Pega, mas se apega, sim!

”Da sombra daquele beijo

Que farei, se a tua boca

É dessas que sem desejo

Podem beijar outra boca? ”

(Manuel Bandeira)

 

Nunca gostei da ideia vazia de ficar com qualquer um, em qualquer lugar. Isso de pegar sem se apegar, de ir para a balada e ficar com dois, três, ou mesmo só um com quem você não tem a menor intimidade, não tem graça nenhuma.

Eu respeito o pensamento, mas nunca me encaixei no time do “pega, mas não se apega”. E, às vezes, acho que, se tivesse essa capacidade, minha vida seria realmente mais fácil. Me pouparia de boa parte da minha coleção de estresses e decepções.

Mas eu não consigo. Gosto de conhecer as pessoas. De sentar, conversar e descobrir o que temos em comum, quais as nossas diferenças, o filme bobo que ele mais gosta, falar daquela música que eu amo… Gosto de frio na barriga, de mão suando e coração acelerado.

Gosto da vontade que vai crescendo a cada conversa. De sentir minha pele arrepiando quando me encosta. Da tensão pré-beijo e do formigamento enquanto sua mão me percorre. Gosto de beijo com desejo, com sentimento de “até que enfim”.

Eu gosto de perder o fôlego. De pele na pele e dedos entrelaçados. Gosto de sorriso compartilhado, de olho no olho, conversa banal e piadas internas. Eu gosto do sentimento, do algo a mais. Gosto de parceria, segurança, de saber que tem alguém ali….

Você tem todo o direito de não querer se apaixonar, apesar de estar sempre “pegando” alguém. Mas não venha tentar me convencer de que tudo isso perde para um beijinho de balada em quem você mal sabe o nome.

Bruna Paiva

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Não se Apega, Não – o livro da Isabela Freitas mexeu comigo

Imagem: Reprodução

Imagem: Reprodução

Quem lê o título do livro “Não se Apega, Não” sem saber do que se trata, pode ficar tentando a achá-lo fútil. Deve ser um livro de auto-ajuda mandando as garotas saírem por aí pegando geral. Se você pensa assim, vai se surpreender.

Digo isso porque foi exatamente o que eu pensei quando vi o livro da Isabela Freitas. Mesmo já conhecendo o blog da Isabela, fiquei com o pé atrás e, confesso, um certo preconceito. Mesmo assim, decidi levar o “Não se Apega, Não” para ver qual era a do livro.

Caramba. É óbvio que quebrei a cara e o livro não era nada do que eu pensava. A Isabela mistura romance e auto-ajuda, ficção e realidade… E, com sinceridade, acho que toda garota que já sofreu uma decepção amorosa devia ler esse livro.

No quarto capítulo eu já estava refletindo sobre váaarias coisas da minha vida. Até postei um texto aqui inspirada por ele. O livro conta várias passagens da vida amorosa de Isabela. E tudo começa depois que ela termina um namoro de dois anos.

A protagonista tem que reaprender como é ser solteira e resolve desapegar dessa paranóia de ter que encontrar alguém. Ninguém “tem que” nada. Desapegar não é sair por aí pegando geral e beijando a primeira boca que vir pela frente. É deixar pra lá tudo o que te faz mal, sabe? Não se importar com o que os outros vão dizer…

O que a Isabela, que também é blogueira, prega no livro é que não devemos sair por aí feito loucos procurando o amor em cada cantinho. Ele vem para os desavisados, os que não estão o esperando. E eu concordo com ela. Não adianta nada achar que você “tem que” arrumar um namorado.

Já passei por isso de querer ter alguém do meu lado e dizer “eu preciso de um namorado”. E na real? Não, não preciso. Ninguém precisa. O amor não pode ser uma coisa que você sai caçando como em um Jogos Vorazes da vida real…

O “Não se Apega, Não” foi publicado pela Intrínseca, que parece começar a dar mais atenção a nós blogueiras (uhul). O livro é muito bom e realmente valeu a pena passar por cima do meu preconceito inicial…

Bruna Paiva

 

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