3 filmes nacionais para recuperar a fé no amor

Quem não gosta de uma boa comédia romântica? Daquelas que a gente termina de assistir acreditando que o amor existe de verdade e, em algum momento vai acontecer com a gente também… Se você está precisando renovar essa fé no sentimento, hoje eu trouxe uma dica de três ótimos filmes nacionais que com certeza vão te fazer suspirar.

 

  • Amor.com

Essa comédia tem como protagonista a atriz Isis Valverde e o ator Gil Coelho. Katrina é uma blogueira de moda extremamente bombada no Youtube, enquanto Fernando é técnico em informática e tem um canal de videogame que não faz tanto sucesso. Os dois se conhecem numa situação um tanto constrangedora e acabam se apaixonando. O problema começa quando o romance deles ganha uma dimensão absurda na internet. Um filme que fala sobre relacionamentos atuais e a exposição das celebridades na internet. Até que ponto é saudável viver da própria imagem? A história é divertida, mas provoca reflexão; e não tem como não torcer pelo casal.  O longa ainda traz nomes como Joaquim Lopes, João Côrtes, Alexandra Ritcher e César Cardadeiro.

 

  • Entre Idas e Vindas

Quatro amigas, um trailer e uma despedida de solteira. Era para ser uma viagem incrível. Mas a noiva descobre que foi traída. No meio do caminho, as viajantes encontram um pai e um filho precisando de carona na estrada. E o que era simplesmente uma ajuda acaba transformando a viagem numa aventura carregada de drama, paixão e transformações pessoais.  O filme, que traz nomes como Ingrid Guimarães, Fábio Assunção e Alice Braga, é leve, apesar de não ser uma comédia. Um drama bonitinho, que diverte e faz a gente repensar o amor.

 

  • Um namorado para minha mulher

O título do filme pode não parecer muito romântico. Mas é justamente da falda do romantismo que o casal Chico e Nena percebe que o amor é maior. Quando o casamento chega a uma fase em que Chico não aguenta mais a esposa, ele tem a brilhante ideia de contratar um amante profissional para seduzir a esposa (e ter um motivo plausível para pedir o divórcio). A sequência de coisas que acontece em consequência disso é engraçada e bonita demais para não te convencer de que o amor é real. O filme é protagonizado por Ingrid Guimarães, Caco Ciocler e Domingos Montagner.

 

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Mascarada

“Oi! Tá tudo bem?”

Não. Não tem nada bem. Nada mesmo. Tá tudo o oposto de bem. Tudo meio esquisito, estranho, cansativo, sufocante e eu não sei nem te dizer quando foi a última vez que esteve bem de verdade. Minha cabeça tem estado uma loucura, uma bagunça que já não dá mais para organizar. Estou confusa, insegura, perdida, carente, sozinha, impaciente. Sem certezas, mas sem dúvidas também. Tá tudo muito louco e eu não consigo encontrar um porquê.  Não sei pra onde vou, nem o que eu quero, ou com quem. Não sei dizer se esse vazio é de fome no estômago ou de tristeza na alma. Tenho me sentido desnecessária, desimportante como se o mundo fosse uma festa em que eu entrei de penetra. Choro todo dia sentada no chão frio enquanto a água quente espanca minhas costas. Tenho medo de tudo, não confio em ninguém. Estou exausta, fraca. Física e emocionalmente. E, por mais que eu durma o tempo inteiro, continuo desgastada. Acordo cansada todos os dias, com a cabeça quase mergulhada em gelatina, lenta, devagar, mas ao mesmo tempo muito acelerada. Pensando em absolutamente tudo e não conseguindo focar em nada. E eu não aguento mais viver assim. Mas não é nada disso que você quer ouvir.

“Tá. Tá tudo bem.”

 

Bruna Paiva

 

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Como você imagina uma cadeia?

