Último Porre

Então vamos brindar! Um brinde à minha solidão e à falta que eu ainda sinto de você. Uma dose pela dor e outra pela sua nova felicidade. Brindemos à mensagem que eu juro que foi o álcool quem te mandou há pouco. E à maquiagem agora rolando pelo meu rosto.

Garçom, mais uma garrafa, por favor. E traz com dois copos que é para brindar comigo mesma. Brindar às suas fotos que ainda estão na minha parede, mesmo que suas gavetas estejam vazias, e à sua boca que não beija mais a minha. Brindar à roupa de cama que ainda tem o seu cheiro e à minha cabeça que faz questão de repassar cada momento nosso. Um brinde à sua irmã que trabalha comigo e vai me fazer lembrar de você todos os dias.

Só mais essa, eu prometo. Talvez mais uma, duas ou três. Só para a bebida quente abraçar meu coração. Vamos brindar à minha casa bagunçada e à geladeira vazia, que eu não tenho vontade de encher. Meu trabalho pela metade, à academia que eu paguei e não fui, o encontro com meus amigos que eu faltei e tudo o que eu não tenho conseguido fazer porque você segue sendo só o que se passa na minha cabeça.

Moço, traz mais uma dose enquanto eu enxugo a cara suja de rímel na blusa branca que foi ele que me deu. Me dá mais tequila porque eu ainda lembro de tudo. De cada beijo, cada palavra e cada vergonha que eu já passei desde que ele me deixou. Pode trazer mais uma pra ver se eu esqueço, se eu consigo, com álcool, apagar toda essa dor.

Um brinde ao cara ali do lado que não para de olhar para mim e um outro para você que me obrigou a encher a cara para te esquecer. Esse é o último. O último, eu juro. Como jurei no anterior e vou acabar jurando no próximo. Mas enquanto não aprendo a cumprir o que prometo, vou tomando alguns últimos porres até que não precise mais jogar a culpa em você.

Bruna Paiva

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8 livros com mulheres incríveis

Olá, pessoal! Hoje, 8 de março, é o tão importante dia internacional da mulher. Para homenagear essa data fundamental para a nossa sociedade, eu separei uma lista com 8 livros que trazem mulheres incríveis como assunto ou personagens da trama! … Continuar lendo

O palco salvou a minha vida

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No palco eu me sinto livre. Não me importa se atuo, danço ou faço os dois ao mesmo tempo. Ao colocar os pés num palco, sinto uma energia que refresca o rosto e deixa a boca doce. O cheiro de laqué e cortina velha revigora a alma de um jeito que só os artistas entendem. Felicidade que vem de dentro. Felicidade que vem da arte.

Sinto-me à vontade para ser quem sou. E experimentar tudo aquilo que nunca fui. A vibração que vem da plateia e a luz esquentando o meu rosto me encorajam a transformar arte em vida. É onde me sinto mais viva do que o normal. Brilho nos olhos, coração sambando, estômago frio e a adrenalina brincando da cabeça aos pés. Arte correndo nas veias.

Alguns dizem que fui picada pelos “bichinhos do teatro”. Eu prefiro acreditar que já tinha isso na alma. Adormecido, o amor pela arte sempre esteve ali. Até o momento em que, de fato, pisei num palco e experimentei a intensidade de ser artista.

O teatro mudou a minha vida. A dança mudou a minha vida. Libertou-me das vergonhas de ser exatamente quem eu quero ser. De ficar presa e conformada com o mundo; de afogar em minhas próprias mágoas. Livrou-me da condenação de ser igual a todos os outros.

Bruna Paiva

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10 Filmes para quebrar preconceitos

Oi, pessoal! Eu sei que vocês adoram uma lista com dicas de filmes. Então, no post de hoje, eu trouxe 10 filmes incríveis que vão te botar para pensar e, quem sabe (tomara), quebrar alguns de seus preconceitos. São filmes que eu amo e acho super importantes, histórias que valem a pena serem assistidas.

