Eu Vou Levar Comigo

1512532_1452811571613420_1858010343_nPor mais dramático que isso soe, precisei reunir forças para passar para o papel o que estou sentindo neste momento.

Há cinco anos conheci quatro meninos: Pedro Lucas, Thomas Alexander, Lucas Henrique e Pedro Gabriel. Já falei sobre eles aqui no blog. A primeira impressão que tive dos quatro foi: “é só um bando de viadinhos coloridos”. Até que, no fim de 2010, durante um festival, assisti a um show dos tais coloridos. Me apaixonei e paguei a língua.

Dali em diante, vivi experiências inesquecíveis por consequência do meu fanatismo pela banda. No mês seguinte já era dona de um dos milhares de fã-clubes dedicados a eles no Twitter. Fiz amizades por causa do quarteto, algumas que carrego até hoje. Agíamos realmente como uma grande família. Sabia o nome do segurança, fotógrafo, mãe, pai, tia, e até o do cabeleireiro da banda.

Saí correndo da escola para a Barra da Tijuca para ter a oportunidade de abraçar meus ídolos. Passei incansáveis horas de pé em filas na porta de casas de shows. Virei noites votando e assistindo a premiações. Comemorei cada aniversário dos integrantes. Fiz minha mãe preparar um bolo, que eu não comi, num quatro de abril e gritei Pe Lanza no parabéns do aniversário do meu irmão.

Gastei toda a minha mesada em pôsteres, CD’s, revistas, camisetas, DVD’s, livros… Chorei de felicidade ao abraçar meu amado Pedro Lucas pela primeira vez enquanto ele dizia “para de chorar linda, se não eu choro também”. Pulei eufórica dentro de casa quando tive minha mensagem escolhida para aparecer no “Almanaque Restart”.

Implorei e fiz muitos beicinhos para que meus pais liberassem grana de dois em dois meses para os shows. Fiz faixa com a mensagem: “De um tempo pra cá só importam sete letras: RESTART” e pendurei no show. Apareci no jornal pagando de fã maluca e na televisão gritando “Restart, eu te amo!”

Estava sempre lá na grade, do lado esquerdo do palco, bem de frente ao Pe Lu. Uma vez, me embrenhei numa briga com mais 10 meninas para conseguir um pedacinho da toalha que enxugou o suor dele. Tenho o pedaço de pano guardado até hoje. Sonhei em ser a garota Esse Amor Em Mim, e essa ficou só no sonho mesmo. Lembro-me de cada polêmica. De quando o Lanza foi atingido por uma pedra durante um show. E as incontáveis brigas que eu arrumei com quem quer que falasse mal dos meus ídolos.

Fui a uma entrevista de auditório e acabei sendo a escolhida para pedir uma música. Escolhi “Eu Pedi Você”. Participei de concursos para conhecê-los, nunca ganhei nenhum. Colecionei os bonequinhos de plástico que agora estão olhando para mim. Colori meu armário: calças de todas as cores.

Vi os meninos tornando-se homens, lotando casas de shows no Brasil e fora do país. Não havia um fim de semana em que eles não aparecessem na TV. Vi quando deixaram as cores de lado. Vi quando a banda assinou um contrato de televisão e começou a comandar um programa chato pra caramba. Confesse fã: você também não assistia.

Vi quando as brigas começaram, e quando cresceram a ponto de o público perceber. Vi a, até então unida, Família Restart se destruindo pouco a pouco, deixando de gostar da banda, tomando partido em brigas, ofendendo namoradas e outras fãs. Senti o baque de quando os shows não aconteciam mais de dois em dois meses. Fiquei dois anos sem ver meus ídolos.

Em 2014, fui a um show na Lapa. E só então a ficha caiu. A banda, minha tão amada banda preferida, que lotava casas de shows gigantes não lotou um show para 200 pessoas. Doeu falar com os integrantes e perceber um deles bêbado e outro visivelmente alterado  logo antes do show.

Doeu quando as músicas pararam de tocar nas rádios e quando percebi que não eram mais os mesmos. Mas o que doeu mais ainda foi quando, no dia do fã(17/03), recebi a notícia. A Restart chega oficialmente ao fim. Chorei quando li, estou chorando mais agora.

A banda que me acompanhou durante toda a adolescência e pela qual tenho um carinho imensurável acabou. É estranho saber que eles vão deixar pra trás algo que eu nunca vou esquecer.

Precisei escrever esse texto para desabafar. Meus ídolos diziam que a Restart só acabaria quando o coração da última fã parasse de bater, eu os prometi que ficaria até lá. Costumo cumprir minhas promessas. Não sei se algum deles vai ler isso aqui, mas, de qualquer forma quero que saibam:

Agi como uma Menina Estranha durante alguns anos. E, na minha adolescência, Meu Mundo eram vocês. Não acho que algo vá ser capaz de mudar Esse Amor Em Mim algum dia, afinal foi com cada um de vocês que eu idealizei meu Final Feliz.

Ao Teu Lado, Restart, vivi momentos que hoje são apenas Lembranças, mas que vão estar sempre na memória como parte do Meu Melhor. E para sempre, no fundo do meu coração eu vou guardar as histórias Sobre Eu E Vocês. Talvez um dia, quem sabe, vocês decidam Recomeçar. Posso dizer que com certeza estarei lá e Vou Cantar a toda voz como fazia aos treze anos. É triste ter que dizer Bye Bye, ainda que eu saiba que em meu coração Nunca Vai Ter Fim.

Quero apenas que fiquem cientes, Pe Lu, Pe Lanza, Koba e Thomas, de que vocês foram e ainda são absurdamente importantes em minha vida. Deixo aqui o meu muito obrigada, por terem sido os melhores ídolos que poderiam tem sido. Vocês quatro, para toda a eternidade, eu vou Levar Comigo.

Bruna Paiva

 

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