À distância

Eu tenho saudades de acordar com o braço dormente debaixo da sua cabeça. Saudades do teu cheiro, da sua mania de andar pela casa vestindo só calcinha por baixo de uma camiseta minha. Saudade de você se arrumando enquanto eu te apressava impaciente para sair de casa. Saudades de você implicando com o meu jeito de lavar louça à prestação. Do jeito como você canta feito louca enquanto dirige e como sempre dorme quando sou eu no volante.

Saudade do jeito que você corre os dedos pelas veias do meu braço, com a cabeça encostada no meu ombro. E de sempre brigar contigo quando deixa meu computador descarregar completamente. Saudade até daquele filme do Heath Ledger que você me faz assistir e decorar as falas só porque você ama. De ver seu sorriso infantil quando te beijo de surpresa.

Saudade de estar pertinho de você. De te abraçar nos momentos ruins e comemorar as suas conquistas. Sinto falta de poder te ver a qualquer hora… Pela tela do computador, às vezes a distância parece ser ainda maior. Há dias em que eu me questiono se fizemos a escolha certa. Nos separamos para seguir nossos sonhos, é verdade. Você de um lado do continente e eu do outro. Mas eu sinto falta de quando morávamos naquela cidadezinha em que todo mundo sabia tudo da vida dos outros. Aqui é tão enorme, e as pessoas nem se falam muito.

Às vezes tenho saudade até do medo que eu tinha do seu pai no início do nosso namoro. Quando a gente tinha que sair escondido. Acho que aquela época só contribuiu para nos apaixonarmos mais. Outro dia eu conversei com o Padre Paulo (acredita que ele está no Facebook?). Ele disse que a gente faz um casal lindo e que ele topa celebrar nosso casamento quando a gente voltar.

Eu sei que ainda faltam alguns anos. Mas, nos dias ruins, minha energia para sair de casa e seguir em frente é saber que quando, finalmente, estivermos formados vamos poder construir tudo o que sempre sonhamos. E não importa se aqui, aí, na nossa cidade ou em outro canto do mundo. Com você, eu não preciso de mais nada.

Falta pouco, meu amor. Cinco anos passam rapidinho. Um dia a gente ainda vai olhar para trás e pensar “foi muito louco, mas passou”.  Acordei no meio da noite morrendo de saudades suas, olhei as horas e vi que você já deve estar saindo para a aula. Que seu dia seja abençoado e que você não esqueça nunca que eu te amo.

Com amor,

Matheus.

 

Bruna Paiva

 

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Adeus amor, pra mim já deu!

escrevendo-cartaOi, sei que deveria fazer isso pessoalmente, mas você sabe que eu sempre me expressei melhor escrevendo. Falar não é muito a minha praia. Você me conhece bem.

Quando estiver lendo esta carta eu pretendo já estar bem longe. De preferência onde você não possa me encontrar. Creio que a nossa relação foi tão transtornada para você quanto foi para mim.

Deve ter percebido que usei o passado para falar da nossa relação. É. Foi de propósito. Acabou, ok? Não somos mais crianças, e eu não aturo mais o que aturava quando éramos.

Todas as dificuldades que você criava entre nós, seus ciúmes excessivos e sua obsessão por mim desgastaram aquilo que construímos. Ei, você sabe que é verdade. Não se faça de santo. Até porque, esse é o adjetivo que menos se adequa a você.

Quero ter direito a ter os meus amigos homens. Falar com eles e abraçá-los na hora que eu bem entender. Cansei dos seus ataques de histeria a cada “oi” masculino que eu recebia. E se te interessa, vou tirar meus shorts e saias curtas do fundo da gaveta. Não vou ter mais você para controlar o que visto.

Já voltei a usar o batom vermelho e chamativo que você me proibia. E meus olhos estão bem marcados do jeito que você não me deixava usar. Meu piercing está de volta ao nariz. E meu cabelo? Estou indo fazer aquele corte lindo que você, careta, sempre achou ridículo.

Estou sendo sincera, botando as cartas na mesa. Não dá mais pra mim. Eu não consigo mais abdicar de tudo o que gosto e sou por você. Eu nem te amo tanto assim para viver do seu jeito, ouvir suas músicas e ser como você. De agora em diante você não vai mais fuxicar minhas mensagens e cada passo que eu dou nas redes sociais.

E por favor, não me procure mais. Não procure saber por onde estou. Deixe-me viver minha vida, seja sozinha ou com outro alguém. E quer saber? Viva a sua também. Arranje outra pessoa, alguém que não se incomode com seus defeitos. Alguém que, quem sabe, até goste deles. Que não se importe com você controlando cada segundo da vida dela.

Esse alguém só não pode ser eu, ta bom? Porque eu não te aguento mais. Como você mesmo dizia, pra mim já deu.

Adeus para sempre.

Do seu ex-amor.

Bruna Paiva