O preço de um vacilo

wp-1472132149415.jpg

Uma vez eu perdi um amigo. Amigo de verdade, que estava sempre lá para mim, que dava os conselhos certos nos momentos em que eu mais precisava. Que me conhecia e sabia dizer se eu estava bem ou não pela forma com que eu dizia “oi”, e conversava comigo por horas. Era um amigo daqueles que a gente deve valorizar, dos que queremos ao nosso lado para sempre.

Mas eu vacilei. Feio. Agi feito criança e minha infantilidade me fez acreditar que estava certa. Fui boba, vi coisa onde não tinha e ignorei o que realmente estava ali. Fiz besteira e só percebi quase um ano depois. Precisei de onze meses para reconhecer o meu erro e perceber o quão imatura havia sido.

Chorei sozinha e me puni mentalmente por cada segredo revelado, por cada birra sem sentido. E foi a namorada dele, que tinha tudo para me virar as costas, quem me incentivou a chamá-lo para conversar. Eu pensei, mil vezes, ponderei e juntei cada pedacinho de coragem dentro de mim até deixar a vergonha de lado e ligar para o número que eu ainda sabia de cabeça.

Pedi desculpas por cada burrada, expus minhas mágoas e meus arrependimentos. Falei o quanto sentia sua falta e como reconhecia que havia sido infantil.  Para a minha surpresa, ele foi incrível comigo, mesmo depois das coisas que falei e inventei sobre ele. Conversamos e ele me contou tudo o que o havia machucado. Falou que se arrependia por não ter me chamado para conversar antes, afinal, ele era mais velho, mais maduro. Ainda disse que, pela primeira vez em meses, conseguia reconhecer a pessoa que eu sempre fui. E o mais importante, me perdoou.

No dia seguinte nos encontramos. Dei-lhe um abraço apertado e demorado. Chorei com a cabeça em seu ombro e pedi desculpas mais umas quinhentas vezes. O que ouvi em resposta foi um “que saudade do seu abraço”.  Conversamos mais um pouco naquele dia e seguimos nossas vidas.

Eu podia ter evitado tudo o que aconteceu sendo mais madura, sendo mais eu mesma. Mas, aos 14 anos a gente quer provar para o mundo que somos donos da verdade, apesar de, no fundo, sermos extremamente inseguros. Podia ter demorado menos para reconhecer que errei. Mas aqueles onze meses foram o tempo que eu precisei para crescer um pouco. Naquele tempo, aconteceram tantas coisas que a maturidade chegou mostrando tudo que estava errado.

Eu recuperei a simpatia e o afeto daquele amigo, o carinho por tudo o que vivemos. Mas a nossa amizade nunca mais foi a mesma. Nem perto disso. E eu não julgo. Seria estranho começar do zero e mais ainda voltar a ser como éramos, simplesmente ignorando o hiato que causei. Gostaria que tivéssemos conseguido, mas não deu. A gente ainda se encontra por acaso, vez ou outra, nos abraçamos e perguntamos como vai a vida. Mas é só. As conversas extensas sobre qualquer assunto, as mensagens de texto quase diárias e as confissões nunca voltaram.

Sinto falta dessa amizade até hoje. Pra caramba mesmo. E, se eu pudesse voltar no tempo, talvez fizesse tudo diferente. Sei que foi um dos preços que eu tive que pagar para crescer, amadurecer e aprender algumas das lições mais importantes da minha vida. Infelizmente, das mais caras também.

Bruna Paiva

 

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de seguir o blog nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchatwp-1465389060779.png

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

10 filmes incríveis que se passam na escola!

A escola é uma fase pela qual todo mundo tem que passar. Quem não lembra (com carinho, ou não) dessa época? Já até falei sobre isso em um vídeo lá no canal, clique aqui para assistir. Diversos filmes, livros e séries são ambientados nesse cenário escolar para contar vários tipos de histórias. No post de hoje, trouxe para vocês 10 filmes incríveis que se passam na escola. A maioria deles está no Netflix!

