Mania de inventar histórias

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Eu tenho essa mania estranha de querer deduzir a história por trás de pessoas que eu nem conheço. A menina descendo a ladeira com um cachorrinho enrolado numa toalha no colo. Provavelmente indo até o veterinário. Talvez tenha o encontrado no dia anterior e, finalmente, convenceu a mãe a deixá-lo ficar.

O casal discutindo discretamente no metrô. Talvez por causa das finanças. Ou talvez ele queira mais um filho e ela não queira de maneira alguma. A garota toda arrumada na porta do cinema. A senhora sozinha, cheia de compras pesadas no ponto de ônibus. O cara tatuado, que encara o celular, do outro lado da rua. Uma dessas histórias que eu crio na minha cabeça já até virou motivo de texto e vídeo: A menina da mesa ao lado.

Gosto de imaginar o que levou cada pessoa ao lugar em que está. Talvez porque eu goste de ouvir histórias. Por trás de cada rosto, de cada atitude, há uma coleção de acontecimentos que fez aquela pessoa ser quem é. Algumas histórias mais interessantes, outras só os clichês de sempre. Mas todas definem quem cada ser humano se torna, o porquê de seu modo de ser e a maneira como ele encara a vida.

Não dá para dizer que uma mulher aparentemente fria, desconfiada e que não se entrega tenha sido assim a vida inteira. Quem sabe ela já não foi doce e inocente? A vida nos leva a tantos lugares… A verdade é que não se conhece ninguém apenas pela convivência. Todo mundo possui traumas. Não há ninguém que não colecione segredos, mesmo que sejam coisas pequenas.

Nossas memórias constroem a pessoa que seremos. As experiências boas e as ruins se aliam para formar nossa personalidade. E esta, é extremamente mutante. A menina doce, que se entrega aos sentimentos hoje, pode crescer e se tornar uma mulher fria, que vive na defensiva.

Cada trauma, conquista, problema, realização, tudo o que vivemos funciona para nossa personalidade como tijolos em uma construção. De um em um, vão construindo aquilo em que nos tornaremos. A diferença é que essa construção não para nunca. Sempre há mais um capítulo de história para adicionar à coleção.

Bruna Paiva

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Ele não existe de verdade

Imagem: Reprodução

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Pode parecer doentio e solitário. Quem nunca o foi? Sei que é estranho para quem olha de fora. E que nunca vou deixar de ouvir “mas ele nem sequer existe de verdade”. Esse é um daqueles sentimentos que só entende quem já teve. É preciso passar pela experiência de se apegar a um personagem para compreender.

Quando você começa um livro, série, filme, ou qualquer outro tipo de estória, não tem ideia do que te espera. Algumas são boas outras não. E tem aquelas que te conquistam por quem faz parte dela.  Nessas, devagar, sem que você perceba de cara, os personagens passam a fazer parte da sua vida.

Você ama estar com eles, torcer, ouvir o que eles têm para contar. Sempre há aquele por quem você daria tudo para que saísse do plano da ficção e pudesse ser seu amigo. De certa forma, é isso que eles se tornam. Amigos por quem você zela e tem um carinho especial. Com quem você gosta de estar e quer por perto a todo o momento.

Não tem essa de “ele nem sequer existe de verdade”. Naquela estória ele é mais do que real. E, mesmo que do outro lado da tela, ou da página, faz parte da sua vida. Confia em você para contar como se sente e está sempre lá quando você precisa esquecer seus problemas.

Sempre me apeguei a personagens e estórias. E, confesso, por vezes, prefiro eles à “vida real”.  Acontece que, aquelas pessoas por quem você desenvolveu um carinho enorme, com quem você aprendeu a conviver e que você ama ter por perto, elas já têm seus destinos traçados. O máximo que você pode fazer é ser mero espectador.

Quando um personagem querido morre, acredite, dói como perder um amigo próximo. Alguém que você amava e que agora se foi. Você sofre, chora e o luto é tão real quanto qualquer outro. A diferença é que ninguém respeita, afinal, era só um personagem. Mas você sabe o quanto aquele “só um personagem” vai fazer falta. Você não tem a oportunidade de dizer adeus para aquele amigo a quem acompanhou até o fim. A dor é grande porque a única coisa a fazer é aceitar o ocorrido e continuar a estória ainda com lágrimas nos olhos.

Se você nunca passou por isso, pode estar achando tudo uma grande baboseira. Mas experimente conhecer alguém como Sammy, Fred, Alasca, Sirius, Finnick, Dora, Krystal, Lexie, George, Lupin, Mark, Dobby e tantos outros. Existem milhares de personagens que te darão angustia e de deixarão de ressaca literária, depressão-pós-fim, chame como quiser.

Dê uma chance de se jogar de cabeça numa estória que te cative. Apaixone-se, identifique-se. Depois, volte aqui e releia esse texto. Te garanto que você vai entender o sentimento que me fez ir dormir chorando e acordar ainda para baixo, precisando botar para fora a angústia de dentro do peito.

Bruna Paiva

 

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