Um Diário Para Alice esgotado na Bienal

Quando eu decidi ir para a Bienal de São Paulo, não tinha muita esperança de vender na feira. Estaria num estado que não é o meu, numa cidade em que ninguém me conhece, no meio de uma feira enorme, cheia dos livros mais famosos possíveis. Estar em um estande da feira com o meu livro já era uma conquista enorme, que me possibilitaria conhecer gente nova e fazer contatos importantes. E para mim já valia o investimento.

Arrumei as malas, arrastei meu namorado e fomos com toda a coragem do mundo para a aventura que seria essa viagem. E que aventura… Já no primeiro dia de feira o evento estava caótico, lotado, cheio de leitores ávidos. Entrei no estande com meus marcadores e fiquei na prateleira do fundo, esperando a oportunidade de apresentar meu livro para leitores em potencial.

A primeira menina que abordei levou o livro. Em menos de 40 minutos, vendi mais 3. Ali eu comecei a perceber que talvez aquele investimento todo realmente fosse valer à pena. Eu ia conseguir vender. E consegui. Terminei o primeiro dia de feira extasiada, morta de cansaço, mas muito feliz e fazendo questão de comemorar. E como eu não tinha mais perna para curtir a Augusta, como tinha planejado, comemos numa lanchonete diferentona que ficava na frente do nosso hotel, a Hot Pork.

No domingo cheguei muito mais confiante, louca para conhecer novos leitores e empolgada com a minha sessão de autógrafos programada para aquela noite. Foi o dia em que fiquei por mais tempo na feira. E também o dia em que mais vendi exemplares de “Um Diário Para Alice”, o dia em que a perspectiva de voltar para casa com meus livros esgotados se apresentou para mim.

A segunda-feira era meu último dia em São Paulo. E quando cheguei ao evento, só sobravam 5 livros para serem vendidos. Antes do meio-dia, os dois últimos exemplares foram vendidos para uma dupla de amigas. Os únicos dois que eu autografei de caneta verde, sabe-se lá por quê. O nervosismo tomou conta na hora e eu só aguentei até as meninas saírem do estande para começar a chorar.

Eu não tenho palavras para descrever o que senti no último fim de semana. Ainda olho para as fotos e tudo soa meio mágico, meio inacreditável. Mas aconteceu. Meus livros esgotaram na Bienal de São Paulo. O tal do evento gigante, num outro estado, numa cidade que ninguém conhece, foi o evento em que eu tive meu melhor desempenho de vendas diárias. Muito obrigada, São Paulo! Vocês não sabem o quanto esses três dias fizeram a diferença na minha vida.

Eu acredito que às vezes a vida dá o jeito dela de sacudir a gente. Talvez esse tenha sido o jeito da vida de gritar no meu ouvido: Vai lá! Segue em frente nesse sonho porque vai dar certo!

E foi assim que eu voltei de São Paulo. Mais confiante do que nunca e com muito mais gás para correr atrás do meu sonho e fazer ele acontecer.

Bruna Paiva

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