  • A gang está em campo

Na primeira vez em que vi esse filme, me apaixonei por ele. Mas não sabia o nome, então fiquei anos sem saber que filme era aquele. Quando a Netflix colocou ele no catálogo, eu surtei. Assisti mil vezes!

Um ex-jogador de futebol americano é oficial de justiça num centro de detenção juvenil. Com a intenção de instalar ordem e disciplina no local, ele resolve criar um time de futebol americano. Ele treina os detentos e os leva para jogar nos campeonatos estaduais. É um filme extremamente tocante que mostra que ninguém está livre de cometer um crime…

 

  • Filadélfia

Um advogado descobre que tem Aids e é demitido. Ele, então, procura um colega de profissão para processar a empresa. Acontece que o advogado contratado também tem seus preconceitos contra os portadores do vírus HIV e com a comunidade LGBT. A evolução da relação dos dois e do envolvimento do advogado com o caso é, sem dúvidas, a parte mais bonita do filme. O próprio personagem quebra seus preconceitos durante a história. E, pode ter certeza, não dá para não chorar.

 

  • Uma lição de vida

Um senhor de 84 anos que não sabe ler quer estudar. Numa comunidade queniana, em que a escola primária mal suporta a quantidade de crianças, o idoso luta pelo seu direito ao conhecimento. A história é real e um tapa na cara de quem está assistindo. Que filme incrível! Chorei horrores. É uma verdadeira inspiração de vida.

 

  • Intocáveis

Um homem milionário e paraplégico contrata um cara da periferia para ser seu cuidador. A maneira como um acaba aprendendo com o outro durante o filme é sensacional. O carinho e a amizade que surge da relação patrão-empregado fica ainda mais bonito quando descobrimos que a história é real.  Um filme que vai contra diversos padrões e estereótipos. O filme francês é incrivelmente tocante e foi um dos maiores sucessos de bilheteria do país.

 

  • A Cura

Criança é o ser mais puro que existe. E, ao contrário do que muita gente dá a entender por aí, elas têm muito a nos ensinar. No filme A Cura, um garoto deixa de lado todo o preconceito da família e dos colegas e cria uma bonita amizade com seu vizinho, que é soropositivo. Quando os dois descobrem que um médico encontrou a suposta cura para a Aids, eles resolvem dar um jeito de chegar até ele. É um filme lindo, extremamente tocante e que, por ser protagonizado por crianças, bota a gente pra pensar melhor sobre nossos preconceitos…

 

  • Histórias Cruzadas

Um filme de época que me deixa arrepiada só de pensar. Histórias Cruzadas se passa nos anos 60 e conta a história de uma jornalista que está escrevendo sobre as empregadas domésticas no Mississipi. Ela entrevista diversas mulheres negras que vivem em função de suas patroas e servem à elite branca do lugar. São as histórias dessas mulheres que dão vida ao filme. E que filme! A trama, que rendeu um Oscar para a coadjuvante Octavia Spencer, nos envolve e faz o espectador rir e se emocionar.

 

  • Os Estagiários

Dois velhos amigos estão desempregados e resolvem se inscrever para a seleção de estagiários do nosso tão amado Google. Mas, quando chegam lá, percebem que são os mais velhos entre seus concorrentes. A maioria dos mais jovens logo descarta os dois. Mas, ao longo do filme, eles provam que a gente sempre tem algo a aprender com quem é diferente. Esse filme deveria ser assistido por todos os jovens do mundo. Quantas vezes você já perdeu a paciência porque sua avó não conseguia entender a diferença entre 3g e Wi-fi? Os Estagiários acaba com esse preconceito bobo e mostra que todo mundo é capaz de fazer aquilo a que se propõe.

