Trilogia Jogos Vorazes: Livros X Filmes

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Na semana passada, chegou aos cinemas o último filme da série Jogos Vorazes. Eu, como boa fã da série, fui assistir. Voltei querendo contar o que achei da adaptação. Entretanto, em vez de contar somente minhas impressões sobre A Esperança- parte 2, resolvi falar um pouco sobre toda a trilogia (e seus 4 filmes).

Em 2012, enquanto procurava algo para assistir no Netflix, achei Jogos Vorazes, um filme que havia saído do cinema há pouco tempo. Decidi assistir, mesmo sabendo pouco sobre a obra. A única coisa que eu sabia era “uma menina vai para guerra para proteger a irmã mais nova”. Um resumo meio distorcido e superficial do início da história.

Assisti ao filme e, obviamente, me surpreendi. Chorei feito criança me apeguei aos personagens e, enquanto os créditos subiam, tive certeza de que queria ler aquele livro. No dia seguinte cheguei ao ballet caçando minha amiga, que eu sabia ser fã da série. Ela me emprestou o livro e eu o devorei. Percebi que o filme havia omitido algumas partes e que um completava o outro. Fiquei curiosa pela continuação da história e ganhei Em Chamas de Natal. Em três meses li toda a trilogia.

Assisti as adaptações dos três últimos filmes já por dentro de tudo o que aconteceria na história. Esperando pelas minhas cenas preferidas, pelas falas marcantes e por, quem sabe, uma piedade do diretor para com as vidas de alguns dos meus personagens favoritos.

Jogos Vorazes é incrível, o filme passa a tensão do livro e te faz sofrer com os personagens, torcendo por eles. No primeiro filme, alguns detalhes foram deixados de lado e personagens simplesmente mudados. Um exemplo é o broche de tordo da Katniss. No filme, é ela mesma quem o compra no Prego. Enquanto, no livro, ele lhe é dado por uma colega de infância, filha do prefeito do Distrito 12.

Apesar disso, tem sacadas incríveis, como as cenas do Presidente Snow e dos idealizadores dos jogos. Nada disso é mostrado no livro, mas completou perfeitamente a história. É mais fácil entender a cabeça do pessoal da capital com essas cenas.

Ainda assim, meu livro preferido da série é sem dúvidas Em Chamas. Curiosamente, foi a melhor adaptação para o cinema. O filme foi incrivelmente fiel ao que Suzanne Collins escreveu. Completando a história com mais algumas das cenas na capital, sem a protagonista. Os efeitos especiais, em todos os filmes, são incríveis. Mas em Em Chamas, a recriação da arena relógio e cada uma de suas armadilhas foi simplesmente perfeita.

Outra coisa que sempre me chamou a atenção foi a escolha do elenco. Poucos são os atores que não se encaixaram perfeitamente ao personagem. Jennifer Lawrence é inteira Katniss, Sam Caflin é o próprio Finnick Oddair, Woody Harrelson foi feito para ser Haymitch e o que dizer de Elizabeth Banks como Effie Trinket?

Quando li A Esperança, confesso que fiquei meio decepcionada. Não gostei do final que foi dado à série. Se você ainda não leu, ou não assistiu, prepare-se para não gostar. Achei que o último livro não fez jus aos dois primeiros. Suzanne Collins escreveu um primeiro livro incrível e uma continuação sensacional, mas no final eu pensei “sério?! Então é assim que acaba?”

Por isso, depois de assistir a Em Chamas, nem me empolguei muito para os próximos filmes. Ainda assim, fiquei chocada quando anunciaram que o final seria dividido em duas partes. Não havia a menor necessidade de produzir dois filmes de duas horas para contar um final frustrante e meio monótono até metade do livro.

Ficou mais do que claro que o objetivo não era seguir os detalhes da história. Uma coisa é Harry Potter e as Relíquias da Morte, que era um livro intenso e cheio de acontecimentos do início ao fim. A divisão do final deu super certo. O mesmo aconteceu em Amanhecer, final da saga Crepúsculo. Havia a necessidade de dividir o final em dois para contar tudo o que acontecia da melhor forma possível, o próprio livro é dividido em três partes. Agora, em A Esperança, a divisão foi puramente comercial. Os dois primeiros filmes são muito mais intensos do que a Parte 1 do final e nem por isso foram divididos.

Apesar do claro objetivo de vender mais entradas de cinema e prolongar o lucro por um ano a mais (e do final frustrante, é claro), a adaptação foi bem parecida com o livro. Os efeitos, as mortes e a própria relação de Katniss com todo o resto do mundo foram bem retratados. Confesso que, apesar de não gostar do final da série, me emocionei quando os créditos subiram.

É estranho chegar ao fim quando você acompanhou os personagens por tanto tempo. Se você odeia o final que deram aos seus personagens preferidos, nem se fala. A questão é que acabou, e agora só veremos Katniss e companhia da maneira como já foi escrita e filmada.

Jogos Vorazes, durante toda a série, traz uma mensagem forte. E, nos tempos que estamos vivendo, talvez as pessoas devessem parar para pensar. A verdade é que o ser humano é doente e capaz de tudo pelo poder. A história se repete. É sempre a mesma coisa, em esferas diferentes, em situações diferentes, mas a base não muda. Talvez devêssemos começar a tomar cuidado para não deixar que essa sede de poder nos leve a algo parecido com Panem.

Bruna Paiva

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