O ônibus do meu amor

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Não dava mais para mim. Havia cansado de tantas decepções, uma ferida atrás da outra, amores não correspondidos e tantas cicatrizes no coração. Depois do terceiro noivado arruinado, não via mais sentido nessa vida. Qual era a razão de viver num mundo onde tudo dá errado para você?

O que eu não sabia era que bem naquele ônibus estava o amor da minha vida. Sentada ao lado da única cadeira vazia, encontrava-se a mulher que Ele destinou para mim. Não sabia que ela só queria voltar para casa depois de um dia estressante, e nem que ela lia meu livro preferido. Muito menos que ela também gostava de comida japonesa.

Não sabia que começaríamos a sair naquela semana e que três meses depois estaríamos apaixonados. Não fazia ideia de que, dois anos depois daquele encontro casual, ela entraria na igreja vestida de branco enquanto todos os nossos amigos aplaudiam nosso amor.

Não tinha noção de que nossa filha teria seus olhos e a minha boca, e nem que ela cresceria e se tornaria uma grande bailarina. Não sabia que ficaríamos velhinhos juntos e nem que seria ela a primeira a partir. Não sabia que essa seria a grande história de amor que há tanto tempo buscava.

Se eu soubesse disso tudo, teria subido no ônibus. Mas não subi. Preferi dar fim à minha vida por pensar que o destino não havia me reservado ninguém. Eu me joguei na frente daquele ônibus.

É terrível descobrir só agora que ela estava lá dentro. Até tentei negociar aqui em cima, afinal, eu não sabia que ainda existia alguém para mim. Mas não colou. Continuei sendo torturado com as imagens de um futuro que eu mesmo escolhi não viver. Enquanto isso, minha alma gêmea também, por minha culpa, foi privada de viver seu grande amor.

Bruna Paiva

 

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“Dias de Luta, Dias de glória”: eu quero no Rio!

New Era Apresenta_ Musical “Dias de Luta e Dias de Glória” sobre ___(1)Há dois anos, eu e todo o Brasil recebemos uma notícia que rendeu tristeza, pesar e rios de lágrimas. No dia 6 de março de 2013, morreu um dos meus maiores ídolos: Alexandre Magno, mais conhecido como Chorão. Digam o que quiserem, mas o cara era um gênio na arte de traduzir sentimentos, um poeta e suas palavras me fazem um bem inexplicável.

Não é segredo por aqui que eu sou fã de Charlie Brown Jr. desde pequena. As músicas compostas por Chorão são inspiração e remédio para mim. Quando soube que um musical sobre a vida dele estrearia, fiquei louca de ansiedade. É isso aí, a vida do Chorão virou musical e está em cartaz no Teatro Gamaro em São Paulo até 12 de julho. Perguntei para a produção da peça e me disseram que a temporada do Rio está em negociação, mas é provável para o próximo semestre. Eu já estou na torcida!

Porém, como tudo na vida do cantor, o musical “Dias de luta, dias de glória” vem atrelado a muita polêmica. O irmão de Chorão declarou publicamente ser contra a adaptação da vida do rapper para os palcos. A principal queixa da família é não ter podido participar da criação do roteiro.

Quem também se manifestou foi a primeira mulher de Chorão, mãe do filho do cantor. Thaís disse que sua passagem na vida do protagonista foi retratada de forma rasa e superficial. O filho de Chorão, Alexandre, está à frente do projeto e autorizou o roteiro.

Já a segunda mulher de Chorão, com quem estava casado quando morreu, não aparece na peça. Gabriela não autorizou sua representação por não aprovar o roteiro. No musical, entretanto existe uma “mulher genérica” chamada Graziela, que representaria “todas as mulheres que Chorão teve depois da fama”, segundo o diretor.

___ DZ6, intérprete de Chorão no musical 'Dias de luta, dias de glória

Na foto, DZ6.

Polêmicas à parte, o musical é composto por Skatistas e bailarinos que contam a vida do cantor por meio de suas músicas. Tem uma pista Half Pipe no cenário e tudo! A banda que interpreta o Charlie Brown é a DZ6 que já fazia covers de CBJ. Assisti a alguns vídeos do musical e fui surpreendida pela semelhança física e vocal do ator principal ao Chorão.

