Eu estive com outro

Eu estive com outro depois de você. Uma pessoa nova, diferente, sem as suas complicações, alguém que fazia tudo parecer tão fácil quanto deveria. Não imaginei que isso ainda fosse possível, mas com ele eu voltei a sentir. Dei risada, agi por impulso, aproveitei cada segundo e me entreguei por completo. Enquanto você nem me passava pela cabeça.

Com as mãos dele passeando por mim, me dei conta de que, pela primeira vez em tanto tempo eu estava com outro. Alguém que me desejou, que me despertou coisas incríveis, que me fez sentir mulher. Uma pessoa que fez a melhor versão de mim dar as caras novamente.

Isso tudo depois de você. Depois de eu ter certeza de que nada me faria capaz de sentir tudo aquilo de novo. Depois de me conformar com o fato de que você era a única pessoa a quem eu conseguiria amar em toda a minha vida. Depois da segurança em dizer que era impossível ter um relacionamento tranquilo, porque isso não existe fora das telas de cinema.

Eu finalmente estive com outro. E foi bom como nunca. Então eu entendi: o problema não é o mundo, os homens, os relacionamentos ou a utopia do amor hollywoodiano. Meu único problema era você. E, meu caro, ninguém nessa vida é insubstituível.

Bruna Paiva

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Démodé

Acende a tela. 125 mensagens. Por grupo. Em vinte minutos.

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A hora passa e você pouco respira. Olhos fixos, dedos ágeis e mente atribulada. Mal se dá conta de que o mundo não repousa na palma de suas mãos.

O aparelho não tem cheiro, vento batendo na cara, gosto, frio na barriga no toque. Te priva de estar só.

Respirar fundo e observar as pequenas particularidades do mundo, prestar atenção de verdade, sem desfoque, pensar no aqui, no agora, esse único segundo que realmente importa: isso é démodé.

Bruna Paiva

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Mãe de si

 

Dentro de mim ela ainda vive

“Meu único tesouro”.

Filha a quem me sinto obrigada a proteger.

Filha frágil, doce, sonhadora

Adolescente.

Que me olha pelo espelho perguntando quanto tempo ainda falta para “ficar tudo bem”.

Que me encara desolada enquanto a água esquenta e eu, frustrada, digo que não sei. Mas prometo que ainda vai.

Uma filha que o tempo já tentou enterrar. Mas não se foi porque seus sonhos continuam vivos. E eu cuido. Por mais que esse corpo canse é por ela que ele continua. “Eu sou grande, fico acordada até mais tarde”.

É por ela que eu enxugo as lágrimas e prometo no espelho “eu vou te dar a vida que você sonhou. A vida que você merece.”

 

Bruna Paiva

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Se você ama alguém, diga!

“Se você ama alguém, diga. Mesmo que você tenha medo de não ser a coisa certa a fazer. Mesmo com medo dos problemas que isso pode te causar. Ainda que com medo que isso acabe com a sua vida, diga. Diga em voz alta e viva a partir daí.”

Essa é uma das últimas falas do Mark Sloan em Grey’s Anatomy. E, de longe, uma das minhas preferidas dentre as 14 temporadas da série; talvez pela verdadeira dor com que é dita. Mark está morrendo quando fala isso. Ele sabe que está morrendo e acabou de perder a mulher que mais amava na vida. Mas, meio por medo, meio por orgulho, não disse isso a ela até que ambos estivessem numa situação trágica. E é por isso que essa fala me toca tanto.

Eu sempre senti demais. Sempre fui de me apaixonar, de me entregar ao que eu sentia. Ao mesmo tempo, eu sempre tive medo de falar sobre isso, de assumir o que se passava na minha cabeça e ter que lidar com as consequências. Medo de passar vergonha, de perder a amizade, de me apegar, de assumir para mim mesma o que sentia. Medo da falta de reciprocidade, de me decepcionar, de sofrer. Porque eu sempre soube o quanto isso tudo doía.

Até que um dia eu me percebi completamente apaixonada por um amigo. Contando os minutos para encontrá-lo, hipnotizada por aquele sorriso, estudando e tentando decifrar cada ação dele. Eu não dizia o que estava sentindo, como todas as outras vezes em que me apaixonei antes. Mas, em algum momento, me cansei da incerteza. Do esgotamento que eu mesma me provocava ao tentar ler a mente dele, tentar sempre encontrar algo que me mostrasse se ele queria ou não. Pela primeira vez, me esgotei de não conseguir pensar em outra coisa, de fantasiar demais e viver de menos.

Coincidentemente, assisti de novo ao filme “Compramos um zoológico” na mesma época. E acabei me atentando para uma fala que nunca havia me chamado atenção.

“Às vezes, tudo que você precisa são 20 segundos de uma coragem constrangedora e eu prometo que algo bom vai acontecer.”

Essa frase rodeou em minha cabeça por algum tempo até a coragem constrangedora dar as caras de fato. Chamei o menino para conversar e ele confessou não ter o menor interesse em mim. É claro que, na hora, fiquei mal, mas não posso dizer que meus 20 segundos foram em vão. Foi ali que eu aprendi que ser honesto com o que você sente ou pensa é sempre o melhor caminho, ainda que com aquele medo avassalador que o Mark citou. Desde aquele dia, os 20 segundos de coragem continuam sendo minha maior estratégia.

Lidar com as consequências faz parte. O que eu não consigo é lidar com os “e ses” da vida. Falar abertamente sobre o que você sente por alguém é libertador. É claro que já me dei muito mal por expor o que eu sentia, já me decepcionei muito. Mas nunca me arrependi de falar. Porque tudo vira experiência nessa vida, vira história para contar. E o sofrimento uma hora passa, mas a especulação sobre o que teria acontecido se tivesse tido coragem, essa te corrói para o resto da vida.

Agir com a razão faz bem, é óbvio. Mas há momentos em que a gente precisa deixar o coração tomar a palavra. Porque ser racional demais pode te custar mais caro do que deveria.

Então, diga. Se você ama, diga. Se não ama, informe. Não está feliz com as coisas do jeito que estão? Diga! Fale sobre o que você sente. Confesse seus desejos. Diga com vontade, com verdade e então viva a partir daí.

 

Bruna Paiva

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Por que ninguém respeita término de amizade?

A maior decepção da minha vida foi com uma amizade. O trauma dos traumas. O baque que acabou construindo muito do que sou e quero para a minha vida hoje. Foi a mais profunda experiência de amizade que já tive e, ao mesmo tempo, a mais dura lição que a vida me deu.

Mas o que eu quero discutir com esse texto não é o quanto uma amizade pode ser traumática na vida de alguém. A questão é que, quando eu saí daquela relação que me fez mal de tantas maneiras, pouca gente me apoiou. O que eu mais ouvi na época foi “larga de besteira, vocês são amigas há tanto tempo”, “você não pode simplesmente romper uma amizade dessa”, “para com a palhaçada. Dá um abraço nela, façam as pazes”.

Eu estava mal. Abrindo mão de uma relação extremamente importante porque se tornou insustentável. Queria ficar sozinha, passar por aquele luto sem dar satisfações a ninguém. Mas não é bem assim que a coisa funciona na sociedade.

Quando você termina um namoro ou casamento de seis anos, as pessoas fofocam, perguntam, mas no fundo respeitam. Ninguém vai falar “para de besteira e dá um beijo que vocês são lindos juntos”. Entretanto, se você termina com uma amizade de seis anos, poucas são as pessoas que respeitam a decisão no primeiro momento. Demorei meses para fazer minha família entender que não era só uma briguinha. Os amigos em comum levaram mais de um ano.

As pessoas não respeitam términos de amizades porque não encaram esse tipo de relacionamento da mesma forma que os amorosos. Acontece que elas são tão ou mais importantes que namoros. O processo de convencer todos à sua volta de que não há chance daquela relação voltar ao que foi é extremamente doloroso e cansativo. Estende o sofrimento dos envolvidos, uma vez que o assunto nunca é deixado de lado por aqueles que nada têm a ver com a história.

É como quando você rala o joelho e toda vez que começa a cicatrizar, alguém arranca a casquinha do machucado. Sofrimento contínuo. Você não encontra espaço para superar aquela dor. E é difícil lidar com ela sozinha e enfrentar todo mundo, sabendo que tomou a decisão certa. Sempre vai ter alguém perguntando, mesmo com o passar do tempo; reavivando aquela memória na sua cabeça, por mais que você queira esquecer.

Mas por que as pessoas não tomam conta de suas próprias vidas? É desgastante ter que estar sempre reexplicando seus motivos. E, às vezes, você não quer explicar nada para ninguém, simplesmente por não ser obrigada. A gente precisa parar de encarar apenas relacionamentos amorosos com seriedade. Amizade é um sentimento sério e sagrado, tanto quanto qualquer laço de amor. E os términos são igualmente dolorosos para quem está envolvido. Quando acontece, tudo que precisamos é de apoio e ajuda para abstrair a cabeça e seguir em frente com a nossa vida. Gente perguntando, mandando indiretas e diminuindo a situação só piora tudo. Então, e esse é um pedido de quem já sofreu isso na pele, pelo amor de Deus, respeitem os términos dos amigos de vocês.

Bruna Paiva

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Pequena eternidade

Coloco minhas pernas por cima das suas enquanto fazemos o caminho de volta, na poltrona falsamente aconchegante daquele ônibus abafado. Dividimos um fone de ouvido, o braço roçando no meu. Conversamos de muito perto e eu rio de tudo que ele fala. Não é possível que não perceba; mas finge que não.

Chegamos. Duas horas para matar. “Vamos à praia?”. Sol quente, vento frio e o cheiro do perfume que me invade os pulmões sem consentimento. Sentamos na areia e discutimos amenidades. Estudo cada ação e ele não parece disposto a tomar qualquer atitude. “O que você queria me dizer naquele dia?”. Xeque Matte. Agora ou nunca mais. Mas me demoro ponderando as consequências.

Bonita aquela criança, mal segurada pela mãe. Pego a areia nas mãos e deixo escorrer pelos dedos. Me arrependo no segundo seguinte por não ter onde limpar. Respiro fundo e digo. É melhor se arrepender de um ato feito do que da tortura de um “e se”.

“Eu nunca tinha percebido”, sonso. Nós dois sabemos que ele está mentindo, mas não falamos nada. “Minha vida é complicada, não quero magoar você”. O mesmo escape de sempre. Nunca boa o suficiente para mudar o discurso de ninguém.

Me sinto frustrada. Constrangida talvez seja a melhor palavra. Mas mantenho a leveza. Sorrindo, fazendo piada, apesar do estranho vazio queimando no peito. Take a sad song and make it better. Deito e encaro o céu. Não vai cair. Controlo a respiração enquanto voltamos a falar nada com nada.

Ele passa a mão no meu cabelo e brinca olhando para o mar. Nem um pouco abalado pelo que acabou de acontecer. Um casal tira fotos com balões no outro lado da praia. Fico enjoada. Apaixonados demais. Estáveis demais.

Enquanto os encaro ele me beija de surpresa. Me assusto mas não me afasto. Talvez devesse. Mas beijo de volta. Tonta, perdida. “O mundo gira devagar”. Chego mais perto e gravo cada detalhe. Sinto tudo o que posso e não devia.

No final do beijo, sorrio. Ele passa os braços em volta de mim e, apesar de saber que é um erro, me permito sentir a segurança. Relaxo em seu abraço obrigando a cabeça a entender que aquilo não quer dizer nada. Para ele. Não entendo bem por que me beijou, mas sei que não foi pelo mesmo motivo que beijei de volta.

Não posso me envolver, mas aperto os braços em volta dele. Sinto que aquele momento nunca mais vai se repetir. E é por isso que eu registro. Cada segundo.

 

Bruna Paiva

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Mascarada

“Oi! Tá tudo bem?”

Não. Não tem nada bem. Nada mesmo. Tá tudo o oposto de bem. Tudo meio esquisito, estranho, cansativo, sufocante e eu não sei nem te dizer quando foi a última vez que esteve bem de verdade. Minha cabeça tem estado uma loucura, uma bagunça que já não dá mais para organizar. Estou confusa, insegura, perdida, carente, sozinha, impaciente. Sem certezas, mas sem dúvidas também. Tá tudo muito louco e eu não consigo encontrar um porquê.  Não sei pra onde vou, nem o que eu quero, ou com quem. Não sei dizer se esse vazio é de fome no estômago ou de tristeza na alma. Tenho me sentido desnecessária, desimportante como se o mundo fosse uma festa em que eu entrei de penetra. Choro todo dia sentada no chão frio enquanto a água quente espanca minhas costas. Tenho medo de tudo, não confio em ninguém. Estou exausta, fraca. Física e emocionalmente. E, por mais que eu durma o tempo inteiro, continuo desgastada. Acordo cansada todos os dias, com a cabeça quase mergulhada em gelatina, lenta, devagar, mas ao mesmo tempo muito acelerada. Pensando em absolutamente tudo e não conseguindo focar em nada. E eu não aguento mais viver assim. Mas não é nada disso que você quer ouvir.

“Tá. Tá tudo bem.”

 

Bruna Paiva

 

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Ao meu mais recente passageiro…

Eu acredito de verdade que algumas pessoas não passam pela nossa vida por acaso. Falo daquelas pessoas que chegam de repente, passam a ter um papel fundamental na nossa vida e depois vão embora. Personagens passageiros do filme da nossa vida.

Eu já tive um bocado desses. Alguém que me mostrou que eu valia muito mais do que enxergava e me encorajou a me livrar de tudo aquilo que me fazia mal. Alguém que foi amparo num momento em que eu me sentia terrivelmente sozinha. Outro que me fez entender que eu mudei para melhor…

O meu mais recente coadjuvante temporário foi você. Que me fez sentir desejada como há muito eu não sentia. Despertou coisas que eu nem me julgava mais capaz de sentir. Que deixou o sabor de uma história leve, divertida. Que me beijou sob um céu estrelado e conversou comigo até as 4h da manhã. Que me fez um bem absurdo num momento que eu não estava tão bem assim.

E, apesar de ter sido uma experiência tão boa, você me fez perceber que o amor próprio tem que vir antes de tudo. Que não dá para fingir que está feliz quando tem alguma coisa te fazendo mal. Me mostrou que eu, que já me humilhei tanto por amor, hoje sou madura o suficiente para fazer o que sei que vai ser melhor pra mim, antes que de me machucar de verdade, ainda que doa.

Então eu te deixei ir. E me dou conta agora de que você foi realmente passageiro. Passagem breve, porém intensa.

Talvez você não faça ideia do impacto que teve na minha vida. A maioria dos meus passageiros não se dão conta. Mas eu queria que você soubesse; você e o que nós dois tivemos foi muito especial. E obrigada por isso.

 

Bruna Paiva

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Podia ser você

Você seria a pessoa perfeita. Tem quase tudo que eu sempre sonhei encontrar em alguém. É interessante, divertido, engraçado. Você me respeita e defende ideais parecidos com os meus. Você me admira como artista e como mulher e faz questão de enaltecer isso toda vez que fala comigo. Você me faz sentir bem, esquecer um pouco dos problemas e sorrir de vez em quando. A gente podia ser um casal sensacional.

Mas falta alguma coisa. Me peguei obrigando minha cabeça a se apaixonar por você. Eu te juro que fiz muita força para conseguir te enxergar com outros olhos. Mas não fui capaz. Eu olho para você e consigo imaginar um futuro, com uma relação estruturada, família e tudo mais, mas sempre com um vazio.

Falta paixão, tesão. Falta frio na barriga, ansiedade e coração batendo forte do teu lado. Falta eu ficar desconsertada e pensar em você o dia inteiro. Falta eu olhar para você como a melhor coisa que me aconteceu. E eu não sei sustentar um relacionamento sem tudo isso. Porque me soa mentiroso.

E não é como se todo esse sentimento que eu almejo fosse fruto de um ideal fantasioso. Eu já conheci pessoas legais, que me pareciam tão certos quanto você e por quem eu fui capaz de me apaixonar a cada detalhe. Mas é o tipo de coisa sobre o qual eu não tenho o menor controle. Acontece devagar e de repente. E com você não aconteceu.

Me percebi tentando convencer a mim mesma de que, por falta de opção, era você a minha melhor chance de viver uma história de amor. Mas isso é torto demais para eu permitir que comece. É injusto. Com você e comigo. Eu prefiro esperar, deixar o tempo agir. Assim, você pode viver a sua vida, encontrar alguém que te ame de verdade. E, quem sabe eu também encontre alguém incrível que consiga me despertar todo o sentimento que eu gostaria de ter tido por você.

Bruna Paiva

 

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Se você gostasse

Se você gostasse mesmo de mim, não teria me deixado ir naquele dia. Teria vindo atrás de mim, me segurado bem perto e insistido para eu ficar. Teria dito algo engraçado para que eu risse, mesmo estando chateada. Pedido desculpas por ter vacilado e reconhecido que era hora de darmos um rumo para a nossa situação.

Se você realmente correspondesse o meu sentimento, a distância não seria uma desculpa recorrente. E você não teria deixado que ela fosse maior ainda quando estávamos lado a lado. Você não teria se afastado, deixado de conversar comigo, ou de dar atenção quando eu chegava animada para te contar alguma coisa. Se gostasse de mim, não deixaria a gente esfriar. Não teria permitido que eu chegasse ao ponto de me sentir tão insegura com você que questionasse a minha própria existência.

Mas você deixou. Você deixou que eu acreditasse numa reciprocidade inexistente enquanto me enganava secretamente. Talvez não por maldade, quem sabe, no fundo, você mesmo quisesse acreditar naquilo. Eu sei que eu tinha certeza do que você sentia. E hoje não tenho mais certeza de nada.

Você chegou devagar, pouco a pouco foi se tornando parte da minha rotina, parte de quem eu era. Mexeu com meus sonhos, ouviu minhas confidências, segurou minha mão, dividiu pequenos detalhes e por fim se cansou. Se de mim ou de fingir interesse eu nunca entendi direito…

Bruna Paiva

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