4 clássicos incríveis e rápidos de ler

Muita gente tem preconceito contra os clássicos da literatura. Seja por repetir o velho discurso de que “ler é um saco”, ou por não ter paciência para livros que demandam maior esforço para a leitura. O post de hoje é para desconstruir isso na cabeça de vocês. Ler é incrível, qualquer tipo de leitura, basta que você tenha a mente aberta, disposição e bagagem literária. Pegar um Moby Dick sem nunca ter lido um livro inteiro, realmente, pode não ser uma experiência muito grata.

O legal é começar por um mais tranquilo que te conquiste e faça você perceber que clássicos são incríveis (ou não seriam considerados clássicos, né). Hoje eu trouxe uma lista com 4 clássicos literários que são ótimos e bem rapidinhos de ler, além de terem uma linguagem superacessível.

  • A Revolução dos Bichos – George Orwell

A obra de George Orwell é uma metáfora fundamental para falar de política. Numa narrativa com muita sátira, o autor inglês conta a história de uma granja em que os animais, liderados pelos porcos, se revoltam contra os seres humanos, banindo-os do lugar. A granja passa a ser domínio dos bichos, mas as coisas começam a ficar estranhas quando o sistema de cooperação e direitos iguais para todos os animais começa a falhar. O livro é muito curtinho, mas não tem como ler sem refletir sobre os líderes políticos em ação pelo mundo. E, no momento que vivemos no Brasil, devia ser leitura obrigatória.

 

  • Dom Casmurro – Machado de Assis

Um dos mais famosos clássicos da literatura nacional, Dom Casmurro é uma delícia de ler. Traz a história de um amor adolescente. Bentinho e Capitu são amigos desde a infância e o sentimento deles aumenta com o passar do tempo. Os dois vivem uma linda paixão. Tudo vai muito bem até Bentinho começar a desconfiar da lealdade da esposa. O livro é, ainda hoje, extremamente atual se quisermos falar de ciúmes e relacionamentos sem diálogo. E, convenhamos, no fundo, o Bentinho é completamente louco.

 

  • Frankenstein – Mary Shelley

O maior clássico do horror na literatura é um livro simplesmente delicioso. A base da história todo mundo já conhece: um cientista cria um monstro gigante a partir de matéria morta. Mas Frankenstein vai muito além disso. Com uma escrita sensacional, Mary Shelley discute questões éticas e leva o leitor a uma incrível imersão na história. No fundo, a gente reflete se a criatura tem alguma culpa por ter se tornado um monstro. Victor Frankenstein, o cientista, é na realidade um grande irresponsável e o maior vilão da história. Vale lembrar que Mary tinha 19 anos quando escreveu essa obra prima!

 

 

  • A morte e a morte de Quincas Berro D’água – Jorge Amado

Esse é um livro leve.  Com muito humor, Jorge Amado conta a história da morte de um homem que largou o emprego e a família para viver vadiando pelas ruas da Bahia. Quando ele morre, constrói-se um grande impasse entre a família do morto e os amigos que ele fez na nova vida. Numa sequência de cômicos acontecimentos, cada núcleo da vida de Quincas defende a sua versão do que aconteceu com o morto. Jorge Amado constrói essa novela de forma a envolver o leitor. O resultado é muito divertido e dá para ler em poucas horas.

 

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de me seguir nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchatwp-1465389060779.png

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

 

8 livros com mulheres incríveis

Olá, pessoal! Hoje, 8 de março, é o tão importante dia internacional da mulher. Para homenagear essa data fundamental para a nossa sociedade, eu separei uma lista com 8 livros que trazem mulheres incríveis como assunto ou personagens da trama! … Continuar lendo

Mortos que viram História

wp-1486565387134.jpg

Você acredita em vida após a morte? Para onde vamos depois que morremos? Não o nosso corpo físico, mas tudo aquilo o que fomos, aprendemos e sentimos enquanto estivemos vivos? Independente da sua fé, ninguém pode responder a essas questões com absoluta certeza. O livro A Guardiã de Histórias traz uma realidade incrível sobre o que acontece depois que morremos.

Histórias. É o que viramos ao morrer. E, como livros, somos guardados na grande biblioteca do Arquivo, uma dimensão paralela. Acontece, que as histórias mais jovens acabam despertando sem saber o que aconteceu e, tentando se encontrar, vão parar numa dimensão intermediária entre o mundo real e o Arquivo. Os guardiões servem para fazer com que essas histórias retornem a seus devidos lugares, impedindo que tenham contato com nosso mundo.

A fantasia escrita por Victoria Schwab apresenta Mackenzie Bishop, uma adolescente que herdou precocemente a função de seu avô, um antigo e renomado guardião de Histórias. Mac segue os passos do avô há quatro anos, mas não pode revelar seu trabalho nem mesmo a seus pais. Depois de uma grande tragédia, a família de Mackenzie se muda para um prédio antigo. A menina não fica tão feliz com a mudança, já que, quanto mais antigo é o lugar, mais histórias viveram ali dentro e maior será o trabalho do guardião daquela área.

Apesar de tratar de um assunto tão denso como a vida após a morte, o livro não traz uma carga negativa. Fala de morte, superação, da dificuldade em lidar com a perda de quem amamos, confiança a importância da amizade. Traz drama, é claro, mas consegue fazer o leitor rir e se apaixonar. A angústia da personagem principal e o carisma dos coadjuvantes fazem com que a gente não consiga parar de ler. Li em menos de uma semana e me diverti com as personagens. Senti como se já os conhecesse há muito tempo.

Pode parecer muito louco, mas a realidade que a escritora americana criou é incrível. Em poucas páginas, a divisão de dimensões e a importância dos guardiões deixam de ser confusas e cativam o leitor. É uma realidade tão legal que eu juro que queria que fosse verdade. É uma história para todas as idades. E incrível para quem, como eu, não tem muita certeza do que acontece depois que a gente parte desse mundo.

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de me seguir nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchatwp-1465389060779.png

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

Eu estive aqui: um livro que precisa ser lido!

wp-1474982422807.jpg

Imagine ter uma amiga que foi criada junto com você, quase como sua irmã. Aquele tipo de amiga que te conta tudo o que acontece na vida dela. De repente ela se mata, de maneira friamente calculada, e só o que você recebe é um e-mail padrão de despedida. É exatamente o que acontece com Cody Reynolds em Eu Estive Aqui.

Depois que Meg, sua melhor amiga, toma um frasco de veneno, sozinha num quarto de motel, Cody se questiona como não percebeu o que a amiga pretendia. Acolhida pela família de Meg, e ajudando a recolher as coisas que a amiga havia deixado em Tacoma, onde fazia faculdade, Cody começa a descobrir outras coisas que Meg nunca havia contado.

Quando descobre arquivos suspeitos no computador da amiga, Cody percebe que tudo o que sabe sobre a morte de Meg pode estar distorcido. Ela, então, resolve se dedicar a uma profunda investigação para tentar entender o que levou a amiga àquele fim.

 Eu adoro as histórias da Gayle Forman, e com Eu Estive Aqui não foi diferente. A personagem principal é bem cativante e os secundários, além de bem construídos, fundamentais para o desenrolar da história. A cada capítulo eu me sentia mais próxima de Cody, me identificava com algumas inseguranças e sentia pena por outras. Em determinado momento da história, deu vontade de abraçara personagem, para evitar que ela sofresse mais. É incrível como dá para sentir a angústia que passa na cabeça dela por não entender ou não ter conseguido evitar o que Meg fez.

O livro, da editora Arqueiro, é forte e apesar de haver um romance presente, ele é tratado em segundo plano. E não podia ser diferente, a história pedia que fosse dessa forma. Eu Estive Aqui trata sem tabus de assuntos muito importantes: depressão e suicídio. Questões que são evitadas socialmente, mas que precisam ser abordadas.  Ao fim do livro, um artigo sobre a importância da discussão desses temas e mostrando os números de casos no Brasil deixa clara a necessidade de falar sobre esses temas.

