Apaixone-se por você mesma

Não existe nada mais libertador do que se permitir ser você mesma. Falar o que você pensa, vestir o que você gosta, ser quem você quiser. Uma vez que você se permite viver dessa forma, é quase certo que vai acabar se apaixonando por quem você é. E essa sensação é transformadora.

Não por aquela velha máxima de que “se eu não gostar de mim, quem é que vai?”; porque quando você começa a gostar de verdade de quem é e se deleitar com sua própria companhia, pouco importa a opinião de quem quer que seja. Você deixa de viver naquela eterna tentativa de agradar os outros e passa a simplesmente ser você. Se alguém gostar, ótimo; se não, tá tudo bem também.

É incrível se perceber apaixonada por si mesma. Olhar no espelho e finalmente gostar do que vê. Investir tempo para correr atrás do que você acredita e fazer coisas por si mesma. Gostar de cada detalhe e entender que as particularidades que te enlouqueciam na adolescência são, na verdade, parte de quem você é.  Entender que você é incrível, independente do que as pessoas digam. Preenche um vazio que você nem sabia que existia.

Quando você se apaixona por você, acredita em si, a validação alheia sobre sua vida deixa de ser a coisa mais importante do mundo. Você passa a ser alguém com brilho próprio, deixa de esperar a luz dos outros para conseguir se enxergar.

Nada nem ninguém no mundo vale o sentimento de estar bem com você mesma. De se sentir livre, plena e independente.

Mas isso tudo só acontece quando você consegue compreender que a pessoa mais importante da sua vida é você mesma. Não importa o quanto a vida às vezes tente te provar o contrário, você é protagonista da sua passagem pelo mundo. E, enquanto você não se coloca como prioridade em sua própria existência, não dá para ser feliz de verdade.

Bruna Paiva

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Cura Tudo

Rejeitada. Você foi rejeitada.

Mais uma vez, rejeitada.

Em tão pouco tempo, rejeitada.

Encara a palavra, rejeitada.

 

O que é que você vai fazer sobre isso?

Chorar? Já não possuo mais lágrimas.

Devastar-se? Não me sobra disposição.

Odiá-lo? Ah, mas quanta energia se gasta…

E o que resta?

 

Papel, caneta e um café amargo.

 

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Podia ser você

Você seria a pessoa perfeita. Tem quase tudo que eu sempre sonhei encontrar em alguém. É interessante, divertido, engraçado. Você me respeita e defende ideais parecidos com os meus. Você me admira como artista e como mulher e faz questão de enaltecer isso toda vez que fala comigo. Você me faz sentir bem, esquecer um pouco dos problemas e sorrir de vez em quando. A gente podia ser um casal sensacional.

Mas falta alguma coisa. Me peguei obrigando minha cabeça a se apaixonar por você. Eu te juro que fiz muita força para conseguir te enxergar com outros olhos. Mas não fui capaz. Eu olho para você e consigo imaginar um futuro, com uma relação estruturada, família e tudo mais, mas sempre com um vazio.

Falta paixão, tesão. Falta frio na barriga, ansiedade e coração batendo forte do teu lado. Falta eu ficar desconsertada e pensar em você o dia inteiro. Falta eu olhar para você como a melhor coisa que me aconteceu. E eu não sei sustentar um relacionamento sem tudo isso. Porque me soa mentiroso.

E não é como se todo esse sentimento que eu almejo fosse fruto de um ideal fantasioso. Eu já conheci pessoas legais, que me pareciam tão certos quanto você e por quem eu fui capaz de me apaixonar a cada detalhe. Mas é o tipo de coisa sobre o qual eu não tenho o menor controle. Acontece devagar e de repente. E com você não aconteceu.

Me percebi tentando convencer a mim mesma de que, por falta de opção, era você a minha melhor chance de viver uma história de amor. Mas isso é torto demais para eu permitir que comece. É injusto. Com você e comigo. Eu prefiro esperar, deixar o tempo agir. Assim, você pode viver a sua vida, encontrar alguém que te ame de verdade. E, quem sabe eu também encontre alguém incrível que consiga me despertar todo o sentimento que eu gostaria de ter tido por você.

Bruna Paiva

 

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Se você gostasse

Se você gostasse mesmo de mim, não teria me deixado ir naquele dia. Teria vindo atrás de mim, me segurado bem perto e insistido para eu ficar. Teria dito algo engraçado para que eu risse, mesmo estando chateada. Pedido desculpas por ter vacilado e reconhecido que era hora de darmos um rumo para a nossa situação.

Se você realmente correspondesse o meu sentimento, a distância não seria uma desculpa recorrente. E você não teria deixado que ela fosse maior ainda quando estávamos lado a lado. Você não teria se afastado, deixado de conversar comigo, ou de dar atenção quando eu chegava animada para te contar alguma coisa. Se gostasse de mim, não deixaria a gente esfriar. Não teria permitido que eu chegasse ao ponto de me sentir tão insegura com você que questionasse a minha própria existência.

Mas você deixou. Você deixou que eu acreditasse numa reciprocidade inexistente enquanto me enganava secretamente. Talvez não por maldade, quem sabe, no fundo, você mesmo quisesse acreditar naquilo. Eu sei que eu tinha certeza do que você sentia. E hoje não tenho mais certeza de nada.

Você chegou devagar, pouco a pouco foi se tornando parte da minha rotina, parte de quem eu era. Mexeu com meus sonhos, ouviu minhas confidências, segurou minha mão, dividiu pequenos detalhes e por fim se cansou. Se de mim ou de fingir interesse eu nunca entendi direito…

Bruna Paiva

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Teresa, Maria e Lili

Teresa:

João está ao meu lado, mas eu mal me dou conta de seu corpo sentado aqui. Minha mente passeia por Raimundo. Por seu jeito criativo e maneira descontraída de falar enquanto passa a mão nos cabelos. Por seu sorriso despreocupado e sempre acompanhado dos olhos castanhos que tanto me fascinam. Estes, porém, nunca voltados para mim. Seu coração é de Maria, que ignora a sorte que tem.

Maria:

Sento-me e afundo as mãos na areia gelada. Quase em transe, observo a dança das ondas que chegam a acariciar meus pés descalços, mas são sempre puxadas de volta ao imenso mar que tem a sorte de possuí-las. Meus olhos embaçam enquanto penso em Joaquim. O único homem que amarei em toda a vida.  O único que nunca terei.

Lili:

Lá vem Joaquim novamente com sua ladainha de te amo e te amo. Não entendo a procedência de tanto amor se nunca trocamos meia dúzia de palavras. Nem por que continua a insistir mesmo sabendo que não o correspondo. Por que não segue em frente? Qual a dificuldade em superar a paixonite e me deixar viver em paz?

Teresa:

Deus, o que faço se não puder ter Raimundo? Não imagino que possa amar a outro como a ele amo. Como tomar coragem de contar tudo sobre meu amor? Vejo João aqui a meu lado e lembro que os dois são amigos. Me pergunto se ele não ajudaria a deixar Raimundo saber do sentimento que carrego.

Maria:

A brisa faz meus cabelos voarem e percebo os olhares do surfista que passa por mim. Sei que posso tê-lo em questão de segundos, assim como a maioria dos homens por aqui. Mas nenhum deles me seria suficiente. Seguiria sentindo-me fraca, vazia e incompleta. Por mais que tenha quase tudo o que desejo nessa vida, minha maior necessidade nunca estará a meu alcance.

Lili:

Como alguém consegue ter tamanho desprendimento de si mesmo? Mais amor próprio, querido! Nunca deixaria meus estudos para me relacionar com alguém tão dependente. Sei que acabaria entediada com tamanha melancolia e sem tempo para me dedicar ao que realmente interessa.

Teresa:

João não quis ajudar. E ainda foi ríspido, mostrou-se quase ofendido com minha proposta. Logo ele que desde a escola sempre me foi simpático. Bradou que Raimundo nunca se interessaria por uma carola como eu. E que eu não deveria me insinuar para alguém que vive a se declarar por outra pessoa. Talvez ele tenha razão. Talvez a melhor saída seja mesmo canalizar meu amor a outra finalidade.

Maria:

Se ao menos conseguisse transferir meu amor a Raimundo. Aquele que sei que me adora e deseja como o mar a cada uma de suas ondas… Mas meu coração não permite que me livre de Joaquim. Mesmo que em mim nada lhe interesse mais que em Lili. Por mais que machuque, meu sentimento insiste em ser dele. E só dele por toda a vida.

Lili:

Daqui a um mês, enfim me livrarei das perturbações de Joaquim. Finalmente consegui aprovação para o intercâmbio com que tanto sonhei. Vou morar na Itália e estudar gastronomia. Ainda não consigo acreditar que J. Pinto Fernandes, um dos maiores chefs da atualidade, será meu professor! Não poderia estar mais realizada.

 

Bruna Paiva

 

* Texto inspirado no poema Os três mal-amados, de João Cabral de Melo Neto, que por sua vez foi inspirado em Quadrilha, de Carlos Drummond de Andrade.

** Exercício proposto pela professora Júlia Studart na disciplina Oficina de Produção de Texto, no Curso de Letras da UNIRIO, 2017.1.

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Presa a você

Primeiro vieram as noites molhadas. As noites em que eu ia dormir com o nariz entupido e a cabeça latejando por causa das lágrimas. Nelas, eu abafava meus soluços no travesseiro encharcado. Não me lembro a que horas pegava no sono. Só lembro de acordar pensando em você.

Abria os olhos inchados e mal me movia encarando o teto. A comida no prato quase sempre ia inteira para o lixo. A fome foi a primeira a sumir.

Em algum momento, as noites de pranto começaram a se alternar com as de exaustão total. Meu corpo implorava por uma noite bem dormida. Mas elas também desapareceram. Quando minhas lágrimas secaram, as madrugadas em claro começaram a me visitar trazendo devaneios que nunca haviam dado as caras. Então começou a dor.

A pior dor que se pode sentir não é física. Provoca um vazio no fundo da alma que, vez ou outra, berra pela falta de alguém. Faz qualquer um clamar por algo doce como a dor de uma facada.

As noites de insônia em que eu fitava o teto do meu quarto despertaram esse vazio. A dor crescia junto com minhas olheiras. A fome não reaparecera. Comia só para me manter de pé e, ainda assim, estava a cada dia mais magra.

As lembranças espalhadas na internet e em meus arquivos pessoais não ajudavam em nada além de cavar mais fundo o buraco em minha alma. De certa forma, eu me culpava. Ninguém me obrigou a me entregar tanto.

Em poucas semanas, a insônia deu lugar às lembranças durante o sono. Me debatia enquanto dormia e acordava ofegante no meio da noite. Destruída, humilhada, com raiva de mim, de você, do mundo.

E, quando chegou a nossa data, eu chorei. Mais do que nas noites molhadas. Mais do que quando te assisti partir. Chorei pela impotência, pelo tempo, por não conseguir me recompor. Chorei pelo futuro inexistente de que eu ainda tinha saudades. Chorei porque precisava parar de sonhar. Chorei porque apesar de tudo eu ainda te amo e esse amor é a minha maior prisão.

Bruna Paiva

 

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À distância

Eu tenho saudades de acordar com o braço dormente debaixo da sua cabeça. Saudades do teu cheiro, da sua mania de andar pela casa vestindo só calcinha por baixo de uma camiseta minha. Saudade de você se arrumando enquanto eu te apressava impaciente para sair de casa. Saudades de você implicando com o meu jeito de lavar louça à prestação. Do jeito como você canta feito louca enquanto dirige e como sempre dorme quando sou eu no volante.

Saudade do jeito que você corre os dedos pelas veias do meu braço, com a cabeça encostada no meu ombro. E de sempre brigar contigo quando deixa meu computador descarregar completamente. Saudade até daquele filme do Heath Ledger que você me faz assistir e decorar as falas só porque você ama. De ver seu sorriso infantil quando te beijo de surpresa.

Saudade de estar pertinho de você. De te abraçar nos momentos ruins e comemorar as suas conquistas. Sinto falta de poder te ver a qualquer hora… Pela tela do computador, às vezes a distância parece ser ainda maior. Há dias em que eu me questiono se fizemos a escolha certa. Nos separamos para seguir nossos sonhos, é verdade. Você de um lado do continente e eu do outro. Mas eu sinto falta de quando morávamos naquela cidadezinha em que todo mundo sabia tudo da vida dos outros. Aqui é tão enorme, e as pessoas nem se falam muito.

Às vezes tenho saudade até do medo que eu tinha do seu pai no início do nosso namoro. Quando a gente tinha que sair escondido. Acho que aquela época só contribuiu para nos apaixonarmos mais. Outro dia eu conversei com o Padre Paulo (acredita que ele está no Facebook?). Ele disse que a gente faz um casal lindo e que ele topa celebrar nosso casamento quando a gente voltar.

Eu sei que ainda faltam alguns anos. Mas, nos dias ruins, minha energia para sair de casa e seguir em frente é saber que quando, finalmente, estivermos formados vamos poder construir tudo o que sempre sonhamos. E não importa se aqui, aí, na nossa cidade ou em outro canto do mundo. Com você, eu não preciso de mais nada.

Falta pouco, meu amor. Cinco anos passam rapidinho. Um dia a gente ainda vai olhar para trás e pensar “foi muito louco, mas passou”.  Acordei no meio da noite morrendo de saudades suas, olhei as horas e vi que você já deve estar saindo para a aula. Que seu dia seja abençoado e que você não esqueça nunca que eu te amo.

Com amor,

Matheus.

 

Bruna Paiva

 

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Pega, mas se apega, sim!

”Da sombra daquele beijo

Que farei, se a tua boca

É dessas que sem desejo

Podem beijar outra boca? ”

(Manuel Bandeira)

 

Nunca gostei da ideia vazia de ficar com qualquer um, em qualquer lugar. Isso de pegar sem se apegar, de ir para a balada e ficar com dois, três, ou mesmo só um com quem você não tem a menor intimidade, não tem graça nenhuma.

Eu respeito o pensamento, mas nunca me encaixei no time do “pega, mas não se apega”. E, às vezes, acho que, se tivesse essa capacidade, minha vida seria realmente mais fácil. Me pouparia de boa parte da minha coleção de estresses e decepções.

Mas eu não consigo. Gosto de conhecer as pessoas. De sentar, conversar e descobrir o que temos em comum, quais as nossas diferenças, o filme bobo que ele mais gosta, falar daquela música que eu amo… Gosto de frio na barriga, de mão suando e coração acelerado.

Gosto da vontade que vai crescendo a cada conversa. De sentir minha pele arrepiando quando me encosta. Da tensão pré-beijo e do formigamento enquanto sua mão me percorre. Gosto de beijo com desejo, com sentimento de “até que enfim”.

Eu gosto de perder o fôlego. De pele na pele e dedos entrelaçados. Gosto de sorriso compartilhado, de olho no olho, conversa banal e piadas internas. Eu gosto do sentimento, do algo a mais. Gosto de parceria, segurança, de saber que tem alguém ali….

Você tem todo o direito de não querer se apaixonar, apesar de estar sempre “pegando” alguém. Mas não venha tentar me convencer de que tudo isso perde para um beijinho de balada em quem você mal sabe o nome.

Bruna Paiva

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Só mais uma pra conta

O mundo não acabou. A vida não deu stop. O ar continua invadindo meus pulmões. Meus órgãos não desintegraram. O chão segue firme sob meus pés. A música no bar nem mesmo baixou de volume.

Mas dessa vez eu não fui surpreendida pela falta de mudança exterior. Sabia que não era o fim de nada além de mais um “nós” que nem era tão plural assim. Dessa vez, não chegou a doer. No máximo um incômodo que perturba um pouco, mas logo passa. Afinal, não foi nada de extraordinário, nada fora do costume.

Só mais um punhado de expectativas quebradas. Mais uma vez em que senti demais por quem sentia de menos. Talvez a culpa seja mesmo minha por me entregar demais, esperar demais. Mas que posso fazer se é só desse jeito que sei sentir?

Pelo menos, de certa forma, já aprendi a lidar com as pequenas decepções que me assolam de vez em quando. A velha receita sempre funciona: focar em outras coisas, encontrar um bom livro, sair com uns amigos e achar motivos para rir até machucar a barriga. E a dor que não for física a gente transforma em arte.

Bruna Paiva

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Último Porre

Então vamos brindar! Um brinde à minha solidão e à falta que eu ainda sinto de você. Uma dose pela dor e outra pela sua nova felicidade. Brindemos à mensagem que eu juro que foi o álcool quem te mandou há pouco. E à maquiagem agora rolando pelo meu rosto.

Garçom, mais uma garrafa, por favor. E traz com dois copos que é para brindar comigo mesma. Brindar às suas fotos que ainda estão na minha parede, mesmo que suas gavetas estejam vazias, e à sua boca que não beija mais a minha. Brindar à roupa de cama que ainda tem o seu cheiro e à minha cabeça que faz questão de repassar cada momento nosso. Um brinde à sua irmã que trabalha comigo e vai me fazer lembrar de você todos os dias.

Só mais essa, eu prometo. Talvez mais uma, duas ou três. Só para a bebida quente abraçar meu coração. Vamos brindar à minha casa bagunçada e à geladeira vazia, que eu não tenho vontade de encher. Meu trabalho pela metade, à academia que eu paguei e não fui, o encontro com meus amigos que eu faltei e tudo o que eu não tenho conseguido fazer porque você segue sendo só o que se passa na minha cabeça.

Moço, traz mais uma dose enquanto eu enxugo a cara suja de rímel na blusa branca que foi ele que me deu. Me dá mais tequila porque eu ainda lembro de tudo. De cada beijo, cada palavra e cada vergonha que eu já passei desde que ele me deixou. Pode trazer mais uma pra ver se eu esqueço, se eu consigo, com álcool, apagar toda essa dor.

Um brinde ao cara ali do lado que não para de olhar para mim e um outro para você que me obrigou a encher a cara para te esquecer. Esse é o último. O último, eu juro. Como jurei no anterior e vou acabar jurando no próximo. Mas enquanto não aprendo a cumprir o que prometo, vou tomando alguns últimos porres até que não precise mais jogar a culpa em você.

Bruna Paiva

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