O palco salvou a minha vida

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No palco eu me sinto livre. Não me importa se atuo, danço ou faço os dois ao mesmo tempo. Ao colocar os pés num palco, sinto uma energia que refresca o rosto e deixa a boca doce. O cheiro de laqué e cortina velha revigora a alma de um jeito que só os artistas entendem. Felicidade que vem de dentro. Felicidade que vem da arte.

Sinto-me à vontade para ser quem sou. E experimentar tudo aquilo que nunca fui. A vibração que vem da plateia e a luz esquentando o meu rosto me encorajam a transformar arte em vida. É onde me sinto mais viva do que o normal. Brilho nos olhos, coração sambando, estômago frio e a adrenalina brincando da cabeça aos pés. Arte correndo nas veias.

Alguns dizem que fui picada pelos “bichinhos do teatro”. Eu prefiro acreditar que já tinha isso na alma. Adormecido, o amor pela arte sempre esteve ali. Até o momento em que, de fato, pisei num palco e experimentei a intensidade de ser artista.

O teatro mudou a minha vida. A dança mudou a minha vida. Libertou-me das vergonhas de ser exatamente quem eu quero ser. De ficar presa e conformada com o mundo; de afogar em minhas próprias mágoas. Livrou-me da condenação de ser igual a todos os outros.

Bruna Paiva

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Aniversário do blog! Três anos de Adolescente Demais!

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Hoje, 26 de dezembro, é aniversário do Adolescente Demais. Três anos atrás eu começava o blog que ia mudar a minha vida.

Em 2013, eu tinha 15 anos e estava saindo de um ano muito pesado em todos os sentidos da minha vida. O único lugar em que eu conseguia expressar o que eu sentia naquele período cheio de emoções era meu bloguinho sem domínio, com layout brega, e que ninguém se dava o trabalho de ler. Naquele ano, eu só percebi a importância que o blog tinha para mim quando o perdi.

Na época, tive raiva, muita raiva e fiquei extremamente decepcionada. Mas, hoje, percebo que, não fosse a maldade que fizeram com meu primeiro blog, muita coisa incrível não teria acontecido. Criei o Adolescente Demais no final de um ano difícil e, três anos depois, reconheço que aquele 26 de dezembro mudou completamente minha vida.

Por causa do blog, comecei a escrever mais e mais. Por causa do blog, tive contos publicados, conheci pessoas incríveis e comecei a me encantar cada vez mais pelo mercado editorial. Por causa do blog eu decidi que queria a escrita para minha vida, escolhi minha faculdade e, por isso, estou aqui hoje. Por causa do Adolescente Demais eu sou a Bruna Paiva.

Muito obrigada universo, por ter me proporcionado essa mudança lá em 2013, mesmo que, de alguma forma, tenha me feito sofrer. Ninguém cresce, nem amadurece sem dor e tropeços. Muito obrigada à minha família pelo apoio de sempre. Por terem me incentivado a criar outro blog e continuar a escrever; e por continuarem me apoiando a cada nova decisão. Obrigada meus leitores incríveis! Sem vocês o Adolescente Demais não teria muita graça.

E obrigada principalmente a você, meu querido blog. Por estar comigo todos esses anos, por cada conquista e por me permitir ter onde expressar aquilo que sinto. Vamos juntos para sempre. Eu com você e você comigo.

Bruna Paiva

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Dona de si

woman-1208328_640.jpgEla anda descalça pelos corredores da faculdade e não se incomoda se a blusa estiver amarrotada. Ela ama moda e veste tudo o que acha bonito, mas, quando a preguiça é maior, ela corre para as combinações de sempre. Ela usa tênis com qualquer meia e só passa maquiagem quando está com paciência.

Ela dá um nó no cabelo bagunçado, sem pentear, e sai de casa numa boa. No fone de ouvido, escuta de Beatles a Molejo. Adora livros densos, mas se derrete com os romances adolescentes. Ela come de tudo o que gosta e uma vez por dia dá uma volta no quarteirão com o cachorro. De vez em quando ela pega a bicicleta e pedala pela cidade. Ela assiste a filmes de ação, comédia, romance e terror.

Ela não bota dificuldade em nada. Não se priva do que quer. Se está louca para ir à praia, dá um jeito e vai. Quer sair para beber? Chama as amigas. E, se ninguém for, ela vai sozinha mesmo. Ela sai com quem tiver vontade e faz o que estiver a fim. Até sonha em encontrar um amor, mas não se prende a ninguém por pura carência.

