A resposta nunca foi sim

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Não. Eu sinto muito por ter precisado dizer não. Eu não esperava ter que responder isso tão cedo e peço desculpas se te fiz sentir humilhado. Mas eu não podia casar com você. Não podia porque eu não te amo, nem perto disso.

Nunca pensei que as coisas fossem chegar a esse nível. Eu fiquei com você, na primeira vez, por carência. Você conseguia suprir a necessidade que eu tinha. Saímos mais uma vez, e outra, e mais uma. Você gostava de mim e eu fui ficando naquela relação.

Sempre soube que o que você sentia era de verdade.  Sempre soube que o certo era não te iludir, acabar com aquilo antes de te magoar. Mas acabei me acomodando. Era mais fácil ter alguém, estar do lado de um cara que gostava de mim. Apesar de até te achar meio chato, de não sentir nada por você, eu continuava ali porque não queria que aquela carência voltasse a me incomodar.

Eu te usei. Sei que provavelmente isso me torna uma pessoa horrível. E que você tem todos os motivos do mundo para me odiar. Mas, se serve de consolo, cheguei a cogitar acabar com tudo diversas vezes. O que me impedia era o medo de ficar sozinha. Dava uma certa preguiça pensar em voltar para a vida de solteira.

Ainda assim, quando você ajoelhou, segurando aquele anel, na frente da minha família (aliás, por que fazer isso no meu aniversário?), eu não consegui me imaginar presa a você para o resto da vida. Assinar papéis, morar junto, construir uma família com um cara de quem eu nem gosto é demais até para mim.

Me desculpe por tudo isso. Mas, acredite, é melhor dessa forma. Para você e para mim.

 

Bruna Paiva

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Dona de si

woman-1208328_640.jpgEla anda descalça pelos corredores da faculdade e não se incomoda se a blusa estiver amarrotada. Ela ama moda e veste tudo o que acha bonito, mas, quando a preguiça é maior, ela corre para as combinações de sempre. Ela usa tênis com qualquer meia e só passa maquiagem quando está com paciência.

Ela dá um nó no cabelo bagunçado, sem pentear, e sai de casa numa boa. No fone de ouvido, escuta de Beatles a Molejo. Adora livros densos, mas se derrete com os romances adolescentes. Ela come de tudo o que gosta e uma vez por dia dá uma volta no quarteirão com o cachorro. De vez em quando ela pega a bicicleta e pedala pela cidade. Ela assiste a filmes de ação, comédia, romance e terror.

Ela não bota dificuldade em nada. Não se priva do que quer. Se está louca para ir à praia, dá um jeito e vai. Quer sair para beber? Chama as amigas. E, se ninguém for, ela vai sozinha mesmo. Ela sai com quem tiver vontade e faz o que estiver a fim. Até sonha em encontrar um amor, mas não se prende a ninguém por pura carência.

Paga as próprias contas e ama viajar. Ela não tem vergonha de nada. Faz tudo o que quer na vida e não esconde isso de ninguém. Não dá a mínima atenção aos julgamentos vindos de gente que no fundo queria ser como ela.

Ela é livre, dona de si. É quem manda no próprio corpo, nas próprias vontades, na própria vida. Ela queria que todas as outras mulheres pudessem sentir a liberdade de ser assim: escritora do próprio destino.

Bruna Paiva

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Vídeo Novo: Precisamos falar sobre amizades abusivas!

Hoje em dia, todo mundo fala muito sobre relacionamento abusivo. Mas as pessoas normalmente focam em relações amorosas para abordar o tema. No vídeo de hoje eu trouxe o tema da amizade abusiva que é tão importante, mas ainda tão pouco discutida. Precisamos falar sobre isso, sim! Eu já passei por uma amizade assim e tenho certeza que muita gente por aí também. Se você se enxerga em alguma das situações citadas no vídeo, eu espero de coração conseguir te ajudar!

Não esqueçam de se inscrever no canal e compartilhar com os amigos!

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Boa Noite: uma história importante, mas nem tão fofa quanto o título

Entrar numa faculdade, morar numa república, mudar de cidade, conhecer gente nova, ter a oportunidade de escolher quem você vai ser de agora em diante. Quanta gente não sonha com isso por aí? É exatamente o que acontece na vida de Alina, no livro Boa Noite, da Pam Gonçalves.

Alina cresceu no interior e nunca teve uma vida social muito ativa. Quando passa para o curso de Engenharia da Computação na universidade, arrisca sair da casa dos pais e vai morar numa república. Lá, começa a ser apresentada para a vida universitária. Junto com os novos amigos, ela passa a frequentar as melhores festas e conhece muita gente. A menina se descobre gostando desse mundo e até arrisca um romance. Tudo parece incrível até que criam uma página de fofocas na internet para falar sobre as garotas da faculdade. Paralelo a isso, vários casos de abuso sexual começam a ser denunciados na faculdade.

