Ciúmes

Coisa estranha no peito

Gosto amargo na boca

Sangue que esquenta e bagunça tudo na cabeça.

Raiva sem motivo

Olho revirado e suspiro que não se controla.

 

“Eu não sinto nada”

“Não me incomoda!”

Cruza os braços apertando forte para o coração não fugir em protesto.

Vira o rosto e encara o outro lado

Mas espia de rabo de olho.

 

Infantil

Mas não sabe escapar.

Autoconfiança forjada se esvai em um piscar

De repente, sozinha

Derrotada

Impotente.

 

Bruna Paiva

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Amor e amizade

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Ele é meu melhor amigo. Há uma vida inteira. Ouviu meus lamentos sobre a primeira paixão. Correu para mim chorando quando a menstruação da primeira namorada dele resolveu atrasar. Esteve comigo durante a separação dos meus pais. E levou-me ao cinema para ver o filme ruim do meu ator favorito. Ele me arrastou para festas quando eu estava triste. E fez questão da minha presença quando sabia que ia ler “Reprovado” em seu boletim.

Ele me carregou no colo quando eu quebrei o salto voltando da balada. E me chamou quando pegou uma gripe braba sem os pais em casa. Ele me apresentou o meu namorado. E fez questão de aterrorizar a vida de todos aqueles que me machucaram. Ele me defendeu de acusações infundadas. E esteve do meu lado quando eu fiz merda e precisei de cobertura.

Ele pediu minha opinião quando saiu da casa dos pais e precisava decorar o apartamento novo. Já fingiu que estava comigo para botar ciúme no meu ex. E na ex dele.  Ensinou-me a jogar videogame e a tomar cerveja. Ele aprendeu a trançar meu cabelo, e faz isso melhor do que eu. Passa Natais com a minha família e toda virada de ano faz questão de estar comigo. Me apresentou cada namorada ou pretendente para minha aprovação.

Você chegou agora. Há o quê? Dois? Três meses? E já quer se sentar na janela, meu amor? Tá certo, você é a namorada. Mas antes disso, ele pediu minha opinião. E sabe o que eu disse? Que você parecia uma garota legal. Que ele devia investir. E adivinha? Agora vocês estão juntos. Eu entendo que nossa amizade possa despertar ciúmes. Afinal, somos quase um só.

Mas, não, querida. Eu não sou apaixonada por ele. Nunca fui. Nem mesmo quando a gente tentou ficar junto já que todo mundo dizia que tínhamos sido feitos um para o outro. Aquilo não durou uma semana. Era muito estranho. Ele é meu irmão. Minha pessoa preferida em todo o mundo. A outra face de mim.

Tentar separar a gente só te enfraquece. Entenda que nós duas não somos rivais. E enquanto você fizer bem para ele terá o meu apoio.  Não o obrigue a escolher entre amor e amizade.

Bruna Paiva

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Adeus amor, pra mim já deu!

escrevendo-cartaOi, sei que deveria fazer isso pessoalmente, mas você sabe que eu sempre me expressei melhor escrevendo. Falar não é muito a minha praia. Você me conhece bem.

Quando estiver lendo esta carta eu pretendo já estar bem longe. De preferência onde você não possa me encontrar. Creio que a nossa relação foi tão transtornada para você quanto foi para mim.

Deve ter percebido que usei o passado para falar da nossa relação. É. Foi de propósito. Acabou, ok? Não somos mais crianças, e eu não aturo mais o que aturava quando éramos.

Todas as dificuldades que você criava entre nós, seus ciúmes excessivos e sua obsessão por mim desgastaram aquilo que construímos. Ei, você sabe que é verdade. Não se faça de santo. Até porque, esse é o adjetivo que menos se adequa a você.

Quero ter direito a ter os meus amigos homens. Falar com eles e abraçá-los na hora que eu bem entender. Cansei dos seus ataques de histeria a cada “oi” masculino que eu recebia. E se te interessa, vou tirar meus shorts e saias curtas do fundo da gaveta. Não vou ter mais você para controlar o que visto.

Já voltei a usar o batom vermelho e chamativo que você me proibia. E meus olhos estão bem marcados do jeito que você não me deixava usar. Meu piercing está de volta ao nariz. E meu cabelo? Estou indo fazer aquele corte lindo que você, careta, sempre achou ridículo.

Estou sendo sincera, botando as cartas na mesa. Não dá mais pra mim. Eu não consigo mais abdicar de tudo o que gosto e sou por você. Eu nem te amo tanto assim para viver do seu jeito, ouvir suas músicas e ser como você. De agora em diante você não vai mais fuxicar minhas mensagens e cada passo que eu dou nas redes sociais.

E por favor, não me procure mais. Não procure saber por onde estou. Deixe-me viver minha vida, seja sozinha ou com outro alguém. E quer saber? Viva a sua também. Arranje outra pessoa, alguém que não se incomode com seus defeitos. Alguém que, quem sabe, até goste deles. Que não se importe com você controlando cada segundo da vida dela.

Esse alguém só não pode ser eu, ta bom? Porque eu não te aguento mais. Como você mesmo dizia, pra mim já deu.

Adeus para sempre.

Do seu ex-amor.

Bruna Paiva