Os 10 melhores livros da minha quarentena (até aqui!)

Se tem uma coisa que a quarentena agilizou na minha vida foram as leituras. Eu tenho conseguido ler muito mais do que antes e já estou muito próxima de passar da meta de leituras que eu tinha estabelecido para o ano inteiro. Uma das coisas que eu tinha como meta e tenho conseguido é fazer mais leituras em formato digital. Muitos dos livros que vou indicar hoje são e-books. Tenho tentado investir esse tempo para ler coisas que eu sempre quis e acabava adiando por mil motivos na correria do dia a dia.

O post de hoje é sobre os melhores livros que li até essa metade do ano. Tem livro de tudo que é tipo pra vocês aproveitarem esse tempo em casa para conhecer coisas novas:

O terceiro livro da série “Arma Escarlate” da Renata Ventura foi o primeiro livro que eu li no ano. Já falei bastante aqui no blog sobre essa série incrível sobre o mundo bruxo no Brasil. O terceiro livro segue a mesma linha dos outros e não decepciona. A gente se envolve com os personagens e sofre as angústias deles. Nesse livro, Hugo embarca numa aventura perigosa para tentar salvar alguém muito importante. E minha paixão pelo Capí só cresce a cada livro.

Além do trabalho incrível que a Renata faz mesclando ficção, a História do Brasil e os mitos do nosso folclore. A parte 2 já está no meu kindle e, ao mesmo tempo que estou louca para saber o que acontece, venho adiando essa leitura porque não sei quando o quarto livro sai! Nesse livro, boa parte da história se passa na escola do Norte do Brasil e a questão indígena é muito bem apresentada pela autora. É o tipo de livro que, além de encantar pela trajetória de seus personagens, desperta reflexões sobre assuntos que você talvez não imaginasse encontrar num livro de fantasia.

 

Depois de muito tempo sem ler Thalita, me deparei com esse livro, que ganhei na ação do Felipe Neto na Bienal do Rio de Janeiro. E que história deliciosa e sensível!

O livro conta a história de Davi, um adolescente do segundo ano do Ensino Médio, que durante um curso de astrologia começa a se descobrir. É uma história incrivelmente sensível sobre um menino entendendo sua sexualidade, lidando com os próprios preconceitos e aprendendo a lidar com uma sociedade homofóbica. E, ao mesmo tempo, uma história super divertida que me rendeu boas gargalhadas. Um equilíbrio perfeito!

 

Esse livro já virou um clássico. Confesso que não foi o melhor livro que li nessa quarentena; muitas lacunas na história me incomodaram. Mas, ainda assim, é um livro marcante. Uma história distópica forte, chocante e que infelizmente me remeteu muito à realidade política atual. É um livro necessário, principalmente para quem se interessa em pensar a mulher e o feminismo na sociedade. Um livro sobre o que pode acontecer quando se toma o religioso como universal…

A adaptação para TV é ótima e inclusive busca preencher algumas das lacunas que me incomodaram no livro. Uma das adaptações mais bem feitas a que assisti nos últimos tempos. Vale à pena demais!

 

Confesso que nunca fui muito de ler livros eróticos, mas a trajetória da Nana Pauvollih sempre me interessou. Ela foi uma das pioneiras na autopublicação pela Amazon. Como sempre quis ler algo dela, comprei “Pecadora” bem no início da quarentena.  Não imaginei que fosse gostar tanto.

A história de Isabel, uma mulher reprimida pela religião e pelo machismo da família que, ao conhecer um novo amigo do marido, começa a se descobrir sexualmente. Isso acaba provocando uma mudança completa na vida de Isabel. Um livro que me surpreendeu muito positivamente pelo teor feminista que poucas vezes eu vejo nesse gênero. E, além de tudo, a forma com que Nana escreve me envolveu demais!

 

Quem passou a adolescência lendo Crepúsculo sabe a importância desse livro. Essa era uma dívida com a Crepusculete que ainda vive dentro de mim. E que dívida bem paga! Nunca imaginei que fosse gostar TANTO desse livro. Falei um pouco sobre ele no meu Instagram (não me segue ainda? Clica aqui!).

Uma história de amores, traições, brigas de família e casamentos arranjados. Tudo contado por uma empregada numa grande fofoca com um novo hóspede da casa. É incrível. Os personagens são muito envolventes e a história é cheia de reviravoltas. E é claro que quem leu Crepúsculo entende bem por que o livro é tão citado. Eu amei!

 

Nesse livro, o Dr. Dráuzio Varella traz as histórias do tempo em que foi voluntário em presídios femininos. As histórias das detentas deixam muito clara a dura realidade das mulheres presas no Brasil. O livro mexeu bastante comigo porque eu fiz trabalho voluntário em presídios, na faculdade, e vi muito essa realidade de perto. Uma das questões que sempre me incomodou e que também é tratada por Dráuzio no livro é o abandono das mulheres presas. A imagem das filas nos dias de visita, muito bem colocada por Dráuzio, sempre me chocou. Nos presídios masculinos, em dias de visitas, as filas são quilométricas. Já nos femininos, não chegam a poucos metros.

 

Esse talvez tenha sido o livro que mais mexeu comigo nesse período. “Céu Sem Estrelas” conta a história de Cecília, uma menina que acaba de completar 18 anos e está com a vida virada de cabeça para baixo. Ela perde o primeiro emprego, briga feio com a mãe e acaba tendo que morar de favor na casa de uma amiga. Em meio a esse cenário, Iris Figueiredo retrata de maneira muito real os efeitos da ansiedade e da depressão na vida de Cecília.  É um livro muito sensível e que merece demais a leitura.

 

Mais um livro que foi assunto nos meus stories no Instagram e no Twitter (me segue lá!). Cassandra Rios foi a escritora mais censurada pela ditadura no Brasil. Ela foi a primeira mulher brasileira a vender 1 milhão de cópias e viver dos frutos de sua escrita. Cassandra incomodava a ditadura porque escrevia sobre o amor entre mulheres. Era tida como pornográfica e imoral. Uma mulher que merece que revisitemos sua obra. Até porque, apesar de ter sido uma escritora renomada, hoje é muito raro que se ouça falar de sua obra.

Em “Eu sou uma lésbica” acompanhamos a jornada de descobrimento da sexualidade de uma mulher desde a infância até a juventude.

 

Helena roubou meu coração! Também falei sobre esse livro no Instagram (Tá vendo quanto você perde por não me seguir? Haha). Em “Helena”, Machado nos trás a história de uma família que, ao perder seu progenitor, descobre por meio do testamento que aquele homem tinha uma filha bastarda. O último pedido do morto é que essa filha seja integrada à família e amada como tal. Uma história que fala sobre amores proibidos, mentiras de família, traições, incesto e que envolve o leitor do início ao fim!

 

Esse conto do Vitor Martins é super baratinho na Amazon e foi um afago no meu coração. “Escrito em algum lugar” traz a história de Antônio e Gustavo, que se conhecem na fila para comprar o ingresso do show de sua boy band preferida, o Triple J. Uma história apaixonante daquelas que fazem a gente torcer pelos personagens e vibrar com o beijo do casal! O jeito que o Vitor escreve é delicioso!

 

 

Por enquanto, esses são meus livros favoritos de 2020. Até o fim do ano, provavelmente essa lista vai se atualizar e aí eu trago ela de volta para vocês!

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