Meninos Perdidos

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Imagem: reprodução Carta Potiguar

 

Era só um menino. Na cintura havia um canivete. As roupas, sujas e rasgadas. Os pés estavam descalços e ele não tinha uma aparência saudável ou bonita. Mas era só um menino.

O garoto tomava banho no chafariz de uma praça. Ao lado de vários da mesma idade que ele. A pele estava quase cinza de tão encardida. Mas eles brincavam como crianças que eram. Crianças que riam de coisas simples. Crianças que tiveram a infância ferida pela desigualdade da vida.

Ao ver aqueles meninos jogando água uns nos outros e gargalhando, meu primeiro pensamento foi em meu irmão. Tem a mesma idade e a mesma alegria, porém teve a sorte de nascer numa família bem estruturada. Não precisou ser jogado nas ruas para pedir um trocado no semáforo.

Sei que esse é um dos maiores problemas do país, e sei também que a violência vinda dessas crianças é cada vez mais intimidadora. Mas, talvez por consequência de algumas leituras, como “Capitães da Areia” de Jorge Amado, eu tenha mudado minha maneira de perceber meninos de rua.  Hoje, antes de pensar “pivetes”, cenas como a descrita acima me deixam comovida e indignada.

É da natureza do adolescente ter a certeza de que pode mudar o mundo, mas acho simplesmente revoltante este ser tão injusto. Meu conto de fadas favorito sempre foi Peter Pan, e hoje, um pouco mais velha, me pego tendo alguns sentimentos característicos de Peter.

A vontade que tenho ao ver esses “meninos perdidos” é de levá-los para algum tipo de Terra do Nunca. Não para impedi-los de crescer. Mas para tentar fazê-los crescer decentemente. Mostrá-los que, se estudarem, com toda certeza conseguirão muito mais do que vagando pelas ruas. Levá-los para longe desses crimes que têm cometido, consertar o caráter deformado pela violência.

Tenho vontade de acolhê-los e dar um carinho de mãe, proporcioná-los pelo menos um pouco de tudo o que meus pais sempre me deram. Uma casa digna, uma comida gostosa, professores, bons valores, educação, conselhos, abraços nas horas certas… Deixar no passado o canivete, a fome e os trapos rasgados. Mostrá-los um mundo diferente. Levá-los ao cinema, ao teatro. Tirá-los desse universo triste e sujo no qual vivem. E principalmente dar-lhes amor.

Sempre tive vontade de parar para conversar com algum desses meninos. Mas confesso que, apesar da minha revolta e vontade de ajudar, tenho medo. Medo do que uma criança abandonada pela sociedade pode fazer quando alguém tenta se aproximar. Medo por causa dos crescentes casos de violência vindos desses mesmos meninos. Não queria sentir todo esse medo, são apenas meninos, mas, nos tempos que vivemos, é difícil não ficar com o pé atrás.

Por hora, aos meus 17 anos, ainda não tenho meios financeiros, psicológicos ou estruturais de fazer nada por eles. Mas as lágrimas se acumulam em meus olhos cada vez que um cruza meu caminho.

Bruna Paiva

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E se você se apaixonasse pela namorada do seu melhor amigo?

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O que é mais importante para você: seu melhor amigo ou o amor da sua vida? Difícil responder, não? Alguns fariam a escolha de primeira: a amizade. Outros ficam balançados para responder, afinal, é o amor da sua vida.

Esse é o principal dilema de Cadu, protagonista do livro de Graciela Mayrink. Ao voltar de uma viagem de férias, ele descobre que Beto, seu melhor amigo, está namorando Juliana, uma ex-vizinha que acaba de voltar para a cidade. O problema é que Juju não é mais a menina chata que foi embora de Rio das Pitangas 8 anos antes.

À primeira vista, Cadu se vê completamente apaixonado pela namorada do amigo, e não o que fazer. No meio da confusão do garoto, Alice, a irmã de Beto que é apaixonada por Cadu e melhor amiga de Juliana, ainda arruma mais problemas entre os dois amigos.

É uma boa história de amor e amizade que me fez enxergar os dois lados da situação. Minha opinião sobre os personagens mudou bastante ao longo da leitura devido à quantidade de acontecimentos na história. Entretanto, meu personagem preferido com certeza é o Caveira, amigo de Cadu e Beto. O coitado fica no meio do conflito querendo ajudar os dois sem se envolver muito. É claro que a situação e os conselhos dele rendem muitas risadas.

Acho que o personagem com quem menos simpatizei foi o Beto, apesar de não torcer para o Cadu ficar com a Juliana. Desculpa pessoal, mas gosto mais da Alice! Ela é divertida e, apesar de fazer algumas besteiras durante a história, se mostra bem madura no final.

As histórias paralelas ao dilema principal também me ganharam de verdade. Por exemplo, a relação de Cadu com o pai é complicada, e a solução que ele, junto com Caveira, encontra para isso é muito boa.

A Graciela Mayrink é uma das Lit Girls, e eu ganhei o livro no sorteio do evento. A autora, que é formada em Agronomia, foi suuuuuper simpática comigo e, apesar de até então não conhecê-la, me conquistou no evento.

“A namorada do meu amigo” é um livro divertido, leve e gostoso de ler. A autora faz com que você se sinta dentro da história passando verdade nos sentimentos dos personagens. Indico para todo mundo que gosta de viajar por uma boa história de amor jovem.

Bruna Paiva

 

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Um Diário para Alice em nova fase

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Abro esse post dividindo com vocês o orgulho de ver “Um Diário para Alice” emocionando um número cada vez maior de leitores no Wattpad, uma rede social onde leitores e escritores interagem postando e-books, votando em capítulos e comentando as histórias. O romance, que foi lançado aqui no blog no fim do ano passado, agora segue seu curso em uma nova etapa.

Para comemorar, além de convidar vocês a darem uma olhada, votarem e deixarem seus comentários por lá no Wattpad, vou contar um pouco dos bastidores da produção dessa aventura, da qual participei ativamente como fã, produtor, editor e divulgador…

Revista

http://oglobo.globo.com/rio/bairros/adolescente-lanca-romance-que-mistura-capitulos-escritos-videos-em-seu-blog-14670636

UM POUCO DOS BASTIDORES:

Desde que começou a escrever e a me surpreender com o sentimento que coloca em seus textos, estabelecemos uma relação quase profissional aqui no Adolescente Demais. Ela escreve e eu faço a leitura crítica antes da publicação.  Faço uma avaliação sincera e às vezes dou sugestões. Ela me ouve, mas nem sempre me escuta. Tem personalidade forte e costuma defender suas idéias com coragem e uma boa dose de teimosia. Tô falando da Bruna Paiva, dona deste blog, autora de “Um Diário para Alice” e minha filha.

Não foi diferente quando acabamos atropelados por “Um Diário para Alice”.  Digo atropelados, porque me sinto um pouco responsável pelo rumo que  esse projeto tomou. Tudo começou quando, em fevereiro de 2014, ela me mostrou um conto. Gostei do que li e resolvi provocá-la perguntando como a história continuava. Ela escreveu mais dois capítulos. Tornei a provocá-la e o conto foi se transformando, ganhando corpo e cedendo lugar a uma trama bem mais complexa. Oito meses depois ela tinha seu primeiro romance em mãos.

Decidimos manter a ideia original de publicar a história no blog, mas queríamos uma fórmula diferente. Algo que fosse além do texto. Que despertasse o interesse inclusive daqueles leitores menos habituais. Em tempos de internet, Facetime, WhatsApp, Skype, Snap… Por que não fazer um diário eletrônico? Esse foi o raciocínio para a construção dos  Diários para Alice. Em vez de escritos, eles seriam gravados de um smartphone e entremeados entre um capítulo e outro da história.

A ideia parecia boa, mas para  funcionar teríamos que encontrar uma atriz com o perfil certo e disposta a aceitar  condições pouco confortáveis. Ela teria que interpretar ao mesmo tempo em que gravava a si própria com um celular em punho. Enquanto interpretava e se filmava,  ela ainda precisaria seguir algumas indicações de enquadramento e de movimentos de câmera. Para ficar mais natural, não haveria cortes. Os vídeos seriam curtos, mas gravados em uma única tomada. Por aí vcs podem imaginar o grau de dificuldade…

Contamos com a ajuda do ator Pedro Alves, primo da Bruna, para a seleção do elenco. E com a ajuda dele tivemos a sorte de encontrar a talentosa atriz Bruna Villela,  que gostou da história e corajosamente topou encarar o desafio. No primeiro encontro das Brunas, autora e atriz se entrosaram bem. Depois se encontraram novamente para leitura dos textos, para conversar sobre os perfis das personagens, sobre o figurino e acessórios que a protagonista Bianca usaria.

Testamos a forma como os vídeos seriam gravados, o enquadramento, a entonação e alguns movimentos de câmera. Mas a verdade é que estávamos apostando em uma fórmula que não sabíamos ao certo se funcionaria. O teste final foi a gravação do primeiro vídeo, o Diário Nº 2 (sim gravamos o Nº 2 antes do Nº 1), no aeroporto. Bruna, nossa atriz, já chegou como Bianca, com tranças nos cabelos, olhos bem delineados e o ar tenso de quem estava deixando uma vida para trás.

Bruna, nossa autora, chegou de coque, depois de um dia cheio, que começou às 7h da manhã com a escola. Emendou, das 14h às 18h ,  em quatro horas de aula de dança, para encerrar com mais duas duas horas e meia de curso de Espanhol. Às 21h resgatei o que sobrara da minha filha escritora na porta do curso de idiomas e partimos para nossa primeira locação. Ao contrário do que se pode imaginar, a euforia afastava qualquer vestígio de cansaço. Nos encontramos todos no aeroporto às 22h de terça-feira, dia 2 de setembro. Eu, as Brunas e Pedro.

Após uma rápida preleção nossa Bianca fez uma primeira gravação para passar o texto. Esqueceu o final e aumentou o nosso grau de ansiedade. Era o primeiro Diário, em um aeroporto com gente circulando, funcionários parando para ver o que se passava e a pressão do relógio. Não havíamos pedido autorização para gravar ali dentro e a qualquer momento a segurança poderia encrencar. Repassamos o texto com ela e, percebendo nosso nervosismo, ela, justo ela que era a mais pressionada naquela situação, sorriu e pediu que relaxássemos pois “estava tudo sob controle”.

E foi o que fizemos. Deixamos acontecer e nossa Bianca nasceu. O vídeo ficou ótimo e ainda aproveitamos um mega ventilador do aeroporto para dar o efeito do cabelo voando no fim da gravação. Belo Improviso da nossa super atriz-câmera-woman que caminhou na direção do vento. Quando assistimos ao resultado tivemos a certeza de que estávamos no caminho certo.

MAKING OFF DA GRAVAÇÂO NO AEROPORTO: 

LEIA, COMENTE E AJUDE A DIVULGAR “UM DIÁRIO PARA ALICE” NO WATTPAD

http://www.wattpad.com/story/26082786-um-di%C3%A1rio-para-alice

 

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Esse (não) é pra você

Não quero escrever sobre você. Não quero falar sobre você. E por isso esse texto não é seu. Não tem nada a ver com você, ok?

É só um escrito sem propósito que qualquer uma poderia estar dedicando a qualquer um… E essa necessidade de escrever sobre o amor não tem relação alguma com o nosso amor.

Aliás, dá para chamar o que tivemos de “nosso amor”? Não consigo definir o que aconteceu entre a gente. Começo a pensar que podia ser apenas meu o amor. Mas quem se importa? Isso não é mesmo sobre nós…

Eu não ligo mais. Não sinto mais nada por você. E talvez nunca tenha sentido. Minhas recentes insônias não são gastas com lembranças suas e nem de tudo que vivi contigo. E não pense que eu dou a mínima para seus novos romances.

Até porque sei que todos eles vão acabar como o nosso. Mas, como esse texto não é pra você, talvez eu devesse encontrar um assunto real para ele.

Ficou sabendo que o homem chegou à Lua? Ah, notícia velha? É que você gostava tanto da Lua.

Bom, acho melhor falar de mim. No momento estou sentada na cama com o edredom cobrindo as pernas e o travesseiro apoiado nas costas. O computador no meu colo está cheio de fotos suas. E das cartas que eu nunca te enviei.

E, olhe para mim, voltando a falar de você… Acho que não consigo começar nenhum assunto sem que chegue a você no final. E isso porque esse texto aqui nem era pra ser seu. Talvez a melhor solução seja simplesmente desistir de negar que ainda sou louca por você.

Bruna Paiva

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O segredo para conquistar os homens!

Resenha Amor ao pé da letraQual é o maior segredo para conquistar os homens? Você sabe? Nem eu! Mas foi essa dúvida que levou a autora americana Melissa Pimentel a criar um blog e fazer um experimento social um tanto excêntrico: durante um ano ela seguiria à risca um guia de relacionamentos diferente por mês.

Ao fim do experimento, nasceu a personagem Lauren Cunnigham e o livro “Amor ao pé da letra”. Lauren, assim como a autora, é uma americana normal que vive em Londres. Cansada de sofrer decepções amorosas e não entender a cabeça masculina, ela decide se arriscar no projeto e registrar absolutamente tudo em um diário.

Ao fim de todo mês, ela faz um relatório sobre o que deu certo ou não com aquele guia e com que tipo de pessoa funcionaria melhor. O livro traz mensagens sobre amor, feminismo, sexo e relacionamentos.

Em 298 páginas Melissa conta as aventuras de Lauren de uma maneira leve e divertidíssima. Grande parte da obra é ficção, mas há também muita realidade, já que a história é baseada nas experiências da própria autora. Esta, conta que desistiu do experimento e do blog depois de, usando um guia dos anos 1960, encontrou seu amor e atual noivo. ( clique aqui para conhecer o blog da autora)

Um experimento no qual, confesso, não sei se teria coragem de me jogar de cabeça. Porém, uma história que me fez perceber mais uma vez que o amor não tem fórmula.

Livros de autoajuda podem até funcionar, mas nada vale mais do que ser você mesmo. A personagem tem um ano agitado e cheio de reviravoltas. E, meu Deus, ela conseguiu arrumar muitos “objetos de teste”, mas acaba encontrando o tal do amor onde menos espera. Lauren sofre, se diverte, chora, ri e surpreende o leitor a cada virada de página.

É uma história que eu, definitivamente, gostaria de ver nos cinemas. O livro, publicado no Brasil pela editora Paralela, mostra como tem gente que dá conselhos absurdos para quem está desesperado por um amor. Por outro lado, alguns dos guias seguidos por Lauren contêm dicas que fazem todo o sentido. E mais, todos os livros citados em “Amor ao pé da letra” existem de fato e estão à venda nas livrarias. Porém, apenas dois traduzidos e publicados no Brasil: “A juventude descobre o amor” de Evelyn Millis Duvall e “Como encontrar um marido depois dos 35: Usando o que aprendi na Harvard Business School” de Rachel Greenwald.

Confesso que nunca havia ouvido falar de “Amor ao Pé da Letra” ou de Melissa Pimentel até ter sido sorteada durante um evento literário o “Do blog ao livro”. Quando pude escolher entre vários títulos, fui no livro de Melissa porque achei a capa linda. E ainda bem que ela gritou por mim, porque eu amei o livro.

Indico “Amor ao pé da letra” para todas as mulheres que querem entender a tal “mágica dos relacionamentos duradouros”. Acho que a grande lição que tirei do experimento de Lauren é o velho “seja você mesma e as pessoas vão gostar de você”.

Bruna Paiva

 

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Velozes e Furiosos 7: saí do cinema chorando

O post de hoje é sobre “Velozes e Furiosos 7”, mas já vou logo avisando que dessa vez não é resenha, crítica nem nada. E já alerto também que o texto pode conter SPOILER.

Criei o Adolescente Demais com o intuito de expressar meus sentimentos e aquilo que eu penso da maneira que mais amo: escrevendo. Sendo assim, achei que um filme que me fez sair do cinema aos prantos merecia um espaço por aqui.

A série “Velozes e Furiosos” é mundialmente conhecida por suas cenas “mentirosas”. Explosões, corridas, cenários destruídos, carros capotando, tiros, exageros e muito mais estão presentes em mais de 80% dos 7 filmes. Mas o que sempre me chamou mais a atenção foi a história por trás dos efeitos especiais.

A relação de lealdade, amizade, amor verdadeiro e família entre os personagens sempre foi a minha parte preferida. Não era nenhuma fã enlouquecida da série. Mas me emocionei e acompanhei a história durante os anos que se passaram.

Ano passado, quando foi noticiada a morte de Paul Walker, a primeira coisa em que pensei foi “O que Dom vai fazer agora?”. Fiquei triste mesmo e acima de tudo curiosa quanto a como terminariam as gravações do filme. E claro, que fim dariam a Brian, como ficaria a Mia nessa história e o que Dom faria para vingar a morte do amigo.

U.S. actor Walker presents a creation from Colcci's 2013/2014 summer collection during Sao PauloDepois de algumas semanas do lançamento, consegui finalmente assistir ao filme. E o final dado ao personagem de Paul não poderia ter sido melhor. Não mataram Brian, apenas o fizeram seguir seu caminho. Uma Mia grávida e seu filho, Jack, foram junto com ele. Viver como uma família normal, descansar das corridas, das balas e todo aquele perigo.

E Dom? Este teve direito a sua despedida, por mais que tenha tentado fugir desse momento. E é aí que entram as minhas lágrimas. Às primeiras notas de See You Again eu já não consegui me conter. Antes de assistir ao filme, a trilha sonora já estava no meu celular me preparando para essas emoções.

E, quando Dom começou a falar e relembrar TUDO o que Brian viveu com ele até ali, a despedida não era mais mera parte da história. Quem não se emocionou com “Nunca é um adeus” ou “Eu não tenho amigos. Eu tenho família” realmente não sabe do que eu estou falando. Mas, nas cenas finais, eu confesso que refleti sobre todas as pessoas que passaram pela minha vida e de alguma forma eu perdi.

Queria deixar aqui um adeus decente ao Paul. Mas não só isso: meus sinceros parabéns a toda a equipe do filme. As cenas que Paul não pôde gravar ficaram incríveis, em momento nenhum dá para perceber algum sinal de computação gráfica. E a homenagem do final foi forte, emocionante e bonita.

Tenho certeza que seja lá onde Paul esteja, tem orgulho da família que encontrou em vocês.

Bruna Paiva

 

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Meus 10 filmes de dança preferidos

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Hoje, 29 de Abril é o dia internacional da dança! Como todo mundo aqui já sabe, eu sou bailarina e a dança é uma das partes mais importantes na minha vida. Portanto quis fazer alguma coisa diferente aqui no blog nesse dia tão especial para mim e todos os amantes da dança em todo o mundo.

Decidi contar para vocês quais são os filmes sobre dança que eu mais gosto. Musicais e filmes que falam sobre essa arte são estilos que realmente mexem comigo e eu adoro assistir. A seleção foi enorme para conseguir escolher os dez que eu vou listar abaixo. Espero que gostem, divirtam-se e principalmente: DANCEM!

1 -Vem Dançar (Take the Lead) – 2005

Este é sem dúvidas o meu filme preferido sobre dança! E o tango final é a melhor coreografia…

Em “Vem Dançar”, Antônio Bandeiras é Pierre Dulaine, um renomado professor de dança de salão. Depois de presenciar um episodio de violência, protagonizado por um jovem, Dulaine decide se oferecer para dar aulas de dança numa escola pública.

Sem dar muito crédito ao professor, a diretora dá a ele a turma dos “rejeitados da escola”. O que acontece depois é o efeito que a mais pura magia da dança pode causar.

 

2- Sob a Luz da Fama (Center Stage) – 2000

“Sob a luz da fama” mostra uma realidade que eu presencio muito, já que se passa em uma escola de dança. Conta a história de um grupo de jovens sem esconder os conflitos internos, dúvidas e dificuldades de cada um deles.

A história de seis bailarinos que dão sangue e suor para conseguir o espaço que almejam na arte que tanto amam. Confesso que me arrancou algumas lágrimas e vi muitas cenas com as quais me identifiquei. E o final é mais do que surpreendente!

 

3- Dirty Dancing – Ritmo Quente – 1987

“Dirty Dancing” conta a história de Baby, uma jovem rebelde e idealista que viaja com a família e acaba se metendo numa festa do hotel. Lá, conhece Jhonny um professor de dança, e se apaixona por ele. Quando a parceira de Jhonny é impossibilitada de dançar por causa de uma gravidez, Baby se oferece para substituí-la. O problema, é que o pai dela não aceita e tenta proibir a filha de dançar.

Esse verdadeiro clássico dos anos 80 é sem dúvidas um dos meus favoritos. Patrick Swayze é maravilhoso e a história de Baby e Jhonny é apaixonante. E nem preciso dizer que “Time of my life” é a minha coreografia preferida…

 

4- Ela dança, eu danço (Step Up) – 2006

Tyler é um jovem da periferia que esta acostumado com as danças de rua. Depois de depredar uma escola de artes, o garoto é obrigado a prestar serviços no local. Lá conhece Nora, uma excelente bailarina que precisa encontrar outro parceiro para a apresentação final. Tyler é relutante, mas acaba concordando em ajudar a garota.

Esse filme é um misto de comédia romântica, drama e musical. Simplesmente emocionante e mexe com qualquer um. E claro, combate o preconceito entre estilos…

 

5 – Footlose – Ritmo Louco- 1984 e 2011

Um jovem se muda para uma cidade do interior e é surpreendido por uma lei local: lá é proibido dançar! O garoto acaba tendo problemas com o conservador reverendo da cidade, ainda mais quando se envolve com a filha do cara, Ariel também ama dançar e quebrar as regras…

Confesso que só assisti a versão mais recente deste clássico. Mas a historia é criativa e envolvente. Ainda assisto ao primeiro filme, com certeza é tão bom quanto o remake!

 

6 – Sob a luz da fama: o poder da paixão (Center Stage- turn it up) – 2009

Em “Sob a luz da fama: o poder da paixão”, uma bailarina auto-didata sonha em entrar para a American Academy of Ballet. Quando não passa na prova, não tem coragem de voltar para casa e acaba como garçonete numa boate de hip-hop. Lá, conhece o bailarino Kenny, juntos os dois se ajudam a melhorar suas técnicas e chegar aonde almejam.

O segundo “Sob a Luz da fama” não tem nada a ver com o primeiro. Mas é tão apaixonante e inspirador quanto.

 

7 – High School Musical – 2006 a 2008

Troy Bolton e Gabriella Maltez se conhecem em uma noite de Karaokê e não se encontram mais. Até que, por coincidência do destino, Gabriella é matriculada na mesma turma de Troy. Quando começam as audições para o musical da escola, ela precisa encorajar Troy, que é astro dos Wildecats e filho do treinador de basquete, a seguir o que ele ama: a música.

Acho que todos da minha geração têm essa trilogias entre seus preferidos. Não me canso de assistir. Aliás, High School Musical só se assiste cantando e dançando!

 

8 -Ela dança, Eu danço 4 (Step Up revolution) – 2012

Emily, a filha de um grande empresário e dono de hotéis tem até o fim do semestre para provar ao pai que pode ser uma bailarina profissional. Enquanto isso, uma onda de flash mobs toma conta da cidade. É a máfia: um grupo de jovens que ama dançar e quer vencer um concurso no Youtube. Mas os caminhos de Emily e Sean, líder da máfia, se cruzam dando início a uma grande paixão.

“Ela dança, eu danço 4” é sensacional. Não assisti ao 2 nem ao 3, mas o 4 não tem nada a ver com o primeiro e é totalmente inovador. O filme diverte, emociona e mostra que dança é sim uma forma de protesto e dá voz a quem não pode falar.

 

9- Ritmo do Amor (Love’n Dancing) – 2009

Nesse filme, Jessica é uma professora de inglês que está prestes a se casar conhece um professor de dança de salão. Ela quer aprender a dançar com seu noivo, mas o cara é um babaca. O professor de dança, que tem uma deficiência auditiva, acaba tendo problemas com sua parceira para as competições. Jessica e o professor acabam se envolvendo.

“Ritmo do Amor” é lindo. Minha parte preferida é quando o professor desliga o aparelho auditivo para dançar. Ele não precisa ouvir a música, apenas senti-la.

 

10 – O Poder do Ritmo (Stomp the Yard) – 2007

Depois de perder o irmão durante um tiroteio, DJ, um rebelde dançarino de Street dance resolve deixar tudo para trás e entrar para a faculdade. O que ele não esperava é que encontraria fraternidades envolvidas com dança. Depois de ter seu talento descoberto, DJ precisa escolher entre duas fraternidades rivais.

“O Poder do Ritmo” é lindo e mostra que o amor supera qualquer barreira. E claro, o poder que a dança tem de expressar tudo sem precisar que nada seja dito.

 

Gente, esses são os meus dez preferidos, mas, como eu disse, amo esse estilo de filme. Então, quem tiver dicas de outros filmes sobre dança pode deixar aí nos comentários que eu vou adorar assistir!

Beijos,

Bruna

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O ônibus do meu amor

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Não dava mais para mim. Havia cansado de tantas decepções, uma ferida atrás da outra, amores não correspondidos e tantas cicatrizes no coração. Depois do terceiro noivado arruinado, não via mais sentido nessa vida. Qual era a razão de viver num mundo onde tudo dá errado para você?

O que eu não sabia era que bem naquele ônibus estava o amor da minha vida. Sentada ao lado da única cadeira vazia, encontrava-se a mulher que Ele destinou para mim. Não sabia que ela só queria voltar para casa depois de um dia estressante, e nem que ela lia meu livro preferido. Muito menos que ela também gostava de comida japonesa.

Não sabia que começaríamos a sair naquela semana e que três meses depois estaríamos apaixonados. Não fazia ideia de que, dois anos depois daquele encontro casual, ela entraria na igreja vestida de branco enquanto todos os nossos amigos aplaudiam nosso amor.

Não tinha noção de que nossa filha teria seus olhos e a minha boca, e nem que ela cresceria e se tornaria uma grande bailarina. Não sabia que ficaríamos velhinhos juntos e nem que seria ela a primeira a partir. Não sabia que essa seria a grande história de amor que há tanto tempo buscava.

Se eu soubesse disso tudo, teria subido no ônibus. Mas não subi. Preferi dar fim à minha vida por pensar que o destino não havia me reservado ninguém. Eu me joguei na frente daquele ônibus.

É terrível descobrir só agora que ela estava lá dentro. Até tentei negociar aqui em cima, afinal, eu não sabia que ainda existia alguém para mim. Mas não colou. Continuei sendo torturado com as imagens de um futuro que eu mesmo escolhi não viver. Enquanto isso, minha alma gêmea também, por minha culpa, foi privada de viver seu grande amor.

Bruna Paiva

 

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“Dias de Luta, Dias de glória”: eu quero no Rio!

New Era Apresenta_ Musical “Dias de Luta e Dias de Glória” sobre ___(1)Há dois anos, eu e todo o Brasil recebemos uma notícia que rendeu tristeza, pesar e rios de lágrimas. No dia 6 de março de 2013, morreu um dos meus maiores ídolos: Alexandre Magno, mais conhecido como Chorão. Digam o que quiserem, mas o cara era um gênio na arte de traduzir sentimentos, um poeta e suas palavras me fazem um bem inexplicável.

Não é segredo por aqui que eu sou fã de Charlie Brown Jr. desde pequena. As músicas compostas por Chorão são inspiração e remédio para mim. Quando soube que um musical sobre a vida dele estrearia, fiquei louca de ansiedade. É isso aí, a vida do Chorão virou musical e está em cartaz no Teatro Gamaro em São Paulo até 12 de julho. Perguntei para a produção da peça e me disseram que a temporada do Rio está em negociação, mas é provável para o próximo semestre. Eu já estou na torcida!

