No ar a pré-venda de Um Diário Para Alice!

Agora é oficial, gente! Está no ar a campanha de pré-venda do meu primeiro romance! Um Diário Para Alice finalmente vai virar livro físico 😊 e você já pode encomendar o seu em https://www.kickante.com.br/campanhas/pre-venda-do-livro-um-diario-para-alice

Este é um momento muito especial, que aguardo desde os 16 anos, quando escrevi a primeira versão da história de duas amigas que acabam separadas por um terrível acidente.

Esta primeira edição do livro será independente, com tiragem limitada. Isso quer dizer que todos os custos de produção, impressão e divulgação ficam por minha conta. Por isso, preciso do apoio de cada um de vocês. A quantidade de livros impressos dependerá diretamente do resultado dessa campanha de pré-venda.

Os detalhes da campanha de pré-venda, assim como sinopse do livro e um trailer incrível da história estão lá no site da kickante!

O lançamento será em novembro num local que ainda será definido.

Garantam seus exemplares!

Beijo,

Bruna Paiva

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Um Diário Para Alice vai virar livro físico!

 

Olá, pessoal!

É com muita, muita alegria que eu venho anunciar pra vocês a notícia mais legal do ano: finalmente meu romance Um Diário Para Alice vai virar livro físico!

Depois de 3 anos e meio publicada em versão online no Wattpad, e recebendo os melhores feedbacks possíveis, vocês vão poder ter a história de Bianca e Alice aí nas suas estantes! E o livro contará com novos desdobramentos e um epílogo com o qual espero surpreender até mesmo os que já leram a versão digital da história.

É uma notícia linda ou não é 😊 ?

Vou lançar o livro de forma independente, e as vendas acontecerão por meio de uma campanha de crowdfunding. A pré-venda começa no próximo sábado, dia 4/08 e o lançamento do livro será em novembro, em um local bem bacana que ainda será definido.

Vai ter muito post nas redes sociais para lembrar vocês de garantir seus exemplares. Quero contar com vocês também para me ajudar a divulgar a campanha! Preparem-se, vai ser lindo!

 

Bruna Paiva

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Nossas Vidas

Coloco os pés no salão e o nervosismo toma meu corpo. Nunca sonhei com um casamento tradicional. Mas, quando ele propôs, me descobri louca por um vestido branco e a cerimônia pomposa. Meu pai me dá o braço e, em silêncio, agradeço pela sacudida que deu em minha vida. Não fosse a insistência em se mudar para o interior, nunca teríamos travado aquela briga e eu não teria saído de casa aos prantos para pedir abrigo temporário no apartamento do meu amigo.

Aperto as flores em minhas mãos e me lembro de nosso primeiro beijo. Na faculdade, sem a menor pretensão de relacionamento. Sem ter ideia da amizade que surgiria. Sem imaginar que seis anos depois, formados, por um tropeço da vida nossos corpos se reencontrariam.

Fecho os olhos e respiro fundo. Oito anos de amizade, dois namorando. Uma procura de apartamento interrompida por um “mora aqui comigo”. Um quarto de hóspedes abandonado por um “dorme aqui comigo”. O futuro iniciado por um “casa, então, comigo”.

A porta se abre e ele está no fim do corredor. Lindo. Eu sorrio, chorando. Quem diria? Solto o ar pela boca enquanto na cabeça passa cada crise amparada, cada vinho em fim de tarde, cada briga superada, cada beijo na boca. Cada silêncio compartilhado e cada filme que eu vi pela metade porque dormi no meio enquanto ele me fazia carinho; as pequenas delícias de morar com o único cara com quem me imagino.

Quatro passos, estou tremendo. Vejo nossos amigos e lembro do fatídico churrasco. Era copa do mundo. Morava com ele há seis meses, dormíamos juntos há quatro. Em segredo. Ele me deu a mão quando saímos do carro e eu entrelacei nossos dedos. Um acordo tácito. “Vocês estão juntos?” “Sim”, respondemos pela primeira vez com certo frio na barriga e sem saber no que ia dar.

A sobrinha dele vai na minha frente, espalhando pétalas pelo caminho e me vem a lembrança da família dele comemorando a notícia. “Eu sempre soube que vocês ficariam juntos no final”, minha cunhada falou.

Já não sei mais quanto andei, mas o corredor parece infinito. Nossos professores estão ali. Só os preferidos. Só os que viraram amigos. Todos testemunhas do início daquela história. Volto a olhar para ele. Está chorando, e sorrindo. Aquele sorriso… me hipnotizou desde o primeiro dia, embora eu tenha guardado para mim.

