Só mais uma pra conta

O mundo não acabou. A vida não deu stop. O ar continua invadindo meus pulmões. Meus órgãos não desintegraram. O chão segue firme sob meus pés. A música no bar nem mesmo baixou de volume.

Mas dessa vez eu não fui surpreendida pela falta de mudança exterior. Sabia que não era o fim de nada além de mais um “nós” que nem era tão plural assim. Dessa vez, não chegou a doer. No máximo um incômodo que perturba um pouco, mas logo passa. Afinal, não foi nada de extraordinário, nada fora do costume.

Só mais um punhado de expectativas quebradas. Mais uma vez em que senti demais por quem sentia de menos. Talvez a culpa seja mesmo minha por me entregar demais, esperar demais. Mas que posso fazer se é só desse jeito que sei sentir?

Pelo menos, de certa forma, já aprendi a lidar com as pequenas decepções que me assolam de vez em quando. A velha receita sempre funciona: focar em outras coisas, encontrar um bom livro, sair com uns amigos e achar motivos para rir até machucar a barriga. E a dor que não for física a gente transforma em arte.

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de me seguir nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchatwp-1465389060779.png

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

Último Porre

Então vamos brindar! Um brinde à minha solidão e à falta que eu ainda sinto de você. Uma dose pela dor e outra pela sua nova felicidade. Brindemos à mensagem que eu juro que foi o álcool quem te mandou há pouco. E à maquiagem agora rolando pelo meu rosto.

Garçom, mais uma garrafa, por favor. E traz com dois copos que é para brindar comigo mesma. Brindar às suas fotos que ainda estão na minha parede, mesmo que suas gavetas estejam vazias, e à sua boca que não beija mais a minha. Brindar à roupa de cama que ainda tem o seu cheiro e à minha cabeça que faz questão de repassar cada momento nosso. Um brinde à sua irmã que trabalha comigo e vai me fazer lembrar de você todos os dias.

Só mais essa, eu prometo. Talvez mais uma, duas ou três. Só para a bebida quente abraçar meu coração. Vamos brindar à minha casa bagunçada e à geladeira vazia, que eu não tenho vontade de encher. Meu trabalho pela metade, à academia que eu paguei e não fui, o encontro com meus amigos que eu faltei e tudo o que eu não tenho conseguido fazer porque você segue sendo só o que se passa na minha cabeça.

Moço, traz mais uma dose enquanto eu enxugo a cara suja de rímel na blusa branca que foi ele que me deu. Me dá mais tequila porque eu ainda lembro de tudo. De cada beijo, cada palavra e cada vergonha que eu já passei desde que ele me deixou. Pode trazer mais uma pra ver se eu esqueço, se eu consigo, com álcool, apagar toda essa dor.

Um brinde ao cara ali do lado que não para de olhar para mim e um outro para você que me obrigou a encher a cara para te esquecer. Esse é o último. O último, eu juro. Como jurei no anterior e vou acabar jurando no próximo. Mas enquanto não aprendo a cumprir o que prometo, vou tomando alguns últimos porres até que não precise mais jogar a culpa em você.

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de me seguir nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchatwp-1465389060779.png

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

O amor não vê idade

wp-1487249181855.jpg

Ele tem 36, eu tenho 22. Ele tem um filho de 8 anos e eu não penso em engravidar tão cedo. Ele tem pós-doutorado e é bem-sucedido na profissão. Eu estou terminando a faculdade e torcendo para conseguir um estágio. Ele tem uma ex-mulher e eu uns dois ex-namorados. Ele conhece oito países e eu nunca saí do Sudeste. Ele comprou uma casa para os pais e eu ainda dependo dos meus para pagar a faculdade.

Estamos em fases diferentes da vida e somos extremamente felizes assim. Ele me ensinou a gostar de ler e aprendeu comigo a amar o Twitter. Ele passou a curtir Beyoncé e me levou para conhecer lugares incríveis. Ele faz um bife à parmegiana maravilhoso e ama meu pudim de leite.

Fiz ele voltar a curtir o Carnaval e, com ele, criei a tradição de assistir a todos os filmes indicados ao Oscar antes da premiação. Ele ficou muito interessado em aprender sobre moda e desenvolveu um estilo incrível que até combina com o meu. Ele diz que adora o jeito com que eu cuido do filho dele e eu realmente amo aquela criança. A ex dele me pediu ajuda para organizar a festinha de aniversário do menino e como a gente se divertiu!

Ele nunca tinha feito uma tatuagem e minhas sete acabaram o inspirando. Eu fiz ele assistir Gossip Girl e até ele se apaixonou por Chuck Bass. Ele me ensinou a usar post its para organizar meus cadernos e a casa dele é tão arrumada que eu passei a atender quando, na dela, minha mãe me manda arrumar o meu quarto.

A diferença de idade é grande, a gente ouve o tempo inteiro. Mas é exatamente o que faz nossa relação ser tão especial. A gente se completa. Um está sempre muito interessado no que pode aprender com o outro. Eu nunca estive me sentindo tão viva e madura. Nunca tive tanta certeza do meu sentimento por alguém. Contrariando todas as fofocas e pitacos sobre nossa vida, a gente se ama. E não são 14 anos que vão me impedir de me permitir ser feliz como nunca fui.

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de me seguir nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchatwp-1465389060779.png

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

Necessidade de amar

wp-1484745682251.jpg

Aos 13 anos, eu tinha certeza de que precisava de alguém comigo para ser feliz. Essa ideia insistente na cabeça me fazia acabar apaixonada por qualquer um. O garoto mais velho que me dava atenção, o que nem olhava pra mim, o príncipe dos 15 anos da irmã da minha amiga. O colega de sala que perguntava a data, o primo da amiga, o amigo do primo, o professor bonito, o garoto da escola que parecia aquele ator de malhação. O vizinho, o namorado da garota lá da sala, o assistente do professor de luta do meu irmão, o amigo que não tinha nada a ver.

Estava sempre apaixonada por alguém, ou me convencendo de que precisava estar. De que aquele, sim, era o amor da minha vida. Vivia fantasiando as histórias mais loucas de amor com cada um que eu conhecia. E a pior parte disso é que eu sofria. Porque, é claro, a ideia de que eu, na adolescência, tinha a missão de encontrar o amor da minha vida era extremamente desgastante. E quanto mais o tempo passava, mais eu tinha certeza de que acabaria sozinha e abandonada no mundo.

Passei tanto tempo emendando uma paixão na outra, que não me lembro de uma fase daquela época que tenha passado sem gostar de ninguém. Acreditei tanto que precisava encontrar o amor que acabei banalizando o sentimento. Estava tão focada em amar e ser amada que acabei não conseguindo nenhum dos dois. A única coisa que meus “amores” de adolescência me trouxeram foi amadurecimento. E ainda bem que eu cresci para perceber que aquele sofrimento todo, as decepções, as horas trancada no quarto chorando ao som de Simple Plan não eram sinônimo de amor.

É bem verdade que, hoje, tenho certa preguiça de relacionamentos. Se me interesso por alguém, falo, corro atrás, mas se é muito complicado acabo perdendo o interesse mais rápido do que imaginava. Já a criatividade para as loucas fantasias de amor eu deixo para as personagens das histórias que escrevo. Depois de muito analisar minha adolescência, percebi que nunca precisei de um amor para viver com amor. Eu invejava os personagens dos livros e filmes que gostava e não prestava atenção em mim mesma.

E é tão mais fácil ser feliz quando se está bem com quem você é… Mas com 13, 14, e todas as outras idades dessa fase louca que é a adolescência, era aquilo que fazia sentido na minha cabeça. Não dava para ser feliz se eu não estivesse apaixonada. Mais uma vez, ainda bem que eu cresci! Todo o esforço que eu dedicava a me apaixonar e induzir um sofrimento sem sentido, hoje eu focalizo para as coisas que eu amo de verdade.

