Dias Perfeitos: perturbador e difícil de largar

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Já imaginou entrar na cabeça de um psicopata? Saber por que algumas coisas, que podem nos parecer completamente insanas, para eles fazem todo o sentido? Acompanhar o desenrolar de uma loucura justificada por pensamentos bem esquisitos? É exatamente para isso que o autor Raphael Montes te leva em Dias Perfeitos.

Téo é um jovem estudante de medicina, morador de Copacabana que não tem uma vida social lá muito ativa. Gertrudes, sua melhor amiga, é a maior prova disso. Entretanto, durante uma festa a que foi apenas para agradar sua mãe, Téo conhece Clarice. A garota é uma estudante de Artes que está escrevendo um roteiro para cinema.

Clarice é despachada e vive a vida à sua própria maneira. O que ela nem imagina é que o carinha que ela conheceu na festa vai acabar obcecado por aproximar-se dela. Essa fixação leva o futuro médico a uma sequência de ações extremas.

O que mais me intrigou em Dias Perfeitos foi que, quanto mais eu lia, mais tinha nojo do protagonista, mais achava ele louco e confesso que senti certo medo. Enquanto isso, Téo agia como se tudo fosse rotineiro e justificável. É um livro que te angustia. Te tira completamente da zona de conforto. É tão perturbador que você não consegue parar de ler.

Cheguei a fechá-lo algumas vezes pensando “não dá, esse cara é completamente louco, chega”. Dez minutos depois lá estava eu abrindo-o novamente porque “ai, meu Deus, preciso saber o que vai acontecer agora”. A narrativa é em terceira pessoa, mas só mostra o ponto de vista do protagonista. Ao mesmo tempo que você não aguenta mais a agonia de cada ação do personagem, sente a necessidade de terminar a história.

Raphael Montes é um autor carioca de 25 anos que vem tomando conta do suspense policial brasileiro. Com três livros publicados, Dias Perfeitos é o segundo, conseguiu um enorme reconhecimento na área. E não é para menos. Raphael escreve muito bem e consegue prender seu leitor. Nesse livro, é claro um profundo trabalho de pesquisa, tanto para algumas ambientações, quanto para a construção do personagem principal.

Confesso que o final da história me decepcionou um pouco. Não gostei de como as coisas se encerram. Entretanto, é um desfecho que combina perfeitamente com a loucura de toda a história e da mente de Téo. Quando terminei de ler bateu um certo medo por saber que realmente existem pessoas tão doentes quanto o personagem andando por aí. Qualquer um de nós pode ser a próxima vítima de um Téo da vida real.

Bruna Paiva

 

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