5 livros que marcaram meu 2017

Última semaninha de 2017 e último post com diquinhas do ano! Eu podia fazer uma lista falando dos livros que li em 2017 e o que achei de cada um. Mas preferi selecionar os que mais me marcaram de alguma maneira durante o ano. Trouxe cinco livros que foram extremamente importantes e me deixaram encantada. Vale a pena dar uma chance para cada um deles no próximo ano!

 

  • O aprendizado da morte – Assis Brasil.

Esse livro foi uma surpresa maravilhosa. Precisava ler para um trabalho da faculdade e acabei me apaixonando. Um livro que, apesar do nome, nos ensina a viver trazendo a história de Olga, uma mulher que se descobre prestes a morrer. Mais detalhes sobre o livro e o quanto ele mexeu comigo você pode ler na resenha que eu postei aqui no blog!

 

  • Um teto todo seu – Virgínia Woolf

Todo mundo que escreve deveria ler esse livro, mas, se você é mulher e é, ou tem vontade de ser, escritora, é leitura obrigatória. Na década de 1920, Virgínia Woolf construiu esse apaixonante ensaio ficcional para falar sobre a realidade da mulher na literatura. O que é literatura feminina? Qual o espaço das mulheres no mercado editorial? E, o mais importante: o que uma mulher precisa para se tornar escritora? Para Virgínia, tempo, dinheiro e um teto todo seu.

 

  • Extraordinário – R.J. Palacio

Há anos eu adio a leitura desse livro. Com a pressão do filme que logo estrearia eu me rendi. E que decisão incrível! Um dos livros mais emocionantes que li esse ano. A história de Auggie não é a história de um menino deformado tentando conviver socialmente, é uma narrativa sobre amizade, gentileza, relações, comportamento humano… Um livro sobre a vida. Chorei do início ao fim. E, no cinema, mesmo conhecendo a história, também não consegui evitar as lágrimas.

 

  • O Sol é para Todos – Harper Lee

Um livro extremamente tocante que realmente me emocionou mais do que eu imaginei. “O Sol é para Todos” é um clássico que já estava na minha lista há tempos. Finalmente eu consegui ler e me apaixonei. É incrível como a narrativa da pequena Scout cativa e sensibiliza quem está lendo. A forma como a autora aborda os absurdos do racismo no Alabama dos anos 30 pelo ponto de vista das crianças é emocionante. Um livro bonito, doloroso, que bota qualquer um para pensar…

 

  • A poética de Ana Cristina Cesar

Ana Cristina Cesar foi meu maior achado do ano. Descobri a poeta por causa da faculdade e termino o ano completamente apaixonada (e tendo seus escritos como meu objeto de estudo na Iniciação Científica). A forma como Ana brinca com as palavras num constante jogo entre real e ficção, íntimo e inventado, é brilhante. A poesia de Ana Cristina hipnotiza, quando a gente entra, não consegue mais parar. A Companhia das Letras tem uma edição com a poética completa de Ana Cristina Cesar. É a que eu tenho. Mas se é para indicar um livro só, comecem por “A teus pés” e se encantem também com a nossa poeta marginal.

 

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2016: um ano de aprendizados…

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2016 foi um ano intenso. Não foi o melhor da minha vida, longe disso. Mas seria injusto dizer que foi o pior. Foi um ano de aprendizados, de experiências enriquecedoras. Ano de finalizar ciclos, começar novos. Um ano que me ensinou muito sobra a vida. Nos mais diversos aspectos e, às vezes de maneira dura.

2016 começou me mostrando que, sim, eu era capaz. Apesar de todo o desgaste emocional do ano anterior, eu consegui passar para a universidade pública que eu queria. Me mostrou como é bom conhecer gente nova e realidades diferentes; como faz bem abrir a cabeça. Mas também me mostrou que é bom manter as pessoas antigas. Que ninguém faz nada sozinho e é importante conservar aqueles que estiveram sempre com você.

Um ano que me mostrou que a vida adulta é complicada e que se a gente não corre atrás do que quer, se não arruma tempo, nada acontece. 2016 me ensinou que é difícil lidar com as pessoas e, realmente, às vezes é melhor ser feliz e aproveitar o momento do que ter razão e se estressar. Me mostrou que, em algumas situações, gente que você nem imaginava pode se tornar essencial para o seu bem-estar.

2016 levou para longe uma parte fundamental da minha família e eu não sei como ainda não morri de tanta saudade. Foi o ano da minha formatura na escola de dança e da consequente despedida do lugar que era minha segunda casa. Um ano que me fez quebrar preconceitos e me proporcionou experiências incríveis. O ano em que eu aprendi a esfregar os limões na cara da vida em vez de viver conformada.

Foi um ano em que percebi o quanto as pessoas são cruéis e não se preocupam umas com as outras, a empatia está em extinção. O preconceito e a intolerância ainda são protagonistas em todo o mundo. E a falta de respeito, falta de vergonha está disseminada pelo meu amado país. Tanto na política, quanto fora dela.

Mas acredito que a maior e mais forte lição que levo de 2016 é sobre a brevidade da vida. A fragilidade da nossa existência na Terra. Um ano repleto das tragédias mais absurdas e inimagináveis. Serviu para esfregar na minha cara que nós não somos melhores que nada. E que precisamos viver no presente. Somos um sopro, um suspiro. A expressão “para morrer basta estar vivo” nunca fez tanto sentido quanto em 2016.

Um banho de rio para relaxar no fim do expediente; a volta de carro, mais rápida que o necessário, depois de deixar a namorada em casa; o ataque inesperado numa boate divertida ou no feriado na praia; a falha humana no avião que te levava para realizar um sonho. A vida vai embora de repente, sem dar chance de uma última espiada no mundo.

A vida está aqui, agora. Daqui a dois segundos, ninguém sabe. O importante é se permitir viver, ser feliz. Apesar da rotina, do cansaço e dos problemas. Dar valor para o que temos hoje. E parar de deixar tudo para depois… Essa é a maior lição que levo de 2016.

Que ano pesado! Que ano louco. Que ano doído… Mas que ano de aprendizado… Um ano que me trouxe coisas boas, é verdade. Mas que trouxe muita dor e tragédia junto. 2016 foi complicado e ainda bem que acabou. Que 2017 seja um ano em que consigamos respirar. Que o mundo se acalme e que fiquemos mais em paz. Que seja um ano de conquistas e, principalmente, que possamos ser felizes a cada dia.

Feliz ano novo para todos nós!

Bruna Paiva

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