Necessidade de amar

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Aos 13 anos, eu tinha certeza de que precisava de alguém comigo para ser feliz. Essa ideia insistente na cabeça me fazia acabar apaixonada por qualquer um. O garoto mais velho que me dava atenção, o que nem olhava pra mim, o príncipe dos 15 anos da irmã da minha amiga. O colega de sala que perguntava a data, o primo da amiga, o amigo do primo, o professor bonito, o garoto da escola que parecia aquele ator de malhação. O vizinho, o namorado da garota lá da sala, o assistente do professor de luta do meu irmão, o amigo que não tinha nada a ver.

Estava sempre apaixonada por alguém, ou me convencendo de que precisava estar. De que aquele, sim, era o amor da minha vida. Vivia fantasiando as histórias mais loucas de amor com cada um que eu conhecia. E a pior parte disso é que eu sofria. Porque, é claro, a ideia de que eu, na adolescência, tinha a missão de encontrar o amor da minha vida era extremamente desgastante. E quanto mais o tempo passava, mais eu tinha certeza de que acabaria sozinha e abandonada no mundo.

Passei tanto tempo emendando uma paixão na outra, que não me lembro de uma fase daquela época que tenha passado sem gostar de ninguém. Acreditei tanto que precisava encontrar o amor que acabei banalizando o sentimento. Estava tão focada em amar e ser amada que acabei não conseguindo nenhum dos dois. A única coisa que meus “amores” de adolescência me trouxeram foi amadurecimento. E ainda bem que eu cresci para perceber que aquele sofrimento todo, as decepções, as horas trancada no quarto chorando ao som de Simple Plan não eram sinônimo de amor.

É bem verdade que, hoje, tenho certa preguiça de relacionamentos. Se me interesso por alguém, falo, corro atrás, mas se é muito complicado acabo perdendo o interesse mais rápido do que imaginava. Já a criatividade para as loucas fantasias de amor eu deixo para as personagens das histórias que escrevo. Depois de muito analisar minha adolescência, percebi que nunca precisei de um amor para viver com amor. Eu invejava os personagens dos livros e filmes que gostava e não prestava atenção em mim mesma.

E é tão mais fácil ser feliz quando se está bem com quem você é… Mas com 13, 14, e todas as outras idades dessa fase louca que é a adolescência, era aquilo que fazia sentido na minha cabeça. Não dava para ser feliz se eu não estivesse apaixonada. Mais uma vez, ainda bem que eu cresci! Todo o esforço que eu dedicava a me apaixonar e induzir um sofrimento sem sentido, hoje eu focalizo para as coisas que eu amo de verdade.

Eu amo passar horas cuidando do meu cabelo e pesquisando quais os melhores produtos para os tratamentos de que ele precisa. Amo assistir séries junto com o meu irmão, ainda que a gente nunca entre em acordo sobre a quantidade de episódios que vamos assistir por dia. Eu amo a sensação de liberdade de andar sozinha por aí. Amo sair com a minha família e bater papo com os amigos. Amo conhecer lugares diferentes e assistir a vídeos idiotas no YouTube. Amo dançar, fazer teatro e escrever.   Amo passar o dia de pijama assistindo de tudo na Netflix. Estudo o que amo e trabalho com isso também

Não, eu não desisti daquele amor que tanto procurei, nem deixei de acreditar que um dia a gente vai se esbarrar por aí. Mas a pressão que eu fazia sobre mim mesma para isso eu resolvi deixar de lado. Eu não preciso e nem quero um relacionamento nesse momento da minha vida. Se acontecer, ótimo, mas se não, é ainda melhor. Finalmente aprendi a ser feliz solteira. A me permitir ser livre e dizer sim ou não para o que eu bem entender.

Gostaria de ter descoberto essa paz antes. Que minha adolescência não tivesse sido tão conturbada em relação a isso. Mas só encontrei essa folga da necessidade de amar agora. E a sensação é maravilhosa.

Bruna Paiva

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Aniversário do blog! Três anos de Adolescente Demais!

