Sobre marcas profundas e aceitação do meu corpo

Eu tinha 12 anos quando deixei de ser convidada para uma festa por não ser tão “gostosa” quanto as outras meninas da turma. Estávamos todas entrando na mesma puberdade, em fase de desenvolvimento dos nossos corpos, mas as diferenças genéticas já começavam a nos segregar. Àquela altura, já havia escutado apelidos como “esqueleto”, “vareta” e todas as suas variações. Nunca foi bacana, mas nada doeu tanto quanto naquele não-convite. Crianças podem ser cruéis. Em grupo, piores.

Cabisbaixa por não ter sido chamada para a festinha, fui aconselhada, por uma colega, a passar a usar sutiãs de enchimento. Eles aumentavam os seios que a gente não tinha e atraíam olhares dos meninos. Hoje, voltando a olhar para esse cenário, me choco com o comportamento machista a que nos prestávamos. O objetivo era agradar aos homens da sala.

Daquele episódio em diante, meu complexo de inferioridade e a insegurança com meu próprio corpo entraram numa crescente desenfreada. Eu odiava meus membros magrelos, abominava meus seios pequenos, detestava meu cabelo e, em resumo, não gostava muito de mim.

No Ensino Médio, resolvi levar o ballet a sério. O sonho era de ser bailarina profissional e trabalhei para isso. Muita gente sofre nas mãos da dança pela ditadura dos padrões corporais. Mas, por incrível que pareça, foi ela que revolucionou minha autoestima. O ballet me fez olhar pro meu corpo de um jeito diferente, e todos os “defeitos” passaram a ser menos criticados por mim mesma.

Enquanto na escola eu ouvia que era magrela demais e nem um pouco atraente para os meninos (mais uma vez a tal da prioridade deturpada), no ballet eu era linda e arrumei até um namorado. Na escola de dança, eu tinha um corpo perfeito e era elogiada o tempo inteiro nesse sentido. E ali eu comecei a gostar mais de mim.

O meu corpo nunca foi tenebroso como eu sentia. Mas me fizeram acreditar que sim. É claro que, quando voltava para a escola aqueles julgamentos ainda me incomodavam. Mas minha mudança de postura em relação ao meu corpo foi tão importante que eu deixei de ser “a magrela” e passei a ser “a bailarina”. Quando eu comecei a me gostar, o olhar das pessoas também mudou um pouco, mas continuava doloroso.

Hoje, formada, eu não quero mais a dança como profissão. Mas toda vez que tiro a roupa e me olho no espelho, tenho uma luta interna entre a Bruna que não foi convidada para a festa dos meninos e a bailarina que me ensinou a gostar dos meus seios pequenos.

A Bruna de 20 anos se matriculou na academia para tentar aumentar a bunda e já considerou, mais de uma vez, a opção de colocar silicone nos seios, no futuro. Eu ainda tenho problemas com meu corpo, como todo mundo nessa sociedade cheia de padrões. Aquele ódio desenfreado eu tento reprimir, focando nas coisas que gosto em mim, olhando meu corpo de forma amiga. Mas tem dias em que a pressão pesa e é difícil me amar, mesmo com a autoestima trabalhada.

Esse texto não é sobre a decisão entre se manter com o corpo natural ou fazer intervenções estéticas. É sobre marcas. Palavras marcam, atitudes marcam. Essas marcas podem parecer bobas, mas também podem causar danos profundos. Se tivessem me convidado para aquela festa, ou dado uma justificativa menos cruel para a falta do convite, talvez eu, oito anos depois, fosse menos insegura com meu próprio corpo; e a personagem confiante que encarno socialmente fosse menos quem eu gostaria de ser do que quem realmente sou.

Bruna Paiva

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Eu odeio me apaixonar

Odeio a forma como o sentimento suga todas as minhas energias, me torna dependente de algo que, há pouco tempo, nem fazia diferença. Odeio a forma como me tira o controle sobre o foco da minha própria vida e se torna uma insistente distração que perturba a todo momento.

Odeio os efeitos físicos que ele me causa e a forma como, devagar, vai fazendo crescer a ansiedade até que ela domine meu corpo o tempo inteiro. E então chegam os suores, os enjoos, as tremedeiras, o sorriso patético e, o pior de todos, o descompasso de meus órgãos internos pela presença de outra pessoa.

Detesto me sentir impotente, rendida a algo que eu nem queria estar sentindo. Odeio a forma invasiva e truculenta como a paixão se mete nas minhas relações interpessoais, me dizendo como devo olhar para cada um que passa na minha vida. E odeio ainda mais a impossibilidade de desacatá-la. É ditadora e irredutível.

Tenho horror à forma como fico triste, estafada, doente, lenta, verdadeiramente apaixonada. E odeio não conseguir escrever sobre qualquer outra coisa senão esse sentimento que me é tão tóxico, e que ao longo dos anos só aprimorou sua capacidade de me fazer mal.

Eu odeio me apaixonar, simplesmente porque, em vinte anos, não aprendi a fazer isso sem anular cada pedaço mim mesma.

Bruna Paiva

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3 canais de moda com menos de 200 mil inscritos pra você acompanhar!

Apesar de não ser um assunto que eu abordo aqui no blog, uma das minhas maiores paixões é a moda. Eu amo me arrumar, acompanhar as tendências e passo horas estudando sobre o assunto porque realmente acho muito interessante. Não falo de moda aqui porque, apesar de ser apaixonada, não é minha área. Por isso, trouxe no post de hoje, três canais no Youtube de blogueiras que falam de moda de um jeito incrível e têm menos de 200.000 seguidores. Elas dão dicas maravilhosas, desmistificam tabus e simplificam as coisas.

 

  • Vitória Portes

A Vitória é lá do Sul. Ela tem 68 mil inscritos e o canal dela é majoritariamente sobre moda. Ela dá dicas, faz tutoriais, fala sobre tendências, tabus e  tem vídeo novo três vezes por semana!

 

  • Mari Flor

O canal Closet da Mari é 100% sobre moda. Ela ensina como usar cada peça, dando ideias de looks e tem até uma série sobre estilos pra você descobrir qual é o seu!

 

  • Camila Gaio

A baiana Camila Gaio também fala MUITO sobre moda em seu canal. É uma dica melhor que a outra sobre tendências e as melhores formas de usar cada peça.

 

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Tudo velho, de novo

Lugar há muito conhecido. Sentimentos assustadoramente familiares. Mais uma vez perdida, apavorada. Sozinha, um peixe fora d’água. Tudo de novo.

Por mais que não seja mais realidade, que não haja razão para se preocupar e que o acolhimento seja certeza agora, o mundo inteiro se resume àqueles corredores. A insegurança e a sensação de estar novamente presa ali tomam conta do meu corpo. Volto a andar com os olhos baixos, fragilizada.

Respiro fundo mas o ar não obedece. Lembranças demais por toda parte, e nenhuma das memórias agradáveis resolve dar as caras. A repetição daquela velha rotina me faz perceber o quanto fui marcada. Muito mais do que imaginava.

A rapidez com que os sentimentos me tomam faz tudo em volta se mover devagar, enxergo alguns de meus maiores fantasmas e é quase impossível convencer minha mente de que eles não estão ali. Me sinto pequena, cada vez menor. Quero colo, meu quarto, minha cama. De novo. O impulso é de correr para o banheiro e chorar, como tantas vezes fiz. Mas não vou.

Volto a respirar reafirmando que está tudo bem e que minha realidade é outra agora. Mas só consigo sentir o alívio de fato quando finalmente boto os pés fora do lugar em que estudei durante a vida inteira…

Bruna Paiva

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Carina Rissi e sua mentira perfeita!

Você já mentiu por uma boa causa, pensando no bem de alguém, mas sem medir as consequências daquilo? É exatamente isso que Júlia faz em “Mentira Perfeita”, livro da Carina Rissi que é spin-off de “Procura-se um marido”. O problema é que a mentira de Júlia foge do controle.

A jovem mora com Berenice, a tia que a criou e que, com uma grave doença, morre de medo da sobrinha acabar só, caso ela venha a falecer. No desespero por ver a tia melhorar, Júlia inventa que está noiva. Berenice acaba melhorando e, assim que volta do hospital, começa os preparativos para o casamento da sobrinha. Júlia quer contar a verdade para a tia, ainda assim, tem medo da reação que a notícia da mentira pode causar em Berenice.

No meio dessa confusão, a jovem conhece Marcus, cunhado de sua patroa. Marcus é um cara bacana, mas o clássico mulherengo, ainda assim, também passa por problemas e dilemas complicados. Os dois então fecham um acordo. Ele finge ser seu noivo e ela o ajuda. Parece a solução perfeita, mas os sentimentos do falso casal entram no caminho.

Foi meu primeiro contato com o texto da Carina Rissi. Não tinha lido nem a história que deu origem aos personagens que aparecem em “Mentira Perfeita”. Mas terminei a leitura ávida por mais. Que livro gostoso. Foram 460 páginas lidas em pouco mais de dez horas. E simplesmente porque eu não conseguia parar de ler. Carina Rissi envolve o leitor na história e, ainda que o livro seja enorme, a gente mal sente o tempo passar.

Personagens muito bem-construídos, inclusive os coadjuvantes, uma trama leve, divertida e apaixonante. A evolução das relações é cativante durante todo o livro. “Mentira Perfeita” é uma comédia romântica clássica, daquelas em que a gente torce com fervor pelos personagens e pelo casal principal (e também daquelas em que a gente sofre porque não pode levar o mocinho pra casa). Além de ser uma linda história de amor, traz reflexões sobre preconceito, fraquezas, valores e, é claro, as consequências que pequenas mentiras podem ter.

Um livro delicioso, perfeito para relaxar e se apaixonar a cada linha. Eu, que nunca tinha lido nada da Carina, já virei fã e pretendo ler outras coisas da autora.

Bruna Paiva

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Venho em paz

Por que a gente se detesta? Venho pensando nisso há dois dias e não consegui chegar a uma conclusão concreta. Nunca troquei uma palavra contigo. Não sei nada além de seu primeiro nome e sempre evitei ficar mais de 15 segundos no mesmo ambiente que você. Nosso único ponto de interseção é, de fato, ele.

E não é bizarro que nós duas nutramos um ódio recíproco simplesmente porque ambas já amaram um mesmo cara? Relendo a frase, chega a ser patético. Até porque, veja bem, temos uma experiência em comum. Eu vivi uma história bacana com ele e no fim acreditei que não valia mais a pena. Pelo que eu soube, você chegou à mesma conclusão. Já parou para pensar em como seria se a gente resolvesse marcar um café?

Você provavelmente passou por situações parecidas com as minhas, ouviu frases que também foram ditas para mim e já até dormiu na mesma cama que eu. A conversa está pronta e com assunto por horas… Ainda assim, a gente só se esbarra com cara de nojo e revirada de olho. Não faz o menor sentido.

Por isso esse é um texto em missão de paz. Trouxe minha bandeirinha branca, você pega se quiser. Não quero mais te odiar em vão. Você nunca me fez nada e, na real, a gente nem se conhece. Para falar a verdade, gosto muito do jeito que você se veste. Aí mais um tópico praquela nossa conversa…

Fique bem, fique em paz e saiba que, na próxima vez em me encontrar, minha revirada de olho vai ter se transformado num sorriso com a guarda baixa. Se quiser aproveitar para dar um oi, será bem-vindo. A vida é muito curta pra detestar cada uma com quem se compartilha um ex-amor…

Bruna Paiva

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Como anda sua educação financeira?

Assim que 2018 começou, eu tomei uma importante decisão pra minha vida. Resolvi que esse ano começaria a cuidar melhor da minha vida financeira. Nunca fui de gastar horrores, nem nada do tipo, mas confesso que nunca tive muito controle sobre meus gastos. Às vezes o dinheiro acabava e eu não tinha noção do quanto havia gastado e com o que.

No início de Janeiro comecei a assistir ao canal Me Poupe, da Nathália Arcuri e acreditem: mudou minha vida. Quando a gente aprende a entender e organizar melhor nosso dinheiro, as coisas ficam realmente mais claras e fáceis. Em dois meses, comecei a poupar e gastar mais consciente do que estava fazendo.

Inclusive me lancei um desafio: até o fim de 2018, não vou comprar roupas ou livros que não sejam extremamente necessários e, não, liquidações e promoções relâmpago não entram nessa extrema necessidade. Parece besteira, mas roupas e livros são a maior fonte do meu consumismo. Quero aprender a usar melhor o que já tenho no armário e de fato ler todos os livros que comprei e estão lindos na estante. Com essa promessa que os deuses do autocontrole vão me ajudar a cumprir, eu diminuí bastante aqueles gastos sem planejamento que acabam com o dinheiro de qualquer um.

A gente peca muito em não ter uma educação financeira desde cedo. Se todo mundo soubesse medir gastos,  se organizar melhor e não tivesse vergonha de falar sobre dinheiro, as pessoas não se endividariam tanto. Mas o que é preciso pra começar a cuidar melhor do meu dinheiro e não gastar sem medida? Aqui vão algumas dicas de coisas que eu faço e que podem te ajudar também!

  • Organização é TUDO!

Isso mesmo, se você não sentar para realmente encarar seus ganhos, gastos e despesas, tudo vai continuar uma nuvem confusa sobre a qual você não tem o menor controle. Pegue um caderno e, da forma que for mais claro para você, esquematize quanto dinheiro você ganha, quanto você vai poupar (sim, isso é muito importante), quanto precisa para as contas e quanto sobra. Se não sobra, você precisa e MUITO da próxima dica!

  • Nathália Arcuri, deusa da minha vida!

Assim que terminar esse texto, pare tudo que você estiver fazendo e corra para o Canal Me Poupe. Grande parte do que eu venho aplicando na minha vida eu aprendi com a Nathália. Ela desmistifica tudo em relação a dinheiro e não tem como terminar aqueles vídeos sem virar a louca da educação financeira. Sério, corre para a Nath que sua vida financeira já começa descomplicar!

 

  • Aprenda a gastar menos quando você pode!

Não é vergonha nenhuma comprar as coisas com desconto. Aliás, se você está pagando mais barato por algo que normalmente seria bem caro, você devia era ficar feliz e sair saltitando por aí. A gente tem essa cultura de que é feio pedir desconto, mas isso só faz com que a gente perca dinheiro. Mas tudo bem, hoje em dia existem maneiras para a gente conseguir descontos ótimos sem nem sair de casa.

O site Cupom Válido é um desses meios. Lá tem cupons de descontos para as mais diversas lojas do Brasil. Tem moda, maquiagem, livros, eletrônicos, restaurantes e muito mais.

E é muito simples conseguir pagar menos pelas suas compras. É só correr lá no https://www.cupomvalido.com.br/, procurar a loja que você precisa e conferir os descontos disponíveis para aquele dia ou semana. Tem cada promoção maravilhosa e você pode dar adeus aos gastos exorbitantes! Vai comprar as coisas que precisa, pagando preços bem melhores.

 

Começando por essas coisas pequenas, depois que você entra no mágico mundo da educação financeira, não quer sair nunca mais. E então? Está esperando o que para começar?

 

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Amar

Por inteiro e não fragmentado

Com os olhos e a boca

Alma e corpo

Força, sede, formigamento

Vontade insaciável, domínio de pensamento.

É pra ser sentido

Entregue.

Certeza maior que o medo e a hesitação.

Bonito, intenso e doloroso

É ceder, ouvir e se encontrar.

É doação e

sobretudo força grave de dentro pra fora.

 

Não assim,

Perda de tempo.

 

Bruna Paiva

 

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Diário de uma entediada

137. Acabo de contar as 137 viradas do ventilador no chão de um lado para o outro, nos últimos minutos. Já lavei a louça. Três vezes. Fiz comida, fui malhar, voltei e tomei um banho. Cá estou terminando mais uma temporada de Friends. A penúltima. Fiz pipoca, bolo e mousse de maracujá. MEU DEUS, ainda são três e meia da tarde.

Não, eu não aguento mais essa casa. Não aguento mais esse ócio em que fui obrigada a entrar pelos últimos três meses.

Li tantas coisas que não tenho mais ânimo para continuar o livro que comecei ontem, os projetos estão em dia e literalmente não tenho mais nada para fazer. Já limpei meu quarto, arrumei minha estante, montei um caderno de planejamento da minha vida financeira, tirei todas as roupas do armário e separei o que eu não uso para doar, arrumei as gavetas e o armário de maquiagem e traduzi poemas de uma autora guatemalteca.

Assisti a toda sorte de filme clichê adolescente, de Lindsay Lohan a Larissa Manoela, tirei todas as roupas do armário de novo e montei looks que não vou usar tão cedo, desenterrei um livro de matemática para tentar resolver funções que só me estressaram porque não lembro mais como lidar com elas. Fiz todo tipo de receita caseira para esfoliação da pele e hidratação do cabelo. Montei dezenas de playlists parecidas, reassisti aos dvds ao vivo de Restart e RBD e varri até o quarto do meu irmão. Firmei compromisso com a Netflix, mas, por mais que eu ame, EU NÃO AGUENTO MAIS ASSISTIR FRIENDS.

O tédio tomou conta de mim de uma maneira tão intensa que ontem me vi obrigada a baixar o tinder para tentar ter conversas empolgantes. Tudo que consegui foi lembrar por que havia excluído o aplicativo da última vez. Meus dias têm terminado em conversas com amigos que se sentem da mesma forma e assistindo ao Big Brother com um grande interesse nas festas e intrigas dos outros.

Caras férias, com todo o respeito, eu não aguento mais vocês. Como medida preventiva contra meu enlouquecimento, eu suplico: me devolvam a minha rotina corrida.

Bruna Paiva

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Por que diminuir o popular?

Uma das coisas que mais me irrita no mundo acadêmico é essa insistência em diminuir tudo o que não é erudito. Aquela torcida de nariz quando você conta que gosta de alguma coisa que não tem tanto prestígio ou o cinismo de fingir que não faz ideia de quem é um artista absurdamente popular.

Em certa ocasião, participava de uma conversa bastante informal, entre amigos, sobre compulsão literária. Sabe quando você não consegue parar de ler um livro e acaba terminando ele no mesmo dia que começou? Então… Quando um amigo disse que não conseguia fazer isso de jeito nenhum, acabei relembrando com saudade meus 13, 14 anos, época em que o que eu mais tinha era tempo livre pra ler um livro de Crepúsculo, Harry Potter ou Jogos Vorazes por dia.

O que me surpreendeu foi acabar ouvindo: “Nossa, Bruna, você não tem a menor vergonha de falar isso, né?”

“Vergonha das coisas que eu gosto? Por que eu teria?” Rebati realmente sem entender aonde aquela pergunta queria chegar. Então fui obrigada a ouvir que “às vezes é bom”.

Eu NUNCA escondi de ninguém o tipo de entretenimento e arte que me agrada. Cresci sendo fã de Restart, Fiuk e Jonas Brothers e nunca me importei em ouvir as gracinhas que ouvia na escola. Mas aquela frase, naquela situação, realmente me incomodou.

Gente, pelo amor de Deus, qual o problema de ler best-sellers? Foi a literatura juvenil e popular que me introduziu à paixão pelos livros, que me levou a ter interesse pelos clássicos, que me fez decidir que eu queria viver de literatura. E é por causa dela que hoje eu estudo para isso. Então a questão é: por que diminuir algo que só me fez bem?

Eu gosto de Crepúsculo, sim. De Harry Potter, com toda a certeza. São livros incríveis para a formação de leitores. Se hoje eu sou absolutamente eclética nas minhas leituras é porque comecei lendo esse tipo de literatura. AMO um bom livro juvenil e jovem adulto até hoje e não tenho a menor vergonha disso. Pelo contrário, consumo com o maior orgulho. Até porque são livros voltados para o mesmo público que eu procuro atingir com o que escrevo.

Esse pensamento de “faz bem esconder as coisas que você gosta se elas não fazem parte daquilo que é bem visto” aprisiona, esteja ele aplicado a qualquer segmento da sua vida. Ninguém é menor ou menos inteligente pelas coisas que escuta, lê ou assiste. Nunca deixei de fazer o que me dá prazer preocupada com o que os outros pensariam. E se eu não fiz isso na minha adolescência, que é uma fase tão cruel, o mundo acadêmico que me desculpe, mas não é agora que eu vou começar.

Bruna Paiva

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