A personagem Meg, infelizmente, é inspirada numa história real. Nos agradecimentos da autora, Suzy Gonzales é citada como influência para a criação de Meg Garcia. A situação de Cody é muito comum por aí. Justamente porque não se fala muito no assunto, não conseguimos perceber os sinais de alguém que está prestes a se matar.

A história é forte e seus personagens também, desde Ben McCallister, guitarrista underground por quem Meg foi apaixonada, até Scottie, o irmão mais novo da menina que cometeu suicidio. Uma história com um tema complicado, que é abordado de forma incrível. Eu Estive Aqui me tirou de uma ressaca literária gigante. É um livro que as pessoas precisam ler!

Bruna Paiva

Gostou do vídeo? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de me seguir nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchatwp-1465389060779.png

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

 

Suicidas X Roleta Russa: no livro ou no teatro, uma história brutal

suicidasxroletarussa

Você já pensou em se matar? Seja lá qual for o motivo que te tira do sério, ele já te fez pensar numa medida extrema? Em Suicidas, do autor carioca Raphael Montes, nove jovens tomam uma decisão sem volta: resolvem cometer suicídio em uma noite de roleta russa.

Desde que li Dias Perfeitos, do mesmo autor, tenho vontade de conhecer a obra que deu início a carreira de Raphael Montes. Quando finalmente consegui estar com o livro nas mãos, não pude conter a ansiedade. A história é louca e ao mesmo tempo plausível. Gosto do Raphael porque ele mostra o pior do ser humano usando personagens que podem estar no dia a dia de qualquer um.

Suicidas começa um ano depois do episódio da roleta russa. O livro inteiro se passa numa reunião entre a delegada do caso e as mães dos jovens suicidas. Na reunião, a delegada lê para as mães o livro escrito por Alessandro, um dos nove suicidas, na noite da roleta russa. Além do livro escrito em tempo real durante o jogo, o leitor acompanha também as anotações de um diário do próprio Alessandro.

O livro é brutal e tem cenas de deixar qualquer um chocado. Mas é uma leitura incrível. Confesso que não concordo com a postura de nenhum dos personagens. Menos ainda com os motivos pelos quais cada um resolve entrar na “brincadeira”. O desenrolar da história é tenso e às vezes assustador, mas também é cheio de reviravoltas que me deixaram de boca aberta.

A história, que foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, em 2013, ganhou uma adaptação para o teatro. A peça, Roleta Russa, ficou em cartaz em São Paulo no fim de 2015 e agora, em abril de 2016, veio para o Rio de Janeiro. Eu, como admiradora da história, fui conferir a estreia da adaptação no dia 7/04 aqui no Rio.

brunaeraphael

Eu e Raphael Montes na estreia do Rio

A peça dirigida e adaptada por César Baptista é super fiel ao livro. Muitas das falas chegam a ser idênticas às da obra de Raphael Montes. Achei sensacional a maneira como adaptaram a conversa da delegada com as mães. É simples e funciona bem. O diretor conseguiu contar uma história complexa com poucos recursos de cenografia. A escolha dos atores foi quase perfeita. Um ou outro me decepcionou um pouco, seja por interpretar um personagem completamente diferente do livro, ou mesmo por não passar a devida emoção em cenas que mereciam convencer mais.

Ainda assim, alguns atores atingiram ou até mesmo superaram as minhas expectativas. Os que mais me chamaram a atenção foram o Gabriel Chadan, no papel de Lucas, Felipe Palhares, que interpreta Noel e protagoniza uma das cenas mais fortes do espetáculo; e, principalmente, Virgínia Castellões, que dá vida à Waléria. A menina deu um show no palco, roubou a cena e foi, de longe, a personagem mais fiel ao livro. Destaque também para o ator Emerson Grotti que, com muita sensibilidade, interpreta Dan.

