7 Blogs e Canais incríveis para quem sonha em fazer intercâmbio

Você tem o sonho de passar uma temporada em outro país estudando ou trabalhando? Eu também tenho muita vontade de fazer um intercâmbio. Mas nem sempre a gente tem o tipo de informação que precisa para conseguir realmente tirar essa ideia da cabeça e concretizar o sonho. E, acreditem, informação é a chave para você encontrar exatamente o que procura e ainda gastar pouco. Você sabia que é possível conseguir o intercâmbio dos seus sonhos praticamente de graça? Basta correr atrás e fazer sua pesquisa nos lugares certos.

Porém, são poucos os espaços na internet que trazem tanta informação. Por isso, resolvi compartilhar com vocês os blogs e canais no Youtube que eu acompanho sobre o assunto e que são fundamentais se você, como eu, também sonha em fazer um intercâmbio!

 

O Partiu Intercâmbio é um site incrível e muito completo. Se você tem alguma dúvida sobre modalidades de intercâmbio, como conseguir bolsas, como funciona tudo isso, para onde ir de acordo com os seus interesses… Acredite, você precisa conhecer o PI. O que eu acho mais sensacional no site é que eles têm um mecanismo que te permite encontrar bolsas de estudos que estão sendo oferecidas no momento com todas as informações importantes.

 

O Gerson Saldanha ganhou um concurso para estudar em Seatle e, quando voltou pro Brasil, resolveu começar a divulgar intercâmbios gratuitos para os jovens. O canal é incrível e traz muitas dicas boas, além de explicar de um jeito muito dinâmico e divertido o que você precisa para cada tipo de intercâmbio. Ele coloca experiências dele nos vídeos também, o que deixa tudo muito mais pessoal.

 

  • Estudar Fora

O Estudar Fora é uma iniciativa da Fundação Estudar. O site deles é no mesmo estilo do Partiu Intercâmbio, bastante completo com todas as informações que você nem imagina que precisa. Mas o canal no Youtube deles é bem mais ativo que o do PI e eu confesso que gosto mais também. Todo mês eles fazem um compilado das bolsas de estudo que estão prestes a encerrar e sempre trazem novidades e dicas diferentes para públicos muito diversos.


Já sabe o que quer?

Uma vez que você já decidiu o que quer fazer e para onde quer ir, é interessante também procurar outros canais que, apesar de não serem especializados em intercâmbios como esses que eu citei, têm muita informação que pode lhe ser útil.

Estou falando dos diários de intercambistas por aí. Muita gente resolve registrar a experiência e dividir dicas sobre a modalidade de intercâmbio e o lugar para onde foram. Esses relatos podem ser fundamentais para você saber o que fazer em certas situações. Separei alguns diários de intercâmbio que eu acompanhei só para vocês terem uma ideia.

 

  • O intercâmbio na Disney do Igor Saringer

O Igor foi trabalhar na Disney pelo programa ICP, em que universitários de todo o mundo podem se candidatar para passar uma temporada trabalhando e morando na Disney. O mais legal desse intercâmbio é que, por ser remunerado, ele praticamente se paga.

  • O intercâmbio na Alemanha do Ícaro Molinari

O Ícaro foi fazer um intercâmbio de um ano na Alemanha e, em seus vídeos, ele explica bastante como é a vida por lá e mostra vários costumes alemães bem diferentes dos nossos. Além de dar algumas dicas sobre como conseguir o mesmo tipo de programa que ele.

 

  • O intercâmbio no Canadá da Gabbie Fadel

Esse é o mais antigo da lista. A Gabbie foi pro Canadá em 2012, mas foi um diário muito importante para mim já que foi o primeiro que eu acompanhei e o que me despertou essa vontade de estudar fora também. Ela foi fazer um curso de idiomas no Canadá e ficou numa Hostfamily. É bem bacana acompanhar a experiência da Gabbie durante os meses que ela passou por lá.

 

  • O intercâmbio na Broadway da Gabriella Adami

A Gabriela Adami é uma amiga que se formou na escola de dança alguns anos antes de mim. Ela está voltando (agora em setembro) de um intercâmbio nos estúdios de dança da Broadway, em Nova York. Ela registrou tudo num diário super legal e deu várias dicas para quem quer fazer o mesmo tipo de intercâmbio que ela ou outros!

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Boa Noite: uma história importante, mas nem tão fofa quanto o título

Entrar numa faculdade, morar numa república, mudar de cidade, conhecer gente nova, ter a oportunidade de escolher quem você vai ser de agora em diante. Quanta gente não sonha com isso por aí? É exatamente o que acontece na vida de Alina, no livro Boa Noite, da Pam Gonçalves.

Alina cresceu no interior e nunca teve uma vida social muito ativa. Quando passa para o curso de Engenharia da Computação na universidade, arrisca sair da casa dos pais e vai morar numa república. Lá, começa a ser apresentada para a vida universitária. Junto com os novos amigos, ela passa a frequentar as melhores festas e conhece muita gente. A menina se descobre gostando desse mundo e até arrisca um romance. Tudo parece incrível até que criam uma página de fofocas na internet para falar sobre as garotas da faculdade. Paralelo a isso, vários casos de abuso sexual começam a ser denunciados na faculdade.

Boa Noite não é uma história fofa como o título. O livro traz um assunto muito importante e o trata com seriedade. Amei a maneira como a Pam nos envolve no drama de Alina. A narrativa em primeira pessoa aproxima o leitor da protagonista. Não consegui parar de ler enquanto não terminei. Os personagens são incríveis. Muito bem construídos, tive vontade de ser amiga da Manu e casar com o Gustavo.

img_20160918_202240.jpgAcompanho a Pam Gonçalves desde que ela escrevia suas resenhas no blog Garota It. Um dos meus livros favoritos é uma indicação dela e já até ganhou resenha aqui no blog: A Lista Negra. Adoro os vídeos do canal da Pam no Youtube e fiquei muito curiosa quando soube que ela lançaria um romance. Quem me segue nas redes sociais viu que eu fui ao lançamento aqui no Rio. Ela foi muito simpática na tarde de autógrafos e me pediu para contar o que eu achasse do livro.

Eu achei o livro incrível. A maneira como ela retrata um comportamento machista na universidade, a relação de quatro meninas com um curso predominantemente masculino. A amizade entre os colegas de república, o romance de forma sutil, sem tirar o foco do assunto principal. É uma história que fala sobre abuso sexual, machismo, representatividade, preconceito, sororidade, amizade e amor. Um livro que eu levei para me acompanhar numa viagem e me fez rir e chorar na beira da piscina.  Que faz pensar e que tinha que ser lido por todos os jovens. Um livro que rende uma boa discussão sobre a maneira com que as pessoas pensam e agem por aí.

Se o primeiro livro da Pam já me deixou tão encantada, mal posso esperar pelos próximos trabalhos da autora!

Bruna Paiva

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Conversando sobre escolha da profissão – VIDEO NOVO NO AR!

Chegou a hora, você precisa escolher, tem que decidir a profissão em que vai querer atuar. Será mesmo que precisamos de tanta pressão assim? E será que a escolha é uma espécie de portal definitivo, que cruzamos sem direito a dúvidas ou arrependimentos? Claro que não! O video desta semana é sobre escolha profissional, inspirado no texto “O que você quer ser quando crescer?“, escrito por mim em janeiro de 2015.

No vídeo comento como foi meu próprio processo decisório até perceber que não precisava abdicar de uma paixão por outra. Foi assim que escolhi levar a dança e a literatura comigo para a vida adulta. Entre outras coisas, também falo sobre o direito que temos de fazer correções de rumo no meio do caminho, sobre a necessidade de experimentar, acreditar e perseguir nossos sonhos. Espero que gostem e que , de alguma maneira, ajude quem está passando por essa fase!

Aproveito para convidar todos para a minha a página do Wattpad (onde cada vídeo é postado com os textos que me servem de inspiração). É  no Wattpad que o ADOLESCENTE DEMAIS está se desenhando como livro. E você pode participar ativamente desse processo, deixando likes, comentários, folheando as páginas já escritas e trocando comentários com outros leitores.

Obrigada pela leitura e audiência cada vez maior!

Beijos da Bru!

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Ex-adolescente fala sobre dificuldades na escolha de uma profissão

  

reprodução web

reprodução web

Olá. Sou um ex-adolescente de 41 anos e vim aqui  contar um pouco da minha experiência  no processo de escolha da  minha profissão.  Aos 16 eu vivia cantando, estudava violão clássico, tocava guitarra, programava  jogos  no meu computador , era atleta de Tae Kwon Do, gostava muito de ler, escrever,  fazia teatro e o cinema era minha segunda casa. Imaginem  como era minha cabeça em meio a essa sopa de atividades…

Para tumultuar ainda mais, eu era tímido, um tanto inseguro,  ainda virgem (pra mim era um problemão), sem grana e digamos que não me enquadrava entre os mais belos da minha rua.  A adolescência é dura, particularmente com os homens. Enquanto as meninas florescem, lindas, repletas de curvas e olhares sedutores, nós, meninos, crescemos de forma desproporcional, desajeitada e infantil.

Mas voltando à escolha profissional, as carreiras que naquela época eu achava que se enquadravam em meu mundo eram Educação Física, Música, Computação, Letras, Artes Cênicas e Cinema. A vocação para as artes  falava alto,  mas ainda mais alto falava a vontade de ter uma vida financeira estável. Cresci  em um cenário de hiperinflação vendo minha mãe se desesperar cada vez que o aluguel aumentava, ou que a prestação da escola subia.  Não queria passar pelas mesmas dificuldades com minha futura família.

Lembro bem de um episódio marcante que, na minha  ingenuidade adolescente, pesou  bastante na decisão de desconsiderar qualquer possibilidade de uma carreira artística. Fazia curso de canto, teatro e oficina de poesia no Galpão das Artes, uma espécie de mutirão  artístico que funcionava colado ao MAM do Rio, onde  hoje funciona a casa de espetáculos Vivo Rio.  Um dia, depois da aula, fui embora andando com o professor, um grande poeta.  Em um dado momento ele catou umas moedas na bolsa, despediu-se  de mim e saiu correndo para pegar um ônibus lotado que chegava no ponto.

Um ônibus?! Me indignei ao ver como a sociedade tratava um renomado  artista, com vários livros publicados, vários prêmios no currículo. Na minha cabeça aquele homem tinha que ter um bom carro, uma vida confortável que recompensasse seu talento.  Como eu não tinha vocação pra hippie, decidi que meus talentos artísticos ficariam relegados à categoria de hobby. Precisava escolher uma profissão rápido e não estava disposto a passar as privações impostas à maioria dos  músicos, poetas, escritores e atores.

De repente a  informática já não me atraia tanto e eu  estava perdido, não sabia mais para onde ir. Não Lembro bem em que momento , mas  houve um ponto em que a  Comunicação me pareceu uma  boa alternativa.  Não fazia a menor ideia do que era o curso ou o mercado de Comunicação, mas  imaginei que poderia ser um caminho para unir  a música, o cinema, a literatura, o teatro e até o esporte em uma única carreira.  Dentro da Comunicação, estudei  Publicidade. Mas quando estagiava em uma agência vi que aquilo não me realizaria. Troquei de curso e tive a sorte de me tornar jornalista.

Em 22 anos de carreira já perdi a conta de quantas histórias ajudei a contar. E de quantas pessoas consegui ajudar com as histórias que contei.  Me arrisquei, experimentei , acertei mais do que errei. Vivo fazendo o que gosto. Voltei a arranhar o violão, a treinar Tae Kwon Do, me reaproximei do teatro e da literatura.  Aprendi a saborear a vida sem abrir mão das coisas que me dão prazer.

Hoje olho para trás e percebo que poderia estar feliz em qualquer carreira que tivesse abraçado. Porque não é a profissão que você exerce que  vai determinar o seu grau de sucesso e realização profissional. A  forma como você se relaciona com a profissão que escolheu e com as pessoas ao seu redor é que será determinante.  É claro que uns têm mais sorte, para outros as oportunidades aparecem mais facilmente, mas quem acredita, trabalha direito e persiste chega lá. Independente da profissão, é a forma como você encara os obstáculos, e como trabalha para superá-los ,que irá determinar o tamanho do seu grau de satisfação em relação à vida.

Tenho amigos que tocam suas vidas de forma digna, alguns até com boa dose de conforto, na música, nas artes e na Educação Física. Hoje tenho meu carro, minha casa, minha família, mas às vezes uso transporte público.  E quer saber, cada vez que preciso fazer sinal para pegar um ônibus lembro daquele velho poeta… E de como nós adolescentes  muitas vezes tomamos decisões importantes sem o devido cuidado.

Portanto, se você está em dúvida sobre qual carreira seguir, converse com profissionais da área, informe-se sobre o mercado, pesquise na internet, procure conhecer antes de se definir. E se,no meio do caminho, perceber que fez a escolha errada, não tenha medo ou vergonha de mudar. É o seu futuro que está em jogo.

Por JMC para Adolescente Demais