5 livros para ler se você é feminista

Com 18 anos me descobri feminista. Na realidade, eu já era, sempre fui, só não sabia bem do que se tratava. Aos 18 percebi que aqueles ideais que eu sempre defendi eram fundamentos da ideologia feminista. Que assim fosse, se é preciso dar nome aos bois.

A representação feminina sempre esteve muito presente nos livros que marcaram minha adolescência. Hermione Granger, Katniss Everdeen, America Singer, Alasca Young e, vá lá, até mesmo Crepúsculo, apesar da protagonista meio sem sal, tinha personagens como Alice, Rosalie e Leah. Depois que percebi a importância de personagens desse tipo, passei a procurar, mais conscientemente, livros que me colocassem em contato com elas.

Por isso, no post de hoje, trouxe uma pequena lista de 5 títulos que você deveria procurar se você também é feminista. Os 5 foram escritos por mulheres e cada um traz um recorte de representação da mulher no texto. Dois são de não-ficção, um de contos e dois romances, todos textos deliciosos de se ler. Espero que gostem e vou adorar saber as recomendações de vocês.

 

  • Um teto todo seu – Virgínia Woolf

Acho que já falei desse livro por aqui. Nesse ensaio ficcional, Virgínia Woolf fala sobre o lugar da mulher na literatura (nos anos 20) e as dificuldades que uma mulher enfrentava ao decidir-se por essa carreira. Para Virgínia, uma mulher que quer ser escritora precisa apenas de dinheiro, tempo e um teto todo seu.

 

  • A via crucis do corpo – Clarice Lispector

Eu tive esse livro na estante por muito tempo sem nunca mexer. Quando resolvi ler, foi uma grata surpresa. Clarice, com sua escrita irônica e deliciosa, nos apresenta um livro com 13 contos. São 13 narrativas sobre mulheres, corpo, sexo, libertação e libido. São textos incríveis que colocam a mulher como protagonista de assuntos corpóreos. Terminei de ler mais uma vez encantada com o trabalho dessa autora sensacional.

 

  • O país das mulheres – Gioconda Belli

Outro caso de um livro que viveu por muito tempo encostado na estante até ter a chance de me surpreender. Essa história é uma distopia. A autora nicaraguense nos leva para um país em que as mulheres tomaram o poder. O Partido da Esquerda Erótica não permite que nenhum homem ocupe cargos públicos. É uma retratação histórica, justifica a presidente. Essa história controversa me tirou da zona de conforto justamente porque nos bota para pensar sobre extremismos. Muitas passagens do livro são incríveis, muitas me incomodaram, mas a história, que começa com um atentado à presidente, é maravilhosa e rende muita discussão.

 

 

  • Girlboss – Sophia Amoruso

Uma mulher que começou a revender roupas usadas pelo e-bay e, pouco tempo depois, se tornou uma das maiores CEOs de moda de seu país. A história de Sophia Amoruso é sensacional. Numa espécie de mistura entre autobiografia e manual de autoajuda, a CEO da Nasty Gal conta como se tornou tão poderosa e incentiva as Girlbosses em potencial a seguirem seus sonhos e batalharem para chegarem onde querem. Se você assistiu à série, esqueça, ela não faz jus ao livro incrível que Sophia escreveu.

 

  • Orgulho e preconceito – Jane Austen

Jane Austen escreveu Orgulho e Preconceito no século XIX, mas sua personagem Elizabeth Bennet não se rendia às regras sociais da época. Elizabeth era dona de si e fazia o que queria, o que sonhava, sem se curvar às vontades alheias. A história, que inspira a novela Orgulho e Paixão, é atemporal e apaixonante.

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5 livros de contos para ler no wattpad

Oi, pessoal.

O post de hoje é sobre Wattpad! Eu adoro a plataforma e, como vocês sabem, sou adepta desde 2014. Porém, confesso que, pelo fato de só poder ler no celular ou no computador, eu acabo preferindo as histórias mais curtas, que são mais viáveis de ler entre um trabalho e outro, ou na correria do dia a dia.   Por isso, hoje eu trouxe pra vocês dicas de contos, autores ou livros com histórias curtinhas e gostosas de ler.

 

Esse conto eu achei por acaso, navegando pela plataforma e amei! Ele tem um capítulo só e a leitura é bem rápida. A autora é a Camila Antunes. Uma história de amor tão bonita que é impossível obedecer ao título.