 

  • Um sonho possível

A história do jovem de periferia que tem talento para o futebol americano, mas não uma estrutura familiar, é verídica. O filme, que rendeu um Oscar para Sandra Bullock, conta a história de Big Mike. O jovem entra para o time de futebol americano e acaba fazendo amizade com um colega. SJ, que no início tinha medo de Big Mike, passa a ser seu único amigo. Mas é a mãe dele quem muda a história de Big Mike. O jovem passa a morar na casa da família e acaba sofrendo preconceito das pessoas em volta. É um filme para chorar muito e terminar a sessão com a mão na consciência.

 

  • Que horas ela volta

Um nacional nessa lista não pode faltar, né? É para quebrar os preconceitos expostos na trama e o de muita gente contra o nosso cinema. Que horas ela volta é um filme lindo estrelado pela Regina Casé. Quando a jovem Jéssica sai do Nordeste para morar com a mãe, na casa dos patrões, a fim de fazer vestibular, ela tem dificuldades de entender a hierarquia da casa. É um filme bonito que expõe a nossa cultura de relação patrão-empregado de maneira a botar qualquer um para pensar.

 

  • A teoria de tudo

Um gênio com uma doença degenerativa. Um homem que tem um cérebro brilhante, mas um corpo que o trai. A teoria de tudo foi um dos filmes mais tocantes que eu já vi. A história real do físico Stephen Hawking coloca qualquer um para pensar sobre a própria vida. As limitações para ser quem você quer estão em você mesmo, cabe a você acatá-las ou seguir em frente do jeito que der.

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O amor não vê idade

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Ele tem 36, eu tenho 22. Ele tem um filho de 8 anos e eu não penso em engravidar tão cedo. Ele tem pós-doutorado e é bem-sucedido na profissão. Eu estou terminando a faculdade e torcendo para conseguir um estágio. Ele tem uma ex-mulher e eu uns dois ex-namorados. Ele conhece oito países e eu nunca saí do Sudeste. Ele comprou uma casa para os pais e eu ainda dependo dos meus para pagar a faculdade.

Estamos em fases diferentes da vida e somos extremamente felizes assim. Ele me ensinou a gostar de ler e aprendeu comigo a amar o Twitter. Ele passou a curtir Beyoncé e me levou para conhecer lugares incríveis. Ele faz um bife à parmegiana maravilhoso e ama meu pudim de leite.

Fiz ele voltar a curtir o Carnaval e, com ele, criei a tradição de assistir a todos os filmes indicados ao Oscar antes da premiação. Ele ficou muito interessado em aprender sobre moda e desenvolveu um estilo incrível que até combina com o meu. Ele diz que adora o jeito com que eu cuido do filho dele e eu realmente amo aquela criança. A ex dele me pediu ajuda para organizar a festinha de aniversário do menino e como a gente se divertiu!

Ele nunca tinha feito uma tatuagem e minhas sete acabaram o inspirando. Eu fiz ele assistir Gossip Girl e até ele se apaixonou por Chuck Bass. Ele me ensinou a usar post its para organizar meus cadernos e a casa dele é tão arrumada que eu passei a atender quando, na dela, minha mãe me manda arrumar o meu quarto.

A diferença de idade é grande, a gente ouve o tempo inteiro. Mas é exatamente o que faz nossa relação ser tão especial. A gente se completa. Um está sempre muito interessado no que pode aprender com o outro. Eu nunca estive me sentindo tão viva e madura. Nunca tive tanta certeza do meu sentimento por alguém. Contrariando todas as fofocas e pitacos sobre nossa vida, a gente se ama. E não são 14 anos que vão me impedir de me permitir ser feliz como nunca fui.

Bruna Paiva

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Mortos que viram História

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Você acredita em vida após a morte? Para onde vamos depois que morremos? Não o nosso corpo físico, mas tudo aquilo o que fomos, aprendemos e sentimos enquanto estivemos vivos? Independente da sua fé, ninguém pode responder a essas questões com absoluta certeza. O livro A Guardiã de Histórias traz uma realidade incrível sobre o que acontece depois que morremos.

