PEQUENA COREOGRAFIA DO ADEUS – RESENHA

Fazia muito tempo que eu queria ler alguma coisa da Aline Bei. Ganhei Pequena Coreografia do Adeus de Natal e ele ficou aqui na estante esperando eu dar uma chance. Foi a leitura de Tudo é Rio, da Carla Madeira, que me fez querer seguir na linha de leitura de uma autora nacional que eu sabia que seria arrebatadora. E foi…

Pequena Coreografia do Adeus começou me surpreendendo porque eu não fazia ideia de que seria um romance em versos. A forma inovadora do livro já me deixou interessada logo de cara. E a escolha por contar a história em versos deixa ainda mais visceral a narrativa.

O livro traz uma história de abandono parental, o que nem sempre significa um abandono físico. É possível abandonar um filho ainda que se esteja ali, todos os dias, de corpo presente. E é um pouco essa a questão que mais choca e gera aquele incômodo próprio da literatura.  

Júlia é uma mulher que cresceu num ambiente hostil em que os pais se odiavam e as brigas eram frequentes. A infância de Júlia foi cheia dos traumas que se apequenar para caber na realidade dos outros e não ser um fardo dentro de casa causa numa criança. E ela chega na vida adulta assim, destroçada, tentando juntar seus pedaços e conseguir finalmente entender o que quer da própria vida. Ao mesmo tempo, a família, mesmo que longe e fragmentada, ainda é um drama que vive dentro e fora de Júlia, que não sabe bem como conviver em paz com eles e nem como viver sem…

O livro tem dois momentos: a infância de Júlia e o tempo presente, no início de sua vida adulta. É um desses livros que não tem exatamente uma linha narrativa que te leva a algum lugar, mas definitivamente te carrega a cada página encrustando a vivência da personagem na sua pele até que você se envolva o bastante para não conseguir largar o livro.

Não é um livro leve. É uma história cheia de nuances e dramas familiares que podem te fazer repensar toda a maneira como suas relações são construídas. Exatamente o tipo de livro que tem sido o que mais gosto de ler ultimamente. Um equilíbrio perfeito entre o desgraçamento de cabeça e literatura que me lembra por que eu gosto de ler.

Meu livro está cheio de marcações e deixou meu sarrafo tão alto que a leitura que comecei em seguida perdeu um pouco da graça. É muito gratificante ver autoras brasileiras contemporâneas fazendo uma literatura tão intensa e primorosa. Dá orgulho da literatura nacional e vocês sabem que eu sou uma entusiasta do que a gente produz aqui no mercado editorial brasileiro.

 Pequena Coreografia do Adeus é um livro que com certeza entrou para a lista dos meus favoritos do ano e eu amei conhecer o trabalho da Aline Bei. O outro romance da autora já está no meu radar.

Se você gosta de drama e de livros que vão te deixar em posição fetal encarando o teto por horas, tentando entender pra onde está levando sua própria vida, “Pequena Coreografia do Adeus” é pra você.

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Resenha: Tudo é Rio, uma correnteza que me levou com tudo

Eu amo quando um livro me prende do início ao fim. Quando já na primeira página eu sou completamente capturada por aquela narrativa. Dá vontade de sentar que nem criança ansiosa e ficar ouvindo tudo o que aqueles personagens têm para me oferecer.

Foi exatamente isso que aconteceu quando eu li “Tudo é Rio” da Carla Madeira, esse livro que é um dos queridinhos nacionais de 2022. Uma pessoa me indicou quando eu abri caixinha de perguntas no Instagram e depois eu vi a Pam Gonçalves falando sobre o quanto ela tinha amado o livro. Resolvi comprar e QUE LIVRÃO! Já é um dos meus favoritos do ano com toda a certeza. E já na primeira página ele me conquistou com essa citação:

