Girl Power: 10 filmes sobre mulheres incríveis!

Oi, gente. No post de hoje, eu trouxe 10 filmes que eu adoro e trazem histórias de mulheres incríveis. São filmes ótimos para aqueles dias em que a gente precisa de um bom exemplo de empoderamento feminino. Girl Power minha gente!

  • Bad Moms (Perfeita é a mãe)

Esse filme é muito divertido, e, pra quem é mãe, deve ser libertador. Amy é uma mulher que parece ter uma vida perfeita, casamento, filhos, trabalho, tudo sobre controle. Mas um dia ela simplesmente se vê cansada daquela rotina toda e, na companhia de mais duas amigas,   resolve ser uma “bad mom”, porque, afinal, ninguém consegue ser perfeita o tempo inteiro.

 

  • Operações Especiais

Essa produção nacional é simplesmente incrível. A protagonista, vivida pela maravilhosa Cléo Pires, é uma jovem formada em hotelaria que, depois de presenciar um crime, resolve entrar para a polícia. Dentro da equipe, ela é a única mulher e acaba sendo subestimada pelos colegas. Mas, apesar de todo o preconceito, ela se mostra uma profissional muito competente e acaba se tornando essencial nas operações.

 

  • O sorriso de Monalisa

Aquele tipo de filme transformador, sabe? Uma professora de História da Arte recém-formada é contratada para lecionar numa das melhores escolas só para meninas do país. Katherine Watson é uma mulher extremamente livre e se vê numa saia justa quando percebe que a maioria das meninas na escola olham para o casamento como sua única possibilidade de futuro. O trabalho que ela faz com as alunas, mostrando que elas podem ser qualquer coisa que quiserem, é maravilhoso.

 

  • Legalmente Loira

Esse é um clássico, né? Quem nunca assistiu e se envolveu com a história de Elle Woods? A loirinha vai pra faculdade atrás do namorado (que é um idiota e largou a menina) e, apesar dos preconceitos vindos de absolutamente todos os lados, acaba se destacando entre os colegas. Não tem como não torcer pela menina.

 

  • Nise- o coração da loucura

Mais um nacional incrível. Nise é protagonizado pela Glória Pires e conta a história real da psiquiatra Nise da Silveira. O trabalho que a médica faz com os internos mais “problemáticos” passa das barreiras dos preconceitos. A história é muito inspiradora. E, meu Deus, QUE MULHER. Um exemplo de força e determinação.

 

  • Joy

A história da moça que tem uma vida pessoal extremamente complicada, mas ideias brilhantes é incrível. A protagonista, vivida pela musa Jennifer Lawrence,  batalhou muito para conseguir ser uma mulher poderosíssima graças às suas invenções.

 

  • O Diabo veste Prada

Outro clássico maravilhoso! Só de pensar nele eu já começo a cantar Suddenly I See. Andy é uma moça cheia de sonhos para sua carreira jornalística. Mas nas mãos de sua chefe, Miranda Priestly a menina sofre e muito. A vida dela vira completamente de cabeça para baixo e ela acaba colocando a própria confiança à prova. Mas é claro que ela consegue dar a volta por cima e surpreender inclusive a chefe doida.

 

  • Jogos Vorazes

Quer mulher mais empoderada que Katniss Everdeen? A menina se voluntaria para tomar o lugar da irmã num reality show mortal e ainda revoluciona o país inteiro.  Fora que enfrenta todo mundo que sempre a subestimou, né? E mostra que ela pode conseguir o que quiser fazendo as coisas do jeito dela.

 

  • Orgulho e Preconceito

O filme baseado no romance de Jane Austen (que inclusive é o livro que eu estou lendo no momento) é uma graça. Elizabeth Benett é a segunda de uma família de cinco irmãs, mas diferente delas, a menina não quer que sua vida se resuma a um casamento. Ela recusa um casamento sem amor com um primo que só a quer por interesse e, cada vez mais, seus encontros com o enigmático Mr. Darcy aumentam. Apesar de ser uma história de amor, A força e a personalidade forte de Elizabeth são INCRÍVEIS.

