5 livros que falam sobre música

Que eu amo literatura acho que já ficou provado por aqui. Mas outra paixão minha é a música. Apesar de não ter o menor talento para tocar nenhum instrumento, muito menos cantar, eu sou daquelas que não vive sem um fone de ouvido com uma playlist incrível. Acho que por isso eu gosto tanto de encontrar livros que, em suas histórias, tragam bastante música. É como unir as duas paixões numa coisa só. Por isso, hoje trouxe para vocês uma pequena lista de 5 livros que falam de música!

 

  • Sábado à noite – Babi Dewet

Vou começar com um nacional que eu adoro. Sábado à noite é o primeiro livro da linda da Babi Dewet e também o primeiro da trilogia. Tem resenha dele aqui no blog! O livro, que começou como uma fanfic do McFly, conta a história de um grupo de amigos e um amor de escola. No meio de toda a confusão adolescente, o diretor da escola resolve promover bailes todos os sábados com a presença de uma banda de garotos mascarados!

 

  • Se eu ficar e Para onde ela foi – Gayle Forman

Essa duologia da Gayle Forman é repleta de drama e muita música. No primeiro livro, Mia, uma adolescente que sonha em se transformar em uma violinista de sucesso entra em coma após o acidente que a faz perder toda a família. A luta dela pela vida é extremamente tocante, mas meu preferido é o segundo livro. Nele, o protagonista é Adam Wilde, o ex-namorado de Mia que, anos depois do acidente, é um roqueiro famoso pelas músicas que escreveu para a garota. O conflito interno dele e a busca pela ex-namorada torna o livro muito bonito.

 

  • Revival – Stephen King

O tema central desse livro é a eletricidade e a fé extrema. É um livro que toca em questões éticas e tem aquele jeitinho incrível do Stephen King de escrever. Mas ele está nessa lista porque o protagonista, que começa o livro com 6 anos, cresce e se torna um guitarrista profissional e depois vai trabalhar numa gravadora. É muito legal observar a evolução dele como músico e pessoa. A trajetória dele na música é bem intensa e dá para curtir cada fase na leitura.

 

  • Boston Boys- Giulia Paim

O primeiro livro da carioca Giulia Paim também já ganhou resenha aqui no blog.  Ronnie é uma adolescente que, ao contrário da maioria de suas colegas, não dá a mínima para os Boston Boys. A menina, que nunca simpatizou com os protagonistas do programa de TV, de repente se vê obrigada a conviver com eles por conta do trabalho da mãe! Tem resenha do primeiro livro aqui no blog! O segundo eu comprei na Bienal e estou doida para ler.

 

 

  • 360 dias de sucesso – Thalita Rebouças

Esse livro da Thalita é o que eu mais gosto. Conta a história de uma banda de adolescentes que teve exatos 360 dias de sucesso. A fama chega de uma forma inesperada, mas as consequências dela são tão loucas que a banda Pólvora nem consegue completar um ano de existência.

 

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10 anos de Gossip Girl e como olhar para a série em 2017

Há exatos 10 anos ia ao ar o primeiro episódio de uma série que marcou uma geração. A história dos adolescentes da elite de Manhattan que eram atormentados por uma blogueira fofoqueira e anônima é adorada por milhares de pessoas até hoje. E, apesar de ter assistido à série tardiamente (só vi GG na Netflix e em 2016!), eu me incluo na lista. Que atire a primeira bolsa Chanel quem nunca sonhou em ter a vida de Blair Waldorf. Ou quem nunca quis ter um Chuck Bass ou um Nate Archibald só para si.

A verdade é que todos os personagens são extremamente marcantes e cativam o público. (Menos a Vanessa, aquela vaca desnecessária.) Quero deixar claro que sou completamente apaixonada pela Blair, a maior rainha da série. Me encantei gradualmente pelo conturbado Chuck Bass. Torci muito pelos casais, shippo Chair até o fim da vida, Derena desde o primeiro episódio e até torcia pro Nate ficar com a Little J, mas não rolou. Eu amo os personagens e sou muito apegada na série. Maaas, todos eles têm comportamentos extremamente problemáticos que, em pleno 2017, não dá para fingir que a gente não está vendo.

ATENÇÃO!!! A PARTIR DAQUI O TEXTO CONTÉM ALTO NÍVEL DE SPOILERS, PORTANTO, SE VOCÊ AINDA NÃO VIU A SÉRIE E NÃO QUER SABER DO QUE ACONTECE, XOXO. (MAS MANDA O LINK PARA AQUELA TUA AMIGA QUE É A LOUCA DE GG)

Comecemos pela nossa famigerada Gossip Girl. Ok, tô sabendo que o blog trocou de autor algumas vezes durante as seis temporadas. Mas meu primeiro tópico vai ser o criador de todo esse furdunço. Dan Humphrey. A história dele com a Serena é uma graça até o momento em que ele resolve expor a vida da ex-namorada (além de todos os seus amigos e família, diga-se de passagem) em seu best-seller. Tudo bem que quem mandou o tal do livro para a editora foi a Vanessa (eu falei que a vaca era desnecessária!). Mas a situação não melhora quando a gente descobre que Dan Humphrey, o garoto solitário com carinha de bom moço, era na verdade a própria cobra em pele de cordeiro.

Quando ele explica para os amigos, no último episódio, como começou tudo aquilo e por que criou a blogueira anônima , tudo parece fazer sentido. Mas, pera lá, como assim??? No meio tempo em que ele ascendia socialmente, o cara expôs a garota por quem era apaixonado, que vira namorada (e casa com ele nesse mesmo episódio) a situações tenebrosas; a melhor amiga dela, com quem ele também se envolve, idem; o próprio melhor amigo dele e o pior: o cara ataca a própria família. São incontáveis as vezes em que a GG expõe Jenny e Rufus. Tudo isso por puro ego.

Gente, não tem como achar isso tudo normal. O garoto era extremamente egoísta e empatia era uma palavra que ele desconhecia. Louco, perturbado. E mais louco ainda foi a Serena ter casado com ele mesmo assim, tendo plena consciência de tudo que ele fez. Tudo bem que ele se declara para ela e no fundo o sentimento é verdadeiro… Mas, ainda assim, acho que uma Serena Van Der Woodsen em 2017 não seria tão condescendente…

Falando na Van der Woodsen. Outro tópico que não tem como não comentar é a amizade mutcho loka de Blair e Serena. Aquela relação era tudo menos saudável. Já começa tudo errado com uma pegando o namorado da outra. Elas brigavam o tempo inteiro. E não eram briguinhas bobas. Perdi a conta de quantas vezes as duas quase saíram no tapa (e algumas em que chegaram às vias de fato). Uma armava para a outra constantemente. Mandavam dicas para a Gossip Girl sobre a vida da amiga, expunham a vida pessoal uma da outra sempre que não estavam contentes com a relação. Inclusive quando Serena toma as rédeas do GG, vive falando sobre a vida de Blair. Se esse é o conceito de amizade verdadeira, Deus me livre de ter uma. É óbvio que as duas conversavam muito e se entendiam na maioria das vezes. Cresceram juntas, então o laço afetivo era muito grande. E uma ajudou muito a outra durante as seis temporadas da série. Mas, ainda assim, a relação das duas está longe de ser sadia.

E falando em relacionamentos pouco sadios… Numa época em que (ainda bem!) muito se fala em relacionamentos abusivos, será que Chuck e Blair teriam feito tanto sucesso se a série começasse agora? Vejamos, é evidente que, com o tempo, o casal amadureceu e os dois realmente se amavam quando casaram. (Eu sou apaixonada pelo casal então dói ter que problematizar, perdoa.) Mas não tem como negar que a construção do relacionamento foi absolutamente torta. O CARA TROCOU A NAMORADA POR UM HOTEL!!! Não dá para esquecer isso.

Fora todas as vezes que Chuck foi absurdamente abusivo com a Blair. Ele gritava com ela, traía, diminuía e chegou a machucar fisicamente a menina quando soube do casamento com Louis. Grande parte do relacionamento deles foi tenebrosa. Doentia de verdade. Foi só quando perdeu a menina de vez que o Bass deu valor ao que tinha. Mas se tem uma coisa que eu idolatro naquela série é a decisão da Blair de não voltar com ele enquanto não se tornasse a mulher poderosa que queria ser. Ela sabia que o amava. Mas também sabia que ele a impedia de viver os próprios sonhos e foi madura o suficiente para se colocar como prioridade na situação. É esse o exemplo da Queen B que a gente tem que seguir, meninas! Amor próprio antes de qualquer coisa.

Quando os dois voltam a se relacionar, já com promessa de casamento, ela está mais segura de si e ele consciente de toda merda que fez no passado. Tenho para mim que, depois de casados, (não vou comentar a circunstância torta em que os dois acabaram se casando porque, né) a relação foi mais saudável.

Blair de boba e inocente não tinha nada. A rainha do Upper East Side era cruel. Ela não tinha o menor pudor em passar por cima de quem fosse para conseguir o que queria. A garota era a protagonista da própria vida e qualquer um que se metesse em seu caminho não tinha a menor chance de sair ileso. Qualquer um mesmo.

Acho que o objetivo da série na real era exatamente mostrar esse comportamento desviado de quem acha que tem o mundo no bolso por causa do dinheiro. Eles podiam comprar o que quisessem e, se você não tem uma índole muito forte, fica muito propício a isso nesse mundo. O dinheiro e o poder mostram o lado mau caráter das pessoas e isso ficou claro em todos os personagens desde Little J, que se rebela contra tudo e todos por status de rainha da escola, até Louis, que no início parecia um verdadeiro príncipe encantado, mas depois mostrou quem era de verdade.

Acho que a Dorota foi a única que não se corrompeu. Apesar de compactuar com todos os planos e esquemas da Blair, ela mesma não fazia mal a ninguém. Talvez por ser uma das únicas personagens que não fazia parte daquele mundo. Ela era só a empregada, no fim das contas…

Lily Humphrey/Van der Woodsen/Bass trocou o amor pelo dinheiro inúmeras vezes e sem o menor arrependimento. Ivy Dickens e Carol Rhode armam um esquema absurdo, enganam todo mundo para roubar o dinheiro que era de Lola. Ninguém escapou das armações de Georgina. Aliás, a mulher fazia força para ser má, né? Até o próprio filho ela usou para conseguir o que queria…

Personagens problemáticos, relacionamentos piores ainda, muito dinheiro, armações e esquemas. Esse texto era para problematizar um pouco, mas não deixa de ser uma homenagem a essa série incrível que, volta e meia, eu assisto de novo. É bem verdade que Gossip Girl é bem conturbada, mas como a blogueira sempre dizia, não tem como negar: You know you love her.       

E acho que a gente sempre vai amar. Aliás, que tal uma maratonazinha para comemorar esses 10 anos da blogueira mais ardilosa do Upper East Side?

 

XOXO

Bruna Paiva

 

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Se você gostasse

Se você gostasse mesmo de mim, não teria me deixado ir naquele dia. Teria vindo atrás de mim, me segurado bem perto e insistido para eu ficar. Teria dito algo engraçado para que eu risse, mesmo estando chateada. Pedido desculpas por ter vacilado e reconhecido que era hora de darmos um rumo para a nossa situação.

Se você realmente correspondesse o meu sentimento, a distância não seria uma desculpa recorrente. E você não teria deixado que ela fosse maior ainda quando estávamos lado a lado. Você não teria se afastado, deixado de conversar comigo, ou de dar atenção quando eu chegava animada para te contar alguma coisa. Se gostasse de mim, não deixaria a gente esfriar. Não teria permitido que eu chegasse ao ponto de me sentir tão insegura com você que questionasse a minha própria existência.

Mas você deixou. Você deixou que eu acreditasse numa reciprocidade inexistente enquanto me enganava secretamente. Talvez não por maldade, quem sabe, no fundo, você mesmo quisesse acreditar naquilo. Eu sei que eu tinha certeza do que você sentia. E hoje não tenho mais certeza de nada.

Você chegou devagar, pouco a pouco foi se tornando parte da minha rotina, parte de quem eu era. Mexeu com meus sonhos, ouviu minhas confidências, segurou minha mão, dividiu pequenos detalhes e por fim se cansou. Se de mim ou de fingir interesse eu nunca entendi direito…

Bruna Paiva

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A diferença entre assédio e elogio

Cena: Menina, 17 anos, saindo do prédio num dia de calor do Rio de Janeiro. A rua é uma ladeira pouco movimentada na zona norte carioca. Ela está indo para o pré-vestibular, mochila nas costas, sol na cabeça, vai pegar um ônibus na rua transversal. Eis que o táxi descendo a ladeira diminui a velocidade até quase se igualar ao ritmo dela. O trabalhador no volante escancara a janela, mete a cabeça para fora e grita “tá de parabéns, hein, gostosa”. Ela revira o olho, mas ignora. Ele repete e ela precisa respirar fundo para não responder. E então, escuta um barulho alto. Quando olha para trás, vê que, prestando tanta atenção nela, o taxista esqueceu de olhar para a rua e acabou batendo no carro parado na frente. Ela ri bastante, o cara fica puto.

A história acima aconteceu com uma amiga minha. Ela postou no Twitter e eu achei bem engraçado. Acontece que, quando passei adiante, ouvi muito os seguintes argumentos: “você tá achando engraçado? É o instrumento de trabalho do cara”, “ele tava só elogiando a garota, não fez nada demais”, “o cara faz um elogio e vocês desejam o mal dele?”, “ele deve ter levado o maior prejuízo e ela ainda riu na cara dele?”.

De fato, é o instrumento de trabalho do cara. E certamente ele teve um prejuízo. Mas, queridos, eu acredito bastante em carma. O que você faz nessa vida, seja bom ou ruim, volta. De uma forma ou de outra, volta. E para aqueles que ainda têm uma certa dificuldade em diferenciar elogio de assédio, deixa eu tentar ser bem clara e didática.

Se você quiser elogiar uma mulher desconhecida na rua, aqui vai um tutorial. Chegue desarmado, sem essa tua marra de quem acha que come todo mundo mesmo. Olha no olho dela enquanto fala. Diz que ela é bonita, que gostou do jeito que ela se veste, que o perfume é bom, que ela tem um sorriso lindo, fala para ela o que chamou a sua atenção. Mas, antes de falar, pense dez vezes se o que você pretende dizer pode soar ofensivo. Não encosta nela enquanto fala a não ser que ela te dê liberdade para isso. (E, não, a roupa dela não é código para você saber se pode ou não pôr sua mão ali)

Se você chegou numa boa, foi simpático, elogiou a menina de verdade e esperou a reação dela sem pressão, você tem alguma chance de ela te achar legal e te dar uma atenção. Mas se ela disser não, querido, paciência, a vida é assim mesmo.

Quando você grita “e aí, gostosa”, “princesa”, “ô, lá em casa”, ou coisas do gênero para qualquer uma na rua, isso NÃO É um elogio. Você está sendo escroto, babaca, machista e imbecil, no mínimo. Esse tipo de coisa ofende. Não porque a gente não se ache gostosa, pelo contrário. Mas porque a gente se sente exposta, nua, suja e impotente. Parece que você é um pedaço de carne no açougue à disposição de quem quiser levar. E ofende porque a gente sabe que é muito mais do que isso; e queremos ser vistas e tratadas com respeito.

Você não tem o direito de assediar ninguém na rua só porque acha que tá tudo bem. Porque pra você pode até estar tudo ótimo. Mas para a gente não fica. Surgem um milhão de questões na cabeça. Dúvidas sobre o nosso valor e capacidade de chegar onde queremos.

Muita gente tenta educar homens falando “podia ser a sua mãe, sua filha ou sua irmã”. Mas a verdade é que o assédio não é errado porque você tem uma mãe, filha ou irmã. O assédio é terrível porque nós somos seres humanos; tão capazes quanto vocês. E merecemos respeito e liberdade para viver em paz, assim como vocês.

Bruna Paiva

 

 

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7 filmes inspiradores na Netflix

Oi, gente! No post de hoje eu trouxe 7 filmes com histórias inspiradoras. São filmes incríveis e não tem como não se emocionar. E, o melhor, estão todos disponíveis na Netflix!

 

  • Forrest Gump

Nesse clássico dos anos 90, Tom Hanks interpreta um homem de raciocínio lento que, mesmo com todas as suas dificuldades e inocência para entender o mundo, nunca se deixou abater por aqueles que o diminuíam. Forrest termina a escola, faz faculdade, vira atleta olímpico, luta na Guerra e até vira empresário. É impossível não se emocionar com o jeito infantil de Forrest.

 

  • 8 Miles

Jimmy é um rapper branco que sofre certo preconceito na periferia de Detroit. O garoto tem o sonho de se tornar rapper profissional, mas em seu caminho a mãe alcóolatra, a irmã pequena, o preconceito e as guerras de gangs são sempre obstáculos. Apesar disso tudo, o rapper não se deixa abater e vai competir no concurso de rimas do bairro vizinho para tentar o título. Quem faz o papel principal é o Eminem e o filme é incrível!

 

  • Escritores da liberdade

Uma professora de inglês se vê num impasse quando  precisa lidar com uma  turma cheia de preconceitos e guerras internas. Ela então decide forçar os alunos a escreverem diários expressando as coisas que sentiam e viviam, inspirados pelo diário de Anne Frank.

 

  • Onde mora o coração

Uma adolescente é abandonada grávida pelo namorado no estacionamento de um Wal-Mart numa cidade que não conhece. Ela consegue viver escondida dentro do supermercado até o fim da gestação, mas, depois de descoberta, é incrível a forma com que ela consegue levantar sua vida e criar a filha. O filme é muito bonitinho e  a força dessa mulher é admirável.

 

  • A vida é bela

Um pai é levado com seu filho pequeno a um campo de concentração e faz a criança acreditar numa fantasia enorme para que o menino não sofra com a realidade da Guerra. Que filme maravilhoso! Vencedor do Oscar de filme estrangeiro em 1997, A vida é bela é um dos filmes mais emocionantes sobre o Holocausto. E, ainda assim, consegue ser leve.

 

  • Na natureza selvagem

Um garoto recém-formado decide largar tudo, inclusive a família, para se dedicar a aventura que sempre foi seu sonho: ir sozinho até o Alasca e viver sem dinheiro ou tecnologia. A história real de Christopher McCandless é triste, porém emocionante e inspiradora.

 

  • Lion

Eu sou completamente apaixonada por esse filme, e acho que já até indiquei aqui no blog. Lion conta a história real de um menino indiano que se perdeu da família aos  5 anos e acabou adotado por um casal australiano. 25 anos depois, ele resolve procurar a família biológica usando as poucas lembranças que tem daquela época e o Google Maps. É uma história maravilhosa.

 

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Crush

É engraçado como, na minha imaginação, nós dois funcionamos tão bem. Somos extremamente íntimos e compartilhamos momentos de intensa sintonia. E a graça é que eu mal te conheço. Nunca tivemos abertura para isso, mas, ainda assim, me apaixonei pelo que inventei de você, pelo que inventei de nós.

Está certo que a parca convivência que tivemos nos últimos tempos contribuiu para que minha cabeça meio louca fantasiasse os mais insanos diálogos em que descobríamos um interesse mútuo e subitamente éramos um casal. É, eu tenho uma imaginação fértil.

Entretanto, o mais irônico de tudo isso é que eu não tenho coragem de te contar como me sinto. Primeiro porque gosto demais da minha fantasia para correr o risco de você acabar com ela. Já passei por situações parecidas antes. Isso nunca termina bem pro meu lado, ainda assim eu insisto em repetir o erro. Depois, te ter por perto é algo que me faz bem. Gosto de poder conviver com você; te ter do jeito que posso. A possibilidade de perder isso, caso confesse meu interesse, me angustia.

Ainda assim, uma parte de mim quer acreditar que dessa vez é diferente. A coitada não vai aprender nunca. Então, todos os dias, ela acorda otimista, tendo a certeza de que vai ter coragem suficiente para passar por cima das minhas inseguranças e te chamar para conversar. É claro que eu nunca deixei que ela se manifestasse. Abafo toda a coragem dessa doida dentro do peito e me contento em assistir à nossa história juntos, nessa realidade paralela, toda noite com a cabeça no travesseiro.

 

Bruna Paiva

 

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Uma playlist bem GIRL POWER para você se sentir maravilhosa

 

Imagem: Pixabay

Outro dia eu, em plena TPM, estava me sentindo meio mal e resolvi apelar para um dos melhores remédios do universo: música. Mas eu não queria ouvir qualquer coisa, precisava de algo que me jogasse pra cima sem diminuir ninguém. A maior parte das listas que eu achei tinham músicas ótimas, mas muitas, apesar de serem cantadas por mulheres sensacionais, falavam sobre homens; e não era aquilo que eu queria no momento.

Como não encontrei bem o que estava procurando, resolvi montar eu mesma uma playlist que me agradasse. Acabei fazendo uma lista de músicas empoderadoras cantadas por mulheres; de preferência falando sobre como nós somos incríveis, e não sobre homens que nós não queremos mais.

Eu amei o resultado e tenho escutado tanto essa playlist que resolvi compartilhar com vocês. A Playlist é pública no Spotify, e eu também criei uma lista de reprodução no Youtube para vocês terem as duas opções. Espero que gostem e se sintam incríveis escutando!

Clique aqui para entrar na Playlist pelo Spotify!

Youtube:

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O meu silêncio

 

O meu silêncio é grito

O meu silêncio é dor

O meu silêncio é saudade

É sufoco, desespero e impotência

 

O meu silêncio é duro

Breathetaken

Meu silêncio é monólogo

É cada discussão contornada

 

Tudo o que eu queria dizer e

não disse

 

Me silêncio é pesado

É papel de repente manchado.

De tinta

E lágrima

 

O meu silêncio é protesto

infinito preso na garganta

Agonia que afunda no estômago

 

É estaca que entra devagar

E se enterra cravada na alma

 

É ar que entra

E não satisfaz

 

É vida sugada

Energia não gasta

O meu silêncio é tromba d’água camuflada em calmaria

 

O meu silêncio é pedido de socorro

E eu venho berrando há muito tempo.

 

Bruna Paiva

 

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7 Blogs e Canais incríveis para quem sonha em fazer intercâmbio

Você tem o sonho de passar uma temporada em outro país estudando ou trabalhando? Eu também tenho muita vontade de fazer um intercâmbio. Mas nem sempre a gente tem o tipo de informação que precisa para conseguir realmente tirar essa ideia da cabeça e concretizar o sonho. E, acreditem, informação é a chave para você encontrar exatamente o que procura e ainda gastar pouco. Você sabia que é possível conseguir o intercâmbio dos seus sonhos praticamente de graça? Basta correr atrás e fazer sua pesquisa nos lugares certos.

Porém, são poucos os espaços na internet que trazem tanta informação. Por isso, resolvi compartilhar com vocês os blogs e canais no Youtube que eu acompanho sobre o assunto e que são fundamentais se você, como eu, também sonha em fazer um intercâmbio!

 

O Partiu Intercâmbio é um site incrível e muito completo. Se você tem alguma dúvida sobre modalidades de intercâmbio, como conseguir bolsas, como funciona tudo isso, para onde ir de acordo com os seus interesses… Acredite, você precisa conhecer o PI. O que eu acho mais sensacional no site é que eles têm um mecanismo que te permite encontrar bolsas de estudos que estão sendo oferecidas no momento com todas as informações importantes.

 

O Gerson Saldanha ganhou um concurso para estudar em Seatle e, quando voltou pro Brasil, resolveu começar a divulgar intercâmbios gratuitos para os jovens. O canal é incrível e traz muitas dicas boas, além de explicar de um jeito muito dinâmico e divertido o que você precisa para cada tipo de intercâmbio. Ele coloca experiências dele nos vídeos também, o que deixa tudo muito mais pessoal.

 

  • Estudar Fora

O Estudar Fora é uma iniciativa da Fundação Estudar. O site deles é no mesmo estilo do Partiu Intercâmbio, bastante completo com todas as informações que você nem imagina que precisa. Mas o canal no Youtube deles é bem mais ativo que o do PI e eu confesso que gosto mais também. Todo mês eles fazem um compilado das bolsas de estudo que estão prestes a encerrar e sempre trazem novidades e dicas diferentes para públicos muito diversos.


Já sabe o que quer?

Uma vez que você já decidiu o que quer fazer e para onde quer ir, é interessante também procurar outros canais que, apesar de não serem especializados em intercâmbios como esses que eu citei, têm muita informação que pode lhe ser útil.

Estou falando dos diários de intercambistas por aí. Muita gente resolve registrar a experiência e dividir dicas sobre a modalidade de intercâmbio e o lugar para onde foram. Esses relatos podem ser fundamentais para você saber o que fazer em certas situações. Separei alguns diários de intercâmbio que eu acompanhei só para vocês terem uma ideia.

 

  • O intercâmbio na Disney do Igor Saringer

O Igor foi trabalhar na Disney pelo programa ICP, em que universitários de todo o mundo podem se candidatar para passar uma temporada trabalhando e morando na Disney. O mais legal desse intercâmbio é que, por ser remunerado, ele praticamente se paga.

  • O intercâmbio na Alemanha do Ícaro Molinari

O Ícaro foi fazer um intercâmbio de um ano na Alemanha e, em seus vídeos, ele explica bastante como é a vida por lá e mostra vários costumes alemães bem diferentes dos nossos. Além de dar algumas dicas sobre como conseguir o mesmo tipo de programa que ele.

 

  • O intercâmbio no Canadá da Gabbie Fadel

Esse é o mais antigo da lista. A Gabbie foi pro Canadá em 2012, mas foi um diário muito importante para mim já que foi o primeiro que eu acompanhei e o que me despertou essa vontade de estudar fora também. Ela foi fazer um curso de idiomas no Canadá e ficou numa Hostfamily. É bem bacana acompanhar a experiência da Gabbie durante os meses que ela passou por lá.

 

  • O intercâmbio na Broadway da Gabriella Adami

A Gabriela Adami é uma amiga que se formou na escola de dança alguns anos antes de mim. Ela está voltando (agora em setembro) de um intercâmbio nos estúdios de dança da Broadway, em Nova York. Ela registrou tudo num diário super legal e deu várias dicas para quem quer fazer o mesmo tipo de intercâmbio que ela ou outros!

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Onde o feminismo se aplica na sua vida?

Imagem: Pixabay

Dia desses ouvi um estranho na rua discursando sobre como o feminismo é desnecessário, radical e só quer fazer com que mulheres tenham mais direitos que homens. Eu não me meti na conversa em parte porque não tinha energia para aquilo no momento, parte pela boa educação que meus pais me deram. Acontece, que o que aquele estranho não sabia era que logo ao seu lado, havia alguém se sentindo poderosamente feminista naquele dia.

O feminismo está na luta, na militância? Está, sim. E ainda bem que existem mulheres incríveis dispostas a dar a cara a tapa por todas as outras. Mas o feminismo também está presente em coisas pequenas, do dia a dia.

Naquela tarde, eu vesti a roupa que eu quis, me arrumei toda, olhei no espelho e pensei “meu Deus, que mulherão da porra”. Depois eu saí, sozinha, com o meu dinheiro, encontrei com uma amiga e me diverti a tarde inteira sem dar satisfação para ninguém. Fizemos o que tivemos vontade e depois voltamos para casa. Coisa boba, nada demais, mas eu voltei no metrô (o mesmo em que encontrei o distinto senhor do início do texto) me sentindo incrivelmente livre e feliz.

E o feminismo está aí, em me olhar no espelho, vestindo a roupa que eu gosto, achar ótimo e sair sem dar atenção para o que qualquer um acha do jeito que me visto. No prazer de ter o meu próprio dinheiro e fazer dele o que eu bem entendo. Na segurança em afirmar que um relacionamento, hoje, está longe de ser prioridade na minha vida. O feminismo está nos planos e objetivos que eu traço para mim. No entendimento de que eu sou a pessoa mais importante da minha vida, mesmo. No fato de que agora eu estou postando esse texto e falando sobre esse assunto num espaço que é meu e ninguém tem nada com isso.

O feminismo está na liberdade. Em, finalmente, poder afirmar sem medo que sou apaixonada por mim. Em ponderar as situações e tomar, eu mesma, as decisões importantes da minha vida. O feminismo está na minha avó, que vai me matar quando ler isso, mas, sem tomar consciência, é um dos maiores exemplos feministas da minha vida. Uma mulher que criou três filhos sozinha, que apanhou muito da vida e que hoje, aos 71 anos, é livre, ativa e faz de si o que bem entende.

O feminismo é fundamental e nos permite tomar as rédeas de nossas próprias vidas. Nos faz entender que somos capazes de qualquer coisa. Nos permite acreditar em nós mesmas. E talvez isso incomode; mulheres se unindo, se espelhando umas nas outras para chegarem aonde tiverem vontade. E justamente porque ainda incomoda é que precisamos mais dele. Por causa do feminismo, hoje, eu sei exatamente o que quero da minha vida e luto por isso. Porque eu sei que posso e consigo.

Bruna Paiva

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