Paga as próprias contas e ama viajar. Ela não tem vergonha de nada. Faz tudo o que quer na vida e não esconde isso de ninguém. Não dá a mínima atenção aos julgamentos vindos de gente que no fundo queria ser como ela.

Ela é livre, dona de si. É quem manda no próprio corpo, nas próprias vontades, na própria vida. Ela queria que todas as outras mulheres pudessem sentir a liberdade de ser assim: escritora do próprio destino.

Bruna Paiva

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O que você faria se soubesse que esse é o seu último dia na Terra?

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Eu faria uma aula de ballet. Depois uma de sapateado, talvez uma de jazz também. Eu escreveria para o meu diário, que esteve comigo em todos os momentos da minha vida. Eu tentaria falar com todos aqueles que eu amo e agradecer por tudo, dizer o quanto eu os amo. Tentaria também falar com todas as pessoas que já foram, de alguma forma, importantes na minha vida e agradecê-las.

Eu provavelmente escreveria para meus ídolos agradecendo todas as loucuras que eles me proporcionaram. E abraçaria muito forte o meu irmão. E meu pai. E minha mãe. E minha avó. Bom, acho que teria um bocado de abraços muito fortes para dar.

Talvez eu escrevesse um texto sobre a sensação de se saber que esse é o último dia de sua vida. Taí, daria um bom texto.

Eu comeria macarrão, e petit gateou, e camarão. E costela com molho barbecue. Sushi! Com certeza sushi. E o bolo de doce de leite crocante da Lecadô, definitivamente esse bolo. E comida árabe. Meu Deus, eu amo comida árabe. E o milk-shake de Ovomaltine do Burger King. Ah, e também um hambúrguer na Madero, que é a melhor hamburgueria que eu já fui na minha vida. Lógico que eu não conseguiria comer isso tudo. Então comeria um pouco de cada um e depois garantiria a refeição do dia para alguns moradores de rua.

Bom, eu ligaria o som no último volume, escolheria uma música que eu amo e dançaria que nem louca no meu quarto. Só de calcinha. Eu assistiria cenas dos meus filmes preferidos e leria trechos dos livros que mudaram minha vida. Reuniria alguns amigos para relembrar momentos engraçados e chamaria meus primos para fazermos uma última bagunça, daquelas que fazem lembrar a importância de se ter uma família.

Eu conversaria com meu irmão e correria com minha cachorra. Eu iria numa perfumaria só para passar o meu perfume favorito. Eu pintaria uma unha de cada cor para a indecisão não me corroer. Eu tomaria um banho de mangueira como quando eu era criança. Eu iria até a praia e me lambuzaria de areia. Falando em lambuzar, eu realizaria um sonho que a Xuxa plantou na minha cabeça. Envolve baldes de tinta e muita sujeira.

Pensando bem, tudo o que eu faria se eu soubesse que ia morrer eu posso fazer sem essa pressão… Quando comecei a escrever esse texto minha intenção não era essa. Ouvi a pergunta “o que você faria se fosse seu último dia na Terra?” e resolvi pensar.

Depois de colocar para fora tudo aquilo que veio em minha cabeça, percebi que são coisas que posso fazer em qualquer dia da minha vida e significam tanto que não consegui pensar num último dia de vida sem elas. Mas a questão é que eu não preciso estar morrendo para fazer nada disso. Acontece que só damos valor às coisas quando perdemos. Ou, nesse caso, quando nos vemos prestes a perder.

Bom, não tenho como realmente prever quando será meu último dia na Terra. Mas tendo em mente que essas são algumas das coisas mais importantes da minha vida, acho que posso começar a coloca-las em prática. Afinal, não se sabe o dia de amanhã.

E você? O que faria se esse fosse seu último dia na Terra?

Bruna Paiva

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No meio do caminho tinha uma ex

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Era o homem perfeito. Beijo gostoso, sexo gostoso, simpático, bem-humorado, cheiroso. Altruísta, amante de arte. Tinha bom gosto, vestia-se bem, cozinhava bem. Era tudo o que toda mulher já sonhou um dia. Tão perfeito, que seu único defeito nem mesmo estava nele.

Quem nunca foi ex? Eu sou ex, você é ex e quem não foi um dia será. O mal da ex em questão era a ilusão de ainda fazer parte da vida dele. Tudo causado pela pequena mentira que se conta ao fim dos relacionamentos: “Seremos amigos”. Veja bem, não há problema em conviver e se dar bem com seu ex-namorado. É saudável . Tornar-se amiga do ex não é tão fácil, mas também é possível, aceitável.

O problema é quando a ex-namorada liga todas os dias desejando boa noite. Quando a ex resolve discutir com a atual sobre o que dar de presente no dia dos namorados. Quando a ex-namorada continua organizando a agenda de compromissos dele e chama a irmã dele de “cunhadinha”. Quando a mãe dele chama a ex de nora e a atual pelo nome.

Ele era o homem perfeito. É compreensível a vontade dela de continuar por perto. Mas não sou evoluída o bastante para achar admissível que ele o permita. Mesmo que por consequência de ser tão perfeito, altruísta e se preocupar com o bem estar de alguém que um dia já o fez feliz.

Ele era o homem perfeito, o caminho ideal para a felicidade, eu sei. Mas acontece, minha amiga, que tinha uma ex no meio desse caminho.

Bruna Paiva

 

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Nem mesmo em sonho

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Acordei assustada sem saber direito por quê. Olhei em volta. Era meu quarto. Nada de anormal parecia acontecer. Só um pesadelo, penso, mas não me lembro sobre o que… Passei a mão no rosto para esfregar os olhos e as imagens vieram todas de uma vez em minha cabeça. Você.

Sim, foi um sonho. Pesadelo, talvez. A questão é que você estava lá. Por quê? Dizem que os sonhos são coisas que estão em nosso subconsciente. Mas já faz tanto tempo…

 Não me lembro nem de ter pensado em você recentemente. Aliás, há dias em que realmente esqueço de sua passagem por minha vida. Dias em que o simples fato da sua existência em algum lugar por aí não me atormenta.

Nesses dias, ando nas ruas sem pensar na angustia que seria te encontrar. Sem olhar para todo lado, parte apreensiva, parte à procura. Não troco de calçada a cada peça que minha cabeça, aliada à minha miopia, me prega, fazendo-me acreditar que é você caminhando em minha direção.

Desde a noite do sonho, esses dias têm sido raros.  

Segurei o impulso de procurar por você na internet. Sei o que vou encontrar, porque já deixei a curiosidade me levar algumas vezes. Você está feliz, sem traumas, sem culpa, com uma nova iludida ao seu lado. O sorriso de vocês dois me faz imaginar se com ela é realmente só ilusão. Se talvez você não a ame de verdade.

Por mais que todo sentimento bom que já tive por você tenha se transformado, sua vidinha perfeita ainda me dá nos nervos.

Por isso, preste atenção: não apareça mais na minha vida. Nem mesmo em sonho.

Bruna Paiva

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Um disfarce para o desespero

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Ela canta alto, quase gritando. Nos ouvidos, os fones já a desligaram de qualquer outra realidade que não a música. Os olhos inchados e as lágrimas ocasionais não combinam com a letra divertida e nem com a melodia animada. Mas a intenção dela é exatamente essa.

Quer mostrar pra si mesma que não há necessidade para desespero. Talvez não acredite tanto quanto gostaria que, no fim, tudo vai dar certo. Por isso escolheu a playlist que lhe traz boas lembranças, boas vibrações.

A verdade é que ela só quer que fique tudo bem. Gostaria de saber lidar com os problemas da vida sem entrar em prantos. Mas até agora tem falhado. A música acalma, assim como os vídeos engraçados dos carinhas a quem ela assiste no Youtube. Desaceleram o ritmo do desespero por tudo.

A verdade é que ela é cabeça dura. Desconfiada demais para desabafar as mágoas e preocupações. Só confidencia lágrimas a poucos amigos: os fones de ouvido, o chuveiro, o papel e a caneta. Longe deles, veste seu melhor sorriso e a cara de mulher independente. Acha que, de tanto fingir, um dia se torna verdade.

E é assim, rindo e chorando ao mesmo tempo, mentindo para si e para os outros, que ela segue tentando lidar com os obstáculos da vida. No fundo, ela quer ser a mulher madura que encarna todos os dias. Mesmo sabendo que nunca vai se livrar da menina que cai em lágrimas e corre para músicas animadas, sempre que se vê numa situação difícil.

Bruna Paiva

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Eu te perdoo

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Estou escrevendo para dizer que te perdoo. Sim, perdoo seus erros, seu desvio de caráter, seu louco sentimento de vingança e todo o mal que me causou. Perdoo pelas amizades que perdi e pelos momentos que eu poderia ter vivido. Te perdoo por absolutamente tudo o que já passou.

Reconheço que costumava manter um rancor, uma mágoa intensa que pesava a cada vez que te encontrava. Ultimamente, o peso veio se esvaindo e, confesso, hoje, não o sinto mais. Chega um momento em que não se suporta carregar tanto ressentimento no coração. Precisava viver sem que nada me impedisse de ser completamente feliz. Sem que nenhum rancor me obrigasse a mentir para mim mesma dizendo que era melhor assim.