Um pedaço de “Tudo o que ela gosta de escutar” foi o suficiente para me deixar arrepiada e com a certeza de que vou me emocionar. Espero ansiosamente pela chegada de “Dias de luta, dias de glória” ao Rio de Janeiro, para poder relembrar com carinho a trajetória desse cara a quem tanto admiro…

Bruna Paiva

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O que faz você feliz?

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Sabe o que eu odeio? Quem reclama da vida o tempo inteiro. Tem gente que, não importa quando ou onde te encontre, estará sempre reclamando que não tem isso ou aquilo. “Ah, como eu queria ser bonita igual a essa moça da revista”; “Ah, quem me dera poder sorrir assim”; “Meu Deus, por que é que eu não sou feliz?”.

Posso contar uma coisa? O único obstáculo que te separa da sua felicidade é você mesma. Exatamente. Não é culpa daquele carinha que não te dá bola, nem dos quilos a mais no teu corpo, ou dos seus pais que “não te compreendem”. Muito menos do seu celular que não é de última geração!

Você é o problema. Se você não acredita na sua própria felicidade, minhas sinceras desculpas, mas não sou eu quem vai acreditar no seu lugar. Você é a única que pode decidir o que te faz feliz, e também a única que pode lutar por isso.

Acha que só vai ser feliz se tiver aquele cara? Investe nele! Vai lá, fala o que sente, corre atrás. Coragem, menina! Se não der certo, paciência, mas você, pelo menos, tentou.

Sabe os quilos a mais que te impedem de ser feliz? Não vão mais impedir se você for a um endocrinologista e pedir ajuda para começar a perdê-los. Seus pais? Mais do que você, eles querem a sua felicidade. Essa “incompreensão” não pode ser nada que uma boa conversa não resolva. E o celular? Comece a juntar dinheiro, gata! Qualquer moeda já está valendo.

Seja lá qual for o motivo que não te deixa ser feliz, passe por cima dele. Construa uma meta pra você e faça cada dia valer a pena. Não deixe o sol se pôr sem que tenha dado um sorriso. Uma vida sem sorrisos é uma vida inodora, insípida e incolor. Tão sem graça como beber água com vontade de suco.

Não é merecido viver a vida se for para passá-la reclamando. A felicidade é o bem mais precioso desse mundo. E ser feliz é só o que eu tenho querido de um tempo para cá. Se um dia me vir reclamando ao invés de buscar o que almejo, por favor, vá até mim, me dê uma sacudida e diga: “ei garota, vá lutar pelo que te faz feliz e deixa de ser otária”.

Bruna Paiva

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Você precisa ler

FOTO BLOG copy“Não prometo sorrisos nem lágrimas, mas é provável que aconteçam.”

São essas as primeiras palavras do livro Precisava Escrever, do Rafael Magalhães. E como aconteceram, viu? Perdi as contas de quantas vezes alguém veio meu perguntar se estava tudo bem enquanto eu lia/chorava na escola, no ballet ou na rua. Me emocionei mesmo e, como já era de se esperar, me identifiquei com quase todas as linhas escritas.

O livro reúne poemas, contos e crônicas do professor de Educação Física goiano Rafael Magalhães. Alguns dos textos fizeram muito sucesso no blog Precisava Escrever, outros são inéditos, mas eu garanto: a maioria vai mexer com você.

O que eu gosto no Rafael, e acho que por isso sou leitora assídua do blog dele, é que ele vai lá no fundo do seu coração e toca naquela ferida que você tenta fingir que não existe. Só que ao invés de aumentá-la pela lembrança, ele te ajuda a fechá-la e seguir em frente.

E, mais do que nunca, o livro me deu essa sensação. A cada texto eu precisei parar e refletir sobre a minha vida. Desde a minha relação com minha família até decepções amorosas passando pelo amor por meus ídolos minha forma de ver o mundo. Rafael me entende como se espionasse meus percalços, e tenho certeza de que não é só comigo que acontece.

