“De Volta ao Carnaval”: Capítulo 5 no ar!

Olá, pessoal!

Acabou de entrar no ar o Capítulo 5 do meu novo conto “De Volta ao Carnaval” lá no Wattpad. 

No capítulo de hoje, Yara é quem toma as rédeas da narração. O que será que ela tem a dizer sobre tudo que aconteceu? E como ela vai lidar com as ações de Bruno?

Para conferir esse capítulo, é só clicar AQUI!

“De Volta ao Carnaval” é um spin off do meu conto de Carnaval de 2018: “Enquanto o Carnaval Durar”. A sinopse do novo conto, você pode conferir a seguir:

Encontros de carnaval tem que ficar em fevereiro? E se o sentimento continuar depois do fim da folia? Quando vale a pena deixar o orgulho de lado e se entregar ao amor? Yara e Bruno se conheceram no carnaval do ano passado. Se esbarram em um bloco nas ruas do Rio de Janeiro e o que era para ser uma aventura sem compromisso quase virou namoro. Os joguinhos de desinteresse acabaram afastando o casal, que nunca conversou sobre o que aconteceu.

O problema é que a melhor amiga de Yara também estava naquele carnaval. E acabou engrenando um namoro sério com o melhor amigo de Bruno. Agora, um ano depois, em um novo carnaval, Yara e Bruno estão prestes a se reencontrar. Mas será que eles estão prontos para isso? “De Volta ao Carnaval” é um conto em sete capítulos que se passa pelas ruas e blocos do carnaval carioca. Em meio a muita fantasia, festa e curtição, Yara e Bruno vão precisar escolher entre orgulho e amor.

 

Gostou? Então corre no Wattpad para não perder nadinha!

Espero vocês!

Beijos e até o capítulo de amanhã!

Bruna Paiva

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“De Volta ao Carnaval”: Capítulo 4 no ar!

Olá, pessoal!

Acabou de entrar no ar o Capítulo 4 do meu novo conto “De Volta ao Carnaval” lá no Wattpad. 

E não é que o carnaval desse ano pregou uma peça nos nossos personagens? No capítulo de hoje tem muita tensão com um assalto no meio do bloco. O episódio vai deixar sequelas em Bruno…

Para conferir esse capítulo, é só clicar AQUI!

“De Volta ao Carnaval” é um spin off do meu conto de Carnaval de 2018: “Enquanto o Carnaval Durar”. A sinopse do novo conto, você pode conferir a seguir:

Encontros de carnaval tem que ficar em fevereiro? E se o sentimento continuar depois do fim da folia? Quando vale a pena deixar o orgulho de lado e se entregar ao amor? Yara e Bruno se conheceram no carnaval do ano passado. Se esbarram em um bloco nas ruas do Rio de Janeiro e o que era para ser uma aventura sem compromisso quase virou namoro. Os joguinhos de desinteresse acabaram afastando o casal, que nunca conversou sobre o que aconteceu.

O problema é que a melhor amiga de Yara também estava naquele carnaval. E acabou engrenando um namoro sério com o melhor amigo de Bruno. Agora, um ano depois, em um novo carnaval, Yara e Bruno estão prestes a se reencontrar. Mas será que eles estão prontos para isso? “De Volta ao Carnaval” é um conto em sete capítulos que se passa pelas ruas e blocos do carnaval carioca. Em meio a muita fantasia, festa e curtição, Yara e Bruno vão precisar escolher entre orgulho e amor.

 

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“De Volta ao Carnaval”: Capítulo 3 no ar!

Olá, pessoal!

Acabou de entrar no ar o Capítulo 3 do meu novo conto “De Volta ao Carnaval” lá no Wattpad. 

Em meio a muita festa, o capítulo de hoje vai te deixar tenso! Infelizmente o Carnaval não é só festa, no Rio de Janeiro… Como será que os amigos Yara, Aline, Diego, Bruno, Pedro e Cauã vão lidar com a violência e o caos da cidade no meio do Carnaval?

Para conferir esse capítulo, é só clicar AQUI!

