Pega, mas se apega, sim!

”Da sombra daquele beijo

Que farei, se a tua boca

É dessas que sem desejo

Podem beijar outra boca? ”

(Manuel Bandeira)

 

Nunca gostei da ideia vazia de ficar com qualquer um, em qualquer lugar. Isso de pegar sem se apegar, de ir para a balada e ficar com dois, três, ou mesmo só um com quem você não tem a menor intimidade, não tem graça nenhuma.

Eu respeito o pensamento, mas nunca me encaixei no time do “pega, mas não se apega”. E, às vezes, acho que, se tivesse essa capacidade, minha vida seria realmente mais fácil. Me pouparia de boa parte da minha coleção de estresses e decepções.

Mas eu não consigo. Gosto de conhecer as pessoas. De sentar, conversar e descobrir o que temos em comum, quais as nossas diferenças, o filme bobo que ele mais gosta, falar daquela música que eu amo… Gosto de frio na barriga, de mão suando e coração acelerado.

Gosto da vontade que vai crescendo a cada conversa. De sentir minha pele arrepiando quando me encosta. Da tensão pré-beijo e do formigamento enquanto sua mão me percorre. Gosto de beijo com desejo, com sentimento de “até que enfim”.

Eu gosto de perder o fôlego. De pele na pele e dedos entrelaçados. Gosto de sorriso compartilhado, de olho no olho, conversa banal e piadas internas. Eu gosto do sentimento, do algo a mais. Gosto de parceria, segurança, de saber que tem alguém ali….

Você tem todo o direito de não querer se apaixonar, apesar de estar sempre “pegando” alguém. Mas não venha tentar me convencer de que tudo isso perde para um beijinho de balada em quem você mal sabe o nome.

Bruna Paiva

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Tempo presente

Eu esbarrei com o passado, bem no meio do meu presente. Tropecei nele durante a rotina.

De início, minha cabeça adolescente me fez acreditar que aquilo era obra do destino. Que a vida havia planejado as coisas dessa forma, desde o primeiro momento.

Me peguei romantizando demais a coisa. Na verdade, me forçando a acreditar na absurda ideia de que “era para ser”. Mas o êxtase nostálgico se dissipou.

Me dei conta de que, por mais importante que tenha sido, o lugar do passado é lá mesmo; ou ele deixa de poder ser definido dessa forma. Percebi que o tempo me mudou. E eu gosto do que me tornei. Voltar para uma história em que eu já conheço o final não é uma escolha inteligente a se fazer.

E então eu decidi que o presente é onde eu quero viver.

Dei um abraço no passado, reconhecendo que sem ele eu não teria crescido tanto. Deixei que ele fosse. Sem mim. De volta somente às minhas lembranças. Onde é realmente seu lugar.

E então voltei para o caminho do meu presente. Que é o tempo que realmente importa.

Bruna Paiva

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Só mais uma pra conta

O mundo não acabou. A vida não deu stop. O ar continua invadindo meus pulmões. Meus órgãos não desintegraram. O chão segue firme sob meus pés. A música no bar nem mesmo baixou de volume.

Mas dessa vez eu não fui surpreendida pela falta de mudança exterior. Sabia que não era o fim de nada além de mais um “nós” que nem era tão plural assim. Dessa vez, não chegou a doer. No máximo um incômodo que perturba um pouco, mas logo passa. Afinal, não foi nada de extraordinário, nada fora do costume.

Só mais um punhado de expectativas quebradas. Mais uma vez em que senti demais por quem sentia de menos. Talvez a culpa seja mesmo minha por me entregar demais, esperar demais. Mas que posso fazer se é só desse jeito que sei sentir?

Pelo menos, de certa forma, já aprendi a lidar com as pequenas decepções que me assolam de vez em quando. A velha receita sempre funciona: focar em outras coisas, encontrar um bom livro, sair com uns amigos e achar motivos para rir até machucar a barriga. E a dor que não for física a gente transforma em arte.

Bruna Paiva

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O que deu errado no mundo?

Quando uma pessoa resolve se matar, algo está errado no mundo. Tão errado que fez alguém se convencer de que o mais acertado a fazer era tirar a própria vida. Triste. Devastador.

Quando alguém decide que no momento de seu suicídio vai levar outras pessoas, desavisadas, consigo, algo está muito errado no mundo. Egoísta. Imperdoável. Calamitoso. A prova de que a raça humana não entendeu nada sobre a vida, que nossa racionalidade é absolutamente questionável.

Quando uma pessoa resolve explodir uma bomba num estádio lotado de crianças e adolescentes sonhadores, que contaram os dias para assistir à apresentação da artista que admiram, algo está catastroficamente errado no mundo.

Se a parcela mais sonhadora da humanidade tem sua esperança surrupiada, que fazemos nós que já estávamos enojados há tempos? Se não se pode ser criança em paz, se divertir num evento com que tanto se sonhou, se não podemos acordar sem medo do que nos espera, sair na rua sem a tensão de que algo terrível pode acontecer a qualquer momento, para onde mais se anda? O que esperar de um futuro sem refúgio?

Se vinte e duas vidas roubadas num momento de lazer, se um ataque terrorista num estádio lotado de crianças é só mais uma tragédia para a estatística. Se o mal está tão banalizado que perdemos a capacidade de reagir a esse tipo de fatalidade, de ir além do simplesmente se chocar e passar à próxima notícia, algo está terrível e, quiçá, irremediavelmente errado no mundo.

Bruna Paiva

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Nada é por acaso

Eu sempre gostei de acreditar que algumas coisas não acontecem por mera coincidência. Tudo na vida se explica em algum momento. Mais de uma vez o universo já me apresentou a pessoa certa no momento em que eu mais precisava.

Em abril de 2016, num dia em que a paciência me faltava e sobravam pretextos para reclamar de tudo, a caminho da faculdade cruzei com um menino no metrô. Ele entrou no vagão e tocou uma música que mexeu comigo. Abriu meus olhos e mudou meu dia. “Filho, não se estresse. A vida só é boa quando você faz as coisas com o coração”, dizia o refrão que ficou na minha cabeça por tanto tempo que eu precisei escrever sobre ele. Não consegui encontrar nada na internet e não lembrava o nome do menino. Ainda assim, eu quis contar aquela história. 

Eu lembro de estar numa festa de Halloween quando recebi uma notificação estranha no Instagram. Alguém publicando meu texto, agradecendo por ele. Foi só quando cheguei em casa, de madrugada, que consegui entender o que estava acontecendo. O menino do metrô havia esbarrado com o meu texto na internet do mesmo jeito que esbarrara na minha rotina meses antes.

Ele me agradeceu pelo texto e disse que estava pensando em desistir de tudo antes de ler o que eu escrevi. Que minhas palavras o fizeram perceber que ele realmente podia tocar as pessoas com suas músicas. O que ele não sabia era o quanto me fez bem perceber que, por meio da minha arte, eu consegui encontrá-lo e emocioná-lo de volta. Lino Lírio. Procurem por ele e sigam nas redes sociais, as músicas são lindas e estão todas no YouTube (é só clicar aqui).

Na tarde de ontem, finalmente nos conhecemos. Ele veio passar mais um tempo no Rio e fizemos questão de nos encontrar. Arrastei a família inteira para assistir à apresentação e saí de lá encantada. Pelo que assisti, é claro, porque ele conseguiu me emocionar mais uma vez. Pelo lugar onde aconteceu o show; 57 casa aberta é um espaço cultural novo e uma iniciativa sensacional. Pela cantora que se apresentou depois dele, Carol Dall, que é simplesmente sem igual.

E, mais do que nunca, encantada com essa história que eu me recuso a acreditar que seja mera coincidência.

Bruna Paiva

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Carta aberta às minhas “reasons why”

Você, que tirava sarro do meu corpo “magro demais”. Você que se dizia amiga e um dia foi embora sem maiores explicações. Você que riu de mim quando percebeu que eu estava me isolando. Você que deu na minha cara, me chamando de piranha, eu nem me lembro por quê. Você que continuou mentindo para mim mesmo quando viu que eu defendia a sua mentira como minha verdade. Você que iludiu uma criança apaixonada em vez de agir com a maturidade que, pela idade que tinha, lhe era cabível.

Você que me excluiu da sua festa porque eu (com 12 anos) não era das “mais gostosas da turma”. Você que nunca cansou de fazer piadas sexuais envolvendo a elasticidade que o ballet me deu. Você que me convencia de que eu era um lixo e precisava mudar para ser mais do seu jeito. Que me chantageava com os meus segredos, que mentiu para mim durante tanto tempo…

Vocês me fizeram chorar no chuveiro. Fizeram com que eu precisasse virar o travesseiro molhado se quisesse dormir, isso, é claro, quando minha cabeça me permitia algumas horas de sono. Vocês me arrancaram o apetite e, muitas vezes, o ânimo para levantar da cama. Me ensinaram a camuflar o que eu sentia e a não confiar em ninguém. Ajudaram a plantar cada sementinha de pensamento ruim contra mim mesma que já passou pela minha cabeça.

Vocês me fizeram sofrer durante toda uma vida escolar.

Eu assisti 13 Reasons Why. Em dois dias, logo que a série foi lançada. E pensei muito se realmente queria falar sobre isso, me expor a ponto de mostrar por que a história mexeu comigo. Se não era melhor só guardar para mim e deixar para lá, como sempre fiz. Mas acabei percebendo que fazer isso era justamente contrariar a mensagem da série que tanto me tocou.

Eu me enxerguei na Hannah Baker em diversas situações, dilemas e na maneira como ela se sentia em relação às pessoas com que convivia. Mas reconheço que também me enxerguei em alguns dos culpados pelo sofrimento dela.

Me comportei como um “porquê” quando ri de piadas infames e olhei torto para colegas de turma que nunca me fizeram nada. Quando achei uma boa ideia me voltar contra alguém que não conhecia por motivos infantis. Fui um “porquê” quando passei onze meses sem falar com um amigo porque preferi acreditar numa mentira. Quando julguei uma colega de turma que teve fotos íntimas vazadas e achei graça dos apelidos maldosos em vez de oferecer ajuda. Provavelmente fui um “porquê” em momentos que não gravei na memória, que só marcaram a vítima…

A maior mensagem da série é que a gente nunca sabe o que se passa na cabeça das outras pessoas, nunca sabe o impacto que nossas ações vão ter sobre alguém. Eu tenho certeza que vocês não faziam ideia do estrago que suas  “brincadeiras” me causavam. “Não faça com os outros o que não gostaria que lhe fizessem” é uma máxima que todo mundo escuta desde a primeira infância, mas poucos são os que realmente conseguem colocá-la em prática.

A gente sempre acha que não está fazendo nada de errado. Que está tudo bem, afinal, aquilo não pode ser considerado um “problema de verdade”. Mas quem somos nós para dimensionar um problema na cabeça de alguém? Não é drama. Não é mimimi. Coisas “pequenas”, “besteiras” machucam mais do que vocês imaginam.

Eu consegui passar pelas pessoas que me traumatizaram na adolescência. É claro que algumas marcas eu ainda trago comigo, ainda assim aprendi a lidar com meus fantasmas, a encarar os “porquês” que passam pela minha vida. Mas tem tanta gente que não consegue… Tantas meninas e meninos sendo submetidos a coisas absurdas simplesmente porque ninguém se preocupa com o que o outro sente.

Já vi gente falando que a série não deve ser assistida por jovens e concordo que para o adolescente em sofrimento, para quem sofre de depressão, ansiedade pode ser pesado demais, ou até perigoso. Ao mesmo tempo, suicídio é um assunto tão pouco discutido… Principalmente entre os jovens. A importância de se falar que as nossas ações podem ter um peso absurdo na vida dos outros é inquestionável. Todo mundo pode ser um porquê na vida de alguém.