Falei aqui no Adolescente Demais sobre o dia em que pude dar um abraço nele e comprar o livro, que eu devorei em dois dias. Quando comecei a ler, resolvi anotar os textos que eu mais gostasse. Como anotei quase o livro inteiro, precisei fazer algumas seleções para contar para vocês. Não me peçam para escolher meu favorito, é muito difícil!

Chorei no meio da sala de aula ao me encontrar no texto “Tudo bem para você?” e o mesmo aconteceu em “Quando você partiu”. “Você por perto” me emocionou pela surpresa no final. “O último dia de Lucas” e “O milagre de Andréa” são belas lições de vida, enquanto “Tudo aquilo que nunca foi dito” e “Minha última bênção” me fizeram rever muita coisa na minha vida, além de terem feito um rio transbordar de meus olhos.

Posso citar também o “O reencontro de Amanda”, “Como lidar com uma mulher na TPM”, “A sorte de Rodrigo”, “Nosso ponto final”, “Fica mais um pouco?”, “Quadrilha moderna” e “Deixe ela passar”. Acho que esses foram meus favoritos e provavelmente esqueci de algum.

Além dos textos belíssimos, o livro do PE tem uma diagramação linda, com frases soltas dos textos e ilustrações divertidas também. Para cada amiga que eu mostrava um texto ou uma frase eu recebia a mesma reação: “Meu Deus, eu preciso ler isso.” Aliás, ele está emprestado e já tem uma fila a sua espera…

Na real, acho que todo mundo tem que ler. Rafael Magalhães atende a todas as idades e preferências. Quer alguém que te entenda, te emocione e faça bem? Então você precisa ler o Precisava Escrever.

Bruna Paiva

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Meninas e meninos

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Enquanto as novelas tentam escalar audiência com beijo gay, traições e sexo desenfreado, os pais de meninas continuam ouvindo as mesmas piadas do século passado. Basta nascer um bebê do sexo feminino para alguém próximo ao pai soltar a piada pronta de sempre: “aêeeee vai passar de consumidor a fornecedor”. Como se aquela recém-nascida estivesse fadada a ser abatida dali a alguns anos.

A menina vai crescer, vai namorar e vai acabar dando pra alguém? É claro que vai. E tomara que sim. Ou será que ainda temos pais querendo que suas filhas sejam desvirginadas na noite de núpcias?

As meninas de hoje não são menos românticas, menos carinhosas ou menos fiéis porque não casam virgens. Pelo contrário. Elas são mais seguras, mais resolvidas e menos suscetíveis a virarem fantoche nas mãos de algum babaca.

Que beijem, que amem, que se apaixonem e se decepcionem. Que vivam e se experimentem. Que acima de tudo aprendam a se valorizar e a não se deixarem manipular. Que nossas meninas desabrochem e se realizem como mulheres em todos os campos que escolherem atuar.

E que nossos meninos aprendam cada vez mais cedo a importância que elas têm em suas vidas. Fomos todos gerados no ventre de uma menina. E é sempre ali, em seus braços, que quando amamos uma mulher nos sentimos completos e protegidos.

JM Costa

Meia dúzia de conquistas

thinking-272677_1280Sou inabalável, organizado, forte e dentro dessa sala tenho todo o poder do mundo. Grito e os amedronto porque, que minha chefe não me ouça, sou eu quem dito as regras no recinto. Mas a verdade é que, aqui dentro mesmo, está tudo uma bagunça, frágil e instável.

Me faço de durão e ditador para todo o mundo ver o quanto sou respeitável. Queria ser exemplo, já que estudei pra caramba até chegar aqui. O que preciso, lá no fundo, não é desse exército que criei. Eles têm medo de mim e eu só queria ser admirado.

Meu maior desejo era que eles me achassem tão foda quanto aquele meu colega que nunca precisou dar um grito para obter atenção. Queria carinho e reconhecimento. Afinal, sei que sou muito competente e bom no que faço. E, convenhamos, tenho algumas grandes conquistas nas costas.

Quero que vejam como sou melhor que muita gente. Preciso jogar na cara do mundo cada uma de minhas vitórias. Menosprezar quem tem menos experiência, ou mesmo quem lutou menos que eu para se dar bem. Sou incompreendido por quem eu só queria que me amasse.

Saio dessa minha cúpula de incompreensão e passo a não compreender tampouco aqueles com quem lido. Às vezes, esqueço me de que há pouco era um deles.

Eu só queria ter sido respeitado, motivo de orgulho e inspiração para cada um dos que hoje são meus soldados. Por eles queria ser considerado herói, ídolo diante de tudo o que alcancei nessa vida. Lutei muito, mas me impus como se fosse o rei do mundo. Hoje, meu maior medo é um dia olhar para trás e perceber que só o que consegui foi me tornar um babaca com meia dúzia de conquistas.

Bruna Paiva

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Quem acabou com a música lenta?

Já imaginou passar dez minutos abraçada com o carinha que vc olhou a festa inteira, poder sentir o perfume dele e avaliar se vcs têm química, sem necessariamente precisar ficar com esse cara? Se curtir vc pega. Caso contrário, fica só na dança e depois faz a fila andar. To falando da hora da música lenta. Um ritual que desapareceu das festas e pistas de dança, mas que os adolescentes da minha geração souberam explorar muito bem.

Os meninos esperavam o momento para se encher de coragem, atravessar a pista e lançar a pergunta: “quer dançar?”. Se a resposta fosse negativa, não era o mesmo que levar um toco. Quer dizer…Era um meio-toco. Mas você saia dali de cabeça erguida por, pelo menos,  ter mostrado atitude. E sempre se podia convidar outra menina sem o risco de ser taxado de galinha. Afinal, vc só estava querendo dançar!

Para as meninas era a oportunidade de testar sua capacidade de sedução. Elas ficavam paradas se fazendo de gostosas, enquanto torciam para serem abordadas pelo menino com quem já haviam trocado olhares, sorrisos ou até algumas poucas palavras. Não ser convidada por nenhum carinha era uma espécie de meio-toco ao contrário. Aí restavam dois caminhos: uma discreta saída estratégica da pista, ou manter a pose e a esperança até o fim. Afinal vc não estava se oferecendo a ninguém. Só queria dançar, certo?!

Quando o convite era aceito, o casal entrava na pista e se abraçava. Não havia outra maneira de dançar música lenta que não fosse com os corpos grudados. Os meninos abraçavam as meninas pela cintura e elas retribuíam trançando as mãos por cima dos ombros deles. Duas quebradas de quadril para um lado, um passinho, duas quebradas para o outro lado, mais um passinho, e os corpos iam se roçando e girando lentamente em torno do próprio eixo. Talvez por isso alguns tb apelidassem  aquele momento de sessão mela cueca. Mas isso é outro assunto…

Embalados por canções românticas, quase sempre internacionais, a hora da música lenta era mágica. Quando você podia sentir o cheiro do cabelo da sua parceira, encaixar seu quadril entre as pernas dela e dançar com os rostos praticamente colados. Dependendo da forma como ela reagia, os movimentos de cabeça, o ondular do corpo, a respiração, dava pra sentir quando a química estava à favor. Aí não tinha jeito. Era cheiro no pescoço, mão boba e beijo de língua no melhor estilo novela das 21h.

Agora, alguém pode me explicar como é que uma coisa dessas acaba?

Não resisti e deixei no início do texto uma sessão de música lenta que montei com dez clássicos do gênero. À medida que ia escolhendo a sequência, uma espécie de filme da minha adolescência ia passando na cabeça. Dancei cada uma delas dezenas, ou centenas de vezes. A primeira, “Endless Love”, era a preferida de uma menina linda com quem tb dancei. Com ela rolou uma química tão especial que este ano comemoramos 20 anos de casados. Espero que vcs curtam as canções.

Beijão e muita química pra vcs!

J.M. Costa

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Incêndio na escola

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— Pai, não surta. Mas a escola tá pegando fogo!

Parece brincadeira, mas foi exatamente essa a primeira frase que saiu da minha boca quando meu pai atendeu ao telefone naquela manhã de quarta-feira. Antes que você me pergunte, sim, houve um incêndio na minha escola. Mas não foi nada sério. Depois que todas as salas foram evacuadas às pressas, o fogo foi rapidamente controlado.

Sabe aquela besteira que todo mundo repete de “ah, queria que a escola pegasse fogo só para não ter aula amanhã” ?  Pois é, nunca mais diga isso. Na hora do vamos ver, todo mundo corre. É desesperador. Ainda mais quando seu irmão mais novo resolve sumir no meio do caos. E, bom, no dia seguinte teve aula normal, então…

Hoje, pouco tempo depois, até acho graça relembrar uma colega me puxando escada abaixo enquanto eu queria subir pra procurar meu irmão. Ou zoar a professora cujo primeiro reflexo foi apagar o quadro antes de correr da sala. Mas na hora não teve graça nenhuma. A não ser quando uma menina parou na escada, bem na minha frente, pra tirar uma selfie em meio a fumaça preta que tomava conta do corredor.

Depois que encontrei meu irmão, e fui para a quadra aberta junto a todos os outros alunos, achei prudente avisar ao meu pai (nunca à minha mãe, já que ela se desesperaria). Realmente não encontrei jeito melhor de contar o que acontecera e, ao mesmo tempo, tranquilizá-lo. Mas acho que minha declaração não foi lá o que se possa chamar de tranquilizadora…

Agora como pai, deixem-me contar a minha versão. Saio do banho e percebo três ligações perdidas da filha em um horário que ela deveria estar em sala de aula. Vou até a sala ainda enrolado na toalha e escuto o seguinte recado na secretária eletrônica: “Pai, é sério. Atende o telefone. Preciso falar com você. Tem um incêndio aqui”. Ato contínuo, deixo a toalha cair no chão e tropeço na cachorra ao sair correndo nu pela casa para pegar uma roupa no quarto.

Enquanto corria para me vestir em tempo recorde, minhas tentativas de falar com o celular da filha na escola paravam todas na barreira da caixa postal. Em uma situação dessas um pai pode surtar ou respirar e raciocinar. Fiquei no meio termo. Mas pensei, bom, se ela ligou é porque está viva. Ou pelo menos estava cinco minutos atrás.. Então ainda há esperança.

Meus batimentos cardíacos ainda estavam na ascendente quando ela retornou no celular. A alegria de perceber que ela e o irmão estavam bem durou pouco. Como não conseguira falar comigo, ela teve a brilhante ideia de ligar para o trabalho da mãe. E nessas situações a mãe é do tipo que modula entre o surto contido, moderado e o irracional. Consegui pegá-la no trabalho ainda no segundo estágio do surto e fomos os dois juntos resgatar os sobreviventes na escola.

Os pimpolhos entraram no carro com a cara lavada, sorrisos nos rostos e excitadíssimos com as tranquilizadoras histórias que tinham para contar. O mais novo viu labaredas no corredor e disse que a professora foi a primeira a sair correndo da sala. A mais velha ouviu dizer que um cadeirante foi esquecido justo na sala em que o incêndio começou. E os dois divertiam-se ao relembrar as cenas de colegas pisoteados e espremidos enquanto desciam no estouro da boiada pelas escadas do prédio.

O mais curioso é que a escola não enviou sequer um comunicado aos pais com esclarecimentos sobre o ocorrido. Mas os boletos, esses nunca deixam de chegar.

 

Bruna Paiva e J. Maurício

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Um sonho em Boston

BOSTONBOYS copyImagina acordar num dia que era pra ser normal e, do nada, descobrir que sua mãe é, na verdade, a produtora da boy band mais badalada do momento. E mais, que o vocalista (gato!) da banda precisa urgentemente se mudar pra sua casa. Seria maravilhoso, um sonho, não? Bom, não para Ronnie Adams.

Ronnie, diferente de todas as garotas da cidade, o que inclui sua irmã mais nova e sua melhor amiga, odeia com todas as suas forças os Boston Boys e seu seriado de TV. E abomina a ideia de ter um dos integrantes da banda morando dentro da sua casa.

Com o tempo e por consequência da convivência forçada, ela acaba se aproximando dos garotos e vive aventuras que deixariam qualquer fã morrendo de inveja. E digamos que as admiradoras da banda não ficam lá muito felizes com a presença de Ronnie nos bastidores.

É uma história divertida e com passagens engraçadas. A autora, Giulia Paim, tem 18 anos e escreve desde bem novinha. Boston Boys é seu primeiro livro, publicado pelo grupo editorial 5W, e também o primeiro de uma série. E eu, com essa minha mania de amar ser fã, já não me aguento de ansiedade pelo próximo volume. Os Boston Boys são VI-DA.

A narrativa é em primeira pessoa o que faz o leitor se sentir muito mais próximo da protagonista. E, algumas vezes, dá até para entender a posição de Ronnie em não gostar de Mason, Ryan e Henry. Mas confesso que não gosto muito da protagonista. Meu Deus, quem odeia o fato de morar com um rockstar? Meu Deus, quem odeia ser obrigada a conviver com três (lindos) rockstars?!

A autora te leva diretamente a Boston e dá para se sentir dentro dos bastidores de gravações do programa de TV. Todo o glamour e confusão do que Ronnie chama de “mundo Hollywood” estão sempre presentes durante a história. A banda, de alguma forma, me lembrou a extinta banda de meus ídolos “Jonas Brothers”.

Uma ótima leitura para quem é ou já foi fã de alguma boy band ou já sonhou chegar pertinho do seu ídolo.

Bruna Paiva

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Renata(12:04): Vou chorar. Não aguento mais isso.

Marcelo(12:04): Que foi que o babaca fez agora?

R(12:05): Não chama ele assim…

M(12:06): Tá. Que foi que o fofo do Roberto fez dessa vez?

R(12:08): Ele é um idiota

M(12:08): Foi o q eu disse

R(12:11): Pq é que eu não te escuto, hein?

M(12:13): Ahahah já cansei de tentar responder isso, meu amor. Te falei pra não voltar com ele. Mas me diz, qual foi a da vez?

R(12:15): Hj ele tava lá cheio de gracinha pra cima da Márcia. Eu sou louca por ele, amo aquele garoto. Mas não dá mais. Chega dele me provocando e conseguindo me pegar quando quer. E dessa vez é sério!

M(12:15): Sei… Da outra tbm não era?

R(12:17): Olha só, se for pra ficar me zoando nem precisa falar nada.

M(12:17): Ihh, é TPM, é? Rlxa aí, gata. Tô só brincando. Mas vê se agora se escuta, já que a mim vc ñ dá muito crédito…

R(12:18): Vou mesmo, não aguento mais chorar por esse idiota. Mas e vc? Foi na festa da Paulinha ontem?

M(12:18): ahahahhaa voltei bebaaaço

R(12:19): Kd a graça, gente? Amanda liberou, é?

M(12:19): Ela ñ sabe que eu fui

R(12:20): Vish… Pegou quantas?

M(12:25): Nenhuma, juro.

R(12:28): Ahaaam, finge que me engana que eu finjo que acredito. Deixa eu ver, Vanessa, Clara e Mariana?

M(12:30): kkkkkkkkkkkkk só esqueceu da Ana Maria e da Juju.

R(12:33): Cinco?! Coitada da Amanda… Pra que namora desse jeito?

M(12:34): Amanda ñ é minha namorada

R(12:36): Então conta isso pra ela. Pq a garota acha que é.

M(12:37): Aí eu já ñ tenho culpa.

R(12:42): Aff. Você é babaca igual a todos os outros. Por que é que nenhum homem consegue prestar hein? Vcs são uma raça que eu vou te contar… Desse jeito é até melhor virar lésbica.

M(12:49): Renata, para de falar merda. Ñ tenho culpa q o teu ex te deixou assim, ok? E pfvr, não me compara ao viadinho do Roberto. Faz o seguinte? Veste uma roupa, que eu sei que cê tá só de calcinha, desliga o Ed Sheeran e vai ouvir Anitta pra parar de mimimi. Tô chegando aí com cerveja e sorvete de creme, ok?

R(12:56): Como é que vc sabe que tá tocando Ed?

M(13:00): Desliga essa porra e vem aqui abrir pra mim que o sorvete tá derretendo e a cerveja já tá quente.

Bruna Paiva

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