Eu te mantenho

Aqui estou. Sentada no lugar onde te beijei pela primeira vez. (Provavelmente a última)

O ar é úmido e abafado, o oposto daquele dia. Há mais pessoas também. Abro um livro, encaro o céu e apenas existo. A respiração automática me obrigando a permanecer. Figurante na paisagem, aparecendo no fundo da foto do casal.

Me distancio do que sou para botar no papel o que sinto:

Talvez fosse mais fácil me livrar de você.

Te banir da minha vida não teria causado dor tão prolongada. Gosto amargo no fundo da boca que nunca se vai por completo. Manter sua importância é desgastante. Dificulta as coisas.

Mas sem complicação não seria eu. E não posso negar que gosto assim.

Bruna Paiva

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Recorte

Acordo com o calor que me atravessa na cama. Abro os olhos e o sol que, pela pequena fresta da cortina, invade o quarto me sorri irônico. Uma quase confissão do frio cálculo pro temporal de ontem a noite.

Apesar da luz que aquece minha pele nua, o contato com a dele me arrepia. Me aconchego devagar: passo um braço por cima de suas costelas, uma perna por cima do quadril e a cabeça encaixada entre seu ombro e seu pescoço.

Ele me abraça com firmeza enquanto respiro fundo. Sinto cada milímetro daquele misto de saudade com a melancolia de saber que não devia estar ali.

Ele percorre de leve, com os dedos, o caminho entre o fim da minha cintura e o início da minha nuca. Me arrepio. O sol me esquenta. O instante perdura.

 

Bruna Paiva

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Eu odeio me apaixonar

Odeio a forma como o sentimento suga todas as minhas energias, me torna dependente de algo que, há pouco tempo, nem fazia diferença. Odeio a forma como me tira o controle sobre o foco da minha própria vida e se torna uma insistente distração que perturba a todo momento.

Odeio os efeitos físicos que ele me causa e a forma como, devagar, vai fazendo crescer a ansiedade até que ela domine meu corpo o tempo inteiro. E então chegam os suores, os enjoos, as tremedeiras, o sorriso patético e, o pior de todos, o descompasso de meus órgãos internos pela presença de outra pessoa.

Detesto me sentir impotente, rendida a algo que eu nem queria estar sentindo. Odeio a forma invasiva e truculenta como a paixão se mete nas minhas relações interpessoais, me dizendo como devo olhar para cada um que passa na minha vida. E odeio ainda mais a impossibilidade de desacatá-la. É ditadora e irredutível.

Tenho horror à forma como fico triste, estafada, doente, lenta, verdadeiramente apaixonada. E odeio não conseguir escrever sobre qualquer outra coisa senão esse sentimento que me é tão tóxico, e que ao longo dos anos só aprimorou sua capacidade de me fazer mal.

Eu odeio me apaixonar, simplesmente porque, em vinte anos, não aprendi a fazer isso sem anular cada pedaço mim mesma.

Bruna Paiva

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Carina Rissi e sua mentira perfeita!

Você já mentiu por uma boa causa, pensando no bem de alguém, mas sem medir as consequências daquilo? É exatamente isso que Júlia faz em “Mentira Perfeita”, livro da Carina Rissi que é spin-off de “Procura-se um marido”. O problema é que a mentira de Júlia foge do controle.

A jovem mora com Berenice, a tia que a criou e que, com uma grave doença, morre de medo da sobrinha acabar só, caso ela venha a falecer. No desespero por ver a tia melhorar, Júlia inventa que está noiva. Berenice acaba melhorando e, assim que volta do hospital, começa os preparativos para o casamento da sobrinha. Júlia quer contar a verdade para a tia, ainda assim, tem medo da reação que a notícia da mentira pode causar em Berenice.

No meio dessa confusão, a jovem conhece Marcus, cunhado de sua patroa. Marcus é um cara bacana, mas o clássico mulherengo, ainda assim, também passa por problemas e dilemas complicados. Os dois então fecham um acordo. Ele finge ser seu noivo e ela o ajuda. Parece a solução perfeita, mas os sentimentos do falso casal entram no caminho.

Foi meu primeiro contato com o texto da Carina Rissi. Não tinha lido nem a história que deu origem aos personagens que aparecem em “Mentira Perfeita”. Mas terminei a leitura ávida por mais. Que livro gostoso. Foram 460 páginas lidas em pouco mais de dez horas. E simplesmente porque eu não conseguia parar de ler. Carina Rissi envolve o leitor na história e, ainda que o livro seja enorme, a gente mal sente o tempo passar.

Personagens muito bem-construídos, inclusive os coadjuvantes, uma trama leve, divertida e apaixonante. A evolução das relações é cativante durante todo o livro. “Mentira Perfeita” é uma comédia romântica clássica, daquelas em que a gente torce com fervor pelos personagens e pelo casal principal (e também daquelas em que a gente sofre porque não pode levar o mocinho pra casa). Além de ser uma linda história de amor, traz reflexões sobre preconceito, fraquezas, valores e, é claro, as consequências que pequenas mentiras podem ter.

Um livro delicioso, perfeito para relaxar e se apaixonar a cada linha. Eu, que nunca tinha lido nada da Carina, já virei fã e pretendo ler outras coisas da autora.

Bruna Paiva

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Venho em paz

Por que a gente se detesta? Venho pensando nisso há dois dias e não consegui chegar a uma conclusão concreta. Nunca troquei uma palavra contigo. Não sei nada além de seu primeiro nome e sempre evitei ficar mais de 15 segundos no mesmo ambiente que você. Nosso único ponto de interseção é, de fato, ele.

E não é bizarro que nós duas nutramos um ódio recíproco simplesmente porque ambas já amaram um mesmo cara? Relendo a frase, chega a ser patético. Até porque, veja bem, temos uma experiência em comum. Eu vivi uma história bacana com ele e no fim acreditei que não valia mais a pena. Pelo que eu soube, você chegou à mesma conclusão. Já parou para pensar em como seria se a gente resolvesse marcar um café?

Você provavelmente passou por situações parecidas com as minhas, ouviu frases que também foram ditas para mim e já até dormiu na mesma cama que eu. A conversa está pronta e com assunto por horas… Ainda assim, a gente só se esbarra com cara de nojo e revirada de olho. Não faz o menor sentido.

Por isso esse é um texto em missão de paz. Trouxe minha bandeirinha branca, você pega se quiser. Não quero mais te odiar em vão. Você nunca me fez nada e, na real, a gente nem se conhece. Para falar a verdade, gosto muito do jeito que você se veste. Aí mais um tópico praquela nossa conversa…

Fique bem, fique em paz e saiba que, na próxima vez em me encontrar, minha revirada de olho vai ter se transformado num sorriso com a guarda baixa. Se quiser aproveitar para dar um oi, será bem-vindo. A vida é muito curta pra detestar cada uma com quem se compartilha um ex-amor…

Bruna Paiva

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Amar

Por inteiro e não fragmentado

Com os olhos e a boca

Alma e corpo

Força, sede, formigamento

Vontade insaciável, domínio de pensamento.

É pra ser sentido

Entregue.

Certeza maior que o medo e a hesitação.

Bonito, intenso e doloroso

É ceder, ouvir e se encontrar.

É doação e

sobretudo força grave de dentro pra fora.

 

Não assim,

Perda de tempo.

 

Bruna Paiva

 

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Quadrilha real

Camila se apaixona por Bernardo

Que é amado por Renata

Que é amada por Marcelo

Que até gosta de Maria.

 

Bernardo nem dá bola para Camila

Ou Renata, já que é amigo de Marcelo e tem na cabeça alguém que nem estava na história.

Renata se contenta com a situação, mas não é capaz de corresponder Marcelo.

Os três conseguem construir uma amizade saudável apesar da confusão.

Camila sofre sozinha, quem se importa?

Marcelo acaba tentando investir em Maria

Que não faz ideia de tudo que há por trás.

 

E, de alguma forma, a roda gira.

E segue girando.

 

Bruna Paiva

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“Enquanto o carnaval durar”: ÚLTIMO CAPÍTULO NO AR!

É chegado o fim do nosso especial de carnaval! O último capítulo de “Enquanto o carnaval durar” já está no ar, lá no Wattpad. Corre lá para conferir o desfecho da história de Aline e Diego! No capítulo de ontem, Aline e Yara foram à festa oferecida pelos meninos. As coisas ficaram quentes entre Aline e Diego. Quer saber o que rolou? Como Aline vai lidar com tudo? Então corre lá no Wattpad, tá esperando o quê?!

Não sabe do que eu estou falando?

Começou no sábado de carnaval o conto “Enquanto o carnaval durar”. Uma história especial de Carnaval contada em 5 capítulos, até hoje, a quarta-feira de cinzas. Mas CALMA(!) ainda dá tempo de correr atrás do prejuízo e ler tudinho lá no Wattpad.

“Enquanto o carnaval durar” é narrado por Aline, uma estudante de moda que, depois de muito se decepcionar com as experiências amorosas da vida, está vivendo uma fase de desapego. Ela não tem um histórico amoroso divertido e prefere não se envolver com ninguém para evitar novas desilusões. Aline decide curtir o carnaval junto com Yara, sua melhor amiga. As duas vestem suas fantasias e, com muito glitter, aproveitam a festa pelas ruas do Rio de Janeiro. O que Aline não imagina é que talvez o amor de que ela tanto se esquiva peça uma chance justamente no carnaval. Ela fica num dilema entre o medo de acabar se decepcionando e sofrendo mais uma vez e a vontade de se entregar e ficar com Diego.

Não esqueçam de recomendar aos amigos e deixar seus comentários por lá!

Beijos

Bruna Paiva

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Ciúmes

Coisa estranha no peito

Gosto amargo na boca

Sangue que esquenta e bagunça tudo na cabeça.

Raiva sem motivo

Olho revirado e suspiro que não se controla.

 

“Eu não sinto nada”

“Não me incomoda!”

Cruza os braços apertando forte para o coração não fugir em protesto.

Vira o rosto e encara o outro lado

Mas espia de rabo de olho.

 

Infantil

Mas não sabe escapar.

Autoconfiança forjada se esvai em um piscar

De repente, sozinha

Derrotada

Impotente.

 

Bruna Paiva

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Tudo mudou, nada mudou…

Eu me lembro de estar nessa estrada com a mesma criança deitada nas coxas. A cabeça recostada no vidro e observando essas mesmas árvores. Tudo numa versão em miniatura, menos a confusão em minha mente.

Lembro dessa exata sensação de que a vida deu errado; da impotência diante de mim mesma, causada pela mesmíssima frustração por amar sem ser amada. Me lembro desse afundamento na espiral se afunilando dentro da minha cabeça. O mesmo olhar perdido focado em algum ponto, sem forças para voltar a tentar se encontrar.

Na época, o escape era escrever, escutar emorock no último volume e tentar me afundar em algum universo literário. Tanto tempo depois, o livro de fantasia repousa na mochila a meus pés; nos fones de ouvido, Panic! At The Disco; e, com, cá estou apelando para o papel e a caneta de sempre. Tudo mudou, nada mudou…

O motivo agora é outro. Muda o nome e o endereço (e, pensando bem, nem isso).

É bem verdade que apesar do Déjà vu, e talvez justamente por ele, hoje eu sei que o mundo não vai acabar. Em algum momento passa. Sempre passa… Porque, por mais doloroso que o processo seja, e ainda que eu acabe lidando com todos da mesma maneira, eu aprendi que a vida segue; tão ligeira quando o carro nessa rodovia.

Bruna Paiva

 

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