 

  • Histórias Cruzadas

Esse filme é MARAVILHOSO. E tem um monte de mulheres incríveis. Uma jornalista resolve escrever um livro sobre as mulheres negras da cidade que largam suas vidas pessoais para trabalhar nas casas da elite e cuidar dos filhos dos ricos. É uma história divertida e emocionante.

 

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A diferença entre assédio e elogio

Cena: Menina, 17 anos, saindo do prédio num dia de calor do Rio de Janeiro. A rua é uma ladeira pouco movimentada na zona norte carioca. Ela está indo para o pré-vestibular, mochila nas costas, sol na cabeça, vai pegar um ônibus na rua transversal. Eis que o táxi descendo a ladeira diminui a velocidade até quase se igualar ao ritmo dela. O trabalhador no volante escancara a janela, mete a cabeça para fora e grita “tá de parabéns, hein, gostosa”. Ela revira o olho, mas ignora. Ele repete e ela precisa respirar fundo para não responder. E então, escuta um barulho alto. Quando olha para trás, vê que, prestando tanta atenção nela, o taxista esqueceu de olhar para a rua e acabou batendo no carro parado na frente. Ela ri bastante, o cara fica puto.

A história acima aconteceu com uma amiga minha. Ela postou no Twitter e eu achei bem engraçado. Acontece que, quando passei adiante, ouvi muito os seguintes argumentos: “você tá achando engraçado? É o instrumento de trabalho do cara”, “ele tava só elogiando a garota, não fez nada demais”, “o cara faz um elogio e vocês desejam o mal dele?”, “ele deve ter levado o maior prejuízo e ela ainda riu na cara dele?”.

De fato, é o instrumento de trabalho do cara. E certamente ele teve um prejuízo. Mas, queridos, eu acredito bastante em carma. O que você faz nessa vida, seja bom ou ruim, volta. De uma forma ou de outra, volta. E para aqueles que ainda têm uma certa dificuldade em diferenciar elogio de assédio, deixa eu tentar ser bem clara e didática.

Se você quiser elogiar uma mulher desconhecida na rua, aqui vai um tutorial. Chegue desarmado, sem essa tua marra de quem acha que come todo mundo mesmo. Olha no olho dela enquanto fala. Diz que ela é bonita, que gostou do jeito que ela se veste, que o perfume é bom, que ela tem um sorriso lindo, fala para ela o que chamou a sua atenção. Mas, antes de falar, pense dez vezes se o que você pretende dizer pode soar ofensivo. Não encosta nela enquanto fala a não ser que ela te dê liberdade para isso. (E, não, a roupa dela não é código para você saber se pode ou não pôr sua mão ali)

Se você chegou numa boa, foi simpático, elogiou a menina de verdade e esperou a reação dela sem pressão, você tem alguma chance de ela te achar legal e te dar uma atenção. Mas se ela disser não, querido, paciência, a vida é assim mesmo.

Quando você grita “e aí, gostosa”, “princesa”, “ô, lá em casa”, ou coisas do gênero para qualquer uma na rua, isso NÃO É um elogio. Você está sendo escroto, babaca, machista e imbecil, no mínimo. Esse tipo de coisa ofende. Não porque a gente não se ache gostosa, pelo contrário. Mas porque a gente se sente exposta, nua, suja e impotente. Parece que você é um pedaço de carne no açougue à disposição de quem quiser levar. E ofende porque a gente sabe que é muito mais do que isso; e queremos ser vistas e tratadas com respeito.

Você não tem o direito de assediar ninguém na rua só porque acha que tá tudo bem. Porque pra você pode até estar tudo ótimo. Mas para a gente não fica. Surgem um milhão de questões na cabeça. Dúvidas sobre o nosso valor e capacidade de chegar onde queremos.

Muita gente tenta educar homens falando “podia ser a sua mãe, sua filha ou sua irmã”. Mas a verdade é que o assédio não é errado porque você tem uma mãe, filha ou irmã. O assédio é terrível porque nós somos seres humanos; tão capazes quanto vocês. E merecemos respeito e liberdade para viver em paz, assim como vocês.

Bruna Paiva

 

 

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Uma playlist bem GIRL POWER para você se sentir maravilhosa

 

Imagem: Pixabay

Outro dia eu, em plena TPM, estava me sentindo meio mal e resolvi apelar para um dos melhores remédios do universo: música. Mas eu não queria ouvir qualquer coisa, precisava de algo que me jogasse pra cima sem diminuir ninguém. A maior parte das listas que eu achei tinham músicas ótimas, mas muitas, apesar de serem cantadas por mulheres sensacionais, falavam sobre homens; e não era aquilo que eu queria no momento.

Como não encontrei bem o que estava procurando, resolvi montar eu mesma uma playlist que me agradasse. Acabei fazendo uma lista de músicas empoderadoras cantadas por mulheres; de preferência falando sobre como nós somos incríveis, e não sobre homens que nós não queremos mais.

Eu amei o resultado e tenho escutado tanto essa playlist que resolvi compartilhar com vocês. A Playlist é pública no Spotify, e eu também criei uma lista de reprodução no Youtube para vocês terem as duas opções. Espero que gostem e se sintam incríveis escutando!

Clique aqui para entrar na Playlist pelo Spotify!

Youtube:

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Onde o feminismo se aplica na sua vida?

Imagem: Pixabay

Dia desses ouvi um estranho na rua discursando sobre como o feminismo é desnecessário, radical e só quer fazer com que mulheres tenham mais direitos que homens. Eu não me meti na conversa em parte porque não tinha energia para aquilo no momento, parte pela boa educação que meus pais me deram. Acontece, que o que aquele estranho não sabia era que logo ao seu lado, havia alguém se sentindo poderosamente feminista naquele dia.

O feminismo está na luta, na militância? Está, sim. E ainda bem que existem mulheres incríveis dispostas a dar a cara a tapa por todas as outras. Mas o feminismo também está presente em coisas pequenas, do dia a dia.

Naquela tarde, eu vesti a roupa que eu quis, me arrumei toda, olhei no espelho e pensei “meu Deus, que mulherão da porra”. Depois eu saí, sozinha, com o meu dinheiro, encontrei com uma amiga e me diverti a tarde inteira sem dar satisfação para ninguém. Fizemos o que tivemos vontade e depois voltamos para casa. Coisa boba, nada demais, mas eu voltei no metrô (o mesmo em que encontrei o distinto senhor do início do texto) me sentindo incrivelmente livre e feliz.

E o feminismo está aí, em me olhar no espelho, vestindo a roupa que eu gosto, achar ótimo e sair sem dar atenção para o que qualquer um acha do jeito que me visto. No prazer de ter o meu próprio dinheiro e fazer dele o que eu bem entendo. Na segurança em afirmar que um relacionamento, hoje, está longe de ser prioridade na minha vida. O feminismo está nos planos e objetivos que eu traço para mim. No entendimento de que eu sou a pessoa mais importante da minha vida, mesmo. No fato de que agora eu estou postando esse texto e falando sobre esse assunto num espaço que é meu e ninguém tem nada com isso.

O feminismo está na liberdade. Em, finalmente, poder afirmar sem medo que sou apaixonada por mim. Em ponderar as situações e tomar, eu mesma, as decisões importantes da minha vida. O feminismo está na minha avó, que vai me matar quando ler isso, mas, sem tomar consciência, é um dos maiores exemplos feministas da minha vida. Uma mulher que criou três filhos sozinha, que apanhou muito da vida e que hoje, aos 71 anos, é livre, ativa e faz de si o que bem entende.

O feminismo é fundamental e nos permite tomar as rédeas de nossas próprias vidas. Nos faz entender que somos capazes de qualquer coisa. Nos permite acreditar em nós mesmas. E talvez isso incomode; mulheres se unindo, se espelhando umas nas outras para chegarem aonde tiverem vontade. E justamente porque ainda incomoda é que precisamos mais dele. Por causa do feminismo, hoje, eu sei exatamente o que quero da minha vida e luto por isso. Porque eu sei que posso e consigo.

Bruna Paiva

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Dona de si

woman-1208328_640.jpgEla anda descalça pelos corredores da faculdade e não se incomoda se a blusa estiver amarrotada. Ela ama moda e veste tudo o que acha bonito, mas, quando a preguiça é maior, ela corre para as combinações de sempre. Ela usa tênis com qualquer meia e só passa maquiagem quando está com paciência.

Ela dá um nó no cabelo bagunçado, sem pentear, e sai de casa numa boa. No fone de ouvido, escuta de Beatles a Molejo. Adora livros densos, mas se derrete com os romances adolescentes. Ela come de tudo o que gosta e uma vez por dia dá uma volta no quarteirão com o cachorro. De vez em quando ela pega a bicicleta e pedala pela cidade. Ela assiste a filmes de ação, comédia, romance e terror.

Ela não bota dificuldade em nada. Não se priva do que quer. Se está louca para ir à praia, dá um jeito e vai. Quer sair para beber? Chama as amigas. E, se ninguém for, ela vai sozinha mesmo. Ela sai com quem tiver vontade e faz o que estiver a fim. Até sonha em encontrar um amor, mas não se prende a ninguém por pura carência.

Paga as próprias contas e ama viajar. Ela não tem vergonha de nada. Faz tudo o que quer na vida e não esconde isso de ninguém. Não dá a mínima atenção aos julgamentos vindos de gente que no fundo queria ser como ela.

Ela é livre, dona de si. É quem manda no próprio corpo, nas próprias vontades, na própria vida. Ela queria que todas as outras mulheres pudessem sentir a liberdade de ser assim: escritora do próprio destino.

Bruna Paiva

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Favoritos do mês: as coisas mais legais de Julho

Oi, gente! Tudo bom?

Julho já acabou e com ele as férias de alguns. Já pra quem é do Rio, as férias estão só começando! No post de hoje eu trouxe minhas coisas favoritas desse mês. Tem canais no Youtube, músicas, videoclipes e mais! Confiram:

1-      Samanta Holtz fez um vídeo respondendo minha pergunta!

A Samanta é uma autora nacional que eu adoro. Perguntei pra ela o que era melhor: conciliar a carreira de escritora com outro trabalho ou me jogar somente no mundo literário. Ela fez um vídeo incrível respondendo minha pergunta e falando sobre como ela encara esse dilema. Vale a pena assistir!

 

2-      Show do Luan no Metropolitan20160722_235355.jpg

 

Depois de dois anos na vontade, desde que comecei a admirar e acompanhar mais o Luan Santana, eu finalmente consegui ir a um show! Quando soube do show no Metropolitan, pensei “nesse eu vou de qualquer jeito”. E eu estava lá! Foi incrível. O show foi maravilhoso, ele é maravilhoso, aquela energia foi sensacional. Quem me acompanha nas redes sociais (principalmente Snapchat) percebeu o quanto eu curti o show. Já quero mais!

 

3-      Mundo Paralelo

Na primeira vez que assisti a um vídeo do Klebio Damas, não gostei muito. Mas em julho eu dei uma segunda chance e adivinha quem assistiu a quase todos os vídeos do canal? Ele é muito divertido e eu não perco mais nenhum vídeo…

 

4-      Rafinha Bastos- 8 minutos com Fiuk

Eu adoro o quadro 8 minutos no canal do Rafinha Bastos. E sou, há anos, mega fã do cantor e ator Fiuk. Então vocês imaginam minha reação quando soube que ia rolar o 8 minutos com meu ídolo, né? O melhor de tudo é que a entrevista ficou muito boa e, pelos comentários, quebrou o preconceito de muita gente com o Fiuk. Assistam porque está incrível.

 

5-      Ana Maria Brogui

Não sei se já contei aqui no blog, mas eu adoro cozinhar. Em julho descobri o canal do Caio Novaes: o Ana Maria Brogui. Ele faz receitas incríveis e ainda ensina a fazer receitas de marcas famosas como milk-shake do Bobs, Yakult, Cheddar Mcmelt do MC Donalds e até o bolo gordo do ICarly!

 

6-      TriGo – Medley Enrolados

O Canal TriGo, que faz mashups incríveis com as mais diversas músicas, lançou um medley com as canções do filme Enrolados, da Disney. Eu adoro esse filme e sei as musiquinhas de cor e salteado. O vídeo ficou lindo!

 

7-      Fiuk com Christian Figueiredo e Celso Portioli

Esse mês, o Fiuk postou dois vídeos que eu amei em sou canal. O primeiro foi um trote com o Christian Figueiredo. Ficou muito engraçado ainda mais pelas pessoas que receberam o trote: Cléo Pires, a irmã do Fiuk; e o PeLu da Restart (S2). O segundo vídeo é um bate-papo com o Celso Portioli. Ficou muito divertido também. Confiram e se inscrevam no canal! Já somos quase 90 mil!

 

8-      Clipe feminista de Wannabe

Esse mês lançaram um clipe de Wannabe mega feminista e incrível. No vídeo, várias mulheres cantando mostram o que é que a gente “really, really want”. O clipe é em inglês, mas vale muito a pena ser assistido.

 

9-       Idosos reagindo no Canal Janela da Rua

Descobri esse canal e me apaixonei. No Janela da Rua, pessoas reagem aos vídeos, cantores, Youtubers e personalidades que fazem sucesso na internet. O quadro mais incrível é o Idosos Reagem. É muito legal, principalmente pra quebrar aquele paradigma de que a idade impede a gente de gostar das coisas.

 

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5 respostas para músicas machistas que você precisa escutar

Respostas

Paródias sempre fizeram sucesso na internet. Desde os primórdios do Youtube e o Galo Frito é uma das provas vivas disso. Mas tem um tipo de paródia que consegue ser ainda mais legal, as respostas a músicas polêmicas. O mais comum é ver a mulherada respondendo a letras  machistas e preconceituosas. Elas pegam a música original e fazem uma paródia retrucando o autor. Se você nunca viu uma resposta bem feita, para tudo! Confie em mim, você precisa ouvir as versões que eu selecionei neste post. São simplesmente incríveis!

Essa onda de responder as músicas é antiga, mas quando a gente para pra ouvir, é uma melhor do que a outra. O mais legal é que são letras inteligentes e cheias de bom-humor. Um movimento mega importante para o empoderamento das mulheres e, claro, para nos fazer refletir sobre as músicas machistas que fazem tanto sucesso no país… Separei aqui algumas das melhores para mostrar a vocês.

 

1-      Malandramente por Amanda Valverde

Amanda Valverde é a rainha dessas respostas. É uma melhor que a outra. Aqui eu trouxe a de Malandramente, o último funk que bombou na internet. A música é extremamente machista, mas a resposta é incrível! Vale conferir as outras paródias da moça.

 

2-      Baile de Favela por Mariana Nolasco

Nessa resposta, Mariana faz a gente parar pra pensar em quão absurda é a música Baile de Favela. Um funk que exalta e banaliza a violência contra a mulher e que mesmo assim virou hit nacional no fim de 2015. Mari compôs uma resposta junto com o namorado e a letra ficou muito bonita. É pra refletir, viu.

 

3-      Aquele 1% por Gabi Luthai e Sofia Oliveira

Impossível não ter ouvido ou até cantado o refrão dessa música chiclete, popularizada graças a participação do Wesley Safadão. A letra  reafirma a velha máxima machista que é dos safados que elas gostam mais. Na resposta, as meninas mostram que não é bem assim que a coisa funciona não…

 

4-      Química (Biel) por Luísa Sonza

Você já deve ter escutado essa música do Biel. Na letra, ele diz ter certeza de que a garota quer ficar com ele. Na resposta, Luísa mostra que “não” é NÃO, uma posição que deve ser sempre respeitada.

 

5-      Vai Vendo por Sofia Oliveira

Vai vendo, sucesso de Lucas Lucco, conta a história de um cara que terminou o namoro e se joga em uma balada cheia de mulheres para mostrar que não tá nem aí pra sua ex. A resposta de Sofia é a ex mostrando para ele que nada que ele faça irá afeta-la mais.

Bruna Paiva

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Se o vagão é feminino, por que os homens continuam entrando?

vagaofeminino

Todos os dias, para chegar à minha universidade, eu preciso pegar o metrô. Entro na estação por volta das 17:40. Sempre me posiciono atrás de uma espalhafatosa faixa rosa-choque, colocada na plataforma para indicar que o segundo vagão é feminino em horários de pico (dias de semana das 6h às 9h e das 17h às 20h). Há seis meses, não houve ainda um dia em que eu não tenha fechado a cara ao me deparar com o interior do vagão: cheio de homens, em sua maioria sentados.

Em algumas estações, normalmente no centro da cidade, os fiscais entram no vagão e soltam a frase decorada “pessoal, só para lembrar que, nesse horário, esse vagão é feminino. Vocês podem ir para todos os outros”. A maioria dos homens fica sem graça e muda de vagão, mas sempre tem aquele percentual que finge que não escuta e continua onde está. E ainda os que escutam e optam por descumprir a lei de forma deliberada mesmo.

Na semana passada, uma moça entrou falando bem alto “Vagão de mulher, vagão de mulher. Por favor, gente, a essa hora esse vagão é de mulher”. Um cara se levantou e ofereceu seu lugar. Ela agradeceu, mas disse que não queria sentar, só desejava que os homens fossem para outro vagão. O cara olhou-a de cima a baixo, sentou novamente e retomou a conversa com o amigo.

wp-1465300308226.jpgSei que alguns homens entram sem nem perceber. Mas outros, muitas vezes encaram os adesivos cor de rosa no interior do vagão e escolhem ignorar, voltando a atenção para seus celulares. Muitos utilizam do mesmo argumento: “Mas eu não sou o único homem aqui”. Querido, se você não aprendeu até hoje, deixa eu te ensinar: o erro dos outros não é justificativa para o seu.

Você pode pensar “mas qual o problema se você pega o sentido em que o metrô nem está tão cheio?”. O problema é que há dez anos e dois meses foi sancionada uma lei estadual aqui no Rio de Janeiro que, em seu artigo segundo, dava 30 dias como tempo de adaptação. Veja bem, TRINTA DIAS, e há DEZ ANOS ainda tem (MUITA) gente que não respeita essa lei. Às vezes os homens acham que sair do vagão feminino é fazer um favor às mulheres. Aprendam: NÃO é favor, é uma questão de respeito à lei. Nós temos o direito de andar no metrô cheio sem precisarmos nos preocupar com assédio.wp-1465300301719.png

O que eu vejo todos os dias no metrô é o retrato das faltas da nossa sociedade. Falta de educação, falta de respeito ao próximo, e, não dá para deixar de citar a falta de luta pelos nossos direitos.

No dia em que aquela moça pediu que os homens se retirassem, só eu e mais duas mulheres manifestamos apoio a ela. E, confesso, se ela não tivesse falado nada, eu teria continuado calada, com coragem apenas para encarar os homens com cara feia e desviar o olhar logo que eles percebessem.

Todos os dias o cenário é o mesmo e o incômodo também. Dá para sentir como várias mulheres ficam irritadas, assim como eu, quando o vagão está cheio de homens. Mas ninguém fala nada. A gente não se pronuncia por medo, covardia ou mesmo por pensar que “se eu falar não vai mudar nada”. Mas se a gente resolver se unir para reivindicar um direito que é nosso, te garanto que muda.

Se você é mulher e se incomoda com os homens no vagão feminino, reclame. Fale com os fiscais que ficam na plataforma. Mande mensagens para o metrô Rio, o twitter deles é @Metro_Rio, enche o saco deles, fala o número do carro e a estação, eles respondem. E pra quem anda de trem, pode mandar para a  Supervia: @SuperVia_trens. Peça, educadamente, para os homens se retirarem do vagão. Se manifeste na internet. Faça a sua parte. Só não fique muda, porque aí, minha amiga, realmente nada muda.

Bruna Paiva

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E aí, vamos juntas?

Vamosjuntas4Você está sozinha, voltando para casa, às oito da noite. A rua está deserta e escura. Você anda rápido, com a bolsa na frente do corpo, cara de má, atenta a qualquer movimento suspeito. De repente escuta passos atrás de você. Seu coração acelera, o medo pulsa nos seus ouvidos, você prende a respiração e, sem diminuir o passo, junta um pouquinho de coragem e olha para trás. É outra mulher. A adrenalina abaixa, e a sensação é de alívio imediato. Você se vira para frente e continua o caminho até sua casa.

Se você é mulher e anda sozinha nas ruas da sua cidade, é improvável que nunca tenha sido protagonista da cena descrita acima. Afirmo ainda que, talvez você já tenha sido a mulher que está atrás. Provavelmente também com medo e dando graças a Deus pela pessoa da frente ser outra mulher. Agora pense comigo, em vez de caminharmos a passos de distância, cada uma com seus medos, por que não vamos juntas?

Sororidade. Você sabe o que é? Relaxa, porque eu também não sabia. Sororidade é a união e aliança entre as mulheresVamosjuntas3 baseadas no companheirismo e na luta por um bem comum. Não entendeu ainda? A sororidade se aplica quando, na cena ali em cima, as duas mulheres andam lado a lado, unidas, protegendo uma a outra e sentem-se mais seguras com a companhia.

Fui apresentada à sororidade pelo movimento Vamos Juntas? da Babi Souza. O livro do Vamos Juntas? foi lançado no mês de Março e me deixou encantada com o movimento. A ideia do Vamos Juntas? é exatamente o que seu nome sugere. Uma atitude simples que pode parecer banal, mas que é capaz de fazer toda a diferença. A menina indo na mesma direção que você, provavelmente, também está com medo da rua escura. Um “Oi, tudo bem? Também estou indo para lá, vamos juntas?” faz bem para a segurança das duas.

Pela primeira vez na vida percebi como é importante que nós, mulheres, sejamos mais unidas. Que não olhemos a moça ao lado como rival só porque é uma mulher.

Vamosjuntas2Sim, estamos falando de feminismo. E, sim, você precisa e muito dele. Sem extremismos, sem querer ser melhor do que ninguém. Apenas para garantir nossos direitos. É uma luta para que sejamos realmente livres em nossa sociedade. Livres para usarmos a roupa que quisermos, sem receio do que vamos ouvir pelas ruas. Livres para nos sentarmos à janela do ônibus (que, convenhamos, é o lugar mais legal) sem medo de quem vai sentar ao corredor. Livres para não nos sentirmos vulneráveis pelo simples fato de sermos mulheres.

O movimento Vamos Juntas surgiu como uma página no Facebook em junho de 2015. Desde então, publica incentivos à sororidade, ao feminismo e diversos relatos de meninas e mulheres de todo canto do país. Lendo o livro, que também é cheio de depoimentos, perdi a conta de quantas vezes me arrepiei ao ler histórias reais que não deveriam acontecer com ninguém.

Sinceramente acho que deveria ser uma leitura obrigatória para nossa sociedade. O livro deixa claro conceitos como sororidade, diferenças entre feminismo, femismo e misandria, além de mostrar, de forma lúdica, a importância do feminismo para a sociedade.Vamosjuntas

Sempre acreditei na ideia de que se saísse com um homem ao lado, estaria mais segura para andar na rua. Lembro que, na escola, sempre que precisava almoçar fora, arrastava um amigo comigo, mesmo que já tivesse a companhia de outra menina. O Vamos Juntas me mostrou que a mesma sensação de segurança de estar acompanhada de um homem pode acontecer se me unir às mulheres que temem o mesmo que eu. Hoje, depois de conhecer o movimento, não me acanho em olhar para a mulher ao lado e fazer essa simples perguntinha que pode mudar o destino das duas: e aí, vamos juntas?

Bruna Paiva

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