Boa Noite não é uma história fofa como o título. O livro traz um assunto muito importante e o trata com seriedade. Amei a maneira como a Pam nos envolve no drama de Alina. A narrativa em primeira pessoa aproxima o leitor da protagonista. Não consegui parar de ler enquanto não terminei. Os personagens são incríveis. Muito bem construídos, tive vontade de ser amiga da Manu e casar com o Gustavo.

img_20160918_202240.jpgAcompanho a Pam Gonçalves desde que ela escrevia suas resenhas no blog Garota It. Um dos meus livros favoritos é uma indicação dela e já até ganhou resenha aqui no blog: A Lista Negra. Adoro os vídeos do canal da Pam no Youtube e fiquei muito curiosa quando soube que ela lançaria um romance. Quem me segue nas redes sociais viu que eu fui ao lançamento aqui no Rio. Ela foi muito simpática na tarde de autógrafos e me pediu para contar o que eu achasse do livro.

Eu achei o livro incrível. A maneira como ela retrata um comportamento machista na universidade, a relação de quatro meninas com um curso predominantemente masculino. A amizade entre os colegas de república, o romance de forma sutil, sem tirar o foco do assunto principal. É uma história que fala sobre abuso sexual, machismo, representatividade, preconceito, sororidade, amizade e amor. Um livro que eu levei para me acompanhar numa viagem e me fez rir e chorar na beira da piscina.  Que faz pensar e que tinha que ser lido por todos os jovens. Um livro que rende uma boa discussão sobre a maneira com que as pessoas pensam e agem por aí.

Se o primeiro livro da Pam já me deixou tão encantada, mal posso esperar pelos próximos trabalhos da autora!

Bruna Paiva

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A juventude “perdida” que ainda vai mudar o mundo

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“Essa sociedade está muito alienada!”

“Demais! Fora que as pessoas não conseguem ter empatia umas pelas outras. Sabe? Ninguém se coloca no lugar do outro.”

Foi esse primeiro diálogo que me fez levantar os olhos do livro que estava lendo. Numa das estações de metrô do Centro do Rio de Janeiro, entrou um trio de meninas, com no máximo 14 anos cada uma. As três vestiam calças jeans e a camisa de um colégio de Ensino Médio técnico e público. Mochilas, aparentemente pesadas, nos ombros e cansaço estampado nos rostos.

As três estavam numa discussão política super engajada. Defendiam o direito de cada um ser o que quiser e o dever de respeitar os outros. Discutiam um caso de injustiça que acontecera na escola com algum professor. Não entendi direito o problema, algo sobre a facilidade que as pessoas têm de julgar os outros de forma precipitada, baseadas em boatos sem se aprofundarem no assunto. Mas não consegui mais voltar para minha leitura.

Prestei atenção à conversa mesmo, mania feia, eu sei, mas não consigo viver sem observar tudo à minha volta. Não consegui parar de sorrir enquanto elas permaneceram ali dentro. Em tempos de um mundo tão louco e cruel, talvez a juventude não esteja perdida como muito se pensa e se fala por aí. As novas gerações se mostram cada vez mais engajadas, mais preocupadas em se colocar no lugar do outro e lutar por seus direitos.

É lindo ver meninas tão jovens já tão conscientes e discutindo assuntos importantes. Saí do metrô, naquele dia, feliz. Sorrindo e com uma esperança batendo forte no peito. Todo mundo tem o direito de ser e acreditar naquilo que quiser. E eu acredito, com todo o coração, que os jovens são capazes de mudar o mundo. Que a minha geração e as mais novas estão a cada dia mais conscientes, mais preocupadas em concertar o que está errado para que esse planeta vire, sim, um lugar melhor a cada segundo.

Bruna Paiva

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Você paga pela arte que consome?

wp-1476189581117.jpg“Vocês já viram aquela comédia romântica linda?”

“Eu queria ter visto, mas acho que já saiu de cartaz.”

“Ah, não tem problema! Já tem pra baixar na internet.”

“É que eu não baixo filme”

“Você não sabe? É fácil! Tem vários programas, e tem sites para ver online também”

“Não, é que eu não assisto filmes sem pagar por eles”

É nesse momento que recebo olhares claramente questionando de que planeta eu venho. É uma questão simples na minha cabeça, um princípio que respeito muito: eu pago pela arte que consumo. Seja ela cinema, teatro, literatura, música, ou qualquer outro tipo de manifestação cultural. Se há um custo para que eu possa usufruir dela, eu faço questão de não o driblar.

“Você paga para escutar música?” Sempre que é preciso.

“E se você quiser assistir a um filme que não está disponível na Netflix, ou outras redes pagas?” Eu não assisto. Ou compro o DVD.

“Mas e livro? Você adora ler, impossível nunca ter baixado um pdf. Livro é caro!” Só baixo o que é de Domínio Público. O resto eu compro, quando tenho dinheiro para isso.

Toda vez em que eu entro numa discussão sobre a importância de respeitar os direitos autorais da arte, acabo saindo como a anormal do grupo, ou “a maluca que tem dinheiro pra rasgar”. É engraçado como esse é uma visão completamente distorcida da realidade.

“Então, você acha que, se eu não tenho dinheiro para acessar uma arte eu não posso tentar outros meios de chegar até ela? ” Eu ouvi uma vez. Sinceramente? Se seus “outros meios” forem ilegais, eu realmente acho que você não pode. Existem diversas maneiras de chegar à arte sem precisar roubar. E, como roubo, leia de DVD pirata no Camelódromo às músicas que você baixa no 4shared.

Quando eu gosto de um artista eu quero que, mais do que sucesso, ele receba o merecido retorno por seu trabalho. Chegar à arte dele de maneira ilegal só contribui para seu fracasso. Não quer pagar pelo livro? Peça emprestado a um amigo, vá a uma biblioteca. Filmes? Eu acho que a Netflix tem um preço justo se considerarmos a quantidade de conteúdo disponível. E existem outras plataformas para isso também. Música? O Spotify custa 15 reais e dá direito a 5 contas. Se dividir com a família ou amigos, dá 3 reais para cada um, para ouvir quanta música você quiser. E o serviço gratuito também é bem funcional, se você ignora os anúncios.

Mas as pessoas acham que não precisam pagar por arte. Que é obrigação do artista disponibilizar seu conteúdo gratuitamente para quem “não tem dinheiro para gastar nisso”. O que todo mundo esquece é que o artista também precisa pagar as contas. Se você for à sorveteria e disser que gosta muito do sorvete deles, “mas não tem dinheiro para gastar nisso” o sorveteiro vai dizer “sinto muito”. Ele não vai te dar o sorvete de graça. Porque o mundo não é assim.

A gente precisa, sim, pagar pelo que consome. E a arte, diferente do que muitos pensam, não tem que ser gratuita. “Mas quando eu pago pelo filme eu estou enriquecendo a produtora, e não o artista”. E quando você não paga por ele, o artista não recebe nem o percentual que lhe é de direito.

Há quem diga que esse discurso exclui socialmente aqueles que “não têm dinheiro para gastar com isso”. Eu ainda acho uma conscientização importante para uma sociedade mal-acostumada. Assim como o sorveteiro, o artista não tem obrigação alguma de te dar de graça um produto que é fruto de muito trabalho.

Bruna Paiva

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Grey’s Anatomy Book Tag!

Oi, gente!

Tem vídeo novo no canal com uma book tag super divertida sobre a minha série preferida. Eu estava há tempos querendo fazer uma tag com Grey’s Anatomy. Quando procurei no Youtube, encontrei duas versões: uma italiana e outra mexicana. Como não sei falar italiano, traduzi a tag da mexicana Vale Bigotes!

No vídeo, eu associo cada personagem da série a um livro, de acordo com a personalidade de cada um. Entre os livros que cito, alguns, como Seis Anos Depois, Quem é você Alasca e Morte Súbita, já foram resenhados aqui no blog. Para saber qual livro eu associei a cada personagem da série é só dar o play no vídeo acima!

Um beijo e até o próximo vídeo!

Bruna Paiva

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Eu estive aqui: um livro que precisa ser lido!

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Imagine ter uma amiga que foi criada junto com você, quase como sua irmã. Aquele tipo de amiga que te conta tudo o que acontece na vida dela. De repente ela se mata, de maneira friamente calculada, e só o que você recebe é um e-mail padrão de despedida. É exatamente o que acontece com Cody Reynolds em Eu Estive Aqui.

Depois que Meg, sua melhor amiga, toma um frasco de veneno, sozinha num quarto de motel, Cody se questiona como não percebeu o que a amiga pretendia. Acolhida pela família de Meg, e ajudando a recolher as coisas que a amiga havia deixado em Tacoma, onde fazia faculdade, Cody começa a descobrir outras coisas que Meg nunca havia contado.

Quando descobre arquivos suspeitos no computador da amiga, Cody percebe que tudo o que sabe sobre a morte de Meg pode estar distorcido. Ela, então, resolve se dedicar a uma profunda investigação para tentar entender o que levou a amiga àquele fim.