“Se você parar pra pensar, a gente já é praticamente casado”, ele disse cozinhando enquanto eu fazia minhas unhas. “Mas e então, quer?” Borrei o esmalte, mas quis. Quero. Finalmente chego e lhe dou um abraço.

O próximo “sim” não vai mudar nossas vidas. Amanhã é apenas um dia normal. Acordaremos juntos, ele primeiro, eu com o cheiro do café. Dormiremos abraçados, eu primeiro como manda meu cansaço.

Muda um papel assinado e o dedo do anel. De resto, eu não quero mesmo que mude nada.

 

Bruna Paiva

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Aventura

Você é aventura

Adrenalina

O cigarro que eu nunca fumei

A favela que eu nunca subi

O sexo que eu nunca fiz

Teu sorriso me desafia

E eu mergulho naquela boca

cheia de possibilidade.

Minha própria descoberta

De que o mundo é maior

E que o gosto de tabaco na tua língua

Talvez seja um belo vício

Você traz a liberdade

De uma vida que eu não conheço

Da loucura que eu reprimi

Pelo bem dos bens costumes, da moralidade

Você é o foda-se que eu engoli

Por tantos anos de obediência

A um mundo que não é meu.

O suspiro de desafogo por uma angústia que me corrói.

O notar que aquele medo

Enraizado

Construído

Não me pertence

O ser livre que do desejo

Passou à ação

O tempo controlado

Presente

Sem futuro, sem passado

Você é aventura

De um jeito que eu nunca vivi.

 

Bruna Paiva

 

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A bailarina

“Você é bailarina?”

Fernanda tirou os olhos do livro ao ouvir a pergunta. A plataforma pouco movimentada à espera do metrô não deixava muita dúvida de que era com ela que falavam. Sem tirar as costas da parede, olhou para baixo e logo encontrou a dona daquela voz delicada a encarando, esperando uma resposta.

“Já fui”, respondeu confusa observando a garotinha. Corpinho franzino que parecia começar agora o processo de puberdade. Vestida com o uniforme de uma das maiores escolas de dança da cidade, ela trazia os cabelos bem presos num coque amarrado por fita azul e as mãos segurando as alças da mochila. Uma mulher de meia idade observava a cena de não muito longe.

“Dá pra ver”, a menina falou apontando com a cabeça para os pés de Fernanda, que riu ao perceber as próprias pernas em primeira posição. Hábito involuntário. Uma vez bailarina, sempre bailarina.

“Você não dança mais?”

“Tive que parar”, respondeu fechando o livro e desmanchando a posição dos pés. Se escorou de lado na parede, passando o peso para uma perna só. “E você? Essa escola aí é boa, hein…” , falou apontando para a camisa da menina.

“É! A melhor da cidade! Estou começando a subir na ponta!” A menina sorriu empolgada, fazendo Fernanda sorrir de volta.

“Que legal! Esse é um momento importante, né? Tem que se dedicar muito.”

“É… É difícil. Dói muito. Você subia na ponta?”

“Subia. Subia, sim.”, Fernanda respondeu com um suspiro e a criança a encarou na espera da explicação que não veio.

“Por que você não dança mais?”

Fernanda mordeu o lábio e desviou os olhos pro trilho vazio antes de responder.

“Eu me machuquei… Aí não pude continuar.”

“Se machucou dançando?”

“Foi.”, respondeu com a cabeça fora dali. O trabalho, os ensaios, as conquistas. O palco, o solo, a variação tão desejada. A temporada dos sonhos, a vida como sempre quis. O salto, a queda, o silêncio, o público, o alvoroço. A dor, o desespero, a correria, os rostos assustados. O socorro, o hospital, os médicos, a cirurgia, o pavor. As sequelas, a negação, a fisioterapia, a insistência, o veredito: sonho destruído.

“Eu não quero parar. Eu amo dançar. Quero dançar a vida inteira.”

A menina recomeçou a falar obrigando-a a voltar para o presente. Fernanda sorriu não podendo evitar que seus olhos enchessem de lágrimas. Se reconheceu na pequena.

“Então se dedique muito. E se cuide direitinho…”

A mulher que até então apenas observava a cena finalmente se aproximou, colocando o braço em volta da criança

“Filha, chega de perturbar a moça.”

“Não, imagina… Uma graça a sua filha.”

“Obrigada.”

“Mãe, ela é bailarina. Quer dizer, era. Aí a gente está aqui conversando coisas de ballet”

Fernanda riu ainda tentando disfarçar os olhos molhados. Antes que pudesse responder, um metrô apareceu na plataforma.

“É o nosso.”, falou a mãe da criança. Era o dela também, mas Fernanda preferiu fingir que não, esperaria sozinha pelo próximo carro.

“Qual o seu nome?”, perguntou antes que a criança fosse embora.

“Fernanda!” Riu da coincidência, guardando-a para si mesma e falou:

“Boa aula, Fernanda. Não desista dos seus sonhos” a menina agradeceu alegre e Fernanda sorriu de volta, murmurando um “boa sorte”, enquanto o vagão ia embora.

Bruna Paiva

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A tal da boa educação

No mecanicismo rotineiro dois olhares se cruzam e não podem mais voltar atrás. Uma tenta fingir que não viu, a outra também, mas de repente estão se encarando há tempo demais para não se cumprimentarem. É a força involuntária da chamada boa educação que se enraizou tornando impossível seguir a vontade de ir embora naquela situação.

Então as duas se aproximam lentamente, com seus sorrisos amarelos e o interesse forjado em uma vida que nunca fez diferença na sua própria. Ainda assim, o fato de em algum momento terem estudado juntas, aquele único fio em comum, parece moldar a necessidade do diálogo que se segue.

“E aí, menina!”

“Quanto tempo!”

“O que tem feito da vida?”

A resposta é vaga de ambos os lados e nenhuma das duas entende bem se o que ouviu tem a ver com a pessoa que nem conhecia 6, 7 anos atrás.

“E esse calor, menina?”

“Rio de Janeiro é complicado, né…”

“Você tem encontrado com a Juliana?”

“A gente parou de se falar no Ensino Médio”

“Ah sim… Tem visto alguém daquela época?”

“Na verdade, não…”

O sorriso sem jeito se sustenta enquanto as duas cabeças maquinam a falta de assunto até que alguém consiga uma desculpa suficientemente plausível para sair correndo dali. “Tchau, querida, bom te ver”, “Um prazer te reencontrar”…

E então as duas voltam para a rotina de onde não queriam ter saído tendo a certeza de que às vezes é mais confortável ser mal-educada…

Bruna Paiva

 

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Join the black parade

Finalmente sentou-se. A senhora que se oferecera para segurar sua mochila desceria no próximo ponto e cedeu o lugar. Sorriu agradecida, era a cadeira alta. Mania de infância que se dava o luxo de conservar aos 23.

Sentada, se apressou em espetar o fone de ouvido, já arrumado por dentro da blusa, no celular e enfiar o aparelho de volta ao fundo da mochila depois de dar play. Encostou a cabeça e respirou fundo fechando os olhos por um momento. As primeiras notas já a levaram para longe dali. When I was a young boy / My father took me into the city/ To see a marching band. Sorriu com o coração aquecido pela grata escolha da ordem aleatória.

A via expressa, vista pela janela, naquele dia frio, parecia se colorir em melancolia. O cara de verde sentado a seu lado era um borrão. Os outros passageiros, nem isso. A música estava tão alta quanto possível e os ouvidos até reclamavam, mas o sangue pulsava no ritmo que escutava.  One day I’ll leave you/ a phanton to lead you in the summer/ to join the black parade.

Parou o ônibus no ponto. Sobe, desce, roda roleta, dança das cadeiras. Gente pedindo licença, colocando as mochilas na frente dos corpos. Son when you grow up would you be the savior of the broken? Voltou a andar o ônibus, devagar saindo do ponto e então mais rápido, de volta à velocidade da via.

Há certo movimento no fundo. Todos se viram para olhar. Caras assustadas, crianças chorando, passageiros revirando as próprias bolsas. Sometimes I get the feeling she’s watching over me.

Três homens armados, gritando, batendo nas cadeiras, fazendo alarde. Ela não os escuta, mas balança a cabeça no ritmo da música. And through it all, the rise and fall, the bodies in the street. Os homens andam até a frente do ônibus. Donos da cena. Armas apontadas e batendo nos balaústres. We’ll carry on, we’ll carry on.

Pertences recolhidos. A mochila passando como um chapéu de artista depois do show. Terror. Your memory will carry on. Gente encolhida, batendo nas janelas. Do lado de fora, a via expressa mais melancólica que nunca. Dentro do ônibus, a realidade destacada apresentava o caos completo. Your misery and hate will kill us all. Ela toca bateria no ar. A histeria coletiva aumenta. Há pânico, gritos. Ela assiste a tudo como um filme mudo. We’ll carry on/ And though you’re dead and gone, believe me.

Chega sua vez. A mochila estendida. O assaltante de cara fechada, a todo custo transmitindo o ódio que trazia no olhar. Tensão. Ela balança a cabeça olhando para frente. Disappointed faces of your peers, oh, oh, oh. O cara ao lado entrega tudo e a encara. Take a look at me cause I could not care at all.

Como é que é? Sacode a mochila. Do or die, you’ll never make me.  Ela o encara se sacudindo no ritmo da música. You can try, you’ll never break me.

O homem se irrita, grita para o outro, que se aproxima. Qual foi? Won’t explain or say I’m sorry. Ela sacode o cabelo. Ele se irrita e chama o terceiro, que chega agressivo, empurrando o braço dela com a arma. Give a cheer for all the broken. Nem sinal de entregar o telefone. Tá maluca? Just a boy who had to sing this song.

Ele atira na janela, gritando. Vidro estilhaçado. Gritaria generalizada. Ela não se move. A arma apontada em sua direção. I’m just a man, I’m not a hero. O cano frio na testa, esquentando a pele de terror. Ela fecha os olhos enquanto sente o gosto amargo do medo. O assaltante invocado falando sem que ela escutasse. I. Don’t. Care. Gatilho puxado. Entendeu sua sentença. Mas morreria ouvindo a música preferida.

WE’LL CARRY ON, CARRY ON…

Bruna Paiva

 

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SOBRE DEIXAR DE AMAR: meu mais novo e-book!!

Oi, pessoal!

Hoje eu vim trazer uma novidade incrível pra vocês.

Acaba de ser lançado o meu primeiro e-book na Amazon! Sobre deixar de amar é uma antologia de textos meus. São 16 textos, alguns que um dia foram postados no blog, outros completamente inéditos, e todos trazem como temática o mais complexo dos sentimentos: O amor.

Entretanto, Sobre deixar de amar, como o nome já sugere, não traz uma visão idealizada desse amor superestimado em que a gente cresce acreditando. São crônicas sobre amores reais, amores sombrios, amores difíceis, amores impossíveis, todas as facetas do sentimento mais controverso que por vezes preferimos ignorar.

O e-book entra já está disponível na Amazon, custando R$5.99 e também disponível no KindleUnlimited. E eu estou louca para saber o que vocês vão achar! Para comprar é só clicar aqui!

Espero vocês por lá!

Beijos

Bruna Paiva

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Muito do que sei sobre empatia eu aprendi sendo fã

Pensar no outro, ajudar alguém sem querer nada em troca, se colocar no lugar da outra pessoa, compartilhar e ficar feliz pela felicidade de alguém. Muito do que eu sei sobre empatia eu aprendi sendo fã.

A amiga que mora no outro canto do país e nem te conhece pessoalmente, mas liga quando descobre que seu ídolo está indo pra sua cidade e ainda dá um jeito de te botar pra falar com ele. O celular emprestado pra fazer uma foto, na correria, seguido de “qual seu nome? Me passa seu número que eu te mando a foto.” O pedir pro ídolo mandar um áudio pro grupo das amigas que não puderam ir até lá. A menina que nunca te viu, mas fala “você não tem pôster para eles autografarem? Eu tenho dois, toma”. A que te procura na internet só pra dizer que fez um vídeo do teu ídolo te dando um autógrafo. Fazer campanha na internet pro ídolo seguir a coleguinha que está no Fandom há anos mas nunca foi notada. O “vai você primeiro que não vê ele há mais tempo” de quem só sabe disso porque você falou no início do dia.

Essas pequenas coisinhas que não mudam nada na vida de quem faz, mas que, a gente sabe, significam TANTO pra quem recebe… Eu sempre digo: “amor de fã só entende quem também sente” e acho que talvez por isso a gente acabe se ajudando tanto. Quem é fã sabe o quanto é importante aquela foto com o ídolo, e o quanto um “Menina, cê tá tremendo, deixa que eu tiro pra você” salva na hora do nervosismo.

A questão é que ninguém precisa fazer nada disso. Podia ser só um monte de gente no “cada um por si” e sem nenhum tipo de empatia por ninguém. Cada um ali tem seu próprio amor pelo ídolo, seu próprio sentimento, suas próprias motivações para admirar tanto determinada pessoa, independente das outras fãs. Mas nesses anos todos enfrentando fila e fazendo loucuras pelos artistas que admiro, eu aprendi que quando estamos na mesma situação é melhor agir em conjunto.

