma cachorra vira-lata. E, bom, Astro não implicou tanto assim com ela.

Meu melhor amigo foi quem passou junto comigo pela barra da doença da minha mãe. Câncer aos 57 anos. Eu tinha 19, e um ano depois precisei aprender a viver sem ela. Não fosse pela companhia de Astro, talvez eu não tivesse aguentado.

Nos últimos tempos da vida de minha mãe, ela e Astro tornaram-se grandes amigos. Ele me ajudava a cuidar dela. E, quando eu não estava em casa, Astro sempre ficava por perto, como se quisesse fazê-la sentir-se segura. A beira da cama de minha mãe nunca esteve vazia.

Uma vez, eu estava na faculdade e minha mãe, debilitada, teve uma crise de tosse. Astro prontamente correu até seu cantinho da casa e arrastou com o focinho o próprio pote de água até a beira da cama. Molhou a casa inteira, mas minha mãe ficou tão emocionada que nem brigou com ele.

Passamos sérias dificuldades quando fiquei desempregado no meio da faculdade, sem ninguém para pedir ajuda. Mas Astro sempre pareceu me entender. E, quando passamos a viver só os dois, a relação conseguiu se estreitar ainda mais.

Toda vez que eu chegava em casa, ele fazia de meu retorno um acontecimento. Todos os dias, o vira-lata que já estava gigante tinha algo para me mostrar, nem que fosse apenas seus brinquedos de sempre. Queria a máxima atenção possível. Pois é, cresceu, mas continuava gostando de brilhar.

Assistíamos aos jogos de nosso querido Fluminense juntos no sofá da sala. Bom, eu no sofá e ele no chão. Foi um hábito do qual não conseguimos nos livrar. Aprendeu a respeitar as regras de mamãe em vida e mantinha o costume mesmo que ela não se fizesse mais presente.

Me formei na faculdade e trabalhei em algumas clínicas e ONGs. Mas foi quando abri minha própria clínica, em sociedade com um colega, que comecei a ganhar melhor. Astro foi nosso primeiro paciente. Comeu minhas meias e precisou de uma ajuda para se livrar delas.

A recuperação foi rápida e em poucos dias o danado já estava correndo com minhas roupas na boca novamente. Meses depois, descobri que o tal colega não era tão colega assim. Meu sócio estava roubando a clínica e precisei acabar com tudo. Desempregado, mais uma vez. Meu único estímulo de seguir em frente era o olhar compreensivo e amoroso de Astro.

Tantas vezes chorei agarrado a ele. E todos os dias quando me levantava para procurar um emprego, ele me incentivava. Íamos sobrevivendo com o pouco dinheiro que eu conseguira guardar apesar das dívidas que me sufocavam.

Houve um mês em que cortaram nossa luz pelo atraso de pagamento. Enchi a casa de velas e a cara de cerveja. Posso jurar que Astro ria junto comigo. E depois choramos abraçados. Só acordamos no dia seguinte com a casa cheia de velas derretidas e um sol invasivo que entrava pela janela.

Encontrei um emprego num abrigo de animais abandonados. E lá conheci a mulher da minha vida: Christinne. Uma colega de profissão que era incrivelmente doce e amava os animais. Quando a levei para conhecer Astro, para minha maior felicidade, eles se deram muito bem. Meu amigo aprovou minha amada.

Christinne aprendeu a amar meu amigo e Astro nutria afeto por ela também. Ao contrário da primeira garota que conheceu, para Christinne, Astro era todo e somente amores.

Eu não fiquei muito tempo no abrigo. Depois de um ano, consegui juntar dinheiro para abrir minha própria clínica. E dessa vez, sem sociedade. O nome da clínica não podia ser outro: Clínica Veterinária Astro. E meu garoto propaganda era ele, claro.

Mas já havia algum tempo  que meu amigo se mostrava bem cansado. Nos últimos meses, nem se esforçava tanto pela atenção alheia. As festas nas minhas voltas para casa não tinham mais a mesma intensidade. Seu andar, antes tão empolgado, agora estava a cada dia mais lento e arrastado. A cegueira atacara um olho e ele já não escutava tão bem.

