Você deixou saudades…

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Com nove anos comecei a ouvir Charlie Brown Jr. Eu sempre curti muito a banda e as letras das músicas. Meu pai também gostava e meu irmão mais novo não cresceu diferente. Minha adolescência teve incontáveis momentos dramáticos em que eu me fechava no quarto e botava Charlie Brown no último volume para gritar junto com o Chorão.

Cantar com o Chorão sempre me acalmou. Ele transmitia uma energia tão boa que me ajudava a jogar todas as angústias para o alto e terminar de cantar com o astral bem melhor. Até hoje tenho a sensação de que ele cantava sorrindo. Ele brincava com as letras, se divertia com a música e passava tudo isso na voz. E eu sempre quis sentir essa energia de perto. Devia ser incrível cantar junto com uma multidão enquanto ele comandava tudo de cima do palco.

Em janeiro de 2013, um dia antes do meu aniversário (na verdade na madrugada do dia em que eu fazia 15 anos), houve um show do Charlie Brown Jr. no Rio de Janeiro. Eu queria MUITO ter ido àquele show. Virar meu aniversário sentindo aquela energia, a vibe que só o Chorão conseguia transmitir. Mas, na semana seguinte, era a minha festa de quinze anos. Eu não tinha mais dinheiro para gastar com nada. Ainda assim, meu pai prometeu: “no próximo a gente vai”. E eu me agarrei àquilo, já ansiosa pelo próximo show.

Pouco mais de um mês depois veio a notícia. Num dia em que ninguém esperava, mas do jeito que todo mundo previa. Um dos caras mais talentosos da música brasileira. O cara que cantava sorrindo e me fazia sorrir e chorar com músicas e letras incríveis morreu. Quando me contaram eu não acreditei, e quando vi que era verdade não quis acreditar.

 Demorou para a ficha cair, e eu desmontei quando lembrei que tinha deixado aquele show para a próxima. A energia boa, ele deixou como legado em cada música. Mas o meu sonho de sentir ela de perto é um dos poucos que eu nunca vou poder realizar. Eu deixei para depois, porque não dava naquela vez, e o próximo nunca chegou.

Desde a morte do Chorão, eu tenho fases diferentes para lidar com a falta dele. Há dias em que sinto raiva.  Por que é que um cara desses se mata daquele jeito? Dias em que levo na boa e lamento a tragédia de leve. Só curto a música sentindo aquela energia viva que ele deixou. E tem os dias como hoje.

Hoje eu acordei e coloquei o aplicativo de músicas no aleatório enquanto tomava banho. Ele tocou “Só os loucos sabem” e na hora do “você deixou saudades” eu não sabia o que era banho e o que era lágrima. Tirei do aleatório e o resto do dia foi todinho Charlie Brow. E mesmo com a energia que eu tanto curto, terminei o dia triste. Me lamentei por não ter ido àquele show. Repeti diversas vezes que “não era pra esse cara ter morrido tão cedo”. E aqui estou eu escrevendo sobre ele, sem nenhuma data ou motivo especial.

Pode até ser que dias assim sejam, na verdade, causados pela TPM que me deixa sensível demais… Mas o Chorão ainda me faz uma falta absurda. E, por mais que eu saiba que não tinha mesmo como ir àquele show, sei que nunca vou me perdoar por ter deixado “para a próxima”. Desde esse episódio, tento assistir aos artistas que admiro e fazer as coisas que tenho vontade assim que surge primeira oportunidade. A gente nunca sabe quando vai ser a última vez.

Bruna Paiva

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“Dias de Luta, Dias de glória”: eu quero no Rio!

New Era Apresenta_ Musical “Dias de Luta e Dias de Glória” sobre ___(1)Há dois anos, eu e todo o Brasil recebemos uma notícia que rendeu tristeza, pesar e rios de lágrimas. No dia 6 de março de 2013, morreu um dos meus maiores ídolos: Alexandre Magno, mais conhecido como Chorão. Digam o que quiserem, mas o cara era um gênio na arte de traduzir sentimentos, um poeta e suas palavras me fazem um bem inexplicável.

Não é segredo por aqui que eu sou fã de Charlie Brown Jr. desde pequena. As músicas compostas por Chorão são inspiração e remédio para mim. Quando soube que um musical sobre a vida dele estrearia, fiquei louca de ansiedade. É isso aí, a vida do Chorão virou musical e está em cartaz no Teatro Gamaro em São Paulo até 12 de julho. Perguntei para a produção da peça e me disseram que a temporada do Rio está em negociação, mas é provável para o próximo semestre. Eu já estou na torcida!

Porém, como tudo na vida do cantor, o musical “Dias de luta, dias de glória” vem atrelado a muita polêmica. O irmão de Chorão declarou publicamente ser contra a adaptação da vida do rapper para os palcos. A principal queixa da família é não ter podido participar da criação do roteiro.

Quem também se manifestou foi a primeira mulher de Chorão, mãe do filho do cantor. Thaís disse que sua passagem na vida do protagonista foi retratada de forma rasa e superficial. O filho de Chorão, Alexandre, está à frente do projeto e autorizou o roteiro.

Já a segunda mulher de Chorão, com quem estava casado quando morreu, não aparece na peça. Gabriela não autorizou sua representação por não aprovar o roteiro. No musical, entretanto existe uma “mulher genérica” chamada Graziela, que representaria “todas as mulheres que Chorão teve depois da fama”, segundo o diretor.

___ DZ6, intérprete de Chorão no musical 'Dias de luta, dias de glória

Na foto, DZ6.

Polêmicas à parte, o musical é composto por Skatistas e bailarinos que contam a vida do cantor por meio de suas músicas. Tem uma pista Half Pipe no cenário e tudo! A banda que interpreta o Charlie Brown é a DZ6 que já fazia covers de CBJ. Assisti a alguns vídeos do musical e fui surpreendida pela semelhança física e vocal do ator principal ao Chorão.

Um pedaço de “Tudo o que ela gosta de escutar” foi o suficiente para me deixar arrepiada e com a certeza de que vou me emocionar. Espero ansiosamente pela chegada de “Dias de luta, dias de glória” ao Rio de Janeiro, para poder relembrar com carinho a trajetória desse cara a quem tanto admiro…

Bruna Paiva

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RETROSPECTIVA 2013- O MELHOR E O PIOR DO MEU ANO!

2013 tá acabando e por isso eu decidi fazer uma retrospectiva com tudo de melhor e pior que aconteceu no meu ano… Fazer esse tipo de lista é bem legal pra relembrar aquilo que foi bom e tentar jogar no lixo tudo de ruim que aconteceu. Então com vocês um pouco do meu 2013!

O MELHOR DIA:

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Com toda a certeza o melhor dia do meu ano foi dia 26 de Janeiro. Minha tão sonhada e esperada festa de quinze anos! Como muitas adolescentes pelo mundo, um dos meus maiores sonhos sempre foi uma festa de debutante. Um sonho meu e da minha mãe que com muito esforço se realizou em 2013 e foi perfeita. Do jeito que eu sempre sonhei!

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O PIOR DIA:

O pior dia do meu ano foi dia 25 de setembro. Uma tragédia horrível aconteceu na minha família deixando todo mundo chocado e muito abalado. Uma perda que destruiu a todos e que até agora não conseguimos digerir direito. A perda do meu primo, e de uma maneira tão estúpida, foi a pior coisa que poderia ter acontecido no ano de 2013…

O MELHOR SHOW:SAM_0323

Dia 12 de março eu fui ao último show dos Jonas Brothers no Brasil. Na época eu não sabia que seria o último já que era a turnê de volta dos meus ídolos. E o show foi incrível! Foi maravilhoso ver meus amores tão de pertinho. Meses depois foi anunciado o fim definitivo da banda, o que me deixou deprimida e chorando quase duas semanas. Percebi que o que tinha assistido era o último show que assistiria dos meus ídolos juntos…

miley_cryus_grinding_robin_thicke_mtv_vmas_2013_performance_191le0f-191le0mARTISTA MAIS MICADO:

