Mãe de si

 

Dentro de mim ela ainda vive

“Meu único tesouro”.

Filha a quem me sinto obrigada a proteger.

Filha frágil, doce, sonhadora

Adolescente.

Que me olha pelo espelho perguntando quanto tempo ainda falta para “ficar tudo bem”.

Que me encara desolada enquanto a água esquenta e eu, frustrada, digo que não sei. Mas prometo que ainda vai.

Uma filha que o tempo já tentou enterrar. Mas não se foi porque seus sonhos continuam vivos. E eu cuido. Por mais que esse corpo canse é por ela que ele continua. “Eu sou grande, fico acordada até mais tarde”.

É por ela que eu enxugo as lágrimas e prometo no espelho “eu vou te dar a vida que você sonhou. A vida que você merece.”

 

Bruna Paiva

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Se você ama alguém, diga!

“Se você ama alguém, diga. Mesmo que você tenha medo de não ser a coisa certa a fazer. Mesmo com medo dos problemas que isso pode te causar. Ainda que com medo que isso acabe com a sua vida, diga. Diga em voz alta e viva a partir daí.”

Essa é uma das últimas falas do Mark Sloan em Grey’s Anatomy. E, de longe, uma das minhas preferidas dentre as 14 temporadas da série; talvez pela verdadeira dor com que é dita. Mark está morrendo quando fala isso. Ele sabe que está morrendo e acabou de perder a mulher que mais amava na vida. Mas, meio por medo, meio por orgulho, não disse isso a ela até que ambos estivessem numa situação trágica. E é por isso que essa fala me toca tanto.

Eu sempre senti demais. Sempre fui de me apaixonar, de me entregar ao que eu sentia. Ao mesmo tempo, eu sempre tive medo de falar sobre isso, de assumir o que se passava na minha cabeça e ter que lidar com as consequências. Medo de passar vergonha, de perder a amizade, de me apegar, de assumir para mim mesma o que sentia. Medo da falta de reciprocidade, de me decepcionar, de sofrer. Porque eu sempre soube o quanto isso tudo doía.

Até que um dia eu me percebi completamente apaixonada por um amigo. Contando os minutos para encontrá-lo, hipnotizada por aquele sorriso, estudando e tentando decifrar cada ação dele. Eu não dizia o que estava sentindo, como todas as outras vezes em que me apaixonei antes. Mas, em algum momento, me cansei da incerteza. Do esgotamento que eu mesma me provocava ao tentar ler a mente dele, tentar sempre encontrar algo que me mostrasse se ele queria ou não. Pela primeira vez, me esgotei de não conseguir pensar em outra coisa, de fantasiar demais e viver de menos.

Coincidentemente, assisti de novo ao filme “Compramos um zoológico” na mesma época. E acabei me atentando para uma fala que nunca havia me chamado atenção.

“Às vezes, tudo que você precisa são 20 segundos de uma coragem constrangedora e eu prometo que algo bom vai acontecer.”

Essa frase rodeou em minha cabeça por algum tempo até a coragem constrangedora dar as caras de fato. Chamei o menino para conversar e ele confessou não ter o menor interesse em mim. É claro que, na hora, fiquei mal, mas não posso dizer que meus 20 segundos foram em vão. Foi ali que eu aprendi que ser honesto com o que você sente ou pensa é sempre o melhor caminho, ainda que com aquele medo avassalador que o Mark citou. Desde aquele dia, os 20 segundos de coragem continuam sendo minha maior estratégia.

Lidar com as consequências faz parte. O que eu não consigo é lidar com os “e ses” da vida. Falar abertamente sobre o que você sente por alguém é libertador. É claro que já me dei muito mal por expor o que eu sentia, já me decepcionei muito. Mas nunca me arrependi de falar. Porque tudo vira experiência nessa vida, vira história para contar. E o sofrimento uma hora passa, mas a especulação sobre o que teria acontecido se tivesse tido coragem, essa te corrói para o resto da vida.

Agir com a razão faz bem, é óbvio. Mas há momentos em que a gente precisa deixar o coração tomar a palavra. Porque ser racional demais pode te custar mais caro do que deveria.