Histórias. É o que viramos ao morrer. E, como livros, somos guardados na grande biblioteca do Arquivo, uma dimensão paralela. Acontece, que as histórias mais jovens acabam despertando sem saber o que aconteceu e, tentando se encontrar, vão parar numa dimensão intermediária entre o mundo real e o Arquivo. Os guardiões servem para fazer com que essas histórias retornem a seus devidos lugares, impedindo que tenham contato com nosso mundo.

A fantasia escrita por Victoria Schwab apresenta Mackenzie Bishop, uma adolescente que herdou precocemente a função de seu avô, um antigo e renomado guardião de Histórias. Mac segue os passos do avô há quatro anos, mas não pode revelar seu trabalho nem mesmo a seus pais. Depois de uma grande tragédia, a família de Mackenzie se muda para um prédio antigo. A menina não fica tão feliz com a mudança, já que, quanto mais antigo é o lugar, mais histórias viveram ali dentro e maior será o trabalho do guardião daquela área.

Apesar de tratar de um assunto tão denso como a vida após a morte, o livro não traz uma carga negativa. Fala de morte, superação, da dificuldade em lidar com a perda de quem amamos, confiança a importância da amizade. Traz drama, é claro, mas consegue fazer o leitor rir e se apaixonar. A angústia da personagem principal e o carisma dos coadjuvantes fazem com que a gente não consiga parar de ler. Li em menos de uma semana e me diverti com as personagens. Senti como se já os conhecesse há muito tempo.

Pode parecer muito louco, mas a realidade que a escritora americana criou é incrível. Em poucas páginas, a divisão de dimensões e a importância dos guardiões deixam de ser confusas e cativam o leitor. É uma realidade tão legal que eu juro que queria que fosse verdade. É uma história para todas as idades. E incrível para quem, como eu, não tem muita certeza do que acontece depois que a gente parte desse mundo.

Bruna Paiva

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Necessidade de amar

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Aos 13 anos, eu tinha certeza de que precisava de alguém comigo para ser feliz. Essa ideia insistente na cabeça me fazia acabar apaixonada por qualquer um. O garoto mais velho que me dava atenção, o que nem olhava pra mim, o príncipe dos 15 anos da irmã da minha amiga. O colega de sala que perguntava a data, o primo da amiga, o amigo do primo, o professor bonito, o garoto da escola que parecia aquele ator de malhação. O vizinho, o namorado da garota lá da sala, o assistente do professor de luta do meu irmão, o amigo que não tinha nada a ver.

Estava sempre apaixonada por alguém, ou me convencendo de que precisava estar. De que aquele, sim, era o amor da minha vida. Vivia fantasiando as histórias mais loucas de amor com cada um que eu conhecia. E a pior parte disso é que eu sofria. Porque, é claro, a ideia de que eu, na adolescência, tinha a missão de encontrar o amor da minha vida era extremamente desgastante. E quanto mais o tempo passava, mais eu tinha certeza de que acabaria sozinha e abandonada no mundo.

Passei tanto tempo emendando uma paixão na outra, que não me lembro de uma fase daquela época que tenha passado sem gostar de ninguém. Acreditei tanto que precisava encontrar o amor que acabei banalizando o sentimento. Estava tão focada em amar e ser amada que acabei não conseguindo nenhum dos dois. A única coisa que meus “amores” de adolescência me trouxeram foi amadurecimento. E ainda bem que eu cresci para perceber que aquele sofrimento todo, as decepções, as horas trancada no quarto chorando ao som de Simple Plan não eram sinônimo de amor.

É bem verdade que, hoje, tenho certa preguiça de relacionamentos. Se me interesso por alguém, falo, corro atrás, mas se é muito complicado acabo perdendo o interesse mais rápido do que imaginava. Já a criatividade para as loucas fantasias de amor eu deixo para as personagens das histórias que escrevo. Depois de muito analisar minha adolescência, percebi que nunca precisei de um amor para viver com amor. Eu invejava os personagens dos livros e filmes que gostava e não prestava atenção em mim mesma.