1-      The Duff

Esse é um dos que eu vi mais recentemente, cheguei até a indicar num dos favoritos do mês. The Duff conta a história de uma menina que descobre ser a “amiga feia” do grupo. Ela resolve então pedir a ajuda de um amigo para se tornar mais popular. O filme é muito lindinho e é todo ambientado no ensino médio americano.

 

2-      Perfume de Mulher

Esse filme de 1992 é lindo demais. O drama conta a história de um ex militar, cego que quer realizar um sonho antes de morrer e um jovem estudante que tem problemas com um professor meio babaca. O filme não se passa inteiro na escola, mas a evolução do estudante durante a trama é incrível.

 

3-      Hoje eu quero voltar sozinho

Esse filme nacional é muito bonito e pouco conhecido. Eu descobri no Netflix, completamente sem querer. É a história de um menino cego que tem poucos amigos na escola e sofre bullying pela deficiência. O filme explora assuntos como amizade, amor, preconceito e homossexualidade. É um drama muito bonitinho.

 

4-      Clube dos cinco

Esse é um clássico do cinema e da sessão da tarde, e eu amo demais. Cinco alunos com personalidades completamente diferentes, estão na detenção e precisam cumprir horas de um tedioso castigo na escola. A evolução do relacionamento dos cinco é o melhor do filme. Eles começam o castigo se odiando, mas depois vão se conhecendo melhor. É um filme lindo sobre amizade e quebra de preconceitos…

 

5-      Vem dançar

Esse é um dos meus filmes preferidos da vida e acho que já falei sobre ele em alguma lista aqui no blog. Em Vem Dançar, o personagem de Antônio Bandeiras é um professor conceituado de dança de salão que resolve ensinar os alunos de uma escola pública. A diretora, desacreditada, dá para ele a turma em detenção, “os rejeitados da escola”. O que ele faz com aqueles alunos é incrível e uma das lições mais lindas que eu já vi.

 

6-      A mentira

Depois de uma pequenas mentiras para sua amiga, Olive acaba inventando que perdeu a virgindade com um cara da faculdade. A notícia acaba se espalhando e a menina ganha fama de fácil e vadia na escola. O sensacional é que ela resolve se apropriar daquela fama, mesmo sem ser ou fazer nada do que falavam. É uma comédia romântica que tem uma mensagem super legal e um final surpreendente.

 

7-      Sociedade dos poetas mortos

Numa escola super conservadora, em que os alunos não podem nem respirar fora da curva, um professor resolve ser diferente. O professor novo de literatura faz os alunos se interessarem mais pela disciplina e quererem mudar mundo em que vivem. O resultado e a mudança em cada aluno é incrível. Esse filme é lindo e emocionante demais.

 

8-      As melhores coisas o mundo

Esse filme é nacional, pouca gente conhece, mas eu assisti na estreia. Isso porque o elenco conta com meu adorado Fiuk. As Melhores Coisas do Mundo conta a história de Mano, um adolescente que além de enfrentar a separação dos pais, sofre bullying e quer aprender a tocar guitarra para impressionar uma garota. A trama também traz Pedro, irmão de mano que sofre de depressão e Carol, melhor amiga de Mano que se apaixona pelo professor. É um filme para te fazer rir, chorar e refletir ao mesmo tempo. Vale muito a pena.

 

9-      El club de los incompreendidos

Esse filme me lembra bastante o item 4 da lista (O clube dos cinco). A circunstância em que os jovens se conhecem é diferente, mas a evolução da relação entre eles é incrível. Um filme sobre amizade, amor, quebra de preconceitos. Ao mesmo tempo fofo e pesado.

 

10-  A Fera

O garoto mais popular da escola é um babaca que se acha no direito de tratar os outros da maneira que quiser. Após ser chamada de bruxa, uma aluna que realmente tem poderes sobrenaturais, joga um feitiço no colega de classe. O popular que sempre foi lindo vira uma criatura horrenda e precisa lidar com isso e quebrar a maldição. É um filme lindo que fala sobre preconceitos e superação.