Na primeira vez que eu entrei numa cadeia, como voluntária num projeto da faculdade, eu estava com medo. Na realidade, eu estava apavorada. Não tinha a menor noção do que encontraria por lá. O mais próximo que eu havia tido de um contato com o mundo carcerário era o livro do Dráusio Varella. De resto, só o que se vê na televisão. Minha mãe, em casa, me mandava uma mensagem a cada cinco minutos perguntando se estava tudo bem, e quase enlouqueceu quando entrei na área sem serviço de celular.

Lembro de ter rezado antes de entrar. E também lembro de ter me prometido não julgar ninguém. Vesti minha melhor pose de mulher marrenta e segura de si, que foi quebrada logo na triagem da entrada quando o agente me perguntou se eu portava alguma arma. Eu estava verdadeiramente aterrorizada quando entrei naquele lugar. E, talvez por isso, o que me foi mais estranho no primeiro momento foi o cheiro de alvejante vindo do chão. O lugar era limpo. O segundo choque veio quando as presas chegaram à sala. Era gente. Gente normal, igual a mim, igual a você.

Mulheres com a idade da minha mãe, outras com a idade da minha avó e outras, as que mais me chocaram, pareciam mais novas que eu. Em determinado momento, comecei a olhar para o chão porque não conseguia evitar que meus olhos se fixassem no rosto de cada uma, imaginando a história por trás daquele uniforme.

Comecei a escrever esse texto porque tive um sonho estranho essa noite. Eu matava uma pessoa, por uma série de motivos, mas me arrependia no segundo seguinte. E então eu ia presa. Mas nossa cabeça é tão louca que a parte mais perturbadora era ver todos os meus sonhos indo para o ralo. Eu ligava para trancar a faculdade, morta de vergonha. Via todos os meus planos se desfazerem e chorava desesperada.

É engraçado como se tem a visão de que a cadeia é a escória da sociedade. A gente joga o problema lá e tenta esquecer que ele existe. Mas quando você entra num lugar como esse, a realidade se joga bem na sua cara. Ninguém está livre de acabar ali. Não tem nada a ver com cor, sexualidade ou classe social. Inclusive, na mesma semana da minha primeira visita à penitenciária, na unidade vizinha, o queridíssimo ex-governador da minha cidade havia acabado de chegar. Qualquer um pode cometer um ou mais erros e acabar ali dentro.

E sentir esse desprezo, aliado à falta de perspectiva, na pele, ainda que só por m truque do subconsciente, foi desesperador.

O que eu quero dizer é que a cadeia não devia ser o tapete para onde varremos tudo o que não queremos mais. Cadeia é lugar de gente. Gente que se desviou do que é certo, gente que perdeu a cabeça, gente mau caráter e gente boa também. Gente que foi bem educada, gente que não teve oportunidade, gente que matou a mãe, o filho, gente que roubou por que tinha fome, gente que roubou porque quis mesmo. Tem gente de todo tipo, mas, ainda assim, são seres humanos, tão humanos quanto a gente aqui fora. E deviam ser tratados como tal…

 

Bruna Paiva

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Ao meu mais recente passageiro…

Eu acredito de verdade que algumas pessoas não passam pela nossa vida por acaso. Falo daquelas pessoas que chegam de repente, passam a ter um papel fundamental na nossa vida e depois vão embora. Personagens passageiros do filme da nossa vida.

Eu já tive um bocado desses. Alguém que me mostrou que eu valia muito mais do que enxergava e me encorajou a me livrar de tudo aquilo que me fazia mal. Alguém que foi amparo num momento em que eu me sentia terrivelmente sozinha. Outro que me fez entender que eu mudei para melhor…

O meu mais recente coadjuvante temporário foi você. Que me fez sentir desejada como há muito eu não sentia. Despertou coisas que eu nem me julgava mais capaz de sentir. Que deixou o sabor de uma história leve, divertida. Que me beijou sob um céu estrelado e conversou comigo até as 4h da manhã. Que me fez um bem absurdo num momento que eu não estava tão bem assim.

E, apesar de ter sido uma experiência tão boa, você me fez perceber que o amor próprio tem que vir antes de tudo. Que não dá para fingir que está feliz quando tem alguma coisa te fazendo mal. Me mostrou que eu, que já me humilhei tanto por amor, hoje sou madura o suficiente para fazer o que sei que vai ser melhor pra mim, antes que de me machucar de verdade, ainda que doa.