E é tão mais fácil ser feliz quando se está bem com quem você é… Mas com 13, 14, e todas as outras idades dessa fase louca que é a adolescência, era aquilo que fazia sentido na minha cabeça. Não dava para ser feliz se eu não estivesse apaixonada. Mais uma vez, ainda bem que eu cresci! Todo o esforço que eu dedicava a me apaixonar e induzir um sofrimento sem sentido, hoje eu focalizo para as coisas que eu amo de verdade.

Eu amo passar horas cuidando do meu cabelo e pesquisando quais os melhores produtos para os tratamentos de que ele precisa. Amo assistir séries junto com o meu irmão, ainda que a gente nunca entre em acordo sobre a quantidade de episódios que vamos assistir por dia. Eu amo a sensação de liberdade de andar sozinha por aí. Amo sair com a minha família e bater papo com os amigos. Amo conhecer lugares diferentes e assistir a vídeos idiotas no YouTube. Amo dançar, fazer teatro e escrever.   Amo passar o dia de pijama assistindo de tudo na Netflix. Estudo o que amo e trabalho com isso também

Não, eu não desisti daquele amor que tanto procurei, nem deixei de acreditar que um dia a gente vai se esbarrar por aí. Mas a pressão que eu fazia sobre mim mesma para isso eu resolvi deixar de lado. Eu não preciso e nem quero um relacionamento nesse momento da minha vida. Se acontecer, ótimo, mas se não, é ainda melhor. Finalmente aprendi a ser feliz solteira. A me permitir ser livre e dizer sim ou não para o que eu bem entender.

Gostaria de ter descoberto essa paz antes. Que minha adolescência não tivesse sido tão conturbada em relação a isso. Mas só encontrei essa folga da necessidade de amar agora. E a sensação é maravilhosa.

Bruna Paiva

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Séries incríveis para maratonar nas férias!

Existe época melhor para passar o dia inteiro na Netflix do que nas férias? É o momento em que temos tempo para fazer qualquer coisa. Inclusive botar as séries em dia e se jogar nas séries novas. Hoje eu trouxe para vocês séries incríveis e que são ótimas para sentar no sofá e fazer uma boa maratona. É só conferir a lista a seguir e escolher sua preferida.

 

Devious Maids

Cinco empregadas domésticas latinas trabalhando para os ricaços de Bervelly Hills. Quando uma delas morre e ninguém consegue desvendar o crime, uma nova empregada chega e acaba se entrosando no grupo. O que ninguém sabe é que o objetivo dela é investigar a estranha morte ocorrida no condomínio para salvar seu filho, condenado injustamente. É uma série muito divertida e mega rápida de assistir. São quatro temporadas (a quinta infelizmente foi cancelada). As personagens são cativantes e a história é muito boa. E, claro, o clima de verão tem tudo a ver com as férias!

 

The Fosters

Uma família enorme. Duas mães, um filho biológico, quatro adotados e muito amor. A história começa quando Lena decide levar para casa Callie, uma menina que acabou de sair do reformatório e ainda está no sistema de adoção do Estado. É algo temporário já que Lena e Stef já têm 3 filhos em casa. Mas Callie foge para salvar o irmão mais novo Jude de um lar adotivo onde ele é agredido. As duas mães adotivas acolhem Jude também e os dois acabam entrando na rotina da casa. É uma história incrível que fala sobre amor e família. Também tem 4 temporadas e é super gostosinho de assistir, a gente nem sente o tempo passar.