 

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de seguir o blog nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchatwp-1465389060779.png

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

Você deixou saudades…

wp-1470751925522.jpg

Com nove anos comecei a ouvir Charlie Brown Jr. Eu sempre curti muito a banda e as letras das músicas. Meu pai também gostava e meu irmão mais novo não cresceu diferente. Minha adolescência teve incontáveis momentos dramáticos em que eu me fechava no quarto e botava Charlie Brown no último volume para gritar junto com o Chorão.

Cantar com o Chorão sempre me acalmou. Ele transmitia uma energia tão boa que me ajudava a jogar todas as angústias para o alto e terminar de cantar com o astral bem melhor. Até hoje tenho a sensação de que ele cantava sorrindo. Ele brincava com as letras, se divertia com a música e passava tudo isso na voz. E eu sempre quis sentir essa energia de perto. Devia ser incrível cantar junto com uma multidão enquanto ele comandava tudo de cima do palco.

Em janeiro de 2013, um dia antes do meu aniversário (na verdade na madrugada do dia em que eu fazia 15 anos), houve um show do Charlie Brown Jr. no Rio de Janeiro. Eu queria MUITO ter ido àquele show. Virar meu aniversário sentindo aquela energia, a vibe que só o Chorão conseguia transmitir. Mas, na semana seguinte, era a minha festa de quinze anos. Eu não tinha mais dinheiro para gastar com nada. Ainda assim, meu pai prometeu: “no próximo a gente vai”. E eu me agarrei àquilo, já ansiosa pelo próximo show.

Pouco mais de um mês depois veio a notícia. Num dia em que ninguém esperava, mas do jeito que todo mundo previa. Um dos caras mais talentosos da música brasileira. O cara que cantava sorrindo e me fazia sorrir e chorar com músicas e letras incríveis morreu. Quando me contaram eu não acreditei, e quando vi que era verdade não quis acreditar.

 Demorou para a ficha cair, e eu desmontei quando lembrei que tinha deixado aquele show para a próxima. A energia boa, ele deixou como legado em cada música. Mas o meu sonho de sentir ela de perto é um dos poucos que eu nunca vou poder realizar. Eu deixei para depois, porque não dava naquela vez, e o próximo nunca chegou.

Desde a morte do Chorão, eu tenho fases diferentes para lidar com a falta dele. Há dias em que sinto raiva.  Por que é que um cara desses se mata daquele jeito? Dias em que levo na boa e lamento a tragédia de leve. Só curto a música sentindo aquela energia viva que ele deixou. E tem os dias como hoje.

Hoje eu acordei e coloquei o aplicativo de músicas no aleatório enquanto tomava banho. Ele tocou “Só os loucos sabem” e na hora do “você deixou saudades” eu não sabia o que era banho e o que era lágrima. Tirei do aleatório e o resto do dia foi todinho Charlie Brow. E mesmo com a energia que eu tanto curto, terminei o dia triste. Me lamentei por não ter ido àquele show. Repeti diversas vezes que “não era pra esse cara ter morrido tão cedo”. E aqui estou eu escrevendo sobre ele, sem nenhuma data ou motivo especial.

Pode até ser que dias assim sejam, na verdade, causados pela TPM que me deixa sensível demais… Mas o Chorão ainda me faz uma falta absurda. E, por mais que eu saiba que não tinha mesmo como ir àquele show, sei que nunca vou me perdoar por ter deixado “para a próxima”. Desde esse episódio, tento assistir aos artistas que admiro e fazer as coisas que tenho vontade assim que surge primeira oportunidade. A gente nunca sabe quando vai ser a última vez.

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de seguir o blog nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchatwp-1465389060779.png

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

 

Favoritos do mês: as coisas mais legais de Julho

Oi, gente! Tudo bom?

Julho já acabou e com ele as férias de alguns. Já pra quem é do Rio, as férias estão só começando! No post de hoje eu trouxe minhas coisas favoritas desse mês. Tem canais no Youtube, músicas, videoclipes e mais! Confiram:

1-      Samanta Holtz fez um vídeo respondendo minha pergunta!

A Samanta é uma autora nacional que eu adoro. Perguntei pra ela o que era melhor: conciliar a carreira de escritora com outro trabalho ou me jogar somente no mundo literário. Ela fez um vídeo incrível respondendo minha pergunta e falando sobre como ela encara esse dilema. Vale a pena assistir!

 

2-      Show do Luan no Metropolitan20160722_235355.jpg

 

Depois de dois anos na vontade, desde que comecei a admirar e acompanhar mais o Luan Santana, eu finalmente consegui ir a um show! Quando soube do show no Metropolitan, pensei “nesse eu vou de qualquer jeito”. E eu estava lá! Foi incrível. O show foi maravilhoso, ele é maravilhoso, aquela energia foi sensacional. Quem me acompanha nas redes sociais (principalmente Snapchat) percebeu o quanto eu curti o show. Já quero mais!

 

3-      Mundo Paralelo

Na primeira vez que assisti a um vídeo do Klebio Damas, não gostei muito. Mas em julho eu dei uma segunda chance e adivinha quem assistiu a quase todos os vídeos do canal? Ele é muito divertido e eu não perco mais nenhum vídeo…

 

4-      Rafinha Bastos- 8 minutos com Fiuk

Eu adoro o quadro 8 minutos no canal do Rafinha Bastos. E sou, há anos, mega fã do cantor e ator Fiuk. Então vocês imaginam minha reação quando soube que ia rolar o 8 minutos com meu ídolo, né? O melhor de tudo é que a entrevista ficou muito boa e, pelos comentários, quebrou o preconceito de muita gente com o Fiuk. Assistam porque está incrível.

 

5-      Ana Maria Brogui

Não sei se já contei aqui no blog, mas eu adoro cozinhar. Em julho descobri o canal do Caio Novaes: o Ana Maria Brogui. Ele faz receitas incríveis e ainda ensina a fazer receitas de marcas famosas como milk-shake do Bobs, Yakult, Cheddar Mcmelt do MC Donalds e até o bolo gordo do ICarly!

 

6-      TriGo – Medley Enrolados

O Canal TriGo, que faz mashups incríveis com as mais diversas músicas, lançou um medley com as canções do filme Enrolados, da Disney. Eu adoro esse filme e sei as musiquinhas de cor e salteado. O vídeo ficou lindo!

 

7-      Fiuk com Christian Figueiredo e Celso Portioli

Esse mês, o Fiuk postou dois vídeos que eu amei em sou canal. O primeiro foi um trote com o Christian Figueiredo. Ficou muito engraçado ainda mais pelas pessoas que receberam o trote: Cléo Pires, a irmã do Fiuk; e o PeLu da Restart (S2). O segundo vídeo é um bate-papo com o Celso Portioli. Ficou muito divertido também. Confiram e se inscrevam no canal! Já somos quase 90 mil!

 

8-      Clipe feminista de Wannabe

Esse mês lançaram um clipe de Wannabe mega feminista e incrível. No vídeo, várias mulheres cantando mostram o que é que a gente “really, really want”. O clipe é em inglês, mas vale muito a pena ser assistido.

 

9-       Idosos reagindo no Canal Janela da Rua

Descobri esse canal e me apaixonei. No Janela da Rua, pessoas reagem aos vídeos, cantores, Youtubers e personalidades que fazem sucesso na internet. O quadro mais incrível é o Idosos Reagem. É muito legal, principalmente pra quebrar aquele paradigma de que a idade impede a gente de gostar das coisas.

 

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de seguir o blog nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchatwp-1465389060779.png

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

Ainda dá tempo de arrasar na redação do Enem deste ano

Olá, pessoal!!

Sei que hoje em dia, uma das maiores preocupações de quem precisa prestar vestibular é a redação. Na escola, eu e meus amigos éramos super pilhados com isso e qualquer dicazinha valia demais. No post de hoje eu trouxe uma dica incrível pra quem está se preparando para o ENEM 2016. Estou falando do  Workshop Redação Profissional.

O Redação Profissional é um curso totalmente online e ministrado pelo jornalista e escritor José Maurício Costa. Durante uma semana, ele vai ensinar técnicas de escrita profissional para você aperfeiçoar o seu método de escrita e afiar sua capacidade de fazer a redação mesmo sem muita inspiração, ou conhecimento do tema. Sei que faltam só três meses para o ENEM, mas eu garanto que esse curso intensivo vai te ajudar a arrasar na redação. O professor é meu pai e até hoje me dá grandes toques nos meus textos.

VIDEOAULAS GRATUITAS JÁ ESTÃO NO AR 

O Workshop é inteiramente gratuito. Entrou no ar  no dia 4 de agosto e as aulas devem ficar disponíveis até o fim deste mês de agosto. As inscrições já estão abertas e se você tem interesse no curso é melhor correr, porque, apesar de ser gratuito, as vagas são limitadas. Para entender melhor a proposta do curso assista ao vídeo no topo deste post, onde o próprio José Maurício Costa convida a todos para o workshop.

CLIQUE AQUI PARA FAZER SUA INSCRIÇÃO NO CURSO

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de seguir o blog nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchatwp-1465389060779.png

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

Medo de ser humano

wp-1469542107538.jpg

Tenho medo de sentar no ônibus que preciso pegar todos os dias e ser assaltada. Tenho medo de estar voltando para casa de noite, sozinha, e ser estuprada. Tenho medo enquanto me divirto. Medo de não conseguir proteger quem eu amo numa situação extrema. De estar dormindo e não ouvir alguém invadir a casa.

Tenho medo de brigas no trânsito, e de desentendimentos bobos com qualquer um que eu não conheça bem. Medo de que meu pai não volte para casa quando sai para passear com o cachorro. De que alguém cisme com meu ídolo ao ponto de atacá-lo. Tenho medo de engarrafamentos em vias expressas sem policiamento. Tenho medo de passar perto da própria polícia. Medo de deixar o medo de lado por cinco minutos. De piscar e o mundo desabar.

 Tenho medo quando o metrô lotado para antes da estação. Tenho medo de estar me divertindo no meio de uma multidão. De que alguém ache uma boa ideia estourar uma bomba, ou abrir fogo contra as pessoas, enquanto curto o show do artista que eu gosto, ou enquanto estou na sala de aula. Procuro distância de tudo o que me parece ameaçador. Medo de cada um que cruze o meu caminho. E apesar de abominá-los, eu tenho medos xenofóbicos e preconceituosos.

Tenho medo de um mundo ameaçado pelo ódio, caos e terror. Medo da minha impotência, da minha insignificância. Tenho medo de não ter controle, medo do inesperado. Tenho medo de morrer, ou perder quem eu amo. O tempo inteiro. Tenho medo por ser mulher, medo por ser jovem, medo de ser quem eu sou e de ser mal interpretada. Tenho medo de ser humana. Medo dos seres humanos.

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de seguir o blog nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchatwp-1465389060779.png

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

5 respostas para músicas machistas que você precisa escutar

Respostas

Paródias sempre fizeram sucesso na internet. Desde os primórdios do Youtube e o Galo Frito é uma das provas vivas disso. Mas tem um tipo de paródia que consegue ser ainda mais legal, as respostas a músicas polêmicas. O mais comum é ver a mulherada respondendo a letras  machistas e preconceituosas. Elas pegam a música original e fazem uma paródia retrucando o autor. Se você nunca viu uma resposta bem feita, para tudo! Confie em mim, você precisa ouvir as versões que eu selecionei neste post. São simplesmente incríveis!

Essa onda de responder as músicas é antiga, mas quando a gente para pra ouvir, é uma melhor do que a outra. O mais legal é que são letras inteligentes e cheias de bom-humor. Um movimento mega importante para o empoderamento das mulheres e, claro, para nos fazer refletir sobre as músicas machistas que fazem tanto sucesso no país… Separei aqui algumas das melhores para mostrar a vocês.

 

1-      Malandramente por Amanda Valverde

Amanda Valverde é a rainha dessas respostas. É uma melhor que a outra. Aqui eu trouxe a de Malandramente, o último funk que bombou na internet. A música é extremamente machista, mas a resposta é incrível! Vale conferir as outras paródias da moça.

 

2-      Baile de Favela por Mariana Nolasco

Nessa resposta, Mariana faz a gente parar pra pensar em quão absurda é a música Baile de Favela. Um funk que exalta e banaliza a violência contra a mulher e que mesmo assim virou hit nacional no fim de 2015. Mari compôs uma resposta junto com o namorado e a letra ficou muito bonita. É pra refletir, viu.