Apesar da adaptação para os palcos ser cheia de suspense e tensão, eu não os senti tanto, por já saber exatamente o que aconteceria. Por isso, acho que, se você não conhece a história, vale assistir à peça antes de ler o livro. Assim você conserva a dúvida e aquele gostinho de adrenalina a cada vez que alguém leva a arma à cabeça.

livrosuicidasApós o espetáculo, houve ainda um debate entre César Baptista, diretor da peça, e Raphael Montes, autor do livro. Os dois bateram um papo rápido com a plateia e contaram como foi o processo de adaptação. Raphael contou que a ideia de mudar o título para a peça foi dele mesmo. Para o autor, o título Roleta Russa é mais atraente e menos agressivo; disse que, se pudesse voltar atrás, talvez mudasse o título do livro também. Raphael contou ainda que a história, que também será adaptada para o cinema, começa a ser filmada ainda no segundo semestre de 2016.

Depois de um espetáculo incrível e um debate divertido, tive a oportunidade de conhecer um Raphael Montes super simpático. E, claro, pegar uma dedicatória com o autor no meu exemplar de Suicidas. Raphael, apesar de ter me deixado apavorada e/ou horrorizada em algumas cenas de seus livros, escreveu antes de sua assinatura: “Bruna, não tenha medo de mim!”.

Bruna Paiva

 

Serviço:

A peça Roleta Russa fica em cartaz no Rio de Janeiro somente às quintas-feiras do mês de abril.

Teatro Net Rio, em Copacabana.

Link para ingressos: https://www.ingressorapido.com.br/compras/?id=47173#!/tickets

Mais sobre o espetáculo na fan page: https://www.facebook.com/Espet%C3%A1culo-Roleta-Russa-461258484058587/?fref=ts

 

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de seguir o blog nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchat

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

E aí, vamos juntas?

Vamosjuntas4Você está sozinha, voltando para casa, às oito da noite. A rua está deserta e escura. Você anda rápido, com a bolsa na frente do corpo, cara de má, atenta a qualquer movimento suspeito. De repente escuta passos atrás de você. Seu coração acelera, o medo pulsa nos seus ouvidos, você prende a respiração e, sem diminuir o passo, junta um pouquinho de coragem e olha para trás. É outra mulher. A adrenalina abaixa, e a sensação é de alívio imediato. Você se vira para frente e continua o caminho até sua casa.

Se você é mulher e anda sozinha nas ruas da sua cidade, é improvável que nunca tenha sido protagonista da cena descrita acima. Afirmo ainda que, talvez você já tenha sido a mulher que está atrás. Provavelmente também com medo e dando graças a Deus pela pessoa da frente ser outra mulher. Agora pense comigo, em vez de caminharmos a passos de distância, cada uma com seus medos, por que não vamos juntas?

Sororidade. Você sabe o que é? Relaxa, porque eu também não sabia. Sororidade é a união e aliança entre as mulheresVamosjuntas3 baseadas no companheirismo e na luta por um bem comum. Não entendeu ainda? A sororidade se aplica quando, na cena ali em cima, as duas mulheres andam lado a lado, unidas, protegendo uma a outra e sentem-se mais seguras com a companhia.

Fui apresentada à sororidade pelo movimento Vamos Juntas? da Babi Souza. O livro do Vamos Juntas? foi lançado no mês de Março e me deixou encantada com o movimento. A ideia do Vamos Juntas? é exatamente o que seu nome sugere. Uma atitude simples que pode parecer banal, mas que é capaz de fazer toda a diferença. A menina indo na mesma direção que você, provavelmente, também está com medo da rua escura. Um “Oi, tudo bem? Também estou indo para lá, vamos juntas?” faz bem para a segurança das duas.

Pela primeira vez na vida percebi como é importante que nós, mulheres, sejamos mais unidas. Que não olhemos a moça ao lado como rival só porque é uma mulher.

Vamosjuntas2Sim, estamos falando de feminismo. E, sim, você precisa e muito dele. Sem extremismos, sem querer ser melhor do que ninguém. Apenas para garantir nossos direitos. É uma luta para que sejamos realmente livres em nossa sociedade. Livres para usarmos a roupa que quisermos, sem receio do que vamos ouvir pelas ruas. Livres para nos sentarmos à janela do ônibus (que, convenhamos, é o lugar mais legal) sem medo de quem vai sentar ao corredor. Livres para não nos sentirmos vulneráveis pelo simples fato de sermos mulheres.