 

Dance Academy

Tara Webster tem o sonho de ser bailarina. A série começa quando a menina do interior finalmente consegue passar para a melhor escola de dança do país. Lá, ela faz amigos e percebe que fazer seu sonho virar realidade é bem mais difícil do que parece. A menina ultrapassa diversos obstáculos para conseguir se manter na Academia e dançar. A série tem três temporadas e é maravilhosa. Não se engane achando que é uma história bobinha no estilo água com açúcar. Dance Academy mexe com assuntos profundos e eu garanto que vai te emocionar.

 

Gossip Girl

Gossip Girl é clássica. Mas eu nunca tinha assistido antes de 2016. E que série incrível! A rotina de jovens milionários do Upper East Side em Nova York com muita confusão causada pelas fofocas do blog Gossip Girl. Pode parecer fútil, mas a série é maravilhosa. Se você já assistiu, sabe que vale a pena maratonar nessas férias. Se nunca assistiu, te desafio a terminar as 6 temporadas sem querer seu próprio Chuck Bass.

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2016: um ano de aprendizados…

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2016 foi um ano intenso. Não foi o melhor da minha vida, longe disso. Mas seria injusto dizer que foi o pior. Foi um ano de aprendizados, de experiências enriquecedoras. Ano de finalizar ciclos, começar novos. Um ano que me ensinou muito sobra a vida. Nos mais diversos aspectos e, às vezes de maneira dura.

2016 começou me mostrando que, sim, eu era capaz. Apesar de todo o desgaste emocional do ano anterior, eu consegui passar para a universidade pública que eu queria. Me mostrou como é bom conhecer gente nova e realidades diferentes; como faz bem abrir a cabeça. Mas também me mostrou que é bom manter as pessoas antigas. Que ninguém faz nada sozinho e é importante conservar aqueles que estiveram sempre com você.

Um ano que me mostrou que a vida adulta é complicada e que se a gente não corre atrás do que quer, se não arruma tempo, nada acontece. 2016 me ensinou que é difícil lidar com as pessoas e, realmente, às vezes é melhor ser feliz e aproveitar o momento do que ter razão e se estressar. Me mostrou que, em algumas situações, gente que você nem imaginava pode se tornar essencial para o seu bem-estar.

2016 levou para longe uma parte fundamental da minha família e eu não sei como ainda não morri de tanta saudade. Foi o ano da minha formatura na escola de dança e da consequente despedida do lugar que era minha segunda casa. Um ano que me fez quebrar preconceitos e me proporcionou experiências incríveis. O ano em que eu aprendi a esfregar os limões na cara da vida em vez de viver conformada.

Foi um ano em que percebi o quanto as pessoas são cruéis e não se preocupam umas com as outras, a empatia está em extinção. O preconceito e a intolerância ainda são protagonistas em todo o mundo. E a falta de respeito, falta de vergonha está disseminada pelo meu amado país. Tanto na política, quanto fora dela.

Mas acredito que a maior e mais forte lição que levo de 2016 é sobre a brevidade da vida. A fragilidade da nossa existência na Terra. Um ano repleto das tragédias mais absurdas e inimagináveis. Serviu para esfregar na minha cara que nós não somos melhores que nada. E que precisamos viver no presente. Somos um sopro, um suspiro. A expressão “para morrer basta estar vivo” nunca fez tanto sentido quanto em 2016.

Um banho de rio para relaxar no fim do expediente; a volta de carro, mais rápida que o necessário, depois de deixar a namorada em casa; o ataque inesperado numa boate divertida ou no feriado na praia; a falha humana no avião que te levava para realizar um sonho. A vida vai embora de repente, sem dar chance de uma última espiada no mundo.

A vida está aqui, agora. Daqui a dois segundos, ninguém sabe. O importante é se permitir viver, ser feliz. Apesar da rotina, do cansaço e dos problemas. Dar valor para o que temos hoje. E parar de deixar tudo para depois… Essa é a maior lição que levo de 2016.

