UM DIÁRIO PARA ALICE 4 anos depois…

Eu e atriz Bruna Vilella nos bastidores do video gravado no Aeroporto Santos Dumont

Hoje trago um convite. Para você conhecer os bastidores da produção do meu livro e de como ele influenciou o meu caminho profissional.

Quatro anos atrás eu escrevi uma história. Era pra ser só um conto. Dei pro meu pai ler e ele quis saber como continuava. Acabei escrevendo mais e não consegui mais parar.

A história cresceu pra frente, pra trás, os personagens foram tomando vida e aquele primeiro conto, hoje, é o capítulo 8 do meu primeiro romance: Um Diário Para Alice, o livro que estou batalhando para lançar por meio de uma campanha de financiamento coletivo.

Contando uma história com textos e videos

Gravação do Diário, no Aeroporto, em que Bianca fala sobre sua mudança com Alice.

Na época, com a história pronta, pensei em testar a reação dos leitores publicando aqui no blog. Aí veio a ideia de gravar vídeos reais das partes em que a personagem mandava mensagens de vídeos para a amiga que morreu, exatamente como acontecia na história. Por que não? Os vídeos podem atrair a atenção até de quem não tem o hábito da leitura, pensei.

Pedi ajuda pro meu primo ator, conseguimos uma atriz e fizemos a loucura de realmente gravar os diários em vídeo. Foi um mês de gravação, encaixando locações e horários de quem queria que desse certo, mas também tinha escola, pré-vestibular, trabalho, ballet, teatro, curso de inglês…

Deu muito certo e em novembro de 2014 lançamos a versão digital do livro. Vídeos, booktrailer, divulgação pesada. Primeiro no blog, depois no Wattpad. E que incrível que foi… O tanto de feedback lindo que eu recebi digitalmente, hoje já são mais de 69 mil leituras, só fez o sonho de ser escritora crescer cada vez mais. Foi deixando de ser sonho e virando planejamento.

Comecei a cursar Literatura, a buscar agências e editoras, estudar o mercado
editorial.

Por que escolhi ser independente

Foi estudando que eu percebi como é complicado ser autor no Brasil. Ainda mais do que parece. O mercado é extremamente fechado e conseguir um espaço de atenção das grandes editoras uma tarefa quase impossível se você não tem um público. Mandei o original para cinco grandes editoras. Algumas nem responderam. Outras, depois de meses, agradeceram, até elogiaram, mas declinaram por motivos diversos.

Devagar o caminho de lançar meu livro de forma independente foi se mostrando o que mais fazia sentido. Ficou claro para mim que em vez de uma editora, o que eu precisava era formar o meu público leitor. É uma tarefa árdua, sim. Dá trabalho, demanda exposição (coisa que eu nunca gostei muito)… Mas é aquela história… Quem não corre atrás do que quer dificilmente chega lá.

Decidi, então, correr atrás do meu sonho, lançar o livro de que eu me orgulho tanto por ter sido um trabalho incrível e independente desde o início. Já tenho outros trabalhos finalizados e vários em curso, mas o pontapé inicial da minha carreira como escritora não podia ser outro. Tem que ser Um Diário para Alice.

O livro físico será lançado em novembro de 2018 e já está à venda em uma campanha de pré-lançamento no site da Kickante. Para acessar a página da campanha e deixar o seu apoio, basta
clicar em http://kickante.com.br/livrobrunapaiva 

 

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História viva

O centro da cidade tem uma áurea meio mágica que consegue me  levar quase a outra dimensão. Por mais que eu já conheça, que ame aquele lugar, sempre vem a mesma sensação: me sinto como Harry Potter entrando em Hogwarts pela primeira vez. É um encantamento sem igual a cada prédio que eu nunca havia reparado e um sentimento nostálgico ao passar de novo por alguns de seus cantinhos, tantas vezes cenários de minhas lembranças preferidas…

Meu primeiro encontro com o ídolo que eu tanto amo se deu no retorno do Cine Odeon, bem no meio da Cinelândia. Na estação de metrô, o dia divertido de carnaval com meu primo que terminou num perrengue naquelas escadarias.  Na rua de trás, a mais mágica livraria do Rio de Janeiro. A Cultura da Senador Dantas é sem dúvida meu lugar preferido por ali.

