E aí, vamos juntas?

Vamosjuntas4Você está sozinha, voltando para casa, às oito da noite. A rua está deserta e escura. Você anda rápido, com a bolsa na frente do corpo, cara de má, atenta a qualquer movimento suspeito. De repente escuta passos atrás de você. Seu coração acelera, o medo pulsa nos seus ouvidos, você prende a respiração e, sem diminuir o passo, junta um pouquinho de coragem e olha para trás. É outra mulher. A adrenalina abaixa, e a sensação é de alívio imediato. Você se vira para frente e continua o caminho até sua casa.

Se você é mulher e anda sozinha nas ruas da sua cidade, é improvável que nunca tenha sido protagonista da cena descrita acima. Afirmo ainda que, talvez você já tenha sido a mulher que está atrás. Provavelmente também com medo e dando graças a Deus pela pessoa da frente ser outra mulher. Agora pense comigo, em vez de caminharmos a passos de distância, cada uma com seus medos, por que não vamos juntas?

Sororidade. Você sabe o que é? Relaxa, porque eu também não sabia. Sororidade é a união e aliança entre as mulheresVamosjuntas3 baseadas no companheirismo e na luta por um bem comum. Não entendeu ainda? A sororidade se aplica quando, na cena ali em cima, as duas mulheres andam lado a lado, unidas, protegendo uma a outra e sentem-se mais seguras com a companhia.

Fui apresentada à sororidade pelo movimento Vamos Juntas? da Babi Souza. O livro do Vamos Juntas? foi lançado no mês de Março e me deixou encantada com o movimento. A ideia do Vamos Juntas? é exatamente o que seu nome sugere. Uma atitude simples que pode parecer banal, mas que é capaz de fazer toda a diferença. A menina indo na mesma direção que você, provavelmente, também está com medo da rua escura. Um “Oi, tudo bem? Também estou indo para lá, vamos juntas?” faz bem para a segurança das duas.

Pela primeira vez na vida percebi como é importante que nós, mulheres, sejamos mais unidas. Que não olhemos a moça ao lado como rival só porque é uma mulher.

Vamosjuntas2Sim, estamos falando de feminismo. E, sim, você precisa e muito dele. Sem extremismos, sem querer ser melhor do que ninguém. Apenas para garantir nossos direitos. É uma luta para que sejamos realmente livres em nossa sociedade. Livres para usarmos a roupa que quisermos, sem receio do que vamos ouvir pelas ruas. Livres para nos sentarmos à janela do ônibus (que, convenhamos, é o lugar mais legal) sem medo de quem vai sentar ao corredor. Livres para não nos sentirmos vulneráveis pelo simples fato de sermos mulheres.

O movimento Vamos Juntas surgiu como uma página no Facebook em junho de 2015. Desde então, publica incentivos à sororidade, ao feminismo e diversos relatos de meninas e mulheres de todo canto do país. Lendo o livro, que também é cheio de depoimentos, perdi a conta de quantas vezes me arrepiei ao ler histórias reais que não deveriam acontecer com ninguém.

Sinceramente acho que deveria ser uma leitura obrigatória para nossa sociedade. O livro deixa claro conceitos como sororidade, diferenças entre feminismo, femismo e misandria, além de mostrar, de forma lúdica, a importância do feminismo para a sociedade.Vamosjuntas

Sempre acreditei na ideia de que se saísse com um homem ao lado, estaria mais segura para andar na rua. Lembro que, na escola, sempre que precisava almoçar fora, arrastava um amigo comigo, mesmo que já tivesse a companhia de outra menina. O Vamos Juntas me mostrou que a mesma sensação de segurança de estar acompanhada de um homem pode acontecer se me unir às mulheres que temem o mesmo que eu. Hoje, depois de conhecer o movimento, não me acanho em olhar para a mulher ao lado e fazer essa simples perguntinha que pode mudar o destino das duas: e aí, vamos juntas?

Bruna Paiva

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Cartas de amor aos mortos: um livro para te fazer refletir

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Laurel é uma adolescente começando seu primeiro ano de Ensino Médio. Na escola nova, ninguém sabe nada sobre seu passado. E seu objetivo é exatamente esse. Escolheu mudar de escola para não precisar aturar os olhares de pena das pessoas em volta. Para não precisar se lembrar da falecida irmã May a cada passo que desse na escola antiga.