 Eu adoro as histórias da Gayle Forman, e com Eu Estive Aqui não foi diferente. A personagem principal é bem cativante e os secundários, além de bem construídos, fundamentais para o desenrolar da história. A cada capítulo eu me sentia mais próxima de Cody, me identificava com algumas inseguranças e sentia pena por outras. Em determinado momento da história, deu vontade de abraçara personagem, para evitar que ela sofresse mais. É incrível como dá para sentir a angústia que passa na cabeça dela por não entender ou não ter conseguido evitar o que Meg fez.

O livro, da editora Arqueiro, é forte e apesar de haver um romance presente, ele é tratado em segundo plano. E não podia ser diferente, a história pedia que fosse dessa forma. Eu Estive Aqui trata sem tabus de assuntos muito importantes: depressão e suicídio. Questões que são evitadas socialmente, mas que precisam ser abordadas.  Ao fim do livro, um artigo sobre a importância da discussão desses temas e mostrando os números de casos no Brasil deixa clara a necessidade de falar sobre esses temas.

A personagem Meg, infelizmente, é inspirada numa história real. Nos agradecimentos da autora, Suzy Gonzales é citada como influência para a criação de Meg Garcia. A situação de Cody é muito comum por aí. Justamente porque não se fala muito no assunto, não conseguimos perceber os sinais de alguém que está prestes a se matar.

A história é forte e seus personagens também, desde Ben McCallister, guitarrista underground por quem Meg foi apaixonada, até Scottie, o irmão mais novo da menina que cometeu suicidio. Uma história com um tema complicado, que é abordado de forma incrível. Eu Estive Aqui me tirou de uma ressaca literária gigante. É um livro que as pessoas precisam ler!

Bruna Paiva

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LIDANDO COM O BABACA DA TURMA – VÍDEO NOVO NO AR!

Olá, pessoal!

O canal no Youtube voltou com toda a força e o projeto do Livro Adolescente Demais também! No vídeo de hoje eu trouxe o texto MEU NOME É VALENTE!

Quem nunca teve um valentão na turma? Um babaca de verdade, que sente a necessidade de diminuir todo mundo para poder se auto afirmar. Eu já estive numa sala dominada por um cara assim. O texto Meu Nome É Valente, foi escrito em 2013, quando eu tinha 15 anos e, sim, é baseado numa pessoa real.

No vídeo, no topo da postagem, conto também como lidei com a situação e o que eu acho das pessoas que fazem esse tipo de coisa. Espero que gostem e, caso se identifiquem com o que eu passei, eu tenha conseguido ajudar de alguma forma.

 

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Mania de inventar histórias

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Eu tenho essa mania estranha de querer deduzir a história por trás de pessoas que eu nem conheço. A menina descendo a ladeira com um cachorrinho enrolado numa toalha no colo. Provavelmente indo até o veterinário. Talvez tenha o encontrado no dia anterior e, finalmente, convenceu a mãe a deixá-lo ficar.

O casal discutindo discretamente no metrô. Talvez por causa das finanças. Ou talvez ele queira mais um filho e ela não queira de maneira alguma. A garota toda arrumada na porta do cinema. A senhora sozinha, cheia de compras pesadas no ponto de ônibus. O cara tatuado, que encara o celular, do outro lado da rua. Uma dessas histórias que eu crio na minha cabeça já até virou motivo de texto e vídeo: A menina da mesa ao lado.

Gosto de imaginar o que levou cada pessoa ao lugar em que está. Talvez porque eu goste de ouvir histórias. Por trás de cada rosto, de cada atitude, há uma coleção de acontecimentos que fez aquela pessoa ser quem é. Algumas histórias mais interessantes, outras só os clichês de sempre. Mas todas definem quem cada ser humano se torna, o porquê de seu modo de ser e a maneira como ele encara a vida.

Não dá para dizer que uma mulher aparentemente fria, desconfiada e que não se entrega tenha sido assim a vida inteira. Quem sabe ela já não foi doce e inocente? A vida nos leva a tantos lugares… A verdade é que não se conhece ninguém apenas pela convivência. Todo mundo possui traumas. Não há ninguém que não colecione segredos, mesmo que sejam coisas pequenas.

Nossas memórias constroem a pessoa que seremos. As experiências boas e as ruins se aliam para formar nossa personalidade. E esta, é extremamente mutante. A menina doce, que se entrega aos sentimentos hoje, pode crescer e se tornar uma mulher fria, que vive na defensiva.

Cada trauma, conquista, problema, realização, tudo o que vivemos funciona para nossa personalidade como tijolos em uma construção. De um em um, vão construindo aquilo em que nos tornaremos. A diferença é que essa construção não para nunca. Sempre há mais um capítulo de história para adicionar à coleção.

Bruna Paiva

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