Eu estive com outro

Eu estive com outro depois de você. Uma pessoa nova, diferente, sem as suas complicações, alguém que fazia tudo parecer tão fácil quanto deveria. Não imaginei que isso ainda fosse possível, mas com ele eu voltei a sentir. Dei risada, agi por impulso, aproveitei cada segundo e me entreguei por completo. Enquanto você nem me passava pela cabeça.

Com as mãos dele passeando por mim, me dei conta de que, pela primeira vez em tanto tempo eu estava com outro. Alguém que me desejou, que me despertou coisas incríveis, que me fez sentir mulher. Uma pessoa que fez a melhor versão de mim dar as caras novamente.

Isso tudo depois de você. Depois de eu ter certeza de que nada me faria capaz de sentir tudo aquilo de novo. Depois de me conformar com o fato de que você era a única pessoa a quem eu conseguiria amar em toda a minha vida. Depois da segurança em dizer que era impossível ter um relacionamento tranquilo, porque isso não existe fora das telas de cinema.

Eu finalmente estive com outro. E foi bom como nunca. Então eu entendi: o problema não é o mundo, os homens, os relacionamentos ou a utopia do amor hollywoodiano. Meu único problema era você. E, meu caro, ninguém nessa vida é insubstituível.

Bruna Paiva

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Se você ama alguém, diga!

“Se você ama alguém, diga. Mesmo que você tenha medo de não ser a coisa certa a fazer. Mesmo com medo dos problemas que isso pode te causar. Ainda que com medo que isso acabe com a sua vida, diga. Diga em voz alta e viva a partir daí.”

Essa é uma das últimas falas do Mark Sloan em Grey’s Anatomy. E, de longe, uma das minhas preferidas dentre as 14 temporadas da série; talvez pela verdadeira dor com que é dita. Mark está morrendo quando fala isso. Ele sabe que está morrendo e acabou de perder a mulher que mais amava na vida. Mas, meio por medo, meio por orgulho, não disse isso a ela até que ambos estivessem numa situação trágica. E é por isso que essa fala me toca tanto.

Eu sempre senti demais. Sempre fui de me apaixonar, de me entregar ao que eu sentia. Ao mesmo tempo, eu sempre tive medo de falar sobre isso, de assumir o que se passava na minha cabeça e ter que lidar com as consequências. Medo de passar vergonha, de perder a amizade, de me apegar, de assumir para mim mesma o que sentia. Medo da falta de reciprocidade, de me decepcionar, de sofrer. Porque eu sempre soube o quanto isso tudo doía.

Até que um dia eu me percebi completamente apaixonada por um amigo. Contando os minutos para encontrá-lo, hipnotizada por aquele sorriso, estudando e tentando decifrar cada ação dele. Eu não dizia o que estava sentindo, como todas as outras vezes em que me apaixonei antes. Mas, em algum momento, me cansei da incerteza. Do esgotamento que eu mesma me provocava ao tentar ler a mente dele, tentar sempre encontrar algo que me mostrasse se ele queria ou não. Pela primeira vez, me esgotei de não conseguir pensar em outra coisa, de fantasiar demais e viver de menos.

Coincidentemente, assisti de novo ao filme “Compramos um zoológico” na mesma época. E acabei me atentando para uma fala que nunca havia me chamado atenção.

“Às vezes, tudo que você precisa são 20 segundos de uma coragem constrangedora e eu prometo que algo bom vai acontecer.”

Essa frase rodeou em minha cabeça por algum tempo até a coragem constrangedora dar as caras de fato. Chamei o menino para conversar e ele confessou não ter o menor interesse em mim. É claro que, na hora, fiquei mal, mas não posso dizer que meus 20 segundos foram em vão. Foi ali que eu aprendi que ser honesto com o que você sente ou pensa é sempre o melhor caminho, ainda que com aquele medo avassalador que o Mark citou. Desde aquele dia, os 20 segundos de coragem continuam sendo minha maior estratégia.

Lidar com as consequências faz parte. O que eu não consigo é lidar com os “e ses” da vida. Falar abertamente sobre o que você sente por alguém é libertador. É claro que já me dei muito mal por expor o que eu sentia, já me decepcionei muito. Mas nunca me arrependi de falar. Porque tudo vira experiência nessa vida, vira história para contar. E o sofrimento uma hora passa, mas a especulação sobre o que teria acontecido se tivesse tido coragem, essa te corrói para o resto da vida.

Agir com a razão faz bem, é óbvio. Mas há momentos em que a gente precisa deixar o coração tomar a palavra. Porque ser racional demais pode te custar mais caro do que deveria.

Então, diga. Se você ama, diga. Se não ama, informe. Não está feliz com as coisas do jeito que estão? Diga! Fale sobre o que você sente. Confesse seus desejos. Diga com vontade, com verdade e então viva a partir daí.

 

Bruna Paiva

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Lembrança

Fim de manhã.

Arrumo os papéis espalhados na mesa da cozinha enquanto tento te expulsar da minha mente. Nunca mais te disse uma palavra.

Mas as que eu deveria ter dito ecoam na minha cabeça dia sim, dia não.

 

Me encosto na parede e choro até o chão, feito cena de novela.

Na lembrança, tua boca roça meu pescoço

sem que eu desconfie das mentiras que ela me conta.

 

Saio dali e pego um táxi até a praia.

Sento na areia, fecho os olhos deixando que o sol me cegue

e me livre dessa mania de me torturar

com a vaga lembrança do sabor do teu amor.

 

Bruna Paiva

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Pequena eternidade

Coloco minhas pernas por cima das suas enquanto fazemos o caminho de volta, na poltrona falsamente aconchegante daquele ônibus abafado. Dividimos um fone de ouvido, o braço roçando no meu. Conversamos de muito perto e eu rio de tudo que ele fala. Não é possível que não perceba; mas finge que não.

Chegamos. Duas horas para matar. “Vamos à praia?”. Sol quente, vento frio e o cheiro do perfume que me invade os pulmões sem consentimento. Sentamos na areia e discutimos amenidades. Estudo cada ação e ele não parece disposto a tomar qualquer atitude. “O que você queria me dizer naquele dia?”. Xeque Matte. Agora ou nunca mais. Mas me demoro ponderando as consequências.

Bonita aquela criança, mal segurada pela mãe. Pego a areia nas mãos e deixo escorrer pelos dedos. Me arrependo no segundo seguinte por não ter onde limpar. Respiro fundo e digo. É melhor se arrepender de um ato feito do que da tortura de um “e se”.

“Eu nunca tinha percebido”, sonso. Nós dois sabemos que ele está mentindo, mas não falamos nada. “Minha vida é complicada, não quero magoar você”. O mesmo escape de sempre. Nunca boa o suficiente para mudar o discurso de ninguém.

Me sinto frustrada. Constrangida talvez seja a melhor palavra. Mas mantenho a leveza. Sorrindo, fazendo piada, apesar do estranho vazio queimando no peito. Take a sad song and make it better. Deito e encaro o céu. Não vai cair. Controlo a respiração enquanto voltamos a falar nada com nada.

Ele passa a mão no meu cabelo e brinca olhando para o mar. Nem um pouco abalado pelo que acabou de acontecer. Um casal tira fotos com balões no outro lado da praia. Fico enjoada. Apaixonados demais. Estáveis demais.

Enquanto os encaro ele me beija de surpresa. Me assusto mas não me afasto. Talvez devesse. Mas beijo de volta. Tonta, perdida. “O mundo gira devagar”. Chego mais perto e gravo cada detalhe. Sinto tudo o que posso e não devia.

No final do beijo, sorrio. Ele passa os braços em volta de mim e, apesar de saber que é um erro, me permito sentir a segurança. Relaxo em seu abraço obrigando a cabeça a entender que aquilo não quer dizer nada. Para ele. Não entendo bem por que me beijou, mas sei que não foi pelo mesmo motivo que beijei de volta.

Não posso me envolver, mas aperto os braços em volta dele. Sinto que aquele momento nunca mais vai se repetir. E é por isso que eu registro. Cada segundo.

 

Bruna Paiva

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Ao meu mais recente passageiro…

Eu acredito de verdade que algumas pessoas não passam pela nossa vida por acaso. Falo daquelas pessoas que chegam de repente, passam a ter um papel fundamental na nossa vida e depois vão embora. Personagens passageiros do filme da nossa vida.

Eu já tive um bocado desses. Alguém que me mostrou que eu valia muito mais do que enxergava e me encorajou a me livrar de tudo aquilo que me fazia mal. Alguém que foi amparo num momento em que eu me sentia terrivelmente sozinha. Outro que me fez entender que eu mudei para melhor…

O meu mais recente coadjuvante temporário foi você. Que me fez sentir desejada como há muito eu não sentia. Despertou coisas que eu nem me julgava mais capaz de sentir. Que deixou o sabor de uma história leve, divertida. Que me beijou sob um céu estrelado e conversou comigo até as 4h da manhã. Que me fez um bem absurdo num momento que eu não estava tão bem assim.

E, apesar de ter sido uma experiência tão boa, você me fez perceber que o amor próprio tem que vir antes de tudo. Que não dá para fingir que está feliz quando tem alguma coisa te fazendo mal. Me mostrou que eu, que já me humilhei tanto por amor, hoje sou madura o suficiente para fazer o que sei que vai ser melhor pra mim, antes que de me machucar de verdade, ainda que doa.

Então eu te deixei ir. E me dou conta agora de que você foi realmente passageiro. Passagem breve, porém intensa.

Talvez você não faça ideia do impacto que teve na minha vida. A maioria dos meus passageiros não se dão conta. Mas eu queria que você soubesse; você e o que nós dois tivemos foi muito especial. E obrigada por isso.

 

Bruna Paiva

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Cura Tudo

Rejeitada. Você foi rejeitada.

Mais uma vez, rejeitada.

Em tão pouco tempo, rejeitada.

Encara a palavra, rejeitada.

 

O que é que você vai fazer sobre isso?

Chorar? Já não possuo mais lágrimas.

Devastar-se? Não me sobra disposição.

Odiá-lo? Ah, mas quanta energia se gasta…

E o que resta?

 

Papel, caneta e um café amargo.

 

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Podia ser você

Você seria a pessoa perfeita. Tem quase tudo que eu sempre sonhei encontrar em alguém. É interessante, divertido, engraçado. Você me respeita e defende ideais parecidos com os meus. Você me admira como artista e como mulher e faz questão de enaltecer isso toda vez que fala comigo. Você me faz sentir bem, esquecer um pouco dos problemas e sorrir de vez em quando. A gente podia ser um casal sensacional.

Mas falta alguma coisa. Me peguei obrigando minha cabeça a se apaixonar por você. Eu te juro que fiz muita força para conseguir te enxergar com outros olhos. Mas não fui capaz. Eu olho para você e consigo imaginar um futuro, com uma relação estruturada, família e tudo mais, mas sempre com um vazio.

Falta paixão, tesão. Falta frio na barriga, ansiedade e coração batendo forte do teu lado. Falta eu ficar desconsertada e pensar em você o dia inteiro. Falta eu olhar para você como a melhor coisa que me aconteceu. E eu não sei sustentar um relacionamento sem tudo isso. Porque me soa mentiroso.

E não é como se todo esse sentimento que eu almejo fosse fruto de um ideal fantasioso. Eu já conheci pessoas legais, que me pareciam tão certos quanto você e por quem eu fui capaz de me apaixonar a cada detalhe. Mas é o tipo de coisa sobre o qual eu não tenho o menor controle. Acontece devagar e de repente. E com você não aconteceu.

Me percebi tentando convencer a mim mesma de que, por falta de opção, era você a minha melhor chance de viver uma história de amor. Mas isso é torto demais para eu permitir que comece. É injusto. Com você e comigo. Eu prefiro esperar, deixar o tempo agir. Assim, você pode viver a sua vida, encontrar alguém que te ame de verdade. E, quem sabe eu também encontre alguém incrível que consiga me despertar todo o sentimento que eu gostaria de ter tido por você.

Bruna Paiva

 

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Crush

É engraçado como, na minha imaginação, nós dois funcionamos tão bem. Somos extremamente íntimos e compartilhamos momentos de intensa sintonia. E a graça é que eu mal te conheço. Nunca tivemos abertura para isso, mas, ainda assim, me apaixonei pelo que inventei de você, pelo que inventei de nós.

Está certo que a parca convivência que tivemos nos últimos tempos contribuiu para que minha cabeça meio louca fantasiasse os mais insanos diálogos em que descobríamos um interesse mútuo e subitamente éramos um casal. É, eu tenho uma imaginação fértil.

Entretanto, o mais irônico de tudo isso é que eu não tenho coragem de te contar como me sinto. Primeiro porque gosto demais da minha fantasia para correr o risco de você acabar com ela. Já passei por situações parecidas antes. Isso nunca termina bem pro meu lado, ainda assim eu insisto em repetir o erro. Depois, te ter por perto é algo que me faz bem. Gosto de poder conviver com você; te ter do jeito que posso. A possibilidade de perder isso, caso confesse meu interesse, me angustia.

Ainda assim, uma parte de mim quer acreditar que dessa vez é diferente. A coitada não vai aprender nunca. Então, todos os dias, ela acorda otimista, tendo a certeza de que vai ter coragem suficiente para passar por cima das minhas inseguranças e te chamar para conversar. É claro que eu nunca deixei que ela se manifestasse. Abafo toda a coragem dessa doida dentro do peito e me contento em assistir à nossa história juntos, nessa realidade paralela, toda noite com a cabeça no travesseiro.

 

Bruna Paiva

 

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Loco Love: Uma tragédia Shakespeariana em pleno Arizona

 

Sabe quando você começa a assistir a um filme sem esperar muita coisa e acaba se surpreendendo? Foi exatamente o que aconteceu comigo quando assisti a Loco Love, recém adicionado ao catálogo da Netflix. Eu só queria assistir a alguma coisa aleatória enquanto fazia a unha. Mas acabei gostando do que via.

Um romance bem ao estilo Romeu e Julieta é a principal trama do filme. Gavin é o típico adolescente americano de classe média alta. Marisol também é americana, mas vem de família mexicana e vive na comunidade latina. O problema é que existe um impasse entre latinos e americanos no Arizona já que, devido à imigração ilegal, a mão de obra latina é mais barata e isso acaba gerando desemprego entre os americanos.

O filme traz uma importante reflexão sobre preconceito e intolerância. O pai de Gavin é radicalmente contra a entrada de latinos no país e chega a se filiar a um grupo clandestino de extermínio aos imigrantes ilegais. Ele odeia latinos antes do primeiro “olá”.  Parte da comunidade de Marisol também não suporta americanos. A discriminação vem de ambos os lados e isso fica claro desde o início da história.

Por mais estranho que isso soe, o que eu achei mais interessante no filme é que (SPOILER!) ele não tem um final feliz. É trágico. E expõe sem o menor pudor quais são as reais consequências de intolerância e “justiça” com as próprias mãos. Ninguém acaba bem na história. Disseminar ódio em vez de tentar encontrar soluções para o problema é justamente o que destrói as pessoas.

Apesar de ser um filme mexicano independente e sem muita divulgação, Loco Love toca em questões extremamente importantes e fundamentais para discutirmos a situação tenebrosa em que se encontra o mundo justamente por preconceito e fundamentalismo. A situação México X EUA é reproduzida em diversos países da Europa e, recentemente, num caso registrado em Copacabana. Além, é claro, das últimas manifestações assustadoramente nazistas nos Estados Unidos.

O preconceito, xenofobia e intolerância são problemas reais e que precisam ser, cada vez mais, discutidos e levados a sério. Loco Love faz isso e faz questão de expor o problema sem frescura. Ele grita “estão vendo a que leva tanto esforço para discriminar as pessoas? É a isso que leva: Morte, tristeza e sofrimento.”

Bruna Paiva

 

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Presa a você

Primeiro vieram as noites molhadas. As noites em que eu ia dormir com o nariz entupido e a cabeça latejando por causa das lágrimas. Nelas, eu abafava meus soluços no travesseiro encharcado. Não me lembro a que horas pegava no sono. Só lembro de acordar pensando em você.

Abria os olhos inchados e mal me movia encarando o teto. A comida no prato quase sempre ia inteira para o lixo. A fome foi a primeira a sumir.

Em algum momento, as noites de pranto começaram a se alternar com as de exaustão total. Meu corpo implorava por uma noite bem dormida. Mas elas também desapareceram. Quando minhas lágrimas secaram, as madrugadas em claro começaram a me visitar trazendo devaneios que nunca haviam dado as caras. Então começou a dor.

A pior dor que se pode sentir não é física. Provoca um vazio no fundo da alma que, vez ou outra, berra pela falta de alguém. Faz qualquer um clamar por algo doce como a dor de uma facada.

As noites de insônia em que eu fitava o teto do meu quarto despertaram esse vazio. A dor crescia junto com minhas olheiras. A fome não reaparecera. Comia só para me manter de pé e, ainda assim, estava a cada dia mais magra.

As lembranças espalhadas na internet e em meus arquivos pessoais não ajudavam em nada além de cavar mais fundo o buraco em minha alma. De certa forma, eu me culpava. Ninguém me obrigou a me entregar tanto.

Em poucas semanas, a insônia deu lugar às lembranças durante o sono. Me debatia enquanto dormia e acordava ofegante no meio da noite. Destruída, humilhada, com raiva de mim, de você, do mundo.

E, quando chegou a nossa data, eu chorei. Mais do que nas noites molhadas. Mais do que quando te assisti partir. Chorei pela impotência, pelo tempo, por não conseguir me recompor. Chorei pelo futuro inexistente de que eu ainda tinha saudades. Chorei porque precisava parar de sonhar. Chorei porque apesar de tudo eu ainda te amo e esse amor é a minha maior prisão.

Bruna Paiva

 

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