Meu IPhone, minha vida

Imagem: Reprodução

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Estou pra ver um adolescente que não goste de ter o mundo nas mãos como o século XXI tem nos proporcionado. De repente, todos os artefatos que meus pais viram começar, cada um com sua função, foram substituídos por um único e pequeno aparelho.

Os Smartphones estão nas mãos de todos, e a invenção da minha época contagia também as gerações anteriores. Minha avó de 69 anos não larga o aparelho desde que descobriu que pode perguntar o que quiser pra ele e obterá sua resposta clara e rapidamente.

Há algum tempo, eu achei um saco quando meus pais resolveram que era absolutamente proibido usar o celular à mesa, durante as refeições. Mas juro que de um tempo para cá tenho começado a entendê-los.

Já tentou conversar com alguém que não tira o olho do telefone? É insuportável. Ok, ok, não sejamos hipócritas, Bruna… É óbvio que já fiz e ainda faço muito isso. Mas o que andei percebendo é que minha geração carrega consigo uma síndrome do “meu Iphone, minha vida”.

E essa frase é literal. Duvida? Pergunte a jovens entre 12 e 25 anos (a faixa etária é maior, mas vamos nos restringir a essa) qual a importância que o celular tem em suas vidas. Eu garanto que, pensando muito pequeno, pelo menos 80%das respostas (e eu me incluo no percentual) serão “minha vida está aqui dentro”. Você com certeza já ouviu, ou pronunciou, essa frase.

O que me preocupa é que as pessoas realmente acreditam que sua vida está toda dentro do smartphone. Caramba, eu também sou louca por tecnologia, twitter é meu maior vício, snapchat, nem se fala, whatsapp é 24 horas e, quando eu não tenho o que fazer, passo horas no Youtube. Mas realmente acho que vale muito mais a pena sair com seus amigos pra jogar conversa fora do que fazer isso por mensagem de texto.

Minha mãe vive falando que minha geração não sabe dar telefonema. E é verdade. Preferimos escrever pequenas mensagens e esperar horas até sermos respondidos a ligar e ter a resposta imediata.

Olho no olho não tem preço e conversa virtual não substitui convivência. O melhor momento de um passeio ou um encontro não pode ser aquele em que a gente resolve tirar uma “selfie” para postar.

É ótimo saber que o mundo hoje cabe no bolso da minha calça jeans. Mas também seria legal poder conversar com um amigo sem que ele cheque o que há de novo na internet a cada cinco minutos.

Não é possível que tenhamos regredido tanto a ponto de realmente acreditar que nossas vidas estão dentro de nossos celulares. Se o “meu Iphone, minha vida” é o presente da minha geração, eu sinceramente tenho medo do que ainda vem por aí…

Bruna Paiva

 

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