Miley Cyrus com certeza enlouqueceu de vez. A antiga queridinha da Disney, em 2013, foi a cantora mais polêmica dos EUA. E eu que achava que ninguém ia superar a Lindsay Lohan… Miley assumiu que fuma maconha, tirou a blusa em show, lambeu martelo, dançou com urso, cantou pelada em cima de uma bola demolidora enquanto destruía paredes, terminou o noivado com o gato do Lian Hemsworth e diminuiu à quase nulo o comprimento de suas roupas. Acho que alguém esqueceu de dar o remedinho dessa garota…

DOIS FILMES PARA NÃO ESQUECER:Filme do ano

Não, eu não consegui escolher um filme só pra botar na retrospectiva. E essa parte vai ficar meio grande… Eu sou cinéfila assumida, então vivo no cinema. Mas os filmes que elegi os melhores do ano eram esperados por mim há muito tempo.

O primeiro foi “Faroeste Caboclo”. Meus pais são fãs de Legião, portanto cresci ao som de suas músicas. E Faroeste Caboclo sempre foi minha canção favorita, e eu desde pequena sonhava com seu filme. Quando foi lançado, assisti logo nas primeiras semanas e amei a adaptação!

O segundo é “Em Chamas”. Sou fã de Jogos Vorazes, li todos os livros em 2012 e o que mais gostei foi o segundo da trilogia. Portanto, seu filme foi aguardado com contagem de cada minuto para o dia 15 de novembro. E o resultado não podia ter sido melhor. O filme foi bastante fiel ao livro e bem do jeitinho que eu tinha imaginado. Adorei!

128720980-chorao-editorialPERDA DO ANO:

Como eu disse no pior dia, a perda do meu primo foi algo destruidor para mim e toda a minha família, mas além dele, outra pessoa muito querida por mim na música se foi. Chorão era um de meus maiores ídolos desde os 8 anos de idade e a notícia  da morte dele me deixou bastante triste. Cheguei até a escrever um post sobre “mais um poeta que se foi” antes do blog ser hackeado, mas como os outros dessa época, o texto não está mais aqui… Mas a saudade do Chorão, assim como suas canções inesquecíveis, são eternas.

PEÇA DO ANO:Tudopor1Popstar

A melhor peça do meu ano foi sem dúvida nenhuma “Tudo por um popstar”. Assisti três vezes e não fiquei satisfeita. Por mim, estaria na platéia em todas as apresentações… O elenco maravilhoso conseguiu transformar o livro de uma das escritoras que mais admiro, Thalita Rebouças, num musical contagiante e que cativa o público, contando com muitos talentos do teatro brasileiro. E ainda me rendeu mais um ídolo para a coleção: Meu lindo, perfeito e maravilhoso Christian Villegas… ❤

LogoMAIOR SACANAGEM DO ANO:

A maior sacanagem que fizeram comigo esse ano foi ter hackeado meu blog como eu disse lá em cima. Uma das coisas que mais me deixaram chateada em 2013. Perdi muitos dos meus textos e tive que ter o trabalhão de refazer o blog já que eu, é claro, não desisti!

MELHOR LIVRO DO ANO:Layout 1

Não podia terminar a retrospectiva sem falar de uma das minhas maiores paixões que é a leitura. O melhor livro que eu li esse ano foi “Quem é você Alasca?” do John Green. Sinceramente, acho que foi o livro que mais mexeu comigo e me fez refletir. Vale a pena ler e garanto que você vai amar e, como eu, tenta ir em busca de seu “Grande Talvez para tentar descobrir a saída deste labirinto…”

Bom gente, isso foi só um pouquinho do meu ano para vocês. Espero que tenham gostado e desejo a todos um feliz 2014!

Bruna Paiva