5 filmes (na Netflix!) para curtir o inverno

Finalmente o inverno chegou. Minha estação preferida demorou, mas até que enfim o friozinho chegou até no Rio de Janeiro. Eu acho esse clima maravilhoso para qualquer coisa, na verdade. Mas sei que, para muita gente, o friozinho é sinônimo de tempo para ficar em casa. Então trouxe cinco filmes (que estão disponíveis na Netflix!) incríveis para assistir sozinha ou acompanhada, desde que com o combo pipoca, brigadeiro e edredom!

  • Lion: uma jornada para casa

Esse filme foi indicado ao último Oscar e me deixou encantada. Lion conta a história de um menino indiano que se perde da família e acaba sendo criado por um casal na Austrália. Mas, 25 anos depois, ele resolve procurar pela família biológica. É uma história real que me fez chorar pra caramba. O filme é lindo demais e o ator mirim Sunny Pawar é uma criança tão apaixonante que não tem como não se emocionar. Dev Patel, que faz a segunda fase do Saroo, também manda muito bem no papel.

 

  • A voz do coração

Um internato para meninos órfãos ou de mau comportamento recebe um novo coordenador das crianças. Ele tem muita dificuldade de lidar com as crianças, até resolver ensinar música para eles, ainda que contra a vontade do duro diretor da escola.  É um daqueles filmes em que a arte transforma e é lindo de ver. É um filme francês e os atores são incríveis.

 

  • Antes de partir

Um filme que traz Morgan Freeman e Jack Nicholso como protagonistas não devia nem precisar de apresentação para gerar interesse. Antes de partir conta a história de dois colegas de quarto num hospital que estão prestes a morrer e resolvem cumprir uma lista de coisas nunca feitas. A evolução da amizade dos dois é linda e o filme emociona demais.

 

  • O espaço entre nós

Sabe aquele filme que e tão bonitinho que você já termina procurando a trilha sonora? É o caso de O Espaço Entre Nós. Um menino nasce durante uma expedição para Marte por pura irresponsabilidade dos astronautas. 16 anos depois, ele quer vir para a Terra, mas seu corpo não suporta nossa gravidade. Com a ajuda de uma amiga virtual, ele descobre como é a vida no nosso planeta tentando driblar suas dificuldades físicas.

 

  • O sorriso de Monalisa

Em 1953, uma escola com as meninas mais inteligentes da região coloca o casamento como parte principal na vida das mulheres. Uma professora de artes nova chega e resolve tentar mudar a visão das meninas mostrando que elas são capazes de ser mais do que somente esposas. Um filme incrível, com uma mensagem maravilhosa e mulheres sensacionais!

Bruna Paiva

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Pega, mas se apega, sim!

”Da sombra daquele beijo

Que farei, se a tua boca

É dessas que sem desejo

Podem beijar outra boca? ”

(Manuel Bandeira)

 

Nunca gostei da ideia vazia de ficar com qualquer um, em qualquer lugar. Isso de pegar sem se apegar, de ir para a balada e ficar com dois, três, ou mesmo só um com quem você não tem a menor intimidade, não tem graça nenhuma.

Eu respeito o pensamento, mas nunca me encaixei no time do “pega, mas não se apega”. E, às vezes, acho que, se tivesse essa capacidade, minha vida seria realmente mais fácil. Me pouparia de boa parte da minha coleção de estresses e decepções.

Mas eu não consigo. Gosto de conhecer as pessoas. De sentar, conversar e descobrir o que temos em comum, quais as nossas diferenças, o filme bobo que ele mais gosta, falar daquela música que eu amo… Gosto de frio na barriga, de mão suando e coração acelerado.

Gosto da vontade que vai crescendo a cada conversa. De sentir minha pele arrepiando quando me encosta. Da tensão pré-beijo e do formigamento enquanto sua mão me percorre. Gosto de beijo com desejo, com sentimento de “até que enfim”.

Eu gosto de perder o fôlego. De pele na pele e dedos entrelaçados. Gosto de sorriso compartilhado, de olho no olho, conversa banal e piadas internas. Eu gosto do sentimento, do algo a mais. Gosto de parceria, segurança, de saber que tem alguém ali….

Você tem todo o direito de não querer se apaixonar, apesar de estar sempre “pegando” alguém. Mas não venha tentar me convencer de que tudo isso perde para um beijinho de balada em quem você mal sabe o nome.

Bruna Paiva

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Tempo presente

Eu esbarrei com o passado, bem no meio do meu presente. Tropecei nele durante a rotina.

De início, minha cabeça adolescente me fez acreditar que aquilo era obra do destino. Que a vida havia planejado as coisas dessa forma, desde o primeiro momento.

Me peguei romantizando demais a coisa. Na verdade, me forçando a acreditar na absurda ideia de que “era para ser”. Mas o êxtase nostálgico se dissipou.

Me dei conta de que, por mais importante que tenha sido, o lugar do passado é lá mesmo; ou ele deixa de poder ser definido dessa forma. Percebi que o tempo me mudou. E eu gosto do que me tornei. Voltar para uma história em que eu já conheço o final não é uma escolha inteligente a se fazer.

E então eu decidi que o presente é onde eu quero viver.

Dei um abraço no passado, reconhecendo que sem ele eu não teria crescido tanto. Deixei que ele fosse. Sem mim. De volta somente às minhas lembranças. Onde é realmente seu lugar.

E então voltei para o caminho do meu presente. Que é o tempo que realmente importa.

Bruna Paiva

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Só mais uma pra conta

O mundo não acabou. A vida não deu stop. O ar continua invadindo meus pulmões. Meus órgãos não desintegraram. O chão segue firme sob meus pés. A música no bar nem mesmo baixou de volume.

Mas dessa vez eu não fui surpreendida pela falta de mudança exterior. Sabia que não era o fim de nada além de mais um “nós” que nem era tão plural assim. Dessa vez, não chegou a doer. No máximo um incômodo que perturba um pouco, mas logo passa. Afinal, não foi nada de extraordinário, nada fora do costume.

Só mais um punhado de expectativas quebradas. Mais uma vez em que senti demais por quem sentia de menos. Talvez a culpa seja mesmo minha por me entregar demais, esperar demais. Mas que posso fazer se é só desse jeito que sei sentir?

Pelo menos, de certa forma, já aprendi a lidar com as pequenas decepções que me assolam de vez em quando. A velha receita sempre funciona: focar em outras coisas, encontrar um bom livro, sair com uns amigos e achar motivos para rir até machucar a barriga. E a dor que não for física a gente transforma em arte.

Bruna Paiva

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O que deu errado no mundo?

Quando uma pessoa resolve se matar, algo está errado no mundo. Tão errado que fez alguém se convencer de que o mais acertado a fazer era tirar a própria vida. Triste. Devastador.

Quando alguém decide que no momento de seu suicídio vai levar outras pessoas, desavisadas, consigo, algo está muito errado no mundo. Egoísta. Imperdoável. Calamitoso. A prova de que a raça humana não entendeu nada sobre a vida, que nossa racionalidade é absolutamente questionável.

Quando uma pessoa resolve explodir uma bomba num estádio lotado de crianças e adolescentes sonhadores, que contaram os dias para assistir à apresentação da artista que admiram, algo está catastroficamente errado no mundo.

Se a parcela mais sonhadora da humanidade tem sua esperança surrupiada, que fazemos nós que já estávamos enojados há tempos? Se não se pode ser criança em paz, se divertir num evento com que tanto se sonhou, se não podemos acordar sem medo do que nos espera, sair na rua sem a tensão de que algo terrível pode acontecer a qualquer momento, para onde mais se anda? O que esperar de um futuro sem refúgio?

Se vinte e duas vidas roubadas num momento de lazer, se um ataque terrorista num estádio lotado de crianças é só mais uma tragédia para a estatística. Se o mal está tão banalizado que perdemos a capacidade de reagir a esse tipo de fatalidade, de ir além do simplesmente se chocar e passar à próxima notícia, algo está terrível e, quiçá, irremediavelmente errado no mundo.

Bruna Paiva

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Nada é por acaso

Eu sempre gostei de acreditar que algumas coisas não acontecem por mera coincidência. Tudo na vida se explica em algum momento. Mais de uma vez o universo já me apresentou a pessoa certa no momento em que eu mais precisava.

Em abril de 2016, num dia em que a paciência me faltava e sobravam pretextos para reclamar de tudo, a caminho da faculdade cruzei com um menino no metrô. Ele entrou no vagão e tocou uma música que mexeu comigo. Abriu meus olhos e mudou meu dia. “Filho, não se estresse. A vida só é boa quando você faz as coisas com o coração”, dizia o refrão que ficou na minha cabeça por tanto tempo que eu precisei escrever sobre ele. Não consegui encontrar nada na internet e não lembrava o nome do menino. Ainda assim, eu quis contar aquela história. 

Eu lembro de estar numa festa de Halloween quando recebi uma notificação estranha no Instagram. Alguém publicando meu texto, agradecendo por ele. Foi só quando cheguei em casa, de madrugada, que consegui entender o que estava acontecendo. O menino do metrô havia esbarrado com o meu texto na internet do mesmo jeito que esbarrara na minha rotina meses antes.

Ele me agradeceu pelo texto e disse que estava pensando em desistir de tudo antes de ler o que eu escrevi. Que minhas palavras o fizeram perceber que ele realmente podia tocar as pessoas com suas músicas. O que ele não sabia era o quanto me fez bem perceber que, por meio da minha arte, eu consegui encontrá-lo e emocioná-lo de volta. Lino Lírio. Procurem por ele e sigam nas redes sociais, as músicas são lindas e estão todas no YouTube (é só clicar aqui).

Na tarde de ontem, finalmente nos conhecemos. Ele veio passar mais um tempo no Rio e fizemos questão de nos encontrar. Arrastei a família inteira para assistir à apresentação e saí de lá encantada. Pelo que assisti, é claro, porque ele conseguiu me emocionar mais uma vez. Pelo lugar onde aconteceu o show; 57 casa aberta é um espaço cultural novo e uma iniciativa sensacional. Pela cantora que se apresentou depois dele, Carol Dall, que é simplesmente sem igual.

E, mais do que nunca, encantada com essa história que eu me recuso a acreditar que seja mera coincidência.

Bruna Paiva

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Intensa

Trago o oceano no peito

Apesar de não saber navegá-lo.

A natação é exaustiva

Mas não aprendi a sentir devagar.

 

A angústia do meu sofrimento

É que eu nunca soube

Amar

Sem me afogar em sentimento.

 

Bruna Paiva

 

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Carta aberta às minhas “reasons why”

Você, que tirava sarro do meu corpo “magro demais”. Você que se dizia amiga e um dia foi embora sem maiores explicações. Você que riu de mim quando percebeu que eu estava me isolando. Você que deu na minha cara, me chamando de piranha, eu nem me lembro por quê. Você que continuou mentindo para mim mesmo quando viu que eu defendia a sua mentira como minha verdade. Você que iludiu uma criança apaixonada em vez de agir com a maturidade que, pela idade que tinha, lhe era cabível.

Você que me excluiu da sua festa porque eu (com 12 anos) não era das “mais gostosas da turma”. Você que nunca cansou de fazer piadas sexuais envolvendo a elasticidade que o ballet me deu. Você que me convencia de que eu era um lixo e precisava mudar para ser mais do seu jeito. Que me chantageava com os meus segredos, que mentiu para mim durante tanto tempo…

Vocês me fizeram chorar no chuveiro. Fizeram com que eu precisasse virar o travesseiro molhado se quisesse dormir, isso, é claro, quando minha cabeça me permitia algumas horas de sono. Vocês me arrancaram o apetite e, muitas vezes, o ânimo para levantar da cama. Me ensinaram a camuflar o que eu sentia e a não confiar em ninguém. Ajudaram a plantar cada sementinha de pensamento ruim contra mim mesma que já passou pela minha cabeça.

Vocês me fizeram sofrer durante toda uma vida escolar.

Eu assisti 13 Reasons Why. Em dois dias, logo que a série foi lançada. E pensei muito se realmente queria falar sobre isso, me expor a ponto de mostrar por que a história mexeu comigo. Se não era melhor só guardar para mim e deixar para lá, como sempre fiz. Mas acabei percebendo que fazer isso era justamente contrariar a mensagem da série que tanto me tocou.

Eu me enxerguei na Hannah Baker em diversas situações, dilemas e na maneira como ela se sentia em relação às pessoas com que convivia. Mas reconheço que também me enxerguei em alguns dos culpados pelo sofrimento dela.

Me comportei como um “porquê” quando ri de piadas infames e olhei torto para colegas de turma que nunca me fizeram nada. Quando achei uma boa ideia me voltar contra alguém que não conhecia por motivos infantis. Fui um “porquê” quando passei onze meses sem falar com um amigo porque preferi acreditar numa mentira. Quando julguei uma colega de turma que teve fotos íntimas vazadas e achei graça dos apelidos maldosos em vez de oferecer ajuda. Provavelmente fui um “porquê” em momentos que não gravei na memória, que só marcaram a vítima…

A maior mensagem da série é que a gente nunca sabe o que se passa na cabeça das outras pessoas, nunca sabe o impacto que nossas ações vão ter sobre alguém. Eu tenho certeza que vocês não faziam ideia do estrago que suas  “brincadeiras” me causavam. “Não faça com os outros o que não gostaria que lhe fizessem” é uma máxima que todo mundo escuta desde a primeira infância, mas poucos são os que realmente conseguem colocá-la em prática.

A gente sempre acha que não está fazendo nada de errado. Que está tudo bem, afinal, aquilo não pode ser considerado um “problema de verdade”. Mas quem somos nós para dimensionar um problema na cabeça de alguém? Não é drama. Não é mimimi. Coisas “pequenas”, “besteiras” machucam mais do que vocês imaginam.

Eu consegui passar pelas pessoas que me traumatizaram na adolescência. É claro que algumas marcas eu ainda trago comigo, ainda assim aprendi a lidar com meus fantasmas, a encarar os “porquês” que passam pela minha vida. Mas tem tanta gente que não consegue… Tantas meninas e meninos sendo submetidos a coisas absurdas simplesmente porque ninguém se preocupa com o que o outro sente.

Já vi gente falando que a série não deve ser assistida por jovens e concordo que para o adolescente em sofrimento, para quem sofre de depressão, ansiedade pode ser pesado demais, ou até perigoso. Ao mesmo tempo, suicídio é um assunto tão pouco discutido… Principalmente entre os jovens. A importância de se falar que as nossas ações podem ter um peso absurdo na vida dos outros é inquestionável. Todo mundo pode ser um porquê na vida de alguém.

Eu acredito que vocês também tenham passado por momentos difíceis na escola. Ninguém sai ileso daquela época. Mas se algum de vocês ainda acha que esse texto é só mais um drama, que eu só quero chamar atenção, recomendo que assista à série. Assista de verdade, com atenção a cada detalhe, tentando realmente entender o que levou Hannah a fazer o que fez. Espero que, ao fim do último episódio, saia tão tocado quanto eu.

Bruna Paiva

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Lançamento do livro Primeira Página!

Olá, pessoal!

No próximo domingo, 23/04, vai rolar o lançamento do livro Primeira Página: conflito na Baiana. Já falei sobre o livro aqui no blog na época em que ele estava em pré-venda numa campanha de financiamento coletivo. É o primeiro romance do autor JM Costa, que é meu pai.

Primeira Página traz a história de Clara Gabo, uma jornalista que ama o que faz, mas vai precisar enfrentar muitos desafios para concluir sua reportagem  protegendo a única testemunha: uma menina de 9 anos que lhe pediu ajuda. O romance é intenso e prende o leitor do início ao fim.

O lançamento vai acontecer em Botafogo (endereço completo no banner acima). E o autor procura blogueiros e estudantes interessados em um bate-papo que acontecerá antes do evento. Para mais informações sobre a promoção basta acessar http://www.jmcostaescritor.com.br e participar.

Bruna Paiva

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Não é fase, é só amor…

Na primeira vez em que eu vi meu ídolo, meu corpo era só adrenalina. Não falo de quando o vi na TV, divulgando o novo elenco de Malhação. Ali foi só um “Nossa, que bonito, e ainda é filho do ídolo da minha mãe”. Foi a faísca que desencadeou tudo o que veio depois.

Estou falando da primeira vez em que realmente pus meus olhos nele, ali, a dois metros de mim. Da primeira vez em que senti o coração bater tão forte que o gosto na boca ficou esquisito. De quando fiquei tão nervosa que não sabia mais falar ou andar direito. Quando a emoção foi tão forte que eu não consegui nem chorar.

A adrenalina começou a bater quando me levaram para um cantinho prometendo que eu falaria com ele. E, quando ouvi “ele chegou”, toda a pose que eu tinha para esconder o nervosismo se foi. Fiquei quase tão azul quanto o vestido que estava usando.

Eu tinha quase 13 anos, acompanhava ele desde os 11. Deviam ter três jornalistas comigo, mas na hora parecia uma multidão me conduzindo para o camarim. Na mão, o CD para autografar e uma carta de 20 metros que eu passara o ano escrevendo. E que, com o nervosismo, acabei dizendo para a repórter que me perguntou que só tinha dois metros; ela me olhou confusa e eu não entendi.

Quando finalmente o vi, de pé, humano, falando e sorrindo, o ar me faltou. Ele dava entrevista, conversava com as pessoas, tirava fotos e gravava vídeos. Me encostei na parede mais próxima, me fiz invisível e, ainda respirando mal, observei. Na minha cabeça, absolutamente nada além daquela imagem.

Foi ele quem me notou ali, escorada num canto. Ele que veio até mim e me encorajou a dar-lhe um abraço. Perguntou meu nome e se a carta era para ele. Eu não consegui dizer muitas sílabas. Mas, naquele dia, senti o mundo dentro de mim. O toque, o cheiro, a voz, o sorriso e a presença dele me fizeram ter certeza de que estava perdida. Não tinha mais jeito. Aquele amor não era passageiro e eu não conseguiria mais ficar sem toda aquela imensidão que ele me fez sentir.

Ver a felicidade dele, as realizações que sempre traziam aquele sorriso de volta se tornou um vício. E, por mais que o mundo sempre dissesse o contrário, aos 12 anos eu percebi que não era fase. Sete anos depois, eu tenho um orgulho imenso em dizer que estava certa.

Bruna Paiva

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