“Quer vida mais fácil que a minha, uma puta que gosta de dar? Para toda a cidade isso era uma provocação sem tamanho, qualquer pessoa de bem tolera as putas, com a condição de sentir pena delas. Lucy, dona demais de si mesma, privava as mulheres de família do exercício da compaixão”

“Tudo é Rio” é uma narrativa que se passa numa cidade pequena, em algum lugar de um passado não muito distante, mas que não é definido no livro. Me lembrou a aura de “A vida invisível de Eurídice Gusmão”, que passa lá pelos anos 40, 50…

O livro traz 3 personagens principais. A Lucy, a puta mais famosa e mais disputada da cidade, é a primeira que a gente conhece. E é ela também que nos apresenta os outros dois protagonistas: o Venâncio e a Dalva, um casal que teve a vida perfeita arruinada por uma tragédia causada pelo ciúme de Venâncio.

Esse casal vive uma vida medíocre, de muito sofrimento e de um amor esquisito, que nem eles nem a sociedade consegue explicar. O sossego daquela vida conformada é rompido quando Lucy decide que quer Venâncio para si. A partir desse triângulo amoroso, a gente passa a se aprofundar no passado de todos os personagens e entender o que levou cada um até aquele ponto da narrativa.

A leitura de “Tudo é rio” realmente flui como as águas de um rio caudaloso. É uma narrativa que dá vontade de ler de novo e de novo e de novo. A maneira como a Carla Madeiro conduz a gente pela história é muito bonita. É surreal o tanto que essa mulher escreve bem. É sem dúvidas uma obra-prima. É gostoso de ler, de apreciar a construção da língua e da história ao mesmo tempo. É um primor narrativo que eu vi poucas vezes. Um dos livros mais bonitos que eu já li, sem exagero. Meu kindle está cheio de destaques e anotações.

A única coisa que me incomodou é que, no meio da minha pressa por engolir aquele livro, em alguns momentos, as entradas excessivas no passado de alguns personagens, que não eram centrais, quebravam um pouco o ritmo da história. É claro que tudo no livro tinha um propósito, inclusive as quebras e os momentos em que a história ficava um pouco mais arrastada. Mas eu sentia vontade de que a narrativa voltasse logo para a problemática central da trama…

Outra coisa que pode incomodar porque é bem controversa é o final, que eu não vou contar por razões óbvias. Mas eu sei que vai ter gente que vai problematizar e dizer que a autora está romantizando relações abusivas… Não acho que seja uma romantização porque em momento nenhum no livro acredita-se que aquela situação é aceitável. A questão problemática é um incômodo durante todo o livro, tanto para o leitor quanto para os personagens. E, pra mim, isso não é romantização. Acredito que o ponto do livro vai muito além disso, é muito mais complexo do que esse preto no branco e eu sei que muitas vezes a gente ignora essa zona cinza que é muito mais presente no mundo e nas relações das pessoas.

Nenhum desses pontos atrapalhou tanto minha experiência de leitura, que foi sensacional. É um livro que eu já estou indicando para todo mundo que eu posso. Para maiores de 18 anos, é claro, porque sim é um livro pesado, explícito e que não cabe para um público adolescente, por exemplo.

Então, se você é maior de idade e gosta de um bom drama cheio de reviravoltas e, por que não, fofocas de cidade pequena, “Tudo é Rio” é um prato cheio para você se deliciar!

Bruna Paiva

Ensaio sobre a cegueira, um livro sobre a vida…

Imagine um mundo de cegos. Um mundo em que ninguém enxerga absolutamente nada além de uma brancura leitosa e impenetrável. É exatamente esse o cenário com o qual nos deparamos no livro “Ensaio sobre a cegueira”, do português José Saramago.

Na ficção criada por Saramago, uma epidemia de cegueira assola uma cidade e se espalha de maneira avassaladora. O cenário criado pelo autor é explorado de maneira primorosa para metaforizar as mazelas humanas e as questões mais profundas da vida humana.

Após serem completamente abandonados pelo governo, os cegos nos servem de laboratório para pensar nos instintos e no egoísmo humano. Na situação extrema criada por Saramago, cada mínimo conflito é potencializado. “Ensaio sobre a cegueira” é um livro extremamente metafórico e atual. Falando sobre desigualdade social, sede de poder e animalização do ser humano, o livro se aproxima de uma distopia.

Eu já tinha tentado ler esse livro de José Saramago quando mais nova, mas a linguagem experimental do autor foi uma barreira para mim. Dessa vez, aproveitei a oportunidade de um trabalho da faculdade para retomar essa leitura. E foi uma experiência incrível. Me envolvi demais com o livro e com certeza foi um dos melhores que li esse ano e, quiçá, na vida!

Os pontos que mais me chamaram atenção foram a questão feminista e a questão da revolta dos oprimidos, duas coisas muito presentes no livro e que, de certa forma, se complementam ao longo da história. A figura mais importante do livro é uma mulher, a única que enxerga, a única que pode de fato ajudar a alguém. Ela tem um papel importantíssimo nessa revolta contra aqueles que se aproveitam da situação para exercer um poder descabido. Ela une as mulheres, numa luta necessária para que elas mantenham seus direitos dentro do caos em que são largadas. Ainda assim, sua identidade é anulada.

Nenhum dos personagens têm nome próprio. Todos são identificados por características, físicas, profissionais, ou da procedência de sua cegueira. A mulher mais importante do livro  é apenas “a mulher do médico”, anulada de qualquer característica pessoal além dessa. Há de se admitir que, proposital ou não, é no mínimo controverso e muito representativo para toda a alegoria feminista presente na história.

O livro é maravilhoso, provoca reflexões importantíssimas e, apesar de ter sido escrito em 1995 por um autor português, conversa (e muito!) com o período atual aqui do Brasil. Eu amei e agora pretendo conhecer mais coisas do mesmo autor.

 

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UM DIÁRIO PARA ALICE 4 anos depois…

Eu e atriz Bruna Vilella nos bastidores do video gravado no Aeroporto Santos Dumont

Hoje trago um convite. Para você conhecer os bastidores da produção do meu livro e de como ele influenciou o meu caminho profissional.

Quatro anos atrás eu escrevi uma história. Era pra ser só um conto. Dei pro meu pai ler e ele quis saber como continuava. Acabei escrevendo mais e não consegui mais parar.

A história cresceu pra frente, pra trás, os personagens foram tomando vida e aquele primeiro conto, hoje, é o capítulo 8 do meu primeiro romance: Um Diário Para Alice, o livro que estou batalhando para lançar por meio de uma campanha de financiamento coletivo.

Contando uma história com textos e videos

Gravação do Diário, no Aeroporto, em que Bianca fala sobre sua mudança com Alice.

Na época, com a história pronta, pensei em testar a reação dos leitores publicando aqui no blog. Aí veio a ideia de gravar vídeos reais das partes em que a personagem mandava mensagens de vídeos para a amiga que morreu, exatamente como acontecia na história. Por que não? Os vídeos podem atrair a atenção até de quem não tem o hábito da leitura, pensei.

Pedi ajuda pro meu primo ator, conseguimos uma atriz e fizemos a loucura de realmente gravar os diários em vídeo. Foi um mês de gravação, encaixando locações e horários de quem queria que desse certo, mas também tinha escola, pré-vestibular, trabalho, ballet, teatro, curso de inglês…

Deu muito certo e em novembro de 2014 lançamos a versão digital do livro. Vídeos, booktrailer, divulgação pesada. Primeiro no blog, depois no Wattpad. E que incrível que foi… O tanto de feedback lindo que eu recebi digitalmente, hoje já são mais de 69 mil leituras, só fez o sonho de ser escritora crescer cada vez mais. Foi deixando de ser sonho e virando planejamento.

Comecei a cursar Literatura, a buscar agências e editoras, estudar o mercado
editorial.