Porém, como tudo na vida do cantor, o musical “Dias de luta, dias de glória” vem atrelado a muita polêmica. O irmão de Chorão declarou publicamente ser contra a adaptação da vida do rapper para os palcos. A principal queixa da família é não ter podido participar da criação do roteiro.

Quem também se manifestou foi a primeira mulher de Chorão, mãe do filho do cantor. Thaís disse que sua passagem na vida do protagonista foi retratada de forma rasa e superficial. O filho de Chorão, Alexandre, está à frente do projeto e autorizou o roteiro.

Já a segunda mulher de Chorão, com quem estava casado quando morreu, não aparece na peça. Gabriela não autorizou sua representação por não aprovar o roteiro. No musical, entretanto existe uma “mulher genérica” chamada Graziela, que representaria “todas as mulheres que Chorão teve depois da fama”, segundo o diretor.

___ DZ6, intérprete de Chorão no musical 'Dias de luta, dias de glória

Na foto, DZ6.

Polêmicas à parte, o musical é composto por Skatistas e bailarinos que contam a vida do cantor por meio de suas músicas. Tem uma pista Half Pipe no cenário e tudo! A banda que interpreta o Charlie Brown é a DZ6 que já fazia covers de CBJ. Assisti a alguns vídeos do musical e fui surpreendida pela semelhança física e vocal do ator principal ao Chorão.

Um pedaço de “Tudo o que ela gosta de escutar” foi o suficiente para me deixar arrepiada e com a certeza de que vou me emocionar. Espero ansiosamente pela chegada de “Dias de luta, dias de glória” ao Rio de Janeiro, para poder relembrar com carinho a trajetória desse cara a quem tanto admiro…

Bruna Paiva

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O que faz você feliz?

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Sabe o que eu odeio? Quem reclama da vida o tempo inteiro. Tem gente que, não importa quando ou onde te encontre, estará sempre reclamando que não tem isso ou aquilo. “Ah, como eu queria ser bonita igual a essa moça da revista”; “Ah, quem me dera poder sorrir assim”; “Meu Deus, por que é que eu não sou feliz?”.

Posso contar uma coisa? O único obstáculo que te separa da sua felicidade é você mesma. Exatamente. Não é culpa daquele carinha que não te dá bola, nem dos quilos a mais no teu corpo, ou dos seus pais que “não te compreendem”. Muito menos do seu celular que não é de última geração!

Você é o problema. Se você não acredita na sua própria felicidade, minhas sinceras desculpas, mas não sou eu quem vai acreditar no seu lugar. Você é a única que pode decidir o que te faz feliz, e também a única que pode lutar por isso.

Acha que só vai ser feliz se tiver aquele cara? Investe nele! Vai lá, fala o que sente, corre atrás. Coragem, menina! Se não der certo, paciência, mas você, pelo menos, tentou.

Sabe os quilos a mais que te impedem de ser feliz? Não vão mais impedir se você for a um endocrinologista e pedir ajuda para começar a perdê-los. Seus pais? Mais do que você, eles querem a sua felicidade. Essa “incompreensão” não pode ser nada que uma boa conversa não resolva. E o celular? Comece a juntar dinheiro, gata! Qualquer moeda já está valendo.

Seja lá qual for o motivo que não te deixa ser feliz, passe por cima dele. Construa uma meta pra você e faça cada dia valer a pena. Não deixe o sol se pôr sem que tenha dado um sorriso. Uma vida sem sorrisos é uma vida inodora, insípida e incolor. Tão sem graça como beber água com vontade de suco.

Não é merecido viver a vida se for para passá-la reclamando. A felicidade é o bem mais precioso desse mundo. E ser feliz é só o que eu tenho querido de um tempo para cá. Se um dia me vir reclamando ao invés de buscar o que almejo, por favor, vá até mim, me dê uma sacudida e diga: “ei garota, vá lutar pelo que te faz feliz e deixa de ser otária”.

Bruna Paiva

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