“Enquanto o carnaval durar”: PRIMEIRO CAPÍTULO NO AR!

 

Acabou de entrar no ar, lá no Wattpad, o primeiro capítulo do conto “Enquanto o carnaval durar”. Aline e Yara já começaram a curtir o carnaval pelas ruas do Rio de Janeiro. E você? Vai ficar de fora? Corre lá para conferir e já adiciona à sua lista de leituras no Wattpad para não perder nenhum capítulo.

Não sabe do que eu estou falando?

Começou hoje o conto “Enquanto o carnaval durar”. Uma história especial de Carnaval que vai ser contada em 5 capítulos, até a quarta-feira de cinzas.

“Enquanto o carnaval durar” é narrado por Aline, uma estudante de moda que, depois de muito se decepcionar com as experiências amorosas da vida, está vivendo uma fase de desapego. Ela não tem um histórico amoroso divertido e prefere não se envolver com ninguém para evitar novas desilusões. Aline decide curtir o carnaval junto com Yara, sua melhor amiga. As duas vestem suas fantasias e, com muito glitter, aproveitam a festa pelas ruas do Rio de Janeiro. O que Aline não imagina é que talvez o amor de que ela tanto se esquiva peça uma chance justamente no carnaval. Ela fica num dilema entre o medo de acabar se decepcionando e sofrendo mais uma vez e a vontade de se entregar e ficar com Diego.

Não deixe de acompanhar, indicar para os amigos e deixar seus comentários por lá! Espero vocês no Wattpad!

Beijos

Bruna Paiva

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Me rendi à Elena Ferrante!

Depois de muito ouvir falar e esbarrar com seus livros em qualquer livraria que eu entrasse, finalmente tive contato com uma história da italiana Elena Ferrante. A escritora, que na verdade usa um pseudônimo e tem sua identidade desconhecida, vem sendo comentada há algum tempo por todo lado.

Ouvi seu nome em podcasts, no youtube, na faculdade… Gente falando muito bem, gente falando muito mal… O fato é que, desde o ano passado, é impossível entrar numa livraria sem avistar algum exemplar da italiana em destaque. Optei por um livro solo e pequeno em vez de me jogar de primeira na série napolitana, que tem mais de 4 livros, todos enormes. Meu escolhido foi “A filha perdida”.

Não sabia bem o que esperar quando comecei o livro, confesso. Apenas permiti ser levada pela narração de Leda, a protagonista. O que encontrei foi um livro denso e, de certa forma, pesado. “A filha perdida” é um livro lento, o que não o torna chato. Pelo contrário, a história é interessante e a forma íntima como é contada apenas aumenta a imersão de quem lê.

Leda é uma mulher de meia idade. Depois que suas duas filhas, já adultas, se mudam para o Canadá, para estudar e passam a morar com o pai, a mãe tira férias e viaja para uma casa na praia. Na cidade em que visita, começa a observar uma grande família napolitana. E é aí que começa o interessante da narrativa. O livro não tem muita ação. É um grande fluxo de consciência, na verdade. Mas é a partir da observação alheia que Leda começa a observar a si mesma e suas memórias.

A maternidade é uma questão central durante toda a história. Leda rememora sua trajetória conturbada na criação das duas filhas ao prestar atenção em Nina e sua pequena filha Elena. A autora aborda questões da maternidade sem a fantasia utópica de mundo maravilhoso construída socialmente. “Uma mãe não é nada além de uma filha que brinca.” ela diz em determinado momento do livro. Ela traz à tona dilemas como a divisão da vida de uma mulher entre sonhos, realizações pessoais e a criação das filhas. O julgamento das pessoas em determinadas situações, a família que insiste em se meter e dizer “o que é melhor” para a criança.

Ela fala de tudo isso de modo sensível e ao mesmo tempo muito denso e complexo. Uma literatura intimista que revela uma personagem bastante humana e que se aproxima de quem está lendo pela sinceridade. Ela não tenta mascarar seus erros e suas escolhas. Apenas conta, sem esperar, mas também sem se importar com possíveis julgamentos.

É um livro que coloca a gente para pensar. E um livro que me deixou ainda mais curiosa para conhecer outros trabalhos da mesma autora.

Bruna Paiva

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Um conto de carnaval em 5 capítulos no Wattpad

Oi, genteee!

O post de hoje não é resenha, crônica nem nada do tipo, mas é pra falar de uma coisa MUITO legal! Vim contar para vocês a primeira novidade do ano!!!

A partir do dia 10 de fevereiro, vou postar um conto especial de carnaval lá no Wattpad. Vai ser uma história contada em 5 capítulos, um em cada dia do carnaval, terminando na quarta-feira de cinzas!

“Enquanto o carnaval durar” é narrado por Aline, uma estudante de moda que, depois de muito se decepcionar com as experiências amorosas da vida, está vivendo uma fase de desapego. Ela não tem um histórico amoroso divertido e prefere não se envolver com ninguém para evitar novas desilusões.

Aline decide curtir o carnaval junto com Yara, sua melhor amiga. As duas vestem suas fantasias e, com muito glitter, aproveitam a festa pelas ruas do Rio de Janeiro. O que Aline não imagina é que, talvez, o amor de que ela tanto se esquiva peça uma chance justamente no carnaval. Ela fica num dilema entre o medo de acabar se decepcionando e sofrendo mais uma vez e a vontade de se entregar e ficar com Diego.

Não deixem de conferir! E, quem ainda não me segue ou não conhece o Wattpad, corre lá para já dar uma olhada nas outras coisas que eu tenho publicadas e conhecer a plataforma! É só clicar aqui!

Espero vocês no dia 10 para acompanhar a história de Aline, Yara e Diego.

Beijos e até lá!

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Eu te darei o Sol: sensível e apaixonante

Limpando a minha estante, de repente esbarro com um livro e me pergunto “por que eu nunca falei dele pra ninguém?”.  Foi a exata sensação que tive ao bater os olhos em “Eu te darei o Sol”, no cantinho da minha prateleira. Li esse livro há mais de um ano e fiquei encantada com a forma com que a história é trazida. Não tenho ideia de por que nunca falei sobre ele aqui no blog ou em qualquer outro lugar.

Noah e Jude são gêmeos e sempre foram melhores amigos, até a trágica morte de sua mãe abalar a relação dos irmãos de forma tão profunda que eles passam a pouco se cumprimentar dentro da própria casa. As coisas pioram quando Jude consegue uma vaga na melhor escola de artes do Estado, a vaga que Noah tanto queria. E quando competem pela atenção do garoto que acabou de se mudar para a casa ao lado. Uma história sensível repleta de mal-entendidos, erros e ciúmes, que coloca o leitor para pensar.

Acho que o mais bonito do livro é que cada capítulo é contado pela perspectiva de um dos gêmeos. O que deixa o leitor a par de todos os mal-entendidos. A gente sabe exatamente o que podia fazer tudo se resolver… É um choque de realidade perceber que, às vezes, quem está mais próximo, quem mais amamos, é quem é mais capaz de nos magoar profundamente. O livro fala também sobre a capacidade que as “pequenas coisas” têm de nos destruir. Uma brincadeira pode soar inofensiva para quem faz e ser completamente tóxica para quem está do outro lado.

É uma história dramática, porém divertida que fala das relações humanas de uma forma real. Constrói personagens humanos com erros, acertos e, às vezes, mais defeitos do que qualidades. E é essa a beleza da coisa. Ver as coisas se desenrolarem como na vida. Uma palavra pode mudar tudo, uma decisão errada pode acarretar consequências irremediáveis… E a autora faz isso de uma forma leve e natural.

A possibilidade de estar na mente dos dois personagens é uma experiência interessante e as reviravoltas dão um toque a mais de emoção. Vale muito a pena se entregar para a história desses dois irmãos tão complexos e apaixonantes…

Bruna Paiva

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Tartarugas até lá embaixo: John Green me (re)conquistando mais uma vez…

John Green. Há quanto tempo eu não lia John Green… O último que li foi “Quem é você, Alasca?”, com 15 anos. E como aquele livro marcou minha adolescência… Ganhei no amigo oculto de fim de ano o mais novo livro do autor, lançado em Outubro de 2017. Não fazia ideia do que se tratava, mas alguma nostalgia natalina me fez passar “Tartarugas até lá embaixo” na frente da minha lista de leituras. E que bom que fiz isso.

A faculdade me transformou numa grande admiradora dos clássicos e de uma literatura mais densa. Mas a verdade é que eu não resisto a um bom romance adolescente. E, digam o que quiserem, mas John Green sempre terá um espaço cativo no meu coração. Foi ele quem criou a personagem mais marcante da minha adolescência, me fez chorar e me conduziu por histórias que mexeram tanto comigo. E, dessa vez, não foi nada diferente.

“Tartarugas até lá embaixo” me tocou pelo drama da protagonista. Aza sofre de TOC e ansiedade. Qualquer um que tenha algum grau dessa doença entende bem suas metáforas e a forma como ela se sente consigo mesma. A história meio policial que serve de plano de fundo nem é tão sensacional, o romance não foge do clichê, mas é a forma como ele constrói a doença da personagem que emociona.

A dificuldade que Aza tem para lidar com os próprios pensamentos e continuar vivendo no presente, a complexidade das relações interpessoais, a reação de quem convive com ela e, por mais que tente ajudar, não consegue compreender a forma como só Aza entende o que se passa em sua cabeça, e talvez nem ela mesma se entenda.

É um livro bonito, emocionante, o desfecho é realista e me fez relembrar por que John Green sempre me foi tão querido. As protagonistas sempre me conquistam. Sempre complexas, humanas… E ele sempre encontra um jeitinho de mexer com alguma coisa importante para mim, de se aproximar com sutileza e mostrar realidades por meio da ficção. Eu tinha medo de perder o gosto pelo autor, depois de certo tempo, mas, aparentemente, John Green ainda sabe conquistar meu coração.

Bruna Paiva

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5 livros que marcaram meu 2017

Última semaninha de 2017 e último post com diquinhas do ano! Eu podia fazer uma lista falando dos livros que li em 2017 e o que achei de cada um. Mas preferi selecionar os que mais me marcaram de alguma maneira durante o ano. Trouxe cinco livros que foram extremamente importantes e me deixaram encantada. Vale a pena dar uma chance para cada um deles no próximo ano!

 

  • O aprendizado da morte – Assis Brasil.

Esse livro foi uma surpresa maravilhosa. Precisava ler para um trabalho da faculdade e acabei me apaixonando. Um livro que, apesar do nome, nos ensina a viver trazendo a história de Olga, uma mulher que se descobre prestes a morrer. Mais detalhes sobre o livro e o quanto ele mexeu comigo você pode ler na resenha que eu postei aqui no blog!

 

  • Um teto todo seu – Virgínia Woolf

Todo mundo que escreve deveria ler esse livro, mas, se você é mulher e é, ou tem vontade de ser, escritora, é leitura obrigatória. Na década de 1920, Virgínia Woolf construiu esse apaixonante ensaio ficcional para falar sobre a realidade da mulher na literatura. O que é literatura feminina? Qual o espaço das mulheres no mercado editorial? E, o mais importante: o que uma mulher precisa para se tornar escritora? Para Virgínia, tempo, dinheiro e um teto todo seu.

 

  • Extraordinário – R.J. Palacio

Há anos eu adio a leitura desse livro. Com a pressão do filme que logo estrearia eu me rendi. E que decisão incrível! Um dos livros mais emocionantes que li esse ano. A história de Auggie não é a história de um menino deformado tentando conviver socialmente, é uma narrativa sobre amizade, gentileza, relações, comportamento humano… Um livro sobre a vida. Chorei do início ao fim. E, no cinema, mesmo conhecendo a história, também não consegui evitar as lágrimas.

 

  • O Sol é para Todos – Harper Lee

Um livro extremamente tocante que realmente me emocionou mais do que eu imaginei. “O Sol é para Todos” é um clássico que já estava na minha lista há tempos. Finalmente eu consegui ler e me apaixonei. É incrível como a narrativa da pequena Scout cativa e sensibiliza quem está lendo. A forma como a autora aborda os absurdos do racismo no Alabama dos anos 30 pelo ponto de vista das crianças é emocionante. Um livro bonito, doloroso, que bota qualquer um para pensar…

 

  • A poética de Ana Cristina Cesar

Ana Cristina Cesar foi meu maior achado do ano. Descobri a poeta por causa da faculdade e termino o ano completamente apaixonada (e tendo seus escritos como meu objeto de estudo na Iniciação Científica). A forma como Ana brinca com as palavras num constante jogo entre real e ficção, íntimo e inventado, é brilhante. A poesia de Ana Cristina hipnotiza, quando a gente entra, não consegue mais parar. A Companhia das Letras tem uma edição com a poética completa de Ana Cristina Cesar. É a que eu tenho. Mas se é para indicar um livro só, comecem por “A teus pés” e se encantem também com a nossa poeta marginal.

 

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5 autoras incríveis para conhecer no Wattpad

Quem acompanha o blog sabe que, desde a época em que lancei Um Diário Para Alice, uso bastante o Wattpad.

Pra quem não conhece, o Wattpad é uma plataforma sensacional onde a gente pode postar livros e histórias inéditas e ainda interagir com os leitores. É uma experiência ótima tanto para quem escreve quanto para quem lê. Mas como há um volume muito grande de obras lá dentro, às vezes a gente fica meio perdida sem saber por onde começar.

Por isso, hoje eu trouxe uma lista com dica de 5 autoras para ler no Wattpad. São meninas incríveis, com ótimas histórias para contar. Além delas, é claro, o meu Um Diário Para Alice também está disponível lá para quem ainda não conhece!

Eu conheci a Maíra no evento Mulheres Que Escrevem, em agosto. Amei a forma como ela se colocou no debate e acabei procurando pelo livro que ela comentou que estava postando no Wattpad.

“Quase sem querer” conta a história de Liana, uma adolescente que perdeu o pai num acidente há alguns anos e que agora, morando com a mãe tem uma vida bem normal e monótona. Tudo muda quando de repente a mãe dela resolve se mudar para a casa do novo namorado, levando a filha. Liana muda de casa, cidade, escola, rotina e ainda odeia o filho do novo padrasto. A menina passa a se sentir extremamente deslocada e precisa lidar com toda a confusão em sua mente.

Eu amei a forma como a Maíra constrói a personagem. Uma menina de 16 anos extremamente forte, feminista e que sonha alto. O texto é uma delícia de ler e eu acompanho de verdade. Doida para saber onde vai dar essa história.

A Maíra também escreve no Medium e mantém o blog www.mairacomacento.com.br

 

 

A Clara tem uma longa estrada, no Wattpad e fora dele. Mocassins e All Stars foi seu primeiro livro físico publicado e desde então ela já publicou 8 obras no Wattpad entre contos e livros de ficção adolescente. Todos têm premissas incríveis e um texto gostoso de ler, fora que ela foi vencedora do Prêmio Wattys 2015 e do de 2016.

Clara mantém o site www.clarasavelli.com e é mega ativa nas redes sociais!

 

A Thaís é minha amiga. Nós fazemos faculdade juntas desde o ano passado, mas demoramos um bom tempo para descobrir que a gente tinha trajetórias parecidas. A Thaís tem um conto publicado pela mesma editora que eu, a Andross, e mantém a série Renegados no Wattpad.

Renegados é uma ficção científica distópica incrível que conta a história de Daniel, um jovem que não quer ceder suas memórias como preço do alistamento obrigatório à Militância, e Mariane, que perdeu os pais para os Militantes e agora se vê diante do dilema de ser obrigada a se tornar uma. A Thaís escreve super bem e a gente fica ansiosa querendo saber o que vai acontecer com os personagens.

Thaís também já tem publicado pela Multifoco o livro Shine Moon e mantém o blog rascunhosaraujo.blogspot.com.br

 

 

A Lycia Barros já é escritora há um bom tempo e tem 11 livros publicados, inclusive por grandes editoras. O seu primeiro romance está sendo adaptado para o cinema. No Wattpad ela tem quatro histórias publicadas, sendo algumas somente para degustação. Eu conheci pelo livro “Perdido sem você”, que traz uma história que diverte e ao mesmo tempo é bastante sensível. Dante é um menino que sempre foi super focado e espiritualizado. Mas as coisas começam a se abalar quando sua banda passa a fazer muito sucesso no país inteiro.

Lycia mantém o site www.lyciabarros.com e é super ativa em suas redes sociais.

 

A Mariana eu conheci pelo livro “Orleans”  que traz a história de uma jovem que trabalha numa livraria e tem um cliente que, pelo interesse constante nas obras de Shakespear, chama de Próspero. É uma história leve, divertida e que dá vontade de não parar de ler.

A Mariana já tem outros livros físicos publicados e mantém a página dela no Facebook https://www.facebook.com/autoraMarianaCamara

 

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5 livros que falam sobre música

Que eu amo literatura acho que já ficou provado por aqui. Mas outra paixão minha é a música. Apesar de não ter o menor talento para tocar nenhum instrumento, muito menos cantar, eu sou daquelas que não vive sem um fone de ouvido com uma playlist incrível.

Acho que por isso eu gosto tanto de encontrar livros que, em suas histórias, tragam bastante música. É como unir as duas paixões numa coisa só. Por isso, hoje trouxe para vocês uma pequena lista de 5 livros que falam de música:

 

  • Sábado à noite – Babi Dewet

Vou começar com um nacional que eu adoro. Sábado à Noite é o primeiro livro da linda da Babi Dewet e também o primeiro da trilogia. Tem resenha dele aqui no blog! O livro, que começou como uma fanfic do McFly, conta a história de um grupo de amigos e um amor de escola.

No meio de toda a confusão adolescente, o diretor da escola resolve promover bailes todos os sábados com a presença de uma banda de garotos mascarados!

 

  • Se eu ficar e Para onde ela foi – Gayle Forman

Essa duologia da Gayle Forman é repleta de drama e muita música. No primeiro livro, Mia, uma adolescente que sonha em se transformar em uma violinista de sucesso entra em coma após o acidente que a faz perder toda a família.

A luta dela pela vida é extremamente tocante, mas meu preferido é o segundo livro. Nele, o protagonista é Adam Wilde, o ex-namorado de Mia que, anos depois do acidente, é um roqueiro famoso pelas músicas que escreveu para a garota. O conflito interno dele e a busca pela ex-namorada torna o livro muito bonito.

 

  • Revival – Stephen King

O tema central desse livro é a eletricidade e a fé extrema. É um livro que toca em questões éticas e tem aquele jeitinho incrível do Stephen King de escrever. Mas ele está nessa lista porque o protagonista, que começa o livro com 6 anos, cresce e se torna um guitarrista profissional e depois vai trabalhar numa gravadora.

É muito legal observar a evolução dele como músico e pessoa. A trajetória dele na música é bem intensa e dá para curtir cada fase na leitura.

 

  • Boston Boys- Giulia Paim

O primeiro livro da carioca Giulia Paim também já ganhou resenha aqui no blog.  Ronnie é uma adolescente que, ao contrário da maioria de suas colegas, não dá a mínima para os Boston Boys.

A menina, que nunca simpatizou com os protagonistas do programa de TV, de repente se vê obrigada a conviver com eles por conta do trabalho da mãe! Tem resenha do primeiro livro aqui no blog! O segundo eu comprei na Bienal e estou doida para ler.

 

 

  • 360 dias de sucesso – Thalita Rebouças

Esse livro da Thalita é o que eu mais gosto. Conta a história de uma banda de adolescentes que teve exatos 360 dias de sucesso. A fama chega de uma forma inesperada, mas as consequências dela são tão loucas que a banda Pólvora nem consegue completar um ano de existência.

O livro também já ganhou resenha aqui no Blog, que foi inclusive super elogiada pela própria Thalita 🙂

 

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4 clássicos incríveis e rápidos de ler

Muita gente tem preconceito contra os clássicos da literatura. Seja por repetir o velho discurso de que “ler é um saco”, ou por não ter paciência para livros que demandam maior esforço para a leitura. O post de hoje é para desconstruir isso na cabeça de vocês. Ler é incrível, qualquer tipo de leitura, basta que você tenha a mente aberta, disposição e bagagem literária. Pegar um Moby Dick sem nunca ter lido um livro inteiro, realmente, pode não ser uma experiência muito grata.

O legal é começar por um mais tranquilo que te conquiste e faça você perceber que clássicos são incríveis (ou não seriam considerados clássicos, né). Hoje eu trouxe uma lista com 4 clássicos literários que são ótimos e bem rapidinhos de ler, além de terem uma linguagem superacessível.

  • A Revolução dos Bichos – George Orwell

A obra de George Orwell é uma metáfora fundamental para falar de política. Numa narrativa com muita sátira, o autor inglês conta a história de uma granja em que os animais, liderados pelos porcos, se revoltam contra os seres humanos, banindo-os do lugar. A granja passa a ser domínio dos bichos, mas as coisas começam a ficar estranhas quando o sistema de cooperação e direitos iguais para todos os animais começa a falhar. O livro é muito curtinho, mas não tem como ler sem refletir sobre os líderes políticos em ação pelo mundo. E, no momento que vivemos no Brasil, devia ser leitura obrigatória.

 

  • Dom Casmurro – Machado de Assis

Um dos mais famosos clássicos da literatura nacional, Dom Casmurro é uma delícia de ler. Traz a história de um amor adolescente. Bentinho e Capitu são amigos desde a infância e o sentimento deles aumenta com o passar do tempo. Os dois vivem uma linda paixão. Tudo vai muito bem até Bentinho começar a desconfiar da lealdade da esposa. O livro é, ainda hoje, extremamente atual se quisermos falar de ciúmes e relacionamentos sem diálogo. E, convenhamos, no fundo, o Bentinho é completamente louco.

 

  • Frankenstein – Mary Shelley

O maior clássico do horror na literatura é um livro simplesmente delicioso. A base da história todo mundo já conhece: um cientista cria um monstro gigante a partir de matéria morta. Mas Frankenstein vai muito além disso. Com uma escrita sensacional, Mary Shelley discute questões éticas e leva o leitor a uma incrível imersão na história. No fundo, a gente reflete se a criatura tem alguma culpa por ter se tornado um monstro. Victor Frankenstein, o cientista, é na realidade um grande irresponsável e o maior vilão da história. Vale lembrar que Mary tinha 19 anos quando escreveu essa obra prima!

 

 

  • A morte e a morte de Quincas Berro D’água – Jorge Amado

Esse é um livro leve.  Com muito humor, Jorge Amado conta a história da morte de um homem que largou o emprego e a família para viver vadiando pelas ruas da Bahia. Quando ele morre, constrói-se um grande impasse entre a família do morto e os amigos que ele fez na nova vida. Numa sequência de cômicos acontecimentos, cada núcleo da vida de Quincas defende a sua versão do que aconteceu com o morto. Jorge Amado constrói essa novela de forma a envolver o leitor. O resultado é muito divertido e dá para ler em poucas horas.

 

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Um aprendizado da morte para levar pra vida

Uma das coisas mais incríveis de cursar literatura é justamente ter como tarefa aquilo que sempre foi meu prazer. Descobrir livros diferentes e me apaixonar por histórias e autores. Foi dessa forma que esbarrei com “O Aprendizado da Morte” de Assis Brasil. Assis Brasil é um autor pernambucano do modernismo brasileiro de quem eu nunca havia ouvido falar e por quem, graças à faculdade, estou completamente encantada.

O Aprendizado da Morte conta a história de Olga, uma mulher que se descobre doente e prestes a morrer. Ela se interna num grupo de apoio a pessoas na mesma situação e, a partir da perspectiva da morte, passa a analisar toda sua vida até ali. Percebe que até então não era feliz e havia deixado a vida passar. É sabendo que vai morrer que ela decide aprender a viver. Passa a ser livre e aproveitar os pequenos momentos.

Olga é uma personagem profundamente sofisticada, que cativa o leitor de forma gradual. O livro foi uma experiência linda que eu prefiro classificar como, na verdade, um aprendizado de vida. A forma como Olga “aprende a morrer” vivendo um dia de cada vez e fazendo as coisas que lhe dão prazer é na verdade como a gente devia encarar mais a vida.

É um romance curto e eu não consegui parar de ler até terminar. Os fatos que levaram Olga até ali são apresentados fora da ordem cronológica, o que transforma o livro quase num quebra-cabeça. O narrador, por vezes, se confunde com a própria personagem, mudando inclusive a pessoa do discurso. É uma leitura deliciosa e é assustador que esse autor tão incrível não seja tão comentado entre os modernistas mais importantes.

Assis Brasil ainda está vivo e eu fiquei tão fascinada pela forma com que ele escreve que já quero todos os outros livros. Pela Estante Virtual, nos sebos, os livros dele são bem baratinhos e as premissas são tão cativantes quanto a d’O Aprendizado da Morte. O livro, que nem é o mais famoso dele, é magnífico e com toda certeza já entrou para as minhas melhores leituras do ano e para os favoritos da vida.

Bruna Paiva

 

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