Então eu te deixei ir. E me dou conta agora de que você foi realmente passageiro. Passagem breve, porém intensa.

Talvez você não faça ideia do impacto que teve na minha vida. A maioria dos meus passageiros não se dão conta. Mas eu queria que você soubesse; você e o que nós dois tivemos foi muito especial. E obrigada por isso.

 

Bruna Paiva

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Girl Power: 10 filmes sobre mulheres incríveis!

Oi, gente. No post de hoje, eu trouxe 10 filmes que eu adoro e trazem histórias de mulheres incríveis. São filmes ótimos para aqueles dias em que a gente precisa de um bom exemplo de empoderamento feminino. Girl Power minha gente!

  • Bad Moms (Perfeita é a mãe)

Esse filme é muito divertido, e, pra quem é mãe, deve ser libertador. Amy é uma mulher que parece ter uma vida perfeita, casamento, filhos, trabalho, tudo sobre controle. Mas um dia ela simplesmente se vê cansada daquela rotina toda e, na companhia de mais duas amigas,   resolve ser uma “bad mom”, porque, afinal, ninguém consegue ser perfeita o tempo inteiro.

 

  • Operações Especiais

Essa produção nacional é simplesmente incrível. A protagonista, vivida pela maravilhosa Cléo Pires, é uma jovem formada em hotelaria que, depois de presenciar um crime, resolve entrar para a polícia. Dentro da equipe, ela é a única mulher e acaba sendo subestimada pelos colegas. Mas, apesar de todo o preconceito, ela se mostra uma profissional muito competente e acaba se tornando essencial nas operações.

 

  • O sorriso de Monalisa

Aquele tipo de filme transformador, sabe? Uma professora de História da Arte recém-formada é contratada para lecionar numa das melhores escolas só para meninas do país. Katherine Watson é uma mulher extremamente livre e se vê numa saia justa quando percebe que a maioria das meninas na escola olham para o casamento como sua única possibilidade de futuro. O trabalho que ela faz com as alunas, mostrando que elas podem ser qualquer coisa que quiserem, é maravilhoso.

 

  • Legalmente Loira

Esse é um clássico, né? Quem nunca assistiu e se envolveu com a história de Elle Woods? A loirinha vai pra faculdade atrás do namorado (que é um idiota e largou a menina) e, apesar dos preconceitos vindos de absolutamente todos os lados, acaba se destacando entre os colegas. Não tem como não torcer pela menina.

 

  • Nise- o coração da loucura

Mais um nacional incrível. Nise é protagonizado pela Glória Pires e conta a história real da psiquiatra Nise da Silveira. O trabalho que a médica faz com os internos mais “problemáticos” passa das barreiras dos preconceitos. A história é muito inspiradora. E, meu Deus, QUE MULHER. Um exemplo de força e determinação.

 

  • Joy

A história da moça que tem uma vida pessoal extremamente complicada, mas ideias brilhantes é incrível. A protagonista, vivida pela musa Jennifer Lawrence,  batalhou muito para conseguir ser uma mulher poderosíssima graças às suas invenções.

 

  • O Diabo veste Prada

Outro clássico maravilhoso! Só de pensar nele eu já começo a cantar Suddenly I See. Andy é uma moça cheia de sonhos para sua carreira jornalística. Mas nas mãos de sua chefe, Miranda Priestly a menina sofre e muito. A vida dela vira completamente de cabeça para baixo e ela acaba colocando a própria confiança à prova. Mas é claro que ela consegue dar a volta por cima e surpreender inclusive a chefe doida.

 

  • Jogos Vorazes

Quer mulher mais empoderada que Katniss Everdeen? A menina se voluntaria para tomar o lugar da irmã num reality show mortal e ainda revoluciona o país inteiro.  Fora que enfrenta todo mundo que sempre a subestimou, né? E mostra que ela pode conseguir o que quiser fazendo as coisas do jeito dela.