Então, diga. Se você ama, diga. Se não ama, informe. Não está feliz com as coisas do jeito que estão? Diga! Fale sobre o que você sente. Confesse seus desejos. Diga com vontade, com verdade e então viva a partir daí.

 

Bruna Paiva

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Lembrança

Fim de manhã.

Arrumo os papéis espalhados na mesa da cozinha enquanto tento te expulsar da minha mente. Nunca mais te disse uma palavra.

Mas as que eu deveria ter dito ecoam na minha cabeça dia sim, dia não.

 

Me encosto na parede e choro até o chão, feito cena de novela.

Na lembrança, tua boca roça meu pescoço

sem que eu desconfie das mentiras que ela me conta.

 

Saio dali e pego um táxi até a praia.

Sento na areia, fecho os olhos deixando que o sol me cegue

e me livre dessa mania de me torturar

com a vaga lembrança do sabor do teu amor.

 

Bruna Paiva

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Cine Outside Rio: um evento INCRÍVEL que você não pode perder!

Você já foi num cinema ao ar livre?

O Cine Outside Rio é um evento super legal de cinema ao ar livre que vai rolar nesse fim de semana na zona portuária do Rio. O evento tem a proposta linda de promover o estímulo à cultura cinematográfica e tratar de assuntos importantíssimos como violência, homofobia, abuso sexual, preconceito e racismo.

 

A ideia é exibir cinema amador de uma forma inovadora. Os filmes apresentados são curtas de jovens cineastas que, junto com a organização do evento, aprimoraram seus trabalhos e propõe uma maior visibilidade para seus projetos.

Além dos curtas e da maravilhosa ideia de passar os filmes numa tela ao ar livre, o Cine Outside Rio também contará com  uma feira gastronômica gourmet. E, o melhor, para entrar, só é preciso levar 1kg de alimento não perecível. Ou seja, não dá pra perder, né?

O evento acontece no próximo domingo (12/11) às 18h.

Endereço: Avenida Professor Pereira Reis, 50. – Santo Cristo – Rio de Janeiro.

(O local fica bem próximo à rodoviária Novo Rio, ao lado do Hotel Ibis e da Secretaria de Educação. Dá para ir de VLT e saltar na estação Pereira Reis)

OBS: Quem quiser ir de carro e estacionar por lá pode comprar os combos pré-evento. 2 pipocas + estacionamento= 20 reais!

Mais informações vocês encontram na página do Cine Outside Rio, no Facebook.

 

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Por que ninguém respeita término de amizade?

A maior decepção da minha vida foi com uma amizade. O trauma dos traumas. O baque que acabou construindo muito do que sou e quero para a minha vida hoje. Foi a mais profunda experiência de amizade que já tive e, ao mesmo tempo, a mais dura lição que a vida me deu.

Mas o que eu quero discutir com esse texto não é o quanto uma amizade pode ser traumática na vida de alguém. A questão é que, quando eu saí daquela relação que me fez mal de tantas maneiras, pouca gente me apoiou. O que eu mais ouvi na época foi “larga de besteira, vocês são amigas há tanto tempo”, “você não pode simplesmente romper uma amizade dessa”, “para com a palhaçada. Dá um abraço nela, façam as pazes”.

Eu estava mal. Abrindo mão de uma relação extremamente importante porque se tornou insustentável. Queria ficar sozinha, passar por aquele luto sem dar satisfações a ninguém. Mas não é bem assim que a coisa funciona na sociedade.

Quando você termina um namoro ou casamento de seis anos, as pessoas fofocam, perguntam, mas no fundo respeitam. Ninguém vai falar “para de besteira e dá um beijo que vocês são lindos juntos”. Entretanto, se você termina com uma amizade de seis anos, poucas são as pessoas que respeitam a decisão no primeiro momento. Demorei meses para fazer minha família entender que não era só uma briguinha. Os amigos em comum levaram mais de um ano.

As pessoas não respeitam términos de amizades porque não encaram esse tipo de relacionamento da mesma forma que os amorosos. Acontece que elas são tão ou mais importantes que namoros. O processo de convencer todos à sua volta de que não há chance daquela relação voltar ao que foi é extremamente doloroso e cansativo. Estende o sofrimento dos envolvidos, uma vez que o assunto nunca é deixado de lado por aqueles que nada têm a ver com a história.

É como quando você rala o joelho e toda vez que começa a cicatrizar, alguém arranca a casquinha do machucado. Sofrimento contínuo. Você não encontra espaço para superar aquela dor. E é difícil lidar com ela sozinha e enfrentar todo mundo, sabendo que tomou a decisão certa. Sempre vai ter alguém perguntando, mesmo com o passar do tempo; reavivando aquela memória na sua cabeça, por mais que você queira esquecer.

Mas por que as pessoas não tomam conta de suas próprias vidas? É desgastante ter que estar sempre reexplicando seus motivos. E, às vezes, você não quer explicar nada para ninguém, simplesmente por não ser obrigada. A gente precisa parar de encarar apenas relacionamentos amorosos com seriedade. Amizade é um sentimento sério e sagrado, tanto quanto qualquer laço de amor. E os términos são igualmente dolorosos para quem está envolvido. Quando acontece, tudo que precisamos é de apoio e ajuda para abstrair a cabeça e seguir em frente com a nossa vida. Gente perguntando, mandando indiretas e diminuindo a situação só piora tudo. Então, e esse é um pedido de quem já sofreu isso na pele, pelo amor de Deus, respeitem os términos dos amigos de vocês.

Bruna Paiva

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5 autoras incríveis para conhecer no Wattpad

Quem acompanha o blog sabe que, desde a época em que lancei Um Diário Para Alice, uso bastante o Wattpad.

Pra quem não conhece, o Wattpad é uma plataforma sensacional onde a gente pode postar livros e histórias inéditas e ainda interagir com os leitores. É uma experiência ótima tanto para quem escreve quanto para quem lê. Mas como há um volume muito grande de obras lá dentro, às vezes a gente fica meio perdida sem saber por onde começar.

Por isso, hoje eu trouxe uma lista com dica de 5 autoras para ler no Wattpad. São meninas incríveis, com ótimas histórias para contar. Além delas, é claro, o meu Um Diário Para Alice também está disponível lá para quem ainda não conhece!

Eu conheci a Maíra no evento Mulheres Que Escrevem, em agosto. Amei a forma como ela se colocou no debate e acabei procurando pelo livro que ela comentou que estava postando no Wattpad.

“Quase sem querer” conta a história de Liana, uma adolescente que perdeu o pai num acidente há alguns anos e que agora, morando com a mãe tem uma vida bem normal e monótona. Tudo muda quando de repente a mãe dela resolve se mudar para a casa do novo namorado, levando a filha. Liana muda de casa, cidade, escola, rotina e ainda odeia o filho do novo padrasto. A menina passa a se sentir extremamente deslocada e precisa lidar com toda a confusão em sua mente.

Eu amei a forma como a Maíra constrói a personagem. Uma menina de 16 anos extremamente forte, feminista e que sonha alto. O texto é uma delícia de ler e eu acompanho de verdade. Doida para saber onde vai dar essa história.

A Maíra também escreve no Medium e mantém o blog www.mairacomacento.com.br

 

 

A Clara tem uma longa estrada, no Wattpad e fora dele. Mocassins e All Stars foi seu primeiro livro físico publicado e desde então ela já publicou 8 obras no Wattpad entre contos e livros de ficção adolescente. Todos têm premissas incríveis e um texto gostoso de ler, fora que ela foi vencedora do Prêmio Wattys 2015 e do de 2016.

Clara mantém o site www.clarasavelli.com e é mega ativa nas redes sociais!

 

A Thaís é minha amiga. Nós fazemos faculdade juntas desde o ano passado, mas demoramos um bom tempo para descobrir que a gente tinha trajetórias parecidas. A Thaís tem um conto publicado pela mesma editora que eu, a Andross, e mantém a série Renegados no Wattpad.

Renegados é uma ficção científica distópica incrível que conta a história de Daniel, um jovem que não quer ceder suas memórias como preço do alistamento obrigatório à Militância, e Mariane, que perdeu os pais para os Militantes e agora se vê diante do dilema de ser obrigada a se tornar uma. A Thaís escreve super bem e a gente fica ansiosa querendo saber o que vai acontecer com os personagens.

Thaís também já tem publicado pela Multifoco o livro Shine Moon e mantém o blog rascunhosaraujo.blogspot.com.br

 

 

A Lycia Barros já é escritora há um bom tempo e tem 11 livros publicados, inclusive por grandes editoras. O seu primeiro romance está sendo adaptado para o cinema. No Wattpad ela tem quatro histórias publicadas, sendo algumas somente para degustação. Eu conheci pelo livro “Perdido sem você”, que traz uma história que diverte e ao mesmo tempo é bastante sensível. Dante é um menino que sempre foi super focado e espiritualizado. Mas as coisas começam a se abalar quando sua banda passa a fazer muito sucesso no país inteiro.

Lycia mantém o site www.lyciabarros.com e é super ativa em suas redes sociais.

 

A Mariana eu conheci pelo livro “Orleans”  que traz a história de uma jovem que trabalha numa livraria e tem um cliente que, pelo interesse constante nas obras de Shakespear, chama de Próspero. É uma história leve, divertida e que dá vontade de não parar de ler.

A Mariana já tem outros livros físicos publicados e mantém a página dela no Facebook https://www.facebook.com/autoraMarianaCamara

 

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Papel

Permita que eu abuse de sua boa vontade.

Que eu derrame sobre ti toda a angústia de ser quem sou

E a impotência de amar quem amo.

 

Me conceda essa sua paciência

Que me é assustadoramente necessária.

Porque no fundo sou eu a tua escrava,

“meu tão certo secretário”.

Sou eu quem te preciso e não você quem me serve.

Te atormento com a minha agonia

Que é para não terminar afogada.

E não há remédio mais eficaz para o vazio estranho que me consome.

 

Desafogo a caneta e deixo a marca da minha dor

Porque sei que, enquanto houver tinta, você me permitirá.

Sempre em branco, paciente, à disposição.

 

Bruna Paiva

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Pequena eternidade

Coloco minhas pernas por cima das suas enquanto fazemos o caminho de volta, na poltrona falsamente aconchegante daquele ônibus abafado. Dividimos um fone de ouvido, o braço roçando no meu. Conversamos de muito perto e eu rio de tudo que ele fala. Não é possível que não perceba; mas finge que não.

Chegamos. Duas horas para matar. “Vamos à praia?”. Sol quente, vento frio e o cheiro do perfume que me invade os pulmões sem consentimento. Sentamos na areia e discutimos amenidades. Estudo cada ação e ele não parece disposto a tomar qualquer atitude. “O que você queria me dizer naquele dia?”. Xeque Matte. Agora ou nunca mais. Mas me demoro ponderando as consequências.

Bonita aquela criança, mal segurada pela mãe. Pego a areia nas mãos e deixo escorrer pelos dedos. Me arrependo no segundo seguinte por não ter onde limpar. Respiro fundo e digo. É melhor se arrepender de um ato feito do que da tortura de um “e se”.

“Eu nunca tinha percebido”, sonso. Nós dois sabemos que ele está mentindo, mas não falamos nada. “Minha vida é complicada, não quero magoar você”. O mesmo escape de sempre. Nunca boa o suficiente para mudar o discurso de ninguém.

Me sinto frustrada. Constrangida talvez seja a melhor palavra. Mas mantenho a leveza. Sorrindo, fazendo piada, apesar do estranho vazio queimando no peito. Take a sad song and make it better. Deito e encaro o céu. Não vai cair. Controlo a respiração enquanto voltamos a falar nada com nada.

Ele passa a mão no meu cabelo e brinca olhando para o mar. Nem um pouco abalado pelo que acabou de acontecer. Um casal tira fotos com balões no outro lado da praia. Fico enjoada. Apaixonados demais. Estáveis demais.

Enquanto os encaro ele me beija de surpresa. Me assusto mas não me afasto. Talvez devesse. Mas beijo de volta. Tonta, perdida. “O mundo gira devagar”. Chego mais perto e gravo cada detalhe. Sinto tudo o que posso e não devia.

