5 livros para ler se você é feminista

Com 18 anos me descobri feminista. Na realidade, eu já era, sempre fui, só não sabia bem do que se tratava. Aos 18 percebi que aqueles ideais que eu sempre defendi eram fundamentos da ideologia feminista. Que assim fosse, se é preciso dar nome aos bois.

A representação feminina sempre esteve muito presente nos livros que marcaram minha adolescência. Hermione Granger, Katniss Everdeen, America Singer, Alasca Young e, vá lá, até mesmo Crepúsculo, apesar da protagonista meio sem sal, tinha personagens como Alice, Rosalie e Leah. Depois que percebi a importância de personagens desse tipo, passei a procurar, mais conscientemente, livros que me colocassem em contato com elas.

Por isso, no post de hoje, trouxe uma pequena lista de 5 títulos que você deveria procurar se você também é feminista. Os 5 foram escritos por mulheres e cada um traz um recorte de representação da mulher no texto. Dois são de não-ficção, um de contos e dois romances, todos textos deliciosos de se ler. Espero que gostem e vou adorar saber as recomendações de vocês.

 

  • Um teto todo seu – Virgínia Woolf

Acho que já falei desse livro por aqui. Nesse ensaio ficcional, Virgínia Woolf fala sobre o lugar da mulher na literatura (nos anos 20) e as dificuldades que uma mulher enfrentava ao decidir-se por essa carreira. Para Virgínia, uma mulher que quer ser escritora precisa apenas de dinheiro, tempo e um teto todo seu.

 

  • A via crucis do corpo – Clarice Lispector

Eu tive esse livro na estante por muito tempo sem nunca mexer. Quando resolvi ler, foi uma grata surpresa. Clarice, com sua escrita irônica e deliciosa, nos apresenta um livro com 13 contos. São 13 narrativas sobre mulheres, corpo, sexo, libertação e libido. São textos incríveis que colocam a mulher como protagonista de assuntos corpóreos. Terminei de ler mais uma vez encantada com o trabalho dessa autora sensacional.

 

  • O país das mulheres – Gioconda Belli

Outro caso de um livro que viveu por muito tempo encostado na estante até ter a chance de me surpreender. Essa história é uma distopia. A autora nicaraguense nos leva para um país em que as mulheres tomaram o poder. O Partido da Esquerda Erótica não permite que nenhum homem ocupe cargos públicos. É uma retratação histórica, justifica a presidente. Essa história controversa me tirou da zona de conforto justamente porque nos bota para pensar sobre extremismos. Muitas passagens do livro são incríveis, muitas me incomodaram, mas a história, que começa com um atentado à presidente, é maravilhosa e rende muita discussão.

 

 

  • Girlboss – Sophia Amoruso

Uma mulher que começou a revender roupas usadas pelo e-bay e, pouco tempo depois, se tornou uma das maiores CEOs de moda de seu país. A história de Sophia Amoruso é sensacional. Numa espécie de mistura entre autobiografia e manual de autoajuda, a CEO da Nasty Gal conta como se tornou tão poderosa e incentiva as Girlbosses em potencial a seguirem seus sonhos e batalharem para chegarem onde querem. Se você assistiu à série, esqueça, ela não faz jus ao livro incrível que Sophia escreveu.

 

  • Orgulho e preconceito – Jane Austen

Jane Austen escreveu Orgulho e Preconceito no século XIX, mas sua personagem Elizabeth Bennet não se rendia às regras sociais da época. Elizabeth era dona de si e fazia o que queria, o que sonhava, sem se curvar às vontades alheias. A história, que inspira a novela Orgulho e Paixão, é atemporal e apaixonante.

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5 livros de contos para ler no wattpad

Oi, pessoal.

O post de hoje é sobre Wattpad! Eu adoro a plataforma e, como vocês sabem, sou adepta desde 2014. Porém, confesso que, pelo fato de só poder ler no celular ou no computador, eu acabo preferindo as histórias mais curtas, que são mais viáveis de ler entre um trabalho e outro, ou na correria do dia a dia.   Por isso, hoje eu trouxe pra vocês dicas de contos, autores ou livros com histórias curtinhas e gostosas de ler.

 

Esse conto eu achei por acaso, navegando pela plataforma e amei! Ele tem um capítulo só e a leitura é bem rápida. A autora é a Camila Antunes. Uma história de amor tão bonita que é impossível obedecer ao título.

 

 

 

O Juliano posta vários contos e histórias curtas em seu perfil no Wattpad. Os assuntos são os mais variados. Minha história preferida é a No soy Bruja, o plot do final vai te deixar nostálgico e de queixo caído!

 

 

 

Quem está inserido no Wattpad, de um jeito ou de outro conhece o Felipe Sali. Um dos embaixadores da plataforma, Felipe é um dos autores de maior sucesso no Wattpad Brasil. O que nem todo mundo sabe é que além dos romances completos, ele também posta um livro-blog lá no wattpad. O caderno do Sali tem vários contos e crônicas ótimos!

 

Um conto emocionante sobre depressão, suicídio e como vencer os fantasmas que vivem dentro de nós mesmos. A Ourwriter retrata o drama da protagonista de um jeito sensível e responsável. A história é triste, porém bonita.

 

 

 

 

O Victor tem um projeto que eu acho muito legal. Ele posta um conto por dia e as histórias têm por volta de 250 palavras. Parece pouco, mas ele consegue contar histórias ótimas e sempre por uma via meio macabra de terror e suspense. Eu ADORO.

 

 

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Carina Rissi e sua mentira perfeita!

Você já mentiu por uma boa causa, pensando no bem de alguém, mas sem medir as consequências daquilo? É exatamente isso que Júlia faz em “Mentira Perfeita”, livro da Carina Rissi que é spin-off de “Procura-se um marido”. O problema é que a mentira de Júlia foge do controle.

A jovem mora com Berenice, a tia que a criou e que, com uma grave doença, morre de medo da sobrinha acabar só, caso ela venha a falecer. No desespero por ver a tia melhorar, Júlia inventa que está noiva. Berenice acaba melhorando e, assim que volta do hospital, começa os preparativos para o casamento da sobrinha. Júlia quer contar a verdade para a tia, ainda assim, tem medo da reação que a notícia da mentira pode causar em Berenice.

No meio dessa confusão, a jovem conhece Marcus, cunhado de sua patroa. Marcus é um cara bacana, mas o clássico mulherengo, ainda assim, também passa por problemas e dilemas complicados. Os dois então fecham um acordo. Ele finge ser seu noivo e ela o ajuda. Parece a solução perfeita, mas os sentimentos do falso casal entram no caminho.

Foi meu primeiro contato com o texto da Carina Rissi. Não tinha lido nem a história que deu origem aos personagens que aparecem em “Mentira Perfeita”. Mas terminei a leitura ávida por mais. Que livro gostoso. Foram 460 páginas lidas em pouco mais de dez horas. E simplesmente porque eu não conseguia parar de ler. Carina Rissi envolve o leitor na história e, ainda que o livro seja enorme, a gente mal sente o tempo passar.

Personagens muito bem-construídos, inclusive os coadjuvantes, uma trama leve, divertida e apaixonante. A evolução das relações é cativante durante todo o livro. “Mentira Perfeita” é uma comédia romântica clássica, daquelas em que a gente torce com fervor pelos personagens e pelo casal principal (e também daquelas em que a gente sofre porque não pode levar o mocinho pra casa). Além de ser uma linda história de amor, traz reflexões sobre preconceito, fraquezas, valores e, é claro, as consequências que pequenas mentiras podem ter.

Um livro delicioso, perfeito para relaxar e se apaixonar a cada linha. Eu, que nunca tinha lido nada da Carina, já virei fã e pretendo ler outras coisas da autora.

Bruna Paiva

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Cada vez mais apaixonada pelo universo de Renata Ventura

Impactada. Foi como terminei a leitura de “A Comissão Chapeleira”, segundo livro da série “ A Arma Escarlate”, da Renata Ventura. Li o primeiro em 2015 e me apaixonei pelo universo bruxo, inspirado em Harry Potter, porém superoriginal, que a autora conseguiu criar. Fiz uma resenha bastante empolgada e querendo muito ler o próximo. Demorei, mas finalmente li a sequência e MEU DEUS.

Há muito tempo um livro não me envolvia tanto. Talvez por já conhecer o universo e seus habitantes, a sensação foi a de encontrar bons amigos. Na última resenha, comentei sobre os personagens dizendo que tinha vontade de ir lá conhecer melhor cada um deles, brigar com Hugo pelas besteiras que ele faz e que estava caindo de amores por Capí.

O segundo livro me permitiu conhecer melhor cada um deles e, como quando lia Harry Potter na adolescência, me senti parte do grupo e quase amiga de Índio, Caimana e Viny, todos muito bem construídos (porém confesso que entre os três, Índio e Caimana são um pouco mais donos do meu coração do que o Viny). Hugo ainda precisa de uns bons puxões de orelha, mas o amadurecimento do personagem durante todo o livro é lindo e a curva evolutiva criada pela autora, admirável. E, bom, Capí definitivamente é o amor da minha vida, sem mais.

Em “A Comissão Chapeleira”, um golpe político abala todo o mundo bruxo brasileiro. E os estudantes vão sentir isso na pele. Preparem-se para sofrer. E, quando eu falo em sofrimento, é de verdade. Renata Ventura não brinca em serviço e eu perdi a conta das crises de choro durante todo o mês que passei envolvida com a história dos Pixies.

Com a Renata, na última Bienal, onde comprei meu livro.

Mas também vá preparado para se apaixonar pela forma com que Renata constrói a história. Com um trabalho de pesquisa primoroso, a autora integra a história do Brasil com a do mundo bruxo que ela criou. É tão bem feito que as duas coisas realmente se misturam na cabeça de quem lê.

Não só a questão histórica, mas também a ambientação. O segundo livro da série tem boa parte da história contada na Cidade Média, a escola de Salvador. Eu já conhecia a cidade, o que foi ótimo para me sentir ainda mais dentro daquele universo. Fui capaz de acompanhar cada passo de Hugo em terras baianas com a descrição impecável do passeio. A pesquisa da autora também se estende para a grande inserção de cultura africana e das religiões afrodescendentes, que têm uma importância enorme para o livro.

Uma das coisas mais sensacionais são as metáforas sobre a política. No momento atual do país então… É impossível não identificar críticas sociais e políticas em toda a história. Ah, e, claro, as referências à história de J.K. Rowling são de arrepiar qualquer Potterhead. Até o Neville aparece dessa vez, gente!

“A Comissão Chapeleira” apresenta muuuuitos personagens novos, além de desenvolver ainda mais os que já conhecemos. Ainda assim, se aprofunda em cada um e não deixa nenhum fio solto. Um dos melhores livros fantásticos que já li na vida, inclusive.

Se terminei o primeiro livro encantada com o trabalho de Renata Ventura, esse, eu terminei aplaudindo de pé. Já não consigo conter minha ansiedade pelo terceiro.

Bruna Paiva

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Me rendi à Elena Ferrante!

Depois de muito ouvir falar e esbarrar com seus livros em qualquer livraria que eu entrasse, finalmente tive contato com uma história da italiana Elena Ferrante. A escritora, que na verdade usa um pseudônimo e tem sua identidade desconhecida, vem sendo comentada há algum tempo por todo lado.

Ouvi seu nome em podcasts, no youtube, na faculdade… Gente falando muito bem, gente falando muito mal… O fato é que, desde o ano passado, é impossível entrar numa livraria sem avistar algum exemplar da italiana em destaque. Optei por um livro solo e pequeno em vez de me jogar de primeira na série napolitana, que tem mais de 4 livros, todos enormes. Meu escolhido foi “A filha perdida”.

Não sabia bem o que esperar quando comecei o livro, confesso. Apenas permiti ser levada pela narração de Leda, a protagonista. O que encontrei foi um livro denso e, de certa forma, pesado. “A filha perdida” é um livro lento, o que não o torna chato. Pelo contrário, a história é interessante e a forma íntima como é contada apenas aumenta a imersão de quem lê.

Leda é uma mulher de meia idade. Depois que suas duas filhas, já adultas, se mudam para o Canadá, para estudar e passam a morar com o pai, a mãe tira férias e viaja para uma casa na praia. Na cidade em que visita, começa a observar uma grande família napolitana. E é aí que começa o interessante da narrativa. O livro não tem muita ação. É um grande fluxo de consciência, na verdade. Mas é a partir da observação alheia que Leda começa a observar a si mesma e suas memórias.

A maternidade é uma questão central durante toda a história. Leda rememora sua trajetória conturbada na criação das duas filhas ao prestar atenção em Nina e sua pequena filha Elena. A autora aborda questões da maternidade sem a fantasia utópica de mundo maravilhoso construída socialmente. “Uma mãe não é nada além de uma filha que brinca.” ela diz em determinado momento do livro. Ela traz à tona dilemas como a divisão da vida de uma mulher entre sonhos, realizações pessoais e a criação das filhas. O julgamento das pessoas em determinadas situações, a família que insiste em se meter e dizer “o que é melhor” para a criança.

Ela fala de tudo isso de modo sensível e ao mesmo tempo muito denso e complexo. Uma literatura intimista que revela uma personagem bastante humana e que se aproxima de quem está lendo pela sinceridade. Ela não tenta mascarar seus erros e suas escolhas. Apenas conta, sem esperar, mas também sem se importar com possíveis julgamentos.

É um livro que coloca a gente para pensar. E um livro que me deixou ainda mais curiosa para conhecer outros trabalhos da mesma autora.

Bruna Paiva

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Eu te darei o Sol: sensível e apaixonante

Limpando a minha estante, de repente esbarro com um livro e me pergunto “por que eu nunca falei dele pra ninguém?”.  Foi a exata sensação que tive ao bater os olhos em “Eu te darei o Sol”, no cantinho da minha prateleira. Li esse livro há mais de um ano e fiquei encantada com a forma com que a história é trazida. Não tenho ideia de por que nunca falei sobre ele aqui no blog ou em qualquer outro lugar.

Noah e Jude são gêmeos e sempre foram melhores amigos, até a trágica morte de sua mãe abalar a relação dos irmãos de forma tão profunda que eles passam a pouco se cumprimentar dentro da própria casa. As coisas pioram quando Jude consegue uma vaga na melhor escola de artes do Estado, a vaga que Noah tanto queria. E quando competem pela atenção do garoto que acabou de se mudar para a casa ao lado. Uma história sensível repleta de mal-entendidos, erros e ciúmes, que coloca o leitor para pensar.

Acho que o mais bonito do livro é que cada capítulo é contado pela perspectiva de um dos gêmeos. O que deixa o leitor a par de todos os mal-entendidos. A gente sabe exatamente o que podia fazer tudo se resolver… É um choque de realidade perceber que, às vezes, quem está mais próximo, quem mais amamos, é quem é mais capaz de nos magoar profundamente. O livro fala também sobre a capacidade que as “pequenas coisas” têm de nos destruir. Uma brincadeira pode soar inofensiva para quem faz e ser completamente tóxica para quem está do outro lado.

É uma história dramática, porém divertida que fala das relações humanas de uma forma real. Constrói personagens humanos com erros, acertos e, às vezes, mais defeitos do que qualidades. E é essa a beleza da coisa. Ver as coisas se desenrolarem como na vida. Uma palavra pode mudar tudo, uma decisão errada pode acarretar consequências irremediáveis… E a autora faz isso de uma forma leve e natural.

A possibilidade de estar na mente dos dois personagens é uma experiência interessante e as reviravoltas dão um toque a mais de emoção. Vale muito a pena se entregar para a história desses dois irmãos tão complexos e apaixonantes…

Bruna Paiva

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Tartarugas até lá embaixo: John Green me (re)conquistando mais uma vez…

John Green. Há quanto tempo eu não lia John Green… O último que li foi “Quem é você, Alasca?”, com 15 anos. E como aquele livro marcou minha adolescência… Ganhei no amigo oculto de fim de ano o mais novo livro do autor, lançado em Outubro de 2017. Não fazia ideia do que se tratava, mas alguma nostalgia natalina me fez passar “Tartarugas até lá embaixo” na frente da minha lista de leituras. E que bom que fiz isso.

A faculdade me transformou numa grande admiradora dos clássicos e de uma literatura mais densa. Mas a verdade é que eu não resisto a um bom romance adolescente. E, digam o que quiserem, mas John Green sempre terá um espaço cativo no meu coração. Foi ele quem criou a personagem mais marcante da minha adolescência, me fez chorar e me conduziu por histórias que mexeram tanto comigo. E, dessa vez, não foi nada diferente.

“Tartarugas até lá embaixo” me tocou pelo drama da protagonista. Aza sofre de TOC e ansiedade. Qualquer um que tenha algum grau dessa doença entende bem suas metáforas e a forma como ela se sente consigo mesma. A história meio policial que serve de plano de fundo nem é tão sensacional, o romance não foge do clichê, mas é a forma como ele constrói a doença da personagem que emociona.

A dificuldade que Aza tem para lidar com os próprios pensamentos e continuar vivendo no presente, a complexidade das relações interpessoais, a reação de quem convive com ela e, por mais que tente ajudar, não consegue compreender a forma como só Aza entende o que se passa em sua cabeça, e talvez nem ela mesma se entenda.

É um livro bonito, emocionante, o desfecho é realista e me fez relembrar por que John Green sempre me foi tão querido. As protagonistas sempre me conquistam. Sempre complexas, humanas… E ele sempre encontra um jeitinho de mexer com alguma coisa importante para mim, de se aproximar com sutileza e mostrar realidades por meio da ficção. Eu tinha medo de perder o gosto pelo autor, depois de certo tempo, mas, aparentemente, John Green ainda sabe conquistar meu coração.

Bruna Paiva

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5 livros que marcaram meu 2017

Última semaninha de 2017 e último post com diquinhas do ano! Eu podia fazer uma lista falando dos livros que li em 2017 e o que achei de cada um. Mas preferi selecionar os que mais me marcaram de alguma maneira durante o ano. Trouxe cinco livros que foram extremamente importantes e me deixaram encantada. Vale a pena dar uma chance para cada um deles no próximo ano!

 

  • O aprendizado da morte – Assis Brasil.

Esse livro foi uma surpresa maravilhosa. Precisava ler para um trabalho da faculdade e acabei me apaixonando. Um livro que, apesar do nome, nos ensina a viver trazendo a história de Olga, uma mulher que se descobre prestes a morrer. Mais detalhes sobre o livro e o quanto ele mexeu comigo você pode ler na resenha que eu postei aqui no blog!

 

  • Um teto todo seu – Virgínia Woolf

Todo mundo que escreve deveria ler esse livro, mas, se você é mulher e é, ou tem vontade de ser, escritora, é leitura obrigatória. Na década de 1920, Virgínia Woolf construiu esse apaixonante ensaio ficcional para falar sobre a realidade da mulher na literatura. O que é literatura feminina? Qual o espaço das mulheres no mercado editorial? E, o mais importante: o que uma mulher precisa para se tornar escritora? Para Virgínia, tempo, dinheiro e um teto todo seu.

 

  • Extraordinário – R.J. Palacio

Há anos eu adio a leitura desse livro. Com a pressão do filme que logo estrearia eu me rendi. E que decisão incrível! Um dos livros mais emocionantes que li esse ano. A história de Auggie não é a história de um menino deformado tentando conviver socialmente, é uma narrativa sobre amizade, gentileza, relações, comportamento humano… Um livro sobre a vida. Chorei do início ao fim. E, no cinema, mesmo conhecendo a história, também não consegui evitar as lágrimas.

 

  • O Sol é para Todos – Harper Lee

Um livro extremamente tocante que realmente me emocionou mais do que eu imaginei. “O Sol é para Todos” é um clássico que já estava na minha lista há tempos. Finalmente eu consegui ler e me apaixonei. É incrível como a narrativa da pequena Scout cativa e sensibiliza quem está lendo. A forma como a autora aborda os absurdos do racismo no Alabama dos anos 30 pelo ponto de vista das crianças é emocionante. Um livro bonito, doloroso, que bota qualquer um para pensar…

 

  • A poética de Ana Cristina Cesar

Ana Cristina Cesar foi meu maior achado do ano. Descobri a poeta por causa da faculdade e termino o ano completamente apaixonada (e tendo seus escritos como meu objeto de estudo na Iniciação Científica). A forma como Ana brinca com as palavras num constante jogo entre real e ficção, íntimo e inventado, é brilhante. A poesia de Ana Cristina hipnotiza, quando a gente entra, não consegue mais parar. A Companhia das Letras tem uma edição com a poética completa de Ana Cristina Cesar. É a que eu tenho. Mas se é para indicar um livro só, comecem por “A teus pés” e se encantem também com a nossa poeta marginal.

 

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5 autoras incríveis para conhecer no Wattpad

Quem acompanha o blog sabe que, desde a época em que lancei Um Diário Para Alice, uso bastante o Wattpad.

Pra quem não conhece, o Wattpad é uma plataforma sensacional onde a gente pode postar livros e histórias inéditas e ainda interagir com os leitores. É uma experiência ótima tanto para quem escreve quanto para quem lê. Mas como há um volume muito grande de obras lá dentro, às vezes a gente fica meio perdida sem saber por onde começar.

Por isso, hoje eu trouxe uma lista com dica de 5 autoras para ler no Wattpad. São meninas incríveis, com ótimas histórias para contar. Além delas, é claro, o meu Um Diário Para Alice também está disponível lá para quem ainda não conhece!

Eu conheci a Maíra no evento Mulheres Que Escrevem, em agosto. Amei a forma como ela se colocou no debate e acabei procurando pelo livro que ela comentou que estava postando no Wattpad.

“Quase sem querer” conta a história de Liana, uma adolescente que perdeu o pai num acidente há alguns anos e que agora, morando com a mãe tem uma vida bem normal e monótona. Tudo muda quando de repente a mãe dela resolve se mudar para a casa do novo namorado, levando a filha. Liana muda de casa, cidade, escola, rotina e ainda odeia o filho do novo padrasto. A menina passa a se sentir extremamente deslocada e precisa lidar com toda a confusão em sua mente.

Eu amei a forma como a Maíra constrói a personagem. Uma menina de 16 anos extremamente forte, feminista e que sonha alto. O texto é uma delícia de ler e eu acompanho de verdade. Doida para saber onde vai dar essa história.

A Maíra também escreve no Medium e mantém o blog www.mairacomacento.com.br

 

 

A Clara tem uma longa estrada, no Wattpad e fora dele. Mocassins e All Stars foi seu primeiro livro físico publicado e desde então ela já publicou 8 obras no Wattpad entre contos e livros de ficção adolescente. Todos têm premissas incríveis e um texto gostoso de ler, fora que ela foi vencedora do Prêmio Wattys 2015 e do de 2016.

Clara mantém o site www.clarasavelli.com e é mega ativa nas redes sociais!

 

A Thaís é minha amiga. Nós fazemos faculdade juntas desde o ano passado, mas demoramos um bom tempo para descobrir que a gente tinha trajetórias parecidas. A Thaís tem um conto publicado pela mesma editora que eu, a Andross, e mantém a série Renegados no Wattpad.

Renegados é uma ficção científica distópica incrível que conta a história de Daniel, um jovem que não quer ceder suas memórias como preço do alistamento obrigatório à Militância, e Mariane, que perdeu os pais para os Militantes e agora se vê diante do dilema de ser obrigada a se tornar uma. A Thaís escreve super bem e a gente fica ansiosa querendo saber o que vai acontecer com os personagens.

Thaís também já tem publicado pela Multifoco o livro Shine Moon e mantém o blog rascunhosaraujo.blogspot.com.br

 

 

A Lycia Barros já é escritora há um bom tempo e tem 11 livros publicados, inclusive por grandes editoras. O seu primeiro romance está sendo adaptado para o cinema. No Wattpad ela tem quatro histórias publicadas, sendo algumas somente para degustação. Eu conheci pelo livro “Perdido sem você”, que traz uma história que diverte e ao mesmo tempo é bastante sensível. Dante é um menino que sempre foi super focado e espiritualizado. Mas as coisas começam a se abalar quando sua banda passa a fazer muito sucesso no país inteiro.

Lycia mantém o site www.lyciabarros.com e é super ativa em suas redes sociais.

 

A Mariana eu conheci pelo livro “Orleans”  que traz a história de uma jovem que trabalha numa livraria e tem um cliente que, pelo interesse constante nas obras de Shakespear, chama de Próspero. É uma história leve, divertida e que dá vontade de não parar de ler.

A Mariana já tem outros livros físicos publicados e mantém a página dela no Facebook https://www.facebook.com/autoraMarianaCamara

 

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5 livros que falam sobre música

Que eu amo literatura acho que já ficou provado por aqui. Mas outra paixão minha é a música. Apesar de não ter o menor talento para tocar nenhum instrumento, muito menos cantar, eu sou daquelas que não vive sem um fone de ouvido com uma playlist incrível.

Acho que por isso eu gosto tanto de encontrar livros que, em suas histórias, tragam bastante música. É como unir as duas paixões numa coisa só. Por isso, hoje trouxe para vocês uma pequena lista de 5 livros que falam de música:

 

  • Sábado à noite – Babi Dewet

Vou começar com um nacional que eu adoro. Sábado à Noite é o primeiro livro da linda da Babi Dewet e também o primeiro da trilogia. Tem resenha dele aqui no blog! O livro, que começou como uma fanfic do McFly, conta a história de um grupo de amigos e um amor de escola.

No meio de toda a confusão adolescente, o diretor da escola resolve promover bailes todos os sábados com a presença de uma banda de garotos mascarados!

 

  • Se eu ficar e Para onde ela foi – Gayle Forman

Essa duologia da Gayle Forman é repleta de drama e muita música. No primeiro livro, Mia, uma adolescente que sonha em se transformar em uma violinista de sucesso entra em coma após o acidente que a faz perder toda a família.

A luta dela pela vida é extremamente tocante, mas meu preferido é o segundo livro. Nele, o protagonista é Adam Wilde, o ex-namorado de Mia que, anos depois do acidente, é um roqueiro famoso pelas músicas que escreveu para a garota. O conflito interno dele e a busca pela ex-namorada torna o livro muito bonito.

 

  • Revival – Stephen King

O tema central desse livro é a eletricidade e a fé extrema. É um livro que toca em questões éticas e tem aquele jeitinho incrível do Stephen King de escrever. Mas ele está nessa lista porque o protagonista, que começa o livro com 6 anos, cresce e se torna um guitarrista profissional e depois vai trabalhar numa gravadora.

É muito legal observar a evolução dele como músico e pessoa. A trajetória dele na música é bem intensa e dá para curtir cada fase na leitura.

 

  • Boston Boys- Giulia Paim

O primeiro livro da carioca Giulia Paim também já ganhou resenha aqui no blog.  Ronnie é uma adolescente que, ao contrário da maioria de suas colegas, não dá a mínima para os Boston Boys.

A menina, que nunca simpatizou com os protagonistas do programa de TV, de repente se vê obrigada a conviver com eles por conta do trabalho da mãe! Tem resenha do primeiro livro aqui no blog! O segundo eu comprei na Bienal e estou doida para ler.

 

 

  • 360 dias de sucesso – Thalita Rebouças

Esse livro da Thalita é o que eu mais gosto. Conta a história de uma banda de adolescentes que teve exatos 360 dias de sucesso. A fama chega de uma forma inesperada, mas as consequências dela são tão loucas que a banda Pólvora nem consegue completar um ano de existência.

O livro também já ganhou resenha aqui no Blog, que foi inclusive super elogiada pela própria Thalita 🙂

 

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