A tal da boa educação

No mecanicismo rotineiro dois olhares se cruzam e não podem mais voltar atrás. Uma tenta fingir que não viu, a outra também, mas de repente estão se encarando há tempo demais para não se cumprimentarem. É a força involuntária da chamada boa educação que se enraizou tornando impossível seguir a vontade de ir embora naquela situação.

Então as duas se aproximam lentamente, com seus sorrisos amarelos e o interesse forjado em uma vida que nunca fez diferença na sua própria. Ainda assim, o fato de em algum momento terem estudado juntas, aquele único fio em comum, parece moldar a necessidade do diálogo que se segue.

“E aí, menina!”

“Quanto tempo!”

“O que tem feito da vida?”

A resposta é vaga de ambos os lados e nenhuma das duas entende bem se o que ouviu tem a ver com a pessoa que nem conhecia 6, 7 anos atrás.

“E esse calor, menina?”

“Rio de Janeiro é complicado, né…”

“Você tem encontrado com a Juliana?”

“A gente parou de se falar no Ensino Médio”

“Ah sim… Tem visto alguém daquela época?”

“Na verdade, não…”

O sorriso sem jeito se sustenta enquanto as duas cabeças maquinam a falta de assunto até que alguém consiga uma desculpa suficientemente plausível para sair correndo dali. “Tchau, querida, bom te ver”, “Um prazer te reencontrar”…

E então as duas voltam para a rotina de onde não queriam ter saído tendo a certeza de que às vezes é mais confortável ser mal-educada…

Bruna Paiva

 

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Vem pro poliamor você também!

Toca a notificação do celular e Letícia abre sem entender bem o remetente. A mensagem vinha de alguém que nunca trocou três palavras com ela antes. O típico amigo de amigo que se aceita no Facebook por educação. Mas depois de tantos anos sem contato nem mesmo com o tal do amigo em comum, não imaginou que aquela pessoa lembrasse de sua existência. Lembrava.

– Oi. Tudo bem?

– Olá!

– Então, tô mandando mensagem pra todas as mulheres interessantes que eu acho que estão solteiras no meu Facebook. hahah

– Oi?!

– Calma, vou explicar.

– Por favor…

– Eu e minha namorada estamos juntos há mais de três anos

– Como é?! Namorada?

– Isso! Temos um relacionamento estável. Mas estamos em busca de companhia.

– Olha, eu acho que você tá me confundindo.

– Não! Não tô, não. Você é aquela amiga do Marcelinho que andava com a Bárbara na oitava série. Sempre te achei linda.

– Querido, sua namorada sabe que você tá dando em cima de outra na internet?

– Sabe!

– Mas é muita cara de pau, viu? Nunca nem falei contigo!

– Calma, você não tá entendendo.

– Não tô mesmo!!

– Eu e minha namorada estamos procurando alguém.

– Meu querido, existem lugares para isso.

– Queremos alguém bacana, conhecida… Uma mulher de mente aberta… Queremos uma amiga colorida que tenha curiosidade sobre o poliamor.

– Eu não acredito no que tô lendo. Eu nem te conheço!!!

– Mas a gente pode se conhecer… Você é bacana, eu lembro. Minha namorada vai gostar de você. Dá uma chance pra gente…

– Você está louco!

– Eu sei que muita gente acha que poliamor é putaria. Mas não é nada disso… A gente te explica com o maior prazer quando se encontrar.

– Você não tá entendendo. A gente não vai se encontrar.

– Poliamor é modernidade, é amor livre, é dar chance para conhecer novas pessoas e ampliar o relacionamento, é ser movido pelo amor, mesmo… A gente tá querendo entrar nesse mundo e só precisa de companhia… Dá uma chance, vem com a gente…

– Você perdeu a noção. Eu vou parar de responder.

– Aff… Tudo bem, mas faz um favor? Se tiver alguma amiga interessada, coloca em contato comigo?

Cristiano foi bloqueado.

 

Bruna Paiva

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Possibilidade

Uma página em branco

Uma possibilidade

O dia que se repete sem nunca repetir

O poema é escape

Bolha musical no cotidiano vazio

Fuga da dimensão temporal, interrompida pela luz verde ou o rastro de conversa alheia.

