Crush

É engraçado como, na minha imaginação, nós dois funcionamos tão bem. Somos extremamente íntimos e compartilhamos momentos de intensa sintonia. E a graça é que eu mal te conheço. Nunca tivemos abertura para isso, mas, ainda assim, me apaixonei pelo que inventei de você, pelo que inventei de nós.

Está certo que a parca convivência que tivemos nos últimos tempos contribuiu para que minha cabeça meio louca fantasiasse os mais insanos diálogos em que descobríamos um interesse mútuo e subitamente éramos um casal. É, eu tenho uma imaginação fértil.

Entretanto, o mais irônico de tudo isso é que eu não tenho coragem de te contar como me sinto. Primeiro porque gosto demais da minha fantasia para correr o risco de você acabar com ela. Já passei por situações parecidas antes. Isso nunca termina bem pro meu lado, ainda assim eu insisto em repetir o erro. Depois, te ter por perto é algo que me faz bem. Gosto de poder conviver com você; te ter do jeito que posso. A possibilidade de perder isso, caso confesse meu interesse, me angustia.

Ainda assim, uma parte de mim quer acreditar que dessa vez é diferente. A coitada não vai aprender nunca. Então, todos os dias, ela acorda otimista, tendo a certeza de que vai ter coragem suficiente para passar por cima das minhas inseguranças e te chamar para conversar. É claro que eu nunca deixei que ela se manifestasse. Abafo toda a coragem dessa doida dentro do peito e me contento em assistir à nossa história juntos, nessa realidade paralela, toda noite com a cabeça no travesseiro.

 

Bruna Paiva

 

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Amores platônicos são mais seguros

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O medo não é do sentimento. O medo vem dos traumas passados, das mágoas que quase me sufocaram. Daquilo que até hoje me deixa insegura e convence-me da existência de segundas e terceiras intenções vindas de qualquer um a minha volta. Aquilo que me faz desconfiar de todos que me parecem simpáticos demais, gentis demais, perfeitos demais, e ao mesmo tempo reais e possíveis demais.

É por isso que não dou mole para aquele carinha por quem passo todos os dias e sei que está olhando para mim. Ou para aquele que puxa assunto sempre que me vê. Porque eles são reais, passíveis de causarem todo tipo de sentimento de verdade. Pela insegurança justificada por um medo de uma possível dor que seria tão palpável quanto seu causador.

Prefiro alimentar meus tantos amores platônicos. É por isso que fantasio com o cara que vi sair do metrô uma vez na vida, com o que faz vídeos para a internet no outro canto do país, com aquele professor gostoso que dá aula ali do lado ou com o cantor que de vez em quando lança uma música boa. É simples: eles são impossíveis. Tenho plena consciência de que, fora de minha cabeça, nunca acontecerá nada.

Esse é o detalhe que traz segurança. Sem a possibilidade de acontecer no mundo real, não há motivo para que eu acredite, que eu me iluda. Que eu me machuque de verdade. Sentir tendo consciência de que é platônico e irreal é muito mais seguro e confortável do que a instabilidade de não saber o que se passa na cabeça do outro.

Não me entenda mal, é claro que tenho vontade de viver algo intenso e real. Mas não para me machucar mais uma vez. A hesitação vem do medo de uma nova cicatriz. E eu sigo assim, com minhas platonices que não me ferem e também não fazem mal a ninguém.

Bruna Paiva

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