Hoje, quando cheguei da clínica, Astro não estava nada bem. Nem andou até a porta para me receber. Deitado aos pés do sofá, só levantou o olhar. Parecia estar esperando minha chegada. E, pela exaustão em seus olhos, eu entendi perfeitamente o que ele queria dizer.

Quinze anos de amizade. Para mim, apenas uma primeira fase da vida. Mas, para ele, uma vida inteira. E por mais que eu não quisesse acreditar, sabia que chegava ao fim. Fechei a porta sem me preocupar em trancá-la. Larguei a bolsa no chão e corri ao seu encontro.

Dessa vez, me sentei no chão, junto dele. Acomodei sua cabeça em meu colo e deixei minhas lágrimas rolarem enquanto abraçava-o e acariciava-lhe o pêlo curto. Não sei ao certo quanto tempo ficamos ali, relembrando nossa amizade enquanto eu o agradecia por cada segundo que passamos juntos. E então, lentamente, as batidas de seu coração foram ficando cada vez mais fracas até deixarem de existir.

Meu Astro agora só brilha no céu.

Bruna Paiva

 

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Música como água

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Sabe o que tem um efeito engraçado sobre mim? A música. Não uma em especial, mas música em geral. Não sei se ocorre só comigo, mas realmente acredito que não seja a única. É esquisita a forma como uma música pode me trazer a exata sensação de um momento passado…

E o curioso é que, nem sempre, o que a música diz tem a ver com o que ela me lembra. Por exemplo, “Hoje” da MC Ludmila, por incrível que pareça, me lembra um momento romântico. Enquanto “Gostava tanto de você” do Tim Maia me traz lembranças de uma noite super divertida com uma amiga.

Outro dia estava no carro e começou a tocar na rádio “Tudo que Vai” do Capital Inicial. A letra fala de separação, mas me fez voltar ao dia da minha primeira vez no palco para uma peça de teatro. O frio na barriga, o nervosismo e até o cheiro da coxia eu conseguia sentir.

É engraçado esse tipo de reação. Alguns acordes combinados com palavras podem trazer de volta do passado um beijo, um toque, um cheiro, gosto e até um sentimento. Se você faz ou já fez parte da minha vida, tem oitenta por cento de chance de que alguma ou várias músicas me lembrem o que vivemos juntos.

Tem também aquele tipo de canção que você não precisa ter vivido nada ao som dela para que seja especial. Toda vez que escuto “Faroeste Caboclo” me sinto dentro da história, me arrepio com as cenas que crio na cabeça e sempre sinto a mesma atmosfera na música. A tensão, o encantamento de João de Santo Cristo e toda a energia pesada que o personagem traz consigo.

Toda música carrega um sentimento e um jeito de te tocar. Charlie Brown Jr, por exemplo, me traz saudade e gratidão. Saudades por motivos óbvios, e gratidão porque não me lembro de uma mágoa que a voz do Chorão no volume máximo não tenha amenizado. É uma sensação de alívio misturada com um “vai ficar tudo bem” tudo no simples ato de apertar o play.

Tem música que narra com detalhes algumas passagens da minha vida e me fazem realmente questionar se o compositor andou me espionando. Outras que trazem lembranças tão dolorosas que eu nem sempre consigo escutar até o final. Algumas que quando eu resolvo escutar ficam em repetição por horas…

A música sempre teve esse efeito colateral comigo. Como um ombro amigo quando eu estou mal, um calmante quando estou irritada e uma ótima companheira para qualquer situação.

Nunca consegui entender as pessoas que não gostam de música. Talvez porque não consiga enxergar um mundo sem ela. Para mim, a música é como água: essencial para a vida e parte dominante no meu corpo.

