Meu professor de Química merecia um super-homem na sala

Nos meus tempos de escola nunca fui o mais engraçadinho da sala, mas já dei minhas cacetadas, ou trolladas como vocês dizem hoje. Lembro o dia em que fui suspenso porque espalhei barbantinho cheiroso no ar-condicionado central do ensino médio; e do dia em que fui esculachado por um professor durante as correções de uma uma prova de Química. Para não deixar uma questão em branco, inventei uma resposta criativa sobre a vida solitária que os elétrons levavam. O professor, sem o menor senso de humor, se sentiu ofendido. Mas recentemente descobri um video no You Tube que deu inveja: o trote do super-homem.

O video em si não é novo. Mas a ideia é genial e merece algumas considerações. É o tipo de sacanagem que pode ter consequências desastrosas, principalmente quando se estuda em um colégio muito conservador, como era o meu. Mas eu tinha professores que mereciam. Todo mundo tem aquele professor que se acha, que gosta de tocar o terror, abarrotar os alunos de matéria sem se preocupar se eles de fato estão conseguindo assimilar toda aquela massaroca de conteúdo. Pois se eu pudesse voltar no tempo, com certeza daria uma de super-homem na sala.E a vítima que escolheria certamente seria meu ex-professor de Química.

Até hoje fico me perguntando de que valeu ficar desenhando cadeias de carbono e montando nomezinhos complicados com sufixos eto, ato, ídrico…Ainda guardo sequelas daquela lavagem cerebral e volta e meia me pego recitando maluquices como “bico de pato, formoso periquito,mosquito teimoso…”. Fórmulas de decoreba ensinadas com entusiasmo pelo professor de Química. Fico imaginando a cara daquele mala quando eu levantasse berrando no meio de sua aula, entre um peróxido e um hidrocarboneto, e saísse voando por entre as carteiras, com minha exuberante capa vermelha, para defender o mundo de alguma injustiça.

Depois de sair voando pela sala, o professor poderia reagir mal ou bem. No meu caso, certamente a resposta seria a pior possível. O cara era muito mal humorado. Por isso eu manteria um colega filmando a sua reação quando, ainda encarnado em super-heroi, eu retornasse triunfante para a sala. O ataque de pelanca do professor seria a cereja no bolo para o video que postaria nas redes sociais. Em tempos de celebridades instantâneas e de culto a videos babacas na internet, não tenho dúvidas de que ficaria famoso. Seria convidado a dar entrevistas, ganharia fãs querendo testar meus superpoderes e, com um pouco de sorte, ainda receberia uma suspensão para curtir a fama em sua plenitude.

O melhor de tudo é que equilibraria o jogo de sequelas. Já que não me livro dos tenebrosos macetes para ato, eto,,oso… O causador desse mal também teria uma lembrança minha pelo resto de sua vida. Viva o super-homem!

 

Por JMC para Adolescente Demais

 

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