 

 

 

O Juliano posta vários contos e histórias curtas em seu perfil no Wattpad. Os assuntos são os mais variados. Minha história preferida é a No soy Bruja, o plot do final vai te deixar nostálgico e de queixo caído!

 

 

 

Quem está inserido no Wattpad, de um jeito ou de outro conhece o Felipe Sali. Um dos embaixadores da plataforma, Felipe é um dos autores de maior sucesso no Wattpad Brasil. O que nem todo mundo sabe é que além dos romances completos, ele também posta um livro-blog lá no wattpad. O caderno do Sali tem vários contos e crônicas ótimos!

 

Um conto emocionante sobre depressão, suicídio e como vencer os fantasmas que vivem dentro de nós mesmos. A Ourwriter retrata o drama da protagonista de um jeito sensível e responsável. A história é triste, porém bonita.

 

 

 

 

O Victor tem um projeto que eu acho muito legal. Ele posta um conto por dia e as histórias têm por volta de 250 palavras. Parece pouco, mas ele consegue contar histórias ótimas e sempre por uma via meio macabra de terror e suspense. Eu ADORO.

 

 

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Carina Rissi e sua mentira perfeita!

Você já mentiu por uma boa causa, pensando no bem de alguém, mas sem medir as consequências daquilo? É exatamente isso que Júlia faz em “Mentira Perfeita”, livro da Carina Rissi que é spin-off de “Procura-se um marido”. O problema é que a mentira de Júlia foge do controle.

A jovem mora com Berenice, a tia que a criou e que, com uma grave doença, morre de medo da sobrinha acabar só, caso ela venha a falecer. No desespero por ver a tia melhorar, Júlia inventa que está noiva. Berenice acaba melhorando e, assim que volta do hospital, começa os preparativos para o casamento da sobrinha. Júlia quer contar a verdade para a tia, ainda assim, tem medo da reação que a notícia da mentira pode causar em Berenice.

No meio dessa confusão, a jovem conhece Marcus, cunhado de sua patroa. Marcus é um cara bacana, mas o clássico mulherengo, ainda assim, também passa por problemas e dilemas complicados. Os dois então fecham um acordo. Ele finge ser seu noivo e ela o ajuda. Parece a solução perfeita, mas os sentimentos do falso casal entram no caminho.

Foi meu primeiro contato com o texto da Carina Rissi. Não tinha lido nem a história que deu origem aos personagens que aparecem em “Mentira Perfeita”. Mas terminei a leitura ávida por mais. Que livro gostoso. Foram 460 páginas lidas em pouco mais de dez horas. E simplesmente porque eu não conseguia parar de ler. Carina Rissi envolve o leitor na história e, ainda que o livro seja enorme, a gente mal sente o tempo passar.

Personagens muito bem-construídos, inclusive os coadjuvantes, uma trama leve, divertida e apaixonante. A evolução das relações é cativante durante todo o livro. “Mentira Perfeita” é uma comédia romântica clássica, daquelas em que a gente torce com fervor pelos personagens e pelo casal principal (e também daquelas em que a gente sofre porque não pode levar o mocinho pra casa). Além de ser uma linda história de amor, traz reflexões sobre preconceito, fraquezas, valores e, é claro, as consequências que pequenas mentiras podem ter.

Um livro delicioso, perfeito para relaxar e se apaixonar a cada linha. Eu, que nunca tinha lido nada da Carina, já virei fã e pretendo ler outras coisas da autora.

Bruna Paiva

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Cada vez mais apaixonada pelo universo de Renata Ventura

Impactada. Foi como terminei a leitura de “A Comissão Chapeleira”, segundo livro da série “ A Arma Escarlate”, da Renata Ventura. Li o primeiro em 2015 e me apaixonei pelo universo bruxo, inspirado em Harry Potter, porém superoriginal, que a autora conseguiu criar. Fiz uma resenha bastante empolgada e querendo muito ler o próximo. Demorei, mas finalmente li a sequência e MEU DEUS.

Há muito tempo um livro não me envolvia tanto. Talvez por já conhecer o universo e seus habitantes, a sensação foi a de encontrar bons amigos. Na última resenha, comentei sobre os personagens dizendo que tinha vontade de ir lá conhecer melhor cada um deles, brigar com Hugo pelas besteiras que ele faz e que estava caindo de amores por Capí.