O movimento Vamos Juntas surgiu como uma página no Facebook em junho de 2015. Desde então, publica incentivos à sororidade, ao feminismo e diversos relatos de meninas e mulheres de todo canto do país. Lendo o livro, que também é cheio de depoimentos, perdi a conta de quantas vezes me arrepiei ao ler histórias reais que não deveriam acontecer com ninguém.

Sinceramente acho que deveria ser uma leitura obrigatória para nossa sociedade. O livro deixa claro conceitos como sororidade, diferenças entre feminismo, femismo e misandria, além de mostrar, de forma lúdica, a importância do feminismo para a sociedade.Vamosjuntas

Sempre acreditei na ideia de que se saísse com um homem ao lado, estaria mais segura para andar na rua. Lembro que, na escola, sempre que precisava almoçar fora, arrastava um amigo comigo, mesmo que já tivesse a companhia de outra menina. O Vamos Juntas me mostrou que a mesma sensação de segurança de estar acompanhada de um homem pode acontecer se me unir às mulheres que temem o mesmo que eu. Hoje, depois de conhecer o movimento, não me acanho em olhar para a mulher ao lado e fazer essa simples perguntinha que pode mudar o destino das duas: e aí, vamos juntas?

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de seguir o blog nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchat

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

Cartas de amor aos mortos: um livro para te fazer refletir

image

Laurel é uma adolescente começando seu primeiro ano de Ensino Médio. Na escola nova, ninguém sabe nada sobre seu passado. E seu objetivo é exatamente esse. Escolheu mudar de escola para não precisar aturar os olhares de pena das pessoas em volta. Para não precisar se lembrar da falecida irmã May a cada passo que desse na escola antiga.

Entretanto, no primeiro dia de aula, a professora de inglês passa uma tarefa que deixa Laurel desconsertada: escrever uma carta para alguém que já morreu. A menina então começa a escrever para Kurt Cobain, Amy Winehouse, Elizabeth Bishop e muitos outros. Apesar de não serem entregues à professora, as cartas para seus ídolos falecidos acabam virando uma terapia para Laurel durante todo o ano, ajudando-a em suas questões.

Cartas de Amor aos Mortos é um livro incrível. Uma história triste contada de um jeito que pode parecer mórbido, mas é o que a torna mais especial. Não gosto muito do estilo do livro, contado somente em cartas, mas ele me conquistou de verdade. Me apresentou personalidades que eu não fazia ideia de quem eram e personagens por que me apaixonei ao longo das páginas.

O romance de estreia de Ava Dellaira não é só mais um. O livro passa uma mensagem linda sobre a vida. A maneira com que Laurel idealiza uma heroína na irmã e, aos poucos, percebe que May era uma pessoa normal, com muitos defeitos, é conduzida de uma forma sensacional.

A autora americana escreve de um jeito que prende o leitor. A gente quer saber o que aconteceu com May e ao mesmo tempo quer abraçar Laurel para acabar com seu sofrimento. É uma história para te fazer chorar e refletir sobre a brevidade da vida e a não aceitação de si mesmo.

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de seguir o blog nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchat

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O ADOLESCENTE DEMAIS NO YOUTUBE

 

 

Joyland: uma temporada emocionante num parque de diversões

000000000000000000001-735x383

Já contei aqui no blog que um dos meus maiores sonhos é fazer o programa ICP da Disney. Nele, você passa quase 3 meses trabalhando no parque. Talvez por causa desse sonho, acabei sendo levada ao livro Joyland. A obra de Stephen King conta a história do jovem Devin que passa uma temporada trabalhando no parque de diversões que dá nome ao livro.

Que Stephen King é tido como um dos mestres do terror, todo mundo sabe. Por isso, durante muito tempo, mantive uma certa distância de seus livros. Mas desde quando assisti a Carrie – a estranha, e me apaixonei pela história, passei a ter maior interesse nas obras do autor. Hoje, já li alguns dos livros dele, e percebi que nem sempre é um terror impossível de ler.

O que eu mais gosto nas histórias de Stephen é a maneira como o terror e o suspense se justificam, a forma brilhante e ao mesmo tempo simples como ele conduz as passagens. Nada é gratuito. Joyland é um livro que acima de tudo emociona. Fala sobre amor, amizade, lealdade, saudosismo e juventude. É impossível não se identificar com pelo menos um personagem.