“De Volta ao Carnaval” é um spin off do meu conto de Carnaval de 2018: “Enquanto o Carnaval Durar”. A sinopse do novo conto, você pode conferir a seguir:

Encontros de carnaval tem que ficar em fevereiro? E se o sentimento continuar depois do fim da folia? Quando vale a pena deixar o orgulho de lado e se entregar ao amor? Yara e Bruno se conheceram no carnaval do ano passado. Se esbarram em um bloco nas ruas do Rio de Janeiro e o que era para ser uma aventura sem compromisso quase virou namoro. Os joguinhos de desinteresse acabaram afastando o casal, que nunca conversou sobre o que aconteceu.

O problema é que a melhor amiga de Yara também estava naquele carnaval. E acabou engrenando um namoro sério com o melhor amigo de Bruno. Agora, um ano depois, em um novo carnaval, Yara e Bruno estão prestes a se reencontrar. Mas será que eles estão prontos para isso? “De Volta ao Carnaval” é um conto em sete capítulos que se passa pelas ruas e blocos do carnaval carioca. Em meio a muita fantasia, festa e curtição, Yara e Bruno vão precisar escolher entre orgulho e amor.

 

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“De Volta ao Carnaval”: Capítulo 2 no ar!

Olá, pessoal!

Acabou de entrar no ar o Capítulo 2 do meu novo conto “De Volta ao Carnaval” lá no Wattpad. 

O bloco de hoje está lotado e com a animação a mil! A imaturidade de Yara e Bruno já incomoda o grupo. Será que Aline consegue convencer a amiga a tomar uma atitude?

Para conferir esse capítulo, é só clicar AQUI!

“De Volta ao Carnaval” é um spin off do meu conto de Carnaval de 2018: “Enquanto o Carnaval Durar”. A sinopse do novo conto, você pode conferir a seguir:

Encontros de carnaval tem que ficar em fevereiro? E se o sentimento continuar depois do fim da folia? Quando vale a pena deixar o orgulho de lado e se entregar ao amor? Yara e Bruno se conheceram no carnaval do ano passado. Se esbarram em um bloco nas ruas do Rio de Janeiro e o que era para ser uma aventura sem compromisso quase virou namoro. Os joguinhos de desinteresse acabaram afastando o casal, que nunca conversou sobre o que aconteceu.

O problema é que a melhor amiga de Yara também estava naquele carnaval. E acabou engrenando um namoro sério com o melhor amigo de Bruno. Agora, um ano depois, em um novo carnaval, Yara e Bruno estão prestes a se reencontrar. Mas será que eles estão prontos para isso? “De Volta ao Carnaval” é um conto em sete capítulos que se passa pelas ruas e blocos do carnaval carioca. Em meio a muita fantasia, festa e curtição, Yara e Bruno vão precisar escolher entre orgulho e amor.

 

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Bruna Paiva

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“De Volta ao Carnaval”: Capítulo 1 no ar!

Olá, pessoal!

Acabou de entrar no ar o Capítulo 1 do meu novo conto “De Volta ao Carnaval” lá no Wattpad. 

O Carnaval já começou com muita animação e fantasia. E a folia de hoje vai reunir todo o grupo de amigos de Aline e Diego, o que inclui seus dois melhores amigos, Yara e Bruno. O problema é que desde o término mal resolvido, Yara e Bruno vivem num constante clima de tensão…

Para conferir esse capítulo, é só clicar AQUI!

“De Volta ao Carnaval” é um spin off do meu conto de Carnaval de 2018: “Enquanto o Carnaval Durar”. A sinopse do novo conto, você pode conferir a seguir:

Encontros de carnaval tem que ficar em fevereiro? E se o sentimento continuar depois do fim da folia? Quando vale a pena deixar o orgulho de lado e se entregar ao amor? Yara e Bruno se conheceram no carnaval do ano passado. Se esbarram em um bloco nas ruas do Rio de Janeiro e o que era para ser uma aventura sem compromisso quase virou namoro. Os joguinhos de desinteresse acabaram afastando o casal, que nunca conversou sobre o que aconteceu.

O problema é que a melhor amiga de Yara também estava naquele carnaval. E acabou engrenando um namoro sério com o melhor amigo de Bruno. Agora, um ano depois, em um novo carnaval, Yara e Bruno estão prestes a se reencontrar. Mas será que eles estão prontos para isso? “De Volta ao Carnaval” é um conto em sete capítulos que se passa pelas ruas e blocos do carnaval carioca. Em meio a muita fantasia, festa e curtição, Yara e Bruno vão precisar escolher entre orgulho e amor.