 

3-      Aquele 1% por Gabi Luthai e Sofia Oliveira

Impossível não ter ouvido ou até cantado o refrão dessa música chiclete, popularizada graças a participação do Wesley Safadão. A letra  reafirma a velha máxima machista que é dos safados que elas gostam mais. Na resposta, as meninas mostram que não é bem assim que a coisa funciona não…

 

4-      Química (Biel) por Luísa Sonza

Você já deve ter escutado essa música do Biel. Na letra, ele diz ter certeza de que a garota quer ficar com ele. Na resposta, Luísa mostra que “não” é NÃO, uma posição que deve ser sempre respeitada.

 

5-      Vai Vendo por Sofia Oliveira

Vai vendo, sucesso de Lucas Lucco, conta a história de um cara que terminou o namoro e se joga em uma balada cheia de mulheres para mostrar que não tá nem aí pra sua ex. A resposta de Sofia é a ex mostrando para ele que nada que ele faça irá afeta-la mais.

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de seguir o blog nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchatwp-1465389060779.png

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

Depois de 12 temporadas de Grey’s Anatomy, estou quase formada em Medicina

greysanatomymeredith

Dia desses me peguei dando instruções sobre primeiros socorros cardiotorácicos para o meu pai. Com a maior segurança do mundo. E com a mesma confiança que me faz ter certeza de que a minha dor de cabeça é causada por um aneurisma, ou um tumor do tamanho da minha mão. Ou que o meu batimento cardíaco acelerado depois de uma aula de dança é claramente um ataque do coração (Page Cardio!). O nome disso não é loucura, acreditem, esse meu grande conhecimento sobre as mais diversas áreas da medicina cirúrgica é culpa de Grey’s Anatomy.

Apesar de muito ter ouvido falar da série durante anos, sempre tive certo preconceito. Minha hesitação era justificada: tenho medo de sangue. Não é um simples nojinho, estou falando de reações como fraqueza, vertigem e, às vezes, desmaio a cada vez que ouço falar de situações que envolvam sangue. Na escola, eu era a fresca que passava mal nas aulas de biologia. No hospital, eu sou (até hoje) a fresca que faz escândalo para tirar sangue, o que só pode ser feito com agulha infantil e com sete enfermeiros me segurando. Eu não gosto de médicos, eu não gosto de hospitais, eu odeio sangue. Ainda assim, a série dos cirurgiões constantemente aparecia na aba “principais escolhas para Bruna”, no Netflix.

No meio do Carnaval de 2016, meu lado masoquista aflorou e eu pensei, “Por que não?”. É claro que as primeiras temporadas foram complicadas. Os episódios de 40 minutos chegavam a durar 90, de tanto ser obrigada a pausar e retomar o fôlego. As cenas de cirurgia e procedimentos mais dolorosos (quase 90% de cada episódio) eram somente escutadas, já que minha mão na frente evitava que eu visse o que não precisava ver. Mas eu sobrevivi. 12 temporadas depois, me sinto quase uma residente. O sangue (na tela do computador, que deixemos bem claro) não me incomoda nem um pouco.

É óbvio que o que me cativou não foram os bisturis. Já nos primeiros episódios eu percebi que aqueles personagens fariam valer a pena cada enjoo e cena desconfortável. E como valeu. Em três meses terminei as 12 temporadas e aguardo ansiosamente pela 13ª, que será lançada em setembro. Até o presente momento já aprendi a usar o disfibrilador, serrar ossos, coloca-los no lugar certo… Sei algo sobre suturas, traqueostomias e retiradas de apêndices. Ah, claro, sou super apta para transplantes e procedimentos cardiotorácicos, aprendi tudo com a minha deusa Cristina Yang.

Brincadeiras à parte, fico impressionada com a transformação causada pela série. A menina que sempre foi fresca ao ponto de não conseguir ouvir falar de sangue, hoje fica super empolgada quando chega uma cirurgia complicada decorrente de um acidente feio, no Grey Sloan Memorial.

