Você não tem direito de ser nazista

Imagem reproduzida da Folha de S. Paulo (Alejandro Alvares/Reuters)

Começo a escrever esse texto ainda chocada com as reportagens que li. Chocada porque não tem como aceitar ler esse tipo de coisa numa página datada do ano de 2017, em vez de num livro de história falando sobre a década de 1940. Um grupo de manifestantes, nos Estados Unidos da América, com tochas nas mãos, repito, TOCHAS nas mãos, e fazendo saudações nazistas protestaram contra a retirada da estátua de um general confederado da época das Guerras Civis americanas gritando palavras de ódio contra negros, judeus e imigrantes.

A cena por si só já é revoltante. Mas as aspas dos envolvidos conseguem superar o nível de surrealismo do negócio. Uma pessoa gritou no meio de uma reportagem “sim, eu sou nazista, eu sou nazista, sim”. Um pai levou sua filha de 14 anos (que também segurava uma tocha) para passar a ela o ensinamento de seu próprio pai de “defender a raça branca”.  Um outro cara disse “Gays, negros, imigrantes imundos, todos eles se manifestam e recebem apoio por isso. Por que quando homens brancos decidem gritar por seus direitos e sua sobrevivência vocês fazem esse escândalo?”.

Querido senhor, autor dessa argumentação, eu não faço a menor ideia de qual é a sua história ou a da sua família. Mas tenho certeza de que meia dúzia de aulas de História resolveriam parte do seu problema. O senhor NÃO TEM O DIREITO DE SER NAZISTA. Não tem. Não existe essa possibilidade. Sua liberdade de expressão e seus direitos terminam onde começam os dos outros.

Não é opinião e liberdade de expressão você desejar o extermínio de gays, negros, judeus, imigrantes e quem mais você imaginar. É crime. O último louco que tentou (e conseguiu por um bom tempo) causou uma guerra mundial. Esse ódio gratuito e infundado de vocês só gera isso: guerra, dor, sofrimento.

É tenebroso perceber que a história se repete por todo lado. Porque isso não é exclusivo dessas pessoas perturbadas (perdão, não consigo definir de outra maneira). Tem gente perturbada espalhada pelo mundo inteiro. Nos ataques terroristas, nas pessoas que se recusam a abrigar refugiados de guerra, na liderança da Coreia do Norte, na dos Estados Unidos, nos eleitores do Bolsonaro… A lista é lamentavelmente quase infinita e eu, de verdade, não sei dimensionar o quão preocupante é que o mundo esteja se direcionando para esse tipo de extremismo mais uma vez.

Bruna Paiva

 

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3 pensamentos sobre “Você não tem direito de ser nazista

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