5 autoras incríveis para conhecer no Wattpad

Quem acompanha o blog sabe que, desde a época em que lancei Um Diário Para Alice, uso bastante o Wattpad.

Pra quem não conhece, o Wattpad é uma plataforma sensacional onde a gente pode postar livros e histórias inéditas e ainda interagir com os leitores. É uma experiência ótima tanto para quem escreve quanto para quem lê. Mas como há um volume muito grande de obras lá dentro, às vezes a gente fica meio perdida sem saber por onde começar.

Por isso, hoje eu trouxe uma lista com dica de 5 autoras para ler no Wattpad. São meninas incríveis, com ótimas histórias para contar. Além delas, é claro, o meu Um Diário Para Alice também está disponível lá para quem ainda não conhece!

Eu conheci a Maíra no evento Mulheres Que Escrevem, em agosto. Amei a forma como ela se colocou no debate e acabei procurando pelo livro que ela comentou que estava postando no Wattpad.

“Quase sem querer” conta a história de Liana, uma adolescente que perdeu o pai num acidente há alguns anos e que agora, morando com a mãe tem uma vida bem normal e monótona. Tudo muda quando de repente a mãe dela resolve se mudar para a casa do novo namorado, levando a filha. Liana muda de casa, cidade, escola, rotina e ainda odeia o filho do novo padrasto. A menina passa a se sentir extremamente deslocada e precisa lidar com toda a confusão em sua mente.

Eu amei a forma como a Maíra constrói a personagem. Uma menina de 16 anos extremamente forte, feminista e que sonha alto. O texto é uma delícia de ler e eu acompanho de verdade. Doida para saber onde vai dar essa história.

A Maíra também escreve no Medium e mantém o blog www.mairacomacento.com.br

 

 

A Clara tem uma longa estrada, no Wattpad e fora dele. Mocassins e All Stars foi seu primeiro livro físico publicado e desde então ela já publicou 8 obras no Wattpad entre contos e livros de ficção adolescente. Todos têm premissas incríveis e um texto gostoso de ler, fora que ela foi vencedora do Prêmio Wattys 2015 e do de 2016.

Clara mantém o site www.clarasavelli.com e é mega ativa nas redes sociais!

 

A Thaís é minha amiga. Nós fazemos faculdade juntas desde o ano passado, mas demoramos um bom tempo para descobrir que a gente tinha trajetórias parecidas. A Thaís tem um conto publicado pela mesma editora que eu, a Andross, e mantém a série Renegados no Wattpad.

Renegados é uma ficção científica distópica incrível que conta a história de Daniel, um jovem que não quer ceder suas memórias como preço do alistamento obrigatório à Militância, e Mariane, que perdeu os pais para os Militantes e agora se vê diante do dilema de ser obrigada a se tornar uma. A Thaís escreve super bem e a gente fica ansiosa querendo saber o que vai acontecer com os personagens.

Thaís também já tem publicado pela Multifoco o livro Shine Moon e mantém o blog rascunhosaraujo.blogspot.com.br

 

 

A Lycia Barros já é escritora há um bom tempo e tem 11 livros publicados, inclusive por grandes editoras. O seu primeiro romance está sendo adaptado para o cinema. No Wattpad ela tem quatro histórias publicadas, sendo algumas somente para degustação. Eu conheci pelo livro “Perdido sem você”, que traz uma história que diverte e ao mesmo tempo é bastante sensível. Dante é um menino que sempre foi super focado e espiritualizado. Mas as coisas começam a se abalar quando sua banda passa a fazer muito sucesso no país inteiro.

Lycia mantém o site www.lyciabarros.com e é super ativa em suas redes sociais.

 

A Mariana eu conheci pelo livro “Orleans”  que traz a história de uma jovem que trabalha numa livraria e tem um cliente que, pelo interesse constante nas obras de Shakespear, chama de Próspero. É uma história leve, divertida e que dá vontade de não parar de ler.

A Mariana já tem outros livros físicos publicados e mantém a página dela no Facebook https://www.facebook.com/autoraMarianaCamara

 

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5 livros que falam sobre música

Que eu amo literatura acho que já ficou provado por aqui. Mas outra paixão minha é a música. Apesar de não ter o menor talento para tocar nenhum instrumento, muito menos cantar, eu sou daquelas que não vive sem um fone de ouvido com uma playlist incrível.

Acho que por isso eu gosto tanto de encontrar livros que, em suas histórias, tragam bastante música. É como unir as duas paixões numa coisa só. Por isso, hoje trouxe para vocês uma pequena lista de 5 livros que falam de música:

 

  • Sábado à noite – Babi Dewet

Vou começar com um nacional que eu adoro. Sábado à Noite é o primeiro livro da linda da Babi Dewet e também o primeiro da trilogia. Tem resenha dele aqui no blog! O livro, que começou como uma fanfic do McFly, conta a história de um grupo de amigos e um amor de escola.

No meio de toda a confusão adolescente, o diretor da escola resolve promover bailes todos os sábados com a presença de uma banda de garotos mascarados!

 

  • Se eu ficar e Para onde ela foi – Gayle Forman

Essa duologia da Gayle Forman é repleta de drama e muita música. No primeiro livro, Mia, uma adolescente que sonha em se transformar em uma violinista de sucesso entra em coma após o acidente que a faz perder toda a família.

A luta dela pela vida é extremamente tocante, mas meu preferido é o segundo livro. Nele, o protagonista é Adam Wilde, o ex-namorado de Mia que, anos depois do acidente, é um roqueiro famoso pelas músicas que escreveu para a garota. O conflito interno dele e a busca pela ex-namorada torna o livro muito bonito.

 

  • Revival – Stephen King

O tema central desse livro é a eletricidade e a fé extrema. É um livro que toca em questões éticas e tem aquele jeitinho incrível do Stephen King de escrever. Mas ele está nessa lista porque o protagonista, que começa o livro com 6 anos, cresce e se torna um guitarrista profissional e depois vai trabalhar numa gravadora.

É muito legal observar a evolução dele como músico e pessoa. A trajetória dele na música é bem intensa e dá para curtir cada fase na leitura.

 

  • Boston Boys- Giulia Paim

O primeiro livro da carioca Giulia Paim também já ganhou resenha aqui no blog.  Ronnie é uma adolescente que, ao contrário da maioria de suas colegas, não dá a mínima para os Boston Boys.

A menina, que nunca simpatizou com os protagonistas do programa de TV, de repente se vê obrigada a conviver com eles por conta do trabalho da mãe! Tem resenha do primeiro livro aqui no blog! O segundo eu comprei na Bienal e estou doida para ler.

 

 

  • 360 dias de sucesso – Thalita Rebouças

Esse livro da Thalita é o que eu mais gosto. Conta a história de uma banda de adolescentes que teve exatos 360 dias de sucesso. A fama chega de uma forma inesperada, mas as consequências dela são tão loucas que a banda Pólvora nem consegue completar um ano de existência.

O livro também já ganhou resenha aqui no Blog, que foi inclusive super elogiada pela própria Thalita 🙂

 

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Um aprendizado da morte para levar pra vida

Uma das coisas mais incríveis de cursar literatura é justamente ter como tarefa aquilo que sempre foi meu prazer. Descobrir livros diferentes e me apaixonar por histórias e autores. Foi dessa forma que esbarrei com “O Aprendizado da Morte” de Assis Brasil. Assis Brasil é um autor pernambucano do modernismo brasileiro de quem eu nunca havia ouvido falar e por quem, graças à faculdade, estou completamente encantada.

O Aprendizado da Morte conta a história de Olga, uma mulher que se descobre doente e prestes a morrer. Ela se interna num grupo de apoio a pessoas na mesma situação e, a partir da perspectiva da morte, passa a analisar toda sua vida até ali. Percebe que até então não era feliz e havia deixado a vida passar. É sabendo que vai morrer que ela decide aprender a viver. Passa a ser livre e aproveitar os pequenos momentos.

Olga é uma personagem profundamente sofisticada, que cativa o leitor de forma gradual. O livro foi uma experiência linda que eu prefiro classificar como, na verdade, um aprendizado de vida. A forma como Olga “aprende a morrer” vivendo um dia de cada vez e fazendo as coisas que lhe dão prazer é na verdade como a gente devia encarar mais a vida.

É um romance curto e eu não consegui parar de ler até terminar. Os fatos que levaram Olga até ali são apresentados fora da ordem cronológica, o que transforma o livro quase num quebra-cabeça. O narrador, por vezes, se confunde com a própria personagem, mudando inclusive a pessoa do discurso. É uma leitura deliciosa e é assustador que esse autor tão incrível não seja tão comentado entre os modernistas mais importantes.

Assis Brasil ainda está vivo e eu fiquei tão fascinada pela forma com que ele escreve que já quero todos os outros livros. Pela Estante Virtual, nos sebos, os livros dele são bem baratinhos e as premissas são tão cativantes quanto a d’O Aprendizado da Morte. O livro, que nem é o mais famoso dele, é magnífico e com toda certeza já entrou para as minhas melhores leituras do ano e para os favoritos da vida.

Bruna Paiva

 

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Mortos que viram História

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Você acredita em vida após a morte? Para onde vamos depois que morremos? Não o nosso corpo físico, mas tudo aquilo o que fomos, aprendemos e sentimos enquanto estivemos vivos? Independente da sua fé, ninguém pode responder a essas questões com absoluta certeza. O livro A Guardiã de Histórias traz uma realidade incrível sobre o que acontece depois que morremos.

Histórias. É o que viramos ao morrer. E, como livros, somos guardados na grande biblioteca do Arquivo, uma dimensão paralela. Acontece, que as histórias mais jovens acabam despertando sem saber o que aconteceu e, tentando se encontrar, vão parar numa dimensão intermediária entre o mundo real e o Arquivo. Os guardiões servem para fazer com que essas histórias retornem a seus devidos lugares, impedindo que tenham contato com nosso mundo.

A fantasia escrita por Victoria Schwab apresenta Mackenzie Bishop, uma adolescente que herdou precocemente a função de seu avô, um antigo e renomado guardião de Histórias. Mac segue os passos do avô há quatro anos, mas não pode revelar seu trabalho nem mesmo a seus pais. Depois de uma grande tragédia, a família de Mackenzie se muda para um prédio antigo. A menina não fica tão feliz com a mudança, já que, quanto mais antigo é o lugar, mais histórias viveram ali dentro e maior será o trabalho do guardião daquela área.

Apesar de tratar de um assunto tão denso como a vida após a morte, o livro não traz uma carga negativa. Fala de morte, superação, da dificuldade em lidar com a perda de quem amamos, confiança a importância da amizade. Traz drama, é claro, mas consegue fazer o leitor rir e se apaixonar. A angústia da personagem principal e o carisma dos coadjuvantes fazem com que a gente não consiga parar de ler. Li em menos de uma semana e me diverti com as personagens. Senti como se já os conhecesse há muito tempo.

Pode parecer muito louco, mas a realidade que a escritora americana criou é incrível. Em poucas páginas, a divisão de dimensões e a importância dos guardiões deixam de ser confusas e cativam o leitor. É uma realidade tão legal que eu juro que queria que fosse verdade. É uma história para todas as idades. E incrível para quem, como eu, não tem muita certeza do que acontece depois que a gente parte desse mundo.

Bruna Paiva

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Eu (finalmente) li o novo Harry Potter!

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Até que enfim, depois de todo o mundo já ter lido na época do lançamento, eu finalmente li o tão esperado oitavo livro de Harry Potter. E é claro que um livro tão especial não podia deixar de ter minha opinião aqui para vocês!

A história original escrita pela diva deusa J.K. Rowling e pelos roteiristas John Tiffany e Jack Thorne é um roteiro de teatro para a peça em cartaz na Inglaterra (E, infelizmente, só lá por enquanto). Harry Potter and the Cursed Child, ou, Harry Potter e a criança amaldiçoada, traz o mundo mágico e nossos personagens tão amados dezenove anos depois da batalha de Hogwarts em que Voldemort morreu. O novo livro apresenta os filhos de Harry, Gina, Ron, Hermione e Draco. Mas os protagonistas dessa história são Albus Potter (filho de Harry e Gina) e Scorpius Malfoy (filho de Draco).

Não é o melhor livro da série. E, por ser um texto teatral, está bem longe do texto incrível com que J.K. nos conquistou há tantos anos. Se você espera que Albus seja como o pai e seus amigos, bom, desculpe te decepcionar, mas não é bem assim. Albus é Sonserina e seu melhor amigo é Scorpius, um Malfoy. Os dois são fracassados e odeiam a escola de magia. Ainda assim, é impossível não se afeiçoar aos personagens novos. Eles são muito diferentes de seus pais e isso choca no início. Mas, no decorrer da história, eu juro que me apaixonei pela amizade dos dois.

Albus odeia ser filho de Harry Potter. E, vamos concordar, ter a pressão de ser filho de alguém que salvou o mundo nas costas, realmente, não deve ser tão legal assim. No novo livro, Albus acredita que precisa fazer um ato tão grandioso quanto o do pai e, convencido por Amos Diggory, resolve voltar no tempo e tentar salvar a vida de Cedrico Diggory, que morreu no Torneio Tribruxo, anos antes. Mas a gente sabe bem que mexer com o tempo não é tão simples assim. A coisa foge do controle e Albus e Scorpius precisam salvar o mundo das realidades paralelas que criaram mexendo no passado.

A história é divertida e a gente torce a todo tempo pelos novos bruxos. Mas acho que a melhor parte é estar de volta àquele universo, junto dos personagens mais incríveis. A cada página, meu coração se derretia em saudades. Foi maravilhoso voltar a ter contato com aqueles personagens tão especiais para mim. Acompanhar o presente deles. O casamento de Ron e Hermione, de Harry e Gina, a vida de um Draco viúvo com o único filho, o clima de Hogwarts com a amada McGonagall como diretora…

E, confesso, eu, que nunca gostei muito do Draco e da Sonserina, desenvolvi um carinho enorme pelos dois graças a Albus e Scorpius. Apesar de ainda não ter me conformado com o resultado do novo teste do Pottermore, que me tirou da Grifinória e me colocou na Sonserina, meu coração abriu um espacinho para a casa de Draco, Albus, Scorpius, Snape e, quem sabe um dia eu consiga chamar de minha…

Harry Potter And The Cursed Child é uma história para matar a saudade. Não vá esperando um livro sensacional ou uma história que mude tudo. Mas se você, como eu, é apaixonado por aqueles personagens e o universo mágico criado por J.K. Rowling, com certeza também vai adorar o livro novo. Foi um reencontro incrível com a história que marcou minha adolescência e amenizou a falta enorme que tudo aquilo me fazia.

Bruna Paiva

Bruna Paiva

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Boa Noite: uma história importante, mas nem tão fofa quanto o título

Entrar numa faculdade, morar numa república, mudar de cidade, conhecer gente nova, ter a oportunidade de escolher quem você vai ser de agora em diante. Quanta gente não sonha com isso por aí? É exatamente o que acontece na vida de Alina, no livro Boa Noite, da Pam Gonçalves.

Alina cresceu no interior e nunca teve uma vida social muito ativa. Quando passa para o curso de Engenharia da Computação na universidade, arrisca sair da casa dos pais e vai morar numa república. Lá, começa a ser apresentada para a vida universitária. Junto com os novos amigos, ela passa a frequentar as melhores festas e conhece muita gente. A menina se descobre gostando desse mundo e até arrisca um romance. Tudo parece incrível até que criam uma página de fofocas na internet para falar sobre as garotas da faculdade. Paralelo a isso, vários casos de abuso sexual começam a ser denunciados na faculdade.