Rastro que constrói

Palavras escritas na água

Caneta aprisionada na página em branco

Uma possibilidade

No ônibus local de criação

Do que se vê

Do que se ouve

 

 

Bruna Paiva

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O menino do sinal

Como cresceu aquela criança… As feições já não são as mesmas e o olhar tem uma luz diferente (ou a falta dela). Os ombros alargaram e não tem mais aquela aura de criança engraçadinha. Acredito que a voz também deve ter mudado.

Mas o que me choca não é a puberdade inevitável do garoto. O que me fez começar a escrever foram as circunstâncias em que acompanhei esse crescimento.

No caminho diário da rotina incansável, do passeio de feriado, do encontro do fim de semana: obstáculo obrigatório. Ao lado do viaduto, debaixo do mesmo sinal de trânsito o garoto joga bolas de tênis para o alto.

Já ganhou uma batata frita que eu comprei no impulso e não consegui comer. Eu o conheço, ele me conhece. Não sei seu nome, sua história, nem o que o leva a estar sempre ali, tarde da noite com as fiéis bolinhas surradas.

Estranho esse impasse entre querer descer do carro e saber que não posso fazer muito. Observar ou intervir? A pergunta que volta diariamente. Questão que com o tempo acabou sendo respondida pelo sempre pensar e nunca fazer.

Dia após dia, mês após mês, ano após ano, eu vejo o garoto crescer. Debaixo daquele sinal.

 

Bruna Paiva

 

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Sobre marcas profundas e aceitação do meu corpo

Eu tinha 12 anos quando deixei de ser convidada para uma festa por não ser tão “gostosa” quanto as outras meninas da turma. Estávamos todas entrando na mesma puberdade, em fase de desenvolvimento dos nossos corpos, mas as diferenças genéticas já começavam a nos segregar. Àquela altura, já havia escutado apelidos como “esqueleto”, “vareta” e todas as suas variações. Nunca foi bacana, mas nada doeu tanto quanto naquele não-convite. Crianças podem ser cruéis. Em grupo, piores.

Cabisbaixa por não ter sido chamada para a festinha, fui aconselhada, por uma colega, a passar a usar sutiãs de enchimento. Eles aumentavam os seios que a gente não tinha e atraíam olhares dos meninos. Hoje, voltando a olhar para esse cenário, me choco com o comportamento machista a que nos prestávamos. O objetivo era agradar aos homens da sala.

Daquele episódio em diante, meu complexo de inferioridade e a insegurança com meu próprio corpo entraram numa crescente desenfreada. Eu odiava meus membros magrelos, abominava meus seios pequenos, detestava meu cabelo e, em resumo, não gostava muito de mim.

No Ensino Médio, resolvi levar o ballet a sério. O sonho era de ser bailarina profissional e trabalhei para isso. Muita gente sofre nas mãos da dança pela ditadura dos padrões corporais. Mas, por incrível que pareça, foi ela que revolucionou minha autoestima. O ballet me fez olhar pro meu corpo de um jeito diferente, e todos os “defeitos” passaram a ser menos criticados por mim mesma.

Enquanto na escola eu ouvia que era magrela demais e nem um pouco atraente para os meninos (mais uma vez a tal da prioridade deturpada), no ballet eu era linda e arrumei até um namorado. Na escola de dança, eu tinha um corpo perfeito e era elogiada o tempo inteiro nesse sentido. E ali eu comecei a gostar mais de mim.

O meu corpo nunca foi tenebroso como eu sentia. Mas me fizeram acreditar que sim. É claro que, quando voltava para a escola aqueles julgamentos ainda me incomodavam. Mas minha mudança de postura em relação ao meu corpo foi tão importante que eu deixei de ser “a magrela” e passei a ser “a bailarina”. Quando eu comecei a me gostar, o olhar das pessoas também mudou um pouco, mas continuava doloroso.

Hoje, formada, eu não quero mais a dança como profissão. Mas toda vez que tiro a roupa e me olho no espelho, tenho uma luta interna entre a Bruna que não foi convidada para a festa dos meninos e a bailarina que me ensinou a gostar dos meus seios pequenos.

A Bruna de 20 anos se matriculou na academia para tentar aumentar a bunda e já considerou, mais de uma vez, a opção de colocar silicone nos seios, no futuro. Eu ainda tenho problemas com meu corpo, como todo mundo nessa sociedade cheia de padrões. Aquele ódio desenfreado eu tento reprimir, focando nas coisas que gosto em mim, olhando meu corpo de forma amiga. Mas tem dias em que a pressão pesa e é difícil me amar, mesmo com a autoestima trabalhada.

Esse texto não é sobre a decisão entre se manter com o corpo natural ou fazer intervenções estéticas. É sobre marcas. Palavras marcam, atitudes marcam. Essas marcas podem parecer bobas, mas também podem causar danos profundos. Se tivessem me convidado para aquela festa, ou dado uma justificativa menos cruel para a falta do convite, talvez eu, oito anos depois, fosse menos insegura com meu próprio corpo; e a personagem confiante que encarno socialmente fosse menos quem eu gostaria de ser do que quem realmente sou.

Bruna Paiva

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Diário de uma entediada

137. Acabo de contar as 137 viradas do ventilador no chão de um lado para o outro, nos últimos minutos. Já lavei a louça. Três vezes. Fiz comida, fui malhar, voltei e tomei um banho. Cá estou terminando mais uma temporada de Friends. A penúltima. Fiz pipoca, bolo e mousse de maracujá. MEU DEUS, ainda são três e meia da tarde.

Não, eu não aguento mais essa casa. Não aguento mais esse ócio em que fui obrigada a entrar pelos últimos três meses.

Li tantas coisas que não tenho mais ânimo para continuar o livro que comecei ontem, os projetos estão em dia e literalmente não tenho mais nada para fazer. Já limpei meu quarto, arrumei minha estante, montei um caderno de planejamento da minha vida financeira, tirei todas as roupas do armário e separei o que eu não uso para doar, arrumei as gavetas e o armário de maquiagem e traduzi poemas de uma autora guatemalteca.

Assisti a toda sorte de filme clichê adolescente, de Lindsay Lohan a Larissa Manoela, tirei todas as roupas do armário de novo e montei looks que não vou usar tão cedo, desenterrei um livro de matemática para tentar resolver funções que só me estressaram porque não lembro mais como lidar com elas. Fiz todo tipo de receita caseira para esfoliação da pele e hidratação do cabelo. Montei dezenas de playlists parecidas, reassisti aos dvds ao vivo de Restart e RBD e varri até o quarto do meu irmão. Firmei compromisso com a Netflix, mas, por mais que eu ame, EU NÃO AGUENTO MAIS ASSISTIR FRIENDS.

O tédio tomou conta de mim de uma maneira tão intensa que ontem me vi obrigada a baixar o tinder para tentar ter conversas empolgantes. Tudo que consegui foi lembrar por que havia excluído o aplicativo da última vez. Meus dias têm terminado em conversas com amigos que se sentem da mesma forma e assistindo ao Big Brother com um grande interesse nas festas e intrigas dos outros.

Caras férias, com todo o respeito, eu não aguento mais vocês. Como medida preventiva contra meu enlouquecimento, eu suplico: me devolvam a minha rotina corrida.

Bruna Paiva

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Realidade destacada

No acostamento da via expressa, esdrúxulo e insignificante, um braço repousa estendido. Mal percebido por quem passa em alta velocidade, um universo dentro de outro.

Os dedos tocando o chão pareceriam descansar despretensiosos, não fosse o osso quebrando a barreira da pele no topo do antebraço. Esquecido o contexto absurdo, era uma mão bonita. Mãos de baixista? Quem sabe?

Ao redor, nada que justifique aquela imagem. Só um braço, esquecido no acostamento. Apenas um pedaço destacado de alguma realidade que não nos pertence e para a qual não temos tempo.

Então seguimos em frente. Mais preocupados com a lentidão do motorista do ônibus prestes a nos atrasar para o que quer que tenhamos que fazer.

Bruna Paiva

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Ciúmes

Coisa estranha no peito

Gosto amargo na boca

Sangue que esquenta e bagunça tudo na cabeça.

Raiva sem motivo

Olho revirado e suspiro que não se controla.

 

“Eu não sinto nada”

“Não me incomoda!”

Cruza os braços apertando forte para o coração não fugir em protesto.

Vira o rosto e encara o outro lado

Mas espia de rabo de olho.

 

Infantil

Mas não sabe escapar.

Autoconfiança forjada se esvai em um piscar

De repente, sozinha

Derrotada

Impotente.

 

Bruna Paiva

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Me perdoe

Com toda a sinceridade que posso, eu peço que você me perdoe. Perdão por despertar em você um sentimento que não sou capaz de retribuir. Por ter assistido você se apaixonar, fingindo não perceber e não ter feito nada. Egoísta, narcisa. Nunca quis te perder da maneira que tinha e talvez por isso tenha deixado tudo acontecer dessa forma.

Ninguém nunca se apaixonou por mim com o fervor e a intensidade que você o fez. E, quando eu percebi isso, quando finalmente desisti de me enganar, eu era só frustração. Frustrada por esse sentimento todo não vir de quem eu realmente queria, pela peça que o universo me pregava e, principalmente, por não conseguir retribuir o que alguém tão especial sentia. E como eu tentei obrigar minha cabeça a se apaixonar por você… Seria tão mais fácil…

Eu sei bem o que é se apaixonar por quem não te quer. Você conhece minhas histórias… Nunca fui correspondida, nunca capaz de viver o amor com que sonhava na adolescência. E, quando alguém finalmente me enxerga com outros olhos, consegue ver o melhor em mim, sem maldade, se apaixona conhecendo meus defeitos, eu me vi do outro lado da moeda. Eu conheço a sua dor. E, acredite, me dói demais ser a causadora do seu sofrimento.

Ah, se eu pudesse escolher… Se eu tivesse algum controle sobre esse coração imbecil… Seria você. Sem pensar duas vezes. Ele nem passaria pela minha cabeça. Seria você a todo instante. Mas o idiota no meu peito resolveu desconcertar-se por quem não me quer. E eu não posso ser injusta comigo, nem com você. Não dá para abraçar teu sentimento se quando eu me deito é com ele que eu sonho.

Mesmo assim, obrigada por, apesar de tudo, entender, continuar comigo e não me condenar. E, ainda que você odeie me ouvir pedindo desculpas, é só o que me resta fazer. E eu sei que não é o suficiente…

Bruna Paiva

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Mudanças

Arrumando as gavetas do quarto, acabei me deparando com um vidro de esmalte. Não qualquer um. Esmalte antigo, bastante usado, quase nada de tinta lá dentro. Era o preferido da minha versão de 16 anos.  Um rosa bem escuro, quase virando roxo. Uma cor que eu colocava nas unhas quase toda semana, porque gostava, me identificava, fazia com que me sentisse eu mesma. Fazia parte de quem eu era. A cor que todo mundo olhava e dizia “é a sua cara”.

Aquela foi uma fase tão gostosa da minha vida que demorei um certo tempo com o vidrinho gasto na mão. Uma nostalgia engraçada. Abri e descobri que o esmalte ainda estava bom. Meu primeiro impulso foi pintar as unhas.

Passei por todo o ritual de lixa, alicate, base e esmalte. Não sei bem o que estava esperando, às vezes nossas memórias nos pregam peças, mas, ao encarar minhas unhas pintadas com aquela cor que me era tão especial, não me reconheci da forma que imaginei.

Foi então que eu percebi o quanto mudei nos últimos anos. Não por algo tão trivial quanto a cor dos meus esmaltes; ainda que minha manicure usual, hoje, não saia muito da escala preto-nude-vermelho, vez ou outra eu vario um pouco. Mas a forma como aquela cor não era mais “a minha cara” me botou para pensar.

Eu não me reconheci porque realmente não sou mais a mesma pessoa. A Bruna de 16 viveu três anos, quase quatro, a menos do que eu. E anos em que minha vida mudou aos poucos, porém radicalmente.

Nós não temos gostos tão parecidos porque o tempo muda as pessoas. Talvez não completamente, já que a Bruna de 16 ficaria enlouquecida ao saber que, semanas atrás, estive com o Fiuk comemorando seu aniversário (inclusive usando o esmalte que ela tanto gostava). Mas o tempo me fez uma pessoa diferente. Não melhor ou pior, apenas diferente. Com dramas diferentes e com a cabeça modificada, mais madura, eu diria.

Eu só não havia percebido o tamanho da mudança. A Bruna de 16 não é mais tão próxima de mim quanto eu pensava. Mas algo dela segue vivendo aqui dentro. Ainda assim, guardei de volta o esmalte na gaveta, com carinho pelas lembranças que ele me trouxe, é claro. Mas, com toda certeza, na próxima semana eu volto para o meu pretinho de sempre…

Bruna Paiva

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