Um aprendizado da morte para levar pra vida

Uma das coisas mais incríveis de cursar literatura é justamente ter como tarefa aquilo que sempre foi meu prazer. Descobrir livros diferentes e me apaixonar por histórias e autores. Foi dessa forma que esbarrei com “O Aprendizado da Morte” de Assis Brasil. Assis Brasil é um autor pernambucano do modernismo brasileiro de quem eu nunca havia ouvido falar e por quem, graças à faculdade, estou completamente encantada.

O Aprendizado da Morte conta a história de Olga, uma mulher que se descobre doente e prestes a morrer. Ela se interna num grupo de apoio a pessoas na mesma situação e, a partir da perspectiva da morte, passa a analisar toda sua vida até ali. Percebe que até então não era feliz e havia deixado a vida passar. É sabendo que vai morrer que ela decide aprender a viver. Passa a ser livre e aproveitar os pequenos momentos.

Olga é uma personagem profundamente sofisticada, que cativa o leitor de forma gradual. O livro foi uma experiência linda que eu prefiro classificar como, na verdade, um aprendizado de vida. A forma como Olga “aprende a morrer” vivendo um dia de cada vez e fazendo as coisas que lhe dão prazer é na verdade como a gente devia encarar mais a vida.

É um romance curto e eu não consegui parar de ler até terminar. Os fatos que levaram Olga até ali são apresentados fora da ordem cronológica, o que transforma o livro quase num quebra-cabeça. O narrador, por vezes, se confunde com a própria personagem, mudando inclusive a pessoa do discurso. É uma leitura deliciosa e é assustador que esse autor tão incrível não seja tão comentado entre os modernistas mais importantes.

Assis Brasil ainda está vivo e eu fiquei tão fascinada pela forma com que ele escreve que já quero todos os outros livros. Pela Estante Virtual, nos sebos, os livros dele são bem baratinhos e as premissas são tão cativantes quanto a d’O Aprendizado da Morte. O livro, que nem é o mais famoso dele, é magnífico e com toda certeza já entrou para as minhas melhores leituras do ano e para os favoritos da vida.

Bruna Paiva

 

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Pré-venda do livro Primeira Página: você pode participar!

 

Você conhece o lado real do jornalismo? A vida corrida, a chuva de sentimentos diante de alguns casos, o estressante ambiente das redações… O livro Primeira Página: Conflito na Baiana traz essa realidade retratada de maneira eletrizante. A estória tem como protagonista a repórter Clara Gabo. Ela trabalha no maior jornal popular do Rio de Janeiro: o Diário Carioca. O livro começa quando ela recebe, na redação do jornal, um telefonema de uma menina de 9 anos pedindo ajuda na favela.

Primeira Página é daqueles livros que a gente não consegue parar de ler. O ritmo acelerado e a narrativa incrível em primeira pessoa envolvem o leitor, deixando-o mais perto da personagem e da trama. É um livro que fala sobre violência, dilemas éticos, corrupção e muito mais. Um romance policial narrado não pelo detetive, nem pelo bandido, mas por uma repórter. O mais incrível de toda a trama ser narrada pela jornalista é que o leitor percebe bem a diferença entre aquilo que acontece cruamente e o que pode ou não ser publicado pelo jornal.

Livro de Suspense Policial Primeira Página

O livro Primeira Página: Conflito na Baiana é o primeiro de uma série. Há uma versão gratuita no Wattpad. Mas tem previsão de lançamento para o livro físico em Março de 2017. O autor, JM Costa, que também é jornalista,  pretende visitar escolas de Ensino Médio e faculdades de Jornalismo para falar sobre o livro e conversar com os jovens, incentivando a leitura. O livro já está em pré-venda no site de financiamento coletivo Kikcante. E você pode contribuir! São várias cotas diferentes e você pode ajudar da maneira que puder.

Para entender um pouco mais do livro é só dar o play no vídeo ali em cima! É um book trailer que mostra bem o ritmo da história.

Para acessar a página do financiamento coletivo é só clicar aqui!

Para conferir a versão digital do livro no Wattpad é só clicar aqui!

Bruna Paiva

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Precisava te ver

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Com o Rafael Magalhães do Precisava Escrever

 

Eram 12h52 da tarde de um domingo nublado. Eu estava em meu quarto de calcinha, camiseta e cabelo molhado. Foi quando, por acaso, descobri que um dos meus blogueiros favoritos estava no mesmo minuto fazendo uma sessão de autógrafos com seu livro do outro lado da cidade.

“Ô Paieeeeee! Sabe o Rafael Magalhães? Do Precisava Escrever? Então, ele vai ficar até às três numa lanchonete lá em Copacabana autografando o livro dele.Vamos?”

“Mãnhêee, quer levar a Julie (nossa lhaza apso) pra dar uma volta?”

Em vinte minutos convenci a família inteira de que era uma boa ideia correr para Copa sem nem ter almoçado. Vesti uma calça jeans, passei um rímel e 13h15 estávamos no carro eu, minha mãe, meu pai, meu irmão caçula e a Julie.

Chegamos a uma casa de sucos na rua Miguel Lemos às 14h. Rafael estava sentado a uma mesa, entretido em seu celular e acompanhado dos pais. Contei que acabara de atravessar a cidade só para encontrá-lo e ele gostou de saber. Perguntou quando e como eu conheci o Precisava Escrever e sorriu ao ouvir que é uma de minhas inspirações na literatura.

Conversamos um pouco e eu contei que também escrevo, entreguei um marcador do blog e um folder de Um Diário Para Alice. Ele prometeu dar uma olhada. Enquanto ele autografava meu exemplar de Precisava Escrever, confesso que minhas pernas tremiam.

contei aqui que o Precisava Escrever é um dos blogs que eu mais curto e acompanho. Descobri no fim do ano passado e desde então sou leitora assídua. Identifico-me absurdamente com cada um dos textos do Rafael. E, muitas vezes, chego ao ponto final com os olhos molhados.

O livro foi lançado no final de 2014 e eu estava louca para ler. Quando descobri a tarde de autógrafos, mesmo que muito em cima da hora, fiquei super empolgada. Sempre senti que o Rafael me entendia ainda que não fizesse ideia de quem eu sou. A oportunidade de falar pra ele como o admiro e poder lhe dar um abraço era algo por que ansiava.

É esquisito pegar o livro nas mãos da mesma forma que foi estranho abraçá-lo. Perceber no mundo real uma das minhas partes preferidas do virtual. Como se a compreensão que eu encontrava apenas na internet à cada segunda-feira de post inédito, agora coubesse na palma da minha mão.

Tenho certeza de que vou amar o livro e logo, logo ele estará aqui pelo blog na seção Na Estante. Porque enquanto ele precisa escrever, eu preciso ler. E, Rafa, dessa vez, eu precisava te ver!

Bruna Paiva

 

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