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Hoje, 26 de dezembro, é aniversário do Adolescente Demais. Três anos atrás eu começava o blog que ia mudar a minha vida.

Em 2013, eu tinha 15 anos e estava saindo de um ano muito pesado em todos os sentidos da minha vida. O único lugar em que eu conseguia expressar o que eu sentia naquele período cheio de emoções era meu bloguinho sem domínio, com layout brega, e que ninguém se dava o trabalho de ler. Naquele ano, eu só percebi a importância que o blog tinha para mim quando o perdi.

Na época, tive raiva, muita raiva e fiquei extremamente decepcionada. Mas, hoje, percebo que, não fosse a maldade que fizeram com meu primeiro blog, muita coisa incrível não teria acontecido. Criei o Adolescente Demais no final de um ano difícil e, três anos depois, reconheço que aquele 26 de dezembro mudou completamente minha vida.

Por causa do blog, comecei a escrever mais e mais. Por causa do blog, tive contos publicados, conheci pessoas incríveis e comecei a me encantar cada vez mais pelo mercado editorial. Por causa do blog eu decidi que queria a escrita para minha vida, escolhi minha faculdade e, por isso, estou aqui hoje. Por causa do Adolescente Demais eu sou a Bruna Paiva.

Muito obrigada universo, por ter me proporcionado essa mudança lá em 2013, mesmo que, de alguma forma, tenha me feito sofrer. Ninguém cresce, nem amadurece sem dor e tropeços. Muito obrigada à minha família pelo apoio de sempre. Por terem me incentivado a criar outro blog e continuar a escrever; e por continuarem me apoiando a cada nova decisão. Obrigada meus leitores incríveis! Sem vocês o Adolescente Demais não teria muita graça.

E obrigada principalmente a você, meu querido blog. Por estar comigo todos esses anos, por cada conquista e por me permitir ter onde expressar aquilo que sinto. Vamos juntos para sempre. Eu com você e você comigo.

Bruna Paiva

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LIDANDO COM O BABACA DA TURMA – VÍDEO NOVO NO AR!

Olá, pessoal!

O canal no Youtube voltou com toda a força e o projeto do Livro Adolescente Demais também! No vídeo de hoje eu trouxe o texto MEU NOME É VALENTE!

Quem nunca teve um valentão na turma? Um babaca de verdade, que sente a necessidade de diminuir todo mundo para poder se auto afirmar. Eu já estive numa sala dominada por um cara assim. O texto Meu Nome É Valente, foi escrito em 2013, quando eu tinha 15 anos e, sim, é baseado numa pessoa real.

No vídeo, no topo da postagem, conto também como lidei com a situação e o que eu acho das pessoas que fazem esse tipo de coisa. Espero que gostem e, caso se identifiquem com o que eu passei, eu tenha conseguido ajudar de alguma forma.

 

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Mania de inventar histórias

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Eu tenho essa mania estranha de querer deduzir a história por trás de pessoas que eu nem conheço. A menina descendo a ladeira com um cachorrinho enrolado numa toalha no colo. Provavelmente indo até o veterinário. Talvez tenha o encontrado no dia anterior e, finalmente, convenceu a mãe a deixá-lo ficar.

O casal discutindo discretamente no metrô. Talvez por causa das finanças. Ou talvez ele queira mais um filho e ela não queira de maneira alguma. A garota toda arrumada na porta do cinema. A senhora sozinha, cheia de compras pesadas no ponto de ônibus. O cara tatuado, que encara o celular, do outro lado da rua. Uma dessas histórias que eu crio na minha cabeça já até virou motivo de texto e vídeo: A menina da mesa ao lado.

Gosto de imaginar o que levou cada pessoa ao lugar em que está. Talvez porque eu goste de ouvir histórias. Por trás de cada rosto, de cada atitude, há uma coleção de acontecimentos que fez aquela pessoa ser quem é. Algumas histórias mais interessantes, outras só os clichês de sempre. Mas todas definem quem cada ser humano se torna, o porquê de seu modo de ser e a maneira como ele encara a vida.

Não dá para dizer que uma mulher aparentemente fria, desconfiada e que não se entrega tenha sido assim a vida inteira. Quem sabe ela já não foi doce e inocente? A vida nos leva a tantos lugares… A verdade é que não se conhece ninguém apenas pela convivência. Todo mundo possui traumas. Não há ninguém que não colecione segredos, mesmo que sejam coisas pequenas.

Nossas memórias constroem a pessoa que seremos. As experiências boas e as ruins se aliam para formar nossa personalidade. E esta, é extremamente mutante. A menina doce, que se entrega aos sentimentos hoje, pode crescer e se tornar uma mulher fria, que vive na defensiva.

Cada trauma, conquista, problema, realização, tudo o que vivemos funciona para nossa personalidade como tijolos em uma construção. De um em um, vão construindo aquilo em que nos tornaremos. A diferença é que essa construção não para nunca. Sempre há mais um capítulo de história para adicionar à coleção.

Bruna Paiva

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O ESPÍRITO OLÍMPICO TOMOU CONTA DE MIM E VOLTEI PARA O YOUTUBE!

Oi, gente, tudo bom?

Estou de volta ao meu canal do Youtube e no vídeo de hoje eu falo sobre uma saudade: Olimpíadas! Como foi maravilhoso esse evento na minha cidade, gente! Eu curti MUITO e contei tudo pra vocês nesse vídeo. Teve muita torcida, ligeiros ataques do coração, visitas aos parques olímpicos e até encontro com cantor famoso! E agora vai começar tudo de novo com as Paralimpíadas! Confiram o vídeo e não se esqueçam de deixar o like e se inscrever no canal!

Um beijão e até o próximo vídeo!

Bruna Paiva

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Eu desisti

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Sim, eu desisti. Do que foi meu maior objetivo durante a vida inteira. Daquilo pelo que dei suor e sangue para conseguir. Sim, desisti quando estava quase chegando aonde tanto sonhei. Desisti porque, às vezes, tudo aquilo que você sempre quis pode não ser o que você quer de agora em diante.

Vergonha? Não há nada de errado em desistir de algo só porque lutei tanto para conseguir. Acredito que é preciso sim coragem. E muita. Para enfrentar o mundo de cabeça erguida e assumir que o que costumava dar sentido à sua vida não tem mais nada a ver com você. Todo mundo julga e condena sem ter direito algum. Era eu quem estava presa a um futuro que escolhi anos atrás. A gente muda, nossas prioridades e sonhos também.

Ainda não sei o que vou fazer a partir de agora. E sei que não será fácil. Afinal, passei anos me preparando para algo em que eu não acredito mais. É o que eu fui programada para saber. O problema é que eu cansei, não conseguia mais projetar minha vida para frente e me enxergar feliz em cinco ou dez anos. Desgastei cada migalha do que um dia já foi meu sonho e hoje só me sobra a estafa.

Só não quero mais viver assim. Presa. Sem perspectiva de futuro e fazendo algo que eu não gosto, só porque vivi até aqui me dedicando para isso.

Bruna Paiva

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O que você faria se soubesse que esse é o seu último dia na Terra?

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Eu faria uma aula de ballet. Depois uma de sapateado, talvez uma de jazz também. Eu escreveria para o meu diário, que esteve comigo em todos os momentos da minha vida. Eu tentaria falar com todos aqueles que eu amo e agradecer por tudo, dizer o quanto eu os amo. Tentaria também falar com todas as pessoas que já foram, de alguma forma, importantes na minha vida e agradecê-las.

Eu provavelmente escreveria para meus ídolos agradecendo todas as loucuras que eles me proporcionaram. E abraçaria muito forte o meu irmão. E meu pai. E minha mãe. E minha avó. Bom, acho que teria um bocado de abraços muito fortes para dar.

Talvez eu escrevesse um texto sobre a sensação de se saber que esse é o último dia de sua vida. Taí, daria um bom texto.