Assistir a Grey’s Anatomy acarreta dois únicos problemas. O primeiro, e mais grave de todos, é o famoso apego pelos personagens. Eu duvido que alguém tenha sangue frio o bastante para não sofrer com aquela série. Não dá. Eu tenho um texto sobre luto por personagens, e esse sentimento é constante em Grey’s. A cada morte ou despedida de um personagem, ou mesmo os casos tristes de alguns pacientes, mais dias de depressão. Alguns episódios são feitos única e exclusivamente para judiar do coração de quem assiste.

O segundo problema é desenvolvido aos poucos. Quando você pisca, a hipocondria já tomou conta de sua cabeça. Aquela mancha a que você nunca deu muita atenção vira um câncer de pele, cuja metástase já é terminal. A pontada de dor de cabeça depois de um dia cansativo, pode ser um grande tumor tomando conta de seu cérebro. Uma crise de soluços, aterrorizantemente, pode te levar a morte.

Hipocondria, depressão e a convicta crença de que se pode exercer a Medicina, esses são os sintomas clássicos dos viciados em Grey’s Anatomy. Mas vale a pena, vai. Apesar da autora, Shonda Rhimes, que também escreve How To Get Away With Murder e Scandal, não ter pudor algum em matar meus personagens mais queridos, não consigo mais ficar longe do centro cirúrgico.

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de seguir o blog nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchatwp-1465389060779.png

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

Favoritos do mês: as coisas mais legais de Junho

Olá, pessoal!

No post de hoje, eu trouxe para vocês as coisas mais legais que encontrei, assisti ou descobri em junho. A lista desse mês tem 8 itens, e vale a pena dar uma conferida em cada um dele!

 

1-       Just Wright

Essa comédia romântica é aquela clássica história da menina pobre que acaba ajudando o rapaz rico e os dois se apaixonam. Mas é tão bonitinho! Leslie, personagem da Queen Latifa, é uma fisioterapeuta, aficionada em basquete, que mora com o pai e uma prima, que sonha em casar com alguém famoso. Leslie conhece um astro do basquete por acaso e acaba tendo que cuidar de uma lesão do atleta. O filme é muito fofo  e está no Netflix!

 

2-      Minha Vida Não Faz Sentido

wp-1467728401406.jpg

No início de junho, assisti à peça do Youtuber Felipe Neto e contei aqui no blog como eu adorei o espetáculo. É claro que não podia deixar de colocar aqui no Favoritos do mês! Se a peça estiver passando por sua cidade, não perca a oportunidade. Vale muito a pena.

 

3-      Vamos Falar Sobre Ódio – LubaTV

Depois do terrível atentado numa boate gay em Orlando, o Luba postou, em seu canal, um vídeo muito emocionante, e num tom bem diferente do de costume, falando sobre o ocorrido e, principalmente sobre o ódio por trás de atentados desse tipo. O vídeo é bonito e dá vontade de compartilhar 1000 vezes…

 

4-      Gringos Reagem – VT Matos

O Victor está estudando fora do país, junto com jovens de diversas partes do mundo. No fim do ano passado, ele criou um canal no Youtube onde ele mostra as coisas que viralizam no Brasil para os gringos. As reações são as mais engraçadas possíveis.

 

5-      Experiência social: homofobia

Esse vídeo é um experimento social feito por 3 atores. Dois formariam um casal gay, de mãos dadas e demonstrando afeto no metrô. O terceiro seria um cara extremamente homofóbico. O vídeo é intenso e as reações das pessoas ora emocionam, ora revoltam.

 

6-      Orange Is The New Black

Em junho, o reboliço foi tanto por causa da quarta temporada de Orange Is The New Black que eu resolvi dar uma chance para essa série original do Netflix. O resultado é que eu amei. Ainda estou na primeira temporada, mas achando tudo incrível…

 

7-      Gossip Girl

Outra série que eu nunca havia assistido e resolvi começar em junho foi Gossip Girl. Aquelas garotas estão tomando conta da minha vida. Simplesmente preciso ver o que Blair e Serena estão fazendo. Fora que as roupas da Serena me deixam muito mais inspirada para me vestir ahaha…

8-      Mais Forte Que O Mundo

Eu gostei tanto desse último item, que cheguei a escrevê-lo duas vezes na minha listinha. Contei aqui como amei assistir ao filme da vida do José Aldo. As atuações são incríveis, a trilha sonora é maravilhosa e a direção melhor ainda. Esse ainda está nos cinemas, então corre para ver porque é sensacional!