Por que escolhi ser independente

Foi estudando que eu percebi como é complicado ser autor no Brasil. Ainda mais do que parece. O mercado é extremamente fechado e conseguir um espaço de atenção das grandes editoras uma tarefa quase impossível se você não tem um público. Mandei o original para cinco grandes editoras. Algumas nem responderam. Outras, depois de meses, agradeceram, até elogiaram, mas declinaram por motivos diversos.

Devagar o caminho de lançar meu livro de forma independente foi se mostrando o que mais fazia sentido. Ficou claro para mim que em vez de uma editora, o que eu precisava era formar o meu público leitor. É uma tarefa árdua, sim. Dá trabalho, demanda exposição (coisa que eu nunca gostei muito)… Mas é aquela história… Quem não corre atrás do que quer dificilmente chega lá.

Decidi, então, correr atrás do meu sonho, lançar o livro de que eu me orgulho tanto por ter sido um trabalho incrível e independente desde o início. Já tenho outros trabalhos finalizados e vários em curso, mas o pontapé inicial da minha carreira como escritora não podia ser outro. Tem que ser Um Diário para Alice.

O livro físico será lançado em novembro de 2018 e já está à venda em uma campanha de pré-lançamento no site da Kickante. Para acessar a página da campanha e deixar o seu apoio, basta
clicar em http://kickante.com.br/livrobrunapaiva 

 

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História viva

O centro da cidade tem uma áurea meio mágica que consegue me  levar quase a outra dimensão. Por mais que eu já conheça, que ame aquele lugar, sempre vem a mesma sensação: me sinto como Harry Potter entrando em Hogwarts pela primeira vez. É um encantamento sem igual a cada prédio que eu nunca havia reparado e um sentimento nostálgico ao passar de novo por alguns de seus cantinhos, tantas vezes cenários de minhas lembranças preferidas…

Meu primeiro encontro com o ídolo que eu tanto amo se deu no retorno do Cine Odeon, bem no meio da Cinelândia. Na estação de metrô, o dia divertido de carnaval com meu primo que terminou num perrengue naquelas escadarias.  Na rua de trás, a mais mágica livraria do Rio de Janeiro. A Cultura da Senador Dantas é sem dúvida meu lugar preferido por ali.

Mudando de calçada e seguindo até o fim, você chega no prédio mais imponente do Centro. O Theatro Municipal é magia pura para qualquer bailarina. Tantos espetáculos sensacionais eu já assisti ali…

Do outro lado, as ruas de comércio, onde todo ano cumpro a tradição de compras com a minha mãe e minha avó. Na Rio Branco, vi o Papa Francisco passar na JMJ. Às proximidades da Candelária me lembram o passeio incrível no início da faculdade. CCBB tem gostinho de infância e Praça Mauá dá saudade da Olimpíada.

O Centro é repleto de história, seja da minha vida, da minha cidade ou do meu país. E talvez seja justamente esse tanto de história que proporciona aquele ar diferenciado, que, mesmo no meio daquela correria, do formigueiro de gente, me hipnotiza. É história viva, que quer ser contada, que quer ser vivida.

Bruna Paiva

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Cada vez mais apaixonada pelo universo de Renata Ventura

Impactada. Foi como terminei a leitura de “A Comissão Chapeleira”, segundo livro da série “ A Arma Escarlate”, da Renata Ventura. Li o primeiro em 2015 e me apaixonei pelo universo bruxo, inspirado em Harry Potter, porém superoriginal, que a autora conseguiu criar. Fiz uma resenha bastante empolgada e querendo muito ler o próximo. Demorei, mas finalmente li a sequência e MEU DEUS.

Há muito tempo um livro não me envolvia tanto. Talvez por já conhecer o universo e seus habitantes, a sensação foi a de encontrar bons amigos. Na última resenha, comentei sobre os personagens dizendo que tinha vontade de ir lá conhecer melhor cada um deles, brigar com Hugo pelas besteiras que ele faz e que estava caindo de amores por Capí.