Eu comeria macarrão, e petit gateou, e camarão. E costela com molho barbecue. Sushi! Com certeza sushi. E o bolo de doce de leite crocante da Lecadô, definitivamente esse bolo. E comida árabe. Meu Deus, eu amo comida árabe. E o milk-shake de Ovomaltine do Burger King. Ah, e também um hambúrguer na Madero, que é a melhor hamburgueria que eu já fui na minha vida. Lógico que eu não conseguiria comer isso tudo. Então comeria um pouco de cada um e depois garantiria a refeição do dia para alguns moradores de rua.

Bom, eu ligaria o som no último volume, escolheria uma música que eu amo e dançaria que nem louca no meu quarto. Só de calcinha. Eu assistiria cenas dos meus filmes preferidos e leria trechos dos livros que mudaram minha vida. Reuniria alguns amigos para relembrar momentos engraçados e chamaria meus primos para fazermos uma última bagunça, daquelas que fazem lembrar a importância de se ter uma família.

Eu conversaria com meu irmão e correria com minha cachorra. Eu iria numa perfumaria só para passar o meu perfume favorito. Eu pintaria uma unha de cada cor para a indecisão não me corroer. Eu tomaria um banho de mangueira como quando eu era criança. Eu iria até a praia e me lambuzaria de areia. Falando em lambuzar, eu realizaria um sonho que a Xuxa plantou na minha cabeça. Envolve baldes de tinta e muita sujeira.

Pensando bem, tudo o que eu faria se eu soubesse que ia morrer eu posso fazer sem essa pressão… Quando comecei a escrever esse texto minha intenção não era essa. Ouvi a pergunta “o que você faria se fosse seu último dia na Terra?” e resolvi pensar.

Depois de colocar para fora tudo aquilo que veio em minha cabeça, percebi que são coisas que posso fazer em qualquer dia da minha vida e significam tanto que não consegui pensar num último dia de vida sem elas. Mas a questão é que eu não preciso estar morrendo para fazer nada disso. Acontece que só damos valor às coisas quando perdemos. Ou, nesse caso, quando nos vemos prestes a perder.

Bom, não tenho como realmente prever quando será meu último dia na Terra. Mas tendo em mente que essas são algumas das coisas mais importantes da minha vida, acho que posso começar a coloca-las em prática. Afinal, não se sabe o dia de amanhã.

E você? O que faria se esse fosse seu último dia na Terra?

Bruna Paiva

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Amor cotidiano

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Se encontram todos os dias no mesmo horário. Quando ele entra no ônibus, ela já está lá, normalmente sentada. Ele sorri ao observar o jeito que ela amarra o cabelo por causa do calor. Ela já decorou o cheiro do perfume dele, e fecha os olhos para senti-lo quando ele passa pela roleta. Ele sabe de cor o ponto em que ela fecha o livro e guarda na bolsa. Ela já reparou em que direção ele vai, quando descem no mesmo ponto.

Ela é louca para saber o nome dele. Ele nunca conseguiu juntar coragem o suficiente para perguntar o dela. Ela gosta do jeito que ele se veste e de como, sempre simpático, dá boa tarde ao motorista. Ela passa batom e tenta soltar o cabelo, quando está quase no ponto em que ele sobe. Ele acha engraçado o jeito como ela estala os dedos e balança o pé incessantemente. Ela fica encantada com o sorriso dele, e acha peculiar o nome do grupo no Whatsapp em que ele está sempre digitando.

Nunca trocaram uma palavra. Quando os olhares se cruzam por um instante, tratam logo de desviá-lo. Mas não fazem ideia de que o interesse é mútuo. Sabem menos ainda que, caso um dos dois deixasse a vergonha de lado, o papo renderia por quilômetros.

Eles não veem, mas qualquer um naquele ônibus percebe a dança de olhares e as espiadelas de rabo de olho. Torço para que, um dia, um dos dois acabe dizendo oi. Mas, enquanto isso, é divertido assistir ao sentimento sendo alimentado pelos pequenos encontros diários. Uma paixão que cresce sem que palavras sejam ditas. Que se nutre das pequenas ações cotidianas. Aquelas que nem em sonho imaginamos que podem chamar a atenção de alguém.

Bruna Paiva

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Choro, risos e confissões – 1 mês de Adolescente Demais no YouTube!

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Sou tímida, não sei contar piadas, não dou gritinhos de guerra, tenho vergonha da câmera e não estou a fim de pagar mico pra divertir os outros! Essa sempre foi minha defesa para não gravar vídeos, apesar da vontade que também sempre esteve presente. Até que comecei a rever meus conceitos à medida que o projeto do livro Adolescente Demais amadurecia em minha cabeça. E assim, aos poucos, a ideia de usar meus próprios textos para falar sobre experiências e situações que todos vivemos na adolescência começou a fazer sentido para mim.

Não precisaria criar uma personagem, nem inventar roteiros mirabolantes e nem forçar a barra pra me expor em busca de audiência. Seria apenas eu, de cara limpa, abrindo meu coração. E foi assim que, há um mês, o projeto “Adolescente Demais, O Livro” nasceu no YouTube. É claro que antes de ir ao ar, muitos vídeos-teste foram gravados e eu cheguei a pensar em desistir por não gostar de me ver na tela. Mas aos poucos fui relaxando, sentindo-me mais à vontade com o que estava acontecendo e acabei gostando da coisa.

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Uma vez por semana, sento-me em meu quarto, releio um dos milhares de textos que escrevi entre meus 13 e 17 anos e aperto o play da câmera. Conto coisas que ninguém nunca soube sobre minhas inspirações e remexo na memória os momentos que me levaram aos textos. Nada é ensaiado. Deixo os sentimentos aflorarem e simplesmente vou falando. Foi assim que chorei no vídeo “Adeus à Escola”, que dancei no vídeo inspirado pelo texto “Sem olhar pra trás”, que imitei “Carrrie a Estranha” e que, meu Deus, falei da minha primeira paixão não correspondida em “Coração Quebrado”.

Gostaria de aproveitar esse feriado prolongado de Páscoa, quando normalmente as famílias se reúnem, para convidar todo mundo a assistir os vídeos e ler os textos que os inspiraram. Aproveito para agradecer aos que já estão acompanhando no canal do YouTube (onde os vídeos são postados semanalmente) e na minha página do Wattpad (onde além dos vídeos tb são postados os textos que me serviram de inspiração).

Beijos da Bru!

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O tal do homem ideal

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Um cara com bom coração, divertido e inteligente. Que tenha senso de humor mas saiba a hora de falar sério. Que tenha orgulho do que eu escrevo e ame me ver dançar. Que não seja o Ashton Kutcher, mas tenha lá o seu charme. Que use um perfume gostoso e tenha estilo para se vestir.

Quero alguém que brigue comigo quando meu lado egoísta aflorar. Que me dê flores sem motivo e me ame apesar dos meus defeitos. Alguém que bata à minha porta de surpresa e seja amigo do meu irmão. Que adore a minha mãe e bata papo com o meu pai.

Um cara que entrelace os dedos nos meus e tenha orgulho de dizer “ela é minha namorada”. Uma pessoa que troque livros comigo e me mostre bandas diferentes. Que me acompanhe ao teatro e que não se importe quando eu resolver gritar pelos meus ídolos. Que implique com minha batata frita no milk-shake, mas se junte às minhas aventuras na cozinha.

Alguém que eu admire como pessoa e para quem eu olhe com orgulho. Alguém que vire criança comigo, mas saiba me tratar como mulher.

Quero um cara normal com todos seus defeitos de fábrica. Quero conviver e saber lidar com discordâncias, brigas e discussões. Que não consigamos ficar brigados por muito tempo. Que a saudade bata quando estejamos longe. Quero que a reconciliação compense nossos erros e a sensação de paz venha acompanhada de um beijo daqueles.

Quero um beijo na chuva e um abraço no metrô. Um pôr do sol na praia e uma madrugada assistindo à nossa série preferida. Uma viagem pelo mundo e um cantinho só nosso.

Um cara que me traga paz e a sensação de segurança. Que mostre maturidade e faça eu me sentir amada. Um cara humano. Com erros, acertos e a capacidade de me fazer feliz com coisas simples.

Bruna Paiva

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