Devin Jones vai para o parque trabalhar durante as férias, querendo esquecer sua ex-namorada. Em Joyland, Devin se apaixona pelo trabalho, vive coisas incríveis e faz grandes amigos. Mas um mistério que virou lenda no parque acaba mudando os planos dele. Linda Grey foi vítima de um serial killer em um dos brinquedos no parque anos antes. Devin resolve investigar a morte da garota.

É uma história forte, que explora, sim, um lado sobrenatural e um terror psicológico. Entretanto, a leitura é tão incrível que até quem morre de medo (como eu) termina apaixonado pelo parque de diversões, personagens e a atmosfera da história.

O livro é todo narrado pelo próprio personagem, anos depois. Com toques de saudades, valorização das memórias e mescla entre o tempo presente e passado, a história conquista o leitor. Joyland é incrível e entrou para minha lista de favoritos desse cara que, além de mestre do terror, é um dos escritores que mais me inspiram…

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de seguir o blog nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchat

5 livros para ler na correria!

wp-1456582182555.jpg

Sei que, de vez em quando, a rotina e a vida corrida não nos deixam tempo restante para quase nada. Conheço muita gente que diz que não lê por pura falta de tempo para se concentrar. Bom, ler na falta de tempo, mesmo com a vida agitada, é questão de hábito. E o melhor para se acostumar com isso é começar com livros leves, que sejam fáceis de ler e, principalmente te divirtam.

 Trouxe uma lista com 5 livros para ler e se distrair da correria rotineira! Dá pra ler no caminho para a faculdade, no intervalo da escola, na volta do trabalho… Portanto, achem uma brechinha e apenas aproveitem a leitura!

1-      Doidas e Santas – Martha Medeiros

wp-1456581958462.jpg

Eu AMO as crônicas da Martha. Às vezes, compro O Globo de domingo só para ler a coluna dela. Doidas e Santas é uma das coletâneas de crônicas dela. O livro é super divertido e até deu nome a uma peça de teatro. Fora que os textos são curtinhos e independentes, ideal para ler quando o tempo está curto…

 

2-      Amor ao pé da letra – Melissa Pimentel

wp-1456581950771.png

Fiz resenha desse livro aqui no blog em 2015(leia clicando aqui). Ele é muito engraçado. Em Amor ao pé da letra, uma mulher, cansada de sofrer por amor, resolve seguir um livro de auto-ajuda por mês. A história é real e as furadas em que a protagonista se mete garantem muitas risadas. É ótimo para deixar o astral lá em cima, mesmo com os estresses do dia a dia.

 

3-      Apaixonada por histórias – Paula Pimenta

wp-1456581945638.png

Nesse compilado de crônicas da Paula Pimenta a gente descobre várias coisas a respeito da autora. Ela conta histórias de vaárias épocas de sua vida de um jeito bastante bem-humorado. É um livro rápido de ler e muito divertido. Bem fininho, cabe na bolsa e, como são crônicas, sempre se encaixam numa brechinha de tempo. 

 

4-      360 dias de sucesso – Thalita Rebouças

wp-1456581940867.png

360 dias de sucesso conta a história da banda Pólvora, que teve exatos 360 dias de muito sucesso. É um livro incrível, pelo qual eu tenho muito carinho (leia minha resenha aqui). É impossível não se apaixonar pelos personagens. É ótimo para levar na bolsa, porque é muito fácil de ler, a história é divertida, leve e faz a gente acreditar nos sonhos.

 

5-      Eu Odeio Te Amar

wp-1456581936345.jpg

Esse livro tem uma história louca e ao mesmo tempo bonitinha e engraçada. A protagonista descobre um dia antes do casamento que seu noivo a traiu. Ela resolve então se vingar de seu amado. Mas as formas que ela encontra para isso são as piores possíveis. A garota só se mete em confusão! A história é muito engraçada e boa para espairecer e rir um pouquinho entre uma correria e outra.