“Vai lá comer que eu guardo teu lugar na fila”, “cadê a menina que tava sem caneta pro autógrafo? Usa a minha”, “Tô com sede, mas ele pode aparecer a qualquer momento se eu for até a lanchonete da outra rua” “Eu tenho água aqui” e assim se inicia uma conversa que, além de matar o tédio, te faz conhecer gente que entende exatamente por que você resolveu passar o seu feriado com sol na cabeça, na calçada esperando uns caras descerem de um hotel.

É claro que tem aquelas que escondem informação, que se dizem amigas, mas quando descobrem o nome do hotel te olham como “nunca nem vi”; as que te veem ali no sol, na fila e não contam que quem você espera acabou de sair e não vai voltar tão cedo. Tem umas que mentem horários de voos, que te mandam para um hotel a bairros de distância do lugar certo, ou que continuam na frente depois de já ter falado com o ídolo, em vez de dar lugar pra próxima pessoa. Mas gente idiota tem em todo canto. Na faculdade, na vizinhança, na academia, na polícia, no Planalto… Eles estão por toda parte.

Ainda assim, quando eu me vejo sentada na calçada dividindo comida com gente que eu nunca vi na vida, virando intérprete pra que a pessoa que eu conheci duas horas atrás consiga “conversar” com o ídolo, mesmo sem falar inglês, eu percebo o quanto a gente se ajuda nessas situações… Todas as minhas experiências nesse sentido são incríveis. Algumas amizades de show eu tenho até hoje.

Quando está todo mundo ali no mesmo barco, na espera interminável em porta de hotel, em fila de show, em desembarque de aeroporto, um acaba ajudando o outro sem nem pensar que nunca viu (e que provavelmente nem vai voltar a ver) aquela pessoa na vida. E essa é das coisas mais bonitas que ser fã já me ensinou…

Bruna Paiva

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Vem pro poliamor você também!

Toca a notificação do celular e Letícia abre sem entender bem o remetente. A mensagem vinha de alguém que nunca trocou três palavras com ela antes. O típico amigo de amigo que se aceita no Facebook por educação. Mas depois de tantos anos sem contato nem mesmo com o tal do amigo em comum, não imaginou que aquela pessoa lembrasse de sua existência. Lembrava.

– Oi. Tudo bem?

– Olá!

– Então, tô mandando mensagem pra todas as mulheres interessantes que eu acho que estão solteiras no meu Facebook. hahah

– Oi?!

– Calma, vou explicar.

– Por favor…

– Eu e minha namorada estamos juntos há mais de três anos

– Como é?! Namorada?

– Isso! Temos um relacionamento estável. Mas estamos em busca de companhia.

– Olha, eu acho que você tá me confundindo.

– Não! Não tô, não. Você é aquela amiga do Marcelinho que andava com a Bárbara na oitava série. Sempre te achei linda.

– Querido, sua namorada sabe que você tá dando em cima de outra na internet?

– Sabe!

– Mas é muita cara de pau, viu? Nunca nem falei contigo!

– Calma, você não tá entendendo.

– Não tô mesmo!!

– Eu e minha namorada estamos procurando alguém.

– Meu querido, existem lugares para isso.

– Queremos alguém bacana, conhecida… Uma mulher de mente aberta… Queremos uma amiga colorida que tenha curiosidade sobre o poliamor.

– Eu não acredito no que tô lendo. Eu nem te conheço!!!

– Mas a gente pode se conhecer… Você é bacana, eu lembro. Minha namorada vai gostar de você. Dá uma chance pra gente…

– Você está louco!

– Eu sei que muita gente acha que poliamor é putaria. Mas não é nada disso… A gente te explica com o maior prazer quando se encontrar.

– Você não tá entendendo. A gente não vai se encontrar.

– Poliamor é modernidade, é amor livre, é dar chance para conhecer novas pessoas e ampliar o relacionamento, é ser movido pelo amor, mesmo… A gente tá querendo entrar nesse mundo e só precisa de companhia… Dá uma chance, vem com a gente…

– Você perdeu a noção. Eu vou parar de responder.

– Aff… Tudo bem, mas faz um favor? Se tiver alguma amiga interessada, coloca em contato comigo?

Cristiano foi bloqueado.

 

Bruna Paiva

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