Cada vez mais apaixonada pelo universo de Renata Ventura

Impactada. Foi como terminei a leitura de “A Comissão Chapeleira”, segundo livro da série “ A Arma Escarlate”, da Renata Ventura. Li o primeiro em 2015 e me apaixonei pelo universo bruxo, inspirado em Harry Potter, porém superoriginal, que a autora conseguiu criar. Fiz uma resenha bastante empolgada e querendo muito ler o próximo. Demorei, mas finalmente li a sequência e MEU DEUS.

Há muito tempo um livro não me envolvia tanto. Talvez por já conhecer o universo e seus habitantes, a sensação foi a de encontrar bons amigos. Na última resenha, comentei sobre os personagens dizendo que tinha vontade de ir lá conhecer melhor cada um deles, brigar com Hugo pelas besteiras que ele faz e que estava caindo de amores por Capí.

O segundo livro me permitiu conhecer melhor cada um deles e, como quando lia Harry Potter na adolescência, me senti parte do grupo e quase amiga de Índio, Caimana e Viny, todos muito bem construídos (porém confesso que entre os três, Índio e Caimana são um pouco mais donos do meu coração do que o Viny). Hugo ainda precisa de uns bons puxões de orelha, mas o amadurecimento do personagem durante todo o livro é lindo e a curva evolutiva criada pela autora, admirável. E, bom, Capí definitivamente é o amor da minha vida, sem mais.

Em “A Comissão Chapeleira”, um golpe político abala todo o mundo bruxo brasileiro. E os estudantes vão sentir isso na pele. Preparem-se para sofrer. E, quando eu falo em sofrimento, é de verdade. Renata Ventura não brinca em serviço e eu perdi a conta das crises de choro durante todo o mês que passei envolvida com a história dos Pixies.

Com a Renata, na última Bienal, onde comprei meu livro.

Mas também vá preparado para se apaixonar pela forma com que Renata constrói a história. Com um trabalho de pesquisa primoroso, a autora integra a história do Brasil com a do mundo bruxo que ela criou. É tão bem feito que as duas coisas realmente se misturam na cabeça de quem lê.

Não só a questão histórica, mas também a ambientação. O segundo livro da série tem boa parte da história contada na Cidade Média, a escola de Salvador. Eu já conhecia a cidade, o que foi ótimo para me sentir ainda mais dentro daquele universo. Fui capaz de acompanhar cada passo de Hugo em terras baianas com a descrição impecável do passeio. A pesquisa da autora também se estende para a grande inserção de cultura africana e das religiões afrodescendentes, que têm uma importância enorme para o livro.

Uma das coisas mais sensacionais são as metáforas sobre a política. No momento atual do país então… É impossível não identificar críticas sociais e políticas em toda a história. Ah, e, claro, as referências à história de J.K. Rowling são de arrepiar qualquer Potterhead. Até o Neville aparece dessa vez, gente!

“A Comissão Chapeleira” apresenta muuuuitos personagens novos, além de desenvolver ainda mais os que já conhecemos. Ainda assim, se aprofunda em cada um e não deixa nenhum fio solto. Um dos melhores livros fantásticos que já li na vida, inclusive.

Se terminei o primeiro livro encantada com o trabalho de Renata Ventura, esse, eu terminei aplaudindo de pé. Já não consigo conter minha ansiedade pelo terceiro.

Bruna Paiva

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