Talvez meu coração tenha entendido isso antes da minha cabeça. Porque, quando me dei conta, o peso já não estava mais ali. Sua presença já não me incomodava mais, nem mesmo te dirigir a palavra era tão dolorido. Não entendo o que mudou depois de todo esse tempo, mas é mais fácil viver agora. Sem a obrigação de te odiar pelo que houve no passado.

Quem nunca cometeu erros? Eu já errei tanto… Hoje entendo que não se pode viver de mágoas. Veja bem, meu perdão não é um aval de reconciliação. Não é como se eu fosse te dar uma segunda chance. Ainda acho burrice que voltemos a conversar. Sabemos que as coisas não voltariam a ser como antes. Seria estranho demais.

Sei que não se pode dizer nunca. Quantas vezes eu mesma já não quebrei a cara ao dizer “dessa água não beberei”? Digamos que, por hora, o perdão é o máximo que eu consigo lhe proporcionar. Mais por mim do que por você. Dessa forma, eu vivo com o coração mais leve e você segue seu caminho sabendo que foi perdoado.

Bruna Paiva

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Existe vida sem Whatsapp?

whatsappOntem, ao chegar da minha colação de grau, abri o Facebook e me deparei com o assunto do momento: a pausa no Whatsapp. Não fazia ideia do porquê do alvoroço que se estendia ao Twitter e todos os sites de notícia. Foi um dia corrido e não tive tempo de abrir a internet antes. Em cinco minutos descobri o que causava tanto reboliço nas redes sociais. Por uma ação judicial, o Whatsapp seria bloqueado durante 48h em todo o Brasil (o que não se concretizou, a agitação foi tanta, que em 12 o aplicativo já havia sido liberado).

Quero deixar bem claro que não concordo com a “punição” determinada pela justiça brasileira. Até porque, o bloqueio do aplicativo, às vésperas da minha festa de formatura, quando ainda preciso resolver algumas coisas à distância, também me prejudicou. Por mais que fosse uma investigação importante, é de praxe para a empresa não quebrar o sigilo de seus clientes. Não acho correto os usuários, que nada têm a ver com a questão política, saírem no prejuízo. Entretanto, fiquei realmente assustada com o completo desespero que vi entre meus amigos e dentro de minha casa.

Para começar, há três anos ninguém usava Whatsapp. Não seria tão difícil assim voltar para o SMS ou o Messenger do Facebook, que é mega funcional; ou mesmo o extinto MSN, que eu amava e ainda acho um crime que tenhamos abandonado. Ah, existe uma coisa chamada telefone, a principal função do seu celular inclusive, dá para se comunicar por lá também. E outra: seriam só 48 horas. Talvez seja difícil de aceitar, mas acreditem, existe vida além da tela do celular.

Será que realmente é preciso tamanha inquietação por dois dias sem um aplicativo que nem estava em nossas vidas há quatro anos? Depois de algumas horas sem nenhuma notificação de Whatsapp, alguns pensamentos me vieram.

Lembrei que, quando eu era pequena, fazia minha mãe comprar cartões de Natal para entregar aos meus amigos, e sempre recebia um monte deles também. Sinceramente, não me lembro do último cartão de “Feliz Natal e um próspero Ano Novo” que recebi. Tenho esses papeis guardados e sinto falta desse carinho físico. O contato virtual é legal, mas não se compara a uma cartinha com a letra da pessoa. Ou a um abraço daquele amigo que você não vê há tempos.

O mesmo acontece no seu aniversário. Quantas pessoas te mandam cartões desejando coisas boas no seu aniversário? Nenhuma? Bem-vindo ao time. Hoje em dia, poucas pessoas me ligam no meu aniversário. Mas é claro que chovem “Parabéééns, tudo de melhor na sua vida. Bjs”. É claro que eu amo receber recadinhos de aniversário no Facebook, Whatsapp, Twitter, mas nem se compara a emoção de atender o telefone e ouvir a voz de alguém especial te desejando os parabéns.

É engraçado como os grupos estão sempre lotados de mensagens, mas quando é para se reunir na vida real, criamos mil dificuldades. Parem e pensem, pessoal, será que 48 horas sem esse aplicativo seriam realmente tão sacrificantes? E se o Whatsapp ou as redes sociais acabassem pra sempre, sua vida iria junto? Será que realmente precisamos de tanto desespero por um recurso que, repito, há quatro anos não nos fazia falta?

Se as coisas continuarem nesse rumo, eu realmente tenho medo do que pode acontecer se um dia essa “vida” virtual vier abaixo…

Bruna Paiva

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