O segundo livro me permitiu conhecer melhor cada um deles e, como quando lia Harry Potter na adolescência, me senti parte do grupo e quase amiga de Índio, Caimana e Viny, todos muito bem construídos (porém confesso que entre os três, Índio e Caimana são um pouco mais donos do meu coração do que o Viny). Hugo ainda precisa de uns bons puxões de orelha, mas o amadurecimento do personagem durante todo o livro é lindo e a curva evolutiva criada pela autora, admirável. E, bom, Capí definitivamente é o amor da minha vida, sem mais.

Em “A Comissão Chapeleira”, um golpe político abala todo o mundo bruxo brasileiro. E os estudantes vão sentir isso na pele. Preparem-se para sofrer. E, quando eu falo em sofrimento, é de verdade. Renata Ventura não brinca em serviço e eu perdi a conta das crises de choro durante todo o mês que passei envolvida com a história dos Pixies.

Com a Renata, na última Bienal, onde comprei meu livro.

Mas também vá preparado para se apaixonar pela forma com que Renata constrói a história. Com um trabalho de pesquisa primoroso, a autora integra a história do Brasil com a do mundo bruxo que ela criou. É tão bem feito que as duas coisas realmente se misturam na cabeça de quem lê.

Não só a questão histórica, mas também a ambientação. O segundo livro da série tem boa parte da história contada na Cidade Média, a escola de Salvador. Eu já conhecia a cidade, o que foi ótimo para me sentir ainda mais dentro daquele universo. Fui capaz de acompanhar cada passo de Hugo em terras baianas com a descrição impecável do passeio. A pesquisa da autora também se estende para a grande inserção de cultura africana e das religiões afrodescendentes, que têm uma importância enorme para o livro.

Uma das coisas mais sensacionais são as metáforas sobre a política. No momento atual do país então… É impossível não identificar críticas sociais e políticas em toda a história. Ah, e, claro, as referências à história de J.K. Rowling são de arrepiar qualquer Potterhead. Até o Neville aparece dessa vez, gente!

“A Comissão Chapeleira” apresenta muuuuitos personagens novos, além de desenvolver ainda mais os que já conhecemos. Ainda assim, se aprofunda em cada um e não deixa nenhum fio solto. Um dos melhores livros fantásticos que já li na vida, inclusive.

Se terminei o primeiro livro encantada com o trabalho de Renata Ventura, esse, eu terminei aplaudindo de pé. Já não consigo conter minha ansiedade pelo terceiro.

Bruna Paiva

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Cine Outside Rio: um evento INCRÍVEL que você não pode perder!

Você já foi num cinema ao ar livre?

O Cine Outside Rio é um evento super legal de cinema ao ar livre que vai rolar nesse fim de semana na zona portuária do Rio. O evento tem a proposta linda de promover o estímulo à cultura cinematográfica e tratar de assuntos importantíssimos como violência, homofobia, abuso sexual, preconceito e racismo.

 

A ideia é exibir cinema amador de uma forma inovadora. Os filmes apresentados são curtas de jovens cineastas que, junto com a organização do evento, aprimoraram seus trabalhos e propõe uma maior visibilidade para seus projetos.

Além dos curtas e da maravilhosa ideia de passar os filmes numa tela ao ar livre, o Cine Outside Rio também contará com  uma feira gastronômica gourmet. E, o melhor, para entrar, só é preciso levar 1kg de alimento não perecível. Ou seja, não dá pra perder, né?

O evento acontece no próximo domingo (12/11) às 18h.

Endereço: Avenida Professor Pereira Reis, 50. – Santo Cristo – Rio de Janeiro.

(O local fica bem próximo à rodoviária Novo Rio, ao lado do Hotel Ibis e da Secretaria de Educação. Dá para ir de VLT e saltar na estação Pereira Reis)

OBS: Quem quiser ir de carro e estacionar por lá pode comprar os combos pré-evento. 2 pipocas + estacionamento= 20 reais!