Entretanto, no primeiro dia de aula, a professora de inglês passa uma tarefa que deixa Laurel desconsertada: escrever uma carta para alguém que já morreu. A menina então começa a escrever para Kurt Cobain, Amy Winehouse, Elizabeth Bishop e muitos outros. Apesar de não serem entregues à professora, as cartas para seus ídolos falecidos acabam virando uma terapia para Laurel durante todo o ano, ajudando-a em suas questões.

Cartas de Amor aos Mortos é um livro incrível. Uma história triste contada de um jeito que pode parecer mórbido, mas é o que a torna mais especial. Não gosto muito do estilo do livro, contado somente em cartas, mas ele me conquistou de verdade. Me apresentou personalidades que eu não fazia ideia de quem eram e personagens por que me apaixonei ao longo das páginas.

O romance de estreia de Ava Dellaira não é só mais um. O livro passa uma mensagem linda sobre a vida. A maneira com que Laurel idealiza uma heroína na irmã e, aos poucos, percebe que May era uma pessoa normal, com muitos defeitos, é conduzida de uma forma sensacional.

A autora americana escreve de um jeito que prende o leitor. A gente quer saber o que aconteceu com May e ao mesmo tempo quer abraçar Laurel para acabar com seu sofrimento. É uma história para te fazer chorar e refletir sobre a brevidade da vida e a não aceitação de si mesmo.

Bruna Paiva

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Joyland: uma temporada emocionante num parque de diversões

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Já contei aqui no blog que um dos meus maiores sonhos é fazer o programa ICP da Disney. Nele, você passa quase 3 meses trabalhando no parque. Talvez por causa desse sonho, acabei sendo levada ao livro Joyland. A obra de Stephen King conta a história do jovem Devin que passa uma temporada trabalhando no parque de diversões que dá nome ao livro.

Que Stephen King é tido como um dos mestres do terror, todo mundo sabe. Por isso, durante muito tempo, mantive uma certa distância de seus livros. Mas desde quando assisti a Carrie – a estranha, e me apaixonei pela história, passei a ter maior interesse nas obras do autor. Hoje, já li alguns dos livros dele, e percebi que nem sempre é um terror impossível de ler.

O que eu mais gosto nas histórias de Stephen é a maneira como o terror e o suspense se justificam, a forma brilhante e ao mesmo tempo simples como ele conduz as passagens. Nada é gratuito. Joyland é um livro que acima de tudo emociona. Fala sobre amor, amizade, lealdade, saudosismo e juventude. É impossível não se identificar com pelo menos um personagem.

Devin Jones vai para o parque trabalhar durante as férias, querendo esquecer sua ex-namorada. Em Joyland, Devin se apaixona pelo trabalho, vive coisas incríveis e faz grandes amigos. Mas um mistério que virou lenda no parque acaba mudando os planos dele. Linda Grey foi vítima de um serial killer em um dos brinquedos no parque anos antes. Devin resolve investigar a morte da garota.

É uma história forte, que explora, sim, um lado sobrenatural e um terror psicológico. Entretanto, a leitura é tão incrível que até quem morre de medo (como eu) termina apaixonado pelo parque de diversões, personagens e a atmosfera da história.

O livro é todo narrado pelo próprio personagem, anos depois. Com toques de saudades, valorização das memórias e mescla entre o tempo presente e passado, a história conquista o leitor. Joyland é incrível e entrou para minha lista de favoritos desse cara que, além de mestre do terror, é um dos escritores que mais me inspiram…

Bruna Paiva

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5 livros para ler na correria!

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Sei que, de vez em quando, a rotina e a vida corrida não nos deixam tempo restante para quase nada. Conheço muita gente que diz que não lê por pura falta de tempo para se concentrar. Bom, ler na falta de tempo, mesmo com a vida agitada, é questão de hábito. E o melhor para se acostumar com isso é começar com livros leves, que sejam fáceis de ler e, principalmente te divirtam.

 Trouxe uma lista com 5 livros para ler e se distrair da correria rotineira! Dá pra ler no caminho para a faculdade, no intervalo da escola, na volta do trabalho… Portanto, achem uma brechinha e apenas aproveitem a leitura!

1-      Doidas e Santas – Martha Medeiros

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Eu AMO as crônicas da Martha. Às vezes, compro O Globo de domingo só para ler a coluna dela. Doidas e Santas é uma das coletâneas de crônicas dela. O livro é super divertido e até deu nome a uma peça de teatro. Fora que os textos são curtinhos e independentes, ideal para ler quando o tempo está curto…

 

2-      Amor ao pé da letra – Melissa Pimentel

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Fiz resenha desse livro aqui no blog em 2015(leia clicando aqui). Ele é muito engraçado. Em Amor ao pé da letra, uma mulher, cansada de sofrer por amor, resolve seguir um livro de auto-ajuda por mês. A história é real e as furadas em que a protagonista se mete garantem muitas risadas. É ótimo para deixar o astral lá em cima, mesmo com os estresses do dia a dia.

 

3-      Apaixonada por histórias – Paula Pimenta

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Nesse compilado de crônicas da Paula Pimenta a gente descobre várias coisas a respeito da autora. Ela conta histórias de vaárias épocas de sua vida de um jeito bastante bem-humorado. É um livro rápido de ler e muito divertido. Bem fininho, cabe na bolsa e, como são crônicas, sempre se encaixam numa brechinha de tempo. 

 

4-      360 dias de sucesso – Thalita Rebouças

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360 dias de sucesso conta a história da banda Pólvora, que teve exatos 360 dias de muito sucesso. É um livro incrível, pelo qual eu tenho muito carinho (leia minha resenha aqui). É impossível não se apaixonar pelos personagens. É ótimo para levar na bolsa, porque é muito fácil de ler, a história é divertida, leve e faz a gente acreditar nos sonhos.

 

5-      Eu Odeio Te Amar

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Esse livro tem uma história louca e ao mesmo tempo bonitinha e engraçada. A protagonista descobre um dia antes do casamento que seu noivo a traiu. Ela resolve então se vingar de seu amado. Mas as formas que ela encontra para isso são as piores possíveis. A garota só se mete em confusão! A história é muito engraçada e boa para espairecer e rir um pouquinho entre uma correria e outra.

 

 

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Quatro autoras e um livro inesquecível

wp-1453815711245.jpgQuando a Gutenberg lançou o projeto do livro Um Ano Inesquecível eu pensei “que ideia sensacional”. Cresci lendo Thalita Rebouças, adoro a Bruna Vieira, me apaixonei pelo primeiro livro da Babi Dewet e sempre quis ler algo da Paula Pimenta. Eu simplesmente precisava desse 4 em 1; e, como contei para vocês aqui, ele foi uma das minhas aquisições da Bienal do Livro 2015.

Um Ano Inesquecível é uma coletânea de quatro contos, um de cada autora. Cada história se passa em uma estação do ano e a proposta era que fosse uma estação inesquecível, que de alguma forma mudasse a vida dos personagens. As quatro autoras contaram histórias divertidas e que me cativaram.

Todos os contos mexem com amor e adolescência. Só não entendi por que estavam fora da ordem das estações.

O primeiro é o inverno, de Paula Pimenta. Nele, Mabel é a protagonista e está furiosa por ser obrigada a viajar com os pais nas férias do meio do ano. A menina queria passar a folga da escola na casa de uma amiga, mas acaba tendo um inverno inesquecível com a família. Achei o conto um pouco previsível, mas ainda assim adorei a história, principalmente porque me identifiquei com a protagonista. É narrado em primeira pessoa pela própria Mabel e dá para acompanhar bem de perto os sentimentos dela durante todo o inverno!

O outono, de Babi Dewet, é o segundo conto. Nele, Anna Júlia concilia o último ano de escola com o estágio num escritório de advocacia. O conto se passa em São Paulo e, no caminho escola-estágio, Anna sempre cruza com um músico de rua. João Paulo também nota a presença da moça, que para sua surpresa odeia música. O que nenhum dos imagina é que nunca se esquecerão daquele outono.

A Babi arrasou. Foi o único conto que me fez chorar. Pela história e por ter me identificado com a vida corrida da protagonista. Os dramas dela, as inseguranças, muito do que eu passei em 2015. Descobri músicas que eu não conhecia e adorei renovar minha playlist.  Deu para sonhar em conhecer os dois personagens e juro que ia amar se eles ganhassem um livro só deles.

O terceiro conto é da Bruna Vieira e se passa na primavera. Jasmine está quase sendo reprovada em matemática em seu último ano do Ensino Médio. Quando a escola mostra a situação à sua mãe, a menina fica de castigo e é obrigada a ter aulas particulares com o professor a quem odeia. Mas tudo fica muito mais divertido quando ele coloca um de seus alunos da faculdade para dar as aulas em seu lugar.

Adorei o modo como a história corre. A narrativa é bem leve e a personagem principal é incrível. Ela passa por cima de todos os preconceitos e se joga de cabeça naquilo que quer. Gostei do drama e do final bonitinho que me fez sonhar acordada.

O verão de Thalita Rebouças é o último conto. Nele, Flávia acabou de terminar um relacionamento e tenta curtir as férias com as amigas Tati e Kaká. Por meio de aventuras amorosas do irmão de Kaká, o trio consegue ingressos para assistir ao espetáculo do carnaval carioca na apoteose, de camarote. O que elas nem imaginavam era quanta confusão aquele carnaval iria render. Gostei de como as coisas acontecem nesse conto. O texto flui e, quando percebi, já estava no final. A história é engraçada e eu juro que fiquei com pena da protagonista.

As quatro histórias são leves e divertidas. Mas o conto que eu mais gostei foi o da Babi Dewet, achei pouco previsível e simplesmente me apaixonei pelos personagens. O livro é descontraído e uma ótima pedida para ler neste finzinho de verão. Inspira a gente a buscar também a nossa estação inesquecível.

Bruna Paiva

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Dias Perfeitos: perturbador e difícil de largar

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Já imaginou entrar na cabeça de um psicopata? Saber por que algumas coisas, que podem nos parecer completamente insanas, para eles fazem todo o sentido? Acompanhar o desenrolar de uma loucura justificada por pensamentos bem esquisitos? É exatamente para isso que o autor Raphael Montes te leva em Dias Perfeitos.

Téo é um jovem estudante de medicina, morador de Copacabana que não tem uma vida social lá muito ativa. Gertrudes, sua melhor amiga, é a maior prova disso. Entretanto, durante uma festa a que foi apenas para agradar sua mãe, Téo conhece Clarice. A garota é uma estudante de Artes que está escrevendo um roteiro para cinema.

Clarice é despachada e vive a vida à sua própria maneira. O que ela nem imagina é que o carinha que ela conheceu na festa vai acabar obcecado por aproximar-se dela. Essa fixação leva o futuro médico a uma sequência de ações extremas.

O que mais me intrigou em Dias Perfeitos foi que, quanto mais eu lia, mais tinha nojo do protagonista, mais achava ele louco e confesso que senti certo medo. Enquanto isso, Téo agia como se tudo fosse rotineiro e justificável. É um livro que te angustia. Te tira completamente da zona de conforto. É tão perturbador que você não consegue parar de ler.

Cheguei a fechá-lo algumas vezes pensando “não dá, esse cara é completamente louco, chega”. Dez minutos depois lá estava eu abrindo-o novamente porque “ai, meu Deus, preciso saber o que vai acontecer agora”. A narrativa é em terceira pessoa, mas só mostra o ponto de vista do protagonista. Ao mesmo tempo que você não aguenta mais a agonia de cada ação do personagem, sente a necessidade de terminar a história.

Raphael Montes é um autor carioca de 25 anos que vem tomando conta do suspense policial brasileiro. Com três livros publicados, Dias Perfeitos é o segundo, conseguiu um enorme reconhecimento na área. E não é para menos. Raphael escreve muito bem e consegue prender seu leitor. Nesse livro, é claro um profundo trabalho de pesquisa, tanto para algumas ambientações, quanto para a construção do personagem principal.

Confesso que o final da história me decepcionou um pouco. Não gostei de como as coisas se encerram. Entretanto, é um desfecho que combina perfeitamente com a loucura de toda a história e da mente de Téo. Quando terminei de ler bateu um certo medo por saber que realmente existem pessoas tão doentes quanto o personagem andando por aí. Qualquer um de nós pode ser a próxima vítima de um Téo da vida real.

Bruna Paiva

 

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Trilogia Jogos Vorazes: Livros X Filmes

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Na semana passada, chegou aos cinemas o último filme da série Jogos Vorazes. Eu, como boa fã da série, fui assistir. Voltei querendo contar o que achei da adaptação. Entretanto, em vez de contar somente minhas impressões sobre A Esperança- parte 2, resolvi falar um pouco sobre toda a trilogia (e seus 4 filmes).

Em 2012, enquanto procurava algo para assistir no Netflix, achei Jogos Vorazes, um filme que havia saído do cinema há pouco tempo. Decidi assistir, mesmo sabendo pouco sobre a obra. A única coisa que eu sabia era “uma menina vai para guerra para proteger a irmã mais nova”. Um resumo meio distorcido e superficial do início da história.

