5 livros para ler se você é feminista

Com 18 anos me descobri feminista. Na realidade, eu já era, sempre fui, só não sabia bem do que se tratava. Aos 18 percebi que aqueles ideais que eu sempre defendi eram fundamentos da ideologia feminista. Que assim fosse, se é preciso dar nome aos bois.

A representação feminina sempre esteve muito presente nos livros que marcaram minha adolescência. Hermione Granger, Katniss Everdeen, America Singer, Alasca Young e, vá lá, até mesmo Crepúsculo, apesar da protagonista meio sem sal, tinha personagens como Alice, Rosalie e Leah. Depois que percebi a importância de personagens desse tipo, passei a procurar, mais conscientemente, livros que me colocassem em contato com elas.

Por isso, no post de hoje, trouxe uma pequena lista de 5 títulos que você deveria procurar se você também é feminista. Os 5 foram escritos por mulheres e cada um traz um recorte de representação da mulher no texto. Dois são de não-ficção, um de contos e dois romances, todos textos deliciosos de se ler. Espero que gostem e vou adorar saber as recomendações de vocês.

 

  • Um teto todo seu – Virgínia Woolf

Acho que já falei desse livro por aqui. Nesse ensaio ficcional, Virgínia Woolf fala sobre o lugar da mulher na literatura (nos anos 20) e as dificuldades que uma mulher enfrentava ao decidir-se por essa carreira. Para Virgínia, uma mulher que quer ser escritora precisa apenas de dinheiro, tempo e um teto todo seu.

 

  • A via crucis do corpo – Clarice Lispector

Eu tive esse livro na estante por muito tempo sem nunca mexer. Quando resolvi ler, foi uma grata surpresa. Clarice, com sua escrita irônica e deliciosa, nos apresenta um livro com 13 contos. São 13 narrativas sobre mulheres, corpo, sexo, libertação e libido. São textos incríveis que colocam a mulher como protagonista de assuntos corpóreos. Terminei de ler mais uma vez encantada com o trabalho dessa autora sensacional.

 

  • O país das mulheres – Gioconda Belli

Outro caso de um livro que viveu por muito tempo encostado na estante até ter a chance de me surpreender. Essa história é uma distopia. A autora nicaraguense nos leva para um país em que as mulheres tomaram o poder. O Partido da Esquerda Erótica não permite que nenhum homem ocupe cargos públicos. É uma retratação histórica, justifica a presidente. Essa história controversa me tirou da zona de conforto justamente porque nos bota para pensar sobre extremismos. Muitas passagens do livro são incríveis, muitas me incomodaram, mas a história, que começa com um atentado à presidente, é maravilhosa e rende muita discussão.

 

 

  • Girlboss – Sophia Amoruso

Uma mulher que começou a revender roupas usadas pelo e-bay e, pouco tempo depois, se tornou uma das maiores CEOs de moda de seu país. A história de Sophia Amoruso é sensacional. Numa espécie de mistura entre autobiografia e manual de autoajuda, a CEO da Nasty Gal conta como se tornou tão poderosa e incentiva as Girlbosses em potencial a seguirem seus sonhos e batalharem para chegarem onde querem. Se você assistiu à série, esqueça, ela não faz jus ao livro incrível que Sophia escreveu.

 

  • Orgulho e preconceito – Jane Austen

Jane Austen escreveu Orgulho e Preconceito no século XIX, mas sua personagem Elizabeth Bennet não se rendia às regras sociais da época. Elizabeth era dona de si e fazia o que queria, o que sonhava, sem se curvar às vontades alheias. A história, que inspira a novela Orgulho e Paixão, é atemporal e apaixonante.

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O que você faria até de graça?

Bem antes de explodir nas rádios do Brasil, a cantora Iza, na frente de um auditório cheio de adolescentes indecisos fez a seguinte pergunta “o que você faria até de graça?”. Ela tinha acabado de decidir largar a carreira de publicitária para seguir seu sonho de cantar e era uma das convidadas da semana em que a minha antiga escola levava profissionais de diversas áreas para conversar com o Ensino Médio. O auditório lotado ficou em silêncio com aquela pergunta.

Ela contou a história dela e de como resolveu seguir o sonho em vez de ficar presa num trabalho de que não gostava. No meio do meu terceiro ano, eu ainda pensava em cursar jornalismo ou quem sabe me jogar em outro curso qualquer. Mas ali, naquela palestra, eu entendi que precisava seguir meu sonho. Que qualquer outra coisa “eu não faria de graça nem que me pagassem”, como a Iza falou.

É difícil, sim, viver de literatura num país em que mal se valoriza um professor.  Ser escritora quando o mercado cada vez se fecha mais para quem está chegando agora. Mas a sensação de “sim, eu faria isso até de graça” realmente só quem já se encontrou entende.

Não é que eu fazer de graça. Artistas precisam comer e pagar contas, embora as pessoas às vezes se esqueçam disso. Mas o sentimento é esse. O trabalho, mesmo o mais desafiador, o mais sofrido, compensa quando se faz o que se ama.

Às vezes é complicado assumir um sonho. Enfrentar as consequências, os desafios, as frustrações, os julgamentos, as inseguranças e as descrenças. É difícil e, sim, vai dar errado muitas vezes. Você não vai conseguir na primeira e às vezes nem na vigésima tentativa. Mas viver o sonho compensa. Cada pedacinho de reconhecimento compensa, energiza e motiva a continuar. E eu não vou desistir do meu sem ter conseguido.

A Iza conseguiu o dela. Ela batalhou, deu a cara a tapa e conseguiu. A cada vez que eu vejo essa mulher na televisão, cantando em tudo que é lugar, eu me lembro daquela palestra e da determinação que ela tinha no olhar. Três anos passaram e, depois de arrasar no Rock in Rio, ela lança o primeiro álbum no próximo semestre.

Só alcança o que almeja quem trabalha para isso. E quando o objetivo fica claro, quando você encontra o que faria até de graça, fica mais fácil levantar a cabeça e tentar mais uma vez.

Bruna Paiva

 

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Por que diminuir o popular?

Uma das coisas que mais me irrita no mundo acadêmico é essa insistência em diminuir tudo o que não é erudito. Aquela torcida de nariz quando você conta que gosta de alguma coisa que não tem tanto prestígio ou o cinismo de fingir que não faz ideia de quem é um artista absurdamente popular.

Em certa ocasião, participava de uma conversa bastante informal, entre amigos, sobre compulsão literária. Sabe quando você não consegue parar de ler um livro e acaba terminando ele no mesmo dia que começou? Então… Quando um amigo disse que não conseguia fazer isso de jeito nenhum, acabei relembrando com saudade meus 13, 14 anos, época em que o que eu mais tinha era tempo livre pra ler um livro de Crepúsculo, Harry Potter ou Jogos Vorazes por dia.

O que me surpreendeu foi acabar ouvindo: “Nossa, Bruna, você não tem a menor vergonha de falar isso, né?”

“Vergonha das coisas que eu gosto? Por que eu teria?” Rebati realmente sem entender aonde aquela pergunta queria chegar. Então fui obrigada a ouvir que “às vezes é bom”.

Eu NUNCA escondi de ninguém o tipo de entretenimento e arte que me agrada. Cresci sendo fã de Restart, Fiuk e Jonas Brothers e nunca me importei em ouvir as gracinhas que ouvia na escola. Mas aquela frase, naquela situação, realmente me incomodou.

Gente, pelo amor de Deus, qual o problema de ler best-sellers? Foi a literatura juvenil e popular que me introduziu à paixão pelos livros, que me levou a ter interesse pelos clássicos, que me fez decidir que eu queria viver de literatura. E é por causa dela que hoje eu estudo para isso. Então a questão é: por que diminuir algo que só me fez bem?

Eu gosto de Crepúsculo, sim. De Harry Potter, com toda a certeza. São livros incríveis para a formação de leitores. Se hoje eu sou absolutamente eclética nas minhas leituras é porque comecei lendo esse tipo de literatura. AMO um bom livro juvenil e jovem adulto até hoje e não tenho a menor vergonha disso. Pelo contrário, consumo com o maior orgulho. Até porque são livros voltados para o mesmo público que eu procuro atingir com o que escrevo.

Esse pensamento de “faz bem esconder as coisas que você gosta se elas não fazem parte daquilo que é bem visto” aprisiona, esteja ele aplicado a qualquer segmento da sua vida. Ninguém é menor ou menos inteligente pelas coisas que escuta, lê ou assiste. Nunca deixei de fazer o que me dá prazer preocupada com o que os outros pensariam. E se eu não fiz isso na minha adolescência, que é uma fase tão cruel, o mundo acadêmico que me desculpe, mas não é agora que eu vou começar.

Bruna Paiva

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Cada vez mais apaixonada pelo universo de Renata Ventura

Impactada. Foi como terminei a leitura de “A Comissão Chapeleira”, segundo livro da série “ A Arma Escarlate”, da Renata Ventura. Li o primeiro em 2015 e me apaixonei pelo universo bruxo, inspirado em Harry Potter, porém superoriginal, que a autora conseguiu criar. Fiz uma resenha bastante empolgada e querendo muito ler o próximo. Demorei, mas finalmente li a sequência e MEU DEUS.

Há muito tempo um livro não me envolvia tanto. Talvez por já conhecer o universo e seus habitantes, a sensação foi a de encontrar bons amigos. Na última resenha, comentei sobre os personagens dizendo que tinha vontade de ir lá conhecer melhor cada um deles, brigar com Hugo pelas besteiras que ele faz e que estava caindo de amores por Capí.

O segundo livro me permitiu conhecer melhor cada um deles e, como quando lia Harry Potter na adolescência, me senti parte do grupo e quase amiga de Índio, Caimana e Viny, todos muito bem construídos (porém confesso que entre os três, Índio e Caimana são um pouco mais donos do meu coração do que o Viny). Hugo ainda precisa de uns bons puxões de orelha, mas o amadurecimento do personagem durante todo o livro é lindo e a curva evolutiva criada pela autora, admirável. E, bom, Capí definitivamente é o amor da minha vida, sem mais.

Em “A Comissão Chapeleira”, um golpe político abala todo o mundo bruxo brasileiro. E os estudantes vão sentir isso na pele. Preparem-se para sofrer. E, quando eu falo em sofrimento, é de verdade. Renata Ventura não brinca em serviço e eu perdi a conta das crises de choro durante todo o mês que passei envolvida com a história dos Pixies.

Com a Renata, na última Bienal, onde comprei meu livro.

Mas também vá preparado para se apaixonar pela forma com que Renata constrói a história. Com um trabalho de pesquisa primoroso, a autora integra a história do Brasil com a do mundo bruxo que ela criou. É tão bem feito que as duas coisas realmente se misturam na cabeça de quem lê.

Não só a questão histórica, mas também a ambientação. O segundo livro da série tem boa parte da história contada na Cidade Média, a escola de Salvador. Eu já conhecia a cidade, o que foi ótimo para me sentir ainda mais dentro daquele universo. Fui capaz de acompanhar cada passo de Hugo em terras baianas com a descrição impecável do passeio. A pesquisa da autora também se estende para a grande inserção de cultura africana e das religiões afrodescendentes, que têm uma importância enorme para o livro.

Uma das coisas mais sensacionais são as metáforas sobre a política. No momento atual do país então… É impossível não identificar críticas sociais e políticas em toda a história. Ah, e, claro, as referências à história de J.K. Rowling são de arrepiar qualquer Potterhead. Até o Neville aparece dessa vez, gente!

“A Comissão Chapeleira” apresenta muuuuitos personagens novos, além de desenvolver ainda mais os que já conhecemos. Ainda assim, se aprofunda em cada um e não deixa nenhum fio solto. Um dos melhores livros fantásticos que já li na vida, inclusive.

Se terminei o primeiro livro encantada com o trabalho de Renata Ventura, esse, eu terminei aplaudindo de pé. Já não consigo conter minha ansiedade pelo terceiro.

Bruna Paiva

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Me rendi à Elena Ferrante!

Depois de muito ouvir falar e esbarrar com seus livros em qualquer livraria que eu entrasse, finalmente tive contato com uma história da italiana Elena Ferrante. A escritora, que na verdade usa um pseudônimo e tem sua identidade desconhecida, vem sendo comentada há algum tempo por todo lado.

Ouvi seu nome em podcasts, no youtube, na faculdade… Gente falando muito bem, gente falando muito mal… O fato é que, desde o ano passado, é impossível entrar numa livraria sem avistar algum exemplar da italiana em destaque. Optei por um livro solo e pequeno em vez de me jogar de primeira na série napolitana, que tem mais de 4 livros, todos enormes. Meu escolhido foi “A filha perdida”.

Não sabia bem o que esperar quando comecei o livro, confesso. Apenas permiti ser levada pela narração de Leda, a protagonista. O que encontrei foi um livro denso e, de certa forma, pesado. “A filha perdida” é um livro lento, o que não o torna chato. Pelo contrário, a história é interessante e a forma íntima como é contada apenas aumenta a imersão de quem lê.

Leda é uma mulher de meia idade. Depois que suas duas filhas, já adultas, se mudam para o Canadá, para estudar e passam a morar com o pai, a mãe tira férias e viaja para uma casa na praia. Na cidade em que visita, começa a observar uma grande família napolitana. E é aí que começa o interessante da narrativa. O livro não tem muita ação. É um grande fluxo de consciência, na verdade. Mas é a partir da observação alheia que Leda começa a observar a si mesma e suas memórias.

A maternidade é uma questão central durante toda a história. Leda rememora sua trajetória conturbada na criação das duas filhas ao prestar atenção em Nina e sua pequena filha Elena. A autora aborda questões da maternidade sem a fantasia utópica de mundo maravilhoso construída socialmente. “Uma mãe não é nada além de uma filha que brinca.” ela diz em determinado momento do livro. Ela traz à tona dilemas como a divisão da vida de uma mulher entre sonhos, realizações pessoais e a criação das filhas. O julgamento das pessoas em determinadas situações, a família que insiste em se meter e dizer “o que é melhor” para a criança.

Ela fala de tudo isso de modo sensível e ao mesmo tempo muito denso e complexo. Uma literatura intimista que revela uma personagem bastante humana e que se aproxima de quem está lendo pela sinceridade. Ela não tenta mascarar seus erros e suas escolhas. Apenas conta, sem esperar, mas também sem se importar com possíveis julgamentos.

É um livro que coloca a gente para pensar. E um livro que me deixou ainda mais curiosa para conhecer outros trabalhos da mesma autora.

Bruna Paiva

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Fala sério, mãe: o livro da minha adolescência na tela dos cinemas!

Thalita Rebouças foi figura importantíssima na minha adolescência. Uma das minhas escritoras favoritas daquela fase, por quem eu ainda tenho um carinho imenso e, sim, ainda dou uma leve surtada toda vez que encontro. Meu coração adolescente demais não aguenta.

Eu cresci lendo Thalita e a trajetória dela é uma das que me inspiram nesse sonho de ser escritora. Eu li tanto e com tanto fervor os livros dessa mulher… Era um Fala Sério atrás do outro, filas e mais filas pra conseguir um autógrafo, indicava para todas as amigas, no fundo, só pra ter alguém para conversar sobre as histórias de que eu tanto gostava.

Os livros da Thalita foram tão marcantes que, de um tempo para cá, têm sido adaptados para outros formatos e eu, tiete como sou, vivo correndo atrás de todos. Quando Tudo Por Um Popstar virou peça de teatro, eu era A PRÓPRIA Slavabody Disco Discozete. Fui assistir aquilo diversas vezes, conhecia o elenco e, ai meu Deus, que saudade daquela época… Depois veio “É Fada!”, primeira adaptação para o cinema. O filme tinha um apelo maior pela Kéfera como protagonista, mas eu estava lá muito mais pela empolgação de que finalmente um livro da Thalita estava nas telonas, para essa nova geração também se encantar pelos livros de quem marcou a minha adolescência.

Na última semana eu finalmente fui conferir o mais novo filme, baseado num dos livros que mais me marcou “Fala Sério, mãe”. Fui com a minha mãe, obviamente, e saímos de lá às lágrimas, as duas. O filme protagonizado por Ingrid Guimarães e Larissa Manoela me trouxe aquela nostalgia gostosa daquela história que eu já conhecia. Mas também fez com que eu me enxergasse de tantas formas… Não tem como não se identificar com a relação entre Malu e Angela Cristina. As situações clássicas que toda mãe passa com os filhos, os dilemas que todo filho passa em relação aos pais… No meu caso, até o ídolo da mãe é o mesmo. Morremos de rir com o fanatismo de Angela pelo meu digníssimo sogrão Fábio Jr. já que lá em casa não é muito diferente.

As duas atrizes deram vida às personagens de maneira tão verdadeira e representativa que é impossível não se emocionar. Cheguei ao cinema achando que tenderiam mais para a comédia pastelão, mas conseguiram equilibrar drama e cômico na medida certa. Um filme delicioso, para todas as idades e perfeito para assistir em família. Arrastem suas mães para o cinema, não tem como se arrepender.

Bruna Paiva

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5 autoras incríveis para conhecer no Wattpad

Quem acompanha o blog sabe que, desde a época em que lancei Um Diário Para Alice, uso bastante o Wattpad.

Pra quem não conhece, o Wattpad é uma plataforma sensacional onde a gente pode postar livros e histórias inéditas e ainda interagir com os leitores. É uma experiência ótima tanto para quem escreve quanto para quem lê. Mas como há um volume muito grande de obras lá dentro, às vezes a gente fica meio perdida sem saber por onde começar.

Por isso, hoje eu trouxe uma lista com dica de 5 autoras para ler no Wattpad. São meninas incríveis, com ótimas histórias para contar. Além delas, é claro, o meu Um Diário Para Alice também está disponível lá para quem ainda não conhece!

Eu conheci a Maíra no evento Mulheres Que Escrevem, em agosto. Amei a forma como ela se colocou no debate e acabei procurando pelo livro que ela comentou que estava postando no Wattpad.

“Quase sem querer” conta a história de Liana, uma adolescente que perdeu o pai num acidente há alguns anos e que agora, morando com a mãe tem uma vida bem normal e monótona. Tudo muda quando de repente a mãe dela resolve se mudar para a casa do novo namorado, levando a filha. Liana muda de casa, cidade, escola, rotina e ainda odeia o filho do novo padrasto. A menina passa a se sentir extremamente deslocada e precisa lidar com toda a confusão em sua mente.

Eu amei a forma como a Maíra constrói a personagem. Uma menina de 16 anos extremamente forte, feminista e que sonha alto. O texto é uma delícia de ler e eu acompanho de verdade. Doida para saber onde vai dar essa história.

A Maíra também escreve no Medium e mantém o blog www.mairacomacento.com.br

 

 

A Clara tem uma longa estrada, no Wattpad e fora dele. Mocassins e All Stars foi seu primeiro livro físico publicado e desde então ela já publicou 8 obras no Wattpad entre contos e livros de ficção adolescente. Todos têm premissas incríveis e um texto gostoso de ler, fora que ela foi vencedora do Prêmio Wattys 2015 e do de 2016.

Clara mantém o site www.clarasavelli.com e é mega ativa nas redes sociais!

 

A Thaís é minha amiga. Nós fazemos faculdade juntas desde o ano passado, mas demoramos um bom tempo para descobrir que a gente tinha trajetórias parecidas. A Thaís tem um conto publicado pela mesma editora que eu, a Andross, e mantém a série Renegados no Wattpad.

Renegados é uma ficção científica distópica incrível que conta a história de Daniel, um jovem que não quer ceder suas memórias como preço do alistamento obrigatório à Militância, e Mariane, que perdeu os pais para os Militantes e agora se vê diante do dilema de ser obrigada a se tornar uma. A Thaís escreve super bem e a gente fica ansiosa querendo saber o que vai acontecer com os personagens.

Thaís também já tem publicado pela Multifoco o livro Shine Moon e mantém o blog rascunhosaraujo.blogspot.com.br

 

 

A Lycia Barros já é escritora há um bom tempo e tem 11 livros publicados, inclusive por grandes editoras. O seu primeiro romance está sendo adaptado para o cinema. No Wattpad ela tem quatro histórias publicadas, sendo algumas somente para degustação. Eu conheci pelo livro “Perdido sem você”, que traz uma história que diverte e ao mesmo tempo é bastante sensível. Dante é um menino que sempre foi super focado e espiritualizado. Mas as coisas começam a se abalar quando sua banda passa a fazer muito sucesso no país inteiro.

Lycia mantém o site www.lyciabarros.com e é super ativa em suas redes sociais.

 

A Mariana eu conheci pelo livro “Orleans”  que traz a história de uma jovem que trabalha numa livraria e tem um cliente que, pelo interesse constante nas obras de Shakespear, chama de Próspero. É uma história leve, divertida e que dá vontade de não parar de ler.

A Mariana já tem outros livros físicos publicados e mantém a página dela no Facebook https://www.facebook.com/autoraMarianaCamara

 

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5 livros que falam sobre música

Que eu amo literatura acho que já ficou provado por aqui. Mas outra paixão minha é a música. Apesar de não ter o menor talento para tocar nenhum instrumento, muito menos cantar, eu sou daquelas que não vive sem um fone de ouvido com uma playlist incrível.

Acho que por isso eu gosto tanto de encontrar livros que, em suas histórias, tragam bastante música. É como unir as duas paixões numa coisa só. Por isso, hoje trouxe para vocês uma pequena lista de 5 livros que falam de música:

 

  • Sábado à noite – Babi Dewet

Vou começar com um nacional que eu adoro. Sábado à Noite é o primeiro livro da linda da Babi Dewet e também o primeiro da trilogia. Tem resenha dele aqui no blog! O livro, que começou como uma fanfic do McFly, conta a história de um grupo de amigos e um amor de escola.

No meio de toda a confusão adolescente, o diretor da escola resolve promover bailes todos os sábados com a presença de uma banda de garotos mascarados!

 

  • Se eu ficar e Para onde ela foi – Gayle Forman

Essa duologia da Gayle Forman é repleta de drama e muita música. No primeiro livro, Mia, uma adolescente que sonha em se transformar em uma violinista de sucesso entra em coma após o acidente que a faz perder toda a família.

A luta dela pela vida é extremamente tocante, mas meu preferido é o segundo livro. Nele, o protagonista é Adam Wilde, o ex-namorado de Mia que, anos depois do acidente, é um roqueiro famoso pelas músicas que escreveu para a garota. O conflito interno dele e a busca pela ex-namorada torna o livro muito bonito.

 

  • Revival – Stephen King

O tema central desse livro é a eletricidade e a fé extrema. É um livro que toca em questões éticas e tem aquele jeitinho incrível do Stephen King de escrever. Mas ele está nessa lista porque o protagonista, que começa o livro com 6 anos, cresce e se torna um guitarrista profissional e depois vai trabalhar numa gravadora.

É muito legal observar a evolução dele como músico e pessoa. A trajetória dele na música é bem intensa e dá para curtir cada fase na leitura.

 

  • Boston Boys- Giulia Paim

O primeiro livro da carioca Giulia Paim também já ganhou resenha aqui no blog.  Ronnie é uma adolescente que, ao contrário da maioria de suas colegas, não dá a mínima para os Boston Boys.

A menina, que nunca simpatizou com os protagonistas do programa de TV, de repente se vê obrigada a conviver com eles por conta do trabalho da mãe! Tem resenha do primeiro livro aqui no blog! O segundo eu comprei na Bienal e estou doida para ler.

 

 

  • 360 dias de sucesso – Thalita Rebouças

Esse livro da Thalita é o que eu mais gosto. Conta a história de uma banda de adolescentes que teve exatos 360 dias de sucesso. A fama chega de uma forma inesperada, mas as consequências dela são tão loucas que a banda Pólvora nem consegue completar um ano de existência.

O livro também já ganhou resenha aqui no Blog, que foi inclusive super elogiada pela própria Thalita 🙂

 

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Um aprendizado da morte para levar pra vida

Uma das coisas mais incríveis de cursar literatura é justamente ter como tarefa aquilo que sempre foi meu prazer. Descobrir livros diferentes e me apaixonar por histórias e autores. Foi dessa forma que esbarrei com “O Aprendizado da Morte” de Assis Brasil. Assis Brasil é um autor pernambucano do modernismo brasileiro de quem eu nunca havia ouvido falar e por quem, graças à faculdade, estou completamente encantada.

O Aprendizado da Morte conta a história de Olga, uma mulher que se descobre doente e prestes a morrer. Ela se interna num grupo de apoio a pessoas na mesma situação e, a partir da perspectiva da morte, passa a analisar toda sua vida até ali. Percebe que até então não era feliz e havia deixado a vida passar. É sabendo que vai morrer que ela decide aprender a viver. Passa a ser livre e aproveitar os pequenos momentos.

Olga é uma personagem profundamente sofisticada, que cativa o leitor de forma gradual. O livro foi uma experiência linda que eu prefiro classificar como, na verdade, um aprendizado de vida. A forma como Olga “aprende a morrer” vivendo um dia de cada vez e fazendo as coisas que lhe dão prazer é na verdade como a gente devia encarar mais a vida.

É um romance curto e eu não consegui parar de ler até terminar. Os fatos que levaram Olga até ali são apresentados fora da ordem cronológica, o que transforma o livro quase num quebra-cabeça. O narrador, por vezes, se confunde com a própria personagem, mudando inclusive a pessoa do discurso. É uma leitura deliciosa e é assustador que esse autor tão incrível não seja tão comentado entre os modernistas mais importantes.

Assis Brasil ainda está vivo e eu fiquei tão fascinada pela forma com que ele escreve que já quero todos os outros livros. Pela Estante Virtual, nos sebos, os livros dele são bem baratinhos e as premissas são tão cativantes quanto a d’O Aprendizado da Morte. O livro, que nem é o mais famoso dele, é magnífico e com toda certeza já entrou para as minhas melhores leituras do ano e para os favoritos da vida.

Bruna Paiva

 

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Mortos que viram História

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Você acredita em vida após a morte? Para onde vamos depois que morremos? Não o nosso corpo físico, mas tudo aquilo o que fomos, aprendemos e sentimos enquanto estivemos vivos? Independente da sua fé, ninguém pode responder a essas questões com absoluta certeza. O livro A Guardiã de Histórias traz uma realidade incrível sobre o que acontece depois que morremos.

Histórias. É o que viramos ao morrer. E, como livros, somos guardados na grande biblioteca do Arquivo, uma dimensão paralela. Acontece, que as histórias mais jovens acabam despertando sem saber o que aconteceu e, tentando se encontrar, vão parar numa dimensão intermediária entre o mundo real e o Arquivo. Os guardiões servem para fazer com que essas histórias retornem a seus devidos lugares, impedindo que tenham contato com nosso mundo.

A fantasia escrita por Victoria Schwab apresenta Mackenzie Bishop, uma adolescente que herdou precocemente a função de seu avô, um antigo e renomado guardião de Histórias. Mac segue os passos do avô há quatro anos, mas não pode revelar seu trabalho nem mesmo a seus pais. Depois de uma grande tragédia, a família de Mackenzie se muda para um prédio antigo. A menina não fica tão feliz com a mudança, já que, quanto mais antigo é o lugar, mais histórias viveram ali dentro e maior será o trabalho do guardião daquela área.

Apesar de tratar de um assunto tão denso como a vida após a morte, o livro não traz uma carga negativa. Fala de morte, superação, da dificuldade em lidar com a perda de quem amamos, confiança a importância da amizade. Traz drama, é claro, mas consegue fazer o leitor rir e se apaixonar. A angústia da personagem principal e o carisma dos coadjuvantes fazem com que a gente não consiga parar de ler. Li em menos de uma semana e me diverti com as personagens. Senti como se já os conhecesse há muito tempo.

Pode parecer muito louco, mas a realidade que a escritora americana criou é incrível. Em poucas páginas, a divisão de dimensões e a importância dos guardiões deixam de ser confusas e cativam o leitor. É uma realidade tão legal que eu juro que queria que fosse verdade. É uma história para todas as idades. E incrível para quem, como eu, não tem muita certeza do que acontece depois que a gente parte desse mundo.

Bruna Paiva

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