Dois canais de mulheres maravilhosas, que eu conheci nesse início de ano!

Gente linda da minha vida! Férias é aquela época que a gente tem tempo para assistir as séries atrasadas pelo fim de período, ler o que não deu tempo no último ano e, claro, descobrir coisas novas nesse maravilhoso mundo da internet. Em duas semanas de 2018 eu conheci duas mulheres sensacionais que produzem um conteúdo maravilhoso para o Youtube, e, como tudo que é bom tem que ser disseminado por aí, é claro que eu precisava compartilhar com vocês!

 

Canal Me Poupe! – por Nathália Arcuri

Você quer educação financeira, @? Porque com a Nathália é isso que você vai ter. O canal Me Poupe é maravilhoso para quem quer aprender a organizar seu próprio dinheiro, economizar, investir, realizar sonhos… É um vídeo melhor do que outro esclarecendo vários assuntos de forma divertida e muuito didática. É incrível e eu simplesmente não consigo parar de assistir.

 

Canal Sobre Elas – por Emy Lobo

Eu descobri o canal da Emy pelo Instagram, e quando percebi sobre o que se tratava, fiquei apaixonada e comecei a assistir um vídeo atrás do outro. O canal Sobre Elas é pequeno, está começando, mas já tem um conteúdo incrível. É empoderamento puro trazendo informações sobre teoria feminista, documentários sobre machismo e o incrível projeto #Sobremachismonoaudiovisual. É maravilhoso, se você começar, não vai conseguir parar nunca mais!

 

Já conhecia algum dos dois canais? Conhece algum outro que eu iria amar? Conta pra mim! Adoro ler as sugestões de vocês!

 

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de me seguir nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

Anúncios

Tudo mudou, nada mudou…

Eu me lembro de estar nessa estrada com a mesma criança deitada nas coxas. A cabeça recostada no vidro e observando essas mesmas árvores. Tudo numa versão em miniatura, menos a confusão em minha mente.

Lembro dessa exata sensação de que a vida deu errado; da impotência diante de mim mesma, causada pela mesmíssima frustração por amar sem ser amada. Me lembro desse afundamento na espiral se afunilando dentro da minha cabeça. O mesmo olhar perdido focado em algum ponto, sem forças para voltar a tentar se encontrar.

Na época, o escape era escrever, escutar emorock no último volume e tentar me afundar em algum universo literário. Tanto tempo depois, o livro de fantasia repousa na mochila a meus pés; nos fones de ouvido, Panic! At The Disco; e, com, cá estou apelando para o papel e a caneta de sempre. Tudo mudou, nada mudou…

O motivo agora é outro. Muda o nome e o endereço (e, pensando bem, nem isso).

É bem verdade que apesar do Déjà vu, e talvez justamente por ele, hoje eu sei que o mundo não vai acabar. Em algum momento passa. Sempre passa… Porque, por mais doloroso que o processo seja, e ainda que eu acabe lidando com todos da mesma maneira, eu aprendi que a vida segue; tão ligeira quando o carro nessa rodovia.

Bruna Paiva

 

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de me seguir nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

Fala sério, mãe: o livro da minha adolescência na tela dos cinemas!

Thalita Rebouças foi figura importantíssima na minha adolescência. Uma das minhas escritoras favoritas daquela fase, por quem eu ainda tenho um carinho imenso e, sim, ainda dou uma leve surtada toda vez que encontro. Meu coração adolescente demais não aguenta.

Eu cresci lendo Thalita e a trajetória dela é uma das que me inspiram nesse sonho de ser escritora. Eu li tanto e com tanto fervor os livros dessa mulher… Era um Fala Sério atrás do outro, filas e mais filas pra conseguir um autógrafo, indicava para todas as amigas, no fundo, só pra ter alguém para conversar sobre as histórias de que eu tanto gostava.

Os livros da Thalita foram tão marcantes que, de um tempo para cá, têm sido adaptados para outros formatos e eu, tiete como sou, vivo correndo atrás de todos. Quando Tudo Por Um Popstar virou peça de teatro, eu era A PRÓPRIA Slavabody Disco Discozete. Fui assistir aquilo diversas vezes, conhecia o elenco e, ai meu Deus, que saudade daquela época… Depois veio “É Fada!”, primeira adaptação para o cinema. O filme tinha um apelo maior pela Kéfera como protagonista, mas eu estava lá muito mais pela empolgação de que finalmente um livro da Thalita estava nas telonas, para essa nova geração também se encantar pelos livros de quem marcou a minha adolescência.

Na última semana eu finalmente fui conferir o mais novo filme, baseado num dos livros que mais me marcou “Fala Sério, mãe”. Fui com a minha mãe, obviamente, e saímos de lá às lágrimas, as duas. O filme protagonizado por Ingrid Guimarães e Larissa Manoela me trouxe aquela nostalgia gostosa daquela história que eu já conhecia. Mas também fez com que eu me enxergasse de tantas formas… Não tem como não se identificar com a relação entre Malu e Angela Cristina. As situações clássicas que toda mãe passa com os filhos, os dilemas que todo filho passa em relação aos pais… No meu caso, até o ídolo da mãe é o mesmo. Morremos de rir com o fanatismo de Angela pelo meu digníssimo sogrão Fábio Jr. já que lá em casa não é muito diferente.

As duas atrizes deram vida às personagens de maneira tão verdadeira e representativa que é impossível não se emocionar. Cheguei ao cinema achando que tenderiam mais para a comédia pastelão, mas conseguiram equilibrar drama e cômico na medida certa. Um filme delicioso, para todas as idades e perfeito para assistir em família. Arrastem suas mães para o cinema, não tem como se arrepender.

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de me seguir nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

Me perdoe

Com toda a sinceridade que posso, eu peço que você me perdoe. Perdão por despertar em você um sentimento que não sou capaz de retribuir. Por ter assistido você se apaixonar, fingindo não perceber e não ter feito nada. Egoísta, narcisa. Nunca quis te perder da maneira que tinha e talvez por isso tenha deixado tudo acontecer dessa forma.

Ninguém nunca se apaixonou por mim com o fervor e a intensidade que você o fez. E, quando eu percebi isso, quando finalmente desisti de me enganar, eu era só frustração. Frustrada por esse sentimento todo não vir de quem eu realmente queria, pela peça que o universo me pregava e, principalmente, por não conseguir retribuir o que alguém tão especial sentia. E como eu tentei obrigar minha cabeça a se apaixonar por você… Seria tão mais fácil…

Eu sei bem o que é se apaixonar por quem não te quer. Você conhece minhas histórias… Nunca fui correspondida, nunca capaz de viver o amor com que sonhava na adolescência. E, quando alguém finalmente me enxerga com outros olhos, consegue ver o melhor em mim, sem maldade, se apaixona conhecendo meus defeitos, eu me vi do outro lado da moeda. Eu conheço a sua dor. E, acredite, me dói demais ser a causadora do seu sofrimento.

Ah, se eu pudesse escolher… Se eu tivesse algum controle sobre esse coração imbecil… Seria você. Sem pensar duas vezes. Ele nem passaria pela minha cabeça. Seria você a todo instante. Mas o idiota no meu peito resolveu desconcertar-se por quem não me quer. E eu não posso ser injusta comigo, nem com você. Não dá para abraçar teu sentimento se quando eu me deito é com ele que eu sonho.

Mesmo assim, obrigada por, apesar de tudo, entender, continuar comigo e não me condenar. E, ainda que você odeie me ouvir pedindo desculpas, é só o que me resta fazer. E eu sei que não é o suficiente…

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de me seguir nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

Tartarugas até lá embaixo: John Green me (re)conquistando mais uma vez…

John Green. Há quanto tempo eu não lia John Green… O último que li foi “Quem é você, Alasca?”, com 15 anos. E como aquele livro marcou minha adolescência… Ganhei no amigo oculto de fim de ano o mais novo livro do autor, lançado em Outubro de 2017. Não fazia ideia do que se tratava, mas alguma nostalgia natalina me fez passar “Tartarugas até lá embaixo” na frente da minha lista de leituras. E que bom que fiz isso.

A faculdade me transformou numa grande admiradora dos clássicos e de uma literatura mais densa. Mas a verdade é que eu não resisto a um bom romance adolescente. E, digam o que quiserem, mas John Green sempre terá um espaço cativo no meu coração. Foi ele quem criou a personagem mais marcante da minha adolescência, me fez chorar e me conduziu por histórias que mexeram tanto comigo. E, dessa vez, não foi nada diferente.

“Tartarugas até lá embaixo” me tocou pelo drama da protagonista. Aza sofre de TOC e ansiedade. Qualquer um que tenha algum grau dessa doença entende bem suas metáforas e a forma como ela se sente consigo mesma. A história meio policial que serve de plano de fundo nem é tão sensacional, o romance não foge do clichê, mas é a forma como ele constrói a doença da personagem que emociona.

A dificuldade que Aza tem para lidar com os próprios pensamentos e continuar vivendo no presente, a complexidade das relações interpessoais, a reação de quem convive com ela e, por mais que tente ajudar, não consegue compreender a forma como só Aza entende o que se passa em sua cabeça, e talvez nem ela mesma se entenda.

É um livro bonito, emocionante, o desfecho é realista e me fez relembrar por que John Green sempre me foi tão querido. As protagonistas sempre me conquistam. Sempre complexas, humanas… E ele sempre encontra um jeitinho de mexer com alguma coisa importante para mim, de se aproximar com sutileza e mostrar realidades por meio da ficção. Eu tinha medo de perder o gosto pelo autor, depois de certo tempo, mas, aparentemente, John Green ainda sabe conquistar meu coração.

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de me seguir nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

Sobre 2017 e metas de ano novo…

Eu sempre começo os anos da mesma forma. Endividada. Com uma lista de objetivos e desejos que preciso cumprir no ano que está entrando para conseguir ser feliz. Normalmente dá errado. O ano termina e eu olho frustrada aquela lista de metas, metade não cumprida, uma ou duas por acaso concluídas e o resto nem faz mais sentido na minha cabeça. Foi por isso que dessa vez eu resolvi fazer diferente. Eu não sei onde está minha lista de metas para 2017, não vou procurar e muito menos farei outra para 2018.

2017 foi um ano repleto de surpresas, de coisas incríveis acontecendo no susto. Os momentos mais divertidos desse ano foram inesperados. As pessoas que eu nem sonhava em conhecer me foram fundamentais. Foi um ano em que eu resolvi aproveitar as oportunidades que a vida jogava pra mim, tentando não questionar muito.

“Quer ver seu ídolo amanhã?” “Quero”. “Preciso de alguém pra esse trabalho daqui a 10 minutos, topa?” “Topo”. “Vamos?” “Vamos”. “Tá a fim?” “Tô”. E assim foi grande parte do meu ano. E, dessa forma, várias coisas incríveis aconteceram, várias pessoas maravilhosas entraram na minha vida e diversas decisões foram tomadas.

2017 foi o ano em que eu descobri que preciso me amar acima de tudo. Que eu aprendi a apreciar minha própria companhia e descobri que é incrível sentar sozinha numa mesa para tomar um café comigo mesma. Mas também o ano em que eu resolvi valorizar mais quem está comigo.

Foi o ano em que eu descobri que ainda sou capaz de me apaixonar, sim, e que tudo bem não querer um relacionamento com qualquer um. Ano em que percebi que uma amizade verdadeira vale mais que qualquer paixonite. E em que eu resolvi abrir espaço para gente nova na minha vida, uma das melhores decisões do ano! 2017 me deu pessoas. Pessoas incríveis que eu nem acredito que realmente entraram na minha vida. E como eu sou grata… Em 2017 eu finalmente consegui me encontrar, me sentir parte integrante de alguma coisa, como nunca havia sentido até então. Ano em que eu enfrentei medos e me permiti fazer coisas inéditas na minha história.

É claro que houve momentos ruins, momentos terríveis, sempre há. Mas eu escolhi não falar sobre eles, este não é um texto sobre derrotas.

A gente não controla o que acontece na nossa vida. Podemos achar que temos tudo sob controle, mas o universo sempre dá um jeito de mostrar que quem manda no jogo é ele. E a culpa não é nossa. As coisas acontecem porque a vida é assim mesmo. No fundo, ninguém faz ideia do que está se passando; e a melhor saída é aproveitar o presente. Se esforçar para ser feliz a cada dia e aproveitar as oportunidades que surgem.

Pra 2018 eu só quero isso, o presente. Que ele me traga energias boas, e que eu consiga ser feliz dia após dia, acima de tudo e apesar de qualquer coisa. E se você quiser um conselho, o único que eu tenho pra dar é: vai lá, Carpe that fucking Diem!

Feliz ano novo!

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de me seguir nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

5 livros que marcaram meu 2017

Última semaninha de 2017 e último post com diquinhas do ano! Eu podia fazer uma lista falando dos livros que li em 2017 e o que achei de cada um. Mas preferi selecionar os que mais me marcaram de alguma maneira durante o ano. Trouxe cinco livros que foram extremamente importantes e me deixaram encantada. Vale a pena dar uma chance para cada um deles no próximo ano!

 

  • O aprendizado da morte – Assis Brasil.

Esse livro foi uma surpresa maravilhosa. Precisava ler para um trabalho da faculdade e acabei me apaixonando. Um livro que, apesar do nome, nos ensina a viver trazendo a história de Olga, uma mulher que se descobre prestes a morrer. Mais detalhes sobre o livro e o quanto ele mexeu comigo você pode ler na resenha que eu postei aqui no blog!

 

  • Um teto todo seu – Virgínia Woolf

Todo mundo que escreve deveria ler esse livro, mas, se você é mulher e é, ou tem vontade de ser, escritora, é leitura obrigatória. Na década de 1920, Virgínia Woolf construiu esse apaixonante ensaio ficcional para falar sobre a realidade da mulher na literatura. O que é literatura feminina? Qual o espaço das mulheres no mercado editorial? E, o mais importante: o que uma mulher precisa para se tornar escritora? Para Virgínia, tempo, dinheiro e um teto todo seu.

 

  • Extraordinário – R.J. Palacio

Há anos eu adio a leitura desse livro. Com a pressão do filme que logo estrearia eu me rendi. E que decisão incrível! Um dos livros mais emocionantes que li esse ano. A história de Auggie não é a história de um menino deformado tentando conviver socialmente, é uma narrativa sobre amizade, gentileza, relações, comportamento humano… Um livro sobre a vida. Chorei do início ao fim. E, no cinema, mesmo conhecendo a história, também não consegui evitar as lágrimas.

 

  • O Sol é para Todos – Harper Lee

Um livro extremamente tocante que realmente me emocionou mais do que eu imaginei. “O Sol é para Todos” é um clássico que já estava na minha lista há tempos. Finalmente eu consegui ler e me apaixonei. É incrível como a narrativa da pequena Scout cativa e sensibiliza quem está lendo. A forma como a autora aborda os absurdos do racismo no Alabama dos anos 30 pelo ponto de vista das crianças é emocionante. Um livro bonito, doloroso, que bota qualquer um para pensar…

 

  • A poética de Ana Cristina Cesar

Ana Cristina Cesar foi meu maior achado do ano. Descobri a poeta por causa da faculdade e termino o ano completamente apaixonada (e tendo seus escritos como meu objeto de estudo na Iniciação Científica). A forma como Ana brinca com as palavras num constante jogo entre real e ficção, íntimo e inventado, é brilhante. A poesia de Ana Cristina hipnotiza, quando a gente entra, não consegue mais parar. A Companhia das Letras tem uma edição com a poética completa de Ana Cristina Cesar. É a que eu tenho. Mas se é para indicar um livro só, comecem por “A teus pés” e se encantem também com a nossa poeta marginal.

 

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de me seguir nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

O mundo acaba hoje

Ela não se importa que o mundo acabe se puder continuar dançando.

Está sozinha e nunca se sentiu tão bem acompanhada.

Não pediu permissão nem avisou a ninguém que estaria ali.

E finalmente sente-se livre.

Para sorrir

Respirar

Ser quem ela é.

Ela se sente mais leve; despida de toda carga acumulada no último ano.

E dança.

Sem mais nada em mente ela dança.

O olhar tenso de um rapaz de poullover negro é sua última visão. E então o mundo acaba.

Mas ela está dançando.

 

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de me seguir nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

Mudanças

Arrumando as gavetas do quarto, acabei me deparando com um vidro de esmalte. Não qualquer um. Esmalte antigo, bastante usado, quase nada de tinta lá dentro. Era o preferido da minha versão de 16 anos.  Um rosa bem escuro, quase virando roxo. Uma cor que eu colocava nas unhas quase toda semana, porque gostava, me identificava, fazia com que me sentisse eu mesma. Fazia parte de quem eu era. A cor que todo mundo olhava e dizia “é a sua cara”.

Aquela foi uma fase tão gostosa da minha vida que demorei um certo tempo com o vidrinho gasto na mão. Uma nostalgia engraçada. Abri e descobri que o esmalte ainda estava bom. Meu primeiro impulso foi pintar as unhas.

Passei por todo o ritual de lixa, alicate, base e esmalte. Não sei bem o que estava esperando, às vezes nossas memórias nos pregam peças, mas, ao encarar minhas unhas pintadas com aquela cor que me era tão especial, não me reconheci da forma que imaginei.

Foi então que eu percebi o quanto mudei nos últimos anos. Não por algo tão trivial quanto a cor dos meus esmaltes; ainda que minha manicure usual, hoje, não saia muito da escala preto-nude-vermelho, vez ou outra eu vario um pouco. Mas a forma como aquela cor não era mais “a minha cara” me botou para pensar.

Eu não me reconheci porque realmente não sou mais a mesma pessoa. A Bruna de 16 viveu três anos, quase quatro, a menos do que eu. E anos em que minha vida mudou aos poucos, porém radicalmente.

Nós não temos gostos tão parecidos porque o tempo muda as pessoas. Talvez não completamente, já que a Bruna de 16 ficaria enlouquecida ao saber que, semanas atrás, estive com o Fiuk comemorando seu aniversário (inclusive usando o esmalte que ela tanto gostava). Mas o tempo me fez uma pessoa diferente. Não melhor ou pior, apenas diferente. Com dramas diferentes e com a cabeça modificada, mais madura, eu diria.

Eu só não havia percebido o tamanho da mudança. A Bruna de 16 não é mais tão próxima de mim quanto eu pensava. Mas algo dela segue vivendo aqui dentro. Ainda assim, guardei de volta o esmalte na gaveta, com carinho pelas lembranças que ele me trouxe, é claro. Mas, com toda certeza, na próxima semana eu volto para o meu pretinho de sempre…

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de me seguir nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

Eu estive com outro

Eu estive com outro depois de você. Uma pessoa nova, diferente, sem as suas complicações, alguém que fazia tudo parecer tão fácil quanto deveria. Não imaginei que isso ainda fosse possível, mas com ele eu voltei a sentir. Dei risada, agi por impulso, aproveitei cada segundo e me entreguei por completo. Enquanto você nem me passava pela cabeça.

Com as mãos dele passeando por mim, me dei conta de que, pela primeira vez em tanto tempo eu estava com outro. Alguém que me desejou, que me despertou coisas incríveis, que me fez sentir mulher. Uma pessoa que fez a melhor versão de mim dar as caras novamente.

Isso tudo depois de você. Depois de eu ter certeza de que nada me faria capaz de sentir tudo aquilo de novo. Depois de me conformar com o fato de que você era a única pessoa a quem eu conseguiria amar em toda a minha vida. Depois da segurança em dizer que era impossível ter um relacionamento tranquilo, porque isso não existe fora das telas de cinema.

Eu finalmente estive com outro. E foi bom como nunca. Então eu entendi: o problema não é o mundo, os homens, os relacionamentos ou a utopia do amor hollywoodiano. Meu único problema era você. E, meu caro, ninguém nessa vida é insubstituível.

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de me seguir nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE