Quem nunca fez loucuras por um ídolo? VIDEO NOVO NO AR!

Fã admira, se dedica, faz esforço, sente de verdade e não quer nada em troca. Fã faz loucuras pelo ídolo e a única recompensa com que sonha é um dia poder falar pessoalmente o quanto o admira. Eu, pelo menos, sempre fui assim com minha trilogia Jonas Brothers, Fiuk e Restart.

O video desta semana é inspirado no texto “Amor de Fã“, que eu escrevi em agosto de 2014, logo depois de realizar o sonho de encontrar e trocar umas palavras com o Joe Jonas, meu ídolo internacional! A aventura inclui quatro horas plantada na porta de um hotel, me escondendo dos meus pais que não paravam de ligar. Mas no fim deu tudo certo e guardo o momento com muito carinho. Aproveito para bater um papo sobre essa loucura que é ser fã.

Quero agradecer aos que já estão acompanhando o ADOLESCENTE DEMAIS no canal do YouTube (onde os vídeos são postados semanalmente) e na minha página do Wattpad (onde além dos vídeos tb são postados os textos que me servem de inspiração).

Beijos da Bru!

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

 

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de seguir o blog nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchat

O segundo armário feminino

guarda-roupaNão posso falar pelos meninos, mas tenho certeza de que uma grande parte das meninas vai se identificar. Quando somos pequenas, temos um armário de onde nossas mães tiram todas as combinações que usamos. Roupas, sapatos, cabelo, tudo decidido dentro do pequeno universo do guarda-roupas de uma criança. Entretanto, na adolescência, esse cenário se transforma.

Durante a adolescência, toda menina acaba apelando para o segundo armário feminino da casa. Comigo não foi diferente. Que atire a primeira pedra a menina que nunca correu para o armário da mãe, ou da irmã mais velha, buscando uma roupa diferente. No início, é claro que nem todas as peças servem, mas quando você cresce mais um pouco, aquilo vira o paraíso.

Já imaginou ter dois armários completos para escolher sua roupa antes de sair? Bom, comigo acontece há alguns anos. Dividir o armário com a sua mãe faz com que tudo o que ela compra para ela entre na sua lista de possíveis escolhas e vice-versa. É bom porque você e ela ganham mais opções. Ok, mais você do que ela.

Sempre que minha mãe entra em casa com alguma peça de roupa ou sapato novos, acontece o seguinte:

“Que lindo! Deixa eu ver se cabe em mim”

Hoje os armários já se confundem de tanta peça trocada que eles têm. No último dia das mães aconteceu uma coisa bem engraçada:

No sábado à tarde eu e meu pai corremos para o shopping em busca de um presente. Optamos por comprar maquiagem. Na hora de escolher os batons, experimentei várias cores. Escolhi um vermelho, que eu amo e sei que ela também gosta. Mas, quando escolhi o segundo, meu pai desconfiou:

– Ai, amei esse roxo. Está lindo. Minha mãe não tem batom roxo ainda.

– Bruna, deixa de ser ridícula. Sua mãe não usa batom roxo. O presente é para ela e não para você.

Ah, para. Qual a menina que nunca comprou um presente para a mãe pensando em dividir depois. Bom, eu sempre. Aliás, eu e minha mãe dividimos tudo. Roupa e sapato são os mais frequentes, mas maquiagem, bijouterias, bolsas, cremes, produtos de cabelo e esmaltes, tudo é botado pra jogo.

E você? Já pensou em dividir o armário com a sua mãe ou irmã mais velha? Se você mora com as duas, que sorte, três armários… Contem aqui nos comentários o que é que vocês costumam dividir.

Beijos da Bru!

Siga @ADemaisblog  no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog no Instagram

Incêndio na escola

firefighter-593720_1280

— Pai, não surta. Mas a escola tá pegando fogo!

Parece brincadeira, mas foi exatamente essa a primeira frase que saiu da minha boca quando meu pai atendeu ao telefone naquela manhã de quarta-feira. Antes que você me pergunte, sim, houve um incêndio na minha escola. Mas não foi nada sério. Depois que todas as salas foram evacuadas às pressas, o fogo foi rapidamente controlado.

Sabe aquela besteira que todo mundo repete de “ah, queria que a escola pegasse fogo só para não ter aula amanhã” ?  Pois é, nunca mais diga isso. Na hora do vamos ver, todo mundo corre. É desesperador. Ainda mais quando seu irmão mais novo resolve sumir no meio do caos. E, bom, no dia seguinte teve aula normal, então…

Hoje, pouco tempo depois, até acho graça relembrar uma colega me puxando escada abaixo enquanto eu queria subir pra procurar meu irmão. Ou zoar a professora cujo primeiro reflexo foi apagar o quadro antes de correr da sala. Mas na hora não teve graça nenhuma. A não ser quando uma menina parou na escada, bem na minha frente, pra tirar uma selfie em meio a fumaça preta que tomava conta do corredor.

Depois que encontrei meu irmão, e fui para a quadra aberta junto a todos os outros alunos, achei prudente avisar ao meu pai (nunca à minha mãe, já que ela se desesperaria). Realmente não encontrei jeito melhor de contar o que acontecera e, ao mesmo tempo, tranquilizá-lo. Mas acho que minha declaração não foi lá o que se possa chamar de tranquilizadora…

Agora como pai, deixem-me contar a minha versão. Saio do banho e percebo três ligações perdidas da filha em um horário que ela deveria estar em sala de aula. Vou até a sala ainda enrolado na toalha e escuto o seguinte recado na secretária eletrônica: “Pai, é sério. Atende o telefone. Preciso falar com você. Tem um incêndio aqui”. Ato contínuo, deixo a toalha cair no chão e tropeço na cachorra ao sair correndo nu pela casa para pegar uma roupa no quarto.

Enquanto corria para me vestir em tempo recorde, minhas tentativas de falar com o celular da filha na escola paravam todas na barreira da caixa postal. Em uma situação dessas um pai pode surtar ou respirar e raciocinar. Fiquei no meio termo. Mas pensei, bom, se ela ligou é porque está viva. Ou pelo menos estava cinco minutos atrás.. Então ainda há esperança.

Meus batimentos cardíacos ainda estavam na ascendente quando ela retornou no celular. A alegria de perceber que ela e o irmão estavam bem durou pouco. Como não conseguira falar comigo, ela teve a brilhante ideia de ligar para o trabalho da mãe. E nessas situações a mãe é do tipo que modula entre o surto contido, moderado e o irracional. Consegui pegá-la no trabalho ainda no segundo estágio do surto e fomos os dois juntos resgatar os sobreviventes na escola.

Os pimpolhos entraram no carro com a cara lavada, sorrisos nos rostos e excitadíssimos com as tranquilizadoras histórias que tinham para contar. O mais novo viu labaredas no corredor e disse que a professora foi a primeira a sair correndo da sala. A mais velha ouviu dizer que um cadeirante foi esquecido justo na sala em que o incêndio começou. E os dois divertiam-se ao relembrar as cenas de colegas pisoteados e espremidos enquanto desciam no estouro da boiada pelas escadas do prédio.

O mais curioso é que a escola não enviou sequer um comunicado aos pais com esclarecimentos sobre o ocorrido. Mas os boletos, esses nunca deixam de chegar.

 

Bruna Paiva e J. Maurício

Siga @ADemaisblog  no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog no Instagram

Fui arrastada pela febre do álbum da Copa do Mundo

figurinhasdacopa

Filha, se arruma que a gente está indo pro shopping.

Fazer o que no shopping?

Seu irmão quer trocar figurinha.

Sim, o que você leu acima é sério. A um mês da copa, a febre do momento é o álbum de figurinhas da mesma. E quando eu digo febre quero dizer que 90 por cento das pessoas em volta de mim estão colecionando. Até briga por figurinha repetida eu já vi.

Na copa de 2010 aconteceu a mesma coisa. Só que agora sinceramente está me irritando. Por que? Porque virou o programa dos meus fins de semana. Meu irmão , de 11 anos, resolveu que o legal de colecionar um álbum que todo mundo também tem é trocar figurinhas com estranhos no meio da rua.

Imagina um shopping com uma multidão num canto. Não é muito difícil, né? Agora imagina essa multidão unida por um propósito. Protesto? Promoção? Não, o álbum da Copa. Exato. As pessoas vão para as ruas trocar figurinhas repetidas com gente que elas nem conhecem. E meu irmão tá no meio disso. E pior que eu sou arrastada pra essa furada.

Meu consolo é que não sou a única. Já cansei de ver namoradas, esposas e filhas entediadas enquanto os homens brincam de trocar cartas com a cara de outros homens. E não, não são só as crianças e adolescentes até 20 anos. As crianças maiores de 30 também estão colecionando…

Aliás, é um momento em que dá pra ver meninos de 10, 11 anos brincando de igual pra igual com gente de 30, 40, pra não citar os mais velhos que isso. Ah, e é claro que não tem só homem na brincadeira né, as coitadas das mães se metem também. Fora a pequena parcela de meninas que resolveram colecionar o álbum.

A febre é tanta, que meus amigos, quando vêem meu irmão simplesmente me abandonam e vão brincar de figurinhas com o pirralho. Até meu pai outro dia saiu com as figurinhas da criança para trocar com os colegas no trabalho.

Têm gente que diz que está colecionando o álbum para o filho bebê, ou o filho que nem nasceu ainda. Juro que já vi pai com filho no colo só pra justificar a brincadeira. Inclusive, na maior parte desses casos, a criança não está nem um pouco interessada na troca de figurinhas. Se duvidar, o pobrezinho tá ali tão obrigado quanto eu…

Não que eu tenha algo contra vocês, mas qual é a graça? Eu brincava de trocar figurinha também. Mas até os 10 anos e com gente que eu conhecia… Sinceramente não vejo mais muita graça pra gastar dinheiro com essas coisas. Se ainda fossem 650 caras bonitos no álbum… Mas se 20 por cento dão pro gasto já é muito, viu?

Bruna Paiva

 

Meu irmão deu pra me vigiar!

tumblr_levixxQbgr1qg7z4yo1_400_large

Recentemente, meu digníssimo irmão mais novo passou a estudar no mesmo colégio que eu. E outro dia chegou em casa com esta:

— Pai, a Bruna vive se agarrando com um monte de meninos no recreio da escola.

— Eu o que?!

—É pai, ela vive agarrada com um monte de homem lá na escola.

—Como assim, filho?

—Como assim digo eu! Tá maluco moleque? Que monte de homem é esse que eu agarro?!

—Eu vi você abraçando um monte de menino hoje no recreio. Uns garotos do Ensino Médio. Deixa de ser sonsa.

— Eu não sou sonsa. Eu abraço os meus amigos. Mas não vivo agarrada com ninguém. Pai você vai deixar essa criança achar que pode tomar conta da minha vida agora?

E aí veio a resposta de meu querido pai que me deixou mais irritada do que eu já estava:

—Tá certo filhão. Tem que tomar conta da sua irmã mesmo. Pra ver quem é que ela fica abraçando no recreio.

Então eu lhes pergunto: COMO ASSIM? Agora meu irmão quer ficar me vigiando enquanto falo com meus amigos. E meu pai ainda incentiva. Vê se pode? Não que eu tenha nada para esconder. Só acho que dizer que não existe amizade sem segundas intenções entre sexos opostos é um pensamento absurdamente machista.

Quer dizer então que  se eu abraço meus amigos como forma de carinho e amizade eu estou me comportando de maneira errada para uma menina? Oi, em que século a gente está mesmo? Vamos deixar o machismo de lado? Minha gente, esse tipo de pensamento, pra mim, só pode ser definido de uma forma: retrocesso.

Meu irmão ainda se encontra naquela fase onde meninos e meninas se odeiam e só se juntam para medir forças. Mas a hora da vingança ainda está por vir. Daqui a uns anos quero ver se ele não vai estar, como ele mesmo diz, “se agarrando” com um monte de meninas na escola. Como ele é homem, ninguém vai ver problema nenhum nisso. Mas as meninas vão estar loucas pra saber coisas que só a irmã mais velha sabe. E aí, ele que me espere…

Bruna Paiva

Não, eu não vou pular carnaval

Bloco-Loucura-Suburbana-Rio-de-Janeiro20140227_03

— Filha, vamos pro Céu na Terra?

— Pra onde mãe?

— Pro Céu na Terra.

— Mãe você não acha que tá meio cedo pra eu morrer não?!

—Que morrer o que garota. To falando do bloco de carnaval que tem lá na Zona Sul.

—Deus que me livre! Desde quando o inferno resolveu se chamar de Céu, gente?

—Que isso filha? Vamos curtir o carnaval…

— Mamãe querida, tudo que eu menos quero é ir curtir o carnaval. Se eu pudesse eu ia pra Argélia no carnaval.

— Pra Argélia? Minha filha o que é que tem de bom na Argélia?

— Eu sei lá o que tem na Argélia mãe. Só sei que passar o carnaval lá deve ser melhor do que aqui.

—Não entendo essa sua implicância com o carnaval.

— Me diz o que é que tem de bom no carnaval, mãe?

— Tem gente na rua…

—Eu não gosto de gente demais na rua.

—Tem alegria…

—Felicidade exagerada e sem nenhum motivo. Não faz sentido e me irrita.

—Tem música…

—Na na na na não. Tem Rebolation, Lepo Lepo, Ai se eu te pego…

—Filha, eu amo carnaval.

—Mãe eu não vou pro canaval. Me chama pra qualquer coisa, mas não me chama pro carnaval. Você quer dar um passeio na Argélia? Eu vou com você…

— É, não tem jeito. Eu vou ter que arrumar outra família no carnaval do ano que vem…

Há anos diálogos como o acima se repetem aqui em casa na época do carnaval. Minha querida mãe adora essa comemoração. Já eu acho que a única coisa boa que ele me acarreta é a semana de folga na escola.

Não consigo entender por que é que as pessoas acham que no carnaval elas precisam ficar felizes sem motivo nenhum.

A cidade vira uma bagunça. É gente bêbada, gente suada, gente suja, gente vomitando… Fora a pegação desenfreada. Este ano aqui no Rio, uma marca de camisinha vai estreiar uma cápsula que é um quarto de motel onde os casais poderão permanecer por até quarenta minutos pendurados por um guindaste à 15 m de altura.

Os nomes dos blocos também são os mais, digamos… excêntricos possíveis: “Xupa mais não baba”, “Empurra que eu sento”, “Calma, Calma sua Piranha”, “Simpatia é quase amor”, “Pinto Sarado”, “Suvaco de Cristo”…

Agora me digam: qual o sentido disso tudo? Eu não entendo o carnaval, eu não suporto o carnaval. E o pior de tudo é que minha mãe sempre me convence a sair na rua pra ver a “festa” passar…

Bruna Paiva

Pagando calcinha pros amiguinhos do meu irmão

calcinha-a-prova-de-menstruacaoPreciso compartilhar com vocês um tipo de incidente que vive acontecendo aqui em casa porque o meu irmãozinho é desligado. Ele tem 10 anos e vive trazendo os amigos pra brincar no quarto dele. O problema é que ele não me avisa quando vai entrar alguém em casa.

Gente, o calor que faz na minha cidade é insuportável. Muitas vezes, quando eu estou em casa, fico só de calcinha e blusa. O problema é quando os amiguinhos do meu irmão chegam e eu me encontro nesse estado. Cada vez que isso acontece eu tenho vontade de me enfiar num buraco e levar meu irmão junto.

— TI-A-GO,  vem aqui AGORA!

— Fala.

—Quantas vezes eu vou ter que dizer pra você me avisar quando trouxer algum amigo pra casa?

—Iiih… Esqueci.

—É. Eu to vendo que você esqueceu. Só que eu já to cansada de pagar calcinha pros seus amigos.

—Tá, tá desculpa.

— Eu to falando sério. Me avisa. Porque eles já devem conhecer minha gaveta de calcinhas inteira!!!

É impressionante. Ele nunca lembra de me avisar. Volta e meia eu to andando pela casa de calcinha e esbarro com um ser estranho. As crianças devem conhecer todas as estampas… E o pior de tudo é que eu fico tão constrangida que não tenho nem coragem de falar com eles.

Meu Deus, por que esse menino é tão desligado?!

Bruna Paiva

Uma noite complicada com meu irmão caçula

WP_20140129_002— Tiago, apaga a luz que eu quero dormir.

— Mas eu não gosto de dormir no escuro…

— E eu não vou dormir de luz acesa.

*apago a luz*

*ele acende a luz*

–Eu não quero dormir no escuro. Eu tenho medo.

–Então fecha o olho e dorme que o medo passa.

*apago a luz*

*ele acende a luz*

— Não passa não.

— Ai… Você é muito chato! Vou abrir a cortina e você fica olhando pra luz da rua. Pronto!

*apago a luz*

Dois minutos depois…

— Bruna, vai comigo no banheiro pra fazer xixi?

— Mas eu não quero fazer xixi.

— Eu é que quero.

–Então vai!

–Mas eu não quero ir sozinho. Vem comigo?

–Ah não, Tiago.

— Por favoooor Bruna, eu tô muito apertado.

— Arrrgh…Tá bom, mas vai rápido.

Cinco minutos depois…

— Tiago, fica quieto que eu quero dormir…

— É que eu tô feliz e quero me mexer.

–Oi?! Garoto maluco… Fica feliz quietinho, tá bom?

— Mas é que eu gosto muito de você.

— E por isso tem que ficar me chutando?

— Você gosta de mim?

–Calado!

–Poxa, você não gosta de mim?

–Calado Tiago, eu gosto de você calado!

–Ah, tá. Mas então você gosta de mim?

–Tiago, eu te amo. Mas deixa a sua irmã dormir por favor! Eu tô cansada…

Mais cinco minutos…

–Tiago volta pro seu lado da cama! Assim eu vou cair.

— Mas a cama é grande!

— Sim. É grande, mas é pra você ficar no seu lado e eu no meu. Não dá pra nós dois ficarmos no mesmo canto. Senão eu caio!

— Mas eu quero ficar na janela.

–Mas, há duas horas você brigou comigo porque queria o outro lado!

— Mas agora eu quero a janela.

— TIAGO, FICA QUIETO E ME DEIXA DORMIR PELO AMOR DE DEUS! VOLTA PRO SEU LADO DA CAMA E NÃO ME PERTURBA MAIS!!!

É nisso que dá ter que dividir cama com o seu irmão mais novo. Estamos viajando e dividindo uma cama de casal. O problema é que ele não me deixa dormir de jeito nenhum. O pior de dividir o quarto e a cama com ele é que a criança não para quieta nem dormindo. Como esse garoto me chuta de noite! Ele se mexe na cama feito pipoca, me soca, me chuta, me bate e eu juro que ele faz tudo isso enquanto dorme. Já avisei aos meus pais que na próxima viagem quero uma cama só pra mim ou eu vou enlouquecer…

Bruna Paiva

Me sentindo muito burra porque levei pau no Enem

crianca-reprovada-escola—Ai meu Deus como eu sou burra. Não passei nem para Biblioteconomia.

— Bruna, deixa de ser ridícula. E não faz pouco da profissão alheia.

— Mas pai, olha que média horrorosa. 553 não dá pra passar em nada. Eu sou burra!

—Minha filha você nem estudou pra essa prova. Para com isso.

—É lógico que eu sou burra. Eu tenho um blog. O que eu mais faço na vida é ler e escrever… 480 na redação do ENEM?!  Eu sou muito burra!

— Bruna, você nem abriu o programa da prova. Não sabia nem o que ia cair. Você terminou o primeiro ano do Ensino Médio agora. Sinceramente, ainda acha que é burra?

—Não… Eu tenho certeza! Pai se eu quisesse passar para letras em Português-Latim, que é uma língua morta, eu não conseguia. Que outra explicação você me dá?

—Criatura, escuta o seu pai. Sem estudar e no primeiro ano do ensino médio é claro que você não ia passar. Você sabia que era só uma primeira experiência, minha filha. Você achou o que, que ia passar pra Medicina?

—É. Por quê? Você acha que eu não tenho capacidade de passar pra Medicina? É isso, não é? Você também acha que eu sou burra…

— Desisto filha. Depois a gente volta a falar sobre isso…

Diálogos como esse se repetiram lá em casa durante toda a última semana, quando as notas do ENEM foram divulgadas. Eu fiz a prova ano passado só pra ver como era. Nem abri o edital pra ver qual matéria ia cair. E é óbvio que não passei pra nada.

Mas mesmo sabendo que eu não tinha estudado e que não conhecia boa parte da matéria que caiu na prova, fiquei arrasada com meu resultado. Gente, eu não passei pra nada no ENEM.  Fiquei 200 pontos abaixo da nota de corte das duas opções que escolhi (Comunicação Social e Direito na UFRJ). Estou há uma semana me sentindo muito burra…

Este ano eu vou fazer o Enem de novo e dessa vez prometo me empenhar mais. Minha autoestima precisa que eu passe pelo menos em Biblioteconomia…

Bruna Paiva