Bruna Paiva

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Uma garota nem tão exemplar assim

Imagem: Reprodução

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Pense num livro que te surpreende e te deixa indignado. Pensou? Bom, duvido que seja melhor que Garota Exemplar. Sim, eu li o livro de Gillian Flynn e não consegui acreditar na história que acompanhei. Ok, confesso que até metade do livro não encontrei nada de mais no best seller. Mas depois que um pequeno detalhe virou a história eu não consegui mais parar de ler.

A trama do desaparecimento de Amy Elliot é impressionante. Depois que a garota que serviu de inspiração para os Best sellers infantis “Amy Exemplar” desaparece no dia de seu quinto aniversário de casamento, a polícia local começa a tentar resolver o caso.

O desaparecimento de Amy toma uma proporção nacional. E quando as suspeitas começam a cair em cima de seu marido, Nick Dunne, as coisas realmente ficam tensas para ele. Ainda mais quando descobrem que o homem tinha um caso com uma de suas alunas da faculdade onde leciona.

O problema é que nem tudo é do jeito que parece ser. E você vai ficar de boca aberta quando descobrir o real motivo do desaparecimento de Amy Elliot Dunne. A história de Nick e Amy faz refletir sobre como um relacionamento pode ser construído à base de mentiras. E como as pessoas podem esconder quem realmente são em prol do que os outros vão pensar.

O que mais me assusta é saber que existem pessoas que agem como Amy Elliot e Nick Dunne na vida real. Há relacionamentos mantidos assim e há pessoas capazes de inventar literalmente qualquer tipo de mentira para viver a vida do jeito que bem entender.

O livro, que ganhou um filme em 2014, foi publicado no Brasil em 2012 pela editora Intrínseca e já vendeu milhões de exemplares em todo o mundo. A história da autora americana, que também é jornalista, surpreende o leitor a cada capítulo.

Alternando entre os pontos de vista de Nick e Amy, ela consegue dar uma visão bem ampla da situação para quem está lendo. E claro, faz você passar do ódio ao amor, ou vice-versa, aos personagens em poucas linhas.

Indico para quem gosta de ler e se questionar. E se você pretende se casar ou é casado: LEIA! Tenho certeza que vai te fazer refletir sobre a sua vida e quem você tem ao seu lado.

Bruna Paiva

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Fiel confidente

Imagem: Reprodução

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Querido Diário,

Talvez essa não seja a melhor forma de lhe chamar. Quero dizer, é claro que você é querido. Mas a questão é justamente que, há alguns anos, você tem sido muito mais do que isso. Desde que comecei a lhe escrever, tudo mudou tanto que hoje te vejo como o meu melhor amigo.

Bom, é evidente que tenho amigos reais. Você mais do que ninguém sabe quem eles são e qual a importância de cada um em minha vida. Mas tenha a certeza de que nunca nenhum deles soube tanto quanto você. Sinto-me melhor contigo do que ao lado de qualquer outro.

Andei relendo as coisas que te escrevo desde os 13 anos e confesso que achei incrível a sensação de reviver momentos da minha história. É como um grande romance onde a protagonista sou eu. E tudo narrado por alguém que tem um jeito só seu de contar meus percalços.

Aliás, acho que ninguém me conhece tanto como você. Minhas manias, meus medos, meus sentimentos sobre tudo e todos. Meus desejos, minhas histórias e tudo aquilo que eu nunca tive coragem de dizer em voz alta. Está tudo entregue a você. O único a quem me arriscaria confiar.

O que me intriga um pouco é que, se você sou apenas eu escrevendo para mim mesma, seria isto, portanto, dizer que não confio em ninguém? Poderia, então, este diálogo solitário ser um princípio de loucura?

Prefiro considerá-lo apenas uma maneira de ter um ombro completamente amigo. Alguém que eu possa acreditar que me entende até o último fio de cabelo. Sem críticas, sem questionamentos.

Bem, relendo o que acabei de dizer, me soou meio esquizofrênico. Mas não importa. Loucura ou não, meu mais fiel confidente é mesmo você, meu querido diário.

