Mortos que viram História

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Você acredita em vida após a morte? Para onde vamos depois que morremos? Não o nosso corpo físico, mas tudo aquilo o que fomos, aprendemos e sentimos enquanto estivemos vivos? Independente da sua fé, ninguém pode responder a essas questões com absoluta certeza. O livro A Guardiã de Histórias traz uma realidade incrível sobre o que acontece depois que morremos.

Histórias. É o que viramos ao morrer. E, como livros, somos guardados na grande biblioteca do Arquivo, uma dimensão paralela. Acontece, que as histórias mais jovens acabam despertando sem saber o que aconteceu e, tentando se encontrar, vão parar numa dimensão intermediária entre o mundo real e o Arquivo. Os guardiões servem para fazer com que essas histórias retornem a seus devidos lugares, impedindo que tenham contato com nosso mundo.

A fantasia escrita por Victoria Schwab apresenta Mackenzie Bishop, uma adolescente que herdou precocemente a função de seu avô, um antigo e renomado guardião de Histórias. Mac segue os passos do avô há quatro anos, mas não pode revelar seu trabalho nem mesmo a seus pais. Depois de uma grande tragédia, a família de Mackenzie se muda para um prédio antigo. A menina não fica tão feliz com a mudança, já que, quanto mais antigo é o lugar, mais histórias viveram ali dentro e maior será o trabalho do guardião daquela área.

Apesar de tratar de um assunto tão denso como a vida após a morte, o livro não traz uma carga negativa. Fala de morte, superação, da dificuldade em lidar com a perda de quem amamos, confiança a importância da amizade. Traz drama, é claro, mas consegue fazer o leitor rir e se apaixonar. A angústia da personagem principal e o carisma dos coadjuvantes fazem com que a gente não consiga parar de ler. Li em menos de uma semana e me diverti com as personagens. Senti como se já os conhecesse há muito tempo.

Pode parecer muito louco, mas a realidade que a escritora americana criou é incrível. Em poucas páginas, a divisão de dimensões e a importância dos guardiões deixam de ser confusas e cativam o leitor. É uma realidade tão legal que eu juro que queria que fosse verdade. É uma história para todas as idades. E incrível para quem, como eu, não tem muita certeza do que acontece depois que a gente parte desse mundo.

Bruna Paiva

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Eu estive aqui: um livro que precisa ser lido!

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Imagine ter uma amiga que foi criada junto com você, quase como sua irmã. Aquele tipo de amiga que te conta tudo o que acontece na vida dela. De repente ela se mata, de maneira friamente calculada, e só o que você recebe é um e-mail padrão de despedida. É exatamente o que acontece com Cody Reynolds em Eu Estive Aqui.

Depois que Meg, sua melhor amiga, toma um frasco de veneno, sozinha num quarto de motel, Cody se questiona como não percebeu o que a amiga pretendia. Acolhida pela família de Meg, e ajudando a recolher as coisas que a amiga havia deixado em Tacoma, onde fazia faculdade, Cody começa a descobrir outras coisas que Meg nunca havia contado.

Quando descobre arquivos suspeitos no computador da amiga, Cody percebe que tudo o que sabe sobre a morte de Meg pode estar distorcido. Ela, então, resolve se dedicar a uma profunda investigação para tentar entender o que levou a amiga àquele fim.

 Eu adoro as histórias da Gayle Forman, e com Eu Estive Aqui não foi diferente. A personagem principal é bem cativante e os secundários, além de bem construídos, fundamentais para o desenrolar da história. A cada capítulo eu me sentia mais próxima de Cody, me identificava com algumas inseguranças e sentia pena por outras. Em determinado momento da história, deu vontade de abraçara personagem, para evitar que ela sofresse mais. É incrível como dá para sentir a angústia que passa na cabeça dela por não entender ou não ter conseguido evitar o que Meg fez.

O livro, da editora Arqueiro, é forte e apesar de haver um romance presente, ele é tratado em segundo plano. E não podia ser diferente, a história pedia que fosse dessa forma. Eu Estive Aqui trata sem tabus de assuntos muito importantes: depressão e suicídio. Questões que são evitadas socialmente, mas que precisam ser abordadas.  Ao fim do livro, um artigo sobre a importância da discussão desses temas e mostrando os números de casos no Brasil deixa clara a necessidade de falar sobre esses temas.

A personagem Meg, infelizmente, é inspirada numa história real. Nos agradecimentos da autora, Suzy Gonzales é citada como influência para a criação de Meg Garcia. A situação de Cody é muito comum por aí. Justamente porque não se fala muito no assunto, não conseguimos perceber os sinais de alguém que está prestes a se matar.

A história é forte e seus personagens também, desde Ben McCallister, guitarrista underground por quem Meg foi apaixonada, até Scottie, o irmão mais novo da menina que cometeu suicidio. Uma história com um tema complicado, que é abordado de forma incrível. Eu Estive Aqui me tirou de uma ressaca literária gigante. É um livro que as pessoas precisam ler!

Bruna Paiva

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5 livros para ler na correria!

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Sei que, de vez em quando, a rotina e a vida corrida não nos deixam tempo restante para quase nada. Conheço muita gente que diz que não lê por pura falta de tempo para se concentrar. Bom, ler na falta de tempo, mesmo com a vida agitada, é questão de hábito. E o melhor para se acostumar com isso é começar com livros leves, que sejam fáceis de ler e, principalmente te divirtam.

 Trouxe uma lista com 5 livros para ler e se distrair da correria rotineira! Dá pra ler no caminho para a faculdade, no intervalo da escola, na volta do trabalho… Portanto, achem uma brechinha e apenas aproveitem a leitura!

1-      Doidas e Santas – Martha Medeiros

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Eu AMO as crônicas da Martha. Às vezes, compro O Globo de domingo só para ler a coluna dela. Doidas e Santas é uma das coletâneas de crônicas dela. O livro é super divertido e até deu nome a uma peça de teatro. Fora que os textos são curtinhos e independentes, ideal para ler quando o tempo está curto…

 

2-      Amor ao pé da letra – Melissa Pimentel

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Fiz resenha desse livro aqui no blog em 2015(leia clicando aqui). Ele é muito engraçado. Em Amor ao pé da letra, uma mulher, cansada de sofrer por amor, resolve seguir um livro de auto-ajuda por mês. A história é real e as furadas em que a protagonista se mete garantem muitas risadas. É ótimo para deixar o astral lá em cima, mesmo com os estresses do dia a dia.

 

3-      Apaixonada por histórias – Paula Pimenta

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Nesse compilado de crônicas da Paula Pimenta a gente descobre várias coisas a respeito da autora. Ela conta histórias de vaárias épocas de sua vida de um jeito bastante bem-humorado. É um livro rápido de ler e muito divertido. Bem fininho, cabe na bolsa e, como são crônicas, sempre se encaixam numa brechinha de tempo. 

 

4-      360 dias de sucesso – Thalita Rebouças

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360 dias de sucesso conta a história da banda Pólvora, que teve exatos 360 dias de muito sucesso. É um livro incrível, pelo qual eu tenho muito carinho (leia minha resenha aqui). É impossível não se apaixonar pelos personagens. É ótimo para levar na bolsa, porque é muito fácil de ler, a história é divertida, leve e faz a gente acreditar nos sonhos.

 

5-      Eu Odeio Te Amar

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Esse livro tem uma história louca e ao mesmo tempo bonitinha e engraçada. A protagonista descobre um dia antes do casamento que seu noivo a traiu. Ela resolve então se vingar de seu amado. Mas as formas que ela encontra para isso são as piores possíveis. A garota só se mete em confusão! A história é muito engraçada e boa para espairecer e rir um pouquinho entre uma correria e outra.

 

 

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Príncipe dos Porquês: uma peça fofa que incentiva a leitura

Foto: Aline Ourique / Divulgação

Foto: Aline Ourique / Divulgação

Sabe aquela fase chata que toda criança tem de querer saber o porquê de tudo? A peça infantil “O Príncipe dos Porquês” aborda exatamente esse tema. Achei muito legal ver as crianças na plateia se identificando com os milhões de porquês do pequeno Lucas.

Com um that Dany Stenzel interpreta um respostalita

Com  Dany Stenzel , que interpreta a Respostalita

A peça é superinteressante e bem divertida, não só para os pequenos. Quem tem criança em casa  vai rir muito e com certeza  se identificar com algumas das situações apresentadas no palco. O cenário é bem colorido e o elenco, afinado, prende a atenção do início ao fim. E, além de divertir, o espetáculo aborda, de forma descontraída, algumas regrinhas da Língua Portuguesa.

O Mundo dos Porquês é um planeta habitado por seres mágicos da nossa língua. Porém, esse mundo está desaparecendo aos poucos por causa do famoso “porque não”. Cada vez que um adulto responde “porque não” para uma criança na Terra, um pouco do planeta mágico  desaparece.  A única esperança do Mundo dos Porquês é que o menino Lucas, que tem uma curiosidade interminável, seja capaz de ajudar a salvar o planeta.

A história, muito original, é a primeira obra infantil da escritora e produtora cultural Letícia Dal-Ri. Rendeu um belo espetáculo e também um livro de mesmo nome inspirado na peça. Quem quiser pode comprar o livro, com direito a autógrafo da autora no próprio teatro.

Com a Letícia Dal-Ri, autora da peça e do livro

Com a Letícia Dal-Ri, autora da peça e do livro

Se você tem um filho, sobrinho, primo ou irmão pequeno, já  não lhe falta um belo pretexto para aparecer no Teatro Leblon no próximo fim de semana. Vale e muito assistir à peça e levar o livro, que também é muito legal para as crianças. É bom incentivar a leitura desde cedo…

Bruna Paiva

SERVIÇO:

O Príncipe dos Porquês

Teatro Leblon – Sala Marília Pera

Sábados e Domingos às 17h (até dia 16 de março)

Sessão especial com audiodescrição e libras no dia 8 de março.

Gata Branca: antes de ler, coloquem suas luvas!

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Gata Branca
Autora: Holly Black
Editora: Rocco

“Eis a verdade essencial sobre mim: matei uma garota quando tinha 14 anos. Ela era minha melhor amiga e eu a amava. Mas eu a matei mesmo assim”. Essas  foram as três frases que me incentivaram a abrir o livro Gata Branca. Eu ganhei de aniversário em 2013 e logo que li a contra capa fiquei louca para entrar na história.

Gata Branca conta a história de Cassel Sharpe que vive num mundo onde maldições são comuns e mãos nuas podem ser mortais. Ele é o caçula de uma família de Mestres de Maldição que se tornaram gângsters. Porém, acredita não ter o dom de amaldiçoar, diferente de seus familiares.

Quando começa a desconfiar de que seus próprios irmãos o enganam, Cassel tem que deixar pra trás a vida que sempre teve para tentar distinguir as verdades e mentiras dentre todas as suas lembranças até então. Ele passa a questionar desde a suposta ausência de seus poderes até o assassinato descrito no primeiro parágrafo da resenha.

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Repleto de suspense, magia, crime e romance, Gata Branca foi um dos livros que eu mais gostei de ler em 2013. Consegui me apaixonar por Cassel, sentir pena e ter medo da história ao mesmo tempo.  Sério, dá medo se você resolve ficar lendo até de madrugada.

O livro da autora Holly Black é o primeiro de uma trilogia. E é claro que eu já estou louca para ler o próximo, “Red Glove”.  Espero que ele seja tão bom e arrebatador quanto o anterior. A autora norte-americana lançou seu primeiro livro em 2002, mas só ficou famosa mais tarde com a série  “As crônicas de Spiderwick”.

Bruna Paiva