Que ano pesado! Que ano louco. Que ano doído… Mas que ano de aprendizado… Um ano que me trouxe coisas boas, é verdade. Mas que trouxe muita dor e tragédia junto. 2016 foi complicado e ainda bem que acabou. Que 2017 seja um ano em que consigamos respirar. Que o mundo se acalme e que fiquemos mais em paz. Que seja um ano de conquistas e, principalmente, que possamos ser felizes a cada dia.

Feliz ano novo para todos nós!

Bruna Paiva

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Eu (finalmente) li o novo Harry Potter!

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Até que enfim, depois de todo o mundo já ter lido na época do lançamento, eu finalmente li o tão esperado oitavo livro de Harry Potter. E é claro que um livro tão especial não podia deixar de ter minha opinião aqui para vocês!

A história original escrita pela diva deusa J.K. Rowling e pelos roteiristas John Tiffany e Jack Thorne é um roteiro de teatro para a peça em cartaz na Inglaterra (E, infelizmente, só lá por enquanto). Harry Potter and the Cursed Child, ou, Harry Potter e a criança amaldiçoada, traz o mundo mágico e nossos personagens tão amados dezenove anos depois da batalha de Hogwarts em que Voldemort morreu. O novo livro apresenta os filhos de Harry, Gina, Ron, Hermione e Draco. Mas os protagonistas dessa história são Albus Potter (filho de Harry e Gina) e Scorpius Malfoy (filho de Draco).

Não é o melhor livro da série. E, por ser um texto teatral, está bem longe do texto incrível com que J.K. nos conquistou há tantos anos. Se você espera que Albus seja como o pai e seus amigos, bom, desculpe te decepcionar, mas não é bem assim. Albus é Sonserina e seu melhor amigo é Scorpius, um Malfoy. Os dois são fracassados e odeiam a escola de magia. Ainda assim, é impossível não se afeiçoar aos personagens novos. Eles são muito diferentes de seus pais e isso choca no início. Mas, no decorrer da história, eu juro que me apaixonei pela amizade dos dois.

Albus odeia ser filho de Harry Potter. E, vamos concordar, ter a pressão de ser filho de alguém que salvou o mundo nas costas, realmente, não deve ser tão legal assim. No novo livro, Albus acredita que precisa fazer um ato tão grandioso quanto o do pai e, convencido por Amos Diggory, resolve voltar no tempo e tentar salvar a vida de Cedrico Diggory, que morreu no Torneio Tribruxo, anos antes. Mas a gente sabe bem que mexer com o tempo não é tão simples assim. A coisa foge do controle e Albus e Scorpius precisam salvar o mundo das realidades paralelas que criaram mexendo no passado.

A história é divertida e a gente torce a todo tempo pelos novos bruxos. Mas acho que a melhor parte é estar de volta àquele universo, junto dos personagens mais incríveis. A cada página, meu coração se derretia em saudades. Foi maravilhoso voltar a ter contato com aqueles personagens tão especiais para mim. Acompanhar o presente deles. O casamento de Ron e Hermione, de Harry e Gina, a vida de um Draco viúvo com o único filho, o clima de Hogwarts com a amada McGonagall como diretora…

E, confesso, eu, que nunca gostei muito do Draco e da Sonserina, desenvolvi um carinho enorme pelos dois graças a Albus e Scorpius. Apesar de ainda não ter me conformado com o resultado do novo teste do Pottermore, que me tirou da Grifinória e me colocou na Sonserina, meu coração abriu um espacinho para a casa de Draco, Albus, Scorpius, Snape e, quem sabe um dia eu consiga chamar de minha…

Harry Potter And The Cursed Child é uma história para matar a saudade. Não vá esperando um livro sensacional ou uma história que mude tudo. Mas se você, como eu, é apaixonado por aqueles personagens e o universo mágico criado por J.K. Rowling, com certeza também vai adorar o livro novo. Foi um reencontro incrível com a história que marcou minha adolescência e amenizou a falta enorme que tudo aquilo me fazia.

Bruna Paiva

Bruna Paiva

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