 

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Bruna Paiva

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Eu estarei na Bienal!

 

Olá, pessoal!

Quem me acompanha nas redes sociais já sabe que, sim (!), eu vou estar na Bienal do Rio como autora esse ano. Essa é uma conquista incrível que vai ser a realização de um sonho e eu quero ver todo mundo lá!

Vamos às datas:

  • “Um Diário Para Alice” estará a venda durante todos os dias da Bienal, no estande da Coesão Independente (N110), no PAVILHÃO VERDE.
  •  Meu horário oficial de autógrafos é no dia 01/09, domingo, das 16h30 às 18h, no estande da Coesão Independente (N110), no PAVILHÃO VERDE.

Porém, estarei pela feira nos dias 31/08, 01/09 e 07/09.

Então, se você quiser me encontrar pra ganhar um abraço e um autógrafo, mas não puder naquele dia e horário, é só me procurar nesses outros dias (pode mandar mensagem nas redes sociais que a gente se encontra!).

E é claro que vai ter cobertura de tudo que eu encontrar por lá no Instagram do blog e no meu pessoal! No fim da feira, eu faço um post sobre tudo o que  aconteceu por lá!

 

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À moda brasileira

Você já se submeteu a tortura, digo, depilação íntima? Não me refiro a qualquer um dos métodos existentes para este fim, mas especificamente aquele que, inclusive, ao redor do mundo, é conhecido como “à moda brasileira” e utiliza a famosa cera quente como meio para se chegar ao fim desejado. 

Comecei a me depilar com cera quente aos 16 anos depois de muito minha mãe perguntar se eu tinha certeza daquela decisão. Ela nunca havia se submetido a tal procedimento, mas me acompanhou na primeira vez. Você pode dizer que eu era muito nova e que só estava cedendo aos padrões machistas da sociedade. E, provavelmente, era exatamente isso que eu estava fazendo, mas acabei me adaptando a essa rotina e sigo com ela até hoje.  

 Se você tem o costume de se depilar assim, sabe que existem dois tipos de estabelecimentos mais convencionais para o feito, os salões com esteticistas de bairro e as grandes franquias de empresas especializadas. Geralmente, a primeira opção é um pouco mais barata que a segunda, mas a faixa de preço varia muito de acordo com a profissional. A questão é que, de fato, são experiências bem distintas (que nem sempre justificam as diferenças de preço). 

Nas grandes franquias, o atendimento é muito mais frio e impessoal, o que pode ser extremamente constrangedor e desconfortável se levarmos em conta que, bom, a profissional não te olha nos olhos, mas tem livre acesso a uma parte de seu corpo cuja visitação é bastante restrita. Você chega, diz o que quer (de acordo com a tabela do lugar que nem sempre corresponde à forma como você conhece a parte do corpo que quer depilar), e recebe o kit de produtos descartáveis que talvez seja a melhor coisa dessas franquias, já que a esteticista abre o pacote com os instrumentos na sua frente e joga tudo no lixo assim que acaba o atendimento, você tem certeza da higiene do que é usado em você. Mas a parte boa para por aí.

 A sessão de tortura nesses lugares é muito mais desesperadora. As esteticistas provavelmente ganham pelo número de clientes que atendem e, seguindo a lógica capitalista, precisam te atender rápido para passarem para a próxima cliente e, assim, garantir uma média diária que compense no salário. Entretanto, essa lógica que já não é boa em outros contextos se torna ainda mais maquiavélica numa sala de depilação. Você é deixada na salinha para tirar a roupa e se preparar (psicologicamente) para a sessão. O tempo que a depiladora demora a voltar se justifica porque ela precisa descer uma escadinha até o inferno, onde fica a panela com a cera derretida. 

Quando ela finalmente chega, raramente se apresenta, apenas confirma o serviço a ser realizado e então começa. Ela liga um pequeno ventilador, virado para você, e, sem o menor aviso prévio, começa a te melar com a cera advinda das profundezas da casa de Satã. Quando a pele começa a se acostumar com a temperatura, graças ao bendito ventilador, ela, mais uma vez, com todo o ódio de seu coração, puxa aquela cera endurecida arrancando, junto com os pelos, uma parte de sua alma. 

 Não satisfeita, ela volta com a espátula cheia de cera para o mesmo lugar que acabou de ser maltratado. A cera, que já parecia baba do demônio, agora parece veneno escorrido das presas de um capiroto faminto. A sua pele reclama, você tenta respirar, mas antes que o ar seja completamente expulso dos pulmões, mais um pedaço de sua alma é arrancado, sem piedade. 

Nos salões de bairro, o atendimento é um pouco mais personalizado. Você marca horário pelo Whatsapp, a depiladora te conhece, nem que seja de vista. A cera, normalmente, é menos quente, apesar de o sofrimento ser bem parecido. Mas não se engane, a experiência pode ser tão bizarra quanto a das franquias, ou mais. Uma vez me depilei com a neta, de quatro anos, da esteticista assistindo galinha pintadinha e correndo dentro da saleta minúscula. Enquanto eu sofria, Mariana contava três, Mariana contava três, é um, é dois, é três! Desesperador.

A parte de se vestir, ao final da sessão de tortura, é a mais triste, pois qualquer que seja o estabelecimento, tenha você tirado a calcinha antes do procedimento ou amarrado a dita cuja com fita, é terrível lidar com o tecido tocando a pele recém torturada, digo, depilada. Tirar essa calcinha, ao chegar em casa, traz uma espécie de desespero, já que sempre vai haver alguma sobra de cera que grudou sua pele no tecido. O banho quente e repouso são a merecida recompensa. Mostrar o feito para o boy (ou girl) no mesmo dia, só se for que nem a Kelly Key “só olhar, baba, baby”.  

 

A realidade é que, a cada vez que me deito naquela maca, passo pelo mesmo processo de autorreflexão: me pergunto por que é que sigo me submetendo a tamanho sofrimento depois de tanto tempo e, em meio à vontade de chorar, me prometo que nunca mais passarei por isso. Mas sabe aquela coisa de que a mulher esquece das dores do parto antes de ter o segundo filho? Nunca pari, mas tenho certeza de que algo parecido acontece em relação à depilação. A verdade é que eu odeio pelos, o sonho da minha vida é a tal da depilação à laser que custa um rim inteiro. Seja lá onde estiverem, os pelos me incomodam e me estressam tanto que, ao início de cada mês mês, volto eu para aquela sala de tortura, descumprindo a promessa do mês anterior para logo sair linda e bela, refazendo a mesma promessa falsa de sempre.    

 

Bruna Paiva

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Sol

Esbarro nos teus olhos, sem querer.
Esse reduto de hipnose que me arranca do tempo presente.
Viajo para a sua dimensão, onde você faz de mim o Sol.
Da sua e da minha vida.
Não é injusto?
Doar-se para alguém que te ilumina somente sob a condição de que lhe gire ao entorno?
Caso se esgotem as rotações,
você desmonta.
Mas eu…
Eu continuo brilhando.

Bruna Paiva

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Escritores Anônimos em bloqueio criativo

O salão é maior do que o necessário, mas o ambiente é agradável. Sentamos numa roda de
cadeiras plásticas e todos se olham nos olhos. Alguns trazem bloquinhos e caneta, outros se
renderam à tecnologia. Uma parte parece animada. A outra, abatida pelos truques da própria
mente.
— Eu sou D. M. Ramalho e há 27 dias eu não consigo passar nada para o papel.
— Meu nome é Beatriz Coelho e eu estou há 301 dias sem conseguir escrever sobre o amor.
— Meu nome é Mauro Toledo e faz 94 dias que eu deixei de ser poeta.
— Por vontade própria? — Pergunta o mediador.
—Por bloqueio. —Mauro responde. — Não sai nada.— O círculo se encara, tenso. Uma gota
de suor escorre pelo rosto de Maria.
— Isso não quer dizer que você deixou de ser poeta. Todo bom escritor passa por isso. — A
tensão se afrouxa levemente até que alguém diga:
— Eu li sobre uma escritora que teve um bloqueio de 50 anos.
— Eu conheço um que ficou 10. — o autor ao lado se manifesta.
— Imagina, 50 anos sem escrever? — um desesperado se se altera, no extremo oposto do
círculo.
—Eu vou morrer de fome… — Maria choraminga na cadeira, entortando a coluna.
O burburinho começa. 50 anos sem escrever. É possível passar 50 anos sem que a mente faça
aquilo que ela decidiu que queria fazer para o resto da vida? 50 anos falhando em algo antes
tão simples.
—Vocês já tentaram escrever sobre isso? — Alguém levanta a voz em meio às conversas
paralelas.
— Sobre não conseguir escrever? — Mauro se interessa. Como não pensara nisso antes? O
bloqueio era tão forte que nem mesmo a solução mais fácil lhe passava pela cabeça.
— O último dos recursos. — Um impressionado profetiza.
—Eu tenho 7 textos sobre isso. Todos uma merda. — Lopes cruza as pernas.
— Sabe o meu maior problema? — Valéria toma a palavra. — Não é a questão do não
conseguir escrever. Eu escrevo — Ela folheia o caderno, cheio de anotações. — Mas eu não
acho nada bom. Já achei um dia. Mas, hoje, tudo que eu passo para o papel me parece
imaturo, pobre, indigno da leitura de qualquer um.

—Por que não traz aqui para lermos?
Valéria os encara, muda. Tem vergonha. De uma hora para outra, passou a se sentir exposta
pelo que escreve. A dar importância maior ao que é possível que o outro fosse pensar sobre
ela, caso lesse seus escritos. E, por isso, aprisionou cada um deles naquele pequeno caderno
em que não era capaz de terminar nenhuma linha iniciada.
— Melhor não. — Ela olha para chão.
— Vocês sabem que ao fim de cada reunião eu trago um prompt. — O mediador volta a falar.
—Eu nunca entendi essa palavra. — Alguém murmura.
—Eu também não. — Um sussurro responde.
O mediador faz uma careta. É complicado lidar com um coletivo de egos frustrados.
— Uma sugestão, dears. Um tema para instigar vocês a voltarem a escrever. É esse o objetivo
maior de nossa troca. Que um incentive o outro a partir de sua própria experiência.
— Eu não me sinto incentivado por um monte de gente que não consegue mais escrever. —
Fabrício debocha e logo recebe olhares revoltados.
— O que faz aqui então? — Alguém grita.
—Se é tão superior porque não senta e escreve? —Outro revoltado se altera e então começa o
burburinho.
— O prompt de hoje é Desejo e Dilema! — O mediador sobe o tom, mas dessa vez a discussão
não cessa.
E voltamos ao caos que encerra cada reunião. Afinal, é ele o que de fato motiva cada um que
volta, a cada quinta-feira, na vã esperança de que esse encontro magicamente o faça voltar a
saber escrever.

Bruna Paiva

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Réveillon em 4 atos: a última novidade do ano!

2018 já tá quase indo embora, mas ainda dá tempo de lançar uma última novidadezinha esse ano? Claro que dá!

Esse foi um ano cheio de conquistas. Teve conto no Wattpad durante o Carnaval, cheio de leitores se apaixonando por Aline e Diego, teve coletânea de textos sobre o amor não-ideal, na Amazon, teve lançamento da versão física de Um Diário Para Alice e, agora, eu trago pra  vocês a última ação de 2018:

A partir da meia-noite do dia 29/12, vocês vão poder conferir, e baixar gratuitamente, um conto de Réveillon, na Amazon!

O conto traz a história de Marcela, uma adolescente de 16 anos que há meses vinha planejando a virada do ano perfeita, com as melhores amigas e o garoto por quem é apaixonada. Porém, seus planos não podem se concretizar já que Ana Lúcia, sua irmã mais velha, decide marcar seu casamento com Cássio para o dia 31 de dezembro e fazer com que família e amigos passem a virada do ano juntos, numa festa luxuosa e cheia de superstições. Arrasada, Marcela é obrigada a ser dama de honra e acompanhar o Réveillon de seus sonhos à distância, pelas redes sociais. Será que a menina vai conseguir aproveitar a virada?

 

Réveillon em 4 atos vai ficar disponível de graça na Amazon até o dia 2/01 de 2019. Aproveitem os últimos dias do ano para entrar no clima da virada com uma leitura rápida e divertida!

 

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