 

  • Orgulho e Preconceito

O filme baseado no romance de Jane Austen (que inclusive é o livro que eu estou lendo no momento) é uma graça. Elizabeth Benett é a segunda de uma família de cinco irmãs, mas diferente delas, a menina não quer que sua vida se resuma a um casamento. Ela recusa um casamento sem amor com um primo que só a quer por interesse e, cada vez mais, seus encontros com o enigmático Mr. Darcy aumentam. Apesar de ser uma história de amor, A força e a personalidade forte de Elizabeth são INCRÍVEIS.

 

  • Histórias Cruzadas

Esse filme é MARAVILHOSO. E tem um monte de mulheres incríveis. Uma jornalista resolve escrever um livro sobre as mulheres negras da cidade que largam suas vidas pessoais para trabalhar nas casas da elite e cuidar dos filhos dos ricos. É uma história divertida e emocionante.

 

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Apaixone-se por você mesma

Não existe nada mais libertador do que se permitir ser você mesma. Falar o que você pensa, vestir o que você gosta, ser quem você quiser. Uma vez que você se permite viver dessa forma, é quase certo que vai acabar se apaixonando por quem você é. E essa sensação é transformadora.

Não por aquela velha máxima de que “se eu não gostar de mim, quem é que vai?”; porque quando você começa a gostar de verdade de quem é e se deleitar com sua própria companhia, pouco importa a opinião de quem quer que seja. Você deixa de viver naquela eterna tentativa de agradar os outros e passa a simplesmente ser você. Se alguém gostar, ótimo; se não, tá tudo bem também.

É incrível se perceber apaixonada por si mesma. Olhar no espelho e finalmente gostar do que vê. Investir tempo para correr atrás do que você acredita e fazer coisas por si mesma. Gostar de cada detalhe e entender que as particularidades que te enlouqueciam na adolescência são, na verdade, parte de quem você é.  Entender que você é incrível, independente do que as pessoas digam. Preenche um vazio que você nem sabia que existia.

Quando você se apaixona por você, acredita em si, a validação alheia sobre sua vida deixa de ser a coisa mais importante do mundo. Você passa a ser alguém com brilho próprio, deixa de esperar a luz dos outros para conseguir se enxergar.

Nada nem ninguém no mundo vale o sentimento de estar bem com você mesma. De se sentir livre, plena e independente.

Mas isso tudo só acontece quando você consegue compreender que a pessoa mais importante da sua vida é você mesma. Não importa o quanto a vida às vezes tente te provar o contrário, você é protagonista da sua passagem pelo mundo. E, enquanto você não se coloca como prioridade em sua própria existência, não dá para ser feliz de verdade.

Bruna Paiva

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Cura Tudo

Rejeitada. Você foi rejeitada.

Mais uma vez, rejeitada.

Em tão pouco tempo, rejeitada.

Encara a palavra, rejeitada.

 

O que é que você vai fazer sobre isso?

Chorar? Já não possuo mais lágrimas.

Devastar-se? Não me sobra disposição.

Odiá-lo? Ah, mas quanta energia se gasta…

E o que resta?

 

Papel, caneta e um café amargo.

 

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Podia ser você

Você seria a pessoa perfeita. Tem quase tudo que eu sempre sonhei encontrar em alguém. É interessante, divertido, engraçado. Você me respeita e defende ideais parecidos com os meus. Você me admira como artista e como mulher e faz questão de enaltecer isso toda vez que fala comigo. Você me faz sentir bem, esquecer um pouco dos problemas e sorrir de vez em quando. A gente podia ser um casal sensacional.

Mas falta alguma coisa. Me peguei obrigando minha cabeça a se apaixonar por você. Eu te juro que fiz muita força para conseguir te enxergar com outros olhos. Mas não fui capaz. Eu olho para você e consigo imaginar um futuro, com uma relação estruturada, família e tudo mais, mas sempre com um vazio.

Falta paixão, tesão. Falta frio na barriga, ansiedade e coração batendo forte do teu lado. Falta eu ficar desconsertada e pensar em você o dia inteiro. Falta eu olhar para você como a melhor coisa que me aconteceu. E eu não sei sustentar um relacionamento sem tudo isso. Porque me soa mentiroso.

E não é como se todo esse sentimento que eu almejo fosse fruto de um ideal fantasioso. Eu já conheci pessoas legais, que me pareciam tão certos quanto você e por quem eu fui capaz de me apaixonar a cada detalhe. Mas é o tipo de coisa sobre o qual eu não tenho o menor controle. Acontece devagar e de repente. E com você não aconteceu.

Me percebi tentando convencer a mim mesma de que, por falta de opção, era você a minha melhor chance de viver uma história de amor. Mas isso é torto demais para eu permitir que comece. É injusto. Com você e comigo. Eu prefiro esperar, deixar o tempo agir. Assim, você pode viver a sua vida, encontrar alguém que te ame de verdade. E, quem sabe eu também encontre alguém incrível que consiga me despertar todo o sentimento que eu gostaria de ter tido por você.

Bruna Paiva

 

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5 livros que falam sobre música

Que eu amo literatura acho que já ficou provado por aqui. Mas outra paixão minha é a música. Apesar de não ter o menor talento para tocar nenhum instrumento, muito menos cantar, eu sou daquelas que não vive sem um fone de ouvido com uma playlist incrível.

Acho que por isso eu gosto tanto de encontrar livros que, em suas histórias, tragam bastante música. É como unir as duas paixões numa coisa só. Por isso, hoje trouxe para vocês uma pequena lista de 5 livros que falam de música:

 

  • Sábado à noite – Babi Dewet

Vou começar com um nacional que eu adoro. Sábado à Noite é o primeiro livro da linda da Babi Dewet e também o primeiro da trilogia. Tem resenha dele aqui no blog! O livro, que começou como uma fanfic do McFly, conta a história de um grupo de amigos e um amor de escola.

No meio de toda a confusão adolescente, o diretor da escola resolve promover bailes todos os sábados com a presença de uma banda de garotos mascarados!

 

  • Se eu ficar e Para onde ela foi – Gayle Forman

Essa duologia da Gayle Forman é repleta de drama e muita música. No primeiro livro, Mia, uma adolescente que sonha em se transformar em uma violinista de sucesso entra em coma após o acidente que a faz perder toda a família.

A luta dela pela vida é extremamente tocante, mas meu preferido é o segundo livro. Nele, o protagonista é Adam Wilde, o ex-namorado de Mia que, anos depois do acidente, é um roqueiro famoso pelas músicas que escreveu para a garota. O conflito interno dele e a busca pela ex-namorada torna o livro muito bonito.

 

  • Revival – Stephen King

O tema central desse livro é a eletricidade e a fé extrema. É um livro que toca em questões éticas e tem aquele jeitinho incrível do Stephen King de escrever. Mas ele está nessa lista porque o protagonista, que começa o livro com 6 anos, cresce e se torna um guitarrista profissional e depois vai trabalhar numa gravadora.

É muito legal observar a evolução dele como músico e pessoa. A trajetória dele na música é bem intensa e dá para curtir cada fase na leitura.

 

  • Boston Boys- Giulia Paim

O primeiro livro da carioca Giulia Paim também já ganhou resenha aqui no blog.  Ronnie é uma adolescente que, ao contrário da maioria de suas colegas, não dá a mínima para os Boston Boys.

A menina, que nunca simpatizou com os protagonistas do programa de TV, de repente se vê obrigada a conviver com eles por conta do trabalho da mãe! Tem resenha do primeiro livro aqui no blog! O segundo eu comprei na Bienal e estou doida para ler.

 

 

  • 360 dias de sucesso – Thalita Rebouças

Esse livro da Thalita é o que eu mais gosto. Conta a história de uma banda de adolescentes que teve exatos 360 dias de sucesso. A fama chega de uma forma inesperada, mas as consequências dela são tão loucas que a banda Pólvora nem consegue completar um ano de existência.

O livro também já ganhou resenha aqui no Blog, que foi inclusive super elogiada pela própria Thalita 🙂

 

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10 anos de Gossip Girl e como olhar para a série em 2017

Há exatos 10 anos ia ao ar o primeiro episódio de uma série que marcou uma geração. A história dos adolescentes da elite de Manhattan que eram atormentados por uma blogueira fofoqueira e anônima é adorada por milhares de pessoas até hoje. E, apesar de ter assistido à série tardiamente (só vi GG na Netflix e em 2016!), eu me incluo na lista. Que atire a primeira bolsa Chanel quem nunca sonhou em ter a vida de Blair Waldorf. Ou quem nunca quis ter um Chuck Bass ou um Nate Archibald só para si.

A verdade é que todos os personagens são extremamente marcantes e cativam o público. (Menos a Vanessa, aquela vaca desnecessária.) Quero deixar claro que sou completamente apaixonada pela Blair, a maior rainha da série. Me encantei gradualmente pelo conturbado Chuck Bass. Torci muito pelos casais, shippo Chair até o fim da vida, Derena desde o primeiro episódio e até torcia pro Nate ficar com a Little J, mas não rolou. Eu amo os personagens e sou muito apegada na série. Maaas, todos eles têm comportamentos extremamente problemáticos que, em pleno 2017, não dá para fingir que a gente não está vendo.

ATENÇÃO!!! A PARTIR DAQUI O TEXTO CONTÉM ALTO NÍVEL DE SPOILERS, PORTANTO, SE VOCÊ AINDA NÃO VIU A SÉRIE E NÃO QUER SABER DO QUE ACONTECE, XOXO. (MAS MANDA O LINK PARA AQUELA TUA AMIGA QUE É A LOUCA DE GG)

Comecemos pela nossa famigerada Gossip Girl. Ok, tô sabendo que o blog trocou de autor algumas vezes durante as seis temporadas. Mas meu primeiro tópico vai ser o criador de todo esse furdunço. Dan Humphrey. A história dele com a Serena é uma graça até o momento em que ele resolve expor a vida da ex-namorada (além de todos os seus amigos e família, diga-se de passagem) em seu best-seller. Tudo bem que quem mandou o tal do livro para a editora foi a Vanessa (eu falei que a vaca era desnecessária!). Mas a situação não melhora quando a gente descobre que Dan Humphrey, o garoto solitário com carinha de bom moço, era na verdade a própria cobra em pele de cordeiro.

Quando ele explica para os amigos, no último episódio, como começou tudo aquilo e por que criou a blogueira anônima , tudo parece fazer sentido. Mas, pera lá, como assim??? No meio tempo em que ele ascendia socialmente, o cara expôs a garota por quem era apaixonado, que vira namorada (e casa com ele nesse mesmo episódio) a situações tenebrosas; a melhor amiga dela, com quem ele também se envolve, idem; o próprio melhor amigo dele e o pior: o cara ataca a própria família. São incontáveis as vezes em que a GG expõe Jenny e Rufus. Tudo isso por puro ego.

Gente, não tem como achar isso tudo normal. O garoto era extremamente egoísta e empatia era uma palavra que ele desconhecia. Louco, perturbado. E mais louco ainda foi a Serena ter casado com ele mesmo assim, tendo plena consciência de tudo que ele fez. Tudo bem que ele se declara para ela e no fundo o sentimento é verdadeiro… Mas, ainda assim, acho que uma Serena Van Der Woodsen em 2017 não seria tão condescendente…

Falando na Van der Woodsen. Outro tópico que não tem como não comentar é a amizade mutcho loka de Blair e Serena. Aquela relação era tudo menos saudável. Já começa tudo errado com uma pegando o namorado da outra. Elas brigavam o tempo inteiro. E não eram briguinhas bobas. Perdi a conta de quantas vezes as duas quase saíram no tapa (e algumas em que chegaram às vias de fato). Uma armava para a outra constantemente. Mandavam dicas para a Gossip Girl sobre a vida da amiga, expunham a vida pessoal uma da outra sempre que não estavam contentes com a relação. Inclusive quando Serena toma as rédeas do GG, vive falando sobre a vida de Blair. Se esse é o conceito de amizade verdadeira, Deus me livre de ter uma. É óbvio que as duas conversavam muito e se entendiam na maioria das vezes. Cresceram juntas, então o laço afetivo era muito grande. E uma ajudou muito a outra durante as seis temporadas da série. Mas, ainda assim, a relação das duas está longe de ser sadia.

E falando em relacionamentos pouco sadios… Numa época em que (ainda bem!) muito se fala em relacionamentos abusivos, será que Chuck e Blair teriam feito tanto sucesso se a série começasse agora? Vejamos, é evidente que, com o tempo, o casal amadureceu e os dois realmente se amavam quando casaram. (Eu sou apaixonada pelo casal então dói ter que problematizar, perdoa.) Mas não tem como negar que a construção do relacionamento foi absolutamente torta. O CARA TROCOU A NAMORADA POR UM HOTEL!!! Não dá para esquecer isso.

Fora todas as vezes que Chuck foi absurdamente abusivo com a Blair. Ele gritava com ela, traía, diminuía e chegou a machucar fisicamente a menina quando soube do casamento com Louis. Grande parte do relacionamento deles foi tenebrosa. Doentia de verdade. Foi só quando perdeu a menina de vez que o Bass deu valor ao que tinha. Mas se tem uma coisa que eu idolatro naquela série é a decisão da Blair de não voltar com ele enquanto não se tornasse a mulher poderosa que queria ser. Ela sabia que o amava. Mas também sabia que ele a impedia de viver os próprios sonhos e foi madura o suficiente para se colocar como prioridade na situação. É esse o exemplo da Queen B que a gente tem que seguir, meninas! Amor próprio antes de qualquer coisa.

Quando os dois voltam a se relacionar, já com promessa de casamento, ela está mais segura de si e ele consciente de toda merda que fez no passado. Tenho para mim que, depois de casados, (não vou comentar a circunstância torta em que os dois acabaram se casando porque, né) a relação foi mais saudável.

Blair de boba e inocente não tinha nada. A rainha do Upper East Side era cruel. Ela não tinha o menor pudor em passar por cima de quem fosse para conseguir o que queria. A garota era a protagonista da própria vida e qualquer um que se metesse em seu caminho não tinha a menor chance de sair ileso. Qualquer um mesmo.

Acho que o objetivo da série na real era exatamente mostrar esse comportamento desviado de quem acha que tem o mundo no bolso por causa do dinheiro. Eles podiam comprar o que quisessem e, se você não tem uma índole muito forte, fica muito propício a isso nesse mundo. O dinheiro e o poder mostram o lado mau caráter das pessoas e isso ficou claro em todos os personagens desde Little J, que se rebela contra tudo e todos por status de rainha da escola, até Louis, que no início parecia um verdadeiro príncipe encantado, mas depois mostrou quem era de verdade.

Acho que a Dorota foi a única que não se corrompeu. Apesar de compactuar com todos os planos e esquemas da Blair, ela mesma não fazia mal a ninguém. Talvez por ser uma das únicas personagens que não fazia parte daquele mundo. Ela era só a empregada, no fim das contas…

Lily Humphrey/Van der Woodsen/Bass trocou o amor pelo dinheiro inúmeras vezes e sem o menor arrependimento. Ivy Dickens e Carol Rhode armam um esquema absurdo, enganam todo mundo para roubar o dinheiro que era de Lola. Ninguém escapou das armações de Georgina. Aliás, a mulher fazia força para ser má, né? Até o próprio filho ela usou para conseguir o que queria…

Personagens problemáticos, relacionamentos piores ainda, muito dinheiro, armações e esquemas. Esse texto era para problematizar um pouco, mas não deixa de ser uma homenagem a essa série incrível que, volta e meia, eu assisto de novo. É bem verdade que Gossip Girl é bem conturbada, mas como a blogueira sempre dizia, não tem como negar: You know you love her.       

E acho que a gente sempre vai amar. Aliás, que tal uma maratonazinha para comemorar esses 10 anos da blogueira mais ardilosa do Upper East Side?

 

XOXO

Bruna Paiva

 

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