5 livros que falam sobre música

Que eu amo literatura acho que já ficou provado por aqui. Mas outra paixão minha é a música. Apesar de não ter o menor talento para tocar nenhum instrumento, muito menos cantar, eu sou daquelas que não vive sem um fone de ouvido com uma playlist incrível.

Acho que por isso eu gosto tanto de encontrar livros que, em suas histórias, tragam bastante música. É como unir as duas paixões numa coisa só. Por isso, hoje trouxe para vocês uma pequena lista de 5 livros que falam de música:

 

  • Sábado à noite – Babi Dewet

Vou começar com um nacional que eu adoro. Sábado à Noite é o primeiro livro da linda da Babi Dewet e também o primeiro da trilogia. Tem resenha dele aqui no blog! O livro, que começou como uma fanfic do McFly, conta a história de um grupo de amigos e um amor de escola.

No meio de toda a confusão adolescente, o diretor da escola resolve promover bailes todos os sábados com a presença de uma banda de garotos mascarados!

 

  • Se eu ficar e Para onde ela foi – Gayle Forman

Essa duologia da Gayle Forman é repleta de drama e muita música. No primeiro livro, Mia, uma adolescente que sonha em se transformar em uma violinista de sucesso entra em coma após o acidente que a faz perder toda a família.

A luta dela pela vida é extremamente tocante, mas meu preferido é o segundo livro. Nele, o protagonista é Adam Wilde, o ex-namorado de Mia que, anos depois do acidente, é um roqueiro famoso pelas músicas que escreveu para a garota. O conflito interno dele e a busca pela ex-namorada torna o livro muito bonito.

 

  • Revival – Stephen King

O tema central desse livro é a eletricidade e a fé extrema. É um livro que toca em questões éticas e tem aquele jeitinho incrível do Stephen King de escrever. Mas ele está nessa lista porque o protagonista, que começa o livro com 6 anos, cresce e se torna um guitarrista profissional e depois vai trabalhar numa gravadora.

É muito legal observar a evolução dele como músico e pessoa. A trajetória dele na música é bem intensa e dá para curtir cada fase na leitura.

 

  • Boston Boys- Giulia Paim

O primeiro livro da carioca Giulia Paim também já ganhou resenha aqui no blog.  Ronnie é uma adolescente que, ao contrário da maioria de suas colegas, não dá a mínima para os Boston Boys.

A menina, que nunca simpatizou com os protagonistas do programa de TV, de repente se vê obrigada a conviver com eles por conta do trabalho da mãe! Tem resenha do primeiro livro aqui no blog! O segundo eu comprei na Bienal e estou doida para ler.

 

 

  • 360 dias de sucesso – Thalita Rebouças

Esse livro da Thalita é o que eu mais gosto. Conta a história de uma banda de adolescentes que teve exatos 360 dias de sucesso. A fama chega de uma forma inesperada, mas as consequências dela são tão loucas que a banda Pólvora nem consegue completar um ano de existência.

O livro também já ganhou resenha aqui no Blog, que foi inclusive super elogiada pela própria Thalita 🙂

 

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4 clássicos incríveis e rápidos de ler

Muita gente tem preconceito contra os clássicos da literatura. Seja por repetir o velho discurso de que “ler é um saco”, ou por não ter paciência para livros que demandam maior esforço para a leitura. O post de hoje é para desconstruir isso na cabeça de vocês. Ler é incrível, qualquer tipo de leitura, basta que você tenha a mente aberta, disposição e bagagem literária. Pegar um Moby Dick sem nunca ter lido um livro inteiro, realmente, pode não ser uma experiência muito grata.

O legal é começar por um mais tranquilo que te conquiste e faça você perceber que clássicos são incríveis (ou não seriam considerados clássicos, né). Hoje eu trouxe uma lista com 4 clássicos literários que são ótimos e bem rapidinhos de ler, além de terem uma linguagem superacessível.

  • A Revolução dos Bichos – George Orwell

A obra de George Orwell é uma metáfora fundamental para falar de política. Numa narrativa com muita sátira, o autor inglês conta a história de uma granja em que os animais, liderados pelos porcos, se revoltam contra os seres humanos, banindo-os do lugar. A granja passa a ser domínio dos bichos, mas as coisas começam a ficar estranhas quando o sistema de cooperação e direitos iguais para todos os animais começa a falhar. O livro é muito curtinho, mas não tem como ler sem refletir sobre os líderes políticos em ação pelo mundo. E, no momento que vivemos no Brasil, devia ser leitura obrigatória.

 

  • Dom Casmurro – Machado de Assis

Um dos mais famosos clássicos da literatura nacional, Dom Casmurro é uma delícia de ler. Traz a história de um amor adolescente. Bentinho e Capitu são amigos desde a infância e o sentimento deles aumenta com o passar do tempo. Os dois vivem uma linda paixão. Tudo vai muito bem até Bentinho começar a desconfiar da lealdade da esposa. O livro é, ainda hoje, extremamente atual se quisermos falar de ciúmes e relacionamentos sem diálogo. E, convenhamos, no fundo, o Bentinho é completamente louco.

 

  • Frankenstein – Mary Shelley

O maior clássico do horror na literatura é um livro simplesmente delicioso. A base da história todo mundo já conhece: um cientista cria um monstro gigante a partir de matéria morta. Mas Frankenstein vai muito além disso. Com uma escrita sensacional, Mary Shelley discute questões éticas e leva o leitor a uma incrível imersão na história. No fundo, a gente reflete se a criatura tem alguma culpa por ter se tornado um monstro. Victor Frankenstein, o cientista, é na realidade um grande irresponsável e o maior vilão da história. Vale lembrar que Mary tinha 19 anos quando escreveu essa obra prima!

 

 

  • A morte e a morte de Quincas Berro D’água – Jorge Amado

Esse é um livro leve.  Com muito humor, Jorge Amado conta a história da morte de um homem que largou o emprego e a família para viver vadiando pelas ruas da Bahia. Quando ele morre, constrói-se um grande impasse entre a família do morto e os amigos que ele fez na nova vida. Numa sequência de cômicos acontecimentos, cada núcleo da vida de Quincas defende a sua versão do que aconteceu com o morto. Jorge Amado constrói essa novela de forma a envolver o leitor. O resultado é muito divertido e dá para ler em poucas horas.

 

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Um aprendizado da morte para levar pra vida

Uma das coisas mais incríveis de cursar literatura é justamente ter como tarefa aquilo que sempre foi meu prazer. Descobrir livros diferentes e me apaixonar por histórias e autores. Foi dessa forma que esbarrei com “O Aprendizado da Morte” de Assis Brasil. Assis Brasil é um autor pernambucano do modernismo brasileiro de quem eu nunca havia ouvido falar e por quem, graças à faculdade, estou completamente encantada.

O Aprendizado da Morte conta a história de Olga, uma mulher que se descobre doente e prestes a morrer. Ela se interna num grupo de apoio a pessoas na mesma situação e, a partir da perspectiva da morte, passa a analisar toda sua vida até ali. Percebe que até então não era feliz e havia deixado a vida passar. É sabendo que vai morrer que ela decide aprender a viver. Passa a ser livre e aproveitar os pequenos momentos.

Olga é uma personagem profundamente sofisticada, que cativa o leitor de forma gradual. O livro foi uma experiência linda que eu prefiro classificar como, na verdade, um aprendizado de vida. A forma como Olga “aprende a morrer” vivendo um dia de cada vez e fazendo as coisas que lhe dão prazer é na verdade como a gente devia encarar mais a vida.

É um romance curto e eu não consegui parar de ler até terminar. Os fatos que levaram Olga até ali são apresentados fora da ordem cronológica, o que transforma o livro quase num quebra-cabeça. O narrador, por vezes, se confunde com a própria personagem, mudando inclusive a pessoa do discurso. É uma leitura deliciosa e é assustador que esse autor tão incrível não seja tão comentado entre os modernistas mais importantes.

Assis Brasil ainda está vivo e eu fiquei tão fascinada pela forma com que ele escreve que já quero todos os outros livros. Pela Estante Virtual, nos sebos, os livros dele são bem baratinhos e as premissas são tão cativantes quanto a d’O Aprendizado da Morte. O livro, que nem é o mais famoso dele, é magnífico e com toda certeza já entrou para as minhas melhores leituras do ano e para os favoritos da vida.

Bruna Paiva

 

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Lançamento do livro Primeira Página!

Olá, pessoal!

No próximo domingo, 23/04, vai rolar o lançamento do livro Primeira Página: conflito na Baiana. Já falei sobre o livro aqui no blog na época em que ele estava em pré-venda numa campanha de financiamento coletivo. É o primeiro romance do autor JM Costa, que é meu pai.

Primeira Página traz a história de Clara Gabo, uma jornalista que ama o que faz, mas vai precisar enfrentar muitos desafios para concluir sua reportagem  protegendo a única testemunha: uma menina de 9 anos que lhe pediu ajuda. O romance é intenso e prende o leitor do início ao fim.

O lançamento vai acontecer em Botafogo (endereço completo no banner acima). E o autor procura blogueiros e estudantes interessados em um bate-papo que acontecerá antes do evento. Para mais informações sobre a promoção basta acessar http://www.jmcostaescritor.com.br e participar.

Bruna Paiva

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Mortos que viram História

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Você acredita em vida após a morte? Para onde vamos depois que morremos? Não o nosso corpo físico, mas tudo aquilo o que fomos, aprendemos e sentimos enquanto estivemos vivos? Independente da sua fé, ninguém pode responder a essas questões com absoluta certeza. O livro A Guardiã de Histórias traz uma realidade incrível sobre o que acontece depois que morremos.

Histórias. É o que viramos ao morrer. E, como livros, somos guardados na grande biblioteca do Arquivo, uma dimensão paralela. Acontece, que as histórias mais jovens acabam despertando sem saber o que aconteceu e, tentando se encontrar, vão parar numa dimensão intermediária entre o mundo real e o Arquivo. Os guardiões servem para fazer com que essas histórias retornem a seus devidos lugares, impedindo que tenham contato com nosso mundo.

A fantasia escrita por Victoria Schwab apresenta Mackenzie Bishop, uma adolescente que herdou precocemente a função de seu avô, um antigo e renomado guardião de Histórias. Mac segue os passos do avô há quatro anos, mas não pode revelar seu trabalho nem mesmo a seus pais. Depois de uma grande tragédia, a família de Mackenzie se muda para um prédio antigo. A menina não fica tão feliz com a mudança, já que, quanto mais antigo é o lugar, mais histórias viveram ali dentro e maior será o trabalho do guardião daquela área.

Apesar de tratar de um assunto tão denso como a vida após a morte, o livro não traz uma carga negativa. Fala de morte, superação, da dificuldade em lidar com a perda de quem amamos, confiança a importância da amizade. Traz drama, é claro, mas consegue fazer o leitor rir e se apaixonar. A angústia da personagem principal e o carisma dos coadjuvantes fazem com que a gente não consiga parar de ler. Li em menos de uma semana e me diverti com as personagens. Senti como se já os conhecesse há muito tempo.

Pode parecer muito louco, mas a realidade que a escritora americana criou é incrível. Em poucas páginas, a divisão de dimensões e a importância dos guardiões deixam de ser confusas e cativam o leitor. É uma realidade tão legal que eu juro que queria que fosse verdade. É uma história para todas as idades. E incrível para quem, como eu, não tem muita certeza do que acontece depois que a gente parte desse mundo.

Bruna Paiva

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Eu (finalmente) li o novo Harry Potter!

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Até que enfim, depois de todo o mundo já ter lido na época do lançamento, eu finalmente li o tão esperado oitavo livro de Harry Potter. E é claro que um livro tão especial não podia deixar de ter minha opinião aqui para vocês!

A história original escrita pela diva deusa J.K. Rowling e pelos roteiristas John Tiffany e Jack Thorne é um roteiro de teatro para a peça em cartaz na Inglaterra (E, infelizmente, só lá por enquanto). Harry Potter and the Cursed Child, ou, Harry Potter e a criança amaldiçoada, traz o mundo mágico e nossos personagens tão amados dezenove anos depois da batalha de Hogwarts em que Voldemort morreu. O novo livro apresenta os filhos de Harry, Gina, Ron, Hermione e Draco. Mas os protagonistas dessa história são Albus Potter (filho de Harry e Gina) e Scorpius Malfoy (filho de Draco).

Não é o melhor livro da série. E, por ser um texto teatral, está bem longe do texto incrível com que J.K. nos conquistou há tantos anos. Se você espera que Albus seja como o pai e seus amigos, bom, desculpe te decepcionar, mas não é bem assim. Albus é Sonserina e seu melhor amigo é Scorpius, um Malfoy. Os dois são fracassados e odeiam a escola de magia. Ainda assim, é impossível não se afeiçoar aos personagens novos. Eles são muito diferentes de seus pais e isso choca no início. Mas, no decorrer da história, eu juro que me apaixonei pela amizade dos dois.

Albus odeia ser filho de Harry Potter. E, vamos concordar, ter a pressão de ser filho de alguém que salvou o mundo nas costas, realmente, não deve ser tão legal assim. No novo livro, Albus acredita que precisa fazer um ato tão grandioso quanto o do pai e, convencido por Amos Diggory, resolve voltar no tempo e tentar salvar a vida de Cedrico Diggory, que morreu no Torneio Tribruxo, anos antes. Mas a gente sabe bem que mexer com o tempo não é tão simples assim. A coisa foge do controle e Albus e Scorpius precisam salvar o mundo das realidades paralelas que criaram mexendo no passado.

A história é divertida e a gente torce a todo tempo pelos novos bruxos. Mas acho que a melhor parte é estar de volta àquele universo, junto dos personagens mais incríveis. A cada página, meu coração se derretia em saudades. Foi maravilhoso voltar a ter contato com aqueles personagens tão especiais para mim. Acompanhar o presente deles. O casamento de Ron e Hermione, de Harry e Gina, a vida de um Draco viúvo com o único filho, o clima de Hogwarts com a amada McGonagall como diretora…

E, confesso, eu, que nunca gostei muito do Draco e da Sonserina, desenvolvi um carinho enorme pelos dois graças a Albus e Scorpius. Apesar de ainda não ter me conformado com o resultado do novo teste do Pottermore, que me tirou da Grifinória e me colocou na Sonserina, meu coração abriu um espacinho para a casa de Draco, Albus, Scorpius, Snape e, quem sabe um dia eu consiga chamar de minha…

Harry Potter And The Cursed Child é uma história para matar a saudade. Não vá esperando um livro sensacional ou uma história que mude tudo. Mas se você, como eu, é apaixonado por aqueles personagens e o universo mágico criado por J.K. Rowling, com certeza também vai adorar o livro novo. Foi um reencontro incrível com a história que marcou minha adolescência e amenizou a falta enorme que tudo aquilo me fazia.

Bruna Paiva

Bruna Paiva

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Boa Noite: uma história importante, mas nem tão fofa quanto o título

Entrar numa faculdade, morar numa república, mudar de cidade, conhecer gente nova, ter a oportunidade de escolher quem você vai ser de agora em diante. Quanta gente não sonha com isso por aí? É exatamente o que acontece na vida de Alina, no livro Boa Noite, da Pam Gonçalves.

Alina cresceu no interior e nunca teve uma vida social muito ativa. Quando passa para o curso de Engenharia da Computação na universidade, arrisca sair da casa dos pais e vai morar numa república. Lá, começa a ser apresentada para a vida universitária. Junto com os novos amigos, ela passa a frequentar as melhores festas e conhece muita gente. A menina se descobre gostando desse mundo e até arrisca um romance. Tudo parece incrível até que criam uma página de fofocas na internet para falar sobre as garotas da faculdade. Paralelo a isso, vários casos de abuso sexual começam a ser denunciados na faculdade.

Boa Noite não é uma história fofa como o título. O livro traz um assunto muito importante e o trata com seriedade. Amei a maneira como a Pam nos envolve no drama de Alina. A narrativa em primeira pessoa aproxima o leitor da protagonista. Não consegui parar de ler enquanto não terminei. Os personagens são incríveis. Muito bem construídos, tive vontade de ser amiga da Manu e casar com o Gustavo.

img_20160918_202240.jpgAcompanho a Pam Gonçalves desde que ela escrevia suas resenhas no blog Garota It. Um dos meus livros favoritos é uma indicação dela e já até ganhou resenha aqui no blog: A Lista Negra. Adoro os vídeos do canal da Pam no Youtube e fiquei muito curiosa quando soube que ela lançaria um romance. Quem me segue nas redes sociais viu que eu fui ao lançamento aqui no Rio. Ela foi muito simpática na tarde de autógrafos e me pediu para contar o que eu achasse do livro.

Eu achei o livro incrível. A maneira como ela retrata um comportamento machista na universidade, a relação de quatro meninas com um curso predominantemente masculino. A amizade entre os colegas de república, o romance de forma sutil, sem tirar o foco do assunto principal. É uma história que fala sobre abuso sexual, machismo, representatividade, preconceito, sororidade, amizade e amor. Um livro que eu levei para me acompanhar numa viagem e me fez rir e chorar na beira da piscina.  Que faz pensar e que tinha que ser lido por todos os jovens. Um livro que rende uma boa discussão sobre a maneira com que as pessoas pensam e agem por aí.

Se o primeiro livro da Pam já me deixou tão encantada, mal posso esperar pelos próximos trabalhos da autora!

Bruna Paiva

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Grey’s Anatomy Book Tag!

Oi, gente!

Tem vídeo novo no canal com uma book tag super divertida sobre a minha série preferida. Eu estava há tempos querendo fazer uma tag com Grey’s Anatomy. Quando procurei no Youtube, encontrei duas versões: uma italiana e outra mexicana. Como não sei falar italiano, traduzi a tag da mexicana Vale Bigotes!

No vídeo, eu associo cada personagem da série a um livro, de acordo com a personalidade de cada um. Entre os livros que cito, alguns, como Seis Anos Depois, Quem é você Alasca e Morte Súbita, já foram resenhados aqui no blog. Para saber qual livro eu associei a cada personagem da série é só dar o play no vídeo acima!

Um beijo e até o próximo vídeo!

Bruna Paiva

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Eu estive aqui: um livro que precisa ser lido!

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Imagine ter uma amiga que foi criada junto com você, quase como sua irmã. Aquele tipo de amiga que te conta tudo o que acontece na vida dela. De repente ela se mata, de maneira friamente calculada, e só o que você recebe é um e-mail padrão de despedida. É exatamente o que acontece com Cody Reynolds em Eu Estive Aqui.

Depois que Meg, sua melhor amiga, toma um frasco de veneno, sozinha num quarto de motel, Cody se questiona como não percebeu o que a amiga pretendia. Acolhida pela família de Meg, e ajudando a recolher as coisas que a amiga havia deixado em Tacoma, onde fazia faculdade, Cody começa a descobrir outras coisas que Meg nunca havia contado.

Quando descobre arquivos suspeitos no computador da amiga, Cody percebe que tudo o que sabe sobre a morte de Meg pode estar distorcido. Ela, então, resolve se dedicar a uma profunda investigação para tentar entender o que levou a amiga àquele fim.

 Eu adoro as histórias da Gayle Forman, e com Eu Estive Aqui não foi diferente. A personagem principal é bem cativante e os secundários, além de bem construídos, fundamentais para o desenrolar da história. A cada capítulo eu me sentia mais próxima de Cody, me identificava com algumas inseguranças e sentia pena por outras. Em determinado momento da história, deu vontade de abraçara personagem, para evitar que ela sofresse mais. É incrível como dá para sentir a angústia que passa na cabeça dela por não entender ou não ter conseguido evitar o que Meg fez.

O livro, da editora Arqueiro, é forte e apesar de haver um romance presente, ele é tratado em segundo plano. E não podia ser diferente, a história pedia que fosse dessa forma. Eu Estive Aqui trata sem tabus de assuntos muito importantes: depressão e suicídio. Questões que são evitadas socialmente, mas que precisam ser abordadas.  Ao fim do livro, um artigo sobre a importância da discussão desses temas e mostrando os números de casos no Brasil deixa clara a necessidade de falar sobre esses temas.

A personagem Meg, infelizmente, é inspirada numa história real. Nos agradecimentos da autora, Suzy Gonzales é citada como influência para a criação de Meg Garcia. A situação de Cody é muito comum por aí. Justamente porque não se fala muito no assunto, não conseguimos perceber os sinais de alguém que está prestes a se matar.

A história é forte e seus personagens também, desde Ben McCallister, guitarrista underground por quem Meg foi apaixonada, até Scottie, o irmão mais novo da menina que cometeu suicidio. Uma história com um tema complicado, que é abordado de forma incrível. Eu Estive Aqui me tirou de uma ressaca literária gigante. É um livro que as pessoas precisam ler!

Bruna Paiva

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E aí, vamos juntas?

Vamosjuntas4Você está sozinha, voltando para casa, às oito da noite. A rua está deserta e escura. Você anda rápido, com a bolsa na frente do corpo, cara de má, atenta a qualquer movimento suspeito. De repente escuta passos atrás de você. Seu coração acelera, o medo pulsa nos seus ouvidos, você prende a respiração e, sem diminuir o passo, junta um pouquinho de coragem e olha para trás. É outra mulher. A adrenalina abaixa, e a sensação é de alívio imediato. Você se vira para frente e continua o caminho até sua casa.

Se você é mulher e anda sozinha nas ruas da sua cidade, é improvável que nunca tenha sido protagonista da cena descrita acima. Afirmo ainda que, talvez você já tenha sido a mulher que está atrás. Provavelmente também com medo e dando graças a Deus pela pessoa da frente ser outra mulher. Agora pense comigo, em vez de caminharmos a passos de distância, cada uma com seus medos, por que não vamos juntas?

Sororidade. Você sabe o que é? Relaxa, porque eu também não sabia. Sororidade é a união e aliança entre as mulheresVamosjuntas3 baseadas no companheirismo e na luta por um bem comum. Não entendeu ainda? A sororidade se aplica quando, na cena ali em cima, as duas mulheres andam lado a lado, unidas, protegendo uma a outra e sentem-se mais seguras com a companhia.

Fui apresentada à sororidade pelo movimento Vamos Juntas? da Babi Souza. O livro do Vamos Juntas? foi lançado no mês de Março e me deixou encantada com o movimento. A ideia do Vamos Juntas? é exatamente o que seu nome sugere. Uma atitude simples que pode parecer banal, mas que é capaz de fazer toda a diferença. A menina indo na mesma direção que você, provavelmente, também está com medo da rua escura. Um “Oi, tudo bem? Também estou indo para lá, vamos juntas?” faz bem para a segurança das duas.

Pela primeira vez na vida percebi como é importante que nós, mulheres, sejamos mais unidas. Que não olhemos a moça ao lado como rival só porque é uma mulher.

Vamosjuntas2Sim, estamos falando de feminismo. E, sim, você precisa e muito dele. Sem extremismos, sem querer ser melhor do que ninguém. Apenas para garantir nossos direitos. É uma luta para que sejamos realmente livres em nossa sociedade. Livres para usarmos a roupa que quisermos, sem receio do que vamos ouvir pelas ruas. Livres para nos sentarmos à janela do ônibus (que, convenhamos, é o lugar mais legal) sem medo de quem vai sentar ao corredor. Livres para não nos sentirmos vulneráveis pelo simples fato de sermos mulheres.

O movimento Vamos Juntas surgiu como uma página no Facebook em junho de 2015. Desde então, publica incentivos à sororidade, ao feminismo e diversos relatos de meninas e mulheres de todo canto do país. Lendo o livro, que também é cheio de depoimentos, perdi a conta de quantas vezes me arrepiei ao ler histórias reais que não deveriam acontecer com ninguém.

Sinceramente acho que deveria ser uma leitura obrigatória para nossa sociedade. O livro deixa claro conceitos como sororidade, diferenças entre feminismo, femismo e misandria, além de mostrar, de forma lúdica, a importância do feminismo para a sociedade.Vamosjuntas

Sempre acreditei na ideia de que se saísse com um homem ao lado, estaria mais segura para andar na rua. Lembro que, na escola, sempre que precisava almoçar fora, arrastava um amigo comigo, mesmo que já tivesse a companhia de outra menina. O Vamos Juntas me mostrou que a mesma sensação de segurança de estar acompanhada de um homem pode acontecer se me unir às mulheres que temem o mesmo que eu. Hoje, depois de conhecer o movimento, não me acanho em olhar para a mulher ao lado e fazer essa simples perguntinha que pode mudar o destino das duas: e aí, vamos juntas?

Bruna Paiva

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