Bruna Paiva

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Ao idiota com a garota dos meus sonhos

Imagem: reprodução Atrevida

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Eu sei que nem te conheço, mas preciso dizer que você é o maior imbecil da face da Terra. Desculpe-me a sinceridade, isso já estava guardado aqui há algum tempo, mas não consigo definir de outra forma um cara que tem a garota mais incrível do mundo nas mãos e a faz sofrer dessa maneira.

Sabe quantos queriam estar no seu lugar? Bom, eu daria o mundo para tê-la comigo. Aliás, daria o mundo a ela. Faria coisas que você nunca fez, que nunca sonhou em fazer. Eu seria o cara por quem ela se apaixonaria a cada dia. E largaria tudo só para vê-la sorrir.

Imagina o quanto é triste ver a mulher que a gente ama sofrer? É como um soco no estômago. Como se rasgassem uma parte de seu coração, meu caro. E é assim que me sinto a cada vez que você a machuca. Você faz minha garota sofrer com suas atitudes infantis, e eu não posso fazer nada para deixá-la melhor.

Ela só quer o seu consolo, o seu beijo, o seu abraço, na verdade ela só quer sua presença, sua atenção e seu carinho. Quer que você seja tão apaixonado por ela quanto ela é por você.

Ela quer um amor como o meu, a intensidade da minha paixão, mas, nesse momento, ela só os quer vindos de você. E o idiota a quem ela ama é incapaz de fazê-la sentir-se amada.

A garota faz de tudo para estar ao seu lado enquanto eu faria o mesmo para estar ao lado dela. E você, agindo assim feito um moleque, simplesmente joga fora todo o amor que ela tem para te dar .

Tenho certeza de que, um dia, vai olhar pra trás e se perguntar por que não deu valor àquela garota. Vai perceber que era o cara mais sortudo do universo e não conseguiu reparar isso enquanto era tempo. Vai tentar entender o que era tão importante que não podia esperar os cinco minutos de um beijo da mulher mais linda desse mundo. E provavelmente vai se arrepender de ter olhado só para si mesmo.

Deve ser ruim ouvir de um estranho o quanto você é burro, mas acredite não o faço por você.

E pode ter certeza de que ela não vai sofrer por muito tempo na sua mão. Tenho observado de fora e, infelizmente (para você), o teu vacilo só me dá mais força para me aproximar. Ainda vou conquistar a minha garota, pode escrever aí. E você vai lamentar o dia em que deixou de poder chamá-la assim.

Mas enquanto ela ainda te ama, por favor, e isso é uma súplica de um cara apaixonado, faça-a feliz. Beije-a com amor, abrace-a sem pedir permissão e faça-a se sentir segura. Faça tudo o que, por hora, eu não posso fazer. Enquanto estiver com ela, cuide bem da garota dos meus sonhos.

Bruna Paiva

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Eu e minhas manias de volta às aulas

back-to-school-40597_1280Pode me chamar de maluca, esquisita, estranha, o que for, porque realmente soa assim, mas eu A-M-O início de ano letivo. Exato, essa semana de fim de férias, que muita gente encara com um clima depressivo, pra mim é super animada e eu fico na maior expectativa para começarem as aulas.

Sempre achei que o primeiro dia de aula tem uma magia diferente. É a época mais legal do ano e , sim, é melhor do que a última semana.

Uma das coisas mais legais do primeiro dia é descobrir em que turma você ficou. Na minha escola, as turmas mudam todo ano   , e é no primeiro dia que a gente descobre se ficou na turma dos nossos amigos. Porém, esse ano, pra mim, vai ser mais especial ainda. Porque é meu último primeiro dia de aula na escola.

Pois é, estou no último ano do ensino médio e ainda não decidi se isso é bom ou ruim. Mas aproveitei a semana de fim de férias para contar pra vocês algumas das minhas manias de volta às aulas.

  • Minha agenda:

Desde os meus 12 anos eu tenho uma espécie de ritual no que diz respeito a agendas. Todo ano, em janeiro eu saio à caça da agenda perfeita. E eu sempre compro a que me conquista. Tenho um sério caso de amor com as minhas agendas. Não consigo usar celular para essas coisas. Para mim, datas importantes e compromissos são à moda antiga: papel e caneta.