Eu amo passar horas cuidando do meu cabelo e pesquisando quais os melhores produtos para os tratamentos de que ele precisa. Amo assistir séries junto com o meu irmão, ainda que a gente nunca entre em acordo sobre a quantidade de episódios que vamos assistir por dia. Eu amo a sensação de liberdade de andar sozinha por aí. Amo sair com a minha família e bater papo com os amigos. Amo conhecer lugares diferentes e assistir a vídeos idiotas no YouTube. Amo dançar, fazer teatro e escrever.   Amo passar o dia de pijama assistindo de tudo na Netflix. Estudo o que amo e trabalho com isso também

Não, eu não desisti daquele amor que tanto procurei, nem deixei de acreditar que um dia a gente vai se esbarrar por aí. Mas a pressão que eu fazia sobre mim mesma para isso eu resolvi deixar de lado. Eu não preciso e nem quero um relacionamento nesse momento da minha vida. Se acontecer, ótimo, mas se não, é ainda melhor. Finalmente aprendi a ser feliz solteira. A me permitir ser livre e dizer sim ou não para o que eu bem entender.

Gostaria de ter descoberto essa paz antes. Que minha adolescência não tivesse sido tão conturbada em relação a isso. Mas só encontrei essa folga da necessidade de amar agora. E a sensação é maravilhosa.

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de me seguir nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchatwp-1465389060779.png

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

Borboletas no estômago

wp-1473856827349.jpg

Na primeira vez em que senti aquilo no estômago não fazia ideia do que significava. Era um enjoo constante que me tirava o apetite por completo. Não conseguia comer nem metade do que botava no prato. Junto com o estômago, meu coração se comportava de maneira estranha e respirar também ficava mais difícil. Aquela confusão dentro de mim aumentava toda vez que ele falava comigo, pessoal ou virtualmente, toda vez que sentia seu perfume, ou o via passar de longe.

O tempo passou e quando olho para trás percebo que é assim que se descreve alguém apaixonado. Para a concepção geral, era amor o que eu sentia. Aquele enjoo inesgotável que me fez perder peso sem entender o porquê é chamado de borboletas. Acontece que isso não faz o menor sentido. Borboletas são bonitas, livres e cheias de vida. E, enquanto ele esteve na minha vida, eu deixei de ser tudo isso.

Aquela sensação confusa que misturava falta de ar, dor de barriga e coração acelerado me fazia mal. Não consegui me livrar daquilo durante muito tempo. Nem mesmo enquanto dormia, já que, além de brincar com o que eu sentia, ele teimava em aparecer nos meus sonhos.

Quanto mais eu o idealizava ao meu lado, mais sofria por não poder tê-lo de verdade e mais sentia o descontrole dos órgãos dentro de mim. Cassei minha própria liberdade e passei a viver em função dele. Sabotava tudo que não o envolvia sem perceber que estava acabando com o que existia de mim em mim mesma.

Depois de algum tempo e muito sofrimento, as tais borboletas morreram. Desde então nunca me permiti prendê-las aqui dentro. Quando, vez ou outra, elas resolvem fazer uma visita obrigo-me a manter o controle dos meus sentimentos. Deixo-as livres para saírem dali, sem permitir que causem toda aquela confusão. Assim, as borboletas podem enfeitar o mundo com sua beleza, liberdade e vontade de viver, em vez de ficarem presas dentro de mim. E eu posso fazer o mesmo.

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de seguir o blog nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchatwp-1465389060779.png

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

Amores platônicos são mais seguros

wp-1461672376922.jpg

O medo não é do sentimento. O medo vem dos traumas passados, das mágoas que quase me sufocaram. Daquilo que até hoje me deixa insegura e convence-me da existência de segundas e terceiras intenções vindas de qualquer um a minha volta. Aquilo que me faz desconfiar de todos que me parecem simpáticos demais, gentis demais, perfeitos demais, e ao mesmo tempo reais e possíveis demais.

É por isso que não dou mole para aquele carinha por quem passo todos os dias e sei que está olhando para mim. Ou para aquele que puxa assunto sempre que me vê. Porque eles são reais, passíveis de causarem todo tipo de sentimento de verdade. Pela insegurança justificada por um medo de uma possível dor que seria tão palpável quanto seu causador.

Prefiro alimentar meus tantos amores platônicos. É por isso que fantasio com o cara que vi sair do metrô uma vez na vida, com o que faz vídeos para a internet no outro canto do país, com aquele professor gostoso que dá aula ali do lado ou com o cantor que de vez em quando lança uma música boa. É simples: eles são impossíveis. Tenho plena consciência de que, fora de minha cabeça, nunca acontecerá nada.

Esse é o detalhe que traz segurança. Sem a possibilidade de acontecer no mundo real, não há motivo para que eu acredite, que eu me iluda. Que eu me machuque de verdade. Sentir tendo consciência de que é platônico e irreal é muito mais seguro e confortável do que a instabilidade de não saber o que se passa na cabeça do outro.

Não me entenda mal, é claro que tenho vontade de viver algo intenso e real. Mas não para me machucar mais uma vez. A hesitação vem do medo de uma nova cicatriz. E eu sigo assim, com minhas platonices que não me ferem e também não fazem mal a ninguém.

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de seguir o blog nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchat

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

Amor cotidiano

wp-1459858129942.jpg

Se encontram todos os dias no mesmo horário. Quando ele entra no ônibus, ela já está lá, normalmente sentada. Ele sorri ao observar o jeito que ela amarra o cabelo por causa do calor. Ela já decorou o cheiro do perfume dele, e fecha os olhos para senti-lo quando ele passa pela roleta. Ele sabe de cor o ponto em que ela fecha o livro e guarda na bolsa. Ela já reparou em que direção ele vai, quando descem no mesmo ponto.

Ela é louca para saber o nome dele. Ele nunca conseguiu juntar coragem o suficiente para perguntar o dela. Ela gosta do jeito que ele se veste e de como, sempre simpático, dá boa tarde ao motorista. Ela passa batom e tenta soltar o cabelo, quando está quase no ponto em que ele sobe. Ele acha engraçado o jeito como ela estala os dedos e balança o pé incessantemente. Ela fica encantada com o sorriso dele, e acha peculiar o nome do grupo no Whatsapp em que ele está sempre digitando.

Nunca trocaram uma palavra. Quando os olhares se cruzam por um instante, tratam logo de desviá-lo. Mas não fazem ideia de que o interesse é mútuo. Sabem menos ainda que, caso um dos dois deixasse a vergonha de lado, o papo renderia por quilômetros.

Eles não veem, mas qualquer um naquele ônibus percebe a dança de olhares e as espiadelas de rabo de olho. Torço para que, um dia, um dos dois acabe dizendo oi. Mas, enquanto isso, é divertido assistir ao sentimento sendo alimentado pelos pequenos encontros diários. Uma paixão que cresce sem que palavras sejam ditas. Que se nutre das pequenas ações cotidianas. Aquelas que nem em sonho imaginamos que podem chamar a atenção de alguém.

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de seguir o blog nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchat

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

 

 

O tal do homem ideal

wp-1458646952103.jpg

Um cara com bom coração, divertido e inteligente. Que tenha senso de humor mas saiba a hora de falar sério. Que tenha orgulho do que eu escrevo e ame me ver dançar. Que não seja o Ashton Kutcher, mas tenha lá o seu charme. Que use um perfume gostoso e tenha estilo para se vestir.

Quero alguém que brigue comigo quando meu lado egoísta aflorar. Que me dê flores sem motivo e me ame apesar dos meus defeitos. Alguém que bata à minha porta de surpresa e seja amigo do meu irmão. Que adore a minha mãe e bata papo com o meu pai.

Um cara que entrelace os dedos nos meus e tenha orgulho de dizer “ela é minha namorada”. Uma pessoa que troque livros comigo e me mostre bandas diferentes. Que me acompanhe ao teatro e que não se importe quando eu resolver gritar pelos meus ídolos. Que implique com minha batata frita no milk-shake, mas se junte às minhas aventuras na cozinha.

Alguém que eu admire como pessoa e para quem eu olhe com orgulho. Alguém que vire criança comigo, mas saiba me tratar como mulher.