Assisti ao filme e, obviamente, me surpreendi. Chorei feito criança me apeguei aos personagens e, enquanto os créditos subiam, tive certeza de que queria ler aquele livro. No dia seguinte cheguei ao ballet caçando minha amiga, que eu sabia ser fã da série. Ela me emprestou o livro e eu o devorei. Percebi que o filme havia omitido algumas partes e que um completava o outro. Fiquei curiosa pela continuação da história e ganhei Em Chamas de Natal. Em três meses li toda a trilogia.

Assisti as adaptações dos três últimos filmes já por dentro de tudo o que aconteceria na história. Esperando pelas minhas cenas preferidas, pelas falas marcantes e por, quem sabe, uma piedade do diretor para com as vidas de alguns dos meus personagens favoritos.

Jogos Vorazes é incrível, o filme passa a tensão do livro e te faz sofrer com os personagens, torcendo por eles. No primeiro filme, alguns detalhes foram deixados de lado e personagens simplesmente mudados. Um exemplo é o broche de tordo da Katniss. No filme, é ela mesma quem o compra no Prego. Enquanto, no livro, ele lhe é dado por uma colega de infância, filha do prefeito do Distrito 12.

Apesar disso, tem sacadas incríveis, como as cenas do Presidente Snow e dos idealizadores dos jogos. Nada disso é mostrado no livro, mas completou perfeitamente a história. É mais fácil entender a cabeça do pessoal da capital com essas cenas.

Ainda assim, meu livro preferido da série é sem dúvidas Em Chamas. Curiosamente, foi a melhor adaptação para o cinema. O filme foi incrivelmente fiel ao que Suzanne Collins escreveu. Completando a história com mais algumas das cenas na capital, sem a protagonista. Os efeitos especiais, em todos os filmes, são incríveis. Mas em Em Chamas, a recriação da arena relógio e cada uma de suas armadilhas foi simplesmente perfeita.

Outra coisa que sempre me chamou a atenção foi a escolha do elenco. Poucos são os atores que não se encaixaram perfeitamente ao personagem. Jennifer Lawrence é inteira Katniss, Sam Caflin é o próprio Finnick Oddair, Woody Harrelson foi feito para ser Haymitch e o que dizer de Elizabeth Banks como Effie Trinket?

Quando li A Esperança, confesso que fiquei meio decepcionada. Não gostei do final que foi dado à série. Se você ainda não leu, ou não assistiu, prepare-se para não gostar. Achei que o último livro não fez jus aos dois primeiros. Suzanne Collins escreveu um primeiro livro incrível e uma continuação sensacional, mas no final eu pensei “sério?! Então é assim que acaba?”

Por isso, depois de assistir a Em Chamas, nem me empolguei muito para os próximos filmes. Ainda assim, fiquei chocada quando anunciaram que o final seria dividido em duas partes. Não havia a menor necessidade de produzir dois filmes de duas horas para contar um final frustrante e meio monótono até metade do livro.

Ficou mais do que claro que o objetivo não era seguir os detalhes da história. Uma coisa é Harry Potter e as Relíquias da Morte, que era um livro intenso e cheio de acontecimentos do início ao fim. A divisão do final deu super certo. O mesmo aconteceu em Amanhecer, final da saga Crepúsculo. Havia a necessidade de dividir o final em dois para contar tudo o que acontecia da melhor forma possível, o próprio livro é dividido em três partes. Agora, em A Esperança, a divisão foi puramente comercial. Os dois primeiros filmes são muito mais intensos do que a Parte 1 do final e nem por isso foram divididos.

Apesar do claro objetivo de vender mais entradas de cinema e prolongar o lucro por um ano a mais (e do final frustrante, é claro), a adaptação foi bem parecida com o livro. Os efeitos, as mortes e a própria relação de Katniss com todo o resto do mundo foram bem retratados. Confesso que, apesar de não gostar do final da série, me emocionei quando os créditos subiram.

É estranho chegar ao fim quando você acompanhou os personagens por tanto tempo. Se você odeia o final que deram aos seus personagens preferidos, nem se fala. A questão é que acabou, e agora só veremos Katniss e companhia da maneira como já foi escrita e filmada.

Jogos Vorazes, durante toda a série, traz uma mensagem forte. E, nos tempos que estamos vivendo, talvez as pessoas devessem parar para pensar. A verdade é que o ser humano é doente e capaz de tudo pelo poder. A história se repete. É sempre a mesma coisa, em esferas diferentes, em situações diferentes, mas a base não muda. Talvez devêssemos começar a tomar cuidado para não deixar que essa sede de poder nos leve a algo parecido com Panem.

Bruna Paiva

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A Lista Negra: triste e edificante

Baixar-Livro-A-Lista-Negra-Jennifer-Brown-em-PDF-ePub-e-MobiUm livro triste e brutal. Que trata de um assunto, infelizmente, atual e muito sério. Choca, provoca lágrimas e muita reflexão. Um livro que me fez chorar no meio de um shopping lotado e me deixou com uma baita ressaca literária. Estou falando de A Lista Negra.
Após um grande massacre no Colégio Garvin, Valerie Leftman acaba sendo responsabilizada pelo ocorrido. O motivo é simples: foi ela quem criou a lista das pessoas em quem Nick Levil, seu namorado, atirou. A lista daqueles a quem odiavam, as pessoas que faziam bullying contra o casal. Val não tinha ideia do que o namorado planejava, e acaba atingida ao tentar pará-lo. Depois do banho de sangue, Nick se mata.

Quando a Lista Negra é descoberta, apesar de inocentada pela polícia, Valerie é vista como vilã por todos a sua volta. Nem mesmo sua família a trata da mesma maneira. Após meses em casa, a menina precisa voltar para a escola e terminar o Ensino Médio. O que não será nem um pouco fácil já que tudo o que aconteceu naquele 2 de maio ainda está muito vivo na cabeça de todos os sobreviventes.

Descobri esse livro num vídeo da Pam Gonçalves e, quando encontrei na livraria, decidi comprar. Confesso que não pensei que o romance de Jennifer Brown fosse mexer tanto comigo. Entretanto, já na primeira página se tem uma ideia da atmosfera da história.

O livro entremeia a experiência de Val e notícias do jornal local, Tribuna de Garvin, sobre o massacre. A fórmula deixa o leitor num dilema absurdo em relação às personagens, principalmente no que diz respeito a Nick Levil. O garoto, que é visto por todos como um assassino cruel, é lembrado com carinho e saudades por Valerie.

Ao mesmo tempo que eu entendia a dor que o casal sentia por causa do bullying, não havia como apoiar a atitude de Nick. Todo o ocorrido é extremamente triste dos dois lados. Me apeguei à Valerie e Nick de uma maneira que tornou a história ainda mais angustiante.

Já falei sobre bullying no texto Carrie: a estranha. Esse livro trata do mesmo assunto de uma forma tão trágica quanto a de Stephen King. As coisas que falavam e faziam contra Valerie, para muita gente, podem parecer bobas, mas ninguém sabe a dimensão que isso tem na cabeça de quem sofre. Me deixou mal porque já vi isso acontecendo; e que atire a primeira pedra aquele que nunca riu desse tipo de “brincadeira”.

Bullying é um assunto muito sério e a história de A Lista Negra não é nem um pouco fantasiosa. Apesar de Valerie e Nick serem fictícios, já houve diversos casos reais, um inclusive no Brasil em 2011. O romance de Jennifer Brown deveria ser leitura obrigatória nas escolas, principalmente no Ensino Médio. Todo adolescente que já praticou bullying precisava ler para tomar um choque de realidade.

O final não foi exatamente o que eu esperava, nem o que eu queria que acontecesse. Mas é um desfecho extremamente compatível com o resto do livro e não sei se algum outro se encaixaria tão bem.

A Lista Negra, lançado em 2009, foi o romance de estreia da autora americana, que desde então já escreveu diversos livros para o público jovem. Nunca havia lido nada de Jennifer Brown, mas a narrativa dela me cativou. É uma escrita leve e ao mesmo tempo carregada de detalhes e sentimento. Faz o leitor viajar e querer ser levado pelo ritmo dos acontecimentos. A história da lista que causou uma tragédia em Garvin com toda certeza entrou para a minha própria lista. A dos meus preferidos, é claro…

 

Bruna Paiva

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1808- uma aula de História esclarecedora

Livro_1808_Edicao_Especial_9788542203318_1469360Você presta atenção às suas aulas de história? Eu vou confessar que nunca foi minha matéria preferida. Entretanto, desde que comecei a prestar mais atenção às aulas, passei a gostar mais de estudar o passado. É quase como ler um romance, a diferença é que a história é real e tem o mundo de hoje como consequência.

Esse interesse pela disciplina me levou ao livro 1808, de Laurentino Gomes. A obra é uma aula de história completa sobre a vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil. Eu amei o livro.

Além de contar o que aconteceu no ano de 1808 de uma forma muito mais divertida que as aulas da escola, o livro é esclarecedor. Digo isto porque quem lê percebe que o país não mudou quase nada no que diz respeito a questões sociais e culturais.

Sempre ouvi dizer que a corrupção está nas raízes dos brasileiros, e agora percebo que infelizmente é a verdade sem tirar nem pôr. Os brasileiros lidam, suportam, fingem que não veem e praticam a corrupção desde o início do país. Ninguém faz nada sobre isso desde aquela época.

O jeitinho brasileiro? Adivinhem. Começou por lá também. Aliás, veio dos próprios portugueses que concediam privilégios políticos em troca de favores, desviavam dinheiro, entre outras maneiras de se corromper. O povo brasileiro nasceu no meio dessa loucura. Não é difícil perceber a plena ligação do passado com o presente.

A falta de educação que hoje presenciamos por aí, também não fica atrás. Em 1808 ninguém praticava higiene, bons modos ou respeito pelos outros. Pessoas comiam sem talheres e isso era encarado com normalidade. O rei D. João, que possui um histórico pífio de banhos em toda sua estadia no Brasil, foi diversas vezes flagrado defecando nos jardins do palácio, onde hoje temos a Quinta da Boa Vista. Já estendeu sua toalha naquele chão para um piquenique? Pois é, tive a mesma sensação.

A parte mais tocante do livro, que ganhou o Prêmio Jabuti, é a que trata da escravidão. A injustiça humana é algo que me revolta demais. Não consigo ler nada sobre nazismo sem cair em lágrimas. A escravidão tem o mesmo efeito. Um livro que era para ser informativo, me fez chorar com as descrições reais de condições desumanas com que pessoas eram tratadas quando feitas de escravos.

O livro, que foi resultado de uma pesquisa gigante do autor(incluindo consultas a bibliotecas de Portugal e outros países),  éIMG-20150906-WA0027 maravilhoso e tem mais duas sequências: 1822, que se passa durante o processo de  independência do país, e 1889, que conta a proclamação da República. Encontrei com o autor na Bienal do Livro, como já contei aqui pra vocês, e ele foi super simpático comigo.

Também na Bienal, encontrei uma versão dos livros voltada para o público infantil. Repletos de ilustrações, é uma ótima ideia para fazer as crianças se interessarem pela história do país.

Na versão original, a leitura é pesada, mas essencial para quem vive no Brasil de 2015. Principalmente aqueles que amam falar de política sem ter muitos argumentos.

Engraçado perceber que 207 anos depois as pessoas continuam acatando algumas imposições do governo e injustiças sociais sem questionar ou lutar mais por seus direitos. Ao ler 1808, percebi que Cazuza tinha razão: vivemos num museu de grandes novidades.

Bruna Paiva

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Minha tão esperada visita à Bienal

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Lançamento do livro Não Olhe, de FML Pepper

Sem dúvidas o evento mais esperado do ano, a XVII Bienal do Livro do Rio de Janeiro começou no dia 3 de setembro. Eu, como não podia deixar de ser, contei os dias para a minha visita, no último domingo, 06-09. Amo a Bienal e me lembro de cada edição que passei por lá, desde bem pequenininha. Cresci no meio dos livros e esse evento é uma espécie de paraíso para IMG-20150906-WA0016mim. Cheguei com a lista pronta e já sabendo o que queria em cada pavilhão, ainda assim, mudei planos por algumas surpresas que encontrei nas editoras.
Os stands, a cada ano mais criativos, dão um quê a mais de magia aos livros. As decorações de que eu mais gostei foram as da Novo Conceito e da Companhia das Letras. A primeira tem reproduções de páginas e capas gigantes, além de livros pendurados e uma ilha com carregadores de celular para os leitores. A segunda, é decorada com painéis de LED anunciando os lançamentos e uma estante enorme com vários títulos diferentes no portal de entrada.

Encontrei com alguns autores e, claro, saí com autógrafos!

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Com a FML Pepper e suas mortes…

Primeiro, fui ao lançamento do livro Não Olhe, da FML Pepper, na Editora Valentina e amei. A autora autografava acompanhada de personagens de seu livro que eram a cara da morte. E que morte, viu! Até senti que minha hora estava próxima… Como não tinha lido o primeiro da série, comprei Não Pare para começar. Enquanto autografava meu livro ela me deixou super à vontade para “ir morrendo” com seus personagens e depois se juntou à brincadeira.

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Com Laurentino Gomes no stand da Globo

Quando entrei na Editora Globo, tive uma grande surpresa: o autor Laurentino Gomes autografava seus livros 1808, 1822 e 1889. Recentemente, li o 1808 e adorei, em breve sai a resenha aqui no blog. Entrei no stand da editora justamente em busca do 1822. Quando soube que o autor estava lá, corri para a fila de autógrafos. Laurentino foi super simpático e ainda me desejou boa sorte no vestibular. Quando me perguntou o que eu queria fazer da vida e eu disse que cursaria comunicação, mas queria ser escritora, ele falou “Ah, então está na minha área!”

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Com a Mari Mortani

No stand da Novo Conceito, encontrei com a amiga Mari Mortani, do blog Magia Literária. Ela estava prestes a começar a mediação de um bate-papo com a autora Vanessa Bosso. Não pude ficar para participar porque ainda precisava fazer algumas coisas antes de ir embora, mas tenho certeza de que foi divertido. Aliás, a Mari vai estar na Bienal quase todos os dias para mediar debates e bate-papos com autores da Novo Conceito.

Rodando pelos Pavilhões, precisei parar para tirar foto em alguns lugares. A Mônica gigante me fez lembrar de uma infância repleta dos quadrinhos de Maurício de Souza. IMG-20150906-WA0013Este, aliás, impressionante. Do alto de seus 80 anos, o grande homenageado desse ano na Bienal autografava seus gibis sorridente e simpático para uma fila de fãs de todas as idades.  Um Christian Figueiredo gigante também me fez parar para um registro. Já no fim da minha visita, tive a sorte de cruzar com a fofa da Babi Dewet no estacionamento. Lógico que precisei pedir uma foto, né…

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Com a Babi Dewet no estacionamento

A única coisa que eu estranhei foi a logística de distribuições das editoras. Ao todo, são três Pavilhões. Entretanto, é no Pavilhão Azul que estão todas as grandes editoras, além de muitas distribuidoras e livrarias. Passei cinco horas só lá! Enquanto isso, o Pavilhão Verde era mais voltado para o público infantil, e o Laranja era das editoras universitárias e algumas distribuidoras. Acho que poderiam ter distribuído melhor para não concentrar todo mundo num lugar só.

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Alguns dos livros que comprei

Ainda assim, eu amei o passeio e pretendo voltar. A Bienal está linda e acontece até o dia 13, domingo, com uma programação incrível e vários autores convidados como Sophie Kinsella, Anna Todd e outros. No último domingo do evento (dia 13-09), que é quando eu pretendo voltar, vai rolar um lançamento que fará o Riocentro tremer. Quatro das autoras mais queridas pelo público jovem no país lançam, juntas, o livro Um Ano Inesquecível pela editora Gutenberg. Thalita Rebouças, Paula Pimenta, Bruna Vieira e Babi Dewet com toda a certeza vão levar um público enorme!

Deixo aqui pra vocês a lista dos livros que trouxe em minha primeira visita à Bienal. Grande parte deles vai acabar ganhando resenha aqui no blog!

  • Um Ano Inesquecível – Paula Pimenta, Babi Dewet, Bruna Vieira e Thalita Rebouças (Ed. Gutenberg)
  • Não Pare – FML Pepper (Ed. Valentina)
  • Eu Sou Malala – Malala Yousafzai (Ed. Cia das Letras)
  • 1822 – Laurentino Gomes (Ed. Globo Livros)
  • O Misterioso Caso de Styles – Agatha Christie (Ed. Globo Livros)
  • Cartas de Amor aos Mortos – Ava Dellaira (Ed. Seguinte)
  • Apenas Um Ano – Gayle Forman (Ed. Novo Conceito)
  • Apaixonada Por Histórias – Paula Pimenta (Ed. Gutenberg)
  • Eu Odeio Te Amar – Liliane Prata (Ed. Gutenberg)
  • Muito Mais Que 5 Minutos – Kéfera Buchmann (Ed. Paralela)
  • O Réu e o Rei – Paulo César De Araújo (Ed. Cia das Letras)
  • Joyland – Stephen King (Ed. Suma de Letras)
  • Eu Fico Loko 2 – Christian Figueiredo de Caldas (Ed. Novas Páginas)
  • Dias Perfeitos – Raphael Montes (Ed. Cia das Letras)

Bruna Paiva

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