E uma das minhas maiores diversões é preencher a parte inicial da agenda. Exatamente, a parte onde você coloca o nome, endereço, telefone etc. Acho muito divertido preencher os dados no início do ano. Pode parecer idiota, mas na minha cabeça faz sentido e acho que é algo que vou levar comigo pro resto da vida.

 

  • Lápis, canetas, cadernos, canetas coloridas, acho que vou falir:

Tenho um sério e problemático vício em coisas de papelaria. Canetinhas coloridas, caderninhos cheios de fofurices e tudo o que for diferente sempre me deixam excessivamente apaixonada. Essa é uma época do ano em que eu normalmente gasto tempo e dinheiro demais em lojas como Kalunga, Magal, Saraiva, Casa Cruz, etc.

 

  • Esse ano eu me organizo:

Acho(espero) que essa não é uma mania só minha. Eu sempre começo o ano letivo prometendo ser uma aluna exemplar com os cadernos super hiper mega ultra organizados e coloridinhos. Mas acho que também não sou a única que acaba quebrando a promessa já em abril/ maio… Sou?!

Quando chega a época das primeiras provas eu assumo que não estou mais nem aí para a organização dos meus cadernos. Acabo sempre arrancando folha, copiando no caderno errado, enfim, vira uma zona…

 

  • Etiquetas e nome em tudo:

Costume de escola primária que acabou virando mania. Minha mãe sempre botou nome em todos os meus cadernos, livros etc. E hoje eu acho super legal fazer etiquetas criativas no Word imprimir e colar em todo o material escolar…

 

  • Letra de música na contra capa:

Essa não é bem uma mania de volta às aulas. Mas algo que eu faço durante todo o ano letivo. Minhas playlists vão parar nos meus cadernos. Escrevo trechos das minhas músicas favoritas durante o ano todo e lá pra dezembro é legal ler e lembrar o porquê daquelas músicas. Fora que fica colorido e a contra capa fica super legal.

 

Bom galera, essas são 5 das minhas manias de volta às aulas. Se você também tem alguma mania nessa época conta aqui! Adoro saber a opinião de vocês. Mil beijos e bom começo de ano letivo gente!

 

Bruna Paiva

A lição que vem das crianças

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“Agora, bata nela”. Como você reagiria a uma ordem dessas? Bom, um vídeo gravado na Itália mostrou a reação de alguns meninos à essa frase.

A cada um dos meninos é apresentada a mesma garota, e no meio de várias ordens como “faça carinho nela” ou “faça uma careta” as crianças são surpreendidas por um “agora, bata nela”. A reação deles é unânime e faz a gente realmente parar pra refletir. Todos os meninos se recusam a cumprir a ordem com uma indignação no olhar.

O vídeo é uma campanha contra a violência à mulher e foi viralizado nos últimos meses. O que é mais legal ainda é que uma empresa de entretenimento indiana resolveu fazer uma resposta à ele.

No vídeo indiano, a situação é invertida. Meninas recebem a ordem de bater em um garoto. E o resultado é parecido com o primeiro vídeo. As crianças são unânimes contra a agressão.

A moral da história é que, no mundo das crianças, ninguém quer bater em ninguém. A violência gratuita não é algo normal para elas. E isso me fez realmente refletir sobre por que a violência está tão presente no nosso mundo… Por que ela foi tão naturalizada?

Por que é que as pessoas se matam por brigas de trânsito? Ciúmes, mal entendidos, dinheiro, tudo tem virado “motivo” para violência. Mas será que ela realmente tem motivo?

A pureza e inocência dessas crianças provam que o mundo podia ser um lugar bem melhor do que é hoje em dia. E assistindo a esse tipo de coisa eu só tenho mais certeza de que  subestimamos o quanto temos a aprender com as crianças.

Assistam aos vídeos aqui e tirem suas próprias conclusões:

 

 

Bruna Paiva

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