Mais informações vocês encontram na página do Cine Outside Rio, no Facebook.

 

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Girl Power: 10 filmes sobre mulheres incríveis!

Oi, gente. No post de hoje, eu trouxe 10 filmes que eu adoro e trazem histórias de mulheres incríveis. São filmes ótimos para aqueles dias em que a gente precisa de um bom exemplo de empoderamento feminino. Girl Power minha gente!

  • Bad Moms (Perfeita é a mãe)

Esse filme é muito divertido, e, pra quem é mãe, deve ser libertador. Amy é uma mulher que parece ter uma vida perfeita, casamento, filhos, trabalho, tudo sobre controle. Mas um dia ela simplesmente se vê cansada daquela rotina toda e, na companhia de mais duas amigas,   resolve ser uma “bad mom”, porque, afinal, ninguém consegue ser perfeita o tempo inteiro.

 

  • Operações Especiais

Essa produção nacional é simplesmente incrível. A protagonista, vivida pela maravilhosa Cléo Pires, é uma jovem formada em hotelaria que, depois de presenciar um crime, resolve entrar para a polícia. Dentro da equipe, ela é a única mulher e acaba sendo subestimada pelos colegas. Mas, apesar de todo o preconceito, ela se mostra uma profissional muito competente e acaba se tornando essencial nas operações.

 

  • O sorriso de Monalisa

Aquele tipo de filme transformador, sabe? Uma professora de História da Arte recém-formada é contratada para lecionar numa das melhores escolas só para meninas do país. Katherine Watson é uma mulher extremamente livre e se vê numa saia justa quando percebe que a maioria das meninas na escola olham para o casamento como sua única possibilidade de futuro. O trabalho que ela faz com as alunas, mostrando que elas podem ser qualquer coisa que quiserem, é maravilhoso.

 

  • Legalmente Loira

Esse é um clássico, né? Quem nunca assistiu e se envolveu com a história de Elle Woods? A loirinha vai pra faculdade atrás do namorado (que é um idiota e largou a menina) e, apesar dos preconceitos vindos de absolutamente todos os lados, acaba se destacando entre os colegas. Não tem como não torcer pela menina.

 

  • Nise- o coração da loucura

Mais um nacional incrível. Nise é protagonizado pela Glória Pires e conta a história real da psiquiatra Nise da Silveira. O trabalho que a médica faz com os internos mais “problemáticos” passa das barreiras dos preconceitos. A história é muito inspiradora. E, meu Deus, QUE MULHER. Um exemplo de força e determinação.

 

  • Joy

A história da moça que tem uma vida pessoal extremamente complicada, mas ideias brilhantes é incrível. A protagonista, vivida pela musa Jennifer Lawrence,  batalhou muito para conseguir ser uma mulher poderosíssima graças às suas invenções.

 

  • O Diabo veste Prada

Outro clássico maravilhoso! Só de pensar nele eu já começo a cantar Suddenly I See. Andy é uma moça cheia de sonhos para sua carreira jornalística. Mas nas mãos de sua chefe, Miranda Priestly a menina sofre e muito. A vida dela vira completamente de cabeça para baixo e ela acaba colocando a própria confiança à prova. Mas é claro que ela consegue dar a volta por cima e surpreender inclusive a chefe doida.

 

  • Jogos Vorazes

Quer mulher mais empoderada que Katniss Everdeen? A menina se voluntaria para tomar o lugar da irmã num reality show mortal e ainda revoluciona o país inteiro.  Fora que enfrenta todo mundo que sempre a subestimou, né? E mostra que ela pode conseguir o que quiser fazendo as coisas do jeito dela.

 

  • Orgulho e Preconceito

O filme baseado no romance de Jane Austen (que inclusive é o livro que eu estou lendo no momento) é uma graça. Elizabeth Benett é a segunda de uma família de cinco irmãs, mas diferente delas, a menina não quer que sua vida se resuma a um casamento. Ela recusa um casamento sem amor com um primo que só a quer por interesse e, cada vez mais, seus encontros com o enigmático Mr. Darcy aumentam. Apesar de ser uma história de amor, A força e a personalidade forte de Elizabeth são INCRÍVEIS.

 

  • Histórias Cruzadas

Esse filme é MARAVILHOSO. E tem um monte de mulheres incríveis. Uma jornalista resolve escrever um livro sobre as mulheres negras da cidade que largam suas vidas pessoais para trabalhar nas casas da elite e cuidar dos filhos dos ricos. É uma história divertida e emocionante.

 

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Necessidade de amar

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Aos 13 anos, eu tinha certeza de que precisava de alguém comigo para ser feliz. Essa ideia insistente na cabeça me fazia acabar apaixonada por qualquer um. O garoto mais velho que me dava atenção, o que nem olhava pra mim, o príncipe dos 15 anos da irmã da minha amiga. O colega de sala que perguntava a data, o primo da amiga, o amigo do primo, o professor bonito, o garoto da escola que parecia aquele ator de malhação. O vizinho, o namorado da garota lá da sala, o assistente do professor de luta do meu irmão, o amigo que não tinha nada a ver.

Estava sempre apaixonada por alguém, ou me convencendo de que precisava estar. De que aquele, sim, era o amor da minha vida. Vivia fantasiando as histórias mais loucas de amor com cada um que eu conhecia. E a pior parte disso é que eu sofria. Porque, é claro, a ideia de que eu, na adolescência, tinha a missão de encontrar o amor da minha vida era extremamente desgastante. E quanto mais o tempo passava, mais eu tinha certeza de que acabaria sozinha e abandonada no mundo.

Passei tanto tempo emendando uma paixão na outra, que não me lembro de uma fase daquela época que tenha passado sem gostar de ninguém. Acreditei tanto que precisava encontrar o amor que acabei banalizando o sentimento. Estava tão focada em amar e ser amada que acabei não conseguindo nenhum dos dois. A única coisa que meus “amores” de adolescência me trouxeram foi amadurecimento. E ainda bem que eu cresci para perceber que aquele sofrimento todo, as decepções, as horas trancada no quarto chorando ao som de Simple Plan não eram sinônimo de amor.

É bem verdade que, hoje, tenho certa preguiça de relacionamentos. Se me interesso por alguém, falo, corro atrás, mas se é muito complicado acabo perdendo o interesse mais rápido do que imaginava. Já a criatividade para as loucas fantasias de amor eu deixo para as personagens das histórias que escrevo. Depois de muito analisar minha adolescência, percebi que nunca precisei de um amor para viver com amor. Eu invejava os personagens dos livros e filmes que gostava e não prestava atenção em mim mesma.

E é tão mais fácil ser feliz quando se está bem com quem você é… Mas com 13, 14, e todas as outras idades dessa fase louca que é a adolescência, era aquilo que fazia sentido na minha cabeça. Não dava para ser feliz se eu não estivesse apaixonada. Mais uma vez, ainda bem que eu cresci! Todo o esforço que eu dedicava a me apaixonar e induzir um sofrimento sem sentido, hoje eu focalizo para as coisas que eu amo de verdade.

Eu amo passar horas cuidando do meu cabelo e pesquisando quais os melhores produtos para os tratamentos de que ele precisa. Amo assistir séries junto com o meu irmão, ainda que a gente nunca entre em acordo sobre a quantidade de episódios que vamos assistir por dia. Eu amo a sensação de liberdade de andar sozinha por aí. Amo sair com a minha família e bater papo com os amigos. Amo conhecer lugares diferentes e assistir a vídeos idiotas no YouTube. Amo dançar, fazer teatro e escrever.   Amo passar o dia de pijama assistindo de tudo na Netflix. Estudo o que amo e trabalho com isso também

Não, eu não desisti daquele amor que tanto procurei, nem deixei de acreditar que um dia a gente vai se esbarrar por aí. Mas a pressão que eu fazia sobre mim mesma para isso eu resolvi deixar de lado. Eu não preciso e nem quero um relacionamento nesse momento da minha vida. Se acontecer, ótimo, mas se não, é ainda melhor. Finalmente aprendi a ser feliz solteira. A me permitir ser livre e dizer sim ou não para o que eu bem entender.

Gostaria de ter descoberto essa paz antes. Que minha adolescência não tivesse sido tão conturbada em relação a isso. Mas só encontrei essa folga da necessidade de amar agora. E a sensação é maravilhosa.

Bruna Paiva

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O que você faria se soubesse que esse é o seu último dia na Terra?

ultimo dia da terra

Eu faria uma aula de ballet. Depois uma de sapateado, talvez uma de jazz também. Eu escreveria para o meu diário, que esteve comigo em todos os momentos da minha vida. Eu tentaria falar com todos aqueles que eu amo e agradecer por tudo, dizer o quanto eu os amo. Tentaria também falar com todas as pessoas que já foram, de alguma forma, importantes na minha vida e agradecê-las.

Eu provavelmente escreveria para meus ídolos agradecendo todas as loucuras que eles me proporcionaram. E abraçaria muito forte o meu irmão. E meu pai. E minha mãe. E minha avó. Bom, acho que teria um bocado de abraços muito fortes para dar.

Talvez eu escrevesse um texto sobre a sensação de se saber que esse é o último dia de sua vida. Taí, daria um bom texto.

Eu comeria macarrão, e petit gateou, e camarão. E costela com molho barbecue. Sushi! Com certeza sushi. E o bolo de doce de leite crocante da Lecadô, definitivamente esse bolo. E comida árabe. Meu Deus, eu amo comida árabe. E o milk-shake de Ovomaltine do Burger King. Ah, e também um hambúrguer na Madero, que é a melhor hamburgueria que eu já fui na minha vida. Lógico que eu não conseguiria comer isso tudo. Então comeria um pouco de cada um e depois garantiria a refeição do dia para alguns moradores de rua.

Bom, eu ligaria o som no último volume, escolheria uma música que eu amo e dançaria que nem louca no meu quarto. Só de calcinha. Eu assistiria cenas dos meus filmes preferidos e leria trechos dos livros que mudaram minha vida. Reuniria alguns amigos para relembrar momentos engraçados e chamaria meus primos para fazermos uma última bagunça, daquelas que fazem lembrar a importância de se ter uma família.

Eu conversaria com meu irmão e correria com minha cachorra. Eu iria numa perfumaria só para passar o meu perfume favorito. Eu pintaria uma unha de cada cor para a indecisão não me corroer. Eu tomaria um banho de mangueira como quando eu era criança. Eu iria até a praia e me lambuzaria de areia. Falando em lambuzar, eu realizaria um sonho que a Xuxa plantou na minha cabeça. Envolve baldes de tinta e muita sujeira.

Pensando bem, tudo o que eu faria se eu soubesse que ia morrer eu posso fazer sem essa pressão… Quando comecei a escrever esse texto minha intenção não era essa. Ouvi a pergunta “o que você faria se fosse seu último dia na Terra?” e resolvi pensar.

Depois de colocar para fora tudo aquilo que veio em minha cabeça, percebi que são coisas que posso fazer em qualquer dia da minha vida e significam tanto que não consegui pensar num último dia de vida sem elas. Mas a questão é que eu não preciso estar morrendo para fazer nada disso. Acontece que só damos valor às coisas quando perdemos. Ou, nesse caso, quando nos vemos prestes a perder.

Bom, não tenho como realmente prever quando será meu último dia na Terra. Mas tendo em mente que essas são algumas das coisas mais importantes da minha vida, acho que posso começar a coloca-las em prática. Afinal, não se sabe o dia de amanhã.

E você? O que faria se esse fosse seu último dia na Terra?

Bruna Paiva

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