Mudando de calçada e seguindo até o fim, você chega no prédio mais imponente do Centro. O Theatro Municipal é magia pura para qualquer bailarina. Tantos espetáculos sensacionais eu já assisti ali…

Do outro lado, as ruas de comércio, onde todo ano cumpro a tradição de compras com a minha mãe e minha avó. Na Rio Branco, vi o Papa Francisco passar na JMJ. Às proximidades da Candelária me lembram o passeio incrível no início da faculdade. CCBB tem gostinho de infância e Praça Mauá dá saudade da Olimpíada.

O Centro é repleto de história, seja da minha vida, da minha cidade ou do meu país. E talvez seja justamente esse tanto de história que proporciona aquele ar diferenciado, que, mesmo no meio daquela correria, do formigueiro de gente, me hipnotiza. É história viva, que quer ser contada, que quer ser vivida.

Bruna Paiva

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Cada vez mais apaixonada pelo universo de Renata Ventura

Impactada. Foi como terminei a leitura de “A Comissão Chapeleira”, segundo livro da série “ A Arma Escarlate”, da Renata Ventura. Li o primeiro em 2015 e me apaixonei pelo universo bruxo, inspirado em Harry Potter, porém superoriginal, que a autora conseguiu criar. Fiz uma resenha bastante empolgada e querendo muito ler o próximo. Demorei, mas finalmente li a sequência e MEU DEUS.

Há muito tempo um livro não me envolvia tanto. Talvez por já conhecer o universo e seus habitantes, a sensação foi a de encontrar bons amigos. Na última resenha, comentei sobre os personagens dizendo que tinha vontade de ir lá conhecer melhor cada um deles, brigar com Hugo pelas besteiras que ele faz e que estava caindo de amores por Capí.

O segundo livro me permitiu conhecer melhor cada um deles e, como quando lia Harry Potter na adolescência, me senti parte do grupo e quase amiga de Índio, Caimana e Viny, todos muito bem construídos (porém confesso que entre os três, Índio e Caimana são um pouco mais donos do meu coração do que o Viny). Hugo ainda precisa de uns bons puxões de orelha, mas o amadurecimento do personagem durante todo o livro é lindo e a curva evolutiva criada pela autora, admirável. E, bom, Capí definitivamente é o amor da minha vida, sem mais.

Em “A Comissão Chapeleira”, um golpe político abala todo o mundo bruxo brasileiro. E os estudantes vão sentir isso na pele. Preparem-se para sofrer. E, quando eu falo em sofrimento, é de verdade. Renata Ventura não brinca em serviço e eu perdi a conta das crises de choro durante todo o mês que passei envolvida com a história dos Pixies.

Com a Renata, na última Bienal, onde comprei meu livro.

Mas também vá preparado para se apaixonar pela forma com que Renata constrói a história. Com um trabalho de pesquisa primoroso, a autora integra a história do Brasil com a do mundo bruxo que ela criou. É tão bem feito que as duas coisas realmente se misturam na cabeça de quem lê.

Não só a questão histórica, mas também a ambientação. O segundo livro da série tem boa parte da história contada na Cidade Média, a escola de Salvador. Eu já conhecia a cidade, o que foi ótimo para me sentir ainda mais dentro daquele universo. Fui capaz de acompanhar cada passo de Hugo em terras baianas com a descrição impecável do passeio. A pesquisa da autora também se estende para a grande inserção de cultura africana e das religiões afrodescendentes, que têm uma importância enorme para o livro.

Uma das coisas mais sensacionais são as metáforas sobre a política. No momento atual do país então… É impossível não identificar críticas sociais e políticas em toda a história. Ah, e, claro, as referências à história de J.K. Rowling são de arrepiar qualquer Potterhead. Até o Neville aparece dessa vez, gente!

“A Comissão Chapeleira” apresenta muuuuitos personagens novos, além de desenvolver ainda mais os que já conhecemos. Ainda assim, se aprofunda em cada um e não deixa nenhum fio solto. Um dos melhores livros fantásticos que já li na vida, inclusive.

Se terminei o primeiro livro encantada com o trabalho de Renata Ventura, esse, eu terminei aplaudindo de pé. Já não consigo conter minha ansiedade pelo terceiro.

Bruna Paiva

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Cine Outside Rio: um evento INCRÍVEL que você não pode perder!

Você já foi num cinema ao ar livre?

O Cine Outside Rio é um evento super legal de cinema ao ar livre que vai rolar nesse fim de semana na zona portuária do Rio. O evento tem a proposta linda de promover o estímulo à cultura cinematográfica e tratar de assuntos importantíssimos como violência, homofobia, abuso sexual, preconceito e racismo.

 

A ideia é exibir cinema amador de uma forma inovadora. Os filmes apresentados são curtas de jovens cineastas que, junto com a organização do evento, aprimoraram seus trabalhos e propõe uma maior visibilidade para seus projetos.

Além dos curtas e da maravilhosa ideia de passar os filmes numa tela ao ar livre, o Cine Outside Rio também contará com  uma feira gastronômica gourmet. E, o melhor, para entrar, só é preciso levar 1kg de alimento não perecível. Ou seja, não dá pra perder, né?

O evento acontece no próximo domingo (12/11) às 18h.

Endereço: Avenida Professor Pereira Reis, 50. – Santo Cristo – Rio de Janeiro.

(O local fica bem próximo à rodoviária Novo Rio, ao lado do Hotel Ibis e da Secretaria de Educação. Dá para ir de VLT e saltar na estação Pereira Reis)

OBS: Quem quiser ir de carro e estacionar por lá pode comprar os combos pré-evento. 2 pipocas + estacionamento= 20 reais!

Mais informações vocês encontram na página do Cine Outside Rio, no Facebook.

 

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Girl Power: 10 filmes sobre mulheres incríveis!

Oi, gente. No post de hoje, eu trouxe 10 filmes que eu adoro e trazem histórias de mulheres incríveis. São filmes ótimos para aqueles dias em que a gente precisa de um bom exemplo de empoderamento feminino. Girl Power minha gente!

  • Bad Moms (Perfeita é a mãe)

Esse filme é muito divertido, e, pra quem é mãe, deve ser libertador. Amy é uma mulher que parece ter uma vida perfeita, casamento, filhos, trabalho, tudo sobre controle. Mas um dia ela simplesmente se vê cansada daquela rotina toda e, na companhia de mais duas amigas,   resolve ser uma “bad mom”, porque, afinal, ninguém consegue ser perfeita o tempo inteiro.

 

  • Operações Especiais

Essa produção nacional é simplesmente incrível. A protagonista, vivida pela maravilhosa Cléo Pires, é uma jovem formada em hotelaria que, depois de presenciar um crime, resolve entrar para a polícia. Dentro da equipe, ela é a única mulher e acaba sendo subestimada pelos colegas. Mas, apesar de todo o preconceito, ela se mostra uma profissional muito competente e acaba se tornando essencial nas operações.

 

  • O sorriso de Monalisa

Aquele tipo de filme transformador, sabe? Uma professora de História da Arte recém-formada é contratada para lecionar numa das melhores escolas só para meninas do país. Katherine Watson é uma mulher extremamente livre e se vê numa saia justa quando percebe que a maioria das meninas na escola olham para o casamento como sua única possibilidade de futuro. O trabalho que ela faz com as alunas, mostrando que elas podem ser qualquer coisa que quiserem, é maravilhoso.

 

  • Legalmente Loira

Esse é um clássico, né? Quem nunca assistiu e se envolveu com a história de Elle Woods? A loirinha vai pra faculdade atrás do namorado (que é um idiota e largou a menina) e, apesar dos preconceitos vindos de absolutamente todos os lados, acaba se destacando entre os colegas. Não tem como não torcer pela menina.

 

  • Nise- o coração da loucura

Mais um nacional incrível. Nise é protagonizado pela Glória Pires e conta a história real da psiquiatra Nise da Silveira. O trabalho que a médica faz com os internos mais “problemáticos” passa das barreiras dos preconceitos. A história é muito inspiradora. E, meu Deus, QUE MULHER. Um exemplo de força e determinação.

 

  • Joy

A história da moça que tem uma vida pessoal extremamente complicada, mas ideias brilhantes é incrível. A protagonista, vivida pela musa Jennifer Lawrence,  batalhou muito para conseguir ser uma mulher poderosíssima graças às suas invenções.

 

  • O Diabo veste Prada

Outro clássico maravilhoso! Só de pensar nele eu já começo a cantar Suddenly I See. Andy é uma moça cheia de sonhos para sua carreira jornalística. Mas nas mãos de sua chefe, Miranda Priestly a menina sofre e muito. A vida dela vira completamente de cabeça para baixo e ela acaba colocando a própria confiança à prova. Mas é claro que ela consegue dar a volta por cima e surpreender inclusive a chefe doida.

 

  • Jogos Vorazes

Quer mulher mais empoderada que Katniss Everdeen? A menina se voluntaria para tomar o lugar da irmã num reality show mortal e ainda revoluciona o país inteiro.  Fora que enfrenta todo mundo que sempre a subestimou, né? E mostra que ela pode conseguir o que quiser fazendo as coisas do jeito dela.

 

  • Orgulho e Preconceito

O filme baseado no romance de Jane Austen (que inclusive é o livro que eu estou lendo no momento) é uma graça. Elizabeth Benett é a segunda de uma família de cinco irmãs, mas diferente delas, a menina não quer que sua vida se resuma a um casamento. Ela recusa um casamento sem amor com um primo que só a quer por interesse e, cada vez mais, seus encontros com o enigmático Mr. Darcy aumentam. Apesar de ser uma história de amor, A força e a personalidade forte de Elizabeth são INCRÍVEIS.

 

  • Histórias Cruzadas

Esse filme é MARAVILHOSO. E tem um monte de mulheres incríveis. Uma jornalista resolve escrever um livro sobre as mulheres negras da cidade que largam suas vidas pessoais para trabalhar nas casas da elite e cuidar dos filhos dos ricos. É uma história divertida e emocionante.

 

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Necessidade de amar

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Aos 13 anos, eu tinha certeza de que precisava de alguém comigo para ser feliz. Essa ideia insistente na cabeça me fazia acabar apaixonada por qualquer um. O garoto mais velho que me dava atenção, o que nem olhava pra mim, o príncipe dos 15 anos da irmã da minha amiga. O colega de sala que perguntava a data, o primo da amiga, o amigo do primo, o professor bonito, o garoto da escola que parecia aquele ator de malhação. O vizinho, o namorado da garota lá da sala, o assistente do professor de luta do meu irmão, o amigo que não tinha nada a ver.

Estava sempre apaixonada por alguém, ou me convencendo de que precisava estar. De que aquele, sim, era o amor da minha vida. Vivia fantasiando as histórias mais loucas de amor com cada um que eu conhecia. E a pior parte disso é que eu sofria. Porque, é claro, a ideia de que eu, na adolescência, tinha a missão de encontrar o amor da minha vida era extremamente desgastante. E quanto mais o tempo passava, mais eu tinha certeza de que acabaria sozinha e abandonada no mundo.

Passei tanto tempo emendando uma paixão na outra, que não me lembro de uma fase daquela época que tenha passado sem gostar de ninguém. Acreditei tanto que precisava encontrar o amor que acabei banalizando o sentimento. Estava tão focada em amar e ser amada que acabei não conseguindo nenhum dos dois. A única coisa que meus “amores” de adolescência me trouxeram foi amadurecimento. E ainda bem que eu cresci para perceber que aquele sofrimento todo, as decepções, as horas trancada no quarto chorando ao som de Simple Plan não eram sinônimo de amor.

É bem verdade que, hoje, tenho certa preguiça de relacionamentos. Se me interesso por alguém, falo, corro atrás, mas se é muito complicado acabo perdendo o interesse mais rápido do que imaginava. Já a criatividade para as loucas fantasias de amor eu deixo para as personagens das histórias que escrevo. Depois de muito analisar minha adolescência, percebi que nunca precisei de um amor para viver com amor. Eu invejava os personagens dos livros e filmes que gostava e não prestava atenção em mim mesma.

E é tão mais fácil ser feliz quando se está bem com quem você é… Mas com 13, 14, e todas as outras idades dessa fase louca que é a adolescência, era aquilo que fazia sentido na minha cabeça. Não dava para ser feliz se eu não estivesse apaixonada. Mais uma vez, ainda bem que eu cresci! Todo o esforço que eu dedicava a me apaixonar e induzir um sofrimento sem sentido, hoje eu focalizo para as coisas que eu amo de verdade.

Eu amo passar horas cuidando do meu cabelo e pesquisando quais os melhores produtos para os tratamentos de que ele precisa. Amo assistir séries junto com o meu irmão, ainda que a gente nunca entre em acordo sobre a quantidade de episódios que vamos assistir por dia. Eu amo a sensação de liberdade de andar sozinha por aí. Amo sair com a minha família e bater papo com os amigos. Amo conhecer lugares diferentes e assistir a vídeos idiotas no YouTube. Amo dançar, fazer teatro e escrever.   Amo passar o dia de pijama assistindo de tudo na Netflix. Estudo o que amo e trabalho com isso também

Não, eu não desisti daquele amor que tanto procurei, nem deixei de acreditar que um dia a gente vai se esbarrar por aí. Mas a pressão que eu fazia sobre mim mesma para isso eu resolvi deixar de lado. Eu não preciso e nem quero um relacionamento nesse momento da minha vida. Se acontecer, ótimo, mas se não, é ainda melhor. Finalmente aprendi a ser feliz solteira. A me permitir ser livre e dizer sim ou não para o que eu bem entender.

Gostaria de ter descoberto essa paz antes. Que minha adolescência não tivesse sido tão conturbada em relação a isso. Mas só encontrei essa folga da necessidade de amar agora. E a sensação é maravilhosa.

Bruna Paiva

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O que você faria se soubesse que esse é o seu último dia na Terra?

ultimo dia da terra

Eu faria uma aula de ballet. Depois uma de sapateado, talvez uma de jazz também. Eu escreveria para o meu diário, que esteve comigo em todos os momentos da minha vida. Eu tentaria falar com todos aqueles que eu amo e agradecer por tudo, dizer o quanto eu os amo. Tentaria também falar com todas as pessoas que já foram, de alguma forma, importantes na minha vida e agradecê-las.

Eu provavelmente escreveria para meus ídolos agradecendo todas as loucuras que eles me proporcionaram. E abraçaria muito forte o meu irmão. E meu pai. E minha mãe. E minha avó. Bom, acho que teria um bocado de abraços muito fortes para dar.

Talvez eu escrevesse um texto sobre a sensação de se saber que esse é o último dia de sua vida. Taí, daria um bom texto.

Eu comeria macarrão, e petit gateou, e camarão. E costela com molho barbecue. Sushi! Com certeza sushi. E o bolo de doce de leite crocante da Lecadô, definitivamente esse bolo. E comida árabe. Meu Deus, eu amo comida árabe. E o milk-shake de Ovomaltine do Burger King. Ah, e também um hambúrguer na Madero, que é a melhor hamburgueria que eu já fui na minha vida. Lógico que eu não conseguiria comer isso tudo. Então comeria um pouco de cada um e depois garantiria a refeição do dia para alguns moradores de rua.

Bom, eu ligaria o som no último volume, escolheria uma música que eu amo e dançaria que nem louca no meu quarto. Só de calcinha. Eu assistiria cenas dos meus filmes preferidos e leria trechos dos livros que mudaram minha vida. Reuniria alguns amigos para relembrar momentos engraçados e chamaria meus primos para fazermos uma última bagunça, daquelas que fazem lembrar a importância de se ter uma família.

Eu conversaria com meu irmão e correria com minha cachorra. Eu iria numa perfumaria só para passar o meu perfume favorito. Eu pintaria uma unha de cada cor para a indecisão não me corroer. Eu tomaria um banho de mangueira como quando eu era criança. Eu iria até a praia e me lambuzaria de areia. Falando em lambuzar, eu realizaria um sonho que a Xuxa plantou na minha cabeça. Envolve baldes de tinta e muita sujeira.

Pensando bem, tudo o que eu faria se eu soubesse que ia morrer eu posso fazer sem essa pressão… Quando comecei a escrever esse texto minha intenção não era essa. Ouvi a pergunta “o que você faria se fosse seu último dia na Terra?” e resolvi pensar.

Depois de colocar para fora tudo aquilo que veio em minha cabeça, percebi que são coisas que posso fazer em qualquer dia da minha vida e significam tanto que não consegui pensar num último dia de vida sem elas. Mas a questão é que eu não preciso estar morrendo para fazer nada disso. Acontece que só damos valor às coisas quando perdemos. Ou, nesse caso, quando nos vemos prestes a perder.

Bom, não tenho como realmente prever quando será meu último dia na Terra. Mas tendo em mente que essas são algumas das coisas mais importantes da minha vida, acho que posso começar a coloca-las em prática. Afinal, não se sabe o dia de amanhã.

E você? O que faria se esse fosse seu último dia na Terra?

Bruna Paiva

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Diário de viagem: curtindo Camboriú!

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Olá, pessoal! Finalmente chegamos ao último dia de diário de viagem! Vou contar como foi a estadia em Balneário Camboriú!

Durante toda a viagem, nos hospedamos num apartamento no Pontal Norte de Balneário Camboriú. Era bem pertinho da praia e do centro. Foi ótimo porque podíamos sair tanto a pé quanto de carro. Não ficamos muito tempo por lá, usamos mais para dormir e tomar café, já que saímos da cidade quase todos os dias, mas deu pra conhecer um pouquinho também.

O que me deixou mais impressionada em Balneário Camboriú (além da beleza dos locais, é claro) foi a educação. Perdi a conta das vezes em que olhei em volta exclamando “como eles são civilizados!”.

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A faixa de pedestre

O que mais choca qualquer carioca, e aos paulistas também, é a falta de sinais de pedestres. Isso mesmo, sinais (semáforos, faróis, chame como quiser) só existem nos cruzamentos mais perigosos. Nos demais locais, há apenas faixas de pedestres, um pouco mais altas que o nível da avenida. E, choquem-se, é só botar o pé na faixa que TODOS os carros param.

Na primeira vez em que vi, não acreditei. Quando entendi o que acontecia, resolvi testar. Resultado? Uma retardada que toda hora mudava de calçada para sentir o gostinho do que nunca vai ver em sua cidade. Sejamos francos, se isso vira norma no Rio de Janeiro, ou em São Paulo, metade da população seria atropelada só na primeira semana.

Balneário Camboriú é a típica cidade do interior que se desenvolveu MUITO e virou cidade grande. Talvez essa seja uma das razões para os engarrafamentos gigantes e sem ter para onde fugir. Passamos horas parados e quase perdemos o circo do primeiro dia de viagem, porque o trânsito não tinha escape.

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Com nossos primos no bar Chaplin

Outra consequência do grande e rápido desenvolvimento da cidade são os prédios à Avenida Atlântica, orla da praia. Nas praias de Camboriú, a faixa de areia é pequena, o calçadão também. Acontece que, do outro lado da calçada, foram construídas dezenas de prédios, com dezenas de andares. Ou seja, depois do meio-dia, a praia fica completamente à sombra dos arranha-céus. Apesar de não ser muito chegada a ficar no sol, achei um crime!

Como durante o dia fomos aos parques, aproveitamos Camboriú mais tarde. Fiquei impressionada com a noite da cidade. Ok, ok, sei que meu Rio de Janeiro também tem uma noite animada. Mas por lá, todas as lojas também ficam abertas. Passamos pelo centro às 22h, durante a semana, e não havia sequer uma loja fechada, muito menos sinais de que pretendiam fechar tão cedo.

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A caixinha de doações de livros

No primeiro dia, depois de uma visita ao Beto Carrero, nos encontramos com primos num bar chamado Chaplin que é beeem gostosinho e fica na orla da praia central. Ah, mais um indício de que eles são mais evoluídos: no calçadão, existem caixinhas onde pode-se doar livros ou revistas para quem quiser ler na praia. Achei muito legal.

Em Camboriú, existe um ponto turístico conhecido como Cristo Luz, nada menos que uma imagem do Cristo segurando um refletor. É bonito e fica no alto de um morro. Por falta de tempo, acabamos não passando por lá. Mas o víamos de vários pontos da cidade.

A cidade é muuuito bonitinha. Amei minha estadia e voltei pra casa encantada.

É isso, pessoal, esse foi nosso último diário da minha viagem. Espero que vocês tenham gostado de acompanhar o que rolou nesses dias que eu tanto gostei.

Um beijo da Bru e até o próximo post!

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Um Diário para Alice em nova fase

DiarioparaAlice-cabeça

Abro esse post dividindo com vocês o orgulho de ver “Um Diário para Alice” emocionando um número cada vez maior de leitores no Wattpad, uma rede social onde leitores e escritores interagem postando e-books, votando em capítulos e comentando as histórias. O romance, que foi lançado aqui no blog no fim do ano passado, agora segue seu curso em uma nova etapa.

Para comemorar, além de convidar vocês a darem uma olhada, votarem e deixarem seus comentários por lá no Wattpad, vou contar um pouco dos bastidores da produção dessa aventura, da qual participei ativamente como fã, produtor, editor e divulgador…

Revista

http://oglobo.globo.com/rio/bairros/adolescente-lanca-romance-que-mistura-capitulos-escritos-videos-em-seu-blog-14670636

UM POUCO DOS BASTIDORES:

Desde que começou a escrever e a me surpreender com o sentimento que coloca em seus textos, estabelecemos uma relação quase profissional aqui no Adolescente Demais. Ela escreve e eu faço a leitura crítica antes da publicação.  Faço uma avaliação sincera e às vezes dou sugestões. Ela me ouve, mas nem sempre me escuta. Tem personalidade forte e costuma defender suas idéias com coragem e uma boa dose de teimosia. Tô falando da Bruna Paiva, dona deste blog, autora de “Um Diário para Alice” e minha filha.

Não foi diferente quando acabamos atropelados por “Um Diário para Alice”.  Digo atropelados, porque me sinto um pouco responsável pelo rumo que  esse projeto tomou. Tudo começou quando, em fevereiro de 2014, ela me mostrou um conto. Gostei do que li e resolvi provocá-la perguntando como a história continuava. Ela escreveu mais dois capítulos. Tornei a provocá-la e o conto foi se transformando, ganhando corpo e cedendo lugar a uma trama bem mais complexa. Oito meses depois ela tinha seu primeiro romance em mãos.

Decidimos manter a ideia original de publicar a história no blog, mas queríamos uma fórmula diferente. Algo que fosse além do texto. Que despertasse o interesse inclusive daqueles leitores menos habituais. Em tempos de internet, Facetime, WhatsApp, Skype, Snap… Por que não fazer um diário eletrônico? Esse foi o raciocínio para a construção dos  Diários para Alice. Em vez de escritos, eles seriam gravados de um smartphone e entremeados entre um capítulo e outro da história.

A ideia parecia boa, mas para  funcionar teríamos que encontrar uma atriz com o perfil certo e disposta a aceitar  condições pouco confortáveis. Ela teria que interpretar ao mesmo tempo em que gravava a si própria com um celular em punho. Enquanto interpretava e se filmava,  ela ainda precisaria seguir algumas indicações de enquadramento e de movimentos de câmera. Para ficar mais natural, não haveria cortes. Os vídeos seriam curtos, mas gravados em uma única tomada. Por aí vcs podem imaginar o grau de dificuldade…

Contamos com a ajuda do ator Pedro Alves, primo da Bruna, para a seleção do elenco. E com a ajuda dele tivemos a sorte de encontrar a talentosa atriz Bruna Villela,  que gostou da história e corajosamente topou encarar o desafio. No primeiro encontro das Brunas, autora e atriz se entrosaram bem. Depois se encontraram novamente para leitura dos textos, para conversar sobre os perfis das personagens, sobre o figurino e acessórios que a protagonista Bianca usaria.

Testamos a forma como os vídeos seriam gravados, o enquadramento, a entonação e alguns movimentos de câmera. Mas a verdade é que estávamos apostando em uma fórmula que não sabíamos ao certo se funcionaria. O teste final foi a gravação do primeiro vídeo, o Diário Nº 2 (sim gravamos o Nº 2 antes do Nº 1), no aeroporto. Bruna, nossa atriz, já chegou como Bianca, com tranças nos cabelos, olhos bem delineados e o ar tenso de quem estava deixando uma vida para trás.

Bruna, nossa autora, chegou de coque, depois de um dia cheio, que começou às 7h da manhã com a escola. Emendou, das 14h às 18h ,  em quatro horas de aula de dança, para encerrar com mais duas duas horas e meia de curso de Espanhol. Às 21h resgatei o que sobrara da minha filha escritora na porta do curso de idiomas e partimos para nossa primeira locação. Ao contrário do que se pode imaginar, a euforia afastava qualquer vestígio de cansaço. Nos encontramos todos no aeroporto às 22h de terça-feira, dia 2 de setembro. Eu, as Brunas e Pedro.

Após uma rápida preleção nossa Bianca fez uma primeira gravação para passar o texto. Esqueceu o final e aumentou o nosso grau de ansiedade. Era o primeiro Diário, em um aeroporto com gente circulando, funcionários parando para ver o que se passava e a pressão do relógio. Não havíamos pedido autorização para gravar ali dentro e a qualquer momento a segurança poderia encrencar. Repassamos o texto com ela e, percebendo nosso nervosismo, ela, justo ela que era a mais pressionada naquela situação, sorriu e pediu que relaxássemos pois “estava tudo sob controle”.

E foi o que fizemos. Deixamos acontecer e nossa Bianca nasceu. O vídeo ficou ótimo e ainda aproveitamos um mega ventilador do aeroporto para dar o efeito do cabelo voando no fim da gravação. Belo Improviso da nossa super atriz-câmera-woman que caminhou na direção do vento. Quando assistimos ao resultado tivemos a certeza de que estávamos no caminho certo.

MAKING OFF DA GRAVAÇÂO NO AEROPORTO: 

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Quando o tempo para

Tempo

Desculpe-me meu caro Agenor, a música é linda, mas acho que você se equivocou. O tempo para sim. E são justamente os momentos em que o sentimos parar aqueles que devem marcar o calendário da vida.

Eu conto a vida por esses marcos, e minha folhinha é cheia deles. O dia em que perdi os sentidos ao encontrar meu ídolo, o dia em que levei o fora de um amigo porque confundi as coisas, o primeiro beijo no cinema…

O primeiro encontro com um cara especial. O abraço de perdão de um amigo com quem fiquei brigada quase um ano. O dia em que minha turma ganhou o concurso de dança do colégio. O dia em que ficamos em segundo lugar e saímos de lá indignados com o júri.

A perda de alguém muito especial, os aplausos escutados de cima do palco. Um pedido de namoro inusitado, um término inesperado. A discussão com um professor na escola, aquela nota dez que você precisava. A frustração de não passar numa prova para a qual você tanto se dedicou.

A festa surpresa que organizaram para mim quando eu nem queria comemorar aniversário. A notícia da reprovação do meu melhor amigo, filmes inesquecíveis, brigas inesquecíveis, beijos inesquecíveis. Em cada um desses momentos, e em muitos outros, o tempo parou.

Ele pode até ter continuado a passar para Cazuza e pro resto do mundo, mas para mim esteve completamente parado. E quando fecho os olhos ainda posso reviver cada um desses momentos com efeito de câmera lenta.

Meu calendário da vida é repleto dessas lembranças. Experiências que não voltam e das quais eu não me arrependo de ter vivido. Conto a minha existência por elas, e não por datas e dias da semana.

Porque, no fim das contas, o que fica da vida é só esse calendário de memórias. São os momentos em que o tempo parou.

Bruna Paiva