King Edgar Hotel: o livro de horror onde os meus medos se revelam

Livrosempauta

Entre os amigos e escritores Lara Luft e Alfer Medeiros

 

Quando recebi um e-mail dos organizadores Lara Luft e Alfer Medeiros me convidando para participar de uma antologia de terror, minha primeira reação foi: “é claro que não vou participar”

Sabe aquela pessoa que, a partir do momento em que vê qualquer coisa que envolva o sobrenatural, passa tempos sem conseguir ficar sozinha à noite? Prazer, eu.

Por aí dá para entender o porquê de eu não querer participar da antologia, né? Estava planejando participar do livro que reuniria contos de amor… Entretanto, um pequeno detalhe me fez pensar melhor. A coletânea de terror teria apenas autores veteranos da Editora Andross. E eu havia sido convidada.

Juro que esse foi o meu maior incentivo naquele momento. Não queria ser “a excluída” do grupo dos veteranos simplesmente porque “terror não é a minha praia”. Mandei um e-mail explicando que, apesar de não me dar muito bem com o gênero, ia me aventurar na antologia King Edgar Hotel. A resposta que recebi foi ainda mais incentivadora. Alfer me disse: “é nos desafios que crescemos”.

Acho que participar dessa antologia realmente foi um dos maiores desafios que já tive que enfrentar. Como escrever tendo medo do que você cria? Foi muito difícil. Para vocês terem ideia, não conseguia tocar no conto depois das 19h ou se estivesse sozinha em casa.

Mas no fim compensou. Depois de muitas versões, revisões e incontáveis releituras, fiquei satisfeita e mandei o conto para os organizadores. Fui aceita! E tenho certeza que aprendi muito com a experiência.

No dia 30/05  estive em São Paulo na 5ª edição do Livros Em Pauta,  para o lançamento da antologia. E no evento eu confirmei que havia feito a coisa certa. Amei o livro, ficou lindo! O clima entre os participantes do King Edgar Hotel era incrível. Além de tudo, fui surpreendida pelos elogios de Alfer ao meu conto, ele me deu os parabéns pela “excelente estreia no horror”!

familia

Família reunida no Livros em Pauta

Por causa da minha enrolação com o conto de terror, não consegui participar na antologia romântica, organizada pelo amigo Leandro Schulai. E ele não entendeu nada quando me viu na coletânea de horror, mas deu parabéns e prometeu ler meu conto.

O evento foi muito legal e eu amei participar mais uma vez. Muito bom  encontrar dezenas de pessoas dando seus primeiros passos na carreira literária, e também poder interagir com escritores mais experientes. Encontrei o pessoal antigo, conheci gente nova e me senti muito mais em casa do que no ano passado, quando participei pela primeira vez publicando contos em outras duas coletâneas.

Na reunião com os autores, o Edson Rossato, dono da Editora Andross, aproveitou a 5ª edição do evento para anunciar algumas novidades como um prêmio literário! Todos os contos de cada antologia vão concorrer ao prêmio STRIX e eu tenho certeza que a premiação ao estilo do Oscar vai ser muito legal.  Tem uma estatueta linda para os primeiros colocados. Além do prêmio, cujos vencedores serão revelados em julho, ele anunciou que a partir de agora a Andross também vai fazer publicações independentes de autores solo.

O King Edgar Hotel me deu vontade de ler (e quem sabe escrever) mais coisas do gênero, estou devorando o livro e adorando os contos. A antologia está linda e muito assustadora! Quem quiser um exemplar autografado, pode comprar diretamente comigo ou solicitar pelo e-mail brunapaiva@adolescentedemais.com.br . O livro custa R$29,90 mais o valor do frete.

UM POUCO MAIS SOBRE O KING EDGAR HOTEL

A propbrunaosta do King Edgar Hotel era usar um hotel macabro como pano de fundo para contos de horror.  Cada um de seus quartos serviria de ambiente para um conto, histórias diferentes no mesmo lugar.  Mas o resultado ficou ainda melhor do que isso. O trabalho de cross over feito no livro é sensacional. Muitos dos contos se interligam e há personagens fixos  e ambientes comuns  a todas as histórias.  O leitor se sente em um ambiente único enquanto passeia pelas dezenas de contos.

A antologia tem 510 páginas e traz cerca de 80 contos. O meu conto se passa no quarto 39 e se chama “A bonequinha de porcelana”. Nele, uma publicitária perde o vôo de volta para casa e vai parar no King Edgar Hotel por intermédio da Companhia Aérea. Ao tentar descansar em seu quarto, ela descobre que não está sozinha. Dá medo só de lembrar…

Bruna Paiva

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5 pensamentos sobre “King Edgar Hotel: o livro de horror onde os meus medos se revelam

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