O palco salvou a minha vida

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No palco eu me sinto livre. Não me importa se atuo, danço ou faço os dois ao mesmo tempo. Ao colocar os pés num palco, sinto uma energia que refresca o rosto e deixa a boca doce. O cheiro de laqué e cortina velha revigora a alma de um jeito que só os artistas entendem. Felicidade que vem de dentro. Felicidade que vem da arte.

Sinto-me à vontade para ser quem sou. E experimentar tudo aquilo que nunca fui. A vibração que vem da plateia e a luz esquentando o meu rosto me encorajam a transformar arte em vida. É onde me sinto mais viva do que o normal. Brilho nos olhos, coração sambando, estômago frio e a adrenalina brincando da cabeça aos pés. Arte correndo nas veias.

Alguns dizem que fui picada pelos “bichinhos do teatro”. Eu prefiro acreditar que já tinha isso na alma. Adormecido, o amor pela arte sempre esteve ali. Até o momento em que, de fato, pisei num palco e experimentei a intensidade de ser artista.

O teatro mudou a minha vida. A dança mudou a minha vida. Libertou-me das vergonhas de ser exatamente quem eu quero ser. De ficar presa e conformada com o mundo; de afogar em minhas próprias mágoas. Livrou-me da condenação de ser igual a todos os outros.

Bruna Paiva

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Quarta-feira viro mãe solteira!

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A platéia espera ansiosamente pela história a ser contada. Do lado de dentro, muito nervosismo nas coxias. Os atores, que tanto ensaiaram e viveram aquela mesma história durante meses, ficam apreensivos e temem erros… Depois de repassar pela quinquagésima vez o texto e o roteiro, todos se unem para um sonoro “Merda”.

Ainda não chegou a hora, mas tenho certeza de que vou viver exatamente o parágrafo acima daqui a dois dias.

Esta semana começa o festival dos alunos do curso de teatro Miguel Falabella. Depois de um ano no curso, quarta feira é minha estreia nos palcos. Não tenho medo de palco, fui acostumada desde pequena a encarar a platéia por causa da dança. Mas sabe aquele nervoso misturado com ansiedade que bate quando tá chegando a hora?

A peça se chama “Os melhores anos de nossas vidas” e é um texto de Domingos de Oliveira. Conta a história da juventude de quatro amigos, Artur, Pedro, Felipe e Edgar nos anos 50. A minha personagem é uma jovem mãe solteira, o que naquela época era muito pior do que hoje em dia…

Confesso que em dezembro eu já não aguentava mais ensaiar. Mas os ensaios da primeira semana de Janeiro, embora beeem cansativos, foram incríveis. Não é fácil passar o dia inteiro no teatro ensaiando e sem hora para descansar ou sequer almoçar. Mas ver que a peça tá ficando pronta e que, se Deus quiser, tem tudo pra dar certo é uma sensação muito boa.

O festival dos alunos do teatro começa nesta segunda(06-01) com a peça “Querô” de Plínio Marcos. E eu vou estar lá para prestigiar os coleguinhas haha. A minha peça é dia 8, quarta-feira Às 20h. Pra quem quiser me assistir, ainda tenho ingressos!

Queria compartilhar esse momento de ansiedade com vocês. Espero que dê tudo certo… Depois da peça eu posto fotos aqui e conto como foram os bastidores. Torçam por mim!

Bruna Paiva