Quero um cara normal com todos seus defeitos de fábrica. Quero conviver e saber lidar com discordâncias, brigas e discussões. Que não consigamos ficar brigados por muito tempo. Que a saudade bata quando estejamos longe. Quero que a reconciliação compense nossos erros e a sensação de paz venha acompanhada de um beijo daqueles.

Quero um beijo na chuva e um abraço no metrô. Um pôr do sol na praia e uma madrugada assistindo à nossa série preferida. Uma viagem pelo mundo e um cantinho só nosso.

Um cara que me traga paz e a sensação de segurança. Que mostre maturidade e faça eu me sentir amada. Um cara humano. Com erros, acertos e a capacidade de me fazer feliz com coisas simples.

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de seguir o blog nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchat

No meio do caminho tinha uma ex

wp-1458389459131.jpg

Era o homem perfeito. Beijo gostoso, sexo gostoso, simpático, bem-humorado, cheiroso. Altruísta, amante de arte. Tinha bom gosto, vestia-se bem, cozinhava bem. Era tudo o que toda mulher já sonhou um dia. Tão perfeito, que seu único defeito nem mesmo estava nele.

Quem nunca foi ex? Eu sou ex, você é ex e quem não foi um dia será. O mal da ex em questão era a ilusão de ainda fazer parte da vida dele. Tudo causado pela pequena mentira que se conta ao fim dos relacionamentos: “Seremos amigos”. Veja bem, não há problema em conviver e se dar bem com seu ex-namorado. É saudável . Tornar-se amiga do ex não é tão fácil, mas também é possível, aceitável.

O problema é quando a ex-namorada liga todas os dias desejando boa noite. Quando a ex resolve discutir com a atual sobre o que dar de presente no dia dos namorados. Quando a ex-namorada continua organizando a agenda de compromissos dele e chama a irmã dele de “cunhadinha”. Quando a mãe dele chama a ex de nora e a atual pelo nome.

Ele era o homem perfeito. É compreensível a vontade dela de continuar por perto. Mas não sou evoluída o bastante para achar admissível que ele o permita. Mesmo que por consequência de ser tão perfeito, altruísta e se preocupar com o bem estar de alguém que um dia já o fez feliz.

Ele era o homem perfeito, o caminho ideal para a felicidade, eu sei. Mas acontece, minha amiga, que tinha uma ex no meio desse caminho.

Bruna Paiva

 

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de seguir o blog nas redes sociais!
Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter
Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook
Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram
Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchat

 

Nem mesmo em sonho

nem mesmo

Acordei assustada sem saber direito por quê. Olhei em volta. Era meu quarto. Nada de anormal parecia acontecer. Só um pesadelo, penso, mas não me lembro sobre o que… Passei a mão no rosto para esfregar os olhos e as imagens vieram todas de uma vez em minha cabeça. Você.

Sim, foi um sonho. Pesadelo, talvez. A questão é que você estava lá. Por quê? Dizem que os sonhos são coisas que estão em nosso subconsciente. Mas já faz tanto tempo…

 Não me lembro nem de ter pensado em você recentemente. Aliás, há dias em que realmente esqueço de sua passagem por minha vida. Dias em que o simples fato da sua existência em algum lugar por aí não me atormenta.

Nesses dias, ando nas ruas sem pensar na angustia que seria te encontrar. Sem olhar para todo lado, parte apreensiva, parte à procura. Não troco de calçada a cada peça que minha cabeça, aliada à minha miopia, me prega, fazendo-me acreditar que é você caminhando em minha direção.

Desde a noite do sonho, esses dias têm sido raros.  

Segurei o impulso de procurar por você na internet. Sei o que vou encontrar, porque já deixei a curiosidade me levar algumas vezes. Você está feliz, sem traumas, sem culpa, com uma nova iludida ao seu lado. O sorriso de vocês dois me faz imaginar se com ela é realmente só ilusão. Se talvez você não a ame de verdade.

Por mais que todo sentimento bom que já tive por você tenha se transformado, sua vidinha perfeita ainda me dá nos nervos.

Por isso, preste atenção: não apareça mais na minha vida. Nem mesmo em sonho.

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de seguir o blog nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchat