Muito do que sei sobre empatia eu aprendi sendo fã

Pensar no outro, ajudar alguém sem querer nada em troca, se colocar no lugar da outra pessoa, compartilhar e ficar feliz pela felicidade de alguém. Muito do que eu sei sobre empatia eu aprendi sendo fã.

A amiga que mora no outro canto do país e nem te conhece pessoalmente, mas liga quando descobre que seu ídolo está indo pra sua cidade e ainda dá um jeito de te botar pra falar com ele. O celular emprestado pra fazer uma foto, na correria, seguido de “qual seu nome? Me passa seu número que eu te mando a foto.” O pedir pro ídolo mandar um áudio pro grupo das amigas que não puderam ir até lá. A menina que nunca te viu, mas fala “você não tem pôster para eles autografarem? Eu tenho dois, toma”. A que te procura na internet só pra dizer que fez um vídeo do teu ídolo te dando um autógrafo. Fazer campanha na internet pro ídolo seguir a coleguinha que está no Fandom há anos mas nunca foi notada. O “vai você primeiro que não vê ele há mais tempo” de quem só sabe disso porque você falou no início do dia.

Essas pequenas coisinhas que não mudam nada na vida de quem faz, mas que, a gente sabe, significam TANTO pra quem recebe… Eu sempre digo: “amor de fã só entende quem também sente” e acho que talvez por isso a gente acabe se ajudando tanto. Quem é fã sabe o quanto é importante aquela foto com o ídolo, e o quanto um “Menina, cê tá tremendo, deixa que eu tiro pra você” salva na hora do nervosismo.

A questão é que ninguém precisa fazer nada disso. Podia ser só um monte de gente no “cada um por si” e sem nenhum tipo de empatia por ninguém. Cada um ali tem seu próprio amor pelo ídolo, seu próprio sentimento, suas próprias motivações para admirar tanto determinada pessoa, independente das outras fãs. Mas nesses anos todos enfrentando fila e fazendo loucuras pelos artistas que admiro, eu aprendi que quando estamos na mesma situação é melhor agir em conjunto.

“Vai lá comer que eu guardo teu lugar na fila”, “cadê a menina que tava sem caneta pro autógrafo? Usa a minha”, “Tô com sede, mas ele pode aparecer a qualquer momento se eu for até a lanchonete da outra rua” “Eu tenho água aqui” e assim se inicia uma conversa que, além de matar o tédio, te faz conhecer gente que entende exatamente por que você resolveu passar o seu feriado com sol na cabeça, na calçada esperando uns caras descerem de um hotel.

É claro que tem aquelas que escondem informação, que se dizem amigas, mas quando descobrem o nome do hotel te olham como “nunca nem vi”; as que te veem ali no sol, na fila e não contam que quem você espera acabou de sair e não vai voltar tão cedo. Tem umas que mentem horários de voos, que te mandam para um hotel a bairros de distância do lugar certo, ou que continuam na frente depois de já ter falado com o ídolo, em vez de dar lugar pra próxima pessoa. Mas gente idiota tem em todo canto. Na faculdade, na vizinhança, na academia, na polícia, no Planalto… Eles estão por toda parte.

Ainda assim, quando eu me vejo sentada na calçada dividindo comida com gente que eu nunca vi na vida, virando intérprete pra que a pessoa que eu conheci duas horas atrás consiga “conversar” com o ídolo, mesmo sem falar inglês, eu percebo o quanto a gente se ajuda nessas situações… Todas as minhas experiências nesse sentido são incríveis. Algumas amizades de show eu tenho até hoje.

Quando está todo mundo ali no mesmo barco, na espera interminável em porta de hotel, em fila de show, em desembarque de aeroporto, um acaba ajudando o outro sem nem pensar que nunca viu (e que provavelmente nem vai voltar a ver) aquela pessoa na vida. E essa é das coisas mais bonitas que ser fã já me ensinou…

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de me seguir nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Anúncios

Amor de Fã

Fã admira, se dedica, faz esforço, sente de verdade e não quer nada em troca. Fã faz loucuras pelo ídolo e a única recompensa com que sonha é um dia poder falar pessoalmente o quanto o admira. Eu, pelo menos, sempre fui assim com minha trilogia Jonas Brothers, Fiuk e Restart.

 

Minha Selfie com o Joe!

Minha Selfie com o Joe!

Muitos classificam como loucura, besteira, idiotice, doença e fazem até mesmo comentários mais agressivos. Mas eu sempre defini como amor. Sempre vi o sentimento de um fã como um dos mais puros que existem.

Quem me conhece sabe que desde bem novinha eu assumo ser completamente apaixonada por meus ídolos. Aos onze anos descobri o que era ser fã de verdade, fã de carteirinha, que faz as maiores loucuras pelo ídolo…

Desde então, não parei mais. Sempre fui daquelas que passam horas na fila cantando e fazendo amigos. Procurava saber todos os dados de cada um de meus ídolos, desde data de aniversário até os menos relevantes, como o peso com que cada um nasceu… E sempre achei lindo ver um ídolo dar carinho e atenção ao seu fã.

No último fim de semana, tive a oportunidade de ficar frente a frente com o meu primeiro ídolo: Joe Jonas, o vocalista da antiga banda Jonas Brothers. Aquele que me ensinou como funcionava esse negócio de fanatismo, o que era sentir esse amor todo… E aquele por quem eu continuo apaixonada, é claro.

Na última semana, o Joe Jonas veio para o Brasil para a inauguração da loja da John John, uma grife internacional. Depois, foi promovido um Meet & Greet com ele, mas o preço de uma foto com meu ídolo estava entre $150 e $200. Eu não tinha esse dinheiro, ainda mais do dia pra noite, como foi anunciado.

Mas, como em cinco anos de fanatismo nunca havia chegado perto de meu ídolo, eu precisava dar um jeito de vê-lo. Implorei aos meus pais que me levassem até o Hotel Fasano, em Ipanema. Fiz beicinho, promessas, apelei pro lado emocional… Nessas horas fã tem que usar todo tipo de arma!

Eles, que sempre me ajudaram em minhas loucuras, mesmo meio contra vontade me levaram ao local. Chegamos lá às 18h de sábado.

Já na porta do hotel, depois de mais ou menos uma hora de espera, meus queridos pais começaram a se estressar. “Filha, ele não vai vir falar com vocês. Vamos embora!” Eu reuni todo o amor ao Joe em lágrimas, fiz um pequeno drama, mais beicinho e pedi “só mais quinze minutos?” Ficamos quatro horas na porta do Fasano.

Quando o Joe apareceu, a cinco metros de mim, eu, que estava absolutamente controlada, não consegui conter a emoção. As lágrimas simplesmente rolaram sem nem pedir permissão. Eu tremia dos pés a cabeça. E então ele chegou mais pertinho, só uma grade e minha mão estendida nos separavam.

Com um “Hi” e um “Thank you, I love you so much”, usando menos o meu inglês do que eu gostaria, consegui me comunicar com Joe Jonas. Ganhei um autógrafo, a tão desejada Selfie , um “Thank you” e um sorriso que não teve preço. Ele usou minha caneta para autografar para outras meninas e, no fim, voltou até mim e disse “Here’s your pen!” Quase Morri!

É estranho definir o que uma fã sente num momento como este. A gente passa a vida se dedicando absurdamente, vota em todas as premiações, compra todos os CD’s, DVD’s, revistas, enche a parede de posters, liga pra rádios para pedir música… Tudo isso para alguém que não faz nem ideia da sua existência. Mas quando esse cara, mesmo que por dois segundos, nota sua presença, seu carinho por ele… É emocionante.

Seja qual for o seu ídolo, eu espero que um dia você consiga viver todas as emoções que os meus ídolos já me proporcionaram. Espero que você sinta aquela tremedeira e não consiga parar de chorar depois. Espero que você chegue perto dele e, mesmo gaguejando em meio às lágrimas, diga o quanto o ama, e como sonhou com aquele momento. Espero que ele sorria para você e agradeça a dedicação. Porque a sensação é inexplicável…

E é a melhor recompensa para esse amor tão grande e verdadeiro que existe em nós, simplesmente Fãs.

Bruna Paiva

 

Siga @ADemaisblog  no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook