Robocop: até onde podemos trocar o homem pela máquina?

robo

No último fim de semana fui assistir com meus pais a remontagem de um filme que eles viram quando adolescentes. Um policial que depois de quase morto é transformado num “robô humano”. RoboCop, lançado originalmente em 1987,  é um dos clássicos de super-heróis criados pelo cinema americano nos anos 80.

No remake lançado no último dia 21 de fevereiro os efeitos especiais impressionam, mas duas outras coisas também me chamaram a atenção. A primeira me deu orgulho de ser brasileira. A outra me fez refletir sobre o ser humano.

O filme de Hollywood  super produzido e com toda a pinta futurista foi dirigido por um brasileiro. José Padilha, o diretor dos filmes “Tropa de Elite” 1 e 2, foi convidado para dirigir a refilmagem de RoboCop, e o fez genialmente.  Na última cena ele escancara na ironia ao colocar um renomado ator americano (Samuel L.  Jackson)  discursando sobre como os norte-americanos se acham superiores ao mundo.

Padilha mostrou talento e fez questão de levar sua equipe de direção brasileira consigo. A única coisa da qual senti falta foi um ator brasileiro no elenco. Se ele teve a liberdade de levar sua equipe para dirigir o filme, podia também ter escalado um de nossos talentosos atores para enriquecer o elenco de peso.

A história do homem que perde seu corpo e é transformado  em um “robô humano” me fez refletir. A vida do policial Alex Murphy é salva depois de um atentado. Uma equipe de médicos e pesquisadores o transforma numa espécie de homem-máquina. Porém, Não conseguem eliminar totalmente seus sentimentos. Esse é o grande dilema do filme. Máquinas têm que executar tarefas sem questionamentos.

De certa forma, Alex ainda é humano e essa humanidade que lhe sobra faz com que ele não seja somente uma pilha de ferro que cumpre ordens mecanicamente. Minha reflexão veio daí. Até que ponto podemos substituir um ser humano por uma máquina? E será que realmente queremos que os homens se comportem como máquinas e vice-versa?

No caso do policial que virou um semi-robô não houve uma completa substituição. Seu corpo era uma máquina controlada por computadores, mas sua humanidade continuou com ele.

Alex conseguiu driblar a tecnologia com seus sentimentos. Mostrou que máquinas são apenas máquinas. “Seres” inanimados, que ajudam muito, mas que não conseguem substituir ou reproduzir  a parte humana que existe em cada um de nós.

Bruna Paiva

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