Boa Noite não é uma história fofa como o título. O livro traz um assunto muito importante e o trata com seriedade. Amei a maneira como a Pam nos envolve no drama de Alina. A narrativa em primeira pessoa aproxima o leitor da protagonista. Não consegui parar de ler enquanto não terminei. Os personagens são incríveis. Muito bem construídos, tive vontade de ser amiga da Manu e casar com o Gustavo.

img_20160918_202240.jpgAcompanho a Pam Gonçalves desde que ela escrevia suas resenhas no blog Garota It. Um dos meus livros favoritos é uma indicação dela e já até ganhou resenha aqui no blog: A Lista Negra. Adoro os vídeos do canal da Pam no Youtube e fiquei muito curiosa quando soube que ela lançaria um romance. Quem me segue nas redes sociais viu que eu fui ao lançamento aqui no Rio. Ela foi muito simpática na tarde de autógrafos e me pediu para contar o que eu achasse do livro.

Eu achei o livro incrível. A maneira como ela retrata um comportamento machista na universidade, a relação de quatro meninas com um curso predominantemente masculino. A amizade entre os colegas de república, o romance de forma sutil, sem tirar o foco do assunto principal. É uma história que fala sobre abuso sexual, machismo, representatividade, preconceito, sororidade, amizade e amor. Um livro que eu levei para me acompanhar numa viagem e me fez rir e chorar na beira da piscina.  Que faz pensar e que tinha que ser lido por todos os jovens. Um livro que rende uma boa discussão sobre a maneira com que as pessoas pensam e agem por aí.

Se o primeiro livro da Pam já me deixou tão encantada, mal posso esperar pelos próximos trabalhos da autora!

Bruna Paiva

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Eu estive aqui: um livro que precisa ser lido!

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Imagine ter uma amiga que foi criada junto com você, quase como sua irmã. Aquele tipo de amiga que te conta tudo o que acontece na vida dela. De repente ela se mata, de maneira friamente calculada, e só o que você recebe é um e-mail padrão de despedida. É exatamente o que acontece com Cody Reynolds em Eu Estive Aqui.

Depois que Meg, sua melhor amiga, toma um frasco de veneno, sozinha num quarto de motel, Cody se questiona como não percebeu o que a amiga pretendia. Acolhida pela família de Meg, e ajudando a recolher as coisas que a amiga havia deixado em Tacoma, onde fazia faculdade, Cody começa a descobrir outras coisas que Meg nunca havia contado.

Quando descobre arquivos suspeitos no computador da amiga, Cody percebe que tudo o que sabe sobre a morte de Meg pode estar distorcido. Ela, então, resolve se dedicar a uma profunda investigação para tentar entender o que levou a amiga àquele fim.

 Eu adoro as histórias da Gayle Forman, e com Eu Estive Aqui não foi diferente. A personagem principal é bem cativante e os secundários, além de bem construídos, fundamentais para o desenrolar da história. A cada capítulo eu me sentia mais próxima de Cody, me identificava com algumas inseguranças e sentia pena por outras. Em determinado momento da história, deu vontade de abraçara personagem, para evitar que ela sofresse mais. É incrível como dá para sentir a angústia que passa na cabeça dela por não entender ou não ter conseguido evitar o que Meg fez.

O livro, da editora Arqueiro, é forte e apesar de haver um romance presente, ele é tratado em segundo plano. E não podia ser diferente, a história pedia que fosse dessa forma. Eu Estive Aqui trata sem tabus de assuntos muito importantes: depressão e suicídio. Questões que são evitadas socialmente, mas que precisam ser abordadas.  Ao fim do livro, um artigo sobre a importância da discussão desses temas e mostrando os números de casos no Brasil deixa clara a necessidade de falar sobre esses temas.

A personagem Meg, infelizmente, é inspirada numa história real. Nos agradecimentos da autora, Suzy Gonzales é citada como influência para a criação de Meg Garcia. A situação de Cody é muito comum por aí. Justamente porque não se fala muito no assunto, não conseguimos perceber os sinais de alguém que está prestes a se matar.

A história é forte e seus personagens também, desde Ben McCallister, guitarrista underground por quem Meg foi apaixonada, até Scottie, o irmão mais novo da menina que cometeu suicidio. Uma história com um tema complicado, que é abordado de forma incrível. Eu Estive Aqui me tirou de uma ressaca literária gigante. É um livro que as pessoas precisam ler!

Bruna Paiva

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5 livros para ler na correria!

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Sei que, de vez em quando, a rotina e a vida corrida não nos deixam tempo restante para quase nada. Conheço muita gente que diz que não lê por pura falta de tempo para se concentrar. Bom, ler na falta de tempo, mesmo com a vida agitada, é questão de hábito. E o melhor para se acostumar com isso é começar com livros leves, que sejam fáceis de ler e, principalmente te divirtam.

 Trouxe uma lista com 5 livros para ler e se distrair da correria rotineira! Dá pra ler no caminho para a faculdade, no intervalo da escola, na volta do trabalho… Portanto, achem uma brechinha e apenas aproveitem a leitura!

1-      Doidas e Santas – Martha Medeiros

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Eu AMO as crônicas da Martha. Às vezes, compro O Globo de domingo só para ler a coluna dela. Doidas e Santas é uma das coletâneas de crônicas dela. O livro é super divertido e até deu nome a uma peça de teatro. Fora que os textos são curtinhos e independentes, ideal para ler quando o tempo está curto…

 

2-      Amor ao pé da letra – Melissa Pimentel

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Fiz resenha desse livro aqui no blog em 2015(leia clicando aqui). Ele é muito engraçado. Em Amor ao pé da letra, uma mulher, cansada de sofrer por amor, resolve seguir um livro de auto-ajuda por mês. A história é real e as furadas em que a protagonista se mete garantem muitas risadas. É ótimo para deixar o astral lá em cima, mesmo com os estresses do dia a dia.

 

3-      Apaixonada por histórias – Paula Pimenta

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Nesse compilado de crônicas da Paula Pimenta a gente descobre várias coisas a respeito da autora. Ela conta histórias de vaárias épocas de sua vida de um jeito bastante bem-humorado. É um livro rápido de ler e muito divertido. Bem fininho, cabe na bolsa e, como são crônicas, sempre se encaixam numa brechinha de tempo. 

 

4-      360 dias de sucesso – Thalita Rebouças

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360 dias de sucesso conta a história da banda Pólvora, que teve exatos 360 dias de muito sucesso. É um livro incrível, pelo qual eu tenho muito carinho (leia minha resenha aqui). É impossível não se apaixonar pelos personagens. É ótimo para levar na bolsa, porque é muito fácil de ler, a história é divertida, leve e faz a gente acreditar nos sonhos.

 

5-      Eu Odeio Te Amar

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Esse livro tem uma história louca e ao mesmo tempo bonitinha e engraçada. A protagonista descobre um dia antes do casamento que seu noivo a traiu. Ela resolve então se vingar de seu amado. Mas as formas que ela encontra para isso são as piores possíveis. A garota só se mete em confusão! A história é muito engraçada e boa para espairecer e rir um pouquinho entre uma correria e outra.

 

 

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Quatro autoras e um livro inesquecível

wp-1453815711245.jpgQuando a Gutenberg lançou o projeto do livro Um Ano Inesquecível eu pensei “que ideia sensacional”. Cresci lendo Thalita Rebouças, adoro a Bruna Vieira, me apaixonei pelo primeiro livro da Babi Dewet e sempre quis ler algo da Paula Pimenta. Eu simplesmente precisava desse 4 em 1; e, como contei para vocês aqui, ele foi uma das minhas aquisições da Bienal do Livro 2015.

Um Ano Inesquecível é uma coletânea de quatro contos, um de cada autora. Cada história se passa em uma estação do ano e a proposta era que fosse uma estação inesquecível, que de alguma forma mudasse a vida dos personagens. As quatro autoras contaram histórias divertidas e que me cativaram.

Todos os contos mexem com amor e adolescência. Só não entendi por que estavam fora da ordem das estações.

O primeiro é o inverno, de Paula Pimenta. Nele, Mabel é a protagonista e está furiosa por ser obrigada a viajar com os pais nas férias do meio do ano. A menina queria passar a folga da escola na casa de uma amiga, mas acaba tendo um inverno inesquecível com a família. Achei o conto um pouco previsível, mas ainda assim adorei a história, principalmente porque me identifiquei com a protagonista. É narrado em primeira pessoa pela própria Mabel e dá para acompanhar bem de perto os sentimentos dela durante todo o inverno!

O outono, de Babi Dewet, é o segundo conto. Nele, Anna Júlia concilia o último ano de escola com o estágio num escritório de advocacia. O conto se passa em São Paulo e, no caminho escola-estágio, Anna sempre cruza com um músico de rua. João Paulo também nota a presença da moça, que para sua surpresa odeia música. O que nenhum dos imagina é que nunca se esquecerão daquele outono.

A Babi arrasou. Foi o único conto que me fez chorar. Pela história e por ter me identificado com a vida corrida da protagonista. Os dramas dela, as inseguranças, muito do que eu passei em 2015. Descobri músicas que eu não conhecia e adorei renovar minha playlist.  Deu para sonhar em conhecer os dois personagens e juro que ia amar se eles ganhassem um livro só deles.

O terceiro conto é da Bruna Vieira e se passa na primavera. Jasmine está quase sendo reprovada em matemática em seu último ano do Ensino Médio. Quando a escola mostra a situação à sua mãe, a menina fica de castigo e é obrigada a ter aulas particulares com o professor a quem odeia. Mas tudo fica muito mais divertido quando ele coloca um de seus alunos da faculdade para dar as aulas em seu lugar.

Adorei o modo como a história corre. A narrativa é bem leve e a personagem principal é incrível. Ela passa por cima de todos os preconceitos e se joga de cabeça naquilo que quer. Gostei do drama e do final bonitinho que me fez sonhar acordada.

O verão de Thalita Rebouças é o último conto. Nele, Flávia acabou de terminar um relacionamento e tenta curtir as férias com as amigas Tati e Kaká. Por meio de aventuras amorosas do irmão de Kaká, o trio consegue ingressos para assistir ao espetáculo do carnaval carioca na apoteose, de camarote. O que elas nem imaginavam era quanta confusão aquele carnaval iria render. Gostei de como as coisas acontecem nesse conto. O texto flui e, quando percebi, já estava no final. A história é engraçada e eu juro que fiquei com pena da protagonista.

As quatro histórias são leves e divertidas. Mas o conto que eu mais gostei foi o da Babi Dewet, achei pouco previsível e simplesmente me apaixonei pelos personagens. O livro é descontraído e uma ótima pedida para ler neste finzinho de verão. Inspira a gente a buscar também a nossa estação inesquecível.

Bruna Paiva

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O que me move é a paixão

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O que leva uma menina de 16 anos a dizer para o mundo que quer ser escritora? Um ano depois da decisão tomada, ainda não consigo responder à pergunta sem parecer piegas.

O que me move é a paixão. Sou levada às palavras para que a ausência delas não me leve à loucura. Quero ser escritora porque não sou nada sem a escrita. Colocar o que sinto no papel é terapia, desliga-me do mundo, traz-me paz. Não acredito que nenhuma outra profissão me proporcionaria tamanho prazer.

Uma vez, durante uma entrevista, a escritora Clarice Lispector ouviu a seguinte pergunta: “Por que você escreve?”. Ela logo retrucou: “Por que você bebe água?”. A resposta, à primeira vista, parece bonita. Mas só entende a carga de realidade e sinceridade na fala de Clarice quem compartilha o mesmo sentimento.

A escrita não se escolhe, acata-se. Ela vem de dentro, da alma. Escolhe você, e quando se manifesta, não dá muitas opções. Você precisa escrever, externar o que sente e transformar em palavras aquilo com o que não consegue lidar internamente.

Escrevo desde os 14 anos; profissionalmente, desde os 16, e hoje, tenho absoluta certeza de que quero fazê-lo para o resto de minha vida.

Bruna Paiva

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