Eu acredito que vocês também tenham passado por momentos difíceis na escola. Ninguém sai ileso daquela época. Mas se algum de vocês ainda acha que esse texto é só mais um drama, que eu só quero chamar atenção, recomendo que assista à série. Assista de verdade, com atenção a cada detalhe, tentando realmente entender o que levou Hannah a fazer o que fez. Espero que, ao fim do último episódio, saia tão tocado quanto eu.

Bruna Paiva

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Necessidade de amar

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Aos 13 anos, eu tinha certeza de que precisava de alguém comigo para ser feliz. Essa ideia insistente na cabeça me fazia acabar apaixonada por qualquer um. O garoto mais velho que me dava atenção, o que nem olhava pra mim, o príncipe dos 15 anos da irmã da minha amiga. O colega de sala que perguntava a data, o primo da amiga, o amigo do primo, o professor bonito, o garoto da escola que parecia aquele ator de malhação. O vizinho, o namorado da garota lá da sala, o assistente do professor de luta do meu irmão, o amigo que não tinha nada a ver.

Estava sempre apaixonada por alguém, ou me convencendo de que precisava estar. De que aquele, sim, era o amor da minha vida. Vivia fantasiando as histórias mais loucas de amor com cada um que eu conhecia. E a pior parte disso é que eu sofria. Porque, é claro, a ideia de que eu, na adolescência, tinha a missão de encontrar o amor da minha vida era extremamente desgastante. E quanto mais o tempo passava, mais eu tinha certeza de que acabaria sozinha e abandonada no mundo.

Passei tanto tempo emendando uma paixão na outra, que não me lembro de uma fase daquela época que tenha passado sem gostar de ninguém. Acreditei tanto que precisava encontrar o amor que acabei banalizando o sentimento. Estava tão focada em amar e ser amada que acabei não conseguindo nenhum dos dois. A única coisa que meus “amores” de adolescência me trouxeram foi amadurecimento. E ainda bem que eu cresci para perceber que aquele sofrimento todo, as decepções, as horas trancada no quarto chorando ao som de Simple Plan não eram sinônimo de amor.

É bem verdade que, hoje, tenho certa preguiça de relacionamentos. Se me interesso por alguém, falo, corro atrás, mas se é muito complicado acabo perdendo o interesse mais rápido do que imaginava. Já a criatividade para as loucas fantasias de amor eu deixo para as personagens das histórias que escrevo. Depois de muito analisar minha adolescência, percebi que nunca precisei de um amor para viver com amor. Eu invejava os personagens dos livros e filmes que gostava e não prestava atenção em mim mesma.

E é tão mais fácil ser feliz quando se está bem com quem você é… Mas com 13, 14, e todas as outras idades dessa fase louca que é a adolescência, era aquilo que fazia sentido na minha cabeça. Não dava para ser feliz se eu não estivesse apaixonada. Mais uma vez, ainda bem que eu cresci! Todo o esforço que eu dedicava a me apaixonar e induzir um sofrimento sem sentido, hoje eu focalizo para as coisas que eu amo de verdade.

Eu amo passar horas cuidando do meu cabelo e pesquisando quais os melhores produtos para os tratamentos de que ele precisa. Amo assistir séries junto com o meu irmão, ainda que a gente nunca entre em acordo sobre a quantidade de episódios que vamos assistir por dia. Eu amo a sensação de liberdade de andar sozinha por aí. Amo sair com a minha família e bater papo com os amigos. Amo conhecer lugares diferentes e assistir a vídeos idiotas no YouTube. Amo dançar, fazer teatro e escrever.   Amo passar o dia de pijama assistindo de tudo na Netflix. Estudo o que amo e trabalho com isso também

Não, eu não desisti daquele amor que tanto procurei, nem deixei de acreditar que um dia a gente vai se esbarrar por aí. Mas a pressão que eu fazia sobre mim mesma para isso eu resolvi deixar de lado. Eu não preciso e nem quero um relacionamento nesse momento da minha vida. Se acontecer, ótimo, mas se não, é ainda melhor. Finalmente aprendi a ser feliz solteira. A me permitir ser livre e dizer sim ou não para o que eu bem entender.

Gostaria de ter descoberto essa paz antes. Que minha adolescência não tivesse sido tão conturbada em relação a isso. Mas só encontrei essa folga da necessidade de amar agora. E a sensação é maravilhosa.

Bruna Paiva

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2016: um ano de aprendizados…

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2016 foi um ano intenso. Não foi o melhor da minha vida, longe disso. Mas seria injusto dizer que foi o pior. Foi um ano de aprendizados, de experiências enriquecedoras. Ano de finalizar ciclos, começar novos. Um ano que me ensinou muito sobra a vida. Nos mais diversos aspectos e, às vezes de maneira dura.

2016 começou me mostrando que, sim, eu era capaz. Apesar de todo o desgaste emocional do ano anterior, eu consegui passar para a universidade pública que eu queria. Me mostrou como é bom conhecer gente nova e realidades diferentes; como faz bem abrir a cabeça. Mas também me mostrou que é bom manter as pessoas antigas. Que ninguém faz nada sozinho e é importante conservar aqueles que estiveram sempre com você.

Um ano que me mostrou que a vida adulta é complicada e que se a gente não corre atrás do que quer, se não arruma tempo, nada acontece. 2016 me ensinou que é difícil lidar com as pessoas e, realmente, às vezes é melhor ser feliz e aproveitar o momento do que ter razão e se estressar. Me mostrou que, em algumas situações, gente que você nem imaginava pode se tornar essencial para o seu bem-estar.

2016 levou para longe uma parte fundamental da minha família e eu não sei como ainda não morri de tanta saudade. Foi o ano da minha formatura na escola de dança e da consequente despedida do lugar que era minha segunda casa. Um ano que me fez quebrar preconceitos e me proporcionou experiências incríveis. O ano em que eu aprendi a esfregar os limões na cara da vida em vez de viver conformada.

Foi um ano em que percebi o quanto as pessoas são cruéis e não se preocupam umas com as outras, a empatia está em extinção. O preconceito e a intolerância ainda são protagonistas em todo o mundo. E a falta de respeito, falta de vergonha está disseminada pelo meu amado país. Tanto na política, quanto fora dela.

Mas acredito que a maior e mais forte lição que levo de 2016 é sobre a brevidade da vida. A fragilidade da nossa existência na Terra. Um ano repleto das tragédias mais absurdas e inimagináveis. Serviu para esfregar na minha cara que nós não somos melhores que nada. E que precisamos viver no presente. Somos um sopro, um suspiro. A expressão “para morrer basta estar vivo” nunca fez tanto sentido quanto em 2016.

Um banho de rio para relaxar no fim do expediente; a volta de carro, mais rápida que o necessário, depois de deixar a namorada em casa; o ataque inesperado numa boate divertida ou no feriado na praia; a falha humana no avião que te levava para realizar um sonho. A vida vai embora de repente, sem dar chance de uma última espiada no mundo.

A vida está aqui, agora. Daqui a dois segundos, ninguém sabe. O importante é se permitir viver, ser feliz. Apesar da rotina, do cansaço e dos problemas. Dar valor para o que temos hoje. E parar de deixar tudo para depois… Essa é a maior lição que levo de 2016.

Que ano pesado! Que ano louco. Que ano doído… Mas que ano de aprendizado… Um ano que me trouxe coisas boas, é verdade. Mas que trouxe muita dor e tragédia junto. 2016 foi complicado e ainda bem que acabou. Que 2017 seja um ano em que consigamos respirar. Que o mundo se acalme e que fiquemos mais em paz. Que seja um ano de conquistas e, principalmente, que possamos ser felizes a cada dia.

Feliz ano novo para todos nós!

Bruna Paiva

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A juventude “perdida” que ainda vai mudar o mundo

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“Essa sociedade está muito alienada!”

“Demais! Fora que as pessoas não conseguem ter empatia umas pelas outras. Sabe? Ninguém se coloca no lugar do outro.”

Foi esse primeiro diálogo que me fez levantar os olhos do livro que estava lendo. Numa das estações de metrô do Centro do Rio de Janeiro, entrou um trio de meninas, com no máximo 14 anos cada uma. As três vestiam calças jeans e a camisa de um colégio de Ensino Médio técnico e público. Mochilas, aparentemente pesadas, nos ombros e cansaço estampado nos rostos.

As três estavam numa discussão política super engajada. Defendiam o direito de cada um ser o que quiser e o dever de respeitar os outros. Discutiam um caso de injustiça que acontecera na escola com algum professor. Não entendi direito o problema, algo sobre a facilidade que as pessoas têm de julgar os outros de forma precipitada, baseadas em boatos sem se aprofundarem no assunto. Mas não consegui mais voltar para minha leitura.

Prestei atenção à conversa mesmo, mania feia, eu sei, mas não consigo viver sem observar tudo à minha volta. Não consegui parar de sorrir enquanto elas permaneceram ali dentro. Em tempos de um mundo tão louco e cruel, talvez a juventude não esteja perdida como muito se pensa e se fala por aí. As novas gerações se mostram cada vez mais engajadas, mais preocupadas em se colocar no lugar do outro e lutar por seus direitos.

É lindo ver meninas tão jovens já tão conscientes e discutindo assuntos importantes. Saí do metrô, naquele dia, feliz. Sorrindo e com uma esperança batendo forte no peito. Todo mundo tem o direito de ser e acreditar naquilo que quiser. E eu acredito, com todo o coração, que os jovens são capazes de mudar o mundo. Que a minha geração e as mais novas estão a cada dia mais conscientes, mais preocupadas em concertar o que está errado para que esse planeta vire, sim, um lugar melhor a cada segundo.

Bruna Paiva

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Mania de inventar histórias

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Eu tenho essa mania estranha de querer deduzir a história por trás de pessoas que eu nem conheço. A menina descendo a ladeira com um cachorrinho enrolado numa toalha no colo. Provavelmente indo até o veterinário. Talvez tenha o encontrado no dia anterior e, finalmente, convenceu a mãe a deixá-lo ficar.

O casal discutindo discretamente no metrô. Talvez por causa das finanças. Ou talvez ele queira mais um filho e ela não queira de maneira alguma. A garota toda arrumada na porta do cinema. A senhora sozinha, cheia de compras pesadas no ponto de ônibus. O cara tatuado, que encara o celular, do outro lado da rua. Uma dessas histórias que eu crio na minha cabeça já até virou motivo de texto e vídeo: A menina da mesa ao lado.

Gosto de imaginar o que levou cada pessoa ao lugar em que está. Talvez porque eu goste de ouvir histórias. Por trás de cada rosto, de cada atitude, há uma coleção de acontecimentos que fez aquela pessoa ser quem é. Algumas histórias mais interessantes, outras só os clichês de sempre. Mas todas definem quem cada ser humano se torna, o porquê de seu modo de ser e a maneira como ele encara a vida.

Não dá para dizer que uma mulher aparentemente fria, desconfiada e que não se entrega tenha sido assim a vida inteira. Quem sabe ela já não foi doce e inocente? A vida nos leva a tantos lugares… A verdade é que não se conhece ninguém apenas pela convivência. Todo mundo possui traumas. Não há ninguém que não colecione segredos, mesmo que sejam coisas pequenas.

Nossas memórias constroem a pessoa que seremos. As experiências boas e as ruins se aliam para formar nossa personalidade. E esta, é extremamente mutante. A menina doce, que se entrega aos sentimentos hoje, pode crescer e se tornar uma mulher fria, que vive na defensiva.

Cada trauma, conquista, problema, realização, tudo o que vivemos funciona para nossa personalidade como tijolos em uma construção. De um em um, vão construindo aquilo em que nos tornaremos. A diferença é que essa construção não para nunca. Sempre há mais um capítulo de história para adicionar à coleção.

Bruna Paiva

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