Só mais uma pra conta

O mundo não acabou. A vida não deu stop. O ar continua invadindo meus pulmões. Meus órgãos não desintegraram. O chão segue firme sob meus pés. A música no bar nem mesmo baixou de volume.

Mas dessa vez eu não fui surpreendida pela falta de mudança exterior. Sabia que não era o fim de nada além de mais um “nós” que nem era tão plural assim. Dessa vez, não chegou a doer. No máximo um incômodo que perturba um pouco, mas logo passa. Afinal, não foi nada de extraordinário, nada fora do costume.

Só mais um punhado de expectativas quebradas. Mais uma vez em que senti demais por quem sentia de menos. Talvez a culpa seja mesmo minha por me entregar demais, esperar demais. Mas que posso fazer se é só desse jeito que sei sentir?

Pelo menos, de certa forma, já aprendi a lidar com as pequenas decepções que me assolam de vez em quando. A velha receita sempre funciona: focar em outras coisas, encontrar um bom livro, sair com uns amigos e achar motivos para rir até machucar a barriga. E a dor que não for física a gente transforma em arte.

Bruna Paiva

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Último Porre

Então vamos brindar! Um brinde à minha solidão e à falta que eu ainda sinto de você. Uma dose pela dor e outra pela sua nova felicidade. Brindemos à mensagem que eu juro que foi o álcool quem te mandou há pouco. E à maquiagem agora rolando pelo meu rosto.

Garçom, mais uma garrafa, por favor. E traz com dois copos que é para brindar comigo mesma. Brindar às suas fotos que ainda estão na minha parede, mesmo que suas gavetas estejam vazias, e à sua boca que não beija mais a minha. Brindar à roupa de cama que ainda tem o seu cheiro e à minha cabeça que faz questão de repassar cada momento nosso. Um brinde à sua irmã que trabalha comigo e vai me fazer lembrar de você todos os dias.

Só mais essa, eu prometo. Talvez mais uma, duas ou três. Só para a bebida quente abraçar meu coração. Vamos brindar à minha casa bagunçada e à geladeira vazia, que eu não tenho vontade de encher. Meu trabalho pela metade, à academia que eu paguei e não fui, o encontro com meus amigos que eu faltei e tudo o que eu não tenho conseguido fazer porque você segue sendo só o que se passa na minha cabeça.

Moço, traz mais uma dose enquanto eu enxugo a cara suja de rímel na blusa branca que foi ele que me deu. Me dá mais tequila porque eu ainda lembro de tudo. De cada beijo, cada palavra e cada vergonha que eu já passei desde que ele me deixou. Pode trazer mais uma pra ver se eu esqueço, se eu consigo, com álcool, apagar toda essa dor.

Um brinde ao cara ali do lado que não para de olhar para mim e um outro para você que me obrigou a encher a cara para te esquecer. Esse é o último. O último, eu juro. Como jurei no anterior e vou acabar jurando no próximo. Mas enquanto não aprendo a cumprir o que prometo, vou tomando alguns últimos porres até que não precise mais jogar a culpa em você.

Bruna Paiva

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Pretérito Perfeito

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É, eu percebi. Vi você me olhando e li a dor em seus olhos molhados. Te conheço o bastante para compreender tudo sem que nada seja dito. Não precisei te ouvir para entender o que queria quando se aproximou. Mas sei que você não me conhece tão bem.  Não seria capaz de inferir o porquê do meu não. Sendo assim, aí vai:

Desculpa, mas não dá mais para mim. Lamento que seu arrependimento só tenha batido agora. E lamento toda a confusão, dor e sofrimento que você vai encarar pela decepção. Os enfrentei há pouco. Mas passou, assim como o seu vai passar.

Sofri bastante também. Chorei, lembrei, senti falta e tive o coração despedaçado a cada vez que aquela data chegava. Aliás, deu uma olhada no calendário essa semana? Não queria que sofresse como eu, afinal, ainda nutro muito carinho por você. E não desejo a ninguém tudo aquilo por que precisei passar.

Mas espero que te sirva como um aprendizado. Não se tem tudo o que se quer à hora desejada. A vida não tem filhos mimados. Sempre te disse e vou repetir: é a velha história do “quem não quis quando podia, quando quiser não vai poder”.

Você me teve, você pôde. Teve uma menina que te amava apesar e por causa de todos os seus defeitos. Que era louca por você e queria te dar o mundo. Que se permitiu sonhar, acordada ou não, em ter você no futuro. Alguém que te quis e que amava te ver sorrir. Que reconhecia teu perfume de longe e te achava lindo quando estava brabo.

Entretanto, como bem disse, teve. No Pretérito Perfeito do Indicativo, assim como eu sofri, chorei e estive mal. Mas passou. De agora em diante não te conjugo mais no presente.

Bruna Paiva

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