O mural da minha vida

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Há cinco anos eu mantenho um mural na parede do meu quarto. Ele é rosa pink, metálico e fica atrás da porta, no lugar onde eu costumava pendurar os pôsteres dos meus ídolos. Um dia, me irritei com os papéis grudados na parede, arranquei tudo e comprei o mural. Nele, presas por ímãs decorativos, coloco fotos com pessoas importantes, além de uma listinha dos livros que li no ano.

Hoje foi um dos dias chatos em que eu olho para a estrutura de metal repleta de fotos e percebo que preciso tirar algumas pessoas dali. Isso acontece de vez em quando, de acordo com as idas, vindas e decepções da vida. Guardei as fotos e continuei encarando o mural, em parte tentado encontrar uma maneira de arrumar as fotos restantes e cobrir os espaços agora em branco. Foi então que eu percebi.

Em cinco anos, passaram pelo meu mural fotos minhas com variadas amigas que, com o tempo, se mostraram não tão amigas assim. Com garotos de quem eu realmente gostei, e com quem acabei me decepcionando. Com amigos que eu acabei perdendo por falta de contato, tempo e interesse. Com um namorado que não durou nem dois meses e com pessoas que eu nunca nem considerei amigas de verdade.

Mas também há fotos e pessoas que nunca deixaram de estar no meu mural. São poucas, é verdade. Menos ainda se desconsiderarmos as fotos com meus ídolos (que, só para constar, são muito mais importantes na minha vida que toda essa gente passageira).  Minha família, algumas amigas de infância, meu melhor amigo há anos e outra grande amiga de bastante tempo. Todos bem presos pelos ímãs, sem nenhuma perspectiva de serem tirados de lá.

Apesar de o meu mural estar realmente fixado atrás da porta do meu quarto, percebi que  ele é um grande reflexo da minha vida. Pessoas entram e saem da nossa vida o tempo todo. Poucas são aquelas que ficam por mais tempo, as que têm a foto cheia de marcas de ferrugem porque o ímã ficou por muitos anos no mesmo lugar. A maioria acaba só passando. As fotos que eu guardo na gaveta até fazem falta nos primeiros dias. Mas acabam esquecidas lá no fundo, principalmente quando revelo novas.

A questão é que, com o tempo, aprendi que é muito melhor ter poucas fotos com marcas de ferrugem do que um mural cheio de imagens impecáveis em alta rotatividade.

Bruna Paiva

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