O segundo livro me permitiu conhecer melhor cada um deles e, como quando lia Harry Potter na adolescência, me senti parte do grupo e quase amiga de Índio, Caimana e Viny, todos muito bem construídos (porém confesso que entre os três, Índio e Caimana são um pouco mais donos do meu coração do que o Viny). Hugo ainda precisa de uns bons puxões de orelha, mas o amadurecimento do personagem durante todo o livro é lindo e a curva evolutiva criada pela autora, admirável. E, bom, Capí definitivamente é o amor da minha vida, sem mais.

Em “A Comissão Chapeleira”, um golpe político abala todo o mundo bruxo brasileiro. E os estudantes vão sentir isso na pele. Preparem-se para sofrer. E, quando eu falo em sofrimento, é de verdade. Renata Ventura não brinca em serviço e eu perdi a conta das crises de choro durante todo o mês que passei envolvida com a história dos Pixies.

Com a Renata, na última Bienal, onde comprei meu livro.

Mas também vá preparado para se apaixonar pela forma com que Renata constrói a história. Com um trabalho de pesquisa primoroso, a autora integra a história do Brasil com a do mundo bruxo que ela criou. É tão bem feito que as duas coisas realmente se misturam na cabeça de quem lê.

Não só a questão histórica, mas também a ambientação. O segundo livro da série tem boa parte da história contada na Cidade Média, a escola de Salvador. Eu já conhecia a cidade, o que foi ótimo para me sentir ainda mais dentro daquele universo. Fui capaz de acompanhar cada passo de Hugo em terras baianas com a descrição impecável do passeio. A pesquisa da autora também se estende para a grande inserção de cultura africana e das religiões afrodescendentes, que têm uma importância enorme para o livro.

Uma das coisas mais sensacionais são as metáforas sobre a política. No momento atual do país então… É impossível não identificar críticas sociais e políticas em toda a história. Ah, e, claro, as referências à história de J.K. Rowling são de arrepiar qualquer Potterhead. Até o Neville aparece dessa vez, gente!

“A Comissão Chapeleira” apresenta muuuuitos personagens novos, além de desenvolver ainda mais os que já conhecemos. Ainda assim, se aprofunda em cada um e não deixa nenhum fio solto. Um dos melhores livros fantásticos que já li na vida, inclusive.

Se terminei o primeiro livro encantada com o trabalho de Renata Ventura, esse, eu terminei aplaudindo de pé. Já não consigo conter minha ansiedade pelo terceiro.

Bruna Paiva

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Eu te darei o Sol: sensível e apaixonante

Limpando a minha estante, de repente esbarro com um livro e me pergunto “por que eu nunca falei dele pra ninguém?”.  Foi a exata sensação que tive ao bater os olhos em “Eu te darei o Sol”, no cantinho da minha prateleira. Li esse livro há mais de um ano e fiquei encantada com a forma com que a história é trazida. Não tenho ideia de por que nunca falei sobre ele aqui no blog ou em qualquer outro lugar.

Noah e Jude são gêmeos e sempre foram melhores amigos, até a trágica morte de sua mãe abalar a relação dos irmãos de forma tão profunda que eles passam a pouco se cumprimentar dentro da própria casa. As coisas pioram quando Jude consegue uma vaga na melhor escola de artes do Estado, a vaga que Noah tanto queria. E quando competem pela atenção do garoto que acabou de se mudar para a casa ao lado. Uma história sensível repleta de mal-entendidos, erros e ciúmes, que coloca o leitor para pensar.

Acho que o mais bonito do livro é que cada capítulo é contado pela perspectiva de um dos gêmeos. O que deixa o leitor a par de todos os mal-entendidos. A gente sabe exatamente o que podia fazer tudo se resolver… É um choque de realidade perceber que, às vezes, quem está mais próximo, quem mais amamos, é quem é mais capaz de nos magoar profundamente. O livro fala também sobre a capacidade que as “pequenas coisas” têm de nos destruir. Uma brincadeira pode soar inofensiva para quem faz e ser completamente tóxica para quem está do outro lado.

É uma história dramática, porém divertida que fala das relações humanas de uma forma real. Constrói personagens humanos com erros, acertos e, às vezes, mais defeitos do que qualidades. E é essa a beleza da coisa. Ver as coisas se desenrolarem como na vida. Uma palavra pode mudar tudo, uma decisão errada pode acarretar consequências irremediáveis… E a autora faz isso de uma forma leve e natural.

A possibilidade de estar na mente dos dois personagens é uma experiência interessante e as reviravoltas dão um toque a mais de emoção. Vale muito a pena se entregar para a história desses dois irmãos tão complexos e apaixonantes…

Bruna Paiva

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4 clássicos incríveis e rápidos de ler

Muita gente tem preconceito contra os clássicos da literatura. Seja por repetir o velho discurso de que “ler é um saco”, ou por não ter paciência para livros que demandam maior esforço para a leitura. O post de hoje é para desconstruir isso na cabeça de vocês. Ler é incrível, qualquer tipo de leitura, basta que você tenha a mente aberta, disposição e bagagem literária. Pegar um Moby Dick sem nunca ter lido um livro inteiro, realmente, pode não ser uma experiência muito grata.

O legal é começar por um mais tranquilo que te conquiste e faça você perceber que clássicos são incríveis (ou não seriam considerados clássicos, né). Hoje eu trouxe uma lista com 4 clássicos literários que são ótimos e bem rapidinhos de ler, além de terem uma linguagem superacessível.

  • A Revolução dos Bichos – George Orwell

A obra de George Orwell é uma metáfora fundamental para falar de política. Numa narrativa com muita sátira, o autor inglês conta a história de uma granja em que os animais, liderados pelos porcos, se revoltam contra os seres humanos, banindo-os do lugar. A granja passa a ser domínio dos bichos, mas as coisas começam a ficar estranhas quando o sistema de cooperação e direitos iguais para todos os animais começa a falhar. O livro é muito curtinho, mas não tem como ler sem refletir sobre os líderes políticos em ação pelo mundo. E, no momento que vivemos no Brasil, devia ser leitura obrigatória.

 

  • Dom Casmurro – Machado de Assis

Um dos mais famosos clássicos da literatura nacional, Dom Casmurro é uma delícia de ler. Traz a história de um amor adolescente. Bentinho e Capitu são amigos desde a infância e o sentimento deles aumenta com o passar do tempo. Os dois vivem uma linda paixão. Tudo vai muito bem até Bentinho começar a desconfiar da lealdade da esposa. O livro é, ainda hoje, extremamente atual se quisermos falar de ciúmes e relacionamentos sem diálogo. E, convenhamos, no fundo, o Bentinho é completamente louco.

 

  • Frankenstein – Mary Shelley

O maior clássico do horror na literatura é um livro simplesmente delicioso. A base da história todo mundo já conhece: um cientista cria um monstro gigante a partir de matéria morta. Mas Frankenstein vai muito além disso. Com uma escrita sensacional, Mary Shelley discute questões éticas e leva o leitor a uma incrível imersão na história. No fundo, a gente reflete se a criatura tem alguma culpa por ter se tornado um monstro. Victor Frankenstein, o cientista, é na realidade um grande irresponsável e o maior vilão da história. Vale lembrar que Mary tinha 19 anos quando escreveu essa obra prima!

 

 

  • A morte e a morte de Quincas Berro D’água – Jorge Amado

Esse é um livro leve.  Com muito humor, Jorge Amado conta a história da morte de um homem que largou o emprego e a família para viver vadiando pelas ruas da Bahia. Quando ele morre, constrói-se um grande impasse entre a família do morto e os amigos que ele fez na nova vida. Numa sequência de cômicos acontecimentos, cada núcleo da vida de Quincas defende a sua versão do que aconteceu com o morto. Jorge Amado constrói essa novela de forma a envolver o leitor. O resultado é muito divertido e dá para ler em poucas horas.

 

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8 livros com mulheres incríveis

Olá, pessoal! Hoje, 8 de março, é o tão importante dia internacional da mulher. Para homenagear essa data fundamental para a nossa sociedade, eu separei uma lista com 8 livros que trazem mulheres incríveis como assunto ou personagens da trama! … Continuar lendo

Mortos que viram História

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Você acredita em vida após a morte? Para onde vamos depois que morremos? Não o nosso corpo físico, mas tudo aquilo o que fomos, aprendemos e sentimos enquanto estivemos vivos? Independente da sua fé, ninguém pode responder a essas questões com absoluta certeza. O livro A Guardiã de Histórias traz uma realidade incrível sobre o que acontece depois que morremos.

Histórias. É o que viramos ao morrer. E, como livros, somos guardados na grande biblioteca do Arquivo, uma dimensão paralela. Acontece, que as histórias mais jovens acabam despertando sem saber o que aconteceu e, tentando se encontrar, vão parar numa dimensão intermediária entre o mundo real e o Arquivo. Os guardiões servem para fazer com que essas histórias retornem a seus devidos lugares, impedindo que tenham contato com nosso mundo.

A fantasia escrita por Victoria Schwab apresenta Mackenzie Bishop, uma adolescente que herdou precocemente a função de seu avô, um antigo e renomado guardião de Histórias. Mac segue os passos do avô há quatro anos, mas não pode revelar seu trabalho nem mesmo a seus pais. Depois de uma grande tragédia, a família de Mackenzie se muda para um prédio antigo. A menina não fica tão feliz com a mudança, já que, quanto mais antigo é o lugar, mais histórias viveram ali dentro e maior será o trabalho do guardião daquela área.

Apesar de tratar de um assunto tão denso como a vida após a morte, o livro não traz uma carga negativa. Fala de morte, superação, da dificuldade em lidar com a perda de quem amamos, confiança a importância da amizade. Traz drama, é claro, mas consegue fazer o leitor rir e se apaixonar. A angústia da personagem principal e o carisma dos coadjuvantes fazem com que a gente não consiga parar de ler. Li em menos de uma semana e me diverti com as personagens. Senti como se já os conhecesse há muito tempo.

Pode parecer muito louco, mas a realidade que a escritora americana criou é incrível. Em poucas páginas, a divisão de dimensões e a importância dos guardiões deixam de ser confusas e cativam o leitor. É uma realidade tão legal que eu juro que queria que fosse verdade. É uma história para todas as idades. E incrível para quem, como eu, não tem muita certeza do que acontece depois que a gente parte desse mundo.

Bruna Paiva

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Eu estive aqui: um livro que precisa ser lido!

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Imagine ter uma amiga que foi criada junto com você, quase como sua irmã. Aquele tipo de amiga que te conta tudo o que acontece na vida dela. De repente ela se mata, de maneira friamente calculada, e só o que você recebe é um e-mail padrão de despedida. É exatamente o que acontece com Cody Reynolds em Eu Estive Aqui.

Depois que Meg, sua melhor amiga, toma um frasco de veneno, sozinha num quarto de motel, Cody se questiona como não percebeu o que a amiga pretendia. Acolhida pela família de Meg, e ajudando a recolher as coisas que a amiga havia deixado em Tacoma, onde fazia faculdade, Cody começa a descobrir outras coisas que Meg nunca havia contado.

Quando descobre arquivos suspeitos no computador da amiga, Cody percebe que tudo o que sabe sobre a morte de Meg pode estar distorcido. Ela, então, resolve se dedicar a uma profunda investigação para tentar entender o que levou a amiga àquele fim.

 Eu adoro as histórias da Gayle Forman, e com Eu Estive Aqui não foi diferente. A personagem principal é bem cativante e os secundários, além de bem construídos, fundamentais para o desenrolar da história. A cada capítulo eu me sentia mais próxima de Cody, me identificava com algumas inseguranças e sentia pena por outras. Em determinado momento da história, deu vontade de abraçara personagem, para evitar que ela sofresse mais. É incrível como dá para sentir a angústia que passa na cabeça dela por não entender ou não ter conseguido evitar o que Meg fez.

O livro, da editora Arqueiro, é forte e apesar de haver um romance presente, ele é tratado em segundo plano. E não podia ser diferente, a história pedia que fosse dessa forma. Eu Estive Aqui trata sem tabus de assuntos muito importantes: depressão e suicídio. Questões que são evitadas socialmente, mas que precisam ser abordadas.  Ao fim do livro, um artigo sobre a importância da discussão desses temas e mostrando os números de casos no Brasil deixa clara a necessidade de falar sobre esses temas.

A personagem Meg, infelizmente, é inspirada numa história real. Nos agradecimentos da autora, Suzy Gonzales é citada como influência para a criação de Meg Garcia. A situação de Cody é muito comum por aí. Justamente porque não se fala muito no assunto, não conseguimos perceber os sinais de alguém que está prestes a se matar.

A história é forte e seus personagens também, desde Ben McCallister, guitarrista underground por quem Meg foi apaixonada, até Scottie, o irmão mais novo da menina que cometeu suicidio. Uma história com um tema complicado, que é abordado de forma incrível. Eu Estive Aqui me tirou de uma ressaca literária gigante. É um livro que as pessoas precisam ler!

Bruna Paiva

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Suicidas X Roleta Russa: no livro ou no teatro, uma história brutal

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Você já pensou em se matar? Seja lá qual for o motivo que te tira do sério, ele já te fez pensar numa medida extrema? Em Suicidas, do autor carioca Raphael Montes, nove jovens tomam uma decisão sem volta: resolvem cometer suicídio em uma noite de roleta russa.

Desde que li Dias Perfeitos, do mesmo autor, tenho vontade de conhecer a obra que deu início a carreira de Raphael Montes. Quando finalmente consegui estar com o livro nas mãos, não pude conter a ansiedade. A história é louca e ao mesmo tempo plausível. Gosto do Raphael porque ele mostra o pior do ser humano usando personagens que podem estar no dia a dia de qualquer um.

Suicidas começa um ano depois do episódio da roleta russa. O livro inteiro se passa numa reunião entre a delegada do caso e as mães dos jovens suicidas. Na reunião, a delegada lê para as mães o livro escrito por Alessandro, um dos nove suicidas, na noite da roleta russa. Além do livro escrito em tempo real durante o jogo, o leitor acompanha também as anotações de um diário do próprio Alessandro.

O livro é brutal e tem cenas de deixar qualquer um chocado. Mas é uma leitura incrível. Confesso que não concordo com a postura de nenhum dos personagens. Menos ainda com os motivos pelos quais cada um resolve entrar na “brincadeira”. O desenrolar da história é tenso e às vezes assustador, mas também é cheio de reviravoltas que me deixaram de boca aberta.

A história, que foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, em 2013, ganhou uma adaptação para o teatro. A peça, Roleta Russa, ficou em cartaz em São Paulo no fim de 2015 e agora, em abril de 2016, veio para o Rio de Janeiro. Eu, como admiradora da história, fui conferir a estreia da adaptação no dia 7/04 aqui no Rio.

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Eu e Raphael Montes na estreia do Rio

A peça dirigida e adaptada por César Baptista é super fiel ao livro. Muitas das falas chegam a ser idênticas às da obra de Raphael Montes. Achei sensacional a maneira como adaptaram a conversa da delegada com as mães. É simples e funciona bem. O diretor conseguiu contar uma história complexa com poucos recursos de cenografia. A escolha dos atores foi quase perfeita. Um ou outro me decepcionou um pouco, seja por interpretar um personagem completamente diferente do livro, ou mesmo por não passar a devida emoção em cenas que mereciam convencer mais.

Ainda assim, alguns atores atingiram ou até mesmo superaram as minhas expectativas. Os que mais me chamaram a atenção foram o Gabriel Chadan, no papel de Lucas, Felipe Palhares, que interpreta Noel e protagoniza uma das cenas mais fortes do espetáculo; e, principalmente, Virgínia Castellões, que dá vida à Waléria. A menina deu um show no palco, roubou a cena e foi, de longe, a personagem mais fiel ao livro. Destaque também para o ator Emerson Grotti que, com muita sensibilidade, interpreta Dan.

Apesar da adaptação para os palcos ser cheia de suspense e tensão, eu não os senti tanto, por já saber exatamente o que aconteceria. Por isso, acho que, se você não conhece a história, vale assistir à peça antes de ler o livro. Assim você conserva a dúvida e aquele gostinho de adrenalina a cada vez que alguém leva a arma à cabeça.

livrosuicidasApós o espetáculo, houve ainda um debate entre César Baptista, diretor da peça, e Raphael Montes, autor do livro. Os dois bateram um papo rápido com a plateia e contaram como foi o processo de adaptação. Raphael contou que a ideia de mudar o título para a peça foi dele mesmo. Para o autor, o título Roleta Russa é mais atraente e menos agressivo; disse que, se pudesse voltar atrás, talvez mudasse o título do livro também. Raphael contou ainda que a história, que também será adaptada para o cinema, começa a ser filmada ainda no segundo semestre de 2016.

Depois de um espetáculo incrível e um debate divertido, tive a oportunidade de conhecer um Raphael Montes super simpático. E, claro, pegar uma dedicatória com o autor no meu exemplar de Suicidas. Raphael, apesar de ter me deixado apavorada e/ou horrorizada em algumas cenas de seus livros, escreveu antes de sua assinatura: “Bruna, não tenha medo de mim!”.

Bruna Paiva

 

Serviço:

A peça Roleta Russa fica em cartaz no Rio de Janeiro somente às quintas-feiras do mês de abril.

Teatro Net Rio, em Copacabana.

Link para ingressos: https://www.ingressorapido.com.br/compras/?id=47173#!/tickets

Mais sobre o espetáculo na fan page: https://www.facebook.com/Espet%C3%A1culo-Roleta-Russa-461258484058587/?fref=ts

 

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