Loco Love: Uma tragédia Shakespeariana em pleno Arizona

 

Sabe quando você começa a assistir a um filme sem esperar muita coisa e acaba se surpreendendo? Foi exatamente o que aconteceu comigo quando assisti a Loco Love, recém adicionado ao catálogo da Netflix. Eu só queria assistir a alguma coisa aleatória enquanto fazia a unha. Mas acabei gostando do que via.

Um romance bem ao estilo Romeu e Julieta é a principal trama do filme. Gavin é o típico adolescente americano de classe média alta. Marisol também é americana, mas vem de família mexicana e vive na comunidade latina. O problema é que existe um impasse entre latinos e americanos no Arizona já que, devido à imigração ilegal, a mão de obra latina é mais barata e isso acaba gerando desemprego entre os americanos.

O filme traz uma importante reflexão sobre preconceito e intolerância. O pai de Gavin é radicalmente contra a entrada de latinos no país e chega a se filiar a um grupo clandestino de extermínio aos imigrantes ilegais. Ele odeia latinos antes do primeiro “olá”.  Parte da comunidade de Marisol também não suporta americanos. A discriminação vem de ambos os lados e isso fica claro desde o início da história.

Por mais estranho que isso soe, o que eu achei mais interessante no filme é que (SPOILER!) ele não tem um final feliz. É trágico. E expõe sem o menor pudor quais são as reais consequências de intolerância e “justiça” com as próprias mãos. Ninguém acaba bem na história. Disseminar ódio em vez de tentar encontrar soluções para o problema é justamente o que destrói as pessoas.

Apesar de ser um filme mexicano independente e sem muita divulgação, Loco Love toca em questões extremamente importantes e fundamentais para discutirmos a situação tenebrosa em que se encontra o mundo justamente por preconceito e fundamentalismo. A situação México X EUA é reproduzida em diversos países da Europa e, recentemente, num caso registrado em Copacabana. Além, é claro, das últimas manifestações assustadoramente nazistas nos Estados Unidos.

O preconceito, xenofobia e intolerância são problemas reais e que precisam ser, cada vez mais, discutidos e levados a sério. Loco Love faz isso e faz questão de expor o problema sem frescura. Ele grita “estão vendo a que leva tanto esforço para discriminar as pessoas? É a isso que leva: Morte, tristeza e sofrimento.”

Bruna Paiva

 

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Você paga pela arte que consome?

wp-1476189581117.jpg“Vocês já viram aquela comédia romântica linda?”

“Eu queria ter visto, mas acho que já saiu de cartaz.”

“Ah, não tem problema! Já tem pra baixar na internet.”

“É que eu não baixo filme”

“Você não sabe? É fácil! Tem vários programas, e tem sites para ver online também”

“Não, é que eu não assisto filmes sem pagar por eles”

É nesse momento que recebo olhares claramente questionando de que planeta eu venho. É uma questão simples na minha cabeça, um princípio que respeito muito: eu pago pela arte que consumo. Seja ela cinema, teatro, literatura, música, ou qualquer outro tipo de manifestação cultural. Se há um custo para que eu possa usufruir dela, eu faço questão de não o driblar.

“Você paga para escutar música?” Sempre que é preciso.

“E se você quiser assistir a um filme que não está disponível na Netflix, ou outras redes pagas?” Eu não assisto. Ou compro o DVD.

“Mas e livro? Você adora ler, impossível nunca ter baixado um pdf. Livro é caro!” Só baixo o que é de Domínio Público. O resto eu compro, quando tenho dinheiro para isso.

Toda vez em que eu entro numa discussão sobre a importância de respeitar os direitos autorais da arte, acabo saindo como a anormal do grupo, ou “a maluca que tem dinheiro pra rasgar”. É engraçado como esse é uma visão completamente distorcida da realidade.

“Então, você acha que, se eu não tenho dinheiro para acessar uma arte eu não posso tentar outros meios de chegar até ela? ” Eu ouvi uma vez. Sinceramente? Se seus “outros meios” forem ilegais, eu realmente acho que você não pode. Existem diversas maneiras de chegar à arte sem precisar roubar. E, como roubo, leia de DVD pirata no Camelódromo às músicas que você baixa no 4shared.

Quando eu gosto de um artista eu quero que, mais do que sucesso, ele receba o merecido retorno por seu trabalho. Chegar à arte dele de maneira ilegal só contribui para seu fracasso. Não quer pagar pelo livro? Peça emprestado a um amigo, vá a uma biblioteca. Filmes? Eu acho que a Netflix tem um preço justo se considerarmos a quantidade de conteúdo disponível. E existem outras plataformas para isso também. Música? O Spotify custa 15 reais e dá direito a 5 contas. Se dividir com a família ou amigos, dá 3 reais para cada um, para ouvir quanta música você quiser. E o serviço gratuito também é bem funcional, se você ignora os anúncios.

Mas as pessoas acham que não precisam pagar por arte. Que é obrigação do artista disponibilizar seu conteúdo gratuitamente para quem “não tem dinheiro para gastar nisso”. O que todo mundo esquece é que o artista também precisa pagar as contas. Se você for à sorveteria e disser que gosta muito do sorvete deles, “mas não tem dinheiro para gastar nisso” o sorveteiro vai dizer “sinto muito”. Ele não vai te dar o sorvete de graça. Porque o mundo não é assim.

A gente precisa, sim, pagar pelo que consome. E a arte, diferente do que muitos pensam, não tem que ser gratuita. “Mas quando eu pago pelo filme eu estou enriquecendo a produtora, e não o artista”. E quando você não paga por ele, o artista não recebe nem o percentual que lhe é de direito.

Há quem diga que esse discurso exclui socialmente aqueles que “não têm dinheiro para gastar com isso”. Eu ainda acho uma conscientização importante para uma sociedade mal-acostumada. Assim como o sorveteiro, o artista não tem obrigação alguma de te dar de graça um produto que é fruto de muito trabalho.

Bruna Paiva

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Minha vida não faz Sentido: o dia em que até minha avó virou fã do Felipe Neto

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Finalmente assisti ao espetáculo Minha Vida Não Faz Sentido, do Youtuber Felipe Neto. Uma peça que mistura emoções. Que faz a plateia morrer de rir, mas também causa um silêncio constrangedor enquanto todo mundo coloca a mão na consciência. Uma apresentação incrível que só aumentou a admiração que tenho pelo cara que falava mal dos meus ídolos.

Desde que ele anunciou o projeto da peça eu fiquei super animada para assistir, até cheguei a fazer um post sobre isso. Entretanto, todas as apresentações no Rio foram em dias impossíveis para mim. Até que finalmente ele anunciou uma data que batia com a minha agenda. Corri para comprar quase na mesma hora.

Arrastei a família inteira (é sério, até minha avó, que nem conhecia os vídeos dele foi e saiu de lá fã do cara). O mais legal é que a peça foi apresentada no Imperator, no Méier, o bairro onde Felipe estudou durante a adolescência. Na plateia, uma antiga professora estava lá para prestigiá-lo e a própria mãe do Youtuber, a quem ele se dirigiu com orgulho durante vários momentos do espetáculo, se encontrava na primeira fila do teatro.

A peça foi incrível. Achei que seria uma versão encenada do seu livro Não Faz Sentido Por Trás Das Câmeras, mas me enganei completamente. Felipe conta a história do Não Faz Sentido, quadro que o projetou para o sucesso no Youtube, mas não para por aí. Relembra os fracassos de suas primeiras empresas, o sonho de ser ator e como nunca desistiu de perseguir seus objetivos. Aborda assuntos polêmicos e os problemas de nossa sociedade. Sempre se alternando no palco entre o Felipe Neto da vida real e o seu famoso (e revoltado) personagem dos óculos escuros.

Uma das passagens da peça com a qual mais me identifiquei foi quando Felipe contou que, uma vez, um professor da escola em que ele estudava no Meier olhou para ele e disse “você não vai ser nada, não vai chegar a lugar nenhum”. Digo que me identifiquei porque já vivenciei a mesma situação. Só que o meu ex-professor babaca falou isso para a turma inteira.

Depois da peça, Felipe fez questão de falar com todos aqueles que quisessem cumprimentá-lo. Tirou fotos, recebeu presentes e foi atencioso com todo mundo. Eu, claro, depois de 6 anos acompanhando seu sucesso, precisei conhecê-lo pessoalmente. Levei seu livro para ser autografado e ele riu quando eu disse que, antes de começar a assistir aos seus vídeos, eu o detestava por causa do Fiuk. Entreguei-lhe também uma revista especial da Capricho sobre Crepúsculo e meu texto “Como conheci o idiota do Felipe Neto”, postado aqui no blog em 2013. Dois dias depois, em seu Snapchat, ele riu da provocação e comentou que já havia lido o texto na internet.

Em Minha Vida Não Faz Sentido, Felipe fala sobre a importância da leitura e critica o sistema falho de educação no Brasil. Incentiva as pessoas a enfrentarem os medos que as impedem de seguir seus sonhos. E joga na cara da plateia o quão infundados são os preconceitos que estão em nossa sociedade. Um espetáculo incrível que não precisa de mais de um ator e um par de óculos escuros para fazer o público voltar para casa repensando a vida. Sem dúvidas, um programa para toda a família.

Bruna Paiva

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Suicidas X Roleta Russa: no livro ou no teatro, uma história brutal

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Você já pensou em se matar? Seja lá qual for o motivo que te tira do sério, ele já te fez pensar numa medida extrema? Em Suicidas, do autor carioca Raphael Montes, nove jovens tomam uma decisão sem volta: resolvem cometer suicídio em uma noite de roleta russa.

Desde que li Dias Perfeitos, do mesmo autor, tenho vontade de conhecer a obra que deu início a carreira de Raphael Montes. Quando finalmente consegui estar com o livro nas mãos, não pude conter a ansiedade. A história é louca e ao mesmo tempo plausível. Gosto do Raphael porque ele mostra o pior do ser humano usando personagens que podem estar no dia a dia de qualquer um.

Suicidas começa um ano depois do episódio da roleta russa. O livro inteiro se passa numa reunião entre a delegada do caso e as mães dos jovens suicidas. Na reunião, a delegada lê para as mães o livro escrito por Alessandro, um dos nove suicidas, na noite da roleta russa. Além do livro escrito em tempo real durante o jogo, o leitor acompanha também as anotações de um diário do próprio Alessandro.

O livro é brutal e tem cenas de deixar qualquer um chocado. Mas é uma leitura incrível. Confesso que não concordo com a postura de nenhum dos personagens. Menos ainda com os motivos pelos quais cada um resolve entrar na “brincadeira”. O desenrolar da história é tenso e às vezes assustador, mas também é cheio de reviravoltas que me deixaram de boca aberta.

A história, que foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, em 2013, ganhou uma adaptação para o teatro. A peça, Roleta Russa, ficou em cartaz em São Paulo no fim de 2015 e agora, em abril de 2016, veio para o Rio de Janeiro. Eu, como admiradora da história, fui conferir a estreia da adaptação no dia 7/04 aqui no Rio.

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Eu e Raphael Montes na estreia do Rio

A peça dirigida e adaptada por César Baptista é super fiel ao livro. Muitas das falas chegam a ser idênticas às da obra de Raphael Montes. Achei sensacional a maneira como adaptaram a conversa da delegada com as mães. É simples e funciona bem. O diretor conseguiu contar uma história complexa com poucos recursos de cenografia. A escolha dos atores foi quase perfeita. Um ou outro me decepcionou um pouco, seja por interpretar um personagem completamente diferente do livro, ou mesmo por não passar a devida emoção em cenas que mereciam convencer mais.

Ainda assim, alguns atores atingiram ou até mesmo superaram as minhas expectativas. Os que mais me chamaram a atenção foram o Gabriel Chadan, no papel de Lucas, Felipe Palhares, que interpreta Noel e protagoniza uma das cenas mais fortes do espetáculo; e, principalmente, Virgínia Castellões, que dá vida à Waléria. A menina deu um show no palco, roubou a cena e foi, de longe, a personagem mais fiel ao livro. Destaque também para o ator Emerson Grotti que, com muita sensibilidade, interpreta Dan.

Apesar da adaptação para os palcos ser cheia de suspense e tensão, eu não os senti tanto, por já saber exatamente o que aconteceria. Por isso, acho que, se você não conhece a história, vale assistir à peça antes de ler o livro. Assim você conserva a dúvida e aquele gostinho de adrenalina a cada vez que alguém leva a arma à cabeça.

livrosuicidasApós o espetáculo, houve ainda um debate entre César Baptista, diretor da peça, e Raphael Montes, autor do livro. Os dois bateram um papo rápido com a plateia e contaram como foi o processo de adaptação. Raphael contou que a ideia de mudar o título para a peça foi dele mesmo. Para o autor, o título Roleta Russa é mais atraente e menos agressivo; disse que, se pudesse voltar atrás, talvez mudasse o título do livro também. Raphael contou ainda que a história, que também será adaptada para o cinema, começa a ser filmada ainda no segundo semestre de 2016.

Depois de um espetáculo incrível e um debate divertido, tive a oportunidade de conhecer um Raphael Montes super simpático. E, claro, pegar uma dedicatória com o autor no meu exemplar de Suicidas. Raphael, apesar de ter me deixado apavorada e/ou horrorizada em algumas cenas de seus livros, escreveu antes de sua assinatura: “Bruna, não tenha medo de mim!”.

Bruna Paiva

 

Serviço:

A peça Roleta Russa fica em cartaz no Rio de Janeiro somente às quintas-feiras do mês de abril.

Teatro Net Rio, em Copacabana.

Link para ingressos: https://www.ingressorapido.com.br/compras/?id=47173#!/tickets

Mais sobre o espetáculo na fan page: https://www.facebook.com/Espet%C3%A1culo-Roleta-Russa-461258484058587/?fref=ts

 

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O dia em que cantei com Leoni no Imperator!

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Há duas semanas, voltando de uma das últimas provas do ano na escola de dança, passei no Imperator com uma amiga, simplesmente porque estávamos com calor e queríamos um ar condicionado. Chegando lá, dei uma olhada na programação por pura força do hábito. Tive uma surpresa agradável. Anunciavam um show do Leoni para o dia 19 de dezembro.

Meus pais me criaram ouvindo as músicas de seus ídolos. Cresci aprendendo a gostar de Legião, Capital, Paralamas, Kid Abelha… O Leoni é um dos artistas com quem eu mais me identifico. Acho que as letras dele sempre dizem algo mais do que está sendo cantado. São músicas que te tocam e remetem a alguma fase da sua vida.

Assim que soube do show, falei com meus pais e compramos os ingressos. Era o dia seguinte da minha formatura, estaríamos virados e o sábado seria cheio. Mas quem dispensa um show do Leoni?

12399232_1059145164107739_1837759433_nOntem, chegamos ao teatro dez minutos antes do show que começou com apenas 5 minutos de tolerância. Leoni cantou muitas músicas do disco novo Notícias de Mim, que foi financiado pelos fãs num sistema de crowdfunding. Mas os sucessos antigos foram os que mais levantaram e emocionaram o público. Eu mesma me peguei com os olhos molhados em diversos momentos, como na música Por Que Não Eu.

Leoni tocou também Quase Sem Querer, de Renato Russo. E parcerias como Fórmula do Amor, sucesso dele com o Léo Jaime e Exagerado, composição dele com Cazuza. Além de um mashup incrível de Uptown Funk do Bruno Mars, com Lágrimas e Chuva.10638119_1059135777442011_446191235_n

Com Leoni tocaram o baixista Andrea Spada, o guitarrista Gustavo Corsi e o baterista Lourenço Monteiro. Além da banda Furacão de Bolso, Leoni contou com a participação de seu filho Antonio Leoni, que mostrou que realmente é filho de peixe. O garoto, que deve ter no máximo uns 18 anos, tem uma voz parecida com a do pai e no fim do show assumiu a guitarra base enquanto o pai ficava só nos vocais. Foi bonito ver Leoni nitidamente orgulhoso do filho no palco.

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A família toda com Leoni no final do show

Nunca tinha ido a um show dele, e a experiência foi incrível. Esqueci completamente que não dormia há quase 24 horas e me diverti demais. Achei incrível o carinho e aproximação que ele faz questão de ter com o público. Em Garotos II, uma das músicas que mais gosto, Leoni desceu do palco e tocou no meio da arquibancada. Em seguida, elogiou o público:  “Vocês são comportados. Normalmente, quando eu desço, as pessoas tentam me agarrar enquanto estou tocando. Vou descer outras vezes”.

No fim do show, Leoni chamou a plateia, até então sentada, para se aproximar do palco. Em Exagerado, desceu mais uma vez cantando no meio da bagunça. Nessa hora, eu, é claro não pude perder a oportunidade de fazer uma selfie. Fiz a maluca e corri até ele cantando Exagerado. Cantei agarrada com ele, mas acabei me atrapalhando. Gravei um vídeo, que ficou horrível e vertical, mas vou deixar aqui pra vocês porque faz parte. ahahaha Hoje, quando acordei, tive a surpresa de encontrar esse momento registrado numa foto no Blog do Jama.

A primeira parte do vídeo é um trechinho de Fórmula do Amor, onde dá pra ver o filho dele tocando de vermelho no palco. A segunda parte é o trecho de Exagerado onde encarnei o personagem da música e fiz a surtada. Mas ninguém pode dizer que não cantei com Leoni…

 

Após o show, Leoni ficou algumas horas atendendo o público que fez uma fila enorme para tirar uma foto ou pedir um autógrafo. Eu queria ter comprado o CD, mas o estoque acabou bem na minha vez, então fiquei só com a foto mesmo. Leoni foi mega simpático conosco. Voltamos para casa cansados, mas com a sensação de que não havia maneira melhor de encerrar o dia.

Bruna Paiva

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Não Faz Sentido no teatro – eu preciso ir!

Quem não lembra daquele cara chato que amava falar mal de todo mundo, usava palavras pouco educadas e estava sempre com um par de óculos escuros? Isso mesmo, Felipe Neto. Se você esteve presente na internet nos últimos 5 anos você se lembra. Eu contei aqui como foi que acabei virando fã desse cara, que falava mal dos meus ídolos. E juro que estava morrendo de saudades dos óculos escuros mais malvados do Youtube.

Há algumas semanas, o Felipe Neto deu uma notícia que deixou todos os fãs malucos. O Não Faz Sentido vai voltar!! Notícia ótima, não é? Mas respira que ainda tem mais. Os óculos escuros vão ganhar uma turnê pelos teatros do Brasil. Já pensou? Aquele cara que fazia a gente morrer de rir e se questionar sobre o que ele estava falando do mesmo jeitinho, só que agora bem mais perto e ao vivo!

O Felipe já tinha anunciado um projeto secreto há alguns meses, mas só contou o que era no mês passado. Eu amei a novidade e mal posso esperar pela peça Minha Vida Não Faz Sentido. Para o Rio de Janeiro, ainda não tem uma data, o que só me deixa mais ansiosa. Mas várias das cidades já anunciadas estão com os ingressos à venda, e  muitas precisando abrir sessões extras pela grande procura. Os ingressos estão esgotando!

A intenção de Felipe Neto é rodar realmente o país inteiro. Em vídeo, ele afirmou que passará por todas as capitais do país e por muitas cidades no interior. No site oficial da peça, você pode conferir quais são os locais que já foram confirmados e pedir que ele vá até sua cidade. Pessoal do Rio, peçam muito porque eu já não aguento mais esperar!

Deixei lá em cima o vídeo do anúncio de lançamento do projeto da peça. Abaixo, decidi eleger para vocês meus 5 vídeos preferidos da versão mais malvada do Felipe. Divirtam-se:

CREPÚSCULO => Esse vídeo é o mais famoso e um dos mais engraçados. Sempre falo dele… Gosto muito porque, apesar de ser fã da saga, concordo com muitas das críticas do Felipe. Tem umas coisas que realmente não fazem sentido nenhum!

PROPAGANDA => Aqui ele fala sobre aquelas propagandas surreais que a gente vê por aí. É MUITO engraçado. E com certeza um dos meus favoritos.

CARNAVAL => Como já até escrevi aqui no blog, eu não sou muito fã de carnaval. O Felipe também não. Nesse vídeo ele fala tudo o que ele não gosta nessa festa que, pra mim, também não tem nada de bom. É engraçado demais e garanto que vai convencer…

POLÍTICA => Um vídeo postado na época das eleições presidenciais de 2010 que deu o que falar até em reunião da atual Presidente do país. Com argumentos sólidos que fazem todos questionarem ainda mais a política brasileira, Felipe mostra sua revolta. Como sempre, é para pensar e morrer de rir…

– O MAIOR BRASILEIRO => O vídeo é sobre o concurso O Maior Brasileiro De Todos Os Tempos. Felipe critica os resultados do programa e questiona o comportamento intelectual das pessoas no país. A revolta dele faz qualquer um gargalhar além de, é claro, refletir.

 

Bruna Paiva

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Um programa para Meninos e Meninas

meninosemeninas2Quem me conhece sabe que eu sou apaixonada por teatro. Sou louca por uma boa peça e amo a magia que aquele lugar tem. É muito comum escutar que o jovem não gosta dessa arte, mas tenho visto esse cenário mudar há alguns anos.

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Com o Eduardo Mello, de I Love Paraisópolis, em janeiro

Peças voltadas para o público adolescente têm crescido e, cada vez mais, levam os jovens ao teatro. Sempre que eu descubro alguma nova, corro para assistir. Contei aqui no blog sobre Confissões de Adolescentes e, claro, minha queridinha, Tudo Por Um Popstar.

Com o fofo do Gabriel Portela

Hoje vim falar sobre uma peça que eu já devia ter contado para vocês há tempos. O espetáculo, em cartaz há mais de um ano, é imperdível e já foi visto por muita gente. Estou falando de #MeninoseMeninas. Ainda não assistiu? Meu Deus, corre para o teatro A-GO-RA.

A peça é uma espécie de confissões de adolescentes mesclando os dois sexos. Fala sobre tudo: amor, insegurança, bullying, fanatismo, e muitos outros temas presentes na vida de qualquer um nessa fase. Histórias contadas com muito humor, música boa e dança. É uma hora de diversão e não tem como não se identificar com pelo menos um personagem.

Com a Maddu Magalhães!

#MeninoseMeninas passou mais de um ano em cartaz no Shopping da Gávea. Eu assisti em janeiro e amei o musical. Em julho de 2015 eles estrearam no Teatro Miguel Falabella. Quando soube que a peça estava em cartaz tão perto da minha casa, resolvi assistir de novo e arrastar uma amiga. Resultado? Adorei, mais uma vez.

Com o Bruno Ahmed, que fez Rebelde

A cada temporada o elenco sofre mudanças. Um dos motivos para eu ter ido assistir de novo foi saber que a Maddu Magalhães (Youtuber, conheça o canal dela) entrou para a equipe! Eu adoro a Maddu e não podia perder a oportunidade de vê-la de perto. Além dela, a peça conta com um elenco super talentoso com atores como Gabriel Portela, Bruno Ahmed, Eduardo Mello, Larissa Bougleoux, Eike Duarte, Vitória Vianna, Bruna Griphao, Matheus Costa  e muitos outros. Pois é, o elenco é enorme…

Eles ficam em cartaz no Miguel Falabella, no Norte Shopping, até o fim das férias de julho, de quinta a domingo. Se você está em casa sem saber como aproveitar o descanso escolar, apareça por lá. Acredite: não vai se arrepender.

Beijos da Bru

 

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Os 10 filmes mais esperados por mim este ano

Quem acompanha o blog sabe que eu sou completamente apaixonada por cinema. E todo ano eu espero ansiosamente por algum, ou alguns, filmes. Resolvi fazer uma lista com os 10 filmes mais esperados por mim em 2014:

1.   Júlio Sumiu:

O filme brasileiro, que conta com a presença do meu ídolo (Fiuk) no elenco, conta a história de uma dona de casa que se desespera com o sumiço do filho mais novo. Ela pede a ajuda da polícia mas acaba subindo o morro, por conta própria, para procurar o filho com o traficante mais temido da cidade.

Estreia dia 18 de abril.

2.   A culpa é das Estrelas:

O livro Best- seller que eu amei quando li, e até rendeu uma resenha aqui no blog, vai ter sua adaptação para as telonas este ano. A história de Hazel e Gus é romântica, melancólica e eu tenho certeza que vai arrancar lágrimas de todos nos cinemas.

Estreia dia 13 de junho.

3.   A Esperança – parte 1:

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A parte 1 da adaptação do último livro da trilogia Jogos Vorazes também estreia este ano. Após sobreviver pela segunda vez aos Jogos Vorazes, Katniss Everdeen vira o símbolo da revolução em Panem. Eu que sou louca pelos livros e filmes da série não vou perder este por nada.

Estreia dia 14 de novembro.

4.   Malévola:

É isso mesmo, a bruxa má do conto de fadas ganhou um filme só pra ela. A história da Bela Adormecida contada pelo ponto de vista de Malévola.  O filme da Disney com certeza vai ser lindo e arrepiante, porém, desta vez com um toque de maldade…

Estreia dia 30 de maio.

5.   Noé:

O conto Bíblico da Arca de Noé mais uma vez virou roteiro de cinema. Desta vez com uma pegada épica e medieval e Russel Crowe como protagonista. “Noé” tem tudo para ser uma das maiores super produções do ano. Só o trailer já é de arrepiar.

Estreia dia 4 de abril.

6.   Capitão América: O soldado invernal:

Filmes de supre heróis me encantam e eu não escondo isso. Em “Capitão América: o soldado invernal” o super-herói se alia à Viúva Negra  para combater os inimigos na cidade de Washington.

Estreia dia 11 de abril.

7.   Como Treinar Seu Dragão 2:

O primeiro filme, lançado em 2010, foi sem dúvida uma das melhores animações que eu vi nos últimos tempos. Este ano, na continuação de “Como Treinar Seu Dragão”, Soluço vai enfrentar novas aventuras ao lado de seu dragão de estimação, o Fúria da Noite.

Estreia dia 19 de junho.

8.    Edge Of Tomorrow:

A ficção científica estrelada por Tom Cruise narra a trama de um soldado que fica preso no tempo, condenado a voltar sempre ao dia anterior ao de uma guerra. A história me chamou atenção e já estou louca para assistir ao filme.

Estreia dia 6 de junho.

9.    O Espetacular Homem-Aranha 2:

Mais um de super-herói para a coleção! A sequência da nova versão do herói da Marvel também estreia este ano. Agora, Peter terá que enfrentar o vilão Electro e se aliar a um antigo amigo: Harry Osborn, filho do duende Verde.

Estreia dia 2 de maio

10.    Rio 2:

Sequência da animação que se passa em terras cariocas, “Rio 2” vai trazer de volta o casal de araras-azuis mais lindo dos cinemas. Blu e Jade voltam, agora com um casai de filhotes, para curtir a Copa do Mundo de 2014.

Estreia dia 28 de março.

Caio Castro me decepcionou

3637986681-caio-castro-interpreta-o-medico-michel-em-amor-vidaCaio Castro perdeu muitos pontos comigo no último fim de semana. Sempre achei ele um gato e não nego que, desde Malhação, gostava do trabalho dele. Mas suas declarações sobre teatro e literatura, reapresentadas numa entrevista dada à Marília Gabriela no canal GNT, me decepcionaram. De uma só vez disse que não gosta de teatro e que lê somente por obrigação, para “estar antenado” quando alguém perguntar.

Me admira ele que ganhou um concurso para jovens atores, e diz amar sua profissão, dizer que o teatro não lhe apetece. Gente, eu faço teatro amador, mas na única peça que apresentei na vida já pude sentir a magia que o palco exerce sobre qualquer ator.

Ignorante é aquele que diz que o teatro é chato. Tenho pena de quem pensa assim, porque perde uma das melhores oportunidades de se enriquecer culturalmente. É espantoso ver um “ator” tratar a arte dramática com tanto desprezo. Rostinho bonito e corpinho gostoso ajudam muito na TV, mas  estão longe de resumir os verdadeiros valores de um ATOR.

As declarações de Caio geraram revolta também no meio artístico, principalmente entre atores mais experientes. Ingrid Guimarães se disse espantada com os jovens atores que “cada vez mais se distanciam da essência da profissão.” Miguel Falabella apoiou a colega declarando que ela só errava em chamá-lo de ator, “Não é ator, é desinibido”, disse. Já Pedro Paulo Rangel referiu-se à Caio Castro como uma “anta” e disse regozijar-se “de não tê-la pastando em nosso jardim.”

Na internet muita gente condena enquanto outros defendem Caio Castro. É uma pena ouvi-lo dizer uma coisa dessas. Porque eu nunca achei que ele era só um rostinho bonito. Mas Caio, você atacou sua própria profissão. Disse não gostar exatamente daquilo que faz. Não digo que perdi por completo a admiração que tinha por você. Mas, com certeza, parte do encanto se foi.

Bruna Paiva

Príncipe dos Porquês: uma peça fofa que incentiva a leitura

Foto: Aline Ourique / Divulgação

Foto: Aline Ourique / Divulgação

Sabe aquela fase chata que toda criança tem de querer saber o porquê de tudo? A peça infantil “O Príncipe dos Porquês” aborda exatamente esse tema. Achei muito legal ver as crianças na plateia se identificando com os milhões de porquês do pequeno Lucas.

Com um that Dany Stenzel interpreta um respostalita

Com  Dany Stenzel , que interpreta a Respostalita

A peça é superinteressante e bem divertida, não só para os pequenos. Quem tem criança em casa  vai rir muito e com certeza  se identificar com algumas das situações apresentadas no palco. O cenário é bem colorido e o elenco, afinado, prende a atenção do início ao fim. E, além de divertir, o espetáculo aborda, de forma descontraída, algumas regrinhas da Língua Portuguesa.

O Mundo dos Porquês é um planeta habitado por seres mágicos da nossa língua. Porém, esse mundo está desaparecendo aos poucos por causa do famoso “porque não”. Cada vez que um adulto responde “porque não” para uma criança na Terra, um pouco do planeta mágico  desaparece.  A única esperança do Mundo dos Porquês é que o menino Lucas, que tem uma curiosidade interminável, seja capaz de ajudar a salvar o planeta.

A história, muito original, é a primeira obra infantil da escritora e produtora cultural Letícia Dal-Ri. Rendeu um belo espetáculo e também um livro de mesmo nome inspirado na peça. Quem quiser pode comprar o livro, com direito a autógrafo da autora no próprio teatro.

Com a Letícia Dal-Ri, autora da peça e do livro

Com a Letícia Dal-Ri, autora da peça e do livro

Se você tem um filho, sobrinho, primo ou irmão pequeno, já  não lhe falta um belo pretexto para aparecer no Teatro Leblon no próximo fim de semana. Vale e muito assistir à peça e levar o livro, que também é muito legal para as crianças. É bom incentivar a leitura desde cedo…

Bruna Paiva

SERVIÇO:

O Príncipe dos Porquês

Teatro Leblon – Sala Marília Pera

Sábados e Domingos às 17h (até dia 16 de março)

Sessão especial com audiodescrição e libras no dia 8 de março.