Que alegria, tudo ficou bem!

Apresentacao_Bruna_059Quando a gente escolhe ser bailarina, sabe que a vida não vai ser lá tão glamorosa quanto parece. Para quem dança, o bastante nunca basta, pés esfolados são parte da rotina e a frase “não posso, tenho ensaio” se torna quase um mantra. Ainda assim, a dança vicia. A busca pela perfeição, a adrenalina correndo pelo corpo, a sensação de se estar voando, tudo isso é apaixonante.

blog2Comecei a dançar aos quatro anos de idade. Resolvi levar a dança mais a sério aos 14. Foi aí que procurei uma das mais conceituadas escolas de dança do Rio de Janeiro. No Centro de Dança Rio, evoluí pra caramba e encontrei quase uma segunda casa (na verdade, passo mais tempo por lá do que no meu lar propriamente dito). A cada dia tenho a sensação de ser um pouquinho mais bailarina de verdade.
2015 foi um ano muito difícil e extremamente pesado em todos os aspectos da minha vida. Último ano na escola, cursinho pré-vestibular, dança todo dia de 14h às 18h, indecisão na definição profissional, lesões, correria e ensaios, festivais de dança durante todo o ano, blog precisando de atenção, eventos literários…

Confesso que dei algumas (muitas) surtadas entre março e novembro. Cheguei a pensar, mais de uma vez, em largar tudo para dar conta do vestibular. E, meu Deus, ainda bem que eu desisti dessa ideia louca. Largar a dança? Onde eu estava com a cabeça?blog3

No último sábado (28-11) apresentamos o espetáculo de encerramento de 2015 no Teatro Odylo Costa Filho. Eram dois atos no espetáculo adulto: o primeiro de ballet clássico Magia Oriental, era uma festa no palácio do Sultão; o segundo, o musical Meu Casamento, inspirado em Mamma Mia da Broadway. E foi tudo tão mágico, tão incrível que eu só quero voltar para lá e viver aquele dia em looping.

Nunca havia chorado no palco. Não por pura emoção (já saí do palco chorando porque caí da pirueta, porque deu tudo errado na coreografia, bom, deixa pra lá…). Pelos ensaios, tivemos ideia de que iríamos nos emocionar. Mas da maneira que aconteceu, não mesmo. Foi simplesmente mágico, lindo, divertido. Uma delícia dançar nesse espetáculo, qualquer um via o quanto estávamos felizes em cima daquele palco. E só em pensar que ano que vem é o meu último ano, minha formatura, com minha turma mais unida do que nunca… Pois é, já voltei a chorar.Blog4

Por falar em chorar, esse foi o primeiro ano em que cantamos no musical. E que fale agora ou nunca mais aquele que não se emocionou com o nosso “Que Alegria!”. É óbvio que vou deixar um trechinho aqui no blog para vocês. Nada representa melhor o sentimento desse espetáculo do que esse vídeo.

Foi lindo, emocionante e a melhor maneira de fechar um ano tão complicado. Sim, “quase enlouquecemos”. Mas, no fim, “tudo ficou bem”. E cada ensaio, cada machucado, distensão, discussão, cada estresse, cada centavo gasto, cada lágrima derramada, cada sábado e feriado cedido para ensaios, tudo foi recompensado. Fechamos 2015 da melhor forma possível. E podem esperar porque eu e os outros 17 formandos 2016 com toda certeza “voltaremos no ano que vem”.

Bruna Paiva

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