Não é fase, é só amor…

Na primeira vez em que eu vi meu ídolo, meu corpo era só adrenalina. Não falo de quando o vi na TV, divulgando o novo elenco de Malhação. Ali foi só um “Nossa, que bonito, e ainda é filho do ídolo da minha mãe”. Foi a faísca que desencadeou tudo o que veio depois.

Estou falando da primeira vez em que realmente pus meus olhos nele, ali, a dois metros de mim. Da primeira vez em que senti o coração bater tão forte que o gosto na boca ficou esquisito. De quando fiquei tão nervosa que não sabia mais falar ou andar direito. Quando a emoção foi tão forte que eu não consegui nem chorar.

A adrenalina começou a bater quando me levaram para um cantinho prometendo que eu falaria com ele. E, quando ouvi “ele chegou”, toda a pose que eu tinha para esconder o nervosismo se foi. Fiquei quase tão azul quanto o vestido que estava usando.

Eu tinha quase 13 anos, acompanhava ele desde os 11. Deviam ter três jornalistas comigo, mas na hora parecia uma multidão me conduzindo para o camarim. Na mão, o CD para autografar e uma carta de 20 metros que eu passara o ano escrevendo. E que, com o nervosismo, acabei dizendo para a repórter que me perguntou que só tinha dois metros; ela me olhou confusa e eu não entendi.

Quando finalmente o vi, de pé, humano, falando e sorrindo, o ar me faltou. Ele dava entrevista, conversava com as pessoas, tirava fotos e gravava vídeos. Me encostei na parede mais próxima, me fiz invisível e, ainda respirando mal, observei. Na minha cabeça, absolutamente nada além daquela imagem.

Foi ele quem me notou ali, escorada num canto. Ele que veio até mim e me encorajou a dar-lhe um abraço. Perguntou meu nome e se a carta era para ele. Eu não consegui dizer muitas sílabas. Mas, naquele dia, senti o mundo dentro de mim. O toque, o cheiro, a voz, o sorriso e a presença dele me fizeram ter certeza de que estava perdida. Não tinha mais jeito. Aquele amor não era passageiro e eu não conseguiria mais ficar sem toda aquela imensidão que ele me fez sentir.

Ver a felicidade dele, as realizações que sempre traziam aquele sorriso de volta se tornou um vício. E, por mais que o mundo sempre dissesse o contrário, aos 12 anos eu percebi que não era fase. Sete anos depois, eu tenho um orgulho imenso em dizer que estava certa.

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de me seguir nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchatwp-1465389060779.png

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

Anúncios

3 pensamentos sobre “Não é fase, é só amor…

Comente!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s