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de seguir o blog nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchatwp-1465389060779.png

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

 

Fui nocauteada pela atuação de Loreto como o lutador José Aldo no filme Mais Forte Que o Mundo

Sabe quando o filme acaba e você continua olhando para os créditos boquiaberta e feliz pelo que acabou de assistir? Quando você sai do cinema querendo saber quem é o diretor, para poder elogiar em todas as redes sociais? Quando você acorda no dia seguinte e ainda não superou o quanto aquele filme foi sensacional? Bom, cá estou eu, sem conseguir falar de outra coisa a não ser Mais Forte Que O Mundo: a história de José Aldo.

Pelas redes sociais, acompanhei, desde o ano passado, a dedicação e a entrega do ator José Loreto para viver o campeão mundial de MMA José Aldo Jr. nos cinemas. Há alguns meses, vi o trailer pela primeira vez e tive certeza: eu precisava assistir àquele filme. Confesso que tive certo receio de que o teaser prometesse mais do que o longa realmente era. Afinal, convenhamos, ultimamente os trailers de filmes têm sido nada menos que um compilado dos melhores momentos da história. Porém, em menos de 10 minutos percebi que aquele filme era muito diferente dos últimos enlatados que vimos por aí. Foi muito melhor do que eu esperava.

A história do José Aldo é bem bonita. Fala de superação, amor, ódio, família, sonhos… O lutador saiu de Manaus, sua cidade natal, para o Rio de Janeiro e acabou ganhando o mundo com esforço e acreditando em seu sonho. É uma história que inspira a continuar lutando e correndo atrás do que se quer. Mostra que, se você acredita, nem as piores dificuldades da vida te derrubam.

O roteiro é muito bom. Mistura drama, humor, romance e ação de uma forma sutil e gostosa de assistir. O elenco foi muito bem escolhido. Quem rouba a cena, claro, é o protagonista José Loreto. Fica evidente o quanto o ator se entregou ao papel e como estava realmente sentindo o personagem na pele. E quem, como eu, estava acostumado a assistir ao ator só nas novelas e no Amor e Sexo, vai sair impressionado com o resultado para o cinema. Cléo Pires, que interpreta a Vivi, esposa do Aldo, e o Rafinha Bastos, no papel do lutador Loro, também merecem destaque. Ela divide com Loreto algumas das cenas mais bonitas do filme e Rafinha Bastos, as mais divertidas. A fotografia do filme é linda e a trilha sonora roubou meu coração.

Mas quem vai ganhar o maior destaque desse texto é o diretor Afonso Poyart. Não conhecia o trabalho de Poyart, mas em poucos minutos de filme percebi que ele era diferente. A sensibilidade do diretor faz toda a diferença no desenrolar da história. Jogo de câmeras, de flashback, velocidade e de outras coisas técnicas, sobre as quais a leiga aqui não tem o menor domínio, me deixaram perplexa em diversas partes do filme. Passei o tempo inteiro me perguntando: quem é esse diretor?

No início de 2016 assisti ao filme Creed, continuação da série Rocky e adorei. Mais Forte Que o Mundo é incontáveis vezes melhor do que o filme que rendeu uma indicação ao Oscar para Sylvester Stallone. Há tempos não assistia a um filme nacional tão bom. Quem me segue nas redes sociais percebeu que eu não consegui parar de falar do filme.

Afonso Poyart, que também dirigiu e roteirizou o nacional 2 Coelhos, é um nome que com certeza ainda vamos ouvir muito por aí. Mais Forte Que o Mundo tem uma linguagem cinematográfica e identidade próprias. Um filme que precisa ficar marcado na história do cinema nacional como um dos melhores já produzidos.

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de seguir o blog nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchatwp-1465389060779.png

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE