Necessidade de amar

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Aos 13 anos, eu tinha certeza de que precisava de alguém comigo para ser feliz. Essa ideia insistente na cabeça me fazia acabar apaixonada por qualquer um. O garoto mais velho que me dava atenção, o que nem olhava pra mim, o príncipe dos 15 anos da irmã da minha amiga. O colega de sala que perguntava a data, o primo da amiga, o amigo do primo, o professor bonito, o garoto da escola que parecia aquele ator de malhação. O vizinho, o namorado da garota lá da sala, o assistente do professor de luta do meu irmão, o amigo que não tinha nada a ver.

Estava sempre apaixonada por alguém, ou me convencendo de que precisava estar. De que aquele, sim, era o amor da minha vida. Vivia fantasiando as histórias mais loucas de amor com cada um que eu conhecia. E a pior parte disso é que eu sofria. Porque, é claro, a ideia de que eu, na adolescência, tinha a missão de encontrar o amor da minha vida era extremamente desgastante. E quanto mais o tempo passava, mais eu tinha certeza de que acabaria sozinha e abandonada no mundo.

Passei tanto tempo emendando uma paixão na outra, que não me lembro de uma fase daquela época que tenha passado sem gostar de ninguém. Acreditei tanto que precisava encontrar o amor que acabei banalizando o sentimento. Estava tão focada em amar e ser amada que acabei não conseguindo nenhum dos dois. A única coisa que meus “amores” de adolescência me trouxeram foi amadurecimento. E ainda bem que eu cresci para perceber que aquele sofrimento todo, as decepções, as horas trancada no quarto chorando ao som de Simple Plan não eram sinônimo de amor.

É bem verdade que, hoje, tenho certa preguiça de relacionamentos. Se me interesso por alguém, falo, corro atrás, mas se é muito complicado acabo perdendo o interesse mais rápido do que imaginava. Já a criatividade para as loucas fantasias de amor eu deixo para as personagens das histórias que escrevo. Depois de muito analisar minha adolescência, percebi que nunca precisei de um amor para viver com amor. Eu invejava os personagens dos livros e filmes que gostava e não prestava atenção em mim mesma.

E é tão mais fácil ser feliz quando se está bem com quem você é… Mas com 13, 14, e todas as outras idades dessa fase louca que é a adolescência, era aquilo que fazia sentido na minha cabeça. Não dava para ser feliz se eu não estivesse apaixonada. Mais uma vez, ainda bem que eu cresci! Todo o esforço que eu dedicava a me apaixonar e induzir um sofrimento sem sentido, hoje eu focalizo para as coisas que eu amo de verdade.

Eu amo passar horas cuidando do meu cabelo e pesquisando quais os melhores produtos para os tratamentos de que ele precisa. Amo assistir séries junto com o meu irmão, ainda que a gente nunca entre em acordo sobre a quantidade de episódios que vamos assistir por dia. Eu amo a sensação de liberdade de andar sozinha por aí. Amo sair com a minha família e bater papo com os amigos. Amo conhecer lugares diferentes e assistir a vídeos idiotas no YouTube. Amo dançar, fazer teatro e escrever.   Amo passar o dia de pijama assistindo de tudo na Netflix. Estudo o que amo e trabalho com isso também

Não, eu não desisti daquele amor que tanto procurei, nem deixei de acreditar que um dia a gente vai se esbarrar por aí. Mas a pressão que eu fazia sobre mim mesma para isso eu resolvi deixar de lado. Eu não preciso e nem quero um relacionamento nesse momento da minha vida. Se acontecer, ótimo, mas se não, é ainda melhor. Finalmente aprendi a ser feliz solteira. A me permitir ser livre e dizer sim ou não para o que eu bem entender.

Gostaria de ter descoberto essa paz antes. Que minha adolescência não tivesse sido tão conturbada em relação a isso. Mas só encontrei essa folga da necessidade de amar agora. E a sensação é maravilhosa.

Bruna Paiva

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10 filmes incríveis que se passam na escola!

A escola é uma fase pela qual todo mundo tem que passar. Quem não lembra (com carinho, ou não) dessa época? Já até falei sobre isso em um vídeo lá no canal, clique aqui para assistir. Diversos filmes, livros e séries são ambientados nesse cenário escolar para contar vários tipos de histórias. No post de hoje, trouxe para vocês 10 filmes incríveis que se passam na escola. A maioria deles está no Netflix!

1-      The Duff

Esse é um dos que eu vi mais recentemente, cheguei até a indicar num dos favoritos do mês. The Duff conta a história de uma menina que descobre ser a “amiga feia” do grupo. Ela resolve então pedir a ajuda de um amigo para se tornar mais popular. O filme é muito lindinho e é todo ambientado no ensino médio americano.

 

2-      Perfume de Mulher

Esse filme de 1992 é lindo demais. O drama conta a história de um ex militar, cego que quer realizar um sonho antes de morrer e um jovem estudante que tem problemas com um professor meio babaca. O filme não se passa inteiro na escola, mas a evolução do estudante durante a trama é incrível.

 

3-      Hoje eu quero voltar sozinho

Esse filme nacional é muito bonito e pouco conhecido. Eu descobri no Netflix, completamente sem querer. É a história de um menino cego que tem poucos amigos na escola e sofre bullying pela deficiência. O filme explora assuntos como amizade, amor, preconceito e homossexualidade. É um drama muito bonitinho.

 

4-      Clube dos cinco

Esse é um clássico do cinema e da sessão da tarde, e eu amo demais. Cinco alunos com personalidades completamente diferentes, estão na detenção e precisam cumprir horas de um tedioso castigo na escola. A evolução do relacionamento dos cinco é o melhor do filme. Eles começam o castigo se odiando, mas depois vão se conhecendo melhor. É um filme lindo sobre amizade e quebra de preconceitos…

 

5-      Vem dançar

Esse é um dos meus filmes preferidos da vida e acho que já falei sobre ele em alguma lista aqui no blog. Em Vem Dançar, o personagem de Antônio Bandeiras é um professor conceituado de dança de salão que resolve ensinar os alunos de uma escola pública. A diretora, desacreditada, dá para ele a turma em detenção, “os rejeitados da escola”. O que ele faz com aqueles alunos é incrível e uma das lições mais lindas que eu já vi.

 

6-      A mentira

Depois de uma pequenas mentiras para sua amiga, Olive acaba inventando que perdeu a virgindade com um cara da faculdade. A notícia acaba se espalhando e a menina ganha fama de fácil e vadia na escola. O sensacional é que ela resolve se apropriar daquela fama, mesmo sem ser ou fazer nada do que falavam. É uma comédia romântica que tem uma mensagem super legal e um final surpreendente.

 

7-      Sociedade dos poetas mortos

Numa escola super conservadora, em que os alunos não podem nem respirar fora da curva, um professor resolve ser diferente. O professor novo de literatura faz os alunos se interessarem mais pela disciplina e quererem mudar mundo em que vivem. O resultado e a mudança em cada aluno é incrível. Esse filme é lindo e emocionante demais.

 

8-      As melhores coisas o mundo

Esse filme é nacional, pouca gente conhece, mas eu assisti na estreia. Isso porque o elenco conta com meu adorado Fiuk. As Melhores Coisas do Mundo conta a história de Mano, um adolescente que além de enfrentar a separação dos pais, sofre bullying e quer aprender a tocar guitarra para impressionar uma garota. A trama também traz Pedro, irmão de mano que sofre de depressão e Carol, melhor amiga de Mano que se apaixona pelo professor. É um filme para te fazer rir, chorar e refletir ao mesmo tempo. Vale muito a pena.

 

9-      El club de los incompreendidos

Esse filme me lembra bastante o item 4 da lista (O clube dos cinco). A circunstância em que os jovens se conhecem é diferente, mas a evolução da relação entre eles é incrível. Um filme sobre amizade, amor, quebra de preconceitos. Ao mesmo tempo fofo e pesado.

 

10-  A Fera

O garoto mais popular da escola é um babaca que se acha no direito de tratar os outros da maneira que quiser. Após ser chamada de bruxa, uma aluna que realmente tem poderes sobrenaturais, joga um feitiço no colega de classe. O popular que sempre foi lindo vira uma criatura horrenda e precisa lidar com isso e quebrar a maldição. É um filme lindo que fala sobre preconceitos e superação.

 

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Choro, risos e confissões – 1 mês de Adolescente Demais no YouTube!

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Sou tímida, não sei contar piadas, não dou gritinhos de guerra, tenho vergonha da câmera e não estou a fim de pagar mico pra divertir os outros! Essa sempre foi minha defesa para não gravar vídeos, apesar da vontade que também sempre esteve presente. Até que comecei a rever meus conceitos à medida que o projeto do livro Adolescente Demais amadurecia em minha cabeça. E assim, aos poucos, a ideia de usar meus próprios textos para falar sobre experiências e situações que todos vivemos na adolescência começou a fazer sentido para mim.

Não precisaria criar uma personagem, nem inventar roteiros mirabolantes e nem forçar a barra pra me expor em busca de audiência. Seria apenas eu, de cara limpa, abrindo meu coração. E foi assim que, há um mês, o projeto “Adolescente Demais, O Livro” nasceu no YouTube. É claro que antes de ir ao ar, muitos vídeos-teste foram gravados e eu cheguei a pensar em desistir por não gostar de me ver na tela. Mas aos poucos fui relaxando, sentindo-me mais à vontade com o que estava acontecendo e acabei gostando da coisa.

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Uma vez por semana, sento-me em meu quarto, releio um dos milhares de textos que escrevi entre meus 13 e 17 anos e aperto o play da câmera. Conto coisas que ninguém nunca soube sobre minhas inspirações e remexo na memória os momentos que me levaram aos textos. Nada é ensaiado. Deixo os sentimentos aflorarem e simplesmente vou falando. Foi assim que chorei no vídeo “Adeus à Escola”, que dancei no vídeo inspirado pelo texto “Sem olhar pra trás”, que imitei “Carrrie a Estranha” e que, meu Deus, falei da minha primeira paixão não correspondida em “Coração Quebrado”.

Gostaria de aproveitar esse feriado prolongado de Páscoa, quando normalmente as famílias se reúnem, para convidar todo mundo a assistir os vídeos e ler os textos que os inspiraram. Aproveito para agradecer aos que já estão acompanhando no canal do YouTube (onde os vídeos são postados semanalmente) e na minha página do Wattpad (onde além dos vídeos tb são postados os textos que me serviram de inspiração).

Beijos da Bru!

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O segundo armário feminino

guarda-roupaNão posso falar pelos meninos, mas tenho certeza de que uma grande parte das meninas vai se identificar. Quando somos pequenas, temos um armário de onde nossas mães tiram todas as combinações que usamos. Roupas, sapatos, cabelo, tudo decidido dentro do pequeno universo do guarda-roupas de uma criança. Entretanto, na adolescência, esse cenário se transforma.

Durante a adolescência, toda menina acaba apelando para o segundo armário feminino da casa. Comigo não foi diferente. Que atire a primeira pedra a menina que nunca correu para o armário da mãe, ou da irmã mais velha, buscando uma roupa diferente. No início, é claro que nem todas as peças servem, mas quando você cresce mais um pouco, aquilo vira o paraíso.

Já imaginou ter dois armários completos para escolher sua roupa antes de sair? Bom, comigo acontece há alguns anos. Dividir o armário com a sua mãe faz com que tudo o que ela compra para ela entre na sua lista de possíveis escolhas e vice-versa. É bom porque você e ela ganham mais opções. Ok, mais você do que ela.

Sempre que minha mãe entra em casa com alguma peça de roupa ou sapato novos, acontece o seguinte:

“Que lindo! Deixa eu ver se cabe em mim”

Hoje os armários já se confundem de tanta peça trocada que eles têm. No último dia das mães aconteceu uma coisa bem engraçada:

No sábado à tarde eu e meu pai corremos para o shopping em busca de um presente. Optamos por comprar maquiagem. Na hora de escolher os batons, experimentei várias cores. Escolhi um vermelho, que eu amo e sei que ela também gosta. Mas, quando escolhi o segundo, meu pai desconfiou:

– Ai, amei esse roxo. Está lindo. Minha mãe não tem batom roxo ainda.

– Bruna, deixa de ser ridícula. Sua mãe não usa batom roxo. O presente é para ela e não para você.

Ah, para. Qual a menina que nunca comprou um presente para a mãe pensando em dividir depois. Bom, eu sempre. Aliás, eu e minha mãe dividimos tudo. Roupa e sapato são os mais frequentes, mas maquiagem, bijouterias, bolsas, cremes, produtos de cabelo e esmaltes, tudo é botado pra jogo.

E você? Já pensou em dividir o armário com a sua mãe ou irmã mais velha? Se você mora com as duas, que sorte, três armários… Contem aqui nos comentários o que é que vocês costumam dividir.

Beijos da Bru!

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Aposentem os pedestais

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Há alguns meses, o primeiro bailarino do Royal Ballet, Thiago Soares, esteve ensaiando para sua turnê de 15 anos de carreira em minha escola de dança. Ele é ex-aluno de lá e, como estrearia no Rio, usou algumas de nossas salas para os ensaios. Eu, como tiete que sou, pedi uma foto logo no dia em que ele chegou.

Ao postar, fui surpreendida com perguntas como “Ai, meu Deus, como você conseguiu uma foto com ele?”  ou mesmo “mas você chegou pra ele e pediu?” Lógico! Eu e todos os que conseguiram uma foto com ele. Um simples “oi, Thiago, tudo bem? Posso tirar uma foto com você?” e fui recebida por uma pessoa super simpática.

Na semana seguinte, Marianela Nuñez, primeira bailarina do Royal, que também estava ensaiando para a turnê, conseguiu ser ainda mais simpática. Porque acima de tudo são pessoas. Gente que nem a gente, de carne e osso.

Tudo bem, quem sou eu para reclamar de idolatria? A garota que passou a adolescência vivendo pelos ídolos. Mas, mesmo assim, vou falar porque minha cara de pau é maior do que tudo. Por que colocamos as pessoas que admiramos em pedestais?

Pode até parecer um caso de “ faça o que eu digo, não faça o que eu faço”. Mas há tempos que tento diminuir e, quem sabe, aposentar meus pedestais. Amo e admiro demais os meus ídolos, mas com o tempo percebi que não há mal nenhum em tratá-los como o que realmente são: pessoas.

Acreditem: uma pessoa que é parada na rua por um admirador de seu trabalho vai amar tirar uma foto e agradecer pelo carinho. Claro que o bom senso é essencial nesse momento. Não vá pedir uma foto durante um almoço de família do cara. Aí já passa a ser inconveniência. Ainda assim, a pessoa precisa ter jogo de cintura com seus admiradores. O ídolo que age como se um fã incomodasse nem merece o reconhecimento.

O Luba, do lubatv, sempre pede para que os fãs ajam como se ele fosse da turma, apenas mais um amigo de seus admiradores. Eu imagino que, no caso do Thiago, um bailarino talentoso e bem-sucedido, deve ser incrível voltar à escola de dança em que se formou e perceber que é admirado pelos que hoje lá estudam, um exemplo a ser seguido.

Quem me segue no Instagram, provavelmente, viu as fotos com o Thiago e a Marianela e minha cara de felicidade. Não tenha medo de chegar perto de seu ídolo e pedir uma foto porque o admira. E, se por acaso achar que pode incomodar, lembre-se de que, se estivesse no lugar dele, provavelmente gostaria de saber que seu trabalho é admirado por aí…

Bruna Paiva

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Um programa para Meninos e Meninas

meninosemeninas2Quem me conhece sabe que eu sou apaixonada por teatro. Sou louca por uma boa peça e amo a magia que aquele lugar tem. É muito comum escutar que o jovem não gosta dessa arte, mas tenho visto esse cenário mudar há alguns anos.

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Com o Eduardo Mello, de I Love Paraisópolis, em janeiro

Peças voltadas para o público adolescente têm crescido e, cada vez mais, levam os jovens ao teatro. Sempre que eu descubro alguma nova, corro para assistir. Contei aqui no blog sobre Confissões de Adolescentes e, claro, minha queridinha, Tudo Por Um Popstar.

Com o fofo do Gabriel Portela

Hoje vim falar sobre uma peça que eu já devia ter contado para vocês há tempos. O espetáculo, em cartaz há mais de um ano, é imperdível e já foi visto por muita gente. Estou falando de #MeninoseMeninas. Ainda não assistiu? Meu Deus, corre para o teatro A-GO-RA.

A peça é uma espécie de confissões de adolescentes mesclando os dois sexos. Fala sobre tudo: amor, insegurança, bullying, fanatismo, e muitos outros temas presentes na vida de qualquer um nessa fase. Histórias contadas com muito humor, música boa e dança. É uma hora de diversão e não tem como não se identificar com pelo menos um personagem.

Com a Maddu Magalhães!

#MeninoseMeninas passou mais de um ano em cartaz no Shopping da Gávea. Eu assisti em janeiro e amei o musical. Em julho de 2015 eles estrearam no Teatro Miguel Falabella. Quando soube que a peça estava em cartaz tão perto da minha casa, resolvi assistir de novo e arrastar uma amiga. Resultado? Adorei, mais uma vez.

Com o Bruno Ahmed, que fez Rebelde

A cada temporada o elenco sofre mudanças. Um dos motivos para eu ter ido assistir de novo foi saber que a Maddu Magalhães (Youtuber, conheça o canal dela) entrou para a equipe! Eu adoro a Maddu e não podia perder a oportunidade de vê-la de perto. Além dela, a peça conta com um elenco super talentoso com atores como Gabriel Portela, Bruno Ahmed, Eduardo Mello, Larissa Bougleoux, Eike Duarte, Vitória Vianna, Bruna Griphao, Matheus Costa  e muitos outros. Pois é, o elenco é enorme…

Eles ficam em cartaz no Miguel Falabella, no Norte Shopping, até o fim das férias de julho, de quinta a domingo. Se você está em casa sem saber como aproveitar o descanso escolar, apareça por lá. Acredite: não vai se arrepender.

Beijos da Bru

 

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Somos todos adolescentes demais

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Imagem:reprodução web

Sonhei ser rock star, engenheiro, atleta, ator, dono de restaurante, empresário, poeta. Vendi roupa, chocolate erótico, dei aulas particulares. Levei bomba no primeiro vestibular e sofri para escapar do Exército. Entrei na faculdade para fazer um curso e acabei me formando em outro. Perdi a conta das vezes que me apaixonei e que não fui correspondido. Quando parei de procurar acabei esbarrando com o amor da minha vida. Casei aos 23 e alguns dizem que não aproveitei a vida. Eu discordo. Ao meu modo, também fui Adolescente Demais.

Talvez por isso tenha tomado coragem para pedir à patroa Bruna Paiva, minha filha e dona deste blog, um espacinho como colaborador. Na verdade sempre estive por aqui, mas nos bastidores. Lendo originais, sugerindo temas, comprando livros, comparecendo a eventos, me dividindo entre os papéis de fã e incentivador de uma menina que ora me surpreende, ora me emociona com seus escritos.

Tenho que admitir que escrever no Adolescente Demais dá um certo frio na barriga. Será que a garotada vai me comparar ao “tio Sukita”? (quem não entendeu corre no google!). Afinal de contas, o que um coroa de 42 anos tem de interessante para postar em um blog lido predominantemente por jovens? Não tenho qualquer pretensão de ser professoral, até porque nessa convivência com vocês aprendo mais do que ensino. Quero apenas compartilhar experiências e a forma como um ex-adolescente enxerga o mundo.

Nessa minha estreia aqui divido com vocês o meu sentimento de dever cumprido no que diz respeito ao papel de pai de fã da Restart. A sensação veio depois de ler o texto “Eu vou levar comigo” publicado pela Bruna há pouco mais de uma semana, quando a banda anunciou o seu fim. Mesmo que para mim eles jamais tenham ido além do status de “viadinhos coloridos” (definição da própria fã!), nunca censurei minha filha em seus momentos de completa ausência de lucidez.

Nem mesmo quando ela chegou em casa toda lanhada depois de sair no tapa com outras meninas em um show. O motivo justificava os meios, contou-me vitoriosa ao exibir em seu quarto, entre hematomas e arranhões, um pedaço de toalha suada que um dos integrantes jogou na pista (ela tem essa coisa nojenta até hoje guardada em uma caixa!). Ou quando tive que desatracá-la do guitarrista e ordenar, em tom ameaçador, que ela desistisse da invasão que havia comandado à van da banda na saída de um show.

Ao longo de cinco anos eu e minha mulher nos dividimos no staff de equipe de apoio de fã enlouquecida. Enquanto eu levava e buscava nos eventos, a pobre da mãe acompanhava a louca da Bruna. Perdi a conta das filas quilométricas, pedidos para ir para aeroporto e porta de hotel, das roupas coloridas, faixas , cartinhas, camisetas, encontros de fã clubes e gritos, muitos gritos. Meu Deus…. Como elas gritavam.

Querem saber? Nunca achei que fosse dizer isso, mas valeu muito a pena. Uma das vantagens de se ter filhos adolescentes é poder reviver a intensidade dessa fase mágica. É ter o privilégio de conviver com gente que não tem medo de se jogar de cabeça em busca de sua felicidade. Gente com fome de vida e que nos ensina a lembrar que um dia também fomos Adolescentes Demais.

J.M. Costa

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Amor Passageiro

Imagem: Reprodução

Perdida. Foi só o que consegui responder mentalmente quando me foi perguntado como me sentia. Acho que minha cara denunciava o que eu queria esconder. Mas encontrei alguma energia e, em voz baixa, balbuciei algo como “tô bem”.

É esquisito esse negócio de amor, não? Uma hora a pessoa está ali e do nada passa a ser seu único desejo. O peito explode, as mãos ficam suadas, o estômago revira e tudo o que você mais quer na vida é tê-lo por perto. E aí, tão de repente como quando começou, o amor acaba para alguma das partes.

Como um sentimento tão forte morre? Não sei dizer, até porque o meu continua aqui e bem vivo. Não consigo entender o que passa na cabeça de alguém que diz que te ama e depois vai embora. Ei, você realmente tem noção do que é amor?

Você sabe o que é sentir como se tivesse achado aquilo que sempre quis? O amor não tem nada a ver com a forma com a qual você age. Sair dizendo “eu te amo” e jurando dar o mundo para qualquer uma não é sinônimo de amor, entendeu?

Como eu faço pra reorganizar as coisas aqui dentro agora? Queria um mapa de mim mesma para conseguir me achar no meio de tanta confusão. Não gosto do que estou sentindo e odeio ter que deixar de sentir o que gosto.

Sentei-me na janela do prédio de lado para a vista. Mesmo por trás das grades de proteção a cidade ainda era linda e as luzes do início de noite só tornavam o visual mais agradável.

Recostei a cabeça entre a janela e a grade e tentei simplesmente focar no anoitecer. Era parecido com o amor pelo qual eu sofria. Bonito e intenso, mas infelizmente passageiro.

Bruna Paiva

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O que você vai ser quando crescer?

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Todo mundo tem uma válvula de escape, algo que faz você relaxar e libera endorfina pro seu corpo seja lá qual for a circunstância. Bom, eu sempre tive duas: a dança e a escrita. As duas sempre se completaram no que diz respeito a me desestressar, consolar e me dar paz.

Posso estar passando pelo pior dia da minha vida. Mas se tiver uma caneta e papel na minha mão, o dia nem parece mais tão ruim assim. E quando coloco uma sapatilha e aperto o play, os problemas simplesmente desaparecem naquele momento.

A questão é que, quando você chega numa certa idade, o mundo se vira para você e diz “escolha uma coisa para fazer pro resto da sua vida”. Uma?! Como assim? Desde sempre eu concilio as duas e agora preciso escolher?

Engraçado como esse mundo não entende essa vida dupla. E te enlouquece nessa pressão de querer saber “o que você vai ser quando crescer”. Eu sempre respondi “grande” quando isso me era perguntado na infância. E acho que realmente devemos ser grandes seja lá no que formos fazer…

É estranho o sentimento de precisar largar um sonho para viver outro. Escolher entre as duas coisas mais importantes na sua vida? É como pedir para uma mãe escolher entre seus dois filhos. Não dá, entende?

Por algum tempo sofri realmente tentando escolher entre as duas. E digo sofri porque, como já disse, não consigo ver minha vida sem a dança e muito menos sem escrever.

Largar a dança e me tornar apenas uma escritora? Lógico que seria feliz, mas não estaria completa. Me preparo para a dança desde os 3 anos de idade. Simplesmente desistir, jogar fora o trabalho de uma vida, é isso? Não mesmo.

Então viveria de dança? Largar o blog, parar de escrever, desistir do sonho de ser escritora? Era isso,então? Não, não mesmo. Não podia ser.

Até que um dia eu simplesmente parei de me pressionar em relação a isso. Não precisava escolher. Como eu li uma vez e adotei para a minha vida, ninguém “tem que” nada. As pessoas devem fazer o que lhes faz bem.

Se me faria tão mal escolher entre os dois caminhos para o meu futuro, por que não conciliá-los? Bom, é impossível? Tem uma frase de Walt Disney da qual eu gosto muito e com a qual eu me identifico: “ Gosto do impossível porque lá a concorrência é menor.”

A vida é assim. As pessoas julgam tudo impossível. E quem tenta ou consegue sair do padrão do “normal” é sempre tido como errado. Não vejo razão para “ter que” escolher entre as duas coisas que mais amo. E talvez porque realmente não haja problema nenhum em seguir dois sonhos.

Pode até ser que, algum dia , uma carreira acabe atrapalhando a outra. E quem sabe eu até acabe optando por apenas uma delas. Mas, pelo menos, não vou olhar pra trás e me arrepender de ter julgado impossível algo que talvez eu conseguisse ter feito…

Bruna Paiva

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Pagando calcinha pros amiguinhos do meu irmão

calcinha-a-prova-de-menstruacaoPreciso compartilhar com vocês um tipo de incidente que vive acontecendo aqui em casa porque o meu irmãozinho é desligado. Ele tem 10 anos e vive trazendo os amigos pra brincar no quarto dele. O problema é que ele não me avisa quando vai entrar alguém em casa.

Gente, o calor que faz na minha cidade é insuportável. Muitas vezes, quando eu estou em casa, fico só de calcinha e blusa. O problema é quando os amiguinhos do meu irmão chegam e eu me encontro nesse estado. Cada vez que isso acontece eu tenho vontade de me enfiar num buraco e levar meu irmão junto.

— TI-A-GO,  vem aqui AGORA!

— Fala.

—Quantas vezes eu vou ter que dizer pra você me avisar quando trouxer algum amigo pra casa?

—Iiih… Esqueci.

—É. Eu to vendo que você esqueceu. Só que eu já to cansada de pagar calcinha pros seus amigos.

—Tá, tá desculpa.

— Eu to falando sério. Me avisa. Porque eles já devem conhecer minha gaveta de calcinhas inteira!!!

É impressionante. Ele nunca lembra de me avisar. Volta e meia eu to andando pela casa de calcinha e esbarro com um ser estranho. As crianças devem conhecer todas as estampas… E o pior de tudo é que eu fico tão constrangida que não tenho nem coragem de falar com eles.

Meu Deus, por que esse menino é tão desligado?!

Bruna Paiva