Démodé

Acende a tela. 125 mensagens. Por grupo. Em vinte minutos.

Notificação, Lembrete, e-mail, te seguiu, curtida, comentário, discórdia, notícia falsa, esquerda, direita, tragédia, briga, tendência, influencer, fulano falou, ciclano mentiu, beltrano roubou, Trending Topics, carência, todo mundo é dono da sua vida, “por que você não respondeu?”, “onde está?”, “fazendo o quê?”, “com quem?”

A hora passa e você pouco respira. Olhos fixos, dedos ágeis e mente atribulada. Mal se dá conta de que o mundo não repousa na palma de suas mãos.

O aparelho não tem cheiro, vento batendo na cara, gosto, frio na barriga no toque. Te priva de estar só.

Respirar fundo e observar as pequenas particularidades do mundo, prestar atenção de verdade, sem desfoque, pensar no aqui, no agora, esse único segundo que realmente importa: isso é démodé.

Bruna Paiva

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Mãe de si

 

Dentro de mim ela ainda vive

“Meu único tesouro”.

Filha a quem me sinto obrigada a proteger.

Filha frágil, doce, sonhadora

Adolescente.

Que me olha pelo espelho perguntando quanto tempo ainda falta para “ficar tudo bem”.

Que me encara desolada enquanto a água esquenta e eu, frustrada, digo que não sei. Mas prometo que ainda vai.

Uma filha que o tempo já tentou enterrar. Mas não se foi porque seus sonhos continuam vivos. E eu cuido. Por mais que esse corpo canse é por ela que ele continua. “Eu sou grande, fico acordada até mais tarde”.

É por ela que eu enxugo as lágrimas e prometo no espelho “eu vou te dar a vida que você sonhou. A vida que você merece.”

 

Bruna Paiva

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Se você ama alguém, diga!

“Se você ama alguém, diga. Mesmo que você tenha medo de não ser a coisa certa a fazer. Mesmo com medo dos problemas que isso pode te causar. Ainda que com medo que isso acabe com a sua vida, diga. Diga em voz alta e viva a partir daí.”

Essa é uma das últimas falas do Mark Sloan em Grey’s Anatomy. E, de longe, uma das minhas preferidas dentre as 14 temporadas da série; talvez pela verdadeira dor com que é dita. Mark está morrendo quando fala isso. Ele sabe que está morrendo e acabou de perder a mulher que mais amava na vida. Mas, meio por medo, meio por orgulho, não disse isso a ela até que ambos estivessem numa situação trágica. E é por isso que essa fala me toca tanto.

Eu sempre senti demais. Sempre fui de me apaixonar, de me entregar ao que eu sentia. Ao mesmo tempo, eu sempre tive medo de falar sobre isso, de assumir o que se passava na minha cabeça e ter que lidar com as consequências. Medo de passar vergonha, de perder a amizade, de me apegar, de assumir para mim mesma o que sentia. Medo da falta de reciprocidade, de me decepcionar, de sofrer. Porque eu sempre soube o quanto isso tudo doía.

Até que um dia eu me percebi completamente apaixonada por um amigo. Contando os minutos para encontrá-lo, hipnotizada por aquele sorriso, estudando e tentando decifrar cada ação dele. Eu não dizia o que estava sentindo, como todas as outras vezes em que me apaixonei antes. Mas, em algum momento, me cansei da incerteza. Do esgotamento que eu mesma me provocava ao tentar ler a mente dele, tentar sempre encontrar algo que me mostrasse se ele queria ou não. Pela primeira vez, me esgotei de não conseguir pensar em outra coisa, de fantasiar demais e viver de menos.

Coincidentemente, assisti de novo ao filme “Compramos um zoológico” na mesma época. E acabei me atentando para uma fala que nunca havia me chamado atenção.

“Às vezes, tudo que você precisa são 20 segundos de uma coragem constrangedora e eu prometo que algo bom vai acontecer.”

Essa frase rodeou em minha cabeça por algum tempo até a coragem constrangedora dar as caras de fato. Chamei o menino para conversar e ele confessou não ter o menor interesse em mim. É claro que, na hora, fiquei mal, mas não posso dizer que meus 20 segundos foram em vão. Foi ali que eu aprendi que ser honesto com o que você sente ou pensa é sempre o melhor caminho, ainda que com aquele medo avassalador que o Mark citou. Desde aquele dia, os 20 segundos de coragem continuam sendo minha maior estratégia.

Lidar com as consequências faz parte. O que eu não consigo é lidar com os “e ses” da vida. Falar abertamente sobre o que você sente por alguém é libertador. É claro que já me dei muito mal por expor o que eu sentia, já me decepcionei muito. Mas nunca me arrependi de falar. Porque tudo vira experiência nessa vida, vira história para contar. E o sofrimento uma hora passa, mas a especulação sobre o que teria acontecido se tivesse tido coragem, essa te corrói para o resto da vida.

Agir com a razão faz bem, é óbvio. Mas há momentos em que a gente precisa deixar o coração tomar a palavra. Porque ser racional demais pode te custar mais caro do que deveria.

Então, diga. Se você ama, diga. Se não ama, informe. Não está feliz com as coisas do jeito que estão? Diga! Fale sobre o que você sente. Confesse seus desejos. Diga com vontade, com verdade e então viva a partir daí.

 

Bruna Paiva

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Por que ninguém respeita término de amizade?

A maior decepção da minha vida foi com uma amizade. O trauma dos traumas. O baque que acabou construindo muito do que sou e quero para a minha vida hoje. Foi a mais profunda experiência de amizade que já tive e, ao mesmo tempo, a mais dura lição que a vida me deu.

Mas o que eu quero discutir com esse texto não é o quanto uma amizade pode ser traumática na vida de alguém. A questão é que, quando eu saí daquela relação que me fez mal de tantas maneiras, pouca gente me apoiou. O que eu mais ouvi na época foi “larga de besteira, vocês são amigas há tanto tempo”, “você não pode simplesmente romper uma amizade dessa”, “para com a palhaçada. Dá um abraço nela, façam as pazes”.

Eu estava mal. Abrindo mão de uma relação extremamente importante porque se tornou insustentável. Queria ficar sozinha, passar por aquele luto sem dar satisfações a ninguém. Mas não é bem assim que a coisa funciona na sociedade.

Quando você termina um namoro ou casamento de seis anos, as pessoas fofocam, perguntam, mas no fundo respeitam. Ninguém vai falar “para de besteira e dá um beijo que vocês são lindos juntos”. Entretanto, se você termina com uma amizade de seis anos, poucas são as pessoas que respeitam a decisão no primeiro momento. Demorei meses para fazer minha família entender que não era só uma briguinha. Os amigos em comum levaram mais de um ano.

As pessoas não respeitam términos de amizades porque não encaram esse tipo de relacionamento da mesma forma que os amorosos. Acontece que elas são tão ou mais importantes que namoros. O processo de convencer todos à sua volta de que não há chance daquela relação voltar ao que foi é extremamente doloroso e cansativo. Estende o sofrimento dos envolvidos, uma vez que o assunto nunca é deixado de lado por aqueles que nada têm a ver com a história.

É como quando você rala o joelho e toda vez que começa a cicatrizar, alguém arranca a casquinha do machucado. Sofrimento contínuo. Você não encontra espaço para superar aquela dor. E é difícil lidar com ela sozinha e enfrentar todo mundo, sabendo que tomou a decisão certa. Sempre vai ter alguém perguntando, mesmo com o passar do tempo; reavivando aquela memória na sua cabeça, por mais que você queira esquecer.

Mas por que as pessoas não tomam conta de suas próprias vidas? É desgastante ter que estar sempre reexplicando seus motivos. E, às vezes, você não quer explicar nada para ninguém, simplesmente por não ser obrigada. A gente precisa parar de encarar apenas relacionamentos amorosos com seriedade. Amizade é um sentimento sério e sagrado, tanto quanto qualquer laço de amor. E os términos são igualmente dolorosos para quem está envolvido. Quando acontece, tudo que precisamos é de apoio e ajuda para abstrair a cabeça e seguir em frente com a nossa vida. Gente perguntando, mandando indiretas e diminuindo a situação só piora tudo. Então, e esse é um pedido de quem já sofreu isso na pele, pelo amor de Deus, respeitem os términos dos amigos de vocês.

Bruna Paiva

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Mascarada

“Oi! Tá tudo bem?”

Não. Não tem nada bem. Nada mesmo. Tá tudo o oposto de bem. Tudo meio esquisito, estranho, cansativo, sufocante e eu não sei nem te dizer quando foi a última vez que esteve bem de verdade. Minha cabeça tem estado uma loucura, uma bagunça que já não dá mais para organizar. Estou confusa, insegura, perdida, carente, sozinha, impaciente. Sem certezas, mas sem dúvidas também. Tá tudo muito louco e eu não consigo encontrar um porquê.  Não sei pra onde vou, nem o que eu quero, ou com quem. Não sei dizer se esse vazio é de fome no estômago ou de tristeza na alma. Tenho me sentido desnecessária, desimportante como se o mundo fosse uma festa em que eu entrei de penetra. Choro todo dia sentada no chão frio enquanto a água quente espanca minhas costas. Tenho medo de tudo, não confio em ninguém. Estou exausta, fraca. Física e emocionalmente. E, por mais que eu durma o tempo inteiro, continuo desgastada. Acordo cansada todos os dias, com a cabeça quase mergulhada em gelatina, lenta, devagar, mas ao mesmo tempo muito acelerada. Pensando em absolutamente tudo e não conseguindo focar em nada. E eu não aguento mais viver assim. Mas não é nada disso que você quer ouvir.

“Tá. Tá tudo bem.”

 

Bruna Paiva

 

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Ao meu mais recente passageiro…

Eu acredito de verdade que algumas pessoas não passam pela nossa vida por acaso. Falo daquelas pessoas que chegam de repente, passam a ter um papel fundamental na nossa vida e depois vão embora. Personagens passageiros do filme da nossa vida.

Eu já tive um bocado desses. Alguém que me mostrou que eu valia muito mais do que enxergava e me encorajou a me livrar de tudo aquilo que me fazia mal. Alguém que foi amparo num momento em que eu me sentia terrivelmente sozinha. Outro que me fez entender que eu mudei para melhor…

O meu mais recente coadjuvante temporário foi você. Que me fez sentir desejada como há muito eu não sentia. Despertou coisas que eu nem me julgava mais capaz de sentir. Que deixou o sabor de uma história leve, divertida. Que me beijou sob um céu estrelado e conversou comigo até as 4h da manhã. Que me fez um bem absurdo num momento que eu não estava tão bem assim.

E, apesar de ter sido uma experiência tão boa, você me fez perceber que o amor próprio tem que vir antes de tudo. Que não dá para fingir que está feliz quando tem alguma coisa te fazendo mal. Me mostrou que eu, que já me humilhei tanto por amor, hoje sou madura o suficiente para fazer o que sei que vai ser melhor pra mim, antes que de me machucar de verdade, ainda que doa.

Então eu te deixei ir. E me dou conta agora de que você foi realmente passageiro. Passagem breve, porém intensa.

Talvez você não faça ideia do impacto que teve na minha vida. A maioria dos meus passageiros não se dão conta. Mas eu queria que você soubesse; você e o que nós dois tivemos foi muito especial. E obrigada por isso.

 

Bruna Paiva

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Podia ser você

Você seria a pessoa perfeita. Tem quase tudo que eu sempre sonhei encontrar em alguém. É interessante, divertido, engraçado. Você me respeita e defende ideais parecidos com os meus. Você me admira como artista e como mulher e faz questão de enaltecer isso toda vez que fala comigo. Você me faz sentir bem, esquecer um pouco dos problemas e sorrir de vez em quando. A gente podia ser um casal sensacional.

Mas falta alguma coisa. Me peguei obrigando minha cabeça a se apaixonar por você. Eu te juro que fiz muita força para conseguir te enxergar com outros olhos. Mas não fui capaz. Eu olho para você e consigo imaginar um futuro, com uma relação estruturada, família e tudo mais, mas sempre com um vazio.

Falta paixão, tesão. Falta frio na barriga, ansiedade e coração batendo forte do teu lado. Falta eu ficar desconsertada e pensar em você o dia inteiro. Falta eu olhar para você como a melhor coisa que me aconteceu. E eu não sei sustentar um relacionamento sem tudo isso. Porque me soa mentiroso.

E não é como se todo esse sentimento que eu almejo fosse fruto de um ideal fantasioso. Eu já conheci pessoas legais, que me pareciam tão certos quanto você e por quem eu fui capaz de me apaixonar a cada detalhe. Mas é o tipo de coisa sobre o qual eu não tenho o menor controle. Acontece devagar e de repente. E com você não aconteceu.

Me percebi tentando convencer a mim mesma de que, por falta de opção, era você a minha melhor chance de viver uma história de amor. Mas isso é torto demais para eu permitir que comece. É injusto. Com você e comigo. Eu prefiro esperar, deixar o tempo agir. Assim, você pode viver a sua vida, encontrar alguém que te ame de verdade. E, quem sabe eu também encontre alguém incrível que consiga me despertar todo o sentimento que eu gostaria de ter tido por você.

Bruna Paiva

 

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Se você gostasse

Se você gostasse mesmo de mim, não teria me deixado ir naquele dia. Teria vindo atrás de mim, me segurado bem perto e insistido para eu ficar. Teria dito algo engraçado para que eu risse, mesmo estando chateada. Pedido desculpas por ter vacilado e reconhecido que era hora de darmos um rumo para a nossa situação.

Se você realmente correspondesse o meu sentimento, a distância não seria uma desculpa recorrente. E você não teria deixado que ela fosse maior ainda quando estávamos lado a lado. Você não teria se afastado, deixado de conversar comigo, ou de dar atenção quando eu chegava animada para te contar alguma coisa. Se gostasse de mim, não deixaria a gente esfriar. Não teria permitido que eu chegasse ao ponto de me sentir tão insegura com você que questionasse a minha própria existência.

Mas você deixou. Você deixou que eu acreditasse numa reciprocidade inexistente enquanto me enganava secretamente. Talvez não por maldade, quem sabe, no fundo, você mesmo quisesse acreditar naquilo. Eu sei que eu tinha certeza do que você sentia. E hoje não tenho mais certeza de nada.

Você chegou devagar, pouco a pouco foi se tornando parte da minha rotina, parte de quem eu era. Mexeu com meus sonhos, ouviu minhas confidências, segurou minha mão, dividiu pequenos detalhes e por fim se cansou. Se de mim ou de fingir interesse eu nunca entendi direito…

Bruna Paiva

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O meu silêncio

 

O meu silêncio é grito

O meu silêncio é dor

O meu silêncio é saudade

É sufoco, desespero e impotência

 

O meu silêncio é duro

Breathetaken

Meu silêncio é monólogo

É cada discussão contornada

 

Tudo o que eu queria dizer e

não disse

 

Me silêncio é pesado

É papel de repente manchado.

De tinta

E lágrima

 

O meu silêncio é protesto

infinito preso na garganta

Agonia que afunda no estômago

 

É estaca que entra devagar

E se enterra cravada na alma

 

É ar que entra

E não satisfaz

 

É vida sugada

Energia não gasta

O meu silêncio é tromba d’água camuflada em calmaria

 

O meu silêncio é pedido de socorro

E eu venho berrando há muito tempo.

 

Bruna Paiva

 

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Onde o feminismo se aplica na sua vida?

Imagem: Pixabay

Dia desses ouvi um estranho na rua discursando sobre como o feminismo é desnecessário, radical e só quer fazer com que mulheres tenham mais direitos que homens. Eu não me meti na conversa em parte porque não tinha energia para aquilo no momento, parte pela boa educação que meus pais me deram. Acontece, que o que aquele estranho não sabia era que logo ao seu lado, havia alguém se sentindo poderosamente feminista naquele dia.

O feminismo está na luta, na militância? Está, sim. E ainda bem que existem mulheres incríveis dispostas a dar a cara a tapa por todas as outras. Mas o feminismo também está presente em coisas pequenas, do dia a dia.

Naquela tarde, eu vesti a roupa que eu quis, me arrumei toda, olhei no espelho e pensei “meu Deus, que mulherão da porra”. Depois eu saí, sozinha, com o meu dinheiro, encontrei com uma amiga e me diverti a tarde inteira sem dar satisfação para ninguém. Fizemos o que tivemos vontade e depois voltamos para casa. Coisa boba, nada demais, mas eu voltei no metrô (o mesmo em que encontrei o distinto senhor do início do texto) me sentindo incrivelmente livre e feliz.

E o feminismo está aí, em me olhar no espelho, vestindo a roupa que eu gosto, achar ótimo e sair sem dar atenção para o que qualquer um acha do jeito que me visto. No prazer de ter o meu próprio dinheiro e fazer dele o que eu bem entendo. Na segurança em afirmar que um relacionamento, hoje, está longe de ser prioridade na minha vida. O feminismo está nos planos e objetivos que eu traço para mim. No entendimento de que eu sou a pessoa mais importante da minha vida, mesmo. No fato de que agora eu estou postando esse texto e falando sobre esse assunto num espaço que é meu e ninguém tem nada com isso.

O feminismo está na liberdade. Em, finalmente, poder afirmar sem medo que sou apaixonada por mim. Em ponderar as situações e tomar, eu mesma, as decisões importantes da minha vida. O feminismo está na minha avó, que vai me matar quando ler isso, mas, sem tomar consciência, é um dos maiores exemplos feministas da minha vida. Uma mulher que criou três filhos sozinha, que apanhou muito da vida e que hoje, aos 71 anos, é livre, ativa e faz de si o que bem entende.

O feminismo é fundamental e nos permite tomar as rédeas de nossas próprias vidas. Nos faz entender que somos capazes de qualquer coisa. Nos permite acreditar em nós mesmas. E talvez isso incomode; mulheres se unindo, se espelhando umas nas outras para chegarem aonde tiverem vontade. E justamente porque ainda incomoda é que precisamos mais dele. Por causa do feminismo, hoje, eu sei exatamente o que quero da minha vida e luto por isso. Porque eu sei que posso e consigo.

Bruna Paiva

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