Você também vai querer ser Beth Levitt

wp-1455973510701.jpgSabe aquela história de “não julgue o livro pela capa”? Não funciona comigo. Confesso, sou influenciada, e muito, pela capa antes de comprar um livro que não conheço. Em qualquer produto, se a embalagem é bonita, é fato que atrai mais atenção. Foi assim que cheguei a Quero Ser Beth Levitt. Um livro que tem uma bailarina na capa simplesmente precisava fazer parte da minha coleção.

Amelie Wood perdeu os pais bem novinha. Desde os doze anos vive em um orfanato de meninas. As mudanças em sua vida começam quando ela completa 18 anos e é obrigada a deixar o abrigo. Seu único bem até então era um exemplar do livro preferido de sua mãe, que acabou tornando-se seu. Uma sequência de loucas coincidências acaba levando Amie para um destino que ela nunca imaginou.

Admito que, no início, me decepcionei. E se você pegar o livro com a mesma expectativa que eu, vai se decepcionar também. Comprei esperando que fosse sobre ballet e que o tema principal fosse a dança. Não é.

A história tem pouco de dança. E algumas passagens são de deixar qualquer bailarina louca. Como quando Amie diz que sua roupa de ballet era uma calça legging, blusa baby-look verde-clara e os cabelos presos em um rabo de cavalo. Ainda assim, eu deixei passar e continuei a leitura. Não podia ter feito escolha melhor…

Amie acaba parando no universo cinematográfico. O leitor acompanha todo o processo de gravação de um filme e acaba se envolvendo com a história.

Não quero dar muito spoiler na resenha porque o que mais gostei nesse livro foi não fazer ideia do que viria pela frente. Há uma sequência de acontecimentos que tiram o fôlego. E, cada surpresa, tem um gostinho especial.

Apesar de uma inicial decepção, a história, que foi parar no mundo do cinema, me cativou e me apaixonei pelos personagens.  Dava vontade de ir lá abraçar a Amie em algumas partes do livro. E, meu Deus, o que é Chris Martins? Quero para mim!

É o tipo de livro em que você se apega ao personagem, torce, se emociona e sofre junto com ele. No final era eu quem queria ser Amelie Wood. A autora, Samantha Holtz, tem uma escrita incrível, que, mesmo com um calhamaço de 543 páginas, não te deixa parar a leitura. A cada página, você sente vontade de ler mais cinco. A história é envolvente, bem roteirizada e a narrativa muito gostosa de ler. Fiquei morrendo de vontade de conhecer outras obras de Samantha.

Quero ser Beth Levitt definitivamente não é um livro sobre dança. Mas com certeza vai te encantar a cada linha.

Bruna Paiva

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A bonequinha que deu errado no topo do bolo que eu desenhei

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O resultado final do meu bolo

Acho que o que tinha mais toque meu na minha festa era o bolo. Ele tinha um recorte desenhado por mim. Pois é, eu pensei e desenhei meu próprio bolo. Além disso, em cima dele tinha uma bonequinha que era a minha cara. E como essa bonequinha gerou confusão aqui em casa viu?

O desenho do meu bolo

O desenho do meu bolo

A minha festa foi preta e branca, e no ano anterior eu tinha dançado no ballet com um tutu preto e branco. Então, resolvi pegar uma foto com uma pose legal na ponta e  mandar fazer uma boneca para o topo do bolo. A fábrica de bonequinhos ficava em São Paulo, e a arte demorou um pouco para chegar aqui em casa. Só que, quando chegou, foi a maior decepção da minha vida.

Bailarina é um bicho perfeccionista, viu? E a fábrica fazia bonecos em caricatura. Já dá pra imaginar a minha decepção em ver minhas pernas um milésimo tortas e minha mão parecendo a da globeleza de tão virada.

—Mããããããããããe a boneca tá toda tortaaa-  eu chorava

A boneca que deu errado ao lado de sua foto de origem.

A boneca que deu errado ao lado de sua foto de origem.

— Não quero colocar isso em cima do meu bolo, todo mundo vai achar que eu sou uma bailarina torta.

—Vai ficar horríveeeeeeeeeeel.

—Mããããe, essa boneca tá horrorooooooosa.

Minha mãe, que também já foi bailarina, chegou à mesma conclusão que eu. E lá fomos nós em busca de outra boneca para o meu topo de bolo, agora vestindo a mesma roupa que eu usaria na festa. O problema, é que faltava apenas uma semana para o evento. Acabamos conseguindo uma artesã indicada pela própria casa de festas.

A bonequinha que deu certo!

A bonequinha que deu certo!

Dona Nete aceitou preparar a boneca no curto prazo. Mas só entregou no dia da festa, direto no salão. E para meu maior alívio ela ficou linda e enfeitou perfeitamente o topo do meu bolo.

DICA:  ousar com um topo de bolo criativo dá um toque especial na sua festa, mas é preciso tomar cuidado com os detalhes. Poses muito específicas, como a de uma bailarina ou de uma ginasta podem acabar não funcionando, como no meu caso. Uma boa dica é buscar algo simples e encomendar com antecedência. Assim, se algo der errado, você ainda terá tempo para buscar uma alternativa.

PRÓXIMO POST: como organizar o roteiro e o cerimonial da sua Festa de 15 Anos.

Bruna Paiva