No final do beijo, sorrio. Ele passa os braços em volta de mim e, apesar de saber que é um erro, me permito sentir a segurança. Relaxo em seu abraço obrigando a cabeça a entender que aquilo não quer dizer nada. Para ele. Não entendo bem por que me beijou, mas sei que não foi pelo mesmo motivo que beijei de volta.

Não posso me envolver, mas aperto os braços em volta dele. Sinto que aquele momento nunca mais vai se repetir. E é por isso que eu registro. Cada segundo.

 

Bruna Paiva

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3 filmes nacionais para recuperar a fé no amor

Quem não gosta de uma boa comédia romântica? Daquelas que a gente termina de assistir acreditando que o amor existe de verdade e, em algum momento vai acontecer com a gente também… Se você está precisando renovar essa fé no sentimento, hoje eu trouxe uma dica de três ótimos filmes nacionais que com certeza vão te fazer suspirar.

 

  • Amor.com

Essa comédia tem como protagonista a atriz Isis Valverde e o ator Gil Coelho. Katrina é uma blogueira de moda extremamente bombada no Youtube, enquanto Fernando é técnico em informática e tem um canal de videogame que não faz tanto sucesso. Os dois se conhecem numa situação um tanto constrangedora e acabam se apaixonando. O problema começa quando o romance deles ganha uma dimensão absurda na internet. Um filme que fala sobre relacionamentos atuais e a exposição das celebridades na internet. Até que ponto é saudável viver da própria imagem? A história é divertida, mas provoca reflexão; e não tem como não torcer pelo casal.  O longa ainda traz nomes como Joaquim Lopes, João Côrtes, Alexandra Ritcher e César Cardadeiro.

 

  • Entre Idas e Vindas

Quatro amigas, um trailer e uma despedida de solteira. Era para ser uma viagem incrível. Mas a noiva descobre que foi traída. No meio do caminho, as viajantes encontram um pai e um filho precisando de carona na estrada. E o que era simplesmente uma ajuda acaba transformando a viagem numa aventura carregada de drama, paixão e transformações pessoais.  O filme, que traz nomes como Ingrid Guimarães, Fábio Assunção e Alice Braga, é leve, apesar de não ser uma comédia. Um drama bonitinho, que diverte e faz a gente repensar o amor.

 

  • Um namorado para minha mulher

O título do filme pode não parecer muito romântico. Mas é justamente da falda do romantismo que o casal Chico e Nena percebe que o amor é maior. Quando o casamento chega a uma fase em que Chico não aguenta mais a esposa, ele tem a brilhante ideia de contratar um amante profissional para seduzir a esposa (e ter um motivo plausível para pedir o divórcio). A sequência de coisas que acontece em consequência disso é engraçada e bonita demais para não te convencer de que o amor é real. O filme é protagonizado por Ingrid Guimarães, Caco Ciocler e Domingos Montagner.

 

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Mascarada

“Oi! Tá tudo bem?”

Não. Não tem nada bem. Nada mesmo. Tá tudo o oposto de bem. Tudo meio esquisito, estranho, cansativo, sufocante e eu não sei nem te dizer quando foi a última vez que esteve bem de verdade. Minha cabeça tem estado uma loucura, uma bagunça que já não dá mais para organizar. Estou confusa, insegura, perdida, carente, sozinha, impaciente. Sem certezas, mas sem dúvidas também. Tá tudo muito louco e eu não consigo encontrar um porquê.  Não sei pra onde vou, nem o que eu quero, ou com quem. Não sei dizer se esse vazio é de fome no estômago ou de tristeza na alma. Tenho me sentido desnecessária, desimportante como se o mundo fosse uma festa em que eu entrei de penetra. Choro todo dia sentada no chão frio enquanto a água quente espanca minhas costas. Tenho medo de tudo, não confio em ninguém. Estou exausta, fraca. Física e emocionalmente. E, por mais que eu durma o tempo inteiro, continuo desgastada. Acordo cansada todos os dias, com a cabeça quase mergulhada em gelatina, lenta, devagar, mas ao mesmo tempo muito acelerada. Pensando em absolutamente tudo e não conseguindo focar em nada. E eu não aguento mais viver assim. Mas não é nada disso que você quer ouvir.

“Tá. Tá tudo bem.”

 

Bruna Paiva

 

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