 

 

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de seguir o blog nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog e @BrunaPaivaC no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog e @BrunaPaivaC no Instagram

Acompanhe BrunaPaivaC no Snapchat

Quatro autoras e um livro inesquecível

wp-1453815711245.jpgQuando a Gutenberg lançou o projeto do livro Um Ano Inesquecível eu pensei “que ideia sensacional”. Cresci lendo Thalita Rebouças, adoro a Bruna Vieira, me apaixonei pelo primeiro livro da Babi Dewet e sempre quis ler algo da Paula Pimenta. Eu simplesmente precisava desse 4 em 1; e, como contei para vocês aqui, ele foi uma das minhas aquisições da Bienal do Livro 2015.

Um Ano Inesquecível é uma coletânea de quatro contos, um de cada autora. Cada história se passa em uma estação do ano e a proposta era que fosse uma estação inesquecível, que de alguma forma mudasse a vida dos personagens. As quatro autoras contaram histórias divertidas e que me cativaram.

Todos os contos mexem com amor e adolescência. Só não entendi por que estavam fora da ordem das estações.

O primeiro é o inverno, de Paula Pimenta. Nele, Mabel é a protagonista e está furiosa por ser obrigada a viajar com os pais nas férias do meio do ano. A menina queria passar a folga da escola na casa de uma amiga, mas acaba tendo um inverno inesquecível com a família. Achei o conto um pouco previsível, mas ainda assim adorei a história, principalmente porque me identifiquei com a protagonista. É narrado em primeira pessoa pela própria Mabel e dá para acompanhar bem de perto os sentimentos dela durante todo o inverno!

O outono, de Babi Dewet, é o segundo conto. Nele, Anna Júlia concilia o último ano de escola com o estágio num escritório de advocacia. O conto se passa em São Paulo e, no caminho escola-estágio, Anna sempre cruza com um músico de rua. João Paulo também nota a presença da moça, que para sua surpresa odeia música. O que nenhum dos imagina é que nunca se esquecerão daquele outono.

A Babi arrasou. Foi o único conto que me fez chorar. Pela história e por ter me identificado com a vida corrida da protagonista. Os dramas dela, as inseguranças, muito do que eu passei em 2015. Descobri músicas que eu não conhecia e adorei renovar minha playlist.  Deu para sonhar em conhecer os dois personagens e juro que ia amar se eles ganhassem um livro só deles.

O terceiro conto é da Bruna Vieira e se passa na primavera. Jasmine está quase sendo reprovada em matemática em seu último ano do Ensino Médio. Quando a escola mostra a situação à sua mãe, a menina fica de castigo e é obrigada a ter aulas particulares com o professor a quem odeia. Mas tudo fica muito mais divertido quando ele coloca um de seus alunos da faculdade para dar as aulas em seu lugar.

Adorei o modo como a história corre. A narrativa é bem leve e a personagem principal é incrível. Ela passa por cima de todos os preconceitos e se joga de cabeça naquilo que quer. Gostei do drama e do final bonitinho que me fez sonhar acordada.

O verão de Thalita Rebouças é o último conto. Nele, Flávia acabou de terminar um relacionamento e tenta curtir as férias com as amigas Tati e Kaká. Por meio de aventuras amorosas do irmão de Kaká, o trio consegue ingressos para assistir ao espetáculo do carnaval carioca na apoteose, de camarote. O que elas nem imaginavam era quanta confusão aquele carnaval iria render. Gostei de como as coisas acontecem nesse conto. O texto flui e, quando percebi, já estava no final. A história é engraçada e eu juro que fiquei com pena da protagonista.

As quatro histórias são leves e divertidas. Mas o conto que eu mais gostei foi o da Babi Dewet, achei pouco previsível e simplesmente me apaixonei pelos personagens. O livro é descontraído e uma ótima pedida para ler neste finzinho de verão. Inspira a gente a buscar também a nossa estação inesquecível.

Bruna Paiva

Gostou do post? Então, comente, compartilhe e não se esqueça de seguir o blog nas redes sociais!

Siga @ADemaisblog  no Twitter

Curta a fanpage do